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Álvaro Leme
Eu não sei se você reparou que toda hora aparece no noticiário alguém falando de terras raras. Até botei em caixa alta aqui no meu roteiro. Porque eu sei que muita gente não tá ligada aí no que é isso, qual a importância desse negócio, porque o assunto volta o tempo inteiro na nossa vida, na nossa rotina. Então eu decidi responder tudo isso aqui no Aprenda da maneira mais clara possível pra você não passar vergonha se esse tema surgir numa conversa com os amigos ou numa reunião de trabalho. Tem coisas que você nem sabia que precisava saber e é delas que a gente fala aqui no Aprenda. Eu sou o Álvaro Leme, jornalista, professor, curioso profissional, e aqui qualquer assunto pode virar aprendizado. E aí, aprendizes, cheguei com mais coisas que vocês nem sabiam que precisavam saber. Vocês devem ter reparado aí que eu fiquei um tempo sem episódio inédito, né? É que eu tava na Noruega por causa de um projeto muito legal do meu doutorado, e aí, com isso, a vida ficou mega corrida, eu não consegui gravar mais nada. Então, já quero deixar avisado pra vocês o seguinte, sempre que aparecer reprise aqui no podcast, é porque minha vida complicou, tá bom? Quem me acompanha com mais atenção sabe que eu faço muita coisa, tenho muitas atividades, e o doutorado é uma delas, é a principal delas, e às vezes ele precisa mais da minha atenção. Dito isso, vamos falar de terras raras, ok? O que são terras raras? Esse é o nome dado a um grupo de 17 elementos químicos. Elementos químicos, vale a gente relembrar aqui, são os componentes básicos do universo, como se eles fossem, assim, uns tijolinhos que constroem tudo, desde o planeta, as estrelas, até o nosso corpo. Oxigênio é um elemento, hidrogênio é um elemento, carbono, nitrogênio, cloro, flúor. Na escola, a gente aprende sobre eles na tabela periódica. Mas não precisa se assustar, não vou complicar a conversa, fica aqui comigo. Esses elementos aí que eu falei, eles são mais corriqueiros, certo? Mas, ao todo, existem 118 elementos químicos. E, no caso das terras raras, a gente não está falando de qualquer combinação de 17 elementos. Não é se eu fui lá e escolhi 17 elementos terras raras, não. A gente tá falando da combinação de um grupo específico de elementos, que tem uns nomes bem estranhos aliás. Vou mencionar aqui alguns, mas de novo, não é pra se assustar. Olha só os nomes. Lantânio. Európio. gadolinho, neodímio, escândio. Menina, foi um escândio ontem à noite. Você não precisa memorizar esses nomes, nem eu, tá? Assim que eu acabar de gravar isso aqui, eu vou esquecer esses nomes. Vamos continuar chamando de terras raras e tudo certo. Aí você vai me falar, tá, mas e por que eu preciso me importar com esse monte de elementos estranhos? Bom, talvez você não precise se importar, mas o mundo se importa pelo mesmo motivo que faz o mundo se importar com muita coisa.
Podcast Narrator
Dinheiro.
Álvaro Leme
As terras raras são usadas para produzir uma série de itens de tecnologia avançada. Por exemplo, smartphone. Os elementos das terras raras servem de ingrediente para fazer alto-falante, tela, bateria, semicondutores. Sem eles ia ficar muito difícil, e se não ficasse impossível, montar um celular dos dias de hoje. E não é só em celular que eles são usados. em carro elétrico, lâmpada, computador, aparelhos de raio-x, alguns aviões, alguns trens, turbinas eólicas, submarinos. Como vocês podem ver, eles são realmente muito úteis, existe uma demanda muito grande. Ou seja, movimenta uma quantidade de dinheiro que é até difícil da gente imaginar, mas vamos tentar. Pensa comigo o seguinte, se um único iPhone pode custar mais de 18 mil reais, você consegue imaginar quanto dinheiro as terras raras representam, certo? Mas dá pra gente deixar isso mais claro ainda. Vou pegar o exemplo de um desses elementos das terras raras, que é o térbio. T-E-R-B-I-O, com acento no E. Falei que os nomes são todos esquisitos, né? O térbio serve, dentre outras coisas, para deixar as telas de televisão e de computador com cores mais vibrantes. Uma coisa que eu nunca imaginei que existia. Você sabe quanto custa um quilo de térbio? Mais de cinco mil reais. Pô, você aí, trabalhador, trabalhadora do Brasil, sabe que 5 mil reais a gente não acha em cada esquina, né? Então, pensa o seguinte, um quilo, tá? Pra você ter uma ideia, um quilo de minério de ferro, que é uma coisa que a gente sempre pensa, pô, minério de ferro deve ser caro, né? Um quilo de minério de ferro custa 60 centavos. Uma discrepância considerável, né? Agora, olha isso. Apesar de serem chamadas de terras raras, as terras raras não são raras. Pois é, não são raras. Então, de onde vem o nome?
