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A
Olhar pra o que tá acontecendo e dizer, cara, eu não aceito. Eu não aceito que as leis do meu país sejam tratadas dessa forma. Eu não aceito que um jornalista venha na minha cara apontar o dedo pra mim e dizer que eu sou um idiota, cara. Contar uma história que não tem pé nem cabeça, que é mentira, achando que eu vou acreditar. Ele tá achando ou ele tem certeza absoluta que eu sou um idiota. Bom dia, boa tarde, boa noite. Meu nome é Luciano Pires e este é o seu Cafézinho. Muito bem, mais um cafezinho. Começo lendo o texto que eu vou publicar nas redes sociais, seguido de um comentário e o texto de hoje. Vamos ver? Olha, os canalhas dançam no palco. Eles não se escondem. Não precisam, cara. Luzes, câmeras, discursos. A farsa é escancarada. E nós, hein? Plateia, cativa, imóvel, cúmplice. Cada gesto deles é um tapa na nossa cara. Cada silêncio nosso é um aplauso envergonhado. E eles sabem, cara. Ninguém reage. A indignação não sai da garganta. A revolta morre no sofá. A coragem foi terceirizada pro vizinho, pro próximo, pra ninguém. O truque não continua porque é genial. Continua por covardia. Não é o mágico que sustenta o feitiço. É o público que aceita ser enganado. É nosso, a vergonha também, e o futuro vai cobrar caro cada minuto em que a gente troca ação por silêncio. Bertolt Brecht denunciou isso em 1941 com sua peça A Resistível Ascensão, de Arturo Ui, que conta a história de um gangster grotesco, ridículo, que chegou ao poder porque elites se curvaram, porque o povo se calou, porque a covardia abriu espaço. O alerta de Brecht no encerramento da peça ecoa até hoje. O ventre ainda é fértil de onde saiu a besta. O ventre ainda é fértil, de onde saiu a besta. Loucos do poder não são acidentes, elas são consequências. Eles florescem onde o medo domina, onde a omissão reina, onde a covardia se veste de prudência e por isso promovem o medo. Cada vez que a gente se cala, o monstro cresce. Cada vez que a gente engole a indignação, ele se fortalece. Cada vez que a gente espera que alguém faça alguma coisa, o tirano ganha fôlego. Tiranos não nascem grandes. Eles se alimentam do nosso silêncio. Por isso, basta de plateia. Basta de cumplicidade. Basta de esperar que outros levantem. É hora de acender as luzes. É hora de interromper esse espetáculo grotesco. É hora de tomar o palco. Pronto. Tweetei esse texto. É, se você tá no YouTube agora é hora de entrar aqui embaixo, dá o seu joinha, ou seu gostei, não gostei, não importa, desde que você interaja com o post, né? Bote um comentário inteligente ali, compartilhe com mais pessoas, ajuda a gente a levar aquela plaquinha de papel pra uma placa de verdade. Passamos dos 52 mil seguidores do canal aqui, vamos ver se a gente chega em 100, né? Antes que o Brasil acabe. Bom, hoje eu tô com essa camiseta aqui. É uma camiseta em homenagem ao Ozzy Osbourne, dizendo assim, não quero morrer como um homem comum. Quem é esse homem comum, cara? São os milhões e milhões de brasileiros preocupados em tocar sua vidinha, cuidar da família, pagar suas contas, sobreviver nesse país maluco, nessa economia que vai aos trambolhos. Muitos deles vão passar a vida sem causar qualquer impacto além da família próxima, dos amigos próximos. Mas alguns ali no meio vão impactar a sociedade, vão provocar mudanças, vão ser aqueles que vão levantar e vão dizer, não, eu não aceito, eu não quero. São poucos que têm coragem de ir lá na frente, abrir o peito e se preparar para tomar a primeira flechada, o primeiro tiro. A maioria que tá preocupada em tocar sua vidinha tem a tendência de olhar pras coisas e falar, cara, é assim, sempre foi assim, deixa aí, deixa rolar, entrega pra alguém o futuro, se Deus quiser, Deus vai nos ajudar, cara. Olha, Deus ajuda sim, mas nós temos que dar uma mãozinha pra ele, cara, e dar uma mãozinha pra ele significa passar pela vida além muito mais do que sendo só um homem comum. É, olhando pra essa loucura toda... Cês viram o que tá acontecendo com o Brasil, cara, nos últimos... Na última semana, cara, nos últimos dez dias. É um absurdo o que tá acontecendo, essa... A loucura, o que fizeram com a Constituição Brasileira, a forma como tá sendo explicitado que... O poder foi tomado por quadrilhas dos mais diversos matizes, sabe? E não se trata mais de uma briga de direita com esquerda, não, cara. É uma briga dos aproveitadores, dos caras que querem usar o Estado a seu favor contra aqueles que ainda veem algum vislumbre de, cara, acho que dá pra gente conduzir a sociedade de uma forma honesta, seguindo as leis que a gente escreveu e brigou tanto pra tê-las. Não tá, cara. Tá tudo atropelado. Eu fico constrangido quando alguém chega pra mim e diz pra mim, Luciano, você é jornalista? E eu fico constrangido de responder assim, sou. E imagino se advogados, juristas também ficam constrangidos. Eu imagino se políticos ficam constrangidos. Ou talvez, pra ser