Transcript
A (0:00)
Este podcast é apoiado pelas redes sociais fora do Reino Unido. Você já investiu em algo que parecia incrível no começo, mas não viveu até o hype? Como aquelas rosas de 5 dólares em uma estação de gás? Ou um pedaço de tecnologia de segunda mão que quebra nos primeiros 10 minutos? Os mercadores conhecem essa sensação. Optimizamos para números que parecem ótimos, impressões, alcance e reações, mas quando não mostram renda, Bem, essa é uma conversa não tão ótima com o CFO. O LinkedIn tem uma palavra para isso. Bullspend. Agora você pode investir no que parece bom para o seu CFO. O LinkedIn Ads gera o maior ROAS de todas as redes de adesões maiores. Você alcança os bons compradores, porque você pode alcançar por companhia, indústria, título de trabalho e mais. Então corte o bullspend. Advertir no LinkedIn. A rede que funciona para você. Passe 250 dólares na sua primeira campanha no LinkedIn Ads e ganhe 250 créditos para a próxima. Apenas vá para linkedin.com.br
B (1:10)
Liberty Mutual customiza seu carro e insuração de casa. E agora, estamos customizando este ad para sua manutenção de manhã para despertá-lo. O que pode ajudar sua condução. A ciência diz que estimular o cérebro aumenta a alerta. Então, aqui está uma pop quiz. Quantos meses têm 28 dias? O que fica mais quente quando seca? O que tem chaves, mas não pode abrir fechaduras? Se você não quer ouvir as respostas, desligue este Liberty Mutual ad agora. 12 meses, uma toalha, piano. Aproveite para ser totalmente alerta.
C (1:40)
BBC Lê. Não foi sempre azul. Como a cor do céu mudou dramaticamente no planeta Terra. Reportagem de Catherine Heathwood, do Serviço Mundial da BBC, publicada pela BBC News Brasil em 19 de fevereiro de 2026. Lida por Silvia Salek. A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido, mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar mais uma vez. Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Granite, no Reino Unido. O primeiro é o Sol. A luz solar, normal, é branca, o que significa que contém todas as cores do arco-íris, vermelhos, amarelos, verdes e azuis. O segundo fator é a composição da atmosfera. O céu contém enormes quantidades de partículas minúsculas, como o nitrogênio, além de oxigênio e vapor d'água, que espalham a luz em todas as direções, afirma o especialista. A luz azul tem comprimento de onda menor do que a maioria das outras cores, e é mais dispersada, preenchendo o céu com essa tonalidade. Esse processo é conhecido como dispersão de Rayleigh, em referência à Lord Rayleigh, que viveu entre 1842 e 1919, físico britânico, que desenvolveu essa teoria na década de 1870. No nascer e no pôr do Sol, a luz solar precisa atravessar uma porção muito maior da atmosfera, porque o Sol está mais baixo no horizonte. A luz azul é, então, dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons vermelho e laranja menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos. O céu azul brilhante da Terra é o único no sistema solar, afirma Finn Burridge. Embora alguns planetas como Júpiter sejam considerados como tendo uma camada superior levemente azulada, semelhante à da Terra, a tonalidade é muito menos intensa. Por estar mais distante do Sol, Júpiter recebe apenas cerca de 4% da luz solar que chega à Terra. Por isso, não tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui, explica Finn Burridge. Em outros planetas, o cenário é completamente diferente. Marte tem uma atmosfera fina, o que faz com que a dispersão de Rayleigh ocorra de forma limitada. Em vez disso, as numerosas partículas de poeira, maiores do que o nitrogênio e o oxigênio presentes na atmosfera terrestre, espalham a luz de outra maneira. Esse fenômeno é chamado de espalhamento mi, e resulta em um céu avermelhado ou amarelado com um pôr-de-sol azulado. O céu azul que conhecemos hoje é um fenômeno relativamente recente na longa história da Terra. Embora não seja possível saber com certeza como era o céu no passado, cientistas estimam que sua cor pode ter variado conforme os gases presentes na atmosfera em cada período. Quando a Terra se formou, há cerca de 4 bilhões e 500 milhões de anos, a sua superfície era, em grande parte, composta por material fundido. À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas, como o dióxido de carbono, nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente. Com