Loading summary
A
Este podcast é apoiado pelas redes sociais do Reino Unido. At the BBC, we go further so you see clearer. Through frontline reporting, global stories and local insights, we bring you closer to the world's news as it happens. And it starts with a subscription to bbc.com, giving you unlimited articles and videos, ad-free podcasts, the BBC News channel streaming live 24-7, plus hundreds of acclaimed documentaries. Subscribe to trusted, independent journalism and storytelling from the BBC. Find out more at bbc.com.
B
Quando é hora de escalar seu negócio, é hora do Shopify. Pegue tudo o que você precisa para crescer do jeito que você quer. Tipo, todo o jeito. Coloque mais vendas com o melhor checkout de conversão do planeta. Trace seus chachings de todos os canais, em um único lugar. E transforme o reporte real-tempo em oportunidades de grande tempo. Leve seu negócio a um novo nível. Conecte-se ao Shopify. Comece seu trial grátis hoje.
C
BBC lê. Sobrevivi oito dias na selva gravemente ferida após ser a única a escapar de um acidente de avião. Reportagem adaptada do programa Life's Less Ordinary da BBC, publicada pela BBC News Brasil em 20 de setembro de 2025. Lida por Silvia Salek. A holandesa Annette Herfkins e seu noivo estavam a caminho de férias românticas em um resort no Vietnã. Era 1992. Ela trabalhava no setor financeiro em Madri e seu noivo, Willem van der Pas, trabalhava no mercado financeiro no Vietnã. Eles não se viam havia seis meses e se encontraram em Ho Chi Minh e de lá pegaram um avião a caminho do resort. Quando o pequeno avião em que estavam se aproximava do aeroporto de Nha Trang, Annette e Willem sentiram que ele começou a descer rapidamente. Ouvi os motores acelerando. O avião baixou de altitude e as pessoas gritavam. Ele olhou pra mim, eu olhei pra ele. Demos as mãos e tudo ficou escuro. Contou a Annette à BBC. O impacto foi violento. Todos os passageiros e tripulantes, com exceção de Annette, acabaram morrendo. Ela passou oito dias deitada no meio da selva, incapaz de andar, sofrendo dores intensas devido a ferimentos e fraturas por todo o corpo. Estava desidratada e desolada por ter perdido o amor de sua vida. A seguir, vocês acompanham o testemunho do calvário que ela enfrentou naqueles dias e que, segundo ela, a ensinou a encontrar beleza mesmo nos momentos mais sombrios da vida. Eu comecei a namorar o William porque ele me desafiou. Ele disse, eu sei de uma coisa que você não ousa fazer. E o desafio era beijá-lo. Naquela época, já éramos muito amigos e morávamos na mesma residência estudantil. Depois de um curto período de namoro, nós percebemos que o que havia entre nós era amor verdadeiro. Nós sentíamos como se tivéssemos ganhado na loteria e estávamos juntos desde então. No entanto, nós dois tínhamos a intenção de viajar para o exterior, então nós decidimos continuar o relacionamento à distância e nos ver com a maior frequência possível. Em 1992, William estava trabalhando no Vietnã e decidimos que passaríamos férias românticas lá. Estávamos juntos há muitos anos e ele me pediu em casamento. Estávamos conversando sobre onde e como nos casaríamos. Quando eu cheguei ao Vietnã, eu queria ver como era a vida dele lá, como era o escritório, mas ele, como um bom holandês, tinha planejado uma viagem às sete da manhã do dia seguinte. Eu acordei um pouco mal-humorada porque eu queria dormir mais. E quando vi o avião disse, eu não vou entrar nisso aí. Era muito pequeno, um Yak-40 de fabricação soviética. E eu sempre tive claustrofobia. Eu sabia que você ia dizer isso, mas por favor, faça isso por nós, ele me disse. Ir de carro não era uma opção, porque a selva era muito densa. E ele me dizia, faça isso por mim, você vai gostar muito. E acabou me convencendo. Eu entrei no avião, eu vi como era pequeno. Eu entrei no avião e constatei como era pequeno. Eu tive que ignorar meus instintos. Era para ser um voo muito curto, 55 minutos. Mas meu coração batia forte. Sentamos na segunda fileira e eu sentei no corredor. Durante o voo, eu me senti muito desconfortável e eu ficava olhando para o relógio do Willem. Eu