Transcript
A (0:00)
Se você se alimenta de porcaria o dia inteirinho, o teu organismo vai virar uma porcaria. A tua mente é igual, cara. Se só se alimenta de porcaria, ela vai virar porcaria. Bom dia, boa tarde, boa noite. Meu nome é Luciano Pires e este é o seu Cafