![[Análises] Serviço Social em tempo de capital fetiche (Marilda Villela Iamamoto) Resumidos. — 9Natree Brazil cover](https://brazil.9natree.com/coverSQL/8524913452.jpg)
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Olá, sou Francisco, bem-vindo ao podcast 9RTree. Hoje vou resumir e analisar o livro Serviço Social em Tempo de Capital, Fetiche e Capital Financeiro. Trabalho e Questão Social é uma obra de Marilda Vilela e Yamamoto situada no campo do serviço social brasileiro e da crítica marxista da sociedade contemporânea. publicado pela Cortés, o livro examina as transformações do capitalismo sob a dominância do capital financeiro e suas repercussões sobre o trabalho, as políticas sociais e as chamadas questão social. Em vez de tratar a profissão de modo estritamente técnico, A autora insere no movimento histórico mais amplo da reprodução das relações sociais, destacando como a precarização, a desigualdade e a reconfiguração do Estado alteram as condições de intervenção profissional. Trata-se, portanto, de um estudo teórico e analítico voltado a leitores que buscam compreender os fundamentos históricos e políticos do serviço social no Brasil e os desafios impostos pela conjuntura. Neoliberal e financiarizada, vou compartilhar os principais aprendizados deste livro. Primeiramente, a centralidade do capital financeiro na leitura da sociedade contemporânea Um dos eixos do livro é mostrar que as mudanças recentes dos capital nundi não serem entendidas apenas como ajustes econômicos, mas como reordenação estrutural da vida social. A expressão capital fetiche aponta para uma forma de dominação, em que o capital financeiro adquire aparente autonomia, obscurecendo as relações concretas de exploração que o sustentam, e Yamamoto parte dessa chave para interpretar o presente, relacionando financiarização, crise social e reestruturação do trabalho. Isso é importante porque desloca a análise do plano imediato das políticas públicas para a lógica histórica que organiza desemprego, informalidade e instabilidade laboral O resultado é uma leitura em que a economia não aparece separada da sociabilidade, o capital redefende padrões de produção, consumo, proteção social e também as bases materiais da intervenção profissional. Em segundo lugar, trabalho, precaração e reconfiguração das relações sociais O livro enfatiza que a questão do trabalho é central para compreender a sociedade capitalista atual e, por consequência, o cotidiano do serviço social. A autora analisa como a expansão da precarização, da flexibilização e da insegurança no emprego altera as formas de inserção dos trabalhadores e amplia vulnerabilidades sociais, Esse enfoque não se limita a descrever carências, mas explica por que a crise do trabalho repercute diretamente na família, na proteção social e na demanda por políticas públicas. Ao colocar o trabalho no centro da análise, Yamamoto também evidencia que o serviço social atua em uma realidade marcada pela fragmentação dos vínculos laborais e pela intensificação das expressões da desigualdade, Assim, a profissão é convocada a lidar não apenas com efeitos sociais isolados, mas com processos estruturais que produzem exclusão e instabilidade de forma sistemática. Em terceiro lugar, questão social como expressão histórica das desigualdades do capitalismo, a formulação da questão social um dos pontos mais relevantes da obra, porque a autora a trata como expressão histórica das contradições entre capital e trabalho. Não se trata de uma soma de problemas individuais, nem de um desvio conjuntural, mas de um produto das formas de organização da sociedade capitalista. Nesse sentido, pobreza, desemprego, violência, precarização e desigual, acesso a direitos, aparecem como manifestações articuladas de um mesmo processo. O livro ajuda a compreender que a questão social se transforma ao longo do tempo, acompanhando as metamorfoses do capitalismo e as estratégias de regulação estatal. Essa perspectiva é decisiva para o serviço social, já que fornece base teórica para interpretar as demandas que chegam aos profissionais sem reduzir-las a casos isolados. O enfoque histórico-metodológico impede leituras moralizantes e reforça a necessidade de análise crítica das desigualdades sociais. Em quarto lugar, serviço social diante das mudanças do Estado e das políticas sociais. Outro tema central é o impacto das transformações do capitalismo sobre o papel do Estado e sobre as