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Nesse momento aqui é um momento de discussão desse assunto, porque politicamente ele é conveniente porque está a serviço de um projeto de poder. Então vamos voltar e vamos discutir, vamos fingir que nós estamos preocupados, mas não estamos preocupados de coisa nenhuma. Quem tem que estar preocupado é você, cara. Bom dia, boa tarde, boa noite. Meu nome é Luciano Pires e este é o seu Cafezinho. Muito bem, mais um cafezinho. Começa com o texto que eu vou publicar nas redes sociais. Seguido de um comentário, que o patrocínio é da iGreen. Você já olhou a inovação que esses caras estão oferecendo? O cara obtou a conta de luz. Dá uma olhada. Você escolhe banco, plano de saúde, internet, mas nunca escolheu de onde vem a energia que usa todo dia, não é? A conta chega, a gente paga sem saber de onde vem a energia, sem entender a tarifa. Mas com o mercado livre de energia, você pode escolher de quem comprar, negociar preço, optar por fontes 100% renováveis e economizar até 15%, 30% se você for uma empresa, sem trocar nada em casa e sem investir um centavo. Sabe como? Com a iGreen Energy, que pega você pela mão e cuida de tudo. Parte técnica, burocracia, integração. Aqui em São Paulo é no mínimo 10% de economia garantido em contrato. Simples, digital, econômico e sustentável. E ainda dá acesso a um clube de descontos e mais de 60 mil lojas no Brasil. Acesse Conexão Green. Ai Green, a energia que faz sentido. Olha, pelo menos desde 2005 eu implico com aquilo que eu chamo de adolescentes de 40 anos. É o tipo de gente que ocupa cada vez mais espaço na sociedade. Aliás, já tem adolescentes de 50 anos até de 60. Numa sociedade que é assolada pela juniorização dos adultos, é inevitável a adultização das crianças. Eu avisei lá em 2003, cara, no Brasileiros Pocotó. Estamos nos alimentando de baixarias, ocupando nossa mente com bobagens e se continuar assim, vai dar problema. O adulto foi abdicando do ofício de ser adulto. Primeiro, ridicularizou as antigas metas. Crescer, casar, ter filho, comprar casa própria, arrumar um bom emprego. Tratado como se fossem opressões do passado. Depois, trocou a responsabilidade por liberdade. E compromisso por propósito de ocasião. E o resultado? Um contingente de gente grande e sem horizonte, navegando por ondas de likes, sem bússola, sem norte, preocupada em curtir a vida como se não houvesse amanhã. Quando o adulto foge do papel de adulto, as referências se perdem e alguém acaba pagando a conta. No caso, tem sido as crianças, que são empurradas pro palco antes da hora. A adultização não nasce do excesso de exigência sobre os pequenos, não mais da falta de coragem dos grandes. Adultos infantilizados não defendem crianças, eles terceirizam. Têm medo do não, favor de impor limite, pânico de desagradar. Em vez de escola e família alinhadas, a gente tem um algoritmo e mercado ditando o ritmo. O feed decide o que vestir, o que dizer, o que sentir. Surge uma ojeriza pela hierarquia, pela autoridade e pela responsabilidade, que são o sustentáculo do amadurecimento. Nesse ambiente sem norte, a criança vira produto, a infância vira vitrine. E para aliviar a própria culpa, o adulto chama abandono de autonomia, chama exposição de empoderamento e chama omissão de respeito à individualidade. Olha, quando a gente derruba os marcos civilizatórios, os ritos de passagem, responsabilidades progressivas, metas de longo prazo, a gente desmonta um mapa. Aquelas metas antigas não eram uma prisão, eram setas na estrada, indicando o caminho. Sem setas, o adulto se perde e transforma a criança em copiloto precoce. Que aquela opine, performe, se posicione. É muito bonito no discurso, cara, mas é trágico na prática. Crianças precisam de borda de rio para virar correnteza. Sem a borda, elas transbordam e as alagam. Defender crianças é recuperar a adultez. Presença que assume bronca, põe limite, sustenta consequência e oferece exemplo antes do sermão. É dizer não quando tudo empurra para o tanto faz. É proteger o tempo do tédio criativo contra a