
Loading summary
A
Mas é um jogo feito num nível tal que a gente aqui não tem a menor compreensão. E fica os caras aqui cagando rega, cara. Comentador de YouTube, comentador de internet. Não, porque é assim, é assado. Não é assim, não é assado coisa nenhuma. Ninguém sabe de porra nenhuma. Bom dia, boa tarde, boa noite. Meu nome é Luciano Pires e este é o seu Cafezinho. Muito bem, mais um cafezinho. Começa com o texto que eu vou publicar nas redes sociais, seguido de um comentário. E o comentário vai ser patrocinado pela iGreen. Você escolhe banco, plano de saúde, internet, mas nunca escolheu de onde vem a energia que usa todo dia, não é? A conta chega, a gente paga sem saber de onde vem a energia, sem entender a tarifa. Mas com o mercado livre de energia, você pode escolher de quem comprar, negociar preço, optar por fontes 100% renováveis e economizar até 15%, 30% se você for uma empresa, sem trocar nada em casa e sem investir um centavo. Sabe como? Com a iGreen Energy, que pega você pela mão e cuida de tudo. Parte técnica, burocracia, integração. Aqui em São Paulo é no mínimo 10% de economia garantido em contrato. Simples, digital, econômico e sustentável. E ainda dá acesso a um clube de descontos e mais de 60 mil lojas no Brasil. Acesse Conexão Green. Ai Green, a energia que faz sentido. Quando o governo Biden mobilizou diplomatas para defender a democracia brasileira, durante as eleições de 2022 não houve clamor por soberania nacional. Nem ministros do STF, nem jornalistas ou militantes se incomodaram. O ministro Luiz Roberto Barroso confessou ter buscado apoio institucional nos Estados Unidos para influenciar o processo eleitoral brasileiro. Imagine se essa confissão viesse do outro lado. Ao mesmo tempo, fundações americanas como a Open Society e a NEED atuavam no país com projetos de combate à desinformação, com a presença de ministros do STF e TSE em eventos organizados pela Embaixada dos Estados Unidos. As big techs, pressionadas por parlamentares democratas americanos, passaram a restringir o alcance de perfis conservadores no Brasil. Os Twitter Files Brasil revelaram que as diretrizes seguidas por autoridades brasileiras vieram dos Estados Unidos. E aí Trump votou. E o jogo virou. Tarifas, investigações e sanções foram impostas. E só então veio a gritaria. E a culpa de quem é? É do Bolsonaro. A hostilidade de Trump ao Brasil tem duas motivações. Uma é jurídica. E a outra é geopolítica. No campo jurídico, o STF brasileiro se tornou símbolo de ativismo judicial global. A perseguição a Jair Bolsonaro ilustra um judiciário que extrapolou suas funções, atuando como legislador, censor e opositor político tudo ao mesmo tempo. Multas por desinformação, censura prévia a documentários, prisões por manifestações simbólicas e decisões desproporcionais se acumulam, enquanto delatores bilionários e corruptos são liberados com facilidade. O judiciário proíbe Bolsonaro de usar redes sociais durante as eleições, mas permite que Lula e aliados façam campanha livremente. Tira mandatos por opinião, mas ignora agressões explícitas à direita. O STF virou um misto de Senado vitalício, Câmara de Censura e Comitê Revolucionário, onde a Constituição é maleável e a lei serve a narrativa. Para Trump, o Brasil virou vitrine de como o Judiciário pode corroer uma democracia por dentro. Já no campo geopolítico, o governo Lula se afastou dos Estados Unidos, aproximando-se de regimes autoritários como Irã, China, Rússia e aliados do Hamas. Dificulta operações conjuntas na tríplice fronteira, ignorando acordos estratégicos. Sai por aí dizendo que o dólar tem que ser tirado do seu pedestal. É um comportamento de adolescente rebelde. A ironia? Todo este modelo de censura, controle e combate à desinformação aplicado no Brasil foi criado nos Estados