![[Análises] Uma outra ciência é possível (Isabelle Stengers) Resumidos. — 9Natree Brazil cover](https://brazil.9natree.com/coverSQL/6584515516.jpg)
Uma outra ciência é possível (Isabelle Stengers) - Amazon Brazil Store: https://www.amazon.com.br/dp/6584515516?tag=9natreebrazil-20 - Amazon Worldwide Store: https://global.buys.trade/Uma-outra-ci%C3%AAncia-%C3%A9-poss%C3%ADvel-Isabelle-Stengers.html - Apple Books: https://books.apple.com/us/audiobook/para-voc%C3%AA-que-precisa-superar-o-fim-de-uma-relac-a-o/id1726921814?itsct=books_box_link&itscg=30200&ls=1&at=1001l3bAw&ct=9natree - eBay: https://www.ebay.com/sch/i.html?_nkw=Uma+outra+ci+ncia+poss+vel+Isabelle+Stengers+&mkcid=1&mkrid=711-53200-19255-0&siteid=0&campid=5339060787&customid=9natree&toolid=10001&mkevt=1 - Leia mais: https://brazil.9natree.com/read/6584515516/ #desaceleraçãodasciências #economiadoconhecimento #hesitaçãorigorosa #pluralismodesaberes #cosmopolítica #Umaoutracinciapossvel Uma outra ciência é possível: Manifesto por uma desaceleração das ciências, de Isabelle Stengers, é uma obra de filosofia da ciência e intervenção política que questiona o modo co...
Loading summary
A
Olá, sou Francisco, bem-vindo ao Podcast 993. Hoje vou resumir e analisar o livro, Uma Outra Ciência e Possível Manifesto por uma Desacelerada das Ciências, de Isabel Stengers, em uma obra de filosofia da ciência em intervenção política que questiona o modo como a pesquisa contemporânea foi submetida a regimes de urgência. produtividade competitiva e utilidade imediata. O livro não é um regeio da ciência nem uma defesa de relativismos simples. Se obeixivo é perguntar que tipo de ciência pode existir quando os pesquisadores deixam de responder apenas expressos da inovação. da excelência mensurável e da autoridade institucional. Stenges propõe a desaceleração como prática intelectual, ética e coletiva que lhe acondiz para que cientistas, cidados, saberes situados e problemas concretos possam ser considerados com mais cuidado. A obra se insere no debate sobre epistemologia, tecnociência, democracia e crise ecológica, defendendo que a ciência precisa recuperar sua capacidade e hesitar, prestar contas e participar da construcção de mundos comuns. Vou compartilhar os principais aprendizados deste livro. Primeiramente, desacelerar a ciência como gesto crítico, não como recusa do conhecimento. A ideia central do livro é que desacelerar as ciências não significa reduzir a ambical intelectual, abandonar métodos rigorosos ou romantizar a ignorância. Para as Tengers. A acelerão contemporânea empobrece a prática científica porque transforma problemas complexos em tarefas administráveis dentro de prazos, metricas e expectativas de rendimento. A desaceleração funciona como uma exigência de atenção antes de responder, publicar, aplicar ou prometer soluços. A ciência precisa perguntar quais questis foram excluídas, quem será afetado e quais formas de incerteza estão simplificadas. Essa proposta é especialmente relevante em contextos nos quais a pesquisa é pressionada a produzir renoval rapidamente, como biotecnologia, energia, saúde pública e tecnologias digitais. O ponto não é substituir a ciência por opinião, mas impedir que a autoridade científica seja usada como atalho para encerrar controvérsias legítimas. Stengers trata a hesitação como parte do rigor, não como fraqueza. Uma ciência desacelerada seria mais capaz de reconhecer consequências inesperadas, dependências sociais e danos ambientais, preservando a potência investigativa da ciência sem submetê-la à lógica de resposta imediata. Em segundo lugar, crítica à economia do conhecimento e aos critérios de excelência competitiva. Stengers analisa a ciência contemporânea como uma atividade cada vez mais condicionada por uma economia do conhecimento, na qual universidades, laboratórios e pesquisadores são avaliados por produtividade, capitão de recursos, rankings, impacto mensurável e capacidade de gerar inovão. Essa crítica não se dirige apenas à burocracia externa, mas ao modo como tais critérios