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Quando começa essa pressão toda para eu quero mais benefícios com menos responsabilidade, nós vamos ter um problema muito sério e está acontecendo agora. Então, essa epidemia de gente pedindo demissão vai desembocar em alguma coisa não muito boa, porque esse pessoal está buscando uma liberdade que talvez não exista, cara. Bom dia, boa tarde, boa noite. Meu nome é Luciano Pires e este é o seu Cafezinho. Então, mais um cafezinho, começando com o texto que eu vou ler e publicar nas redes sociais, seguido de um comentário. Comentário patrocinado pela iGreen, que tem uma inovação para o teu bolso. Dá uma olhada. Você escolhe banco, plano de saúde, internet, mas nunca escolheu de onde vem a energia que usa todo dia, não é? A conta chega, a gente paga sem saber de onde vem a energia, sem entender a tarifa. Mas com o mercado livre de energia, você pode escolher de quem comprar, negociar preço, optar por fontes 100% renováveis e economizar até 15%, 30% se você for uma empresa, sem trocar nada em casa e sem investir um centavo. Sabe como? Com a iGreen Energy, que pega você pela mão e cuida de tudo. Parte técnica, burocracia, integração. Aqui em São Paulo é no mínimo 10% de economia garantido em contrato. Simples, digital, econômico e sustentável. E ainda dá acesso a um clube de descontos e mais de 60 mil lojas no Brasil. Acesse Conexão Green. iGreen, a energia que faz sentido. Muito bem, volte aos anos 80 ou 90. Você lembra, hein? Roupa social, ônibus lotado, trânsito, bater cartão, bom dia, chefe, café ralo, reuniões intermináveis e um mural motivacional que prometia o céu e entregava microgerenciamento. O contrato era muito simples. Você vendia o seu tempo, recebia o salário e se contentava com aquela segurança do emprego. Quem nunca, né? E a gente avança para 2025 e tem uma surpresa. Quase 8,5 milhões de demissões voluntárias no ano passado. Gente pedindo para sair. E por quê? Acho que a pandemia apertou o reset. O home office, que antes era um privilégio do estar tupeiro, virou regra. E ninguém quer largar. Os motivos para largar o crachá mudaram. As razões que apareceram na pesquisa foram mobilidade ruim entre casa e trabalho em primeiro lugar, depois falta de flexibilidade, na sequência necessidade de cuidar da família. Não é só dinheiro, né? É liberdade, respeito ao tempo, autonomia, saúde mental, o tal do salário emocional, que nos anos 90 era uma sobremesa opcional e agora virou prato principal. E não é só o peão de fábrica, não. A pesquisa da Gartner revelou que 33% dos executivos forçados ao voltar para o presencial consideram sair da empresa. E não é por birra, não. É gente que entendeu que não adianta encher o bolso e esvaziar a alma. Salário emocional não é benefício de RH. É poder levar o filho na escola, fugir do trânsito, evitar o chefe tiranossauro, ser dono da agenda. Ué, cara, não era isso o sonho da gente lá nos anos 70, 80 e 90? O salário paga a conta de luz, mas o emocional é que paga a conta da sanidade. Nos anos 80 e 90, o mercado era dos patrões, cara. A pergunta era quanto é que você quer ganhar? Agora, a pergunta é outra. Como você quer viver? Se a empresa não entregar um propósito, flexibilidade e respeito, a rescisão chega antes do reajuste. O futuro do trabalho não está no financeiro não, está na cabeça e está no coração de quem trabalha. Se você ignora isso, vai ficar sozinho. Se você ainda acha que o salário emocional é uma frescura, bom, cara, sem equilíbrio não tem produtividade, sem gente feliz não tem criatividade. Salário emocional, o nome pode ser novo, mas a necessidade é muito velha. Sentido, reconhecimento, respeito. Tempo de qualidade. Não era isso que você procurava, cara? E se isso é frescura, precisamos de mais gente fresca, sim. E menos dinossauros na sala de reunião. Olha, seja bem-vindo ao Novo Normal, onde o dinheiro conta, mas o equilíbrio conta mais. E se você quiser parar de trabalhar pelo tempo e começar a comprar seu tempo de volta, eu lancei uma mentoria chamada Transição Antifrágil, na qual você ganha clareza de propósito, um plano em etapas, metas praticáveis e um apoio para fazer a sua virada profissional com segurança. Acabo de abrir a segunda turma. Tem um clique aqui na descrição. Clica aí, preenche a sua aplicação. Vamos ver se isso aqui é para você. Vem conversar conosco. Vamos ver se chegou o seu momento, né? Olha, você tá no YouTube? Entra aqui embaixo agora, é hora dos 3 C's, compartilhe, comente, olha lá, tá vendo a plaquinha de papel tá ali ó, estamos aí a caminho dos 100 mil né, falta um pouquinho ainda, mas a gente vai chegar lá. Então, essa discussão toda e parece que tem uma nova postura. A gente costuma dizer que é a nova geração, que só quer saber. Cara, esses caras da nova geração estão brigando por algo que a gente brigava lá atrás. Eu me lembro perfeitamente, final dos anos 80, ao longo dos anos 90, esse discurso todo do equilíbrio, de buscar uma vida mais plena, da gente não ser atropelado pelo trabalho, de fazer uma divisão, aquela pizza, a pizza da vida, dividir em pedaços iguais, ter tempo pra família e tudo mais, era um sonho. E a gente lutou tremendamente por isso, e agora a turma nova aqui... Aí eu falo, bom, vocês lutaram, legal, mas agora eu quero. Eu quero o resultado dessa luta toda. E se o resultado dessa luta toda for aquilo que eu tô vendo agora, a forma como meu pai trabalha, minha mãe trabalha, eu não quero isso pra mim. Eu quero uma outra coisa, né? E dá-se um choque. É um choque tremendo que tá acontecendo dentro das empresas com essa garotada nova que vem e não tá disposta não a abaixar a orelha, e aceitar o que vem pela frente. Cara, é muito difícil pra nós que nos formamos nesse ambiente dos anos 80, anos 90, você aceitar que parece que tem uma dissolução da responsabilidade. Eles querem menos responsabilidade e mais benefícios. Eles querem ter mais flexibilidade e menos pressão. Quem não quer? Eu também quero. O problema todo é entender se isso pode ser aplicado na realidade. Eu acho muito complicado, cara. A sociedade funciona com uma dinâmica de pressão que tem tudo a ver com a forma como nós somos montados. O maluco do web comunista vai dizer isso é o capitalismo. Cara, essa pressão existe em todos. os segmentos, desde que você tenha uma indústria caminhando, uma empresa funcionando, onde uma pessoa depende do trabalho da outra, tem uma série de compromissos e tem uma pressão para no final do dia dar resultado, cara. Esse processo tem que andar. E pra ele andar, uma série de providências tem que ser tomadas e várias delas são coisas chatas de fazer, ruins de ser feitas e que vão exigir de mim engolir o sapo e fazer. Eu não vejo como não ser assim. A alternativa pra isso é aquela coisa idílica, né? Vou trabalhar a hora que eu quero, vou não ter chefe, vou trabalhar de onde eu quero e vou ganhar um dinheirão. Meu sonho é ser um influencer e trabalhar com o meu computador embaixo do braço, morando cada hora num lugar... Cara, não é assim, né? Não é assim. O ser humano precisa de algumas âncoras, cara. Ele precisa de alguns desafios. Ele precisa olhar pra frente e falar o seguinte, bom, estou aqui me matando para o quê? O quê que eu vou conseguir? O quê que eu tô construindo? E não tem como construir sem ter uma conexão, você tem que ter uma âncora pra te prender em algum lugar, cara. Eu quero construir pra ter meu patrimônio. Quando eu tiver meu patrimônio, ele vai trazer pra mim uma série de âncoras. O fato de eu ter o patrimônio vai me obrigar a ter âncoras. Se eu começar a ganhar dinheiro, eu vou ter âncora. Se eu ganhar uma promoção e ter um cargo maior, eu vou estar cheio de âncoras. Quanto mais bem-sucedido eu for na minha vida, mais âncoras, menos liberdade eu vou ter. É assim que funciona, não tem nada de graça. Eu não consigo ser extremamente bem-sucedido e totalmente livre. Não dá, cara. Se tem gente que é assim, é meia dúzia. Não é à toa que você vê aí o superstar com 26 anos se matando, cara. Você vê aí o cara que tem um dinheiro que não acaba mais, tem o sucesso mundial, esse cara entra em parafuso e desmancha. Porque não tem como você ter um equilíbrio. Equilíbrio exige responsabilidade. Então o que nós estamos vendo agora é uma tentativa de encaixe. Essa velha montagem do antigo normal, tentando se adaptar ao novo normal, com regras que tem que ser mais flexíveis, mas ao mesmo tempo tem que garantir o resultado que você tinha lá atrás. E as coisas tem que funcionar com matemática. 