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Se você estivesse na rua, sem celular, sem nada, precisasse telefonar pra alguém, como é que você ia se virar? Quem é mais novo talvez não tenha ideia do que responder, ou provavelmente vai dizer, ah, eu pediria o celular de alguém emprestado. Agora, quem é mais velho, como eu, mas não tão mais velho, tá? Talvez diga que procuraria um orelhão, que é o nome popular dos telefones públicos aqui do Brasil. Mas fique você sabendo que essa opção aí, em breve, vai deixar de existir. Agora em janeiro, mês que acabou de acabar, começaram a ser retirados das ruas os últimos orelhões ainda em funcionamento. Já tinha pouco, né? Agora vai acabar de vez. É o fim de uma era, né? Só que essa notícia serviu pra eu contar pra vocês uma história muito legal. A história de Xu Ming Silveira, a chinesa que inventou o orelhão. Tem coisas que você nem sabia que precisava saber, e é delas que a gente fala aqui no Aprenda. Eu sou o Álvaro Leme, jornalista, professor, curioso profissional, e aqui qualquer assunto pode virar aprendizado. E aí, aprendizes, cheguei com mais coisas que vocês nem sabiam que precisavam saber. Faz tempo, né, que não tem episódio novo. Feliz Ano Novo, feliz tudo de bom pra vocês. Eu tô muito alegre que alguns de vocês reclamaram da ausência de episódios, tá? Porque assim, a gente que faz podcast, a gente não sabe sempre se os ouvintes estão gostando, se estão odiando. Porque vocês têm que comentar, vocês têm que me falar. Porque se eu... se ninguém fala nada, eu penso assim, ah, tudo bem eu ficar sem publicar, né? Mas fiquei muito feliz que recebi comentários, recebi e-mail, recebi mensagem falando assim, cadê o Aprenda? Então tá aqui o Aprenda, a gente vai ter agora mais uns episódios pra encerrar a quarta temporada, e aí, em março ou em abril, a gente começa a próxima temporada, tá bom? E eu quero combinar o seguinte com vocês. Então, se eu sumir, falem mesmo que sentiram falta, tá? Faltou episódio um dia, é pra reclamar. Se vocês não reclamarem, eu vou achar que tá tudo bem. Ok? Porque é aquilo, se você tá tendo trabalho lá de fazer episódio pra ninguém sentir falta, pra quê que eu vou gastar meu tempo, né? Porque dá trabalho pra caramba fazer isso aqui, não parece não, mas dá, tá? Eu dei um tempo dos episódios porque eu tava enrolado com o doutorado, com a minha coluna da vida, mas agora tá tudo voltando ao normal, ok? Então, vamos falar de orelhão. E eu não tô aqui me referindo ao meu apelido do tempo de escola, tá? Porque minha orelha, assim, eu vou te falar, sofria. Eu sofria na escola, porque a minha orelha sempre foi muito grande e o povo me infernizava. Se vocês vissem a orelha do meu avô, que já morreu, coitado que Deus o tenha, vocês iam entender o que me espera no futuro. Mas o orelhão de hoje que a gente vai falar é o telefone público, tá? Esquece minha orelha. Vamos falar do telefone inventado pela chinesa, como eu disse, Xu Ming Silveira. O orelhão, ele é um ícone pop da cultura brasileira, ele marcou a infância de muita gente. Pra quem é mais novo, vamos voltar aqui, porque eu sei que o Aprenda tem muita gente jovem que ouve, o que me alegra pra caramba, tá? Vamos situar aqui. Muitos de vocês odeiam a ideia de telefonar pra alguém, né? Agora, quando eu era pequeno, falar no telefone era a coisa mais legal que existia, tá? A gente ia pra escola, passava a manhã inteira com os colegas. Aí, depois de tarde, você ficava pendurado no telefone com as mesmas pessoas. Eu não sei de onde que a gente tirava tanto assunto. Porém, é fácil compreender que assunto a gente arranja. Porque depois disso, as pessoas continuaram em contato pelo ICQ, pelo MSN, no chat do Facebook e hoje por DM do Instagram ou DM do TikTok. Eu não uso muito o TikTok. TikTok tem DM, gente? Imagino que sim, né? Acontece que o Brasil é um país com muitas peculiaridades. E uma delas é que o acesso a telefone não era uma coisa fácil. Aliás, a imensa maioria da população não tinha telefone em casa. Isso só foi mudar a partir do fim dos anos 90. Na minha casa teve, a partir dos anos 80, telefone, porque eu peguei uma fase melhorzinha de grana pros meus pais, mas quando meus irmãos eram pequenos, era perrengue. Não tinha telefone, não. Você tinha que fazer como? Tinha que pedir pra vizinha pra usar, pra alguma vizinha mais rica que tivesse, né? Pra você ter uma ideia, o telefone era uma coisa considerada tão luxuosa que as pessoas viam como investimento. Pois é, tinha gente que comprava várias linhas pra revender, tinha gente que morria e deixava de herança, porque custava realmente