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Se eu mando tirar do ar um sistema como o ex, se eu consigo peitar o homem mais rico do mundo, imagina o que eu não posso fazer com você, seu... Bom dia, boa tarde, boa noite. Meu nome é Luciano Pires e este é o seu Cafezinho. Então, mais um cafezinho. Quase não teve hoje por causa de uma gripe que tirou minha voz. Agora está falhando, mas vamos em frente. Eu começo lendo o texto, que eu vou publicar em todas as redes, seguido de um comentário, que é patrocinado pela Sinapse Soluções. A Sinapse Soluções é especialista em levar automação para máquinas, indústrias, secadores de grãos e também no controle de temperatura de silos e armazéns. Eu fui visitá-los em Campo Grande e pude ver a base sólida em engenharia elétrica e no desenvolvimento de software dos caras. Com uma equipe engajada e superqualificada, a Sinapse mergulha dentro dos problemas dos clientes para criar soluções personalizadas. De aplicativos para celular até sistemas completos de gestão de dados, tudo pensado para atender exatamente o que cada cliente precisa. Na Synapse, os desafios são vistos como oportunidades para inovar. Confira lá no arroba Synapse Soluções, onde a inovação e excelência se encontram. O historiador e filólogo irlandês John Bynum Burry, num livro precioso chamado A História da Liberdade de Pensamento, escrito em 1914, disse assim. O cérebro médio é naturalmente preguiçoso e tende sempre a escolher o caminho onde encontra a menor resistência. O mundo mental do homem médio consiste de credos que ele aceitou sem questionar e aos quais ele está firmemente fixado. Ele é instintivamente hostil a qualquer coisa que ameaçar a estabilidade do mundo que lhe é familiar. Uma nova ideia, inconsistente com seus credos, representa a necessidade de rearranjar a mente e esse processo é trabalhoso, requer um gasto doloroso de energia mental. Para ele e seus amigos, que formam a grande maioria, novas ideias de opiniões que causem dúvidas nos credos e instituições estabelecidas parecem malignas, pois são desagradáveis. Um texto escrito em 1914, olha, se eu sou esse homem médio, e tenho poder, fico tentado a não permitir que ideias que eu considero malignas e desagradáveis sejam expressas. E para isso, lanço mão do conceito do bem comum, da proteção aos mais fracos, pobres e desamparados, da sobrevivência da humanidade e tantos outros argumentos altruístas que se tornam pretextos para crimes contra as liberdades individuais. Olha em volta. Veja quanta gente altruísta e bondosa assaiada para caçar a sua liberdade de manifestar a discordância, mesmo que para isso tenha de virar a Constituição de cabeça para baixo. Essa gente não suporta ideias. De novo, o texto da abertura desse cafezinho é de 1914. Não temos problemas novos, né, cara? Bom, a voz está péssima, você está vendo, mas eu tenho que dilavar. Vamos em frente. Aproveito o embalo aqui. Se você está no YouTube, entra aqui embaixo. Três curtidas, tá? Curta, compartilhe, comente, participe ativamente, cara. A gente precisa de você para mostrar para as redes sociais qual é o conteúdo que merece ser enviado adiante. Ali, a platinha de papel. Tá de bagarim, tamo quase chegando em 49 mil, dali vem uns 50 e depois 100 mil, ajuda a gente a crescer curtindo, compartilhando, tá bom? Vamos então a camiseta do dia? Olha aqui ó, o que mais incomoda quem está errado é existir quem esteja certo. Esse é o ponto, cara. Tem gente que se você não vencer na argumentação, Você vai vencer na porrada. Nós estamos vendo isso acontecer agora, nesse exato momento, os caras estão derrubando todas as contas do tal do Pablo Marçal. Porque o cara é uma loucura. Pela primeira vez, a esquerda encontrou um adversário melhor que ela na comunicação. O cara que sabe tudo de como usar redes, de como se comunicar com o público sem ser idiota. Ele faz uma comunicação ali que pega na veia. Acabou de publicar agora um outro vídeo aqui sobre usando a carteira de trabalho outra vez, que é uma delícia. Linguagem facílima de entender, a caricatura está presente, tem ironia, uma forma de falar... compreensível por qualquer um e de repente esse cara tromba com os publicitários que sempre trabalharam para a esquerda e que tentam transformar uma coisa que é fake em algo que seja palatável né pega um sujeito que tem um histórico de de o histórico de intolerância, o histórico de invasão, o histórico de ataques à democracia e transforma o cara numa beleza, num sorridente, pai de família amoroso. Aquilo não se sustenta, né? Que era uma propaganda sem vergonha, mas que durante muito tempo foi muito bem trabalhada. Os caras conseguiram dudificar o Lula, né? Pegaram o sujeito que era um Como é que eu vou dizer? Era um ogro, né? Era um sindicalista raivoso, desgrenhado, mal