1 mais 1 vai dar 2, cara. Não tem como dar 2,5 ou 1,8. Quando começa essa pressão toda para eu quero mais benefícios com menos responsabilidade, nós vamos ter um problema muito sério que está acontecendo agora. Então, essa epidemia de gente pedindo demissão vai desembocar em alguma coisa não muito boa, porque esse pessoal está buscando uma liberdade que talvez não exista, cara. Ou que pode existir pra meia dúzia. É possível, mas não é provável. Há a possibilidade de eu ter toda a liberdade do mundo e trabalhar do jeito que eu sempre sonhei? Há. É provável? Talvez não seja. Porque a sociedade funciona assim, né? Então tá sendo bem interessante a gente olhar de um lado a briga pelo emprego, o pessoal se queixando que tem um desemprego, e do outro lado oito e meio milhões de pessoas pedindo o boné. O mais apressado vai chegar e vai dizer, ah, pediram o boné porque ganhavam mal, porque eram maltratados. Cara, não é assim. A turma tá pedindo boné porque tá entrando em parafuso. Acho que tem um acerto pra ser feito aqui que não tá batendo com a forma como a sociedade funciona ainda. Se vai dar certo no futuro, eu não sei. Eu sei que essa discussão aí, cara, ela não tem mais fim e não tem idade. Eu tô vendo essa discussão acontecer com a molecada de 17 anos e com os véio de 70 anos, cara. Todo mundo preocupado em como é que eu consigo um equilíbrio. No fim, Essa é a história, né? Como é que eu consigo um equilíbrio? Bom, quer discutir o assunto? Vem aqui, ó, mundocafébrasil.com. É aqui que a gente se reúne pra discutir como é que a gente consegue girar tantos pratinhos ao mesmo tempo, trocar de boné ao mesmo tempo, acertar esses boletos que chegam e ao mesmo tempo ter uma vida que seja feliz e plena. Não é fácil, não, cara. Mas o nome disso é exatamente vida. É assim que a vida funciona. Vem, mundocafébrasil.com.
Host: Luciano Pires
Date: 29 de agosto de 2025
Nesta edição de cerca de dois minutos e meio do Cafezinho, Luciano Pires propõe uma reflexão urgente sobre “salário emocional” - o conjunto de fatores não financeiros que motivam profissionais a permanecerem (ou pedirem demissão) de uma empresa. O episódio aborda a busca crescente por propósito, equilíbrio e saúde mental no trabalho, contrastando as mentalidades das décadas passadas e da atualidade. O tom é descontraído, crítico, mas empático, instigando ouvintes de todas as idades a pensarem sobre trabalho, felicidade e essência da vida.
[01:18]
[01:36]
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[02:25]
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[04:12]
[05:08]
[06:31]
Sobre o passado e o presente do trabalho:
“O contrato era muito simples. Você vendia o seu tempo, recebia o salário e se contentava com aquela segurança do emprego. Quem nunca, né?”
— Luciano Pires [01:18]
Sobre a transformação dos valores:
“Salário emocional, que nos anos 90 era uma sobremesa opcional e agora virou prato principal.”
— Luciano Pires [01:47]
Sobre o novo paradigma:
“Salário paga a conta de luz, mas o emocional é que paga a conta da sanidade.”
— Luciano Pires [02:07]
Frente à busca do equilíbrio ideal:
“Sem equilíbrio não tem produtividade, sem gente feliz não tem criatividade. Salário emocional, o nome pode ser novo, mas a necessidade é muito velha.”
— Luciano Pires [02:50]
Sobre a difícil conciliação entre liberdade e responsabilidade:
“Eu não consigo ser extremamente bem-sucedido e totalmente livre. Não dá, cara. Se tem gente que é assim, é meia dúzia.”
— Luciano Pires [04:35]
Sobre prioridades:
“O futuro do trabalho não está no financeiro não, está na cabeça e está no coração de quem trabalha.”
— Luciano Pires [05:08]
Sobre a busca universal:
“Estou vendo essa discussão acontecer com a molecada de 17 anos e com os véio de 70 anos, cara. Todo mundo preocupado em como é que eu consigo um equilíbrio.”
— Luciano Pires [06:13]
Luciano Pires encerra o episódio apontando que não há respostas fáceis. O apelo é para o debate, para a coragem de experimentar novos formatos e para a compreensão de que “vida” é, essencialmente, gerenciar expectativas, equilibrar desejos e responsabilidades. O convite é para discutirmos juntos:
“...discutir como é que a gente consegue girar tantos pratinhos ao mesmo tempo, trocar de boné ao mesmo tempo, acertar esses boletos que chegam e ao mesmo tempo ter uma vida que seja feliz e plena. Não é fácil, não, cara. Mas o nome disso é exatamente vida.” [07:01]
Referência para a discussão: mundocafebrasil.com