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Podcast Narrator
No dia 12 de dezembro, Disney Plus te convida a ir atrás das cenas com Taylor Swift em uma série de documentários de seis episódios exclusivos.
Red Bull Advertiser
Eu queria dar algo aos fãs que eles não esperavam. A única coisa que resta é fechar o livro.
Podcast Narrator
O fim de uma era. E não esqueça de Taylor Swift, o tour das eras. O show final, apresentado pela primeira vez pelo Departamento de Poetas Torturados. Esse nome aí surgiu porque quando esses
Álvaro Leme
elementos foram descobertos há mais de 200 anos, e mais de 200 anos mesmo, não é exagero mesmo, as pessoas na época acreditavam que eles fossem mais raros do que eles realmente são. Na verdade, esses elementos são mais comuns na crosta terrestre do que alguns outros elementos. Por exemplo, ouro. Isso a gente sabe, a gente aprendeu lá no Silvio Santos que barras de ouro valem mais que dinheiro. Ouro e cobre são menos comuns do que alguns desses elementos das terras raras. Mas o nome continua, não só por ser antigo, mas também porque, apesar de existirem em abundância, esses elementos são muito difíceis de extrair. Quer dizer, é raro, e aí raro mesmo, achar esses elementos numa concentração, numa quantidade que faça a mineração valer a pena. E detalhe, tá? Pra conseguir um quilo desses elementos, você tem que remoer ali toneladas de rocha, argila, barro. É um processo muito custoso e que, pra piorar, produz resíduos tóxicos. Ou seja, resíduos que são péssimos pro meio ambiente. Essa é uma outra questão que ainda vai ter que ser profundamente debatida. Agora que você entendeu por que falam tanto de terras raras, falta a gente entender por que falam tanto de terras raras No Brasil, se você acha que é porque tem terra rara, tem terras raras aqui no nosso país, é isso mesmo, tem. Tem muita, tá? O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, tá? A primeira é a China, já já falo mais da China. As nossas reservas de terras raras ficam em cinco estados. Amazonas, Bahia, Goiás, Minas Gerais e Sergipe. O fato de que tem nesses lugares todos, especialmente na Amazonas, por causa da floresta, eu acho especialmente preocupante. Não que as outras partes não sejam importantes, óbvio que são. Mas, de novo, a discussão sobre o meio ambiente vai ter que acontecer e a gente que quer o bem do nosso país tem que ficar muito ligado nela. Acontece o seguinte, como eu acabei de explicar, a extração é complicada. Certo? Então não basta você ter a reserva. Você precisa conseguir alguma maneira de triturar pedregulho. E a gente sabe que isso não se faz facilmente, certo? Dentre as outras coisas que você precisa fazer para extrair os elementos. Isso aí, essa parte da cadeia, a gente tem muito pouco. Quem domina o mercado é a China, que concentra quase 70% de toda a produção de terras raras do planeta e Sabe quem? Sabe quem? Pensa o seguinte, quem é, quem vocês acham de país que não tem terras raras, mas tem uma indústria capaz de extrair os elementos das rochas? acertou os Estados Unidos. E aí essa é uma das razões que fazem os americanos, aliás os estadunidenses, eu era contra falar estadunidenses até o Trump começar a implicar com o Brasil, agora eu falo estadunidense, peguei birra. É isso que faz os estadunidenses terem interesse no Brasil, porque a gente tem, digamos assim, a matéria-prima de que eles precisam. Você talvez tenha reparado que atualmente o grande rival dos Estados Unidos, especialmente no que diz respeito à tecnologia, é a China, certo? E como quem domina as terras raras domina boa parte do futuro da humanidade, é por isso que toda hora aparece alguém na sua frente, na minha frente, falando em terras raras. Se você gosta do meu trabalho, não deixa de seguir o Aprenda aqui no Spotify, na Apple, onde você estiver ouvindo. E segue também no Instagram, arroba Aprenda Podcast e arroba Álvaro Leme. Eu volto a qualquer momento com mais coisas que você nem sabia que precisava saber.