muito caro, tá? Com isso, se você precisasse falar com alguém, você dependia aí da bondade de estranhos. Você tinha que pedir pra usar o telefone de um comércio, de uma farmácia, uma padaria, uma loja, ou, como eu comentei agora há pouco, pedir pra usar o da vizinha. O que era sempre um incômodo, tanto para o vizinho e para a vizinha, quanto para você que pedia. Imagina se você está querendo conversar, se você resolver um assunto importante, na sala de casa da vizinha e da vizinha querendo ver lá, vale a pena ver de novo. Então, nesse contexto aí, o telefone público era realmente uma coisa muito central na vida do brasileiro. E antes da invenção da Schuming e Silveira, ele não tinha nem um décimo do charme, porque foi o design dela que contribuiu para consolidar o orelhão, não só na rotina do brasileiro, como, como eu disse, como ícone pop, como ícone cultural. Então, pensa que legal isso, né? Quando uma pessoa é boa no que ela faz, ela pode mudar a vida de uma população inteira. Cara, essa mulher recebeu uma missão no trabalho, fez um negócio com tanto brilho, que o Brasil se divide entre antes e depois do Orelhão, antes e depois de Schuming e Silveira. E por isso que é importante falar dela aqui, que é pra mais e mais gente saber dessa mulher que teve um papel tão importante na nossa história. Certo? E pense nisso também quando você for escolher o que você quer fazer profissionalmente. Tente escolher uma coisa que vá te permitir impactar de maneira positiva a vida das pessoas. Mas vamos voltar aqui um pouquinho para a história do orelhão. E já já a história da Schuminger, hein? Não sai daí. Qual que é a história do orelhão?
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Este episódio foi produzido em parceria com Athletic Brewing. Não importa como você faça o seu dia de jogo, no sofá, no público, ou no jantar, o Athletic Brewing é perfeito para você. Com uma linha completa de estilos de cerveja não-alcoólicos, você pode aproveitar sabores brilhantes o tempo todo. Sem desacordes, sem barulho, sem precisar de água na segunda metade. Comprar o forno para o tip-off, com uma variedade de estilos de crafts não-alcoólicos disponíveis na sua loja ou online em athleticbrewing.com. Sua cerveja, perfeita para todos os tempos.
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Zootopia 2 chegou em casa para o Disney+.
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Vamos lá!
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Prepare-se para um novo caso.
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Somos os melhores parceiros do tempo todo!
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Novos amigos.
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Gary the Snake. E seu último nome? The Snake. Dream Team. E novos hábitos.
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Zootopia tem uma população secreta de reptiles.
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Você pode assistir o fenômeno recordeando em casa. Zootopia 2, agora disponível no PG de Disney+. E agora você pode conseguir o Disney Plus em Hulu por apenas R$4,99 por mês por três meses com um limite especial de tempo, que termina no dia 24 de Março. Depois de três meses, o plano auto-renovação e R$12,99 por mês, os termos se aplicam.
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O primeiro Orelhão foi instalado no final de 1971, na Rua 7 de Abril, que fica aqui no centro da cidade de São Paulo. Ficava dentro da sede da CTB, que é sigla pra Companhia Telefônica Brasileira. No ano seguinte, eles ganharam as outras ruas paulistanas, chegaram ao Rio de Janeiro, e aí foram se espalhando em massa pelo Brasil todo. Claro, né, gente, que em alguns lugares eles demoraram um pouco mais pra chegar. Porque, como eu disse, o Brasil tem suas peculiaridades e uma delas é o tamanho continental, que faz as coisas levarem mais tempo pra rolar, dependendo de onde você mora. Segundo a revista Galileu, o Brasil chegou a ter 1 milhão e 200 mil orelhões. Falei que eles eram importantes, não falei? Pra usar um deles, a gente precisava comprar ficha. É muito legal lembrar disso. Essas fichas, elas permitiam que você fizesse ligação por alguns minutos. Eu acho que era três minutos uma ficha, não tenho certeza. Deixa aí alguns minutos, tá? Quanto mais você quisesse falar, mais ficha você tinha que colocar, certo? E aí quando acabava aquele tempo, a ficha caía dentro do telefone e ficava lá armazenada até que alguém viesse retirar, alguém da companhia telefônica, certo? Por isso, por causa desse mecanismo aí, que até hoje existe a