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Este episódio foi produzido em parceria com Athletic Brewing. Não importa como você faça o seu dia de jogo, no sofá, no público, ou no jantar, o Athletic Brewing é perfeito para você. Com uma linha completa de estilos de cerveja não-alcoólicos, você pode aproveitar sabores brilhantes o tempo todo. Sem desacordes, sem barulho, sem precisar de água na segunda parte. Coloque o frigorífico para descarga, com uma variedade de estilos de crafts não-alcoólicos disponíveis na sua loja ou online em athleticbrewing.com. Sua cerveja, perfeita para todos os tempos.
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Você disse que você estava sobre ele, mas seu vestido ainda está em sua rotação. É hora. Pegue seu celular, pegue algumas fotos e venda no Depop, listado em minutos, sem custos de venda. E assim mesmo, um cara de 500 milhas só pagou o preço completo para a sua fechadura. E bem na hora. Esse
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começo de ano tem sido especialmente agitado pro cantor porto-riquenho Bad Bunny. Certo, você provavelmente ouviu falar dele, viu alguma coisa sobre ele na mídia, porque nessas últimas semanas aí, ele foi emendando apresentação no Super Bowl, vitórias no Grammy, shows aqui no Brasil, e com isso, o sucesso dele, a repercussão de todo o trabalho dele, meio que fez com que a latinidade ficasse em alta, o que eu acho maravilhoso, diga-se de passagem. Acontece que com tantas conversas sobre ser latino, hábitos latinos, comportamento latino, cultura latina, começou a surgir uma polêmica. E que polêmica foi essa? Algumas pessoas começaram a dizer que brasileiro não é latino. E assim, óbvio que é, né? Mas se pra mim e pra muita gente aqui do país isso é uma coisa que não tem nem que discutir, Por que então tem uma galera que pensa que não, que brasileiro não é latino? É disso que a gente vai falar na nossa conversa de hoje. Tem coisas que você nem sabia que precisava saber, e é delas que a gente fala aqui no Aprenda. Eu sou o Álvaro Leme, jornalista, professor, curioso profissional, e aqui qualquer assunto pode virar aprendizado. E aí, aprendizes, cheguei com mais coisas que vocês nem sabiam que precisavam saber. Como hoje o tema é latinidade, eu vou até falar em espanhol. Se liga na fluência do garoto aqui. Que tal, aprendizes? Cheguei com mais coisas que nem sequer sabiam que necessitavam saber. Não foi Iá, fui eu mesmo, tá? E, claro, eu usei a Iá pra traduzir a frase e li eu mesmo, né? Corri ao chat de repente porque, infelizmente, eu não sei falar espanhol ainda, tá? Um dia eu vou aprender. É por isso que o podcast chama Aprenda, porque eu sou viciado em aprender. Antes da gente mergulhar no nosso tema, eu quero pedir pra você seguir o Aprenda aqui no Spotify, na Deezer, na Apple, onde você estiver me ouvindo. Dá essa fortalecida aí pra gente continuar no ar, trazendo conteúdo feito no capricho para ustedes. para vocês, tá? Hoje a gente vai tratar da polêmica. Brasileiros são latinos? Pra mim parece óbvio que sim, né? Agora, eu vou explicar pra você que critérios que normalmente são usados pra definir se alguém ou alguma coisa é latina. Aí você escuta, toma sua própria decisão no final. O que vocês acham? Até porque é pra isso que a gente se informa. Vocês não acham? Que é pra poder formar opiniões bem fundamentadas. Não é só assim, ai, eu acho, né? É, eu acho por causa disso, e disso, e disso, daquilo outro, com argumentos bem estruturados. Espero que vocês que ouvem o Aprenda, levem pra vocês esse modo de organizar a vida e o raciocínio sempre. Beleza? Eu disse que existem diferentes maneiras de explicar por que alguém é considerado latino, certo? E a primeira delas tem relação com algumas línguas, especialmente as línguas que surgiram a partir do latim. Mas vamos viajar um pouquinho no tempo, vocês sabem que eu amo, né? A