político, você não pode sofrer dessa coisa chamada constrangimento. Eu me lembrei... Quando eu era garoto lá em Bauru, a gente ia nas reuniões sociais, meu pai me levava, e de repente aparecia o juiz de direito, Newton, acho que era o nome dele, né? Dr. Newton, cara, aquela figura, é o juiz, aquela figura imponente, né? O jornalista, o advogado, figuras imponentes que tinham respeito na sociedade. Acabou, cara. Acabou, bicho. Acabou. Foi tudo jogado pra uma vala comum. Porque a gente tá assistindo essa loucura toda que tá acontecendo. E talvez o problema seja exatamente esse. O fato da gente ter a chance de assistir ao que tá acontecendo. Eu tive um convidado muito especial na edição mais recente do nosso MLA. Ele participou de uma CPI, a CPI da Covid, né, ele veio contar pra nós, falou, cara, eu cheguei lá, fui recebido da forma mais gentil, todos vieram falar comigo, a turma da direita, a da esquerda, fui muito bem tratado, muito bem recebido, até o momento em que as luzes se acenderam e as câmeras foram ligadas. Quando a câmera é ligada, cara, o cara gentil, O cavalheiro que tava conversando comigo vira um ogro. E aí ele não tá mais conversando normalmente. Ele tá desempenhando um papel. Ele tá fazendo uma performance porque as câmeras estão transmitindo. Aí ele vai chutar quem até há pouco ele tava tratando bem. E talvez esse seja o grande problema, cara. Os caras estão transmitindo e essas figuras se sentiram importantes e tão importantes que elas podem estar além da lei e podem estar colocando na cara da gente narrativas que não tem o menor pé na realidade. E pouca gente consegue assistir o que está acontecendo e não se sentir indignada. Bom, se você é um homem comum, se você é uma mulher comum, está olhando para esse Brasil e preocupado com o que está acontecendo, eu tenho uma recomendação aqui para você. Esse livrinho aqui é precioso. Censucrítico é o nome dele, David Carr. Esse livrinho aqui tá velho, tá baleado, tá bem rasurado, bem escrito em cima dele aqui, mas é um livrinho que tem alguma coisa que tá faltando pra nós aqui, cara. O homem comum precisa exercer seu senso crítico, olhar pra o que tá acontecendo e dizer, cara, eu não aceito. Eu não aceito que as leis do meu país sejam tratadas dessa forma. Eu não aceito que o jornalista venha na minha cara apontar o dedo pra mim e dizer que eu sou idiota, cara. Contar uma história que não tem pé nem cabeça, que é mentira, achando que eu vou acreditar. Ele tá achando, ou ele tem certeza absoluta, que eu sou um idiota. Eu não aceito que o político em quem eu votei não represente o que eu escolhi pra que ele faça. Eu não aceito que o meu país seja tratado com essa baixaria, com o que nós estamos vendo aí. um homem comum. Eu não tenho coragem, eu não tenho condições, eu não tenho tempo Eu não tenho nem intenção de ir pra linha de frente, mas já que eu não posso ir, eu vou ajudar quem vai. Eu vou dar suporte pra quem vai. E esse suporte pode vir de todas as formas. Pode vir com like, pode vir com compartilhamento, pode vir com trazer mais gente pros canais, pode vir assinando. Eu vou ajudar, cara. Eu vou contribuir com as pessoas que estão interessadas genuinamente em fazer esse país aqui. andar para frente. E aí, cara, não importa se você é de direita ou você é de esquerda, cara, contribua com quem está indo para a linha da frente. Esses que estão brigando não podem ficar sozinhos. Se ficarem sozinhos, é isso que vocês estão vendo aí, cara. O ventre é fértil. Ele vai gerar a besta uma atrás da outra. Se ninguém fizer nada, está dominado. Aliás, já está dominado. Nós vamos ter que fazer uma limpeza, né? Como vai ser feita? Eu não sei, eu não consigo ver muita luz ainda no fim do túnel. Tá certo, as peças estão sim. estão se ajeitando ainda, nas catacumbas estão acontecendo negociações, alguma coisa vai ter que acontecer. Mas a principal é voltar ao que era lá atrás, quando esses caras tinham medo da opinião pública, tinham medo do que o público podia dizer, tinham medo de perder voto, tinham medo de perder audiência, tinham medo de perder o respeito. Isso precisa voltar. E a única forma disso voltar é a gente se manifestar. é você colocar tua cara, você dizer o que tem que ser dito, você chamar as coisas pelo nome que elas têm, você simplesmente dizer, cara, eu não admito mais ouvir o que eu tô ouvindo, assistir o que eu tô assistindo e fingir que não é comigo, né? Não dá pra passar a vida somente sendo um homem comum. Por isso eu te convido, vem pra cá. MundoCaféBrasil.com é o lugar onde a gente traz conteúdos importantes aí pra melhorar a capacidade de julgamento e tomar decisão. É o lugar onde a gente quer exercer muito bem o nosso senso crítico, né? Se você aceitar o convite, venha. MundoCaféBrasil.com. Tamo junto pra fazer esse país aqui ser um país melhor. Este cafezinho chega a você com o apoio do CaféBrasilPremium.com.br Conteúdo extra forte para seu crescimento profissional.