observava cada minuto passar enquanto recitava um poema em alemão que eu aprendi na escola para passar o tempo. Faltando cinco minutos para o pouso, o avião deu um mergulho e as pessoas gritaram. William olhou para mim, assustado, e disse, eu não estou gostando disso. E eu, um pouco irritada, respondi, provavelmente é só turbulência. É natural que um avião tão pequeno desça desse jeito. Não se preocupe, vai ficar tudo bem. Os motores aceleraram e despencamos novamente. As pessoas gritaram ainda mais alto. Ele olhou para mim, eu olhei para ele e demos as mãos. E aí tudo ficou escuro. Eu acordei cercada pelos sons da selva, grilos, macacos. Eu empurrei para o lado algo pesado de cima de mim. Era um dos assentos com o homem morto. Com o meu empurrão, o corpo caiu do assento. Eu olhei para a esquerda e lá estava ele, o Willem. Ainda preso ao assento, com um sorriso doce no rosto, mas definitivamente morto. Eu devo ter entrado em choque naquele momento, porque a próxima coisa de que eu me lembro é de estar no chão da selva cercada por vegetação. Eu não sei como eu consegui sair dali. Minhas pernas estavam quebradas. Eram 12 fraturas nos quadris, um pulmão colapsado e uma mandíbula quebrada. O avião caiu em uma montanha, perdeu uma asa, atingiu uma segunda montanha e capotou. Eu não estava usando cinto de segurança. Eu era como uma peça de roupa solitária em uma secadora. E eu caí debaixo do assento da pessoa do outro lado do corredor. Do lado de fora do avião destruído, tudo era uma vegetação exuberante. Eu me lembro de ver algumas formigas vermelhas enormes, galhos, folhas e minhas pernas nuas. Eu não sabia onde estava a minha saia. Havia um enorme ferimento aberto na minha perna. Eu podia ver o osso. Insetos já estavam fervilhando ao redor dele. Eu então vi um vietnamita à minha direita. Ele estava vivo e falando. Perguntei se ele achava que os socorristas viriam e ele disse que sim, porque ele era um homem muito importante. Ele percebeu que eu estava envergonhada por estar com as pernas nuas, então tirou uma calça de terno de uma pequena mala de mão que ele carregava e me deu. Eu vesti a calça com uma dor tremenda, o que talvez diga algo sobre como nos esforçamos para manter as aparências, mesmo nas situações mais inusitadas. Mas também pode ser que, com aquele gesto, ele tenha salvado minhas pernas dos insetos. Perto do fim do dia, eu vi esse homem enfraquecer, sua vida se esvaindo, até que ele finalmente abaixou a cabeça e morreu. A princípio, eu ouvi gemidos de dor de algumas pessoas, mas quando a noite caiu naquela montanha, nenhum outro som pôde ser ouvido. Eu fiquei completamente sozinha. Quando o Vietnamita morreu, eu entrei em pânico. Eu precisei me concentrar na minha respiração. Eu nunca tinha feito curso de mindfulness ou atenção plena, nada do tipo. Foi puro instinto, mas me ajudou muito. Em vez de julgar a situação, eu observei e aceitei como era. Eu disse a mim mesma, foi isso que aconteceu. Não estou na praia com meu noivo. Eu procurei me concentrar no presente e evitar que minha mente divagasse para cenários ainda mais catastróficos, como se um tigre aparecer. Obviamente, tudo isso e muito mais passou pela minha cabeça. Eu estava na selva, então era uma possibilidade real. Mas a verdade era que naquele exato momento o tigre não estava lá. Então, eu decidi que eu ia lidar com ele quando ele chegasse. Nos primeiros dois dias, eu fiquei perto do cadáver do vietnamita para me sentir menos sozinha, como Bambi com sua mãe Com o passar do tempo, a situação se tornou cada vez mais nojenta, até que eu precisei me afastar Em vez de ficar olhando para ele, eu olhava para a selva Eu olhei para as milhares de pequenas folhas na minha frente Eu era uma garota da cidade, eu trabalhava no setor financeiro, viajando constantemente para Nova York, Londres, e, de repente, eu percebi como aquela selva era linda. Quanto mais eu me concentrava nas folhas, nas gotas sobre as folhas, em como a luz refletia nas gotas, mais bonita ela se tornava. Eu me deixei absorver por aquela beleza, mas, claro, eu tinha que sobreviver. No começo choveu um pouco