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E nesse momento eu só posso dizer pra você que eu tô profundamente triste com o que eu vi ontem, profundamente consternado com o assassinato do Charlie Kirk e muito preocupado com o que pode vir pela frente aqui se a gente não botar um freio nisso, cara. Bom dia, boa tarde, boa noite. Meu nome é Luciano Pires e este é o seu Cafezinho. Muito bem, mais um cafezinho. Começa com o texto que eu vou publicar nas redes sociais, seguido de um comentário. Olha, cara, eu tô devastado com o assassinato do Charlie Kirk. fundador do Turning Point USA. O Charlie era um debatedor brilhante, cara. Ele foi morto enquanto falava com estudantes numa universidade. Tinha 31 anos, era carismático e incômodo para aqueles que eu chamo de progressistas, progressistas de cedilha. E virou estatística de uma lista macabra, cara. Conservadores sendo caçados. Em 2012, um militante invadiu o Family Research Council com uma pistola inspirada pelo mapa do ódio do Southern Poverty Law Center, uma ferramenta online para identificar e listar grupos que, segundo eles, são organizações de ódio nos Estados Unidos. Em 2017, um voluntário da campanha do Bernie Sanders abriu fogo contra congressistas conservadores num treino de beisebol. Quase matou o Steve Scalese, o líder da maioria republicana na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Naquele mesmo ano, o senador republicano Rand Paul levou uma surra do vizinho. Em 2018, um candidato republicano no Minnesota foi agredido com um soco no rosto. Em 2022, um jovem planejou assassinar o juiz Brett Kavanaugh. Em 2024, Donald Trump escapou por centímetros de uma bala no ouvido e, meses depois, outro atirador tentou novamente. Sete episódios. Sete demonstrações de ódio que não cabem no discurso de tolerância vendido pela esquerda progressista com cedilha. Isso só nos Estados Unidos. Em 2018, você sabe, no Brasil Bolsonaro levou uma facada em plena Na Colômbia, três meses atrás, o Miguel Uribe Turben, jovem senador conservador, foi baleado pelas costas e morreu meses depois. campanha. foi tentar fazer uma palestra na Universidade Federal do Paraná e foi expulso de lá, só não foi agredido porque a polícia chegou, cara. Se não, lá os progressistas de Cedilha teriam agredido, ele foi botado pra fora assistir o vídeo. É um horror, cara. Essa turma não pode admitir que alguém manifeste suas ideias. Cara, olha só o padrão. O inimigo não precisa ser derrotado nas ideias, tem que ser eliminado no corpo. E o detalhe, quase todos os agressores tinham alguma ligação com a máquina de demonização que transforma adversários, especialmente se forem conservadores, em monstros. Mapas do ódio, manchetes enviesadas, carimbos de extremista, de fascista. A lavagem cerebral diária cria a figura do inimigo a ser eliminado. E a esquerda, progressista com cedilha, sabe usar muito bem o truque, plantar a ideia de que certos grupos não são adversários, mas são perigos existenciais, fascistas, nazistas, extremistas, que merecem eliminação. E quando alguém decide apertar o gatilho, a culpa evapora. Ah, foi um desequilibrado. Não, era um ato isolado. Um lobo isolado. Você já viu esse filme? Pois é, cara. Regimes totalitários sempre começam assim. Com a desumanização do outro. E depois, esses mesmos desumanizadores aparecem de cara limpa, com discurso de amor, democracia e... Imagine all the people living their life in peace. O que era o mais curioso é que, historicamente, essas balas que saem dos canos viram para a direita, cumprindo uma velha farsa da tolerância seletiva, onde, enquanto um lado apanha, o outro posa de santinho. Até quando, hein? Você tá no YouTube, entra aí, dê um like, deixa um comentário, ajude a gente a fazer crescer o canal pra aquela plaquinha de papel virar uma plaquinha de verdade, né? Mas, vamos lá, eu não botei por acaso essa camiseta aqui. Sou reacionário, reajo a tudo que não presta. Isso aqui é Nelson Rodrigues, né? E, cara, assisti as cenas do assassinato do Charlie Kirk é devastador, cara. É devastador. A forma como foi feita foi um tiro de sniper, cara. Um tiro muito bem dado de 200 metros de distância, acerta na jugular e acaba com a vida do sujeito num instante. E quem era esse cara? Era um debatedor. O cara que tinha prazer em botar diante dele aquela turma que tem um discurso vazio e destruir aquele povo todo na conversa, no argumento. Ele nunca foi, ele nunca agrediu, cara. Ele simplesmente destruía o outro lado no argumento. O que é sensacional, porque você quando assiste