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Isso que aconteceu ontem, que eu vi ali, de repente, em minutos... Cara, nós perdemos um amigo, cara. O cara que participava com a gente aqui... Era pra estar todo mundo consternado, era pra... Pelo menos durante algum tempo, né, cara? Ter um tempinho... Não! Em minutos, a Jean já tomou conta, cara. O Lula tomou conta. Bom dia, boa tarde, boa noite. Meu nome é Luciano Pires e este é o seu Cafézinho. Muito bem, mais um cafezinho. Começando com o texto, esse vai ser comprido, que eu vou ler e vou publicar nas redes sociais, que depois vem comentado. Comentário é patrocínio da iGreen. Você escolhe banco, plano de saúde, internet, mas nunca escolheu de onde vem a energia que usa todo dia, não é? A conta chega, a gente paga sem saber de onde vem a energia, sem entender a tarifa. Mas com o mercado livre de energia, você pode escolher de quem comprar, negociar preço, optar por fontes 100% renováveis e economizar até 15%, 30% se você for uma empresa, sem trocar nada em casa e sem investir um centavo. Sabe como? Com a iGreen Energy, que pega você pela mão e cuida de tudo. Parte técnica, burocracia, integração. Aqui em São Paulo é no mínimo 10% de economia garantido em contrato. Simples, digital, econômico e sustentável. E ainda dá acesso a um clube de descontos e mais de 60 mil lojas no Brasil. Acesse Conexão Green. iGreen, a energia que faz sentido. Olha, talvez você não saiba, mas desde 2016 eu tenho no Telegram uma confraria composta de assinantes dos vários planos do Café Brasil Premium. É muito legal, o pessoal se encontra ali diariamente para discutir temas diversos, é ótimo. Mas ontem, de madrugada, eu escrevi nela um texto que eu quero compartilhar com você aqui. É assim. Se a minha memória não falhar, hoje foi a primeira vez, desde que esta confraria foi fundada, que perdemos um confrade por morte. E foi um confrade querido, o Tom Sarte. O Tom já não estava tão ativo por aqui, andava com problemas de saúde e com os negócios, mas era um lutador. 90% do podcast saindo da bolha era ele. E até onde eu sei, se deu bem com as pessoas aqui no grupo, não é? Provavelmente quem teve mais contato com ele fui eu. Ele me visitou, fizemos algumas ações juntos. Ele lançou o seu e-book e livro na minha loja e eu estava tentando convencê-lo a gravar um lidercast. Mais um infarto fulminante destruiu todos os planos. Recebi a notícia já perto da hora do velório e do enterro. Fui para lá correndo, fechando mais um capítulo de um conhecido meu. Não deu tempo nem de pensar numa coroa de flores. Tivemos algumas reações quando eu trouxe a notícia avisada pela Bárbara, que foi avisada por uma ex-confreira. Passados alguns minutos, a vida voltou ao normal e retomamos a discussão sobre a janja e a taxação do Trump. Houve um tempo em que a confraria se mobilizava de forma inacreditável, sempre que algum confrade tinha algum problema. Temos histórias incríveis. Era um engajamento de fazer inveja a outros grupos. Mas aos poucos, os grandes engajados foram saindo, as pessoas foram perdendo o interesse, a vida foi nos atropelando e hoje, quando um confrade morreu, a vida voltou ao normal. em minutos. Eu não sei como isso pode parecer a vocês, mas perceber que damos mais atenção em tempo de vida, a discussões políticas, a gente desprezível como o Dilma e a Janja, quando um ciclo da vida de um colega termina, parece ser uma demonstração de que estamos anestesiados. A polarização política, o medo enfiado em nossas cabeças, a indignação com a classe que nos dirige e nos ameaça, entorpeceu nossas emoções. nossa empatia. E isso me parece ser um microcosmo que representa o estado atual da sociedade brasileira. Não por acaso eu publiquei um Café Brasil anteontem, o 986, chutando as canelas dos ouvintes que não se engajam. Mas estou concluindo que brasileiro só se engaja com coisas que permitam uma fuga da realidade. Como eu comento no episódio. E não posso me furtar a um detalhe. O Tom Sarte foi enterrado num túmulo simples, sem lápide, apenas com uma plaquinha. Bem numa das extremidades do Cemitério da Paz, no Murumbi. debaixo de uma muralha verde gigantesca de bambus. Um lugar bonito. E isso imediatamente me trouxe uma reflexão ali mesmo, no cemitério. Uma reflexão sobre Requiem. Requiem é uma composição musical, geralmente clássica, escrita para ser executada durante funerais ou cerimônias em memória dos mortos. Algumas obras famosas são o Requiem em Ré menor de Mozart, o Requiem alemão de Brahms e o Requiem de Verdi. Essas obras misturam solenidade, melancolia e espiritualidade e são marcos da música sacra. O Cemitério da Paz não fica na parte nobre do Morumbi. Na verdade, ali já é meio periferia. E durante todo o enterro, o que se ouvia era um bar, uma casa, um boteco, tocando funk carioca. Nas alturas. O requiem do Tom Sarte, um batalhador pelos valores, pela verdade e pela cultura, foi ao som de funk. E quando eu percebi