arrumado, deram um banho no sujeito e transformaram no Lulinha Paz e Amor, que veio implementar tudo aquilo que ele queria implementar no grito, ele veio agora bonzinho, tudo pelo amor, né? Isso foi feito durante anos e agora trombaram com uma figura que eles não esperavam, né? Um tal de Pablo Marçal, que é impossível de ser vencido no argumento. Sentar com ele, deixar o cara falar, ele passa como trator por cima de todo mundo, porque ele tem o dom, o dom da palavra, o dom de usar uma argumentação que, além de ser compreensível por qualquer um, o coloca o tempo todo como um cara humilde. Eu sou um cara humilde, me deixa trabalhar, me dá uma chance. Eu acabei de fazer um post agora, o sujeito que mandou pra mim, ele foi preso em 1900 em alguma coisa, eu falei, cara, o Pablo Marçal é uma incógnita. O Boulos é uma certeza, o Nunes é uma nulidade, a Tabata é um boneco difentrílico, o Datena é uma piada. Cara, eu fico com a incerteza. Evidente que eu fico com a incerteza, mas o meu voto no primeiro turno é da Marina Helena, é da candidata que eu entrevistei, eu trouxe aqui, fiz um leader cast com ela, ela tem todas as condições de dar uma pegada profissional na gestão da maior cidade do Brasil. não sei, o Marçal contra mais alguém, né? E nessa hora vai ser difícil você não escolher. O problema todo, e não é a questão, a pegada desse vídeo aqui é o seguinte, como é que você para um sujeito que fala a voz do povo, que consegue ser popular, que consegue ser inteligível por todo mundo, que mesmo sem ter tempo de televisão, mesmo sem ter um partido, mesmo sem estar dentro do jogo, ele consegue tornar a mensagem dele irresistível. A única forma é calar esse sujeito. E para calar esse sujeito eu tenho que eliminá-lo. Então o que a gente assiste agora é o exercício da mais pura brutalidade da censura. Eu vou tirar esse cara do ar. E se eu não conseguir tirar todo ele do ar, eu vou tirar a plataforma onde ele está do ar. E se eu não conseguir tirar a plataforma do ar, cara, eu vou entrar na Tel e vou mandar brecar tudo, vou derrubar todos os sites. Eu vou lá na Amazon, derrubo o servidor da Amazon. É um nível de intolerância, um nível de brutalidade como a gente nunca viu na história desse país. Eu acho que é o pior tipo de censura que já foi visto nesse país. Só tá faltando a polícia na rua pra dar porrada em mim. Porque os outros já estão tomando, né? Já escolheram meia dúzia. Essa questão agora de tirar o ex do ar, né? E mandar uma notificação para o próprio Elon Musk, pelo próprio ex. Cara, isso é power simuling, né? Sinalização de poder. A mensagem lá é a seguinte, cara, se eu derrubo um cara popular como o Paulo Marçal, se eu mando tirar do ar um sistema como o ex, se eu consigo peitar o homem mais rico do mundo, imagina o que eu não posso fazer com você, seu bosta. Portanto, fique com medo, cale a boca, não pense, tá aqui ó, o texto é de 2014, né, aliás, 2014, o texto é de 1914, o cérebro médio É naturalmente preguiçoso e tende sempre a escolher o caminho onde encontra a menor resistência. Se é pela porrada, eu vou pela porrada. Se eu tenho a espada, eu vou usá-la, cara. Eu vou com ela a sua boca. Portanto, cale-se. Não levante a voz. Não me interessa se você é de esquerda, de direita, de centro. Eu não estou interessado nisso. Eu estou interessado em manter a liberdade de poder dizer, de ter que ouvir aquilo que eu não quero ouvir. E no debate a gente chega à melhor conclusão. Na porrada, cara. Nunca deu certo na história. Não vai dar certo agora. Bom, vamos ver se a voz melhora e eu consigo ser um pouco mais claro no próximo cafezinho. Ira de abraço.
Host: Luciano Pires
Date: August 30, 2024
Neste cafezinho, Luciano Pires discute a escalada preocupante da censura às liberdades individuais no Brasil, usando como exemplo atual as tentativas de silenciar o influenciador Pablo Marçal e até eventuais embates nacionais com gigantes como Elon Musk. Ele revisita um texto clássico de 1914 sobre a resistência do “cérebro médio” a novas ideias, traçando paralelos com o contexto contemporâneo – mostrando que os mecanismos que ameaçam a livre expressão permanecem os mesmos, ainda que os atores e tecnologias mudem.
Neste episódio, Luciano Pires reflete sobre a prática recorrente – e cada vez mais agressiva – de silenciar dissidências e restringir liberdades sob argumentos diversos. Ao revisitar ideias clássicas e discutir situações atuais, o host convida à vigilância crítica e à defesa radical da liberdade de expressão, alertando para os perigos de um ambiente onde o dissenso é tratado como ameaça e não como parte do processo democrático. O episódio serve tanto como denúncia quanto como convite ao questionamento ativo sobre onde estão e para onde vão as liberdades individuais no Brasil de hoje.