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Todo mundo com o rabo preso. E com o rabo preso no STF. Como é que eu vou combater alguém que tem o poder de me destruir, cara? Eu vou ficar quietinho, né? Bom dia, boa tarde, boa noite. Meu nome é Luciano Pires e este é o seu Cafézinho. Muito bem, mais um Cafézinho. Começando com o texto que eu vou ler aqui agora e depois vou publicar nas redes sociais. Seguindo o meu comentário, que é patrocinado pela iGreen, que traz uma inovação Isso significa economia, cara, na tua conta de luz ou na conta de luz da tua empresa. Dá uma olhada. Você escolhe banco, plano de saúde, internet, mas nunca escolheu de onde vem a energia que usa todo dia, não é? A conta chega, a gente paga sem saber de onde vem a energia, sem entender a tarifa. Mas com o mercado livre de energia, você pode escolher de quem comprar, negociar preço, optar por fontes 100% renováveis e economizar até 15%, 30% se você for uma empresa, sem trocar nada em casa e sem investir um centavo. Sabe como? Com a iGreen Energy, que pega você pela mão e cuida de tudo. Parte técnica, burocracia, integração. Aqui em São Paulo é no mínimo 10% de economia garantido em contrato. Simples, digital, econômico e sustentável. E ainda dá acesso a um clube de descontos e mais de 60 mil lojas no Brasil. Acesse Conexão Green. Ai, Green, a energia que faz sentido. Então o Brasil tá parado assistindo essa luta entre Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes, o xerife da toga. É muito curioso ver que, apesar de toda a pirotecnia, pouco se fala sobre o verdadeiro palco desse teatro. A eterna batalha entre a torre e a praça. Eu tô falando de algo que é profundo, é quase ancestral. A guerra entre a velha torre do poder centralizado e a praça barulhenta da opinião pública conectada. O Neil Ferguson matou essa charada quando usou a cidade de Siena como uma metáfora. De um lado, a imponente Torre del Mangia, símbolo da ordem, da hierarquia, da caneta que resolve tudo. Do outro lado, a Piazza del Campo, onde a conversa corre solta, onde o influencer da Idade Média era o fofoqueiro do mercado. Bolsonaro foi convocado pela torre, cara, mas a sua força tá na praça. E olhando pro Moraes, a gente vê a encarnação da torre, altiva, protocolar, blindada por seguranças e precedentes jurídicos, dura, determinada a dar um basta no que chama de ataques à democracia. Já a praça, essa sempre existiu. Antes era o café do bairro, o rádio de pilha, a conversa de esquina. Hoje é a thread, é o post, é o meme viralizando em grupo de zap. E foi por essa praça que o Bolsonaro acendeu usando o networking digital, cara. E agora a ironia da história. A torre, diante do risco de desmoronar pra calar a praça, mira nos nós principais. Derruba perfis aqui, canais a colar, prende um bobo aqui, um jornalista ali. Você lembra da contrarreforma que proibia livros? Então, hoje a gente tem listas de perfis banidos. Se antes era Index Librorum Proibitorum, agora é uma lista enviada pro Google, pras redes sociais, com a devida chancela do Estado laico. Mas tem um detalhe que passa batido nos editoriais dos grandes jornais e nos fios cheios de coragem moral do X. A torre só se sustenta enquanto tiver legitimidade. Sem isso, ela vira um castelo de cartas. O poder não se impõe só pelo porrete, mas pelo consentimento dos governados. E aqui, tanto faz se quem manda está vestindo uma toga ou uma faixa presencial. Quando a praça começa a duvidar, quando o respeito vira deboche, começa a erosão. Olha, o Jair Bolsonaro fez da praça o seu palanque, de onde ele fala pra milhões, nem sempre com lucidez e quase sempre com simplismo, mas nunca sem eco. Usou o canal do Zap, a live de quinta-feira, o meme tosco, conquistou a torre porque dominou a praça. E agora, no banco dos réus, ele tem de prestar contas à torre que ele tentou desafiar. Cara, os acontecimentos desses dias quentes aqui são só mais uns capítulos desse embate que já é secular. Moraes, a torre, interroga. Bolsonaro, explica pra praça. As torcidas digitais gritam, mas no fundo estamos todos assistindo a uma tentativa desesperada de uma torre que precisa justificar a sua existência diante de uma praça que não pede mais permissão pra falar. Os deuses e mitos que davam legitimidade ao rei hoje são curtidas, trends e hashtags. E aí surge uma pergunta que ninguém responde. Até quando a torre aguenta sem repensar a sua própria arquitetura? Até quando a praça se contenta em