um debate em que um lado tem argumento e o outro não tem, você aprende, cara. Você sai de lá com a cabeça... Só que é o seguinte, tem um limite pra você suportar a falta de argumento, né? Quem não consegue se controlar, vai pra porrada. Como fizeram com o Jeffrey e Chiquine lá, você viu o vídeo, os caras com o dedo na cara, indo pra cima com capuz, estudantes universitários, num templo do saber, que é uma universidade, impedindo alguém de falar sobre... Ele não foi falar de política, o Jeffrey foi falar de Estado de Direito, cara. Mas como tá tudo misturado no Brasil, virou-se a loucura de tocar o cara de lá e se a polícia não chega, ele ia apanhar. Em 2018, eu visitei lá em Richmond, nos Estados Unidos, o Museu do Holocausto, que tem lá um museu sensacional ali. E eu fui o primeiro cara da manhã. Abri o museu de manhãzinha, eu fui o primeiro cara a chegar, eu fui a primeira pessoa a entrar no museu. E lá tem um esquema interessante que é o seguinte, o museu fica tudo apagado. A luz só acende automaticamente quando alguém entra na sala. E eu tô me preparando pra entrar no museu, uma porta, tudo escuro. Na hora que eu boto a cara ali, o sistema me vê e acende a luz. E eu me vi dentro de um daqueles galpões repleto de... prisioneiros, os prisioneiros judeus, e ali tomei um susto, impressionante o que acontece ali. Cara, eu estou arrepiado até o último fio de cabelo. E aí eu fui ler o que estava escrito lá e tinha um texto lá falando sobre a desumanização que os nazistas aplicavam nos judeus. Raspavam o cabelo. tatuavam um número no braço, a pessoa não tinha mais cabelo, ela não tinha mais nome, ela era um número, e as roupas eram todas iguais, aquela espécie de pijama listrado, e eles eram desumanizados, tratados quase como animais, para que num processo como esse você se justifique, pode eliminar, isso aí não é gente. E esse processo que tem sido feito é a mesma coisa. Quando alguém vira pra você e te chama de fascista, de nazista, ela tá dizendo que você não é gente, cara. Que você merece ser eliminado. E aí quando aparece alguém e te dá um tiro, a culpa nunca foi de quem botou rótulo, cara. Tá insuportável, tá insuportável, não pode ser. Essas coisas têm que ser criminalizadas, cara. Há um tempo atrás já era. Se alguém te acusasse de alguma coisa, por exemplo, se alguém te acusa de racista, essa pessoa tem que provar que você quer ou ela tá na lei. Você vai na lei e consegue contra ela. Era assim, mas de repente ficou muito fácil, cara. Depende do lado. Depende do lado que você tá, você pode xingar, pode bater, pode simplesmente ver alguém assassinando alguém e dizer, ah, é um desequilibrado, não tenho nada a ver com isso. Como não tem, cara? Você que tá botando fogo. É você que tá incitando, é você que tá trabalhando pra desumanizar os outros, como fizeram. com o Charlie, e o Charlie falava do que? Ele falava de liberdade. Cara, é impressionante. É impressionante ver a quantidade de gente botando post na internet, feliz com o assassinato do cara. Chega a ser degradante imaginar que possam existir seres humanos. Não, não tem seres humanos. Esses que estão rindo e que estão gostando, Isso não é ser humano, cara. Esses sim são animais. Animais no pior sentido. Esses é que são adversários que não merecem, cara. As balas que tão saindo do cano e tão virando pra direita, uma hora alguém vai se encher o saco e vai virar pra esquerda, cara. E aí ninguém ganha. Ninguém ganha. Num processo como esse aí, ninguém ganha. A gente tinha que estar empenhado, primeiro, em criminalizar todo mundo que tentar desumanizar alguém. Se alguém te bota um rótulo, você tem que responder com um processo na cabeça. A Ana Paula Henrique fez isso e ganhou todos eles. Ela vai pra cima e processa e ganha todos eles. Mas do jeito que a justiça está no Brasil, está muito difícil acreditar em alguma coisa. Nós estamos vivendo num momento de total perda de credibilidade no que a lei possa representar e nesse momento eu só posso Dizer pra você que eu tô profundamente triste com o que eu vi ontem, profundamente consternado com o assassinato do Charlie Kirk e muito preocupado com o que pode vir pela frente aqui se a gente não botar um freio nisso, cara. E, sinceramente, eu não sei muito bem quem é que vai ser o autor desse freio, sabe? E eu temo, eu tenho medo de imaginar que o freio só aconteça com imposição de força de forma autoritária por um regime que ninguém quer. A gente quer um regime da conversa e não da bala. Descanse em paz, Charlie. Tamo aí tentando continuar essa luta.