e eu botei a língua para fora para tomar as gotas que caíam, mas isso não foi suficiente. Eu precisava de um plano. Eu notei que uma das asas partidas do avião tinha um material de isolamento que era feito de uma espécie de espuma e que poderia servir como uma esponja para absorver a água da chuva. Eu rastejei sobre os cotovelos, me arrastando toda machucada e com toda a minha força, eu me sentei. Eu agarrei o máximo que eu pude daquela espuma e me deixei cair, desmaiando de dor. Quando eu acordei, fiz sete tigelinhas usando a espuma. Eu deixei elas alinhadas e esperei pela chuva. Na bolsa de uma menina, eu encontrei uma capa de chuva que me ajudou a lidar com o frio. Naquele mesmo dia, começou a chover torrencialmente. Minhas tigelas se encheram de água. Eu tomei um gole e, para mim, foi como se eu tivesse bebido champanhe da melhor qualidade. Eu fiquei muito orgulhosa de mim mesma e pensei, olha só você, escoteira. Eu percebi como era incrível estar viva e bem naquelas circunstâncias. Eu não tive escolha se não me dissociar da morte de Willem. Sempre que eu pensava nele, eu olhava pro pequeno anel de 10 euros que ele tinha comprado pra mim em uma joalheria em Leiden, na Holanda, na minha mão inchada por causa dos insetos. Eu realmente acho que teríamos sido um par perfeito. Éramos melhores amigos, almas gêmeas. Ele era uma pessoa adorável, afetuosa, bonito, mas sem se comportar como alguém que sabia que era bonito. Durante todas aquelas horas deitada na selva, eu não me permiti pensar nele. Sabia que isso me faria chorar e me deixaria tão fraca e com sede que eu não ia sobreviver. Eu nem ousei voltar e procurar por ele no avião. Não pense em Willem, se tornou o meu mantra. Pensei na minha família, pensei em toda a água que saía dos chuveiros deles e em como era maravilhoso que pudessem beber água o dia todo. Eram pensamentos felizes e amorosos. Eu me sentia amada. Eu tinha certeza de que estavam me procurando de alguma forma. Mas a falta de comida e os ferimentos estavam começando a me afetar. No sexto dia, eu estava como se tivesse drogada. Eu estava morrendo, mas da maneira mais linda e feliz. Eu continuei vendo a beleza da selva, todas aquelas cores, eu senti uma espécie de onda de amor vindo na minha direção. Eu estava partindo. Então, com o canto do olho, eu vi um homem vestido de laranja. Saí um pouco do meu estado mental, alterado, e olhei novamente. Definitivamente era um homem. E ele tinha um rosto lindo. Eu comecei a gritar, e isso imediatamente me trouxe de volta à terra. Eu senti uma dor tremenda novamente, mas também percebi que, enfim, eu conseguiria sair de lá. Eu disse, você pode me ajudar? Ele estava um pouco distante e não reagiu, apenas me encarou. Oi, você pode me ajudar, por favor? Eu insisti, e ele não fez nada. No fim do dia, ele desapareceu. Eu pensei que fosse uma alucinação. Mas na manhã seguinte ele voltou. Eu fiquei com muita raiva. Eu comecei a xingar em todas as línguas. E ele foi embora de novo. Eu pensei, ai não, eu insultei o homem e agora ele se foi pra sempre. Mas no fim do dia, no oitavo dia, oito homens com sacos para cadáveres apareceram no horizonte. Eles vinham na minha direção. Eles me mostraram uma lista de passageiros e eu marquei meu nome. Me deram um gole de água de uma garrafa, me colocaram em uma lona amarrada a dois postes nas pontas e me tiraram da selva. Foi a segunda vez que eu entrei em pânico. Completamente. Eu não queria ir embora. O que eu queria dizer era que eu queria ficar lá. Eu queria permanecer no meu belo estado de espírito. Eles me encararam um pouco preocupados porque perceberam que eu estava com muito medo. Me colocaram no chão e tiraram os sapatos. Acharam que estavam me machucando quando andavam e não queriam me machucar. Então, eu me coloquei em segundo lugar. Eu me concentrei neles. Esqueci do meu próprio umbigo e pensei em como aqueles homens estavam me ajudando e tiraram os sapatos por mim. Agradeci. Acampamos no meio da selva e uma dor muito intensa e real me atingiu. Eles fizeram uma fogueira e me penduraram entre dois postes. Naquela noite, começou a chover. Eles