ser apenas arena de espetáculo e não agente de mudança real? O problema da democracia não está nas redes sociais. Não está nem no STF, se você quer saber. Está na crise de legitimidade. Esse cupim que corrói o alicerce das instituições. No final, como lembrou o próprio Ferguson, tecnologias vão e vêm. E o que fica e pesa é a qualidade da governança. E cá pra nós, quem é que anda olhando pra isso ultimamente, hein? Bom, se você tá indo YouTube, agora é hora de você entrar aqui embaixo e aplicar os quatro C's. Comente, colabore, compartilhe, ajude aquela plaquinha de papel a virar uma placa de verdade. Passamos os 52 mil inscritos do canal, vamos a 100 mil? Vamos lá, tô na camiseta certa hoje, ó. A Constituição diz assim, ó, todo poder emana do povo e a minha camiseta diz todo poder mama do povo, porque eu quero daquela Constituição de 1988. Como o Brasil comemorou aquilo, a tal da Constituição Cidadã. Ela nasceu pra proteger a sociedade de abusos de poder. O problema é que quando ela tentou blindar o país, ela criou um monstro. Deu pros judiciários poderes sem limites claros. O STF virou árbitro supremo da política, mandato vitalício, última palavra em tudo, não tem contrapesos, Enquanto isso, o Congresso ficou fragmentado. O Executivo ficou preso no presidencialismo de coalizão. E aí você olha praquilo e fala, cara, como é que vão arrumar isso aqui? Todo mundo com o rabo preso. E com o rabo preso no STF. Como é que eu vou combater alguém que tem o poder de me destruir, cara? Eu vou ficar quietinho, né? E o que nós estamos vendo é esse grande teatro. Aliás, teatro não. Um tremendo vazio. E é um vazio onde a torre cresce, cara. A praça perdeu espaço pra acredita durante muito tempo. E agora ela tá barulhenta. Zap, meme, trending topic, rede social. Bolsonaro soube usar isso tudo como palanque. O Moraes, que representa a torre, altiva, blindada, censora, tá aí alucinado. Mas o verdadeiro problema não é ele. É a crise de legitimidade das instituições. Se não tem legitimidade, até o castelo mais alto vira um castelo de cartas. A Constituição de 88, quando tentou impedir ditaduras de farda, abriu as portas para o autoritarismo da toca. Toca não, toga. E a pergunta é até quando a praça vai aceitar a torre, cara? Até quando a gente vai viver de boas intenções, sem governança de verdade? Cara, é preocupante. É preocupante e o que nós temos que levar em consideração aqui, cara, são alguns pontos Eu, pessoalmente, acho que estamos saindo da adolescência democrática para a maturidade democrática. Estamos saindo da adolescência política para a maturidade política. A gente não sabe direito como funciona, né? Criou-se um tremendo vazio, alguém ocupa, e quando esse alguém que ocupa tem algumas posturas aí que são meio autoritárias, dá essa bagunça que nós estamos vendo aí. Agora nós não podemos ficar quietinho, assistir o que aconteceu na Venezuela. Ah, teoria da conspiração, o cara lá foi exatamente igual, foi a mesma coisa, devagarinho um poder foi tomando conta do outro, só que lá no caso tinha um déspota que estava lá no executivo que cotou o judiciário e acabou com o legislativo e aí virou aquela bagunça que a gente assiste lá. Tem o risco de correr igual aqui no Brasil? Tem, cara. E não tem que pensar em proporcionar também milhões de pessoas, que era um baita país. Eu conheci a Venezuela nos anos 90, pré-Chaves, aquilo era fantástico, cara. O que aconteceu depois foi um desmonte, um desmanche, que pode muito bem acontecer aqui. Só não vai acontecer se a gente conseguir maturidade, oposição funcionando, vozes diferentes falando. Quando a gente parar de tentar calar aquele que tá dando uma opinião que é diferente da nossa. Isso é cultural, isso não é só política. Política é reflexo da cultura. Se a gente não dá na cultura do brasileiro, a gente vai ter essa política chinfrim que nós estamos vendo aí, né? E eu convido você, entra aqui, ó, mundocafébrasil.com. É o lugar onde a gente se reúne pra discutir essas questões, cara. Não a política em si, mas a cultura que vem antes da política. Se tiver disposto a discussões nutritivas que realmente tem a ver com o momento que o Brasil tá passando, entra aqui. Aqui ninguém se xinga, aqui não tem porrada não, cara. Aqui tem conversa, tem argumento. A gente quer discutir pra que lado vai esse país aqui. Equilibrar a torre com a praça. Um dia já foi equilibrada, cara. A gente pode voltar e tê-la de volta. Entra aqui, ó. MundoCaféBrasil.com.