Host: Álvaro Leme
Data: 17 de novembro de 2025
Neste episódio, Álvaro Leme responde à pergunta: por que se fala tanto em "terras raras"? Com seu estilo direto e didático, ele explica de maneira descomplicada o que são esses elementos químicos, por que são tão estratégicos na economia e tecnologia globais, desmistifica o nome "raro" e traz a discussão para o contexto brasileiro. O episódio também aborda o impacto ambiental da extração, a importância geopolítica dessas substâncias e o papel do Brasil e da China no cenário mundial.
[01:00 – 03:30]
"Esses elementos aí que eu falei, eles são mais corriqueiros, certo? Mas, ao todo, existem 118 elementos químicos... No caso das terras raras, a gente não está falando de qualquer combinação."
— Álvaro Leme [02:24]
[03:30 – 06:20]
"Você sabe quanto custa um quilo de térbio? Mais de cinco mil reais. Um quilo de minério de ferro, que a gente sempre pensa 'pô, minério de ferro deve ser caro', custa 60 centavos."
— Álvaro Leme [05:38]
[07:21 – 08:30]
"Apesar de serem chamadas de terras raras, as terras raras não são raras. Pois é, não são raras. Então, de onde vem o nome?"
— Álvaro Leme [06:24]
[07:40 – 09:10]
[09:10 – 11:08]
"O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, tá? A primeira é a China, já já falo mais da China."
— Álvaro Leme [09:46]
"Quem domina as terras raras domina boa parte do futuro da humanidade..."
— Álvaro Leme [10:39]
Sobre a utilidade tecnológica:
"As terras raras são usadas para produzir uma série de itens de tecnologia avançada... Sem eles ia ficar muito difícil, e se não ficasse impossível, montar um celular dos dias de hoje."
— Álvaro Leme [04:19]
Comentário bem-humorado sobre nomes estranhos dos elementos:
"Menina, foi um escândio ontem à noite. Você não precisa memorizar esses nomes, nem eu, tá? Assim que eu acabar de gravar isso aqui, eu vou esquecer esses nomes."
— Álvaro Leme [02:52]
Sobre o contexto ambiental:
"Pra conseguir um quilo desses elementos, você tem que remoer ali toneladas de rocha... Um processo muito custoso e que, pra piorar, produz resíduos tóxicos."
— Álvaro Leme [08:30]
Reflexão geopolítica:
"Como quem domina as terras raras domina boa parte do futuro da humanidade, é por isso que toda hora aparece alguém na sua frente, na minha frente, falando em terras raras."
— Álvaro Leme [10:39]
Álvaro mantém seu tom descontraído, instrutivo e bem-humorado, com piadas pontuais ("menina, foi um escândio ontem à noite") e um cuidado em não complicar o tema. Ele equilibrar informações técnicas com exemplos do cotidiano (como o preço de um iPhone) e reflexões críticas sobre meio ambiente e interesses internacionais.
O episódio explica de forma clara por que terras raras são centrais em tantas pautas econômicas, ambientais e políticas contemporâneas, desmistifica sua nomenclatura, salienta o impacto do Brasil nesse mercado e convida o ouvinte a acompanhar o podcast para aprender ainda mais sobre curiosidades do nosso mundo.