![[Análises] Política Social - fundamentos e história: fundamentos e história (Elaine Rossetti Behring) Resumidos. — 9Natree Brazil cover](https://brazil.9natree.com/coverSQL/8524912596.jpg)
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A
Hi, Ryan Reynolds here for Mint Mobile. Are you looking for a beach read this summer? May I suggest your big wireless bill? It's got suspense, mystery, a slightly flat emotional arc, and a shocking twist where you realize you've been overpaying the entire time. Fortunately, though, Mint's story is better. Every plan, $15 a month, even unlimited. That's it. Happy ending, zero tears. Give it a try at mintmobile.com.
B
Olá, sou Francisco. Bem-vindo ao podcast 9RTree. Hoje vou resumir e analisar o livro. Política Social, Fundamentos e História é uma obra de referência da área de Serviço Social e Estudos de Política Pública, escrita por Elaine Rossetti Behring, em coautoria com Ivanette Bochetti, publicada pela Cortés. O livro oferece uma introdução teórica e histórica à política social, combinando rigor conceitual com linguagem didática, o que o torna acessível sem perder densidade analítica. Seu foco principal é explicar como a política social se forma no interior do capitalismo, quais disputas moldam sua expansão ou retração e de que modo essas dinâmicas aparecem no Brasil. A obra é especialmente útil para compreender a relação entre Estado, classes sociais, liberalismo, keynesianismo, fordismo e neoliberalismo, sempre articulando a experiência dos países centrais com a realidade brasileira. Por isso, funciona tanto como porta de entrada para estudantes, quanto como ferramenta de atualização crítica para profissionais que lidam com seguridade social. direitos sociais e financiamento público. Vou compartilhar os principais aprendizados deste livro. Primeiramente, a política social como objeto teórico e histórico, e não como simples ação estatal. O primeiro eixo do livro é metodológico. Ele mostra que política social não deve ser entendida apenas como conjunto de programas ou benefícios, mas como uma construção histórica vinculada às formas de organização da sociedade capitalista, Essa escolha é decisiva porque impede leituras meramente administrativas, que tratam a política social como técnica neutra de gestão. A obra apresenta diferentes matrizes de interpretação, incluindo a perspectiva funcionalista, a influência do idealismo e a contribuição da tradição marxista, para evidenciar que cada abordagem produz uma explicação distinta sobre origem, função e limites da política social, Ao privilegiar o método, o livro ensina o leitor a perceber que toda política social expressa conflitos, correlações de força e interesses de classe. Isso amplia a compreensão do tema para além da aparência institucional e ajuda a localizar a política social dentro de uma totalidade histórica mais ampla, na qual estado, trabalho e reprodução social estão continuamente articulados. Em segundo lugar, capitalismo, liberalismo e a negação inicial dos direitos sociais Segundo o tópico central, examina como a política social surge em tensão com o liberalismo clássico e com a lógica da acumulação capitalista, o livro enfatiza que a questão social não aparece como problema moral isolado, mas como resultado das contradições produzidas pela exploração do trabalho e pela pobreza gerada no próprio desenvolvimento do capitalismo. Nesse contexto, o liberalismo tende a negar ou minimizar a necessidade de intervenção estatal mais ampla, defendendo a liberdade de mercado e a responsabilização individual. A obra mostra que as políticas sociais começam a ganhar espaço quando a pressão das lutas da classe trabalhadora e a intensidade das crises do capital tornam insuficiente a mera. Essa abordagem é importante porque revela que a política social, desde o início, combina proteção e controle reconhecimento parcial de direitos e preservação da ordem social existente. Em terceiro lugar, Keynesianismo-fordismo e a expansão do welfare state. O livro dedica atenção especial ao período em que a política social se generaliza nos países capitalistas centrais, ligado ao arranjo keynesiano-fordista e ao chamado welfare state. Nesse momento, a combinação entre crescimento econômico, regulação estatal A ampliação do emprego e políticas de proteção social cria as condições para uma expansão inédita dos direitos sociais. A obra destaca os fundamentos socio-históricos dos anos de ouro do capitalismo, mostrando que a ampliação das políticas sociais não foi resultado de uma simples opção humanitária, mas de uma configuração específica de acumulação e de enfrentamento dos efeitos da crise anterior. O texto também relaciona esse processo à experiência brasileira, especialmente após a Grande Depressão, para mostrar que a incorporação de políticas sociais no Brasil ocorreu de modo desigual e