ansiedade de performance. É resgatar dignidade ao trabalho, ao estudo, ao compromisso, não como dogmas, mas como degraus. O problema não está nas crianças de hoje, não. Está nos adultos que recusaram crescer. Enquanto a gente tratar a vida como um parque de diversões infinito, vamos continuar produzindo mini-adultos cansados e maxi-adultos fragilizados. A saída é simples, mas é árdua. Voltar a ser adulto para que a criança possa voltar a ser criança. Menos pocotó ou, como disse o poeta lá, tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo. É, meu cara, agora é a hora, hein? Se você estiver aí no YouTube, entra aqui embaixo, deixa os seus 3 C's, comente, compartilhe, ajude a gente a fazer aquela plaquinha de papel ali, virar uma plaquinha de verdade dos 100 mil inscritos no canal. Chegamos a 52 mil. Vamos ao papo de hoje? Ao comentário? Bom, você reparou que eu estou aqui hoje com a camiseta do Café com Leite. Quem está vendo a imagem, está aqui, ó. Café com Leite, podcast para... Famílias com crianças inteligentes e pais que se importam é a nossa contribuição para esse momento aqui, quando todo mundo fala de adultizar as crianças. A gente quer trabalhar nesse sentido também, mas sabe adultizando como, cara? Incutindo na cabeça delas um pensamento crítico, cara. Uma forma de olhar o mundo, entender o que está acontecendo aqui, até para evitar. que sejam manipuladas como estão sendo hoje em dia, cara. Então, esse aqui é o nosso trabalho, nossa contribuição. Tratar crianças não como objetos comerciais, mas como pequenos cidadãos que precisam de conteúdo pertinente para crescer. Aqui ó, café com leite é o caminho. O poeta que eu me referi ali atrás é o Walter Franco, com aquela canção dele, Coração Tranquilo Não é Tudo, é uma questão de manter a mente quieta, a espinha reta e o coração tranquilo. Mente quieta. Ele fala sobre a gente. acalmar os pensamentos, reduzir a agitação mental e evitar a ruminação excessiva. Tudo aquilo que essa rolagem de feeds maldita, a troca constante de focos e atenção provoca na gente. Não dá mais, hoje em dia estamos sendo o foco é trocado a cada 15 segundos você tá procurando uma outra coisa fazer tem alguma coisa não dá tempo não dá mais para parar para refletir a respeito vou pensar a respeito que pensar cara eu quero a tua resposta agora imediata porque senão você vai perder o carrinho vai fechar às 23h45 corre cara se não correr você perde é uma baita de uma pressão não tem como tá com a mente quieta cara a mente tá em ebulição então nesse processo Espinheireta tem a ver com postura física, a importância de manter o corpo alinhado e equilibrado, e tem o simbolismo de enfrentar as dificuldades de cabeça erguida e peito estufado. Eu resolvo, não me vem com mimimi de vítimas eternas, adultos infantilizados chorando o tempo todo. Quando você entra nessa vibe de que a culpa é do sistema, que eu sou uma mera vítima, que acabou pra você. Como é que eu enfrento isso tudo de cabeça erguida? Vou bater no peito de trás, cara. Manda pra mim que eu resolvo. Cadê esses homens, cara? Cadê essas mulheres? Cadê esses adultos? Que assumem a responsabilidade e tocam adiante. Quando eu tenho essa gente chorona, esses homens geleia que estão por aí, evidentemente a criançada vai... vai ser adultizada, porque não vai restar. Elas vão até querer fazer isso pra tomar as rédeas, né? Porque, cara, se esses cagões aí não tomam, vou tomar eu, né? Então, é muito importante pensar nessa história de simbolismo da espinha ereta, sabe? Cabeça erguida, enfrentar o mundo de frente. O coração tranquilo tem a ver com paz de espírito, com serenidade, com capacidade de lidar com as emoções de forma equilibrada, O que mais temos visto é gente incapaz de lidar com pressões emocionais, histérica, desequilibrada, especialmente depois da pandemia. É muito complicado, as pessoas estão enlouquecidas. uma epidemia cognitiva na sociedade, que é um negócio como eu nunca vi, gente que teoricamente é inteligente e fazendo as piores escolhas, olhando para absurdos e não fazendo nada a respeito. O resultado