palavra latim deriva da palavra lacio. O que é lacio? Não é a coisa que você dá no seu tente, dá um lacio no meu cadácio. Lácio é uma região da Itália, ali pelos arredores de Roma, tá? Inclui Roma. Se você buscar no dicionário Mikaelis, como eu acabei de fazer, tô fazendo um Merchando Mikaelis aqui porque eu sempre uso ele de graça na internet, né? Se você buscar no dicionário Mikaelis, que eu acabei de fazer, como eu disse, você vai ver que latim é aquilo que vem do lácio, tá? Então era a língua falada ali naquele pedaço da Itália, que na época estava longe de virar a Itália que a gente conhece hoje, né? Aqui a gente está falando de mais de dois mil anos atrás, tá? Uns dois mil e trezentos anos, dois mil e setecentos anos, dependendo do historiador que você for estudar, alguns acham que surgiu mais cedo, outros mais tarde. Agora, se eu falo em Roma, se eu falo em história, o que vem à mente de vocês? Claro que vem o Império Romano, que foi uma civilização muito importante ali naquele pedaço do mundo durante muitos e muitos séculos. E o latim era a língua falada no Império Romano. Apesar de ele ter começado ali na região onde hoje é a Itália, o Império Romano, ele se expandiu muito, mas muito, gente, muito, muito, e para todas as direções, tá? Praticamente a Europa Ocidental aqui toda ficou dominada pelos Romanos. Então, se você olhar partes da Alemanha, da França, da Inglaterra, Tudo isso teve terras desse segundarel de lugar que foi parte do Império Romano, além de partes do norte da África e até alguns pedaços do Oriente Médio. Então o Império Romano se expandiu igual São Paulo, que cresceu do centro para todas as direções. Só que numa proporção muito maior. Conforme o Império Romano se espalhou, o latim se espalhou junto e ele passou a ser falado por muito mais gente. Agora, pensa aqui no seguinte, já que eu mencionei o exemplo de São Paulo. Hoje em dia, em grandes cidades, você já deve ter reparado como as pessoas podem ter jeitos diferentes de falar, certo? Um carioca que, como eu, vem do subúrbio, da região de Bangu, de Campo Grande, às vezes fala diferente de um carioca do Leblon. Eu disse às vezes, tá? Não disse sempre. Um paulistano da Vila Nova Conceição, bairro de Rico, tem aqui, às vezes fala diferente de um paulistano de Itaquera, na Zona Leste, certo? A gente tá falando de lugares da cidade muito diferentes, com costumes diferentes e, às vezes, com linguajar que pode variar. De novo, ênfase no pode, tá? Uma coisa parecida, só que de novo com outra proporção, aconteceu conforme o latim se espalhou por aquele território imenso. Então você pensa, o latim foi sendo adaptado, foi sendo modificado, porque uma coisa maravilhosa, uma coisa espetacular dos idiomas é que eles são vivos. Eles não são uma coisa estática. O idioma vai sendo transformado conforme os falantes fazem uso dele. Nós, humanos, fazemos a língua e a língua faz a gente. Não é lindo isso? É lindo sim, tá? Daí, o jeito de falar latim na região onde hoje fica Portugal ganhou uma cara. O jeito de falar latim na região onde hoje fica a França ganhou outra cara e daí por diante. E esses dialetos foram a semente de onde nasceram várias línguas modernas, inclusive a nossa. Que, diga-se de passagem, é a língua mais bonita, é a mais especial, a mais incrível que existe, o português brasileiro. Nada contra o português de Portugal, mas o nosso aqui, pelo amor de Deus, muito mais legal. E quem discordar, discorda aí na sua casa. Hoje o latim é considerado uma língua morta. Por quê? Porque não tem mais falantes nativos do latim. Ele é usado em alguns contextos, por exemplo, na igreja católica, mas não vai assim muito mais longe que isso. Só que ele deixou alguns, digamos assim, descendentes, que são as línguas neo-latinas. Agora eu vou dar um chocolate para quem souber me dizer, sem buscar na internet, sem colar em livro, quais são as línguas neo-latinas.