expressão, que nem todo mundo entende, que é dizer, a ficha caiu. No caso, ela é usada para se referir aos momentos em que você se dá conta de alguma coisa, sabe? Quando você cai na real. Em inglês, o povo diria assim, realize, I realized, que às vezes traduzem aqui como, ah, eu realizei. Tá errado, tá? Não fale eu realizei no sentido de eu me dei conta. É errado. Tá errado, tá? Não questionem, só não falem. Mais tarde, as fichas foram trocadas por cartões telefônicos. Era muito mais legal que a ficha. Quer dizer, a ficha já era legal, né? E os cartões telefônicos viraram uma febre a ponto de as pessoas colecionarem. Elas tinham aqueles fichários com páginas e páginas de cartões telefônicos depois que eles eram usados. Eu tive vários. Apesar de ter telefone em casa, como eu falei, antes de ter celular, A gente precisava do orelhão pra tudo. Você tá na rua, se você falar com alguém, tinha que ligar pra pessoa, tá? Saudades orelhão. E por falar em celular, foi exatamente ele, o algoz, o responsável pela extinção dos orelhões. Porque quanto mais as pessoas passaram a ter seus próprios telefones, aliás, não só o celular, né? O telefone em casa também. As pessoas passaram a ter mais telefone em casa, as pessoas passaram a ter celular. Antes do celular, a gente tinha até, sabe o que, gente? Pager, bip. Um dia eu conto mais sobre isso. Mas, enfim, quanto mais a comunicação, as telecomunicações avançaram aqui no Brasil, menos necessidade o telefone público de rua passou a ter, certo? Então, ao longo das últimas décadas, ou seja, do fim dos anos 90 pra cá, Aquele lá 1 milhão e 200 mil orelhões, né, aqueles orelhões todos, foram minguando. E no final de 2025, segundo uma reportagem do G1, tinha apenas 38 mil deles espalhados pelo Brasil. E como eu contei, esses últimos aí vão sair de linha, vão ser desativados totalmente até 2028. Beleza, mas e a Xuming, Álvaro? Você começou o episódio prometendo contar a história da Xuming, então conta a história da Xuming! Calma, tá? Vou contar. Vocês estão vendo que eu voltei das férias alegre, né? Xuming, a mãe do Orelhão, nasceu em uma família rica na cidade de Xangai, na China, em 1941. Um dos filhos dela, chamado Allan, contou pra BBC Brasil que o avô da Xuming foi até ministro de um imperador e que eles eram considerados uma família nobre, né? O pai da Xuming serviu no exército, obviamente lá na China, no exército durante a guerra civil chinesa, mas com a vitória comunista, em 1949, a família dela precisou sair do país. Aí eles precisavam decidir pra onde iam. Pensaram nos Estados Unidos, mas depois, pra nossa sorte, decidiram vir pra cá. Aí eles pegaram um navio lá em Hong Kong. Pensa na lonjura, tá? Por que eu digo lonjura? Porque levou três meses pra chegar aqui. Claro que a viagem de navio nessa época você ia parando, né? Não é que foi, saiu de lá e veio direto. Você ia parando em vários portos. Mas enfim, levou três meses pra chegar aqui. Chegaram no Rio de Janeiro e depois se mudaram pra São Paulo. Nessa época aí, a Xuming tinha sete pra oito anos. Então isso quer dizer o que? Quer dizer que ela cresceu aqui no Brasil, ou seja, ela é chinesa de nascimento, mas ela é coisa nossa também, tá? Ao mesmo tempo era brasileira também. Aí a gente salta no tempo, pra 1966, quando a Xuming já tinha se formado em arquitetura e começou a trabalhar na CTB, que como eu falei, era a Companhia Telefônica Brasileira, lá na 7 de Abril. Daí deram a ela uma missão. O governo tava pra instalar telefones públicos, ia espalhar pelo país, tinha esse projeto aí, e falaram pra ela assim, olha aqui, cê pensa aí numa cabine, tá, ou alguma coisa equivalente, porque esses telefones precisam ficar protegidos, aparelhos são caros, né, o Brasil é um país muito quente, não pode deixar o telefone lá exposto ao vento, à chuva, né, ao sol. E aí ela pesquisou, viu que países como os Estados Unidos e a Inglaterra tinham aquelas cabines fechadas, mas aí descartou essa ideia, porque aqui, que é uma terra abençoada por Deus e bonita por natureza, faz calor. Graças a Deus que faz calor. Ninguém merece frio, tá? Calor sempre. Não onda de calor, não confundo, mas calor é melhor que frio sempre. Aí, gente, a Xuming buscou inspiração onde? Onde vocês acham que ela buscou? Pensa no orelhão. Pensa no formato do orelhão. O que isso te lembra? Ela buscou a inspiração no ovo de galinha. Não é muito legal? Porque, segundo ela, esse formato oval tinha as propriedades acústicas perfeitas. E tinha mesmo, tá? Quer dizer, ele bloqueia a maior parte do barulho externo e facilita a vida de quem quer conversar no telefone. Além de ainda