dependente, O mérito dessa parte está em explicar que o welfare state não foi um modelo universal e estático, mas uma solução histórica situada, sustentada por pactos sociais, expansão produtiva e mediações estatais próprias de um período específico. Em quarto lugar, crise do welfare state, neoliberalismo e desestruturação da proteção social. Outro ponto fundamental do livro é a análise da crise do capitalismo a partir dos anos 1970 e da reação burguesa que se expressa no neoliberalismo. A obra mostra que a política social entra em uma nova fase, marcada por contenção de gastos, focalização, privatização parcial e enfraquecimento de direitos universalistas. Em vez de ampliar a proteção social, o neoliberalismo redefine seu alcance e desloca responsabilidades para o mercado, para a família e para a gestão individual dos riscos sociais. O texto também liga essa inflexão ao contexto brasileiro, acompanhando o percurso da ditadura à redemocratização e apontando como a institucionalização de direitos conviveu com limites estruturais de financiamento. desigualdade e subordinação às dinâmicas do capital. Esse capítulo é relevante porque evita uma leitura linear do progresso social, ele evidencia que conquistas institucionais podem ser desmontadas ou reconfiguradas quando muda a correlação de forças. A política social passa, então, a ser pensada como campo de disputa permanente e não como resultado irreversível de evolução institucional. Por último, política social no Brasil contemporâneo e inovação, conservadorismo e disputa pelo fundo público. O desfecho da obra se concentra no Brasil contemporâneo e examina as tensões entre inovação e conservadorismo na formulação das políticas sociais. A análise evidencia que, mesmo após a redemocratização, a expansão de direitos ocorreu em meio à persistência de traços estruturais conservadores, à contrarreforma neoliberal e à pressão por ajuste fiscal. Um dos aspectos mais importantes é a discussão sobre o fundo público, isto é, sobre a disputa em torno da alocação dos recursos estatais entre interesses sociais. econômicos e financeiros. O livro também associa política social, universidade e hegemonia neoliberal, indicando que a produção de conhecimento e a formação profissional não estão fora dessas disputas. Essa abordagem é valiosa porque amplia o debate para além da execução de programas. Ela mostra que a efetividade das políticas depende de financiamento de controle democrático e de um projeto societário, capaz de sustentar direitos. Assim, a obra oferece ferramentas para entender os limites e as possibilidades reais da política social brasileira no presente. Em conclusão, Política Social Fundamentos e História é indicado sobretudo para estudantes e docentes de serviço social, ciências sociais, políticas públicas e áreas afins. além de profissionais que atuam na seguridade social, na gestão pública e na defesa de direitos. Seu principal benefício está em oferecer uma base histórica sólida para interpretar a política social como processo contraditório, atravessado por disputas de classe, crises econômicas e diferentes projetos de Estado. Em vez de apresentar a política social como uma soma de programas, a obra trata como parte da dinâmica do capitalismo e, Por isso, ajuda o leitor a compreender tanto sua origem quanto seus limites contemporâneos. O livro se diferencia de muitas introduções da área por articular método, história internacional e realidade brasileira de forma consistente, sem simplificar os conflitos teóricos e políticos envolvidos. Essa combinação de rigor analítico, clareza didática e recorte crítico, faz da obra uma referência particularmente útil para quem precisa estudar o tema com densidade. Mas também para quem busca instrumentos de interpretação aplicáveis ao debate público e à prática profissional. Se você quiser apoiar Elaine Rosset Behring, você pode comprar o livro através do link da Amazon que disponibilizei na descrição do podcast. Depois de ler o livro, por favor, me diga o que achou e compartilhe seus pensamentos. Até mais!
Tema principal:
Este episódio do 9Natree Brazil, apresentado por Francisco, traz uma análise e resumo crítico do livro Política Social: Fundamentos e História, de Elaine Rossetti Behring e Ivanete Bochetti. O objetivo é oferecer um panorama teórico e histórico da política social, relacionando suas origens, disputas e transformações tanto no contexto global quanto brasileiro.
Este episódio traz uma síntese crítica e didática do livro Política Social: Fundamentos e História, explorando desde fundamentos teóricos até a realidade brasileira. O ouvinte sai com um panorama abrangente dos debates sobre política social, entendendo-a como processo em disputa, enraizado em correlações de força e trajetórias históricas – uma obra fundamental para quem analisa ou atua em políticas públicas no Brasil.