isso, senti que era o destino sendo irônico. Ou talvez tenha sido apenas o som amargo da realidade se impondo. Hoje, na verdade, ontem, foi um dia triste. Eu publiquei então um post com o Réquiem em Ré menor, um link para o Réquiem em Ré menor, a Lacrimosa, de Mozart, dizendo que aquele era o Réquiem que o Tom Sartre merecia. Muito bem. Vamos ao comentário, mas antes disso, estando no YouTube, entra aqui embaixo, deixa o seu joinha, ou comente, compartilhe, escreva um pouco a respeito, ajuda a gente a transformar aquele papel numa placa de verdade aí. Um dia, quem sabe, a gente consegue, tá? Então, cara, esse ano aqui tá bravo, viu, bicho? Aliás, esse ano aqui tá bravo, cara. São dois amigos, já foram. meu pai, e a gente nesses momentos aqui de perda, quando você dá de cara com uma perda, que os caras chamam de perca, você para para pensar um pouquinho, você olha aquilo acontecendo. Ontem eu terminei ali, eu não tinha terminado ainda de arrumar as coisas, eu saí e voltei do cemitério, voltei caminhando. Era bem longe, então foi uma caminhada longa, eu vim sozinho ali no cemitério, aquele frio, eu caminhando e pensando, né, bicho, pô, o Tom tava cheio de planos, que ele tava fazendo coisas legais, agora tinha criado aqui um sistema com o I.A. para pegar informações, um negócio bem legal, e com mil planos ali, alguém desligou. O interruptor, ele se foi, né? E ali acabou tudo. Naquele foi um momento que estava todo mundo, o pessoal meio concernado, os amigos, todo mundo triste. E de repente a vida volta e toma conta da gente. O que é natural. Esse é o ciclo da vida. Isso é natural. O que não é natural é você em alguns minutos estar de volta a discussões que não... Cara, que não são nutritivas, bicho. Aí eu trombei com um problema sério, que é o seguinte, não dá pra você largar a mão. Você não pode olhar pra essa bobajada da política, essa loucura toda que tá acontecendo? dizer, ah, não é comigo, não quero saber, vou cuidar da minha vida. Você não pode abandonar, porque se todo mundo abandonar, é o que eles querem, cara. Os ratos vão tomar conta. Se você virar as costas e abandonar, eles vão tomar conta como já fizeram. Nós temos que estar atentos, temos que discutir, temos que nos rebelar, temos que brigar de um montão para que as coisas aconteçam da forma correta, né? Por outro lado, a gente não pode deixar que isso tome conta da vida da gente, né? E o que nós temos visto foi isso, cara. que tá acontecendo por aí é briga, pai brigando com o filho, irmão com o irmão, cunhado com o cunhado, a reunião de domingo, é um terror cara, por causa de política, nego defendendo o político, briga, grupo de WhatsApp, cara saindo do grupo, cara deixando de fazer trabalho, eu perdi, fornecedor não aceitou trabalhar comigo porque eu não votei no cara que ele queria, cara. Quando isso atinge esse grau de envolvimento, que é uma coisa interessante... A gente brigava até 2013 porque o brasileiro não se envolvia em política. Aí ele passou a se envolver. E agora nós estamos com um problema, ele está tão envolvido que ele deixa que ela tome conta da vida da gente. E a gente de repente vira um bicho insensível, cara. Isso que aconteceu ontem, que eu vi ali, de repente em minutos... Cara, nós perdemos um amigo, cara. O cara que participava com a gente aqui era pra estar todo mundo consternado, pelo menos durante algum tempinho. Não, em minutos a Jean já tomou conta, o Lula tomou conta, numa discussão que não vai levar para lugar nenhum, só vai manifestar nossa indignação. Talvez seja isso, cara. A gente está tão indignado e tão travado, que qualquer momento em que dão a você voz, você quer manifestar sua indignação. Mesmo nos momentos em que a gente devia estar manifestando a nossa... Empatia, cara. O nosso carinho e a gente acha que passa por cima. Atropela tudo e acaba virando esses bichos que nós estamos vendo aí, cara. Sabe que é briga pra todo lado, alguém tá tomando conta da vida da gente. Isso não é bom, cara. Isso não é normal, não é bom, não é produtivo, não é nutritivo, não vai fazer bem pra saúde. Especialmente nesses momentos que a gente precisa desse... Sabe, deixa eu parar, deixa eu olhar pra dentro de mim. Deixa eu entender o que está acontecendo aqui, deixa eu ser um pouco mais empático, deixa eu recuperar a minha empatia com o mundo e parar de acreditar em político, cara, sabe? Então, vamos parar pra pensar, né? Tom! Que eu posso dizer, cumpriu com galhardia sua missão. Tamo junto. Vai tranquilo, cara. Você tem muito o que contribuir lá em cima ainda. E a gente aqui vai ficar na briga, que é rasteira, né? Mas tamo junto. E eu vou tocar aqui agora, pra mim, o Réquiem, a Lacrimosa do Mozart. que é o requiem que o Tom merece. Você sabe o que faz o quê? Entra aqui, mundocafébrasil.com, vem com a gente. Vamos discutir aqui coisas produtivas, nutritivas, que vão fazer a gente crescer pessoal, profissional e até espiritualmente. Vem, mundocafébrasil.com. Tchau, Tom.
