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Você já ouviu falar em Sophie Germain? Eu também não conhecia, tá? Aprendi esses dias que Sophie Germain é conhecida também como a Esquecida da Torre. E de que torre que a gente tá falando aqui? Da Torre Eiffel, aquele cartão postal famoso de Paris, talvez seja um dos pontos turísticos mais famosos do mundo de todos os tempos, né? De todos os tempos não, desde o século XIX que quando foi fundado, mas vocês entenderam. Sophie Germain era matemática, ou seja, vocês já tiram por aí que ela era uma gênia, certo? Os estudos de matemática dela foram tão fundamentais que arquitetos e engenheiros começaram a usar quando iam construir grandes estruturas como a Torre Eiffel. A Torre Eiffel ficou pronta, ela já tinha até morrido, tá? Ela não era nem mais viva quando o negócio estava de pé, porém, o trabalho científico feito por ela é uma das razões que tornaram possível que construções desse tipo permanecessem de pé. E aí, sabe o que aconteceu? Você já deve ter uma ideia pelo nome que eu falei, a Esquecida da Torre. Quando a Torre Eiffel ficou pronta, Pensaram assim, vamos homenagear 72 cientistas franceses importantes e aí gravaram o nome dessa galera lá na torre e não colocaram o nome da Sophie Germain. Então foi por isso que ela virou a esquecida da torre um tremendo absurdo. Situações assim em que o trabalho e as invenções e as contribuições das mulheres são minimizados ou até roubados por homens tem nome efeito Matilda. E é isso que eu vou ensinar pra você hoje. Tem coisas que você nem sabia que precisava saber, e é delas que a gente fala aqui no Aprenda. Eu sou o Álvaro Leme, jornalista, professor, curioso profissional, e aqui qualquer assunto pode virar aprendizado.
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Disney Plus quer saber se você está pronto. Para Marvel Studios, Thunderbolts The New Avengers. Agora ao vivo no Disney+.
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Ei, você não estava me ouvindo.
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Eu disse, Thunderbolts The New Avengers. Agora ao vivo no Disney+.
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Encontre os Novos Avengers. Isso é legal, né?
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E aí, aprendizes, cheguei com mais coisas que vocês nem sabiam que precisavam saber hoje pra falar de injustiças históricas. Sabe aquele seu colega da escola, do trabalho, que adora roubar a ideia dos outros? Infelizmente, ao longo da história isso aconteceu em incontáveis ocasiões, muitas delas tendo mulheres como vítimas do machismo estrutural da sociedade. Antes de falar mais um pouco, eu quero convidar você que gosta do Aprenda a seguir o podcast aqui no Spotify, na Apple, na Amazon, na Aurel, onde quer que você ouça a gente, tá? Por quê? Porque isso ajuda o programa a ser recomendado para mais ouvintes. Na Deezer também, beijo pro pessoal da Deezer, adoro eles, eles são muito legais sempre com o Aprenda. Então, não deixa de dar essa força. Combinado? O efeito Matilda, como vocês devem ter notado, é o nome dado às situações em que as ideias e contribuições femininas são apagadas, minimizadas ou mesmo surrupiadas por homens. O caso da Sophie Germain, que eu contei na abertura, pelo menos vai ter um final feliz agora. A prefeitura de Paris vai gravar o sobrenome dela, ou seja, vai colocar lá na torre o sobrenome Germain. E pra compensar, vai colocar o nome de mais 71 mulheres cientistas. Falei agora há pouco, né, que o Gustave Eiffel, vamos botar 72 cientistas. Era tudo homem, tá? Uma charada danada. Ou seja, agora, pra compensar, vai ter também 72 mulheres eternizadas lá na torre. Agora, por que que chama efeito Matilda? É por causa do filme dos anos 90, que a gente vê lá na sessão da tarde direto, daquela garotinha? Claro que não, né? Mas eu só quis falar aqui pra uma quebrada, porque o filme é muito fofo, mas não tem nada a ver. E aí você vai tentar, bom, Efeito Matilda, então foi criado por uma mulher chamada Matilda? Também não. A mulher que inventou o nome Efeito Matilda se chama Margaret. Vamos falar Margaret aqui, né, porque aqui é Brasil. Se chama Margaret Rossiter. uma historiadora da ciência que pesquisou vários casos de invenções femininas que os homens surrupiaram na cara dura. Em 1993, a Margareth escreveu um artigo em que ela usou esse nome, o efeito Matilda, e a expressão surgiu ali e foi se consolidando e ganhando força ao longo das últimas décadas. Tá, mas se ela se chama Margaret, de onde que saiu Matilda? É que a Margaret quis homenagear uma feminista do século XIX que se chamava, agora sim, Matilda. Era a Matilda Jocelyn Gage. Já no século XIX, a Matilda ficava brava, com