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Novo líquido sérum de Maybelline. Talvez não seja só líquido, é cor lusa, com infinitas possibilidades. É infuso de sérum. Com ácido hialurônico e mistura de óleo. Para uma moistura plumpa de oito horas. Em tons que enriquecem as cores. É mais do que a cor. É quem usa.
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Você.
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Líquido de da cerimônia Maybelline nova. Maybe it's Maybelline. Spring acabou de entrar em suas DMs. Pegue aquele look boho para aquele jantar no telhado. Aqueles sapatos que podem ficar com você. E espalhe algumas luzes de corda para deixar seu patio brilhar. Spring está chamando. Ross, work your magic.
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Ao todo, são cinco, tá? Quer dizer, cinco principais, vai? Porque tem algumas outras que ainda existem e são menos conhecidas, por exemplo, o galego, que é uma língua da Galícia, na Espanha. Mas voltando aqui para as cinco principais, duas delas eu dei a pista, certo? O português e o francês. Que mais? Se o latim surgiu ali na Itália, Óbvio que o italiano é uma língua neolatina também. Então, com isso, a gente tem o quê? Três, né? Português, francês e italiano. Lembra aí que eu comecei falando de quem nesse episódio? Do Bad Bunny. E ele falou o quê? Espanhol, certo? Então tá aí, quatro, né? Recapitulando, português, francês, italiano e espanhol. Mas eu falei cinco, não falei? O que está faltando? É aqui que as pessoas se complicam. Porque o quinto integrante dessa lista é muito menos óbvio. Sabe qual é? Está faltando aqui na lista o romeno. Pois é, é chocante isso para muitas pessoas, mas esse idioma aí, o idioma da Romênia, aos nossos ouvidos soa muito diferente dos outros quatro, e ele é, sim, considerado uma língua neolatina. Se você procurar no YouTube, provavelmente você vai achar que eu já fiz isso há muito tempo, não sei quais vídeos que ainda estão no ar. mas você provavelmente vai achar uns vídeos comparando palavras romenas com palavras do português. Algumas são realmente bem parecidas, mas a sonoridade da língua no geral é bem diferente, até porque cada língua sofre influências variadas. As línguas foram sendo compostas, como eu falei agora há pouco, a língua é o quê? Viva! Mas se a ideia aqui era falar de latinidade, por que eu tô falando tanto de língua? Por que eu comecei no Bad Bunny e vim parar na Romênia? Porque outra maneira de determinar se alguém é latino, nos dias de hoje, seria dizer que latino é quem fala uma dessas cinco línguas, o que, nesse caso, incluiria os europeus, espanhóis, italianos, portugueses, franceses e romanos. parece um pouco estranho, né? E realmente essa classificação, ela não é tão levada em conta. Mas nesse caso, a gente poderia, por exemplo, considerar que a cantora Rosalia, até me enrolei aqui, que a Rosalia, que é espanhola, é latina, por esse recorte aqui, tá? E sem contar que daria pra você estender o fato de ser falante de uma língua neolatina como sinal de latinidade, a gente poderia dizer então que todos os países do mundo que foram colonizados por um desses que eu mencionei são latinos, o que incluiria a gente aqui, o Brasil, os países que falam espanhol aqui do nosso lado, além do pessoal de Macau, na Ásia, que fala português, e o pessoal da Costa do Marfim, na África, que fala francês. Porém, como eu disse, esse recorte aí é amplo demais e acaba sendo levado em conta com menos frequência. Mas não dá pra dizer que essas regiões do mundo não foram, em alguma medida, influenciadas pelo latim. Beleza, vimos aí duas possibilidades de entender o que é latim, certo? Agora vamos pra terceira. Outra maneira de a gente dizer que alguém é latino, essa aí muito mais frequente, é ver se a pessoa vem da região conhecida como América Latina, que é composta pela combinação das Américas Central e do Sul com o México, que geograficamente fica na América do Norte. Resumindo, é tudo que é do México pra baixo. Pra vasilitar, né? Aqui, nesse caso, a gente tá deixando o idioma um tiquinho de lado e se concentrando mais em geografia e história. Os cerca de 20 países desse grande bloco foram colonizados majoritariamente pela Espanha e por Portugal. E, mais do que herdar a língua, eles absorveram uma série de