Unidos. E agora, com o Trump desmantelando esse aparato, o Brasil é usado como alerta ao povo americano. Um exemplo de como a liberdade se perde quando os juízes se tornam políticos e a democracia vira slogan. E os mesmos que ignoraram a ingerência americana agora se dizem defensores da soberania nacional. Mas só quando lhes convém. No fim, as ações de Trump falam menos sobre o Brasil e mais sobre os Estados Unidos. E a pergunta que fica é, cara, a gente vai continuar fingindo que isso se trata de comércio? Ou vamos encarar o buraco institucional em que nos enfiamos? Pois é, cara. Vamos ao comentário. Antes disso, estando no YouTube, entra aqui embaixo. CCC. Deixa um comentário legal, grandão. Vai pegar fogo aqui, vai ter neguinho vindo brigar e tudo mais. Participe. Vamos junto lá. Fazer um barulho. Tô quase saindo dos 51 mil para 52 mil, cara. Leva um ano para sair de um para outro, né? Estamos com 51 mil, 900 e um quebradinho. Falta um pouquinho para eu chegar em 52 mil. E aí, ó. Só falta mais 48 mil para aquela plaquinha de papel virar uma placa de verdade. Vamos ao comentário? Bom, em homenagem àquela frase da Constituição do Brasil que diz, todo o poder emana do povo, eu escolhi essa camiseta para falar aqui hoje. Todo o poder mama no povo. É uma adaptação esculhambada a nível do que está acontecendo com o Brasil hoje em dia. Eu não gosto muito de fazer os vídeos. A gente chama de hard news, né? Sobre o que tá acontecendo agora. Tem gente que se pauta. O cara entra no Google Trends pra ver qual é o assunto da hora e faz um vídeo sobre aquele assunto, assim muita gente vem assistir. Ou seja, ele é pautado pelo que acontece no mundo. Eu não gosto de fazer isso, cara. No meu trabalho, quem me pauta sou eu. Eu não tô muito interessado em estar aqui com hard news. Mas tem temas que são absolutamente necessários, menos pelo tema em si, do que pela forma como ele coroa todo o trabalho que eu venho fazendo aí desde o final dos anos 90. Especialmente depois que eu publiquei o meu livro, Merdades e Mentiras, mostrando como é que a mídia manipula as coisas, como é que a cabeça das pessoas é feita. Eu fiz um trabalho muito forte, cara. Se você entrar lá no Café Brasil Premium, tem material que não acaba mais lá sobre engenharia social, sobre como você é carregado pra tomar decisões que você não quer. Como você é enganado, como tiram, subvertem a verdade, como o pessoal dá nó em pingo d'água pra fazer você olhar pra uma coisa e compreender aquilo como sendo outra coisa. E o que tá acontecendo agora é a mesma coisa. Eu tô vendo essa discussão toda aí e eu me admiro o seguinte, tem gente que genuinamente acha que o Donald Trump é um maluco que acorda de manhã Tive uma ideia, vai lá e chuta o balde e acaba com o mundo inteiro, como se ele fosse o sujeito impulsivo que ninguém segura e que fica inventando moda. Como se em volta dele, na equipe dele, não tivesse os cérebros mais privilegiados que o dinheiro pode comprar, e aqueles que o dinheiro não pode comprar. Esse cara tem uma equipe em volta dele, tem um sistema de informação com ele, ele tem conhecimento de coisas que nós não fazemos a menor ideia. Esse cara, quando toma uma decisão, já teve muita gente criticando isso lá atrás. Teve uma equipe inteira brilhante dando os caminhos para ali. No nível que esses caras jogam, nós não conseguimos nem chegar, cara. Aquilo lá é Barcelona e Real Madrid nos áudios tempos, cara. Nós estamos aqui jogando, sei lá... Eu ia falar nome de dois times, aí o pessoal vai ficar bravo, né? Mas é um jogo feito num nível tal que a gente aqui não tem a menor compreensão e fica os caras aqui cagando rega, cara. Comentador de YouTube, comentador de internet, não, porque é assim, é assado. Não é assim, não é assado, coisa nenhuma. Ninguém sabe de porra nenhuma. Esses