Podcast: Cafezinho
Host: Luciano Pires
Data: 5 de setembro de 2025
Duração: ~2 minutos e meio
Neste episódio, Luciano Pires faz um chamado urgente à reflexão coletiva sobre a complacência social diante da ascensão de indivíduos desequilibrados e antiéticos ao poder. Usando como ponto de partida uma publicação autoral e referências ao dramaturgo Bertolt Brecht, Luciano questiona a passividade do público, destaca o papel da omissão na perpetuação do caos político e social, e convoca o "homem comum" a exercer seu senso crítico.
[00:05] “Eu não aceito que as leis do meu país sejam tratadas dessa forma. Eu não aceito que um jornalista venha na minha cara apontar o dedo pra mim e dizer que eu sou um idiota [...]. Ele tá achando ou ele tem certeza absoluta que eu sou um idiota.”
[00:46] “Os canalhas dançam no palco. Eles não se escondem. Não precisam, cara. Luzes, câmeras, discursos. A farsa é escancarada. E nós, hein? Plateia, cativa, imóvel, cúmplice. Cada gesto deles é um tapa na nossa cara. Cada silêncio nosso é um aplauso envergonhado.”
[01:30] “O truque não continua porque é genial. Continua por covardia. Não é o mágico que sustenta o feitiço. É o público que aceita ser enganado.”
[01:48] “O alerta de Brecht no encerramento da peça ecoa até hoje. O ventre ainda é fértil de onde saiu a besta. Loucos do poder não são acidentes, elas são consequências. Eles florescem onde o medo domina, onde a omissão reina, onde a covardia se veste de prudência e por isso promovem o medo.”
[02:31] “Não quero morrer como um homem comum. Quem é esse homem comum, cara? São os milhões e milhões de brasileiros preocupados em tocar sua vidinha, cuidar da família, pagar suas contas, sobreviver nesse país maluco [...]. Muitos vão passar a vida sem causar qualquer impacto além da família. Mas alguns vão provocar mudanças [...].”
[06:47] “Eu não tenho coragem, eu não tenho condições, eu não tenho tempo. Eu não tenho nem intenção de ir pra linha de frente, mas já que eu não posso ir, eu vou ajudar quem vai [...]. Pode vir com like, pode vir com compartilhamento, pode vir assinando [...].”
[04:54] “O jornalista, o advogado, figuras imponentes que tinham respeito na sociedade. Acabou, cara. Acabou, bicho. Acabou. Foi tudo jogado pra uma vala comum.”
[05:45] “[...] até o momento em que as luzes se acenderam e as câmeras foram ligadas. Quando a câmera é ligada, cara, o cara gentil, O cavalheiro que tava conversando comigo vira um ogro. [...] Ele tá fazendo uma performance porque as câmeras estão transmitindo.”
[07:25] “Esse livrinho aqui é precioso. Senso crítico é o nome dele, David Carr [...]. O homem comum precisa exercer seu senso crítico, olhar pra o que tá acontecendo e dizer, cara, eu não aceito.”
[09:22] “Esses que estão brigando não podem ficar sozinhos. Se ficarem sozinhos, é isso que vocês estão vendo aí, cara. O ventre é fértil. Ele vai gerar a besta uma atrás da outra. Se ninguém fizer nada, está dominado. Aliás, já está dominado.”
[10:13] “A principal é voltar ao que era lá atrás, quando esses caras tinham medo da opinião pública, tinham medo do que o público podia dizer, tinham medo de perder voto, tinham medo de perder audiência, tinham medo de perder o respeito. Isso precisa voltar. E a única forma disso voltar é a gente se manifestar.”
Luciano indignado com a passividade geral:
“Cada vez que a gente espera que alguém faça alguma coisa, o tirano ganha fôlego. Tiranos não nascem grandes. Eles se alimentam do nosso silêncio.” ([02:18])
Citação motivacional:
“Deus ajuda sim, mas nós temos que dar uma mãozinha pra ele, cara, e dar uma mãozinha pra ele significa passar pela vida muito mais do que sendo só um homem comum.” ([03:40])
Sobre as consequências da omissão:
“O futuro vai cobrar caro cada minuto em que a gente troca ação por silêncio.” ([01:37])
Com narrativa incisiva e direta, Luciano Pires faz do episódio um apelo à consciência cívica, concluindo que só o engajamento e o senso crítico impedirão o crescimento de “loucos no poder” — estes não são acidentes, mas consequências do medo, da omissão e da passividade coletiva. Ele convida o público a romper o silêncio, apoiar quem enfrenta o sistema e recuperar o respeito perdido pelas instituições, tornando-se protagonistas do próprio futuro.