costumes e, ao longo do tempo, esses costumes foram se mesclando com outras influências, como a dos povos originares, os nativos que estavam aqui no continente quietos até chegarem os colonizadores para acabar com o sossego deles, e também com os costumes dos povos africanos escravizados que foram trazidos para cá, contra a vontade deles. Claro que num universo tão grande de países e com tantas variações de cultura, você vai ter uma diversidade enorme de costumes, certo? Pensa, por exemplo, nos argentinos, lá na ponta da América do Sul, e nos mexicanos, lá no outro extremo, no norte, na fronteira com os Estados Unidos. Com certeza, muitas experiências e muitos hábitos são parecidos, porém, muitas experiências e muitos hábitos não são parecidos, são distintos, certo? Porém, no século XIX, o imperador francês Napoleão III veio se meter aqui. De novo, os europeus querendo apitar aqui no nosso rolê. O que ele queria? Ele queria aumentar a influência francesa nesse pedaço aqui do mundo e começou a tentar emplacar essa ideia de um grande bloco da América Latina, um bloco com coisas mais parecidas do que diferentes. Não foi a única vez que isso aconteceu, mas foi um momento bem importante pra consolidar a ideia. Então aqui a gente tem a noção de latino surgindo como associada à procedência, associada ao país de origem da pessoa, no caso, vindo de algum desses países da América Latina. Portanto, se o Brasil tá aqui nesse bloco, nada mais natural que a gente ser latino também. E essa é uma das maneiras mais usadas para definir quem é latino, o que, pra mim, faz todo sentido. Muito embora haja discordância, não só de pessoas que falam espanhol, quanto de pessoas aqui no próprio Brasil. Nas redes sociais, quando os brasileiros publicaram lá, ah, que legal, bad bunny, latinidade e tal, teve gente de outros países que achou que a gente queria pegar carona num momento que não era nosso, porque a gente não fala espanhol. O que eu acho uma tremenda bobagem, porque pra mim, a gente tá junto nesse mesmo grupo e é muito mais inteligente a gente se unir do que se separar. Mas, né, cada um com seu ponto de vista na vida. Acontece que quem acha que os brasileiros não são latinos geralmente usa como justificativa o fato de a cultura latina ter características que não nos incluem, sendo o idioma a maior delas. E aí a gente voltou aqui aos idiomas, né? Falei lá no começo que eles iam ser importantes no nosso episódio, não falei? Tem aqui algumas características históricas também, como o fato, por exemplo, de que cada país se tornou independente de uma maneira diferente. Cada país não, o Brasil especificamente se tornou independente de um modo que destoa do resto aqui da América do Sul majoritariamente. Você provavelmente lembra das aulas de história da independência do Brasil, lá 7 de setembro de 1822, quando teve o grito do Ipiranga lá do Dom Pedro I. Acontece que o Brasil se tornou independente, mas aí ele virou um império ainda conectado a Portugal, comandado por pessoas da família real portuguesa, mais tarde virou república, porém, ao longo desse tempo, todo, manteve boas relações com Portugal, sua antiga matriz e agente colônia. Mas enfim, sua antiga metrópole. Nos países que eram dominados pela Espanha, a coisa foi feia, foi mais feia,
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foi mais sangrenta Feche os olhos, respira,
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sinta seu corpo relaxado e deixe ir o que você está carregando hoje. Bem, estou deixando ir a preocupação de que não conseguiria meus novos contatos na hora deste curso. Eu os recebi liberados do 1-800-CONTACTS. Oh meu Deus, eles são tão rápidos!
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E respira.
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Oh, desculpe. Eu quase não conseguia respirar quando vi o desconto que me deram no meu primeiro pedido. Oh, desculpe. Namastê. Visite 1-800-CONTACTS.COM hoje para salvar no seu primeiro pedido. 1-800-CONTACTS
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Os erros, nós devemos escrever. As lutas, nós devemos ganhar. O futuro, nós devemos garantir juntos para nossa nação. Isto é o que está em frente a nós. Isto determina o que vem a seguir para todos nós. Nós somos marins. Nós fomos feitos para isso.