entraram numa barraca que tinham montado e eu fiquei com muito medo. É engraçado porque nos outros dias, estando sozinha, eu não tinha tido medo. Eu pedi, por favor, que eles não entrassem na barraca, que não me deixassem sozinha. Eles foram muito queridos, acenderam a fogueira, me deram mais arroz e água. Quando eu cheguei a Rochimim, eu vi um colega meu, o Jaime. Até que então eu vi os irmãos do meu noivo e imediatamente quis falar com eles. Eu me senti responsável em contar a eles como o irmão havia morrido, com um lindo sorriso no rosto e sem sofrimento. Então minha mãe chegou e eu lembro de dizer pra ela, você veio até aqui pra me ver? Então, me rendi completamente. O bip, bip, bip do equipamento do hospital começou e eles tiveram que colocar algo no meu pulmão. Eu literalmente quase morri ao ver minha mãe. Claro, todos na minha família pensaram que eu estava morta e planejaram um funeral conjunto com a família de Willem, em Leiden, onde nós estudamos juntos. Os anúncios de jornal sobre a nossa morte já tinham sido publicados, então quando eu voltei pra casa havia uma pilha de cartas de condolências muito bonitas e muito boas pra minha autoestima, aliás Eu ainda me lembro delas E sim, logicamente todos na minha família desistiram Menos Jaime, aquele colega que apareceu em Rochimim quando eu cheguei Ele se recusou a acreditar que eu estava morta e se irritava com quem falava de mim no passado Quando eu voltei para a Holanda, meu maxilar já estava aparafusado de volta no lugar e meu pulmão funcionando bem. Meus quadris precisavam ficar parados para serem recolocados. Eu estava sendo reconstruída. Nas minhas pernas, a gangrena era um problema muito sério e felizmente os médicos vietnamitas dedicaram muito tempo a isso. Na Holanda me disseram, com certeza teríamos amputado suas pernas aqui, não esperamos por tanto tempo, e eu fiquei muito grata por isso. O funeral de Willem foi muito difícil para mim. Me levaram à igreja e foi como um casamento, como se eu estivesse me casando com um caixão. Havia um caixão à minha espera no altar e o homem que me carregava, instintiva ou inconscientemente, deu alguns passos a mais, como num casamento. Todos os meus amigos estavam lá. Eram todos amigos que, literalmente, teriam estado no meu casamento. Belos discursos, bela música. Depois, carregaram o caixão para o túmulo e eu fui andando atrás dele. A selva se tornou um lugar seguro para mim. O mundo real se tornou um lugar assustador porque era nele que eu sempre tive Willem. Ele sempre esteve lá. Voltar sem minha cara a metade foi o meu trauma. Eu tive que passar por todas as fases do luto. Chorei muito e ainda sinto a falta dele. Sempre penso muito nele. À medida que eu envelheço, vejo toda a vida que ele perdeu, todas as coisas que ele não fez. Ele não teve aqueles filhos que tanto desejava e talvez tenhamos perdido a nossa vida juntos. Nos meses seguintes ao acidente, muitos dos meus amigos da faculdade estavam se casando, o que não ajudou. Em algum momento eu decidi, ok, eu não vou me casar. Acabou. Como no filme, quatro casamentos e um funeral. Mas então um amigo me disse que só havia uma pessoa que poderia tomar o lugar de William, Jaime. O amigo que tinha ido até o Vietnã para me encontrar e acreditava que eu estava viva quando ninguém mais acreditava. E eu pensei, bem, por que não? Éramos muito próximos e eu acho que eu tenho uma tendência a me apaixonar pelos meus melhores amigos, porque foi o que eu fiz com o William também. Acabamos nos casando e tivemos dois filhos. Meu filho Max foi diagnosticado com autismo quando criança. E quando eu recebi essa notícia, eu me lembrei do que eu aprendi na selva, do que me salvou. Quando você aceita o que tem e não fica obcecado com o que não tem, a beleza se revela. Assim como eu aceitei a minha situação após o acidente, também aceitei o diagnóstico do meu filho. E então vi o que ele é, uma bela fonte de amor incondicional Você ouviu a reportagem Sobrevivi oito dias na selva gravemente ferida após ser a única a escapar de um acidente de avião Publicada pela BBC News Brasil em 20 de setembro de 2025.