disso é o que nós estamos vendo aí, a tal da adultização das crianças, a pessoa aplaudindo. Eu tenho visto cada vídeo aqui que é de chorar, e você olha aqui e fala, mas cadê os adultos da sala? Não tem, não tem, né? O que fazer então, cara? Primeiro eu acho que tem que recuperar o ofício de ser adulto, ser a tal da borda do rio, orientar sem sufocar, priorizar a autoridade, o respeito vem antes da amizade, definir pontos que não são negociáveis, sono, alimentação, respeito, cumprir sem gritar, sem culpa. É como estabelecer um contrato de convivência simples e visível, que nem os pais da gente fizeram, mesmo inconscientemente. Eu me lembro, a gente tinha uma espécie de contrato social que envolvia o respeito, a hierarquia, a autoridade, e era o normal. Crianças eram educadas assim e cresciam para serem homens e mulheres fortes. Isso meio que se perdeu. Outro ponto é fundamental. Menos sermão. mais práticas se eu tô dizendo que é para não ter celular não vou ter o celular eu vou ler eu quero que as crianças me vejam como o adulto que está lendo eu sou o exemplo se eu não faço isso não tem como cobrar é aí vou servir como a referência errada. Mais uma coisa importante é devolver um tempo e silêncio para a infância. Infância tem que ter chão, cara, tédio, risco calculado, tem que ter uso limitado das telas, tem que ter tédio criativo, tem que conviver na rua para aprender a perder, a negociar, a cooperar, tem que ter rotina de sono, tem que ter tarefas que exijam responsabilidade, não dá para ser indefinidamente pais helicópteros protegendo as crianças de qualquer ataque, cara, elas não vão desenvolver a coraça. Não vão ter capacidade nem de enxergar que estão sendo manipuladas. Vão cair na mão de adultos que são completamente enlouquecidos e irresponsáveis. E as crianças não tem como reagir a isso porque foram protegidas. Aquele bando de gente mimada, né? Os tais os ritos e passagens, sabe? Responsabilidade progressiva. Liberdade vem depois que a gente prepara a pessoa. A gente tem que promover habilidades e por faixa etária. Dar mais responsabilidade, mais autonomia conforme a criança vai crescendo. Celebrar conquistas com símbolos simples. Não ficar usando o palco digital. Usar uma mesada como metas para ensinar a ganhar, a poupar, a doar. Lidar com consequências. Essa relação de coisas que eu estou passando é básica. É uma educação de 60 anos atrás. E aí vem o trouxa. Olha o reacionário. Eu sou reacionário, sim. Eu reajo a tudo que não presta, cara. Eu não quero voltar para o passado. Eu quero desenvolver adultos responsáveis. Eu quero voltar. a ser simples e assim eu tenho certeza que eu evito a tal da adultização que é um nome novo para um fenômeno antigo o cara que já foi combatido e gritado por muita gente essa história da adultização atrás dela vem a sexualização precoce Isso aí já tá sendo apontado, combatido há muito tempo. Tem leis, tá cheio de lei, que se for cumprido o problema tá resolvido. A questão é que não se cumpre a lei e não há interesse que seja cumprido. Nesse momento aqui é um momento de discussão desse assunto porque politicamente ele é conveniente, tá a serviço. de um projeto de poder. Então, vamos voltar e vamos discutir, vamos fingir que nós estamos preocupados, mas não estamos preocupados de coisa nenhuma. Quem tem que estar preocupado é você, cara, com o teu filho, com a tua filha, com as crianças que estão em volta de você. Se cada um de nós tiver essa consciência aí e deixar de ser um adolescente de 40 anos, de 50 anos, a gente bota as coisas no eixo, cara. É dentro da família que vai estar essa função. Isso não é função do governo, não, cara. Aliás, não estão nem aí, estão preocupados com outras coisas lá, né? Então, voltar a ser simples. Mente quieta, espinha ereta, coração tranquilo. promover essa discussão para, a partir dela, produzir coisas que provoquem mudanças. Uma delas é o Podcast Café com Leite. Ele é resultado dessas discussões, de levar para as crianças conteúdo que presta. MundoCaféBrasil.com. Bem, aqui não tem adolescente de 40 anos não.