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com guerras intensas pela conquista da independência. Alguns historiadores apontam que essa diferença histórica teria reflexos no modo como os habitantes de cada país enxergam a si próprios e aos vizinhos. Certo? Agora, além desses modos todos que eu falei de definir quem é ou quem não é latino, a gente tem um outro que já passa por uma classificação dos Estados Unidos. Eu vou explicar qual é, mas eu preciso dizer o seguinte, pra mim, essa definição tem zero importância, tá? Porque não são os Estados Unidos que têm que dizer o que o brasileiro é ou deixa de ser, vocês não acham? E eu falo isso aqui, eu não tenho nada contra os Estados Unidos, tá? Pelo contrário, eu adoro viajar pra lá, consumo um monte de séries, de filmes, de produtos norte-americanos numa boa. É que o problema pra mim é que essa classificação lá dos Estados Unidos, pra dizer quem é ou não latino, tem mais a ver com decisões administrativas do governo deles, especificamente uma decisão criada durante um censo. Sabe o que é senso? Senso com C. Senso é quando fazem a contagem populacional. Para os órgãos lá do governo norte-americano, dos Estados Unidos, latino é a pessoa que é de origem ou cultura mexicana, porturiquenha, salvadorenha, guatemalteca e de outros países da América Central, América do Sul, ou de origem e cultura espanhola, ou seja, eles restringem aos países que tiveram colonização espanhola, quase como sinônimo do que antigamente eles chamavam de hispânico, o que nesse caso excluiria o Brasil. Em alguns pontos do censo, eles colocam o brasileiro na categoria outros. É importante dizer também que isso já é bem complicado. Para muitos norte-americanos, latino é raça, etnia, o que não tem nenhum cabimento. Então, vários deles olham pra gente e pensam latinos, né? Eu, por exemplo, tenho cabelo preto, tenho olhos castanhos escuros e tenho traços que eles associam imediatamente aos hispânicos. Então, eu sou imediatamente descrito como latino, certo? Toda vez que eu tô nos Estados Unidos, alguém fala espanhol comigo. E, infelizmente, o meu espanhol, vocês viram aqui no começo do episódio, aquilo ali é tudo que eu sei, tá? Agora, dá pra dizer que a Gisele Bündchen e eu Por exemplo, estamos no mesmo grupo étnico? Não, né? A Gisele Bundchen, de início, eles batem o olho e lêem como branca, até porque ela é branca, né? Agora, quando eles sabem que ela é brasileira, aí, ah, não, Itália é latina. Não tem o menor sentido pra mim isso, né? Quem mais? Vamos pensar. Aquela atriz Anya Taylor-Joy, mais branca que um sulfite, aquela que era a Gambito. A Gambito, branquela, da cor de uma folha de A4, ela tem antepassados argentinos. Aí eles olham e falam assim, ela é latina. Ela não é latina, pelo amor de Deus. Não dá pra dizer que ela é latina. Enfim, essa aí é uma bagunça que vai demorar muito tempo pra resolver, se é que vão resolver um dia. Então, recapitulando pra vocês aí, aprendizes. Quando a gente fala em latino, pode ser o quê? Pode ser aquilo que se refere ao Lácio, região da Itália. Latino pode ser o que tem relação com as línguas surgidas do latim. Latino pode ser quem vem da América Latina, que, na minha humilde opinião, é o mais recomendado. Latino pode ser o que os americanos entendem como latino, que eu acho bobagem. E latino pode ser visto como alguém com determinadas características físicas, o que eu também acho uma bobagem tremenda. Agora, eu contei pra vocês as diferentes maneiras que é pra daí vocês tentarem definir a opinião de vocês. e aí tirem suas próprias conclusões, certo? Não esquece de compartilhar esse episódio e de seguir a gente no Instagram, arroba Aprenda Podcast e arroba Álvaro Leme. Eu volto a qualquer momento com mais coisas que você nem sabia que precisava saber.