reorganizam a própria imaginação científica. Quando a pesquisa passa a depender de promessas de aplicabilidade, velocidade e competitividade, certos temas se tornam mais financiáveis, enquanto perguntas lentas, incertas ou socialmente desconfortáveis pedem espaço. O livro mostra que a palavra excelência pode funcionar como instrumento de conformidade, ela parece celebrar qualidade, mas frequentemente em padres abstratos que ignoram a especificidade dos problemas e das comunidades de pesquisa. A consequência, e uma ciência menos capaz de cultivar dissenso, paciência experimental e responsabilidade báblica. Stenger sugere que a defesa da ciência exige proteger condições coletivas de trabalho, não apenas celebrar descobertas. Nesse sentido, o manifesto desloca o debate da genialidade individual para as ecologias institucionais que tornam possível ou impossível pensar com rigor. Em terceiro lugar, a ciência como prática situada coletiva e atravessada por escolhas políticas, um eixo importante do livro é a recusa da imagem da ciência como atividade puramente neutra. separada de interesses, instituísse formas de poder. Stengers não nega a força dos procedimentos científicos, mas insiste que eles operam dentro de situações concretas, marcadas por financiamentos, prioridades sociais, disputas profissionais e efeitos matérias. Essa abordagem permite diferenciar objetividade de pretensão de neutralidade absoluta. A objetividade científica depende de práticas cuidadosas de prova, crítica e verificação. Mas essas práticas não eliminam a necessidade de perguntar porque certos problemas são formulados de determinada maneira e não de outra. Ao tratar a ciência como prática situada, Stengers torna visível que fatos científicos são produzidos em redes de instrumentos, pesquisadores, instituis e públicos afetados. Essa perspectiva também muda a ética da pesquisa. Não basta afirmar que a ciência descobre verdades e que a sociedade decide seus usos. Em muitos casos, a própria formulação do problema já carrega decisões políticas. O manifesto propese, assim, uma ciência mais consciente de suas condicies de produção e de suas responsabilidades. Em quarto lugar, Pluralismo de saber e sem equivalência simplista entre ciência e opinião, a defesa de uma ciência aberta a outras formas de conhecimento, é uma das diminuições mais delicadas da obra. Stengers não propôs que todas as afirmações tenham o mesmo valor-name que a ciência deva renunciar a seus modos específicos de prova. Seu ponto é que muitos problemas contemporâneos, especialmente os ecológicos, sanitários e tecnológicos, envolvem experiências locais, saberes profissionais, comunidades afetadas e entidades neo-humanas, que não podem ser plenamente traduzidas por protocolos científicos convencionais. O pluralismo defendido no livro é uma exigência de composição criar situações em que diferentes saberes possam obrigar uns aos outros a pensar melhor. Isso implica reconhecer que populares expostos a riscos, agricultores, pacientes, técnicos, povos tradicionais ou ativistas podem levantar questões que a pesquisa institucional tende a ignorar. Ao mesmo tempo, Stengers evita uma celebração ingênua do consenso. A convivência entre saberes é conflitiva e exige procedimentos de escuta, tradução e responsabilidade. A ciência desacelerada, nesse quadro, não pede autoridade por dialogar. Ela se torna mais exigente, porque precisa responder a problemas reais em sua complexidade social e material. Por último, cosmopolítica e responsabilidade, diante de um mundo comum ameaçado, a noa de cosmopolítica associada ao pensamento de Stengers. Aparece como horizonte para repensar a relação entre ciência, democracia e mundo comum. O termo indica que as decises sobre conhecimento e técnica não envolvem apenas humanos abstratos, mas também ambientes, espécies, objetos técnicos, solos, rios, climas e modos de vida afetados por intervenções científicas. O livro ganha força ao conectar a organização das ciências à crise ecológica e à destruição social, sugerindo