A
At the BBC, we go further so you see clearer. Through frontline reporting, global stories and local insights, we bring you closer to the world's news as it happens. And it starts with a subscription to bbc.com, giving you unlimited articles and videos, ad-free podcasts, the BBC News channel streaming live 24-7, plus hundreds of acclaimed documentaries. Subscribe to trusted, independent journalism and storytelling from the BBC. Find out more at bbc.com.
B
Quando é hora de escalar seu negócio, é hora do Shopify. Pegue tudo o que você precisa para crescer do jeito que você quer. Tipo, todo o jeito. Coloque mais vendedas com o melhor checkout de conversão do planeta. Trace seus chachings de todos os canais, em um único lugar. E transforme o reporte real-tempo em oportunidades de grande tempo. Leve seu negócio a um novo nível. Conecte-se ao Shopify. Comece seu trial grátis hoje.
Data: 27 de novembro de 2025
Reportagem lida por: Silvia Salek
Baseado no programa: Life’s Less Ordinary (BBC)
Tema Central:
O episódio conta, em primeira pessoa, a história impactante de Annette Herfkins, a única sobrevivente de um acidente aéreo no Vietnã em 1992. Gravemente ferida, ela sobreviveu oito dias sozinha na selva, enfrentando dores físicas intensas, sede, a perda do noivo e a solidão absoluta. Seu relato mistura memórias traumáticas, estratégias de sobrevivência e reflexões emocionantes sobre vida, amor, luto e aceitação.
Annette, sobre Willem:
“Ele disse, eu sei de uma coisa que você não ousa fazer. E o desafio era beijá-lo. (…) Nós sentíamos como se tivéssemos ganhado na loteria.” [02:00-03:10]
Annette:
“Eu empurrei para o lado algo pesado de cima de mim. Era um dos assentos com o homem morto.” [04:20]
“Eu era como uma peça de roupa solitária em uma secadora.” [05:50]
Annette:
“Foi puro instinto, mas me ajudou muito. Em vez de julgar a situação, eu observei e aceitei como era.” [07:10]
Annette:
“Olha só você, escoteira. Eu percebi como era incrível estar viva e bem naquelas circunstâncias.” [11:00]
“Não pense em Willem, se tornou o meu mantra.” [12:00]
Annette:
“Eu não queria ir embora. O que eu queria dizer era que eu queria ficar lá. Eu queria permanecer no meu belo estado de espírito.” [16:00]
Annette:
“A selva se tornou um lugar seguro para mim. O mundo real se tornou um lugar assustador porque era nele que eu sempre tive Willem.” [18:10]
“Havia um caixão à minha espera no altar e o homem que me carregava, instintiva ou inconscientemente, deu alguns passos a mais, como num casamento.” [18:20]
Annette:
“Quando você aceita o que tem e não fica obcecado com o que não tem, a beleza se revela.” [20:00]
“Assim como eu aceitei a minha situação após o acidente, também aceitei o diagnóstico do meu filho.” [20:10]
A narrativa de Annette Herfkins é ao mesmo tempo devastadora e edificante. O episódio explora, com riqueza de detalhes e emoção autêntica, não apenas sua impressionante sobrevivência física, mas a jornada de perda, enfrentamento do luto e a redescoberta de significado e beleza mesmo nas situações mais extremas. O relato é marcado por uma sinceridade tocante e oferece reflexões valiosas sobre enfrentamento, resiliência, aceitação e capacidade de seguir em frente.
Annette, encerrando:
“Quando você aceita o que tem e não fica obcecado com o que não tem, a beleza se revela.” [20:00]
Recomendação:
O episódio é imperdível para quem busca inspiração em histórias reais de superação e deseja uma lição vívida sobre o poder do instinto, da aceitação e da esperança.