o tempo, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais, que passaram a liberar grandes quantidades de metano na atmosfera. A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica. Uma mudança significativa ocorreu há cerca de 2 bilhões e 400 milhões de anos durante o chamado grande evento da oxidação, quando os organismos primitivos, conhecidos como cianobactérias, passaram a realizar fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio. O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, eliminando gradualmente as névoas de metano. Com a consolidação de uma atmosfera semelhante à atual, o céu passou a apresentar a coloração azul observada hoje. No curto prazo, o céu azul da Terra não deve desaparecer. Embora a poluição, os incêndios florestais, as erupções vulcânicas e as tempestades de poeira possam alterar temporariamente sua cor, esses efeitos são passageiros. Após a grande erupção do vulcão Krakatoa, na Indonésia, em 1883, por exemplo, foram observados pores do Sol intensamente vermelhos e até esverdeados, e também luas azuladas. O fenômeno foi atribuído a partículas como sulfatos e cinzas na atmosfera que dispersam a luz de maneira diferente da habitual. Claire Ryder, professora associada de meteorologia da Universidade de Reading, no Reino Unido, afirma que o efeito geral dos aerossóis, partículas sólidas ou líquidas suspensas na atmosfera, depende do tamanho relativo das partículas. Costumamos observar efeitos de coloração muito intensos, especialmente ao pôr do sol, quando as partículas de aerossol têm tamanho semelhante entre si, o que intensifica a dispersão de maneira uniforme. Quando há uma variedade de tamanhos, cada partícula interage de forma diferente com os comprimentos de onda da luz, produzindo uma mistura de cores. Explica. Se esses efeitos ocorrem simultaneamente, podem resultar em uma névoa esbranquiçada ou amarronzada. Isso pode acontecer em erupções vulcânicas, tempestades de poeira ou em situações de poluição atmosférica. Segundo Claire Ryder, é importante considerar como as mudanças climáticas podem afetar a cor do céu no futuro. Com o aumento da temperatura, haverá mais vapor d'água na atmosfera. Isso pode fazer com que as partículas de aerossol se expandam com a umidade, aumentando a capacidade de dispersão da luz e o efeito de esbranquiçamento do céu. Por outro lado, se as emissões de poluentes diminuírem no futuro, o céu pode se tornar mais azul, observa a especialista. Ainda assim, em escala astronômica, essas mudanças podem não ter grande relevância. para que haja uma mudança duradoura na cor do céu, seria necessária uma alteração drástica na composição da atmosfera", afirma Finn Burridge, do Observatório Real de Granite. Algo dessa magnitude não deve ocorrer no curto prazo, ao menos que tenhamos um azar extraordinário e sejamos atingidos por um enorme meteoro, mas isso provavelmente não vai acontecer, diz. Ele estima que restam ao menos um bilhão de anos antes que o céu deixe de ser azul. À medida que o Sol envelhece, sua luminosidade aumenta gradualmente. Em cerca de um bilhão de anos, ele deverá emitir aproximadamente 10% mais luz do que hoje, afirma o pesquisador. Isso pode aquecer a Terra, reduzir o dióxido de carbono na atmosfera e, eventualmente, começar a evaporar os oceanos, diz. Segundo ele, esse processo pode liberar grandes quantidades de oxigênio na atmosfera, o que pode até tornar o céu temporariamente mais azul. Mas depois que esse oxigênio desaparecer, o céu passaria a ter uma atmosfera esbranquiçada, amarelada, muito quente, mais parecida com a de Vênus, prevê Finnburgh. Ainda mais adiante, em cerca de 5 bilhões de anos, o céu começaria a ficar sem combustível e se expandiria, transformando-se em uma estrela gigante vermelha. À medida em que a Terra se aproximaria do fim de sua existência, o primeiro ingrediente se perde à luz do Sol. Quando o Sol começar a morrer e se expandir nessa estrela enorme e extremamente vermelha, qualquer atmosfera que ainda reste na Terra teria um tom intensamente avermelhado. Não haveria vida para presenciar isso. Com sorte, os seres humanos já terão partido em busca de outro céu azul em outro lugar do universo", conclui. Você ouviu a reportagem Não Foi Sempre Azul, como a cor do céu mudou dramaticamente no planeta Terra, publicada pela BBC News Brasil em 19 de fevereiro de 2026.