que a pressa por sólidas técnicas pode repetir os mesmos padres que produziram muitos problemas. Uma ciência cosmopolítica não fala em nome do mundo como se possuísse uma visão total. Ela aprende a considerar presenças e consequências que normalmente aparecem tarde de mês, quando já se tornaram dano. Essa responsabilidade não transforma cientistas em governantes morais, mas exige que eles participem de processos mais amplos de deliberar. Stengers propria resistir à ideia de que a urgência autoriza atalhos tecnocráticos. Em vez disso, a urgência torna ainda mais necessário desacelerar certas decisões. Por que esses efeitos se distribuam por ecologias complexas, irreversíveis e desigualmente vulneráveis? Um conclusão. Uma outra ciência impossível é especialmente indicado para leitores interessados em filosofia da ciência, estudos sociais da ciência e tecnologia, epistemologia política, ética da pesquisa e debates ecológicos, cientistas, estudantes de pós-graduanço, professores. Formuladores de políticas públicas e ativistas podem encontrar no livro uma linguagem crítica para pensar pensões que muitas vezes parecem naturais no cotidiano acadêmico publicar. Rapidamente, prometer inovão, competir por financiamento e apresentar certezas antes que os problemas estejam suficientemente compreendidos. o principal benefício intelectual da obra e oferecer uma defesa da ciência, que não se confunde com defesa automótica das instituições científicas tal como funcionam hoje. Stengers ajuda o leitor a separar a confiança no rigor investigativo de submissão à tecnocracia, mostrando que a ciência pode ser fortalecida quando aceita prestar contas. Resitar e dialogar. em comparação com livros mais tradicionais de divulgação científica ou filosofia da ciência. A obra se destaca por seu formato de manifesto e por sua combinação de epistemologia, política e ecologia. Ela não oferece um manual operacional nem soluções rápidas, e seu vocabulário pode exigir atenção. Ainda assim, sua contribuição é singular desloca a pergunta de como produzir mais ciência para que com isso tornemos a ciência mais responsável, plural e capaz de habitar um mundo comum em crise. Se você quiser apoiar Isabelle Stengers, você pode comprar o livro através do link da Amazon, que disponibilizei na descrição do podcast. Depois de ler o livro, por favor, me diga o que achou e compartilhe seus pensamentos. Até mais!
Host: Francisco (9Natree)
Date: May 31, 2026
Neste episódio, Francisco apresenta um resumo e análise do livro "Uma Outra Ciência é Possível: Manifesto por uma Desaceleração das Ciências", de Isabelle Stengers. O episódio discute as principais ideias do manifesto, que critica o modo como as ciências contemporâneas estão submetidas à urgência, à produtividade competitiva e à busca pela utilidade imediata. Francisco destaca como Stengers propõe desacelerar a ciência, tornando-a mais cuidadosa, plural e responsável diante dos desafios contemporâneos, especialmente em um contexto de crise ecológica e social.
"A desaceleração funciona como uma exigência de atenção antes de responder, publicar, aplicar ou prometer soluções."
– Francisco, [01:20]
"A palavra excelência pode funcionar como instrumento de conformidade, ela parece celebrar qualidade, mas frequentemente em padrões abstratos..."
– Francisco, [04:05]
"A própria formulação do problema já carrega decisões políticas."
– Francisco, [07:10]
"A ciência desacelerada não perde autoridade por dialogar. Ela se torna mais exigente, porque precisa responder a problemas reais em sua complexidade social e material."
– Francisco, [09:20]
"Uma ciência cosmopolítica não fala em nome do mundo como se possuísse uma visão total. Ela aprende a considerar presenças e consequências que normalmente aparecem tarde demais, quando já se tornaram dano."
– Francisco, [11:30]
"Stengers ajuda o leitor a separar a confiança no rigor investigativo de submissão à tecnocracia, mostrando que a ciência pode ser fortalecida quando aceita prestar contas, resistir e dialogar."
– Francisco, [13:40]