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Este podcast é apoiado pelas redes sociais do exterior do Reino Unido. Olá, sou Ray Winstone. Estou aqui para lhes contar sobre o meu podcast na BBC Rádio 4, História dos Heróis mais difíceis. BBC.
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Lê. Eu e meu marido vivemos há 15 anos em continentes separados, mas continuamos casados e felizes. Reportagem de Emily Holt, da BBC News, publicada pela BBC News Brasil em 28 de setembro de 2025. Lida por Silvia Salek. Há 15 anos, Margaret Murphy mora em um país e seu marido em outro. Ela vive no Reino Unido e ele na Austrália. A distância intercontinental faz com que ela e Peter se vejam uma vez por ano ou a cada 18 meses. Ainda assim, dizem, permanecem um casal fiel e feliz. Fiz muitos amigos novos e moro sozinha no meu aconchegante apartamento em Londres, contou ela ao programa Woman's Hour da BBC Rádio 4. Fiz tudo isso permanecendo casada, tem sido uma experiência maravilhosa. Morar em outra casa longe do parceiro não é algo tão incomum. Essa situação tem até a própria abreviatura em inglês, LAT, living apart together, que descreve casais que vivem juntos separados. Mas a proporção de pessoas casadas ou em união estável que moram separadas no Reino Unido é muito pequena, apenas 3% segundo as estatísticas oficiais. Margaret Murphy acredita que pode ter um casamento satisfatório mesmo sem compartilhar o mesmo lar. E muitos casais famosos também falam abertamente sobre a decisão de morar separados. A atriz Gwyneth Paltrow e seu marido, o diretor e roteirista Brad Falchuk, passaram o início do casamento em casas separadas. Gwyneth Paltrow afirma que a decisão ajudou a manter o relacionamento saudável. O mesmo fizeram a atriz Helena Borham Carter e o diretor Tim Burton durante um relacionamento que durou 13 anos. Recentemente, a atriz Sheryl Lee Rolfe, da série de TV Abbott Elementary, declarou que ela e seu marido moram em lados opostos dos Estados Unidos há quase 20 anos. O trabalho dela exige que ela more em Hollywood, enquanto seu marido é senador estadual na Pensilvânia e precisa ficar na Filadélfia. A vida de Margaret Murphy era muito diferente 15 anos atrás. Ela morava na Austrália, não trabalhava fora e cuidava dos quatro filhos enquanto seu marido, Peter, era médico em tempo integral e responsável por sustentar a família. quando completou 57 anos e fez um doutorado em linguística aplicada. Depois de terminar os estudos, como os filhos haviam se mudado, ela acreditava que havia chegado o momento de fazer algo diferente. Por isso, decidiu se mudar para Londres. Ficou evidente que Peter e eu tínhamos objetivos diferentes para essa etapa da vida. Ele queria ficar na casa da família e continuar trabalhando, enquanto eu via uma oportunidade diferente, disse. Agora ela é diretora de educação do Royal College of Surgeons do Reino Unido. Eu subi na carreira profissional quando a maioria das pessoas pensa em se aposentar. Sim, você pode conseguir um emprego em tempo integral com 60 anos de idade, se você quiser. E sim, você pode morar em outro país e fazer todo tipo de coisas emocionantes, ou seja, até se mudar para um outro continente. Conta. Mas Margaret Murphy ressalta que nem tudo foi fácil para o casal. Num nível pessoal, as desvantagens para Peter são que ele ainda mora na mesma casa da família em Brisbane, na Austrália. Ele não se socializa bem sozinho e talvez se sinta um pouco solitário por lá. E para mim a desvantagem é a falta de companhia, eu não tenho isso. Ela conta que a chave para fazer o acordo funcionar é conversar regularmente. Eu conto para Peter tudo sobre a minha vida em Londres, meu trabalho, meus novos amigos, minhas viagens. Isso vem oferecendo a ele outra dimensão de vida. E o mesmo acontece comigo. E quando ele vem para Londres, ele adora. Uma ouvinte do programa, Carrie, conta que tem um parceiro há três anos e eles concordaram desde o início em nunca morar juntos como forma de manter sua liberdade e independência. Compramos casas perto uma da outra e alugamos quartos para ajudar com o financiamento imobiliário, afirma ela. Eles planejam se casar um dia e, mesmo assim, Carrie diz que não alteraria seu acordo de moradia. Funciona incrivelmente bem para nós dois e parece ser o relacionamento mais forte que qualquer um de nós já teve, diz. A diretora de qualidade clínica do serviço de assessoramento de casais, Relate, Amanda Major, afirma que esse tipo de acordo não é para qualquer um, mas para casais que decidem morar separados, pode trazer benefícios. oferece um pouco de espaço, um lugar para voltar e manter seus próprios interesses, sua própria sensação de identidade. Pode ser uma forma útil de ajudar as pessoas a sentir que, embora eu seja casado com você, eu tenho meu próprio espaço, meus próprios interesses, e fico junto do meu cônjuge quando isso for conveniente para os dois. Explica ela. e a seguir algumas dicas de como viver separados e ficar juntos fornecidas pelo serviço de aconselhamento de casais Relate. Tenham a certeza de que essa é uma decisão que as duas partes realmente desejam tomar sem pressões. Definam um conjunto de regras básicas depois de discuti-las profundamente. Verifiquem regularmente se as duas partes concordam que o acordo continua funcionando. O acordo pode incluir quais dias serão passados juntos, gerenciar o relacionamento sexual ou também os filhos, se houver. Mantenha também a comunicação muito clara com seu parceiro a todo momento. Você ouviu a reportagem Eu e meu marido vivemos há 15 anos em continentes separados, mas continuamos casados e felizes, publicada pela BBC News Brasil em 28 de setembro de 2025. Olá.
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Sou Ray Winstone. Estou aqui para lhes contar sobre o meu podcast na BBC Rádio 4. Histórias dos heróis mais difíceis. Eu tenho histórias sobre os pioneiros, os rebeldes, os outcastes que definem o difícil. E essa foi a primeira vez que alguém correu um carro tão rápido sem pneus. É quase como se seus olhos estivessem saindo da sua cabeça. Difícil o suficiente para você? Se inscreva no History's Toughest Heroes, onde quer que você encontre seu podcast.
Data: 2 de dezembro de 2025
Reportagem de: Emily Holt (BBC News)
Lida por: Silvia Salek
Neste episódio, a equipe da BBC lê para os ouvintes uma reportagem que narra a história de Margaret Murphy, que vive há 15 anos separada fisicamente de seu marido, Peter, cada um em um continente diferente — ela no Reino Unido, ele na Austrália —, mas seguem casados e felizes. O episódio explora o fenômeno dos casais “living apart together” (LAT), oferecendo exemplos, opiniões de especialistas e dicas práticas para quem deseja manter uma relação à distância.
(from Relate, [06:30]):
A reportagem mantém um tom inspirador, informativo e acolhedor, mostrando diferentes perspectivas sobre relações não convencionais, sem julgamento, e ressaltando a importância da comunicação e autonomia em casamentos contemporâneos.