toda razão, porque ela percebia que muitas inventoras eram apagadas da história. E aí ela foi lá e lançou um texto no fim do século XIX, 1870, listando vários casos em que o trabalho feminino tinha sido usurpado por homens. Então é isso, chama efeito Matilda porque Margareth decidiu homenagear essa pioneira Matilda Jocelyn Gage. Tradicionalmente, se convencionou falar de efeito Matilda para casos específicos do meio científico. Por exemplo, tem uma cientista alemã chamada Marguerite Vogt. Eu acho que se fala assim, tá? Escreve V-O-G-T. Marguerite Vogt. Ela teve um papel importante em pesquisas de laboratório sobre vírus que mais tarde impactaram no desenvolvimento da vacina contra a poliomielite e ela nunca foi reconhecida. Isso é muita sacanagem, né? Eu fico muito bravo. Se eu que sou homem fico bravo, imagina as mulheres. E aí o que aconteceu? Ela viu ao longo do tempo vários colegas homens receberem prêmios e pra ela Nada, né? Isso aqui é só um caso, tem muitos outros. Se vocês forem pesquisar, eu ia ter que fazer um episódio de uma hora só pra falar disso. Com o tempo, a ideia do efeito Matilda passou a se estender para além da ciência. Se antes se falava de efeito Matilda para casos de um trabalho, um artigo científico, foram lá e um homem assinou como primeiro autor, que é uma coisa mais importante. O primeiro autor é um homem e a mulher ficou lá para baixo na lista dos pesquisadores. Antes era mais restrito ao meio acadêmico-científico. Com o tempo, isso passou a extrapolar. Então, nas artes, na cultura, na literatura, tudo que é área, porque a verdade, vamos falar a verdade aqui, é que não falta exemplo de homem escroto que rouba a ideia de mulher, tá? Enfim, não vou nem militar aqui porque eu não sou feminista, mas eu apoio as mulheres, tenho meu apoio irrestrito, tá? Dentro do que é possível um homem ser feminista, estamos juntos, tá? Um caso aí do mundo das artes foi o da pintora Margaret Keane. Margaret, né? Mas aqui eu tô falando de outra Margaret, tá? Mudamos de Margaret. A história dessa Margaret aqui, ela já virou até um filme do Tim Burton estrelado pela Amy Adams, musa aqui desse podcast. Beijo, Amy Adams, eu sei que se me ouve. Queremos você aqui no Aprenda e no Oscar, tá? O Oscar vem. Bom, o filme aí que eu tô falando se chama Big Eyes, que é Olhos Grandes em inglês. Esse nome é porque a Margaret Keene pintava umas crianças com um zoião, com olhos gigantes, e as pinturas dela viraram uma febre, viraram o maior sucesso. E aí vocês adivinham o que aconteceu. O que vocês acham que aconteceu? O marido dela, Walter, que aqui a gente vai chamar de Walter, aqui é Brasil, já foi Brasil é Brasil, como diria Bia do Brás, Brasil do Brasil. O marido dela, o Walter, inventou que ele pintava o quadro. É um desgraçado, não é? Enfim, a verdade só veio à tona quando ela se separou e aí jogou tudo no ventilador, lá, contou numa entrevista à briga, foi parar nos tribunais. Mas pensa aí que enquanto ela tava lá fazendo o trabalho todo e as pessoas adorando, ah, que máximo, o maldito recebendo os aplausos, a glória, tô fingindo que ele que fazia. Eu tô rindo de raiva, tá? E todo dia, ainda hoje, isso aqui A gente foi expandindo a ideia, estava lá na ciência, expandiu para outros campos e as pessoas hoje percebem o efeito Matilda em muitas situações do cotidiano, em empresas, em escolas, em universidades ao redor do mundo, infelizmente ainda tem muito. Muito efeito Matilda Rolando. Ainda tem muitas mulheres deixando de receber o crédito que elas mereciam. E consertar esse tipo de coisa é papel de todo mundo. É papel das mulheres e dos homens. É nosso também, tá? Porque o mundo é muito cruel com as mulheres. Eu tenho três irmãs, quatro sobrinhas, dezenas de amigas, e eu vejo o quanto elas passam por perrengues. Elas reclamam nas vezes, e tem que reclamar, tem que botar a boca no mundo, tá? E na próxima vez? que você vê alguém mandando um efeito Matilda perto de você, não é pra deixar. Beleza? Se você gosta do meu trabalho, não deixa de seguir a gente no Instagram, arroba Aprenda Podcast e arroba Álvaro Leme. Eu volto a qualquer momento com mais coisas que você nem sabia que precisava saber.
Apresentador: Álvaro Leme
Data: 09 de fevereiro de 2026
Neste episódio, Álvaro Leme explora o conceito de “Efeito Matilda”, discutindo o apagamento histórico das contribuições de mulheres em áreas como ciência e artes, frequentemente atribuídas a homens. Por meio de exemplos históricos marcantes e referências da cultura pop, o host destaca a importância de reconhecer e corrigir esse tipo de injustiça. O episódio, como sempre, é apresentado com um tom leve e didático, misturando informação, indignação bem-humorada e incentivo à ação.