caras jogam... Opa. Cara, que loucura. Foi só eu tocar no assunto e já tá... A luz tá piscando aqui, que medo. Esses caras jogam num jogo que a gente não tem a menor ideia de onde ele é. A última coisa que esses caras são é burros, é malucos, é impulsivos, é ignorantes. Eles não são isso, cara. É um bando de gente extremamente inteligente que joga um jogo pesadíssimo e nós não sabemos o que está acontecendo. A gente assiste daqui e tenta entender para onde é que está indo, o que está acontecendo. O fato é que são cordinhas que estão sendo mexidas e tem um clash. Titãs estão batendo. O Trump tá combatendo um pessoal que é tão ou mais forte do que ele. E até pouco tempo atrás ele era o queridinho dessa turma toda. Agora ele tá do outro lado. E nessa briga toda vai sobrar pra nós. E o Brasil foi olhado como a bola da vez. Porque aqui tem a lição a ser dada pro mundo. Eu acho que é só uma questão de tempo. Se o Trump quisesse realmente botar pra arrebentar, ele não tinha dado um mês. Olha, daqui a um mês eu vou implementar taxação de 50%. Por que ele botou daqui a um mês? para ter tempo da gente reagir, ter tempo de negociação. Tem uma negociação que nós estamos olhando aqui, a gente está vendo, o Lula está tentando matar o cara, isso nós estamos assistindo. Agora, no bastidor, por baixo do pano, está acontecendo milhões de coisas que nós não fazemos a menor ideia. Então, para mim, eu tenho convicção, ele botou lá na frente como moeda de negociação. Então, olha, vamos negociar? Porque eu estou mostrando para você minhas armas, tá? Vamos conversar aqui? Se a gente não chegar no acordo, eu vou usar essas armas. Então, nós temos um mês Para bater um papo aqui e ver se a gente chega em algum ponto. Ele colocou algumas condições, nós estamos olhando aqui e está essa gritaria toda aí de, cara, estão atacando a nossa soberania pela mesma turma que abriu as portas. Pra que essa turma entrasse aqui, pintasse e bordasse no Brasil, mexesse nas eleições. Fizeram o diabo aqui, cara. E ninguém tava nem aí com a questão de soberania, né? Agora estão. Porque o chicote mudou de mão. E isso é um tema que vem sendo debatido e eu falo dele há muito tempo, cara. Como é que é? É a volta do cipó de arueira no lombo de quem mandou dar. Quando você... abrir mão da tua liberdade, quando você entrega para uma autoridade o poder de destruir a tua realidade, de criar leis, de impedir que você tenha liberdade de ir e vir ou de falar, tá tudo bonito enquanto a vítima é o nosso inimigo, cara. Em algum momento vai mudar de mão o chicote. E aí ele vai tocar no lombo da gente. Aí vai ser ruim, vai doer, cara. Aconteceu nos Estados Unidos. Virou de mão. O Trump chegou e meteu a mão lá e agora tá um pandemônio. Os caras tão gritando de montão porque é o dono da bola agora. Então tudo que era possível agora não é mais. O que não era agora é. Quem era bonzinho agora é bandido. Os meus inimigos agora tem que ser... São do rigor da lei. Até então eles estavam... É uma hipocrisia como eu raramente vi. Fica até difícil de falar a respeito aqui, porque eu não sei se tá notando, mas quando eu falo aqui eu tenho que ter certos cuidados. Dá pra chegar até o momento, você não pode passar de um ponto, senão os caras pegam você. Pra terminar aqui... Nós estamos vivendo um momento muito interessante da história da humanidade. Uma arrumação de casa. Aquele velho conceito de direita e esquerda está meio abalado. De alguma forma nós vamos ter que encontrar um jeito de classificar melhor essas coisas aí e entender esse jogo de poder daqui para diante. O que fica muito claro para mim é que a gente precisa melhorar a qualidade das nossas lideranças. Nós temos que melhorar a qualidade dos líderes. Quando você for votar O que é difícil também de falar, porque eu já não acredito mais