BBC Lê: Por que subir escadas faz bem ao cérebro
Podcast: BBC Lê
Host: BBC Brasil
Date: September 6, 2025
Visão Geral do Episódio
Neste episódio, a equipe da BBC lê a reportagem “Por que subir escadas faz bem ao cérebro”, examinando como o simples ato de subir degraus pode beneficiar tanto a saúde física quanto as funções cognitivas. A pauta aborda desde feitos extraordinários—como recordes mundiais de subida de escadas—até descobertas científicas sobre o valor do exercício cotidiano para corpo e mente.
Pontos Principais e Insights
1. Conquistas Extremas e o Cotidiano
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Início impressionante: O episódio abre destacando Sean Grisly, que subiu e desceu 8.849 metros (equivalente ao Everest) em menos de 23 horas na escada de casa, estabelecendo um recorde mundial.
“No final, ele estava encharcado de suor e mal conseguia andar, e fez tudo no relativo conforto do seu lar.” (A, 00:27)
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Corridas em torres: Existem provas esportivas dedicadas à subida de grandes lances de escada em arranha-céus, com associações e rankings globais.
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Acessível a todos: Apesar da façanha de poucos, subir escadas regularmente no dia a dia é recomendado para qualquer pessoa, trazendo benefícios surpreendentes sem necessidade de pular degraus ou competir.
2. Benefícios Físicos de Subir Escadas
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Equilíbrio e resistência: Ajuda a reduzir o risco de quedas em idosos e melhora a força da parte inferior do corpo.
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Saúde cardiovascular: Mesmo pequenas subidas podem melhorar a saúde cardiorrespiratória e diminuir riscos cardiovasculares, comparável ao uso de simuladores de escadas nas academias.
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Simplicidade e acessibilidade:
“A maior vantagem de subir escadas é exatamente sua simplicidade. As escadas estão em toda parte. [...] É um exercício que quase qualquer pessoa pode fazer.” (A, 02:48)
3. “Lanches de Exercício” e Pesquisa Científica
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Breves exercícios vigorosos: Alexis Marcotte Chenard (Universidade da Colômbia Britânica) destaca os “exercise snacks” – curtas sessões esporádicas de exercício, com facilidade de ajuste de intensidade sem custo ou equipamentos.
“Subir escadas é um exercício promissor, pois sua dificuldade pode ser facilmente ajustada, variando a velocidade, sem custos nem equipamentos complexos.” (A, 04:30)
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Combate à inatividade: Pesquisadores veem o exercício nas escadas como uma solução prática contra o sedentarismo que atinge 1,8 bilhão de adultos no mundo.
4. O que torna as escadas um exercício eficiente?
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Trabalho muscular e intensidade:
- Subir degraus eleva mais o consumo de oxigênio do que caminhar rápido, intensificando o benefício ao agir contra a gravidade.
- Foco nos músculos inferiores — coxas principalmente — além do abdome para estabilidade.
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Descida também conta:
- Existe diferença entre a subida (contração concêntrica) e descida (excêntrica), esta última sendo crucial para o fortalecimento muscular a longo prazo e aumento do gasto calórico durante a recuperação.
“A contração excêntrica causa maiores danos musculares... nosso organismo queima mais calorias a longo prazo durante o período de reparação e recuperação.” (A, 07:34)
5. Impacto Cognitivo: Cérebro Saudável
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Capacidades cognitivas: Pesquisas mostram que subir dois lances já pode melhorar funções como solução de problemas, memória e pensamento criativo.
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Pesquisas de Andreas Stenling (Universidade de Umeå, Suécia): Estudo destaca benefícios imediatos na flexibilidade e inibição cognitivas em jovens adultos após subir escadas.
“A flexibilidade cognitiva... é a facilidade com que conseguimos alternar entre tarefas cognitivas...” (A, 09:10)
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Efeitos emocionais: Participantes se sentem mais felizes e energizados após subir escadas.
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Estudos do Japão (Universidade de Yamaguchi): Subir dois lances melhora concentração; efeito não é intensificado pelo aumento do número de lances.
“Esse resultado indica que o efeito independe do número de degraus.” (A, 11:40) “Foram 61% a mais de ideias originais em relação a quem andou de elevador.” (A, 12:10)
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Surto criativo:
“Se você procura um surto de inspiração para resolver um problema, talvez você precise de um rápido passeio subindo para o andar de cima e voltando.” (A, 12:40)
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Mecanismos possíveis: Relação sugerida com o aumento do fluxo sanguíneo cerebral e fatores neurotróficos derivados do exercício.
6. Quantidade Ideal e Limitações
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10 mil passos?: O famoso objetivo tem base publicitária e não científica. Estudos apontam benefícios que se estabilizam por volta dos 7.500 passos diários.
“O número mais conhecido tem origem, na verdade, em uma campanha publicitária na época dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964.” (A, 15:00)
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Meta para escadas: Subir mais de 5 lances (cerca de 50 degraus) está associado a menor risco de doenças cardiovasculares. Porém, algumas pesquisas discordam da efetividade do exercício exclusivamente para reduzir mortalidade.
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Limitações: Para quem sofre de osteoartrite do joelho, escadas podem ser dolorosas; não é recomendada para todos.
Momentos Memoráveis & Notáveis (com Timestamps)
- Recorde mundial de Sean Grisly — A façanha insanamente extenuante em casa, equivalente ao Everest. (00:00–00:40)
- Explicação sobre os “lanches de exercício” e sua praticidade — (04:30–05:20)
- Relação entre crescimento muscular e o movimento de descida das escadas — (07:10–08:10)
- Benefício à criatividade e solução de problemas — “61% a mais de ideias originais” para quem usa escadas vs. elevador. (12:00–12:20)
- Desmistificação dos 10 mil passos diários — (15:00–15:45)
- Cuidado para quem tem osteoartrite — Limitação do exercício para certos grupos. (17:00–17:30)
Conclusão
O episódio oferece uma análise completa e realista sobre os benefícios de subir escadas: é um exercício simples, gratuito, acessível e impactante tanto para a saúde física quanto para o desempenho mental. Citando estudos e especialistas, a reportagem evidencia como breves sessões diárias já podem ser suficientes para potencializar criatividade, humor, capacidades cognitivas e cardiovasculares — sem necessidade de grandes esforços ou equipamentos sofisticados.
“Trocar o elevador por escadas pode não ser ideal para todos, mas é uma opção a se considerar para beneficiar seu corpo e sua mente.” (A, 18:00)
Indicado para: Quem busca hábitos simples para melhorar saúde física e mental, profissionais de saúde, entusiastas de bem-estar, ou qualquer pessoa curiosa sobre os pequenos gestos que têm grande impacto.