permitir um pouquinho de privacidade, porque o que a pessoa falava ali, dentro daquela cabine, não se espalhava para o ambiente. Claro, né? Se ela falasse muito alto, espalhava. Mas deu tão certo que depois o formato se consolidou aqui e foi até adotado por outros países. Além de funcional, a forma oval também rendia um design interessante. Isso é uma coisa muito preciosa que a gente tem que levar em conta. Hoje em dia, quando alguém vai criar um produto, tem essa chatice de, assim, o produto tem que ser otimizado, tem que ser uma coisa que a pessoa tenha pouca dificuldade, tem que ser tudo otimizado pra eficiência máxima, né? É tudo pensado pra ser só funcional. O que eu acho muito broxante porque, no século XX, o apelo da forma também era muito forte. Ou seja, os designers conseguiam, com mais frequência, combinar Forma e função. Então você tinha uma coisa que ela funcionava bem, mas que ela era bonita também. E o mundo precisa de beleza, tá? Daí foram criados dois modelos. O Shu-1, né? O nome dela era Shuming, tá certíssima, e eu também. Se eu estivesse no lugar dela, eu ia criar o telefone Álvaro-1, tá? Ela criou o Shu-1, que depois passou a ser chamado de Orelhinha. Muito fofo, né? Porque ele era menor, feito de acrílico, cor de laranja, e ele era pensado para ambientes fechados, tipo shopping, supermercado, prédios públicos. E também tinha o SHU-2. Esse sim, o orelhão, fabricado com fibra de vidro e pensado para áreas externas. Ele era resistente ao sol, à chuva, às altas temperaturas, aos vândalos, né? Enfim, Schuming arrasou muito. Contei aqui do trabalho da Schuming, mas vamos falar bem rapidinho da vida pessoal dela, porque a gente é um pouco fofoqueiro. A gente quer aprender, mas a gente também tem um componente da fofoca aqui nesse podcast. Nossa amiga Schuming se casou em 1968 com o engenheiro Clóvis Silveira, por isso que ela tem o sobrenome daqui. Clóvis Silveira, Schuming Silveira. Eles tiveram dois filhos, um que eu mencionei foi o Alan e o outro chamado Jan. Infelizmente, a Xuming não está mais entre nós, o que é mais uma razão pra gente lembrar do trabalho dela, do legado dela. Ela morreu de um problema de saúde no pulmão em 1997, o ano em que eu nasci. Mentira, tô falando sério aqui, voltar pra seriedade. Ela morreu de um problema de saúde naquele ano e... Por um lado, muito triste que ela se foi, por outro lado, muito feliz que ela deixou, como vocês viram, um legado que marcou a cultura brasileira e permitiu que milhões de famílias ouvissem a voz dos parentes, das pessoas amadas distantes. Agora há pouco eu comentei que o Brasil é um país de dimensões continentais. Mais uma razão pra gente apreciar o trabalho dessa mulher que ajudou tantas pessoas a se comunicarem e conversarem com quem estava tão longe. Nessa época aí, as distâncias do Brasil pareciam ainda maiores, porque não se viajava com tanta facilidade de avião, mesmo de ônibus. Então, era muito comum que pessoas mudassem de estado e ficassem anos sem ver, sem rever os parênteses. E o telefone, graças a Schuming, chegou a mais gente. Então, que a gente sempre valorize as pessoas que fazem e fizeram diferença na história do Brasil, como Schuming e Silveira. Se você gosta do meu trabalho, não deixa de seguir a gente no Instagram, arroba alvaroleme e arroba aprendapodcast. E deixa aí algum comentário nesse negócio aqui do Spotify, que é pra me alegrar um pouco, vai. Eu volto a qualquer momento com mais coisas que você nem sabia que precisava saber.
Podcast: Aprenda em 5 Minutos
Host: Alvaro Leme
Episode: "A chinesa que inventou o orelhão" (#176)
Date: 2 de fevereiro de 2026
Neste episódio, Alvaro Leme explora a história fascinante de Xu Ming Silveira, a arquiteta sino-brasileira responsável pelo design do icônico “orelhão” brasileiro—o telefone público de rua que se tornou símbolo nacional e peça-chave na comunicação das décadas passadas. O episódio mistura curiosidades históricas, memória pessoal e reflexões sobre o impacto de inovações aparentemente cotidianas, além de homenagear uma figura pouco conhecida do público brasileiro.
O episódio reforça o quanto figuras “escondidas” da história podem ter tido impacto decisivo no cotidiano e na cultura do país. Alvaro conduz a narrativa entrelaçando fatos históricos, curiosidades de linguagem e mensagens inspiradoras para a audiência jovem e mais experiente, com linguagem leve e cheia de humor.
Destaque Final:
“Que a gente sempre valorize as pessoas que fazem e fizeram diferença na história do Brasil, como Schuming e Silveira.” (16:50)
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