em votação, mas de qualquer forma, vamos lá, vai. Quando você for dar voto pra um vereador, pra um deputado, e eu tô indo lá embaixo, não vou falar de presidente não, você vai lá no vereador, no vereador, no deputado, cara, bote gente de qualidade ali. Põe gente inteligente, gente de qualidade, gente que tem alguma consciência moral lá embaixo. Porque é essa turma lá de baixo que vai alimentar esse processo pra cima. Isso que nós estamos vendo lá em Brasília, aquele bando de 500 e tanto, mais 80... Quase 600 políticos estão lá pintando e bordando e estão mostrando que não vale coisa nenhuma. Um juiz com uma caneta destrói o que 600 caras discutiram durante meses ali. O nível desse pessoal que está lá representa a população brasileira. Entendeu? Então quando você olha para aquilo lá e fala que horror, você tem que pensar o seguinte, cara, esse horror é resultante da população brasileira, é resultante da escolha que nós fizemos. Aquilo talvez, isso é até terrível de dizer, talvez aquilo tudo seja o melhor que a gente pode fazer, cara. E se a conclusão é essa, nós estamos ferrados, bicho. Se aquilo que nós estamos vendo lá em cima, lá em Brasília, é o melhor que a gente pode fazer, eu temo pelo futuro desse país aqui, cara. Por isso que é bom os bons levantarem. Não adianta calar, não adianta fingir que não é com você, não adianta fechar o olho. Os bons têm que se levantar e têm que começar a gritar. E tem gente boa na direita, tem gente boa na esquerda, tem gente boa em todos os lugares. Só tem que se levantar pra tirar os canalhas da frente. Se a gente conseguir limpar um pouquinho, já melhora muito o ambiente, né? Bom, tá chegando o 1º de agosto e junto com o 1º de agosto, virão ou não virão as sanções? Eu aposto que não. Até lá alguma coisa vai ser arrumada, mas talvez tenha que doer um pouquinho mais antes dessa arrumação acontecer. De qualquer forma, tô torcendo pra ela, torça comigo também. O mundo não vai acabar, mas acho que vai doer um bocado.
Host: Luciano Pires
Data: 18 de julho de 2025
Duração: ~2 minutos e meio
Tema central: O episódio discute a “indignação seletiva” na política e sociedade brasileira, especialmente diante de interferências externas e decisões institucionais, abordando a hipocrisia de quem protesta apenas quando há interesses próprios envolvidos, e não como princípio.
Luciano Pires usa acontecimentos recentes das relações Brasil-Estados Unidos para ilustrar como líderes, imprensa e cidadãos só se preocupam com certas questões – como soberania nacional e intervenção estrangeira – quando a situação ameaça seus próprios interesses.
O episódio também explora a perda de confiança nas instituições, a manipulação de informações por grandes poderes e a conformidade da população diante dessas dinâmicas, reforçando a necessidade de novas lideranças e participação popular consciente.
O episódio mantém o tom característico de Luciano: ácido, crítico, direto e envolto em expressões populares e ironia. Trata-se de uma “iscada intelectual” para provocar reflexão e desconforto em ouvintes conformados, com críticas transversais à direita e à esquerda, sempre com foco na autonomia de pensamento e responsabilidade individual e coletiva.
Combinando crítica social, análise política e muita irreverência, Luciano Pires convida o ouvinte a abandonar a ingenuidade em relação ao jogo de poder internacional e à atuação das instituições brasileiras. A mensagem final é um chamado à ação: participação, cobrança de lideranças de qualidade e superação da hipocrisia coletiva.
Resumo final:
A indignação seletiva é sintoma de uma sociedade que protege apenas os próprios interesses, ignorando princípios universais de justiça e soberania. Só mudaremos esse quadro quando a participação consciente deixar de ser exceção para virar regra.