Álvaro introduz Sophie Germain, matemática francesa cujos estudos foram fundamentais para a construção da Torre Eiffel.
Ela foi apelidada de “A Esquecida da Torre” porque, quando o monumento foi inaugurado em 1889, 72 cientistas tiveram seus nomes gravados na torre — todos homens; Sophie, mesmo sendo essencial, ficou de fora.
Frustração ao perceber que a exclusão de Germain reflete um padrão histórico de invisibilização feminina.
"Quando a Torre Eiffel ficou pronta, pensaram assim: vamos homenagear 72 cientistas franceses importantes e aí gravaram o nome dessa galera lá na torre e não colocaram o nome da Sophie Germain. Então foi por isso que ela virou a esquecida da torre, um tremendo absurdo."
— Álvaro Leme [01:44]
Definição do termo: situações em que conquistas femininas são ignoradas, minimizadas ou atribuídas a homens.
Exemplo positivo recente: decisão da prefeitura de Paris de finalmente incluir o nome de Sophie Germain e de mais 71 mulheres na Torre Eiffel, corrigindo o erro histórico.
"O efeito Matilda, como vocês devem ter notado, é o nome dado às situações em que as ideias e contribuições femininas são apagadas, minimizadas ou mesmo surrupiadas por homens."
— Álvaro Leme [03:38]
Álvaro esclarece o nome não ter relação com o filme “Matilda”.
O termo foi cunhado pela historiadora Margaret Rossiter em 1993 para nomear o fenômeno do apagamento feminino na ciência.
Matilda Jocelyn Gage, feminista do século XIX, foi homenageada por Rossiter — ela já havia denunciado esses apagamentos em textos de 1870.
“Chama efeito Matilda porque Margaret decidiu homenagear essa pioneira Matilda Jocelyn Gage.”
— Álvaro Leme [06:36]
Caso de Marguerite Vogt, cientista alemã, cuja pesquisa essencial para o desenvolvimento da vacina contra poliomielite foi ignorada em prol de colegas homens.
Álvaro expressa indignação e reforça como o fenômeno é tão recorrente que não caberia num só episódio.
“Se eu que sou homem fico bravo, imagina as mulheres.”
— Álvaro Leme [07:39]
O conceito se aplica também a outras áreas: artes, literatura, empresas, universidades.
Exemplo marcante: a história da pintora Margaret Keane, que teve sua autoria roubada pelo marido — o caso foi parar nos tribunais e inspirou o filme “Big Eyes”, de Tim Burton.
Reflete sobre quantas mulheres ainda hoje sofrem com esse tipo de apagamento e o papel de todos na denúncia e correção desse tipo de comportamento.
“O marido dela, Walter, inventou que ele pintava o quadro. É um desgraçado, não é?”
— Álvaro Leme [09:45]
“E todo dia, ainda hoje, isso aqui... A gente foi expandindo a ideia, estava lá na ciência, expandiu para outros campos e as pessoas hoje percebem o efeito Matilda em muitas situações do cotidiano, em empresas, em escolas, em universidades ao redor do mundo, infelizmente ainda tem muito.”
— Álvaro Leme [10:12]
Álvaro incentiva ouvintes a reconhecerem o Efeito Matilda e denunciarem casos próximos.
Enfatiza que tanto mulheres quanto homens têm papel ativo nesse combate.
“E consertar esse tipo de coisa é papel de todo mundo. É papel das mulheres e dos homens. É nosso também, tá? Porque o mundo é muito cruel com as mulheres.”
— Álvaro Leme [10:51]
Sobre Sophie Germain:
“Quando a Torre Eiffel ficou pronta, pensaram assim: vamos homenagear 72 cientistas franceses importantes e aí gravaram o nome dessa galera lá na torre e não colocaram o nome da Sophie Germain. Então foi por isso que ela virou a esquecida da torre, um tremendo absurdo.” [01:44]
Definindo o Efeito Matilda:
“O efeito Matilda... é o nome dado às situações em que as ideias e contribuições femininas são apagadas, minimizadas ou mesmo surrupiadas por homens.” [03:38]
Origem do nome:
"Chama efeito Matilda porque Margaret decidiu homenagear essa pioneira Matilda Jocelyn Gage." [06:36]
Sobre a persistência do problema:
“Eu fico muito bravo. Se eu que sou homem fico bravo, imagina as mulheres.” [07:39]
Exemplo nas artes (Margaret Keane):
“O marido dela, Walter, inventou que ele pintava o quadro. É um desgraçado, não é?” [09:45]
Chamado à ação:
“E consertar esse tipo de coisa é papel de todo mundo. [...] Na próxima vez que você vê alguém mandando um efeito Matilda perto de você, não é pra deixar. Beleza?” [10:51; 12:09]
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