Apresentador: Álvaro Leme
Data: 2 de março de 2026
Tema central: O episódio explora a polêmica sobre a latinidade dos brasileiros – afinal, brasileiros são ou não são latinos? Álvaro Leme apresenta os argumentos históricos, linguísticos, culturais e até administrativos que envolvem esse debate, incentivando a reflexão crítica sobre identidades e classificações.
Álvaro Leme explora o conceito de “latinidade” e discute os critérios comuns para definir quem é latino. A discussão surge após o destaque da cultura latina na mídia internacional, especialmente por figuras como Bad Bunny, e a polêmica levantada por algumas pessoas (dentro e fora do Brasil) que questionam se brasileiros se enquadram como latinos.
“Algumas pessoas começaram a dizer que brasileiro não é latino. E assim, óbvio que é, né?”
(Álvaro Leme, 02:10)
Álvaro apresenta as principais formas de classificar alguém como latino:
“Ao todo, são cinco... português, francês, italiano, espanhol e romeno.”
(Álvaro Leme, 09:54)
Mais comum e usual: latino é quem nasce nos mais de 20 países da América Latina (América Central, do Sul, e México).
Colonização majoritariamente por Portugal e Espanha, misturada à cultura indígena e africana.
“Se o Brasil tá aqui nesse bloco, nada mais natural que a gente ser latino também.”
(Álvaro Leme, 14:31)
Origem do termo “América Latina” ganhou força no século XIX por interesses franceses (Napoleão III) de criar um bloco cultural/linguístico oposto ao anglo-saxão.
“Nos países que eram dominados pela Espanha, a coisa foi... mais sangrenta, com guerras intensas.”
(Álvaro Leme, 17:44)
Para o censo dos EUA, “latino” normalmente é entendido como quem é de origem hispânica (Espanha, América Central e do Sul, menos Brasil).
“Para os órgãos lá do governo norte-americano... eles restringem aos países que tiveram colonização espanhola, quase como sinônimo de hispânico, o que nesse caso excluiria o Brasil.”
(Álvaro Leme, 18:44)
Álvaro critica fortemente esse critério:
“Pra mim, essa definição tem zero importância, tá? Porque não são os Estados Unidos que têm que dizer o que o brasileiro é...”
(Álvaro Leme, 18:44)
Confusões de percepção nos EUA: aparência física, religião, idioma (“latino” como raça, cultura ou grupo étnico).
“Dá pra dizer que a Gisele Bündchen e eu, por exemplo, estamos no mesmo grupo étnico? Não, né?”
(Álvaro Leme, 19:30)
“Pra mim, a gente tá junto nesse mesmo grupo e é muito mais inteligente a gente se unir do que se separar.”
(Álvaro Leme, 14:45)
“A gente se informa... para poder formar opiniões bem fundamentadas.”
(Álvaro Leme, 04:42)
Sobre a diversidade linguística:
“Uma coisa maravilhosa, uma coisa espetacular dos idiomas é que eles são vivos. Eles não são uma coisa estática. O idioma vai sendo transformado conforme os falantes fazem uso dele. Nós, humanos, fazemos a língua e a língua faz a gente. Não é lindo isso?”
(Álvaro Leme, 07:44)
Sobre o critério dos EUA:
“Latino pode ser o que os americanos entendem como latino, que eu acho bobagem. E latino pode ser visto como alguém com determinadas características físicas, o que eu também acho uma bobagem tremenda.”
(Álvaro Leme, 20:48)
Álvaro Leme encerra reiterando os diferentes caminhos para definir “ser latino” (origem geográfica, língua, história, classificações administrativas) e defende que, cultural e historicamente, o Brasil é sim parte da América Latina, mesmo que existam nuances e discordâncias. Ele destaca a importância de cada um buscar argumentos sólidos para formar sua própria opinião e reforça a ideia de como aprender e pensar criticamente é essencial, deixando a decisão para os ouvintes: afinal, “Brasileiros são latinos?”.
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