políticas de proteção social. O livro mostra que a regressão neoliberal e a priorização da lógica financeira tendem a restringir direitos, focalizar programas e ampliar a seletividade das intervenções públicas. Para o serviço social, isso significa atuar em um cenário de maior escassez, maior cobrança por resultados e menor capacidade de universalização das políticas a autora não descreve apenas limites institucionais. Ela indica que a profissão precisa compreender a relação entre política social, reprodução da força de trabalho e disputa de projetos societários. Essa abordagem confere densidade ao debate profissional, porque situa a prática cotidiana dentro de uma totalidade social marcada por contradições, O livro, assim, funciona como instrumento para pensar os dilemas ético-políticos da atuação em instituições públicas e privadas. Por último, fundamentação teórica crítica para a formação e a intervenção profissional, a obra também se destaca por oferecer uma base teórica sólida para a formação em serviço social, articulando crítica da economia política, análise histórica e debate profissional. Em vez de apresentar receitas de intervenção, Yamamoto propõe um modo de leitura da realidade que fortalece a capacidade de interpretação crítica dos profissionais estudantes. Isso é relevante porque, em contextos de desmonte de direitos e intensificação da pobreza, a ação profissional exige mais do que domínio procedimental, requer compreensão das mediações entre estrutura social, políticas públicas e demandas concretas dos usuários. O livro, portanto, contribui para a construção de uma prática intelectualmente consistente, capaz de enfrentar as armadilhas do imediatismo e do pragmatismo. Sua importância reside em unir análise estrutural e implicações profissionais, tornando-se referência para quem deseja estudar o serviço social como trabalho inserido nas contradições do capitalismo contemporâneo. Em conclusão, Este livro é indicado, sobretudo, para assistentes sociais, estudantes de serviço social, docentes, pesquisadores e demais leitores interessados em crítica social e políticas públicas, for. Seu principal benefício está em oferecer uma interpretação rigorosa das bases históricas e econômicas que moldam a profissão, evitando leituras superficiais sobre pobreza. exclusão ou vulnerabilidade. Fou. A obra ajuda o leitor a entender por que a questão social não é um conjunto de problemas dispersos, mas uma expressão das contradições do capitalismo financiarizado. Ao mesmo tempo, amplia a capacidade de análise sobre o papel do Estado, a precarização do trabalho e os limites das políticas sociais em contextos de austeridade. O que diferencia este livro de muitas obras da área é a articulação entre densidade teórica e leitura concreta da realidade brasileira com forte enraizamento na tradição crítica do serviço social. Não se trata apenas de explicar a profissão, mas de reposicioná-la dentro do movimento histórico das relações sociais. oferecendo referências valiosas para a formação, a pesquisa e a intervenção profissional. Se você quiser apoiar Marilda Vilela Yamamoto, você pode comprar o livro através do link da Amazon que disponibilizei na descrição do podcast. Depois de ler o livro, por favor, me diga o que achou e compartilhe seus pensamentos. Até mais!
Podcast: 9Natree Brazil
Host: Francisco (9Natree)
Date: July 18, 2026
Neste episódio, Francisco realiza um resumo analítico da obra “Serviço Social em Tempo de Capital, Fetiche e Capital Financeiro: Trabalho e Questão Social” de Marilda Villela Iamamoto. O foco é explorar como o serviço social brasileiro se transforma sob a dominância do capital financeiro e as implicações disso para o trabalho, as políticas sociais e as desigualdades contemporâneas. Baseando-se na crítica marxista, o episódio destaca os principais conceitos, desafios e aprendizados propostos pelo livro, fornecendo uma análise densa para profissionais e estudantes do serviço social.
Tópico inicial: 01:00
Discussão expandida: 03:45
Abordagem histórica: 07:00
Crítica ao contexto das políticas sociais: 09:30
Formação e intervenção: 11:30
Este episódio oferece um panorama crítico e aprofundado da obra de Yamamoto, aliando densidade teórica a exemplos concretos e promovendo uma reflexão sobre os desafios atuais do serviço social diante do capitalismo financeirizado. Essencial para quem deseja compreender o campo numa perspectiva histórica e estrutural.