Host: Luciano Pires
Date: August 15, 2025
In this brief yet incisive episode of Cafezinho, titled "Adultização dos Infantilizados", Luciano Pires explores the societal phenomenon where adults behave childishly ("adultos infantilizados") while children are pressured to grow up too soon ("adultização das crianças"). Luciano critically examines the roots, consequences, and possible remedies to this inversion of roles—arguing for a return to genuine adulthood, presence, and responsibility as a way to restore childhood to its proper place.
Infantilization of Adults:
Luciano laments seeing more and more "adolescentes de 40 anos"—even 50 or 60. Adults increasingly reject traditional markers of maturity (career ambition, family, home) and treat responsibilities as outdated burdens (04:20).
Quote:
“O adulto foi abdicando do ofício de ser adulto. Primeiro, ridicularizou as antigas metas... Depois, trocou responsabilidade por liberdade. E compromisso por propósito de ocasião.” (04:50)
Pace of Modern Life:
The obsession with instant gratification—living “as if there’s no tomorrow”—leaves adults lost, rudderless, and, in turn, children exposed.
Loss of Reference:
When adults refuse to fulfill adult roles, children become “copilotos precoces”—expected to make choices and perform without preparation (07:55).
Role of Algorithms and Market:
Quote:
“...a gente tem um algoritmo e mercado ditando o ritmo. O feed decide o que vestir, o que dizer, o que sentir.” (06:45)
Redefining Negligence as Virtue:
Adults justify their withdrawal by calling it autonomy or empowerment, but Luciano sees it as abandonment.
Quote:
“Para aliviar a própria culpa, o adulto chama abandono de autonomia, chama exposição de empoderamento e chama omissão de respeito à individualidade.” (08:15)
“Crianças precisam de borda de rio para virar correnteza. Sem a borda, elas transbordam e as alagam.” (10:10)
Practical Prescriptions:
Be present, assert authority kindly, set non-negotiable boundaries (sono, alimentação, respeito).
“Presença que assume bronca, põe limite, sustenta consequência e oferece exemplo antes do sermão.” (10:40)
Protect the child’s "time for creative boredom;" avoid burdening them with performative anxiety.
Restore value to work, study, and commitment—not as dogma, but as building blocks.
Quote:
“O problema não está nas crianças de hoje, não. Está nos adultos que recusaram crescer.” (11:15)
Goal:
Allow children to be children again by adults choosing to truly be adults.
Luciano introduces his new related podcast aimed at families and thoughtful parents, stating:
“Tratar crianças não como objetos comerciais, mas como pequenos cidadãos que precisam de conteúdo pertinente para crescer.” (13:22)
Purpose: Encourage critical thinking in children, equipping them against manipulation.
“Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo.” (13:48)
“Quando você entra nessa vibe de que a culpa é do sistema... acabou pra você.” (16:15)
“Se eu tô dizendo que é para não ter celular não vou ter o celular eu vou ler eu quero que as crianças me vejam como o adulto que está lendo eu sou o exemplo...” (19:10)
Luciano admits being called "reacionário ("reactionary") but embraces it:
“Eu sou reacionário, sim. Eu reajo a tudo que não presta, cara.” (21:10)
Distinguishes his aim: not a nostalgic return, but creating responsible, strong adults.
Responsibility Lies at Home:
“Isso não é função do governo... Voltar a ser simples.” (23:20)
Luciano Pires delivers a provocative, heartfelt commentary on the dangers of role confusion between adults and children, with timeless admonitions about responsibility, presence, and the cultivation of self and family. The episode is a call to action for adults to grow up, so that children can enjoy their right to a true childhood.
Relevant Projects:
Takeaway:
“Voltar a ser adulto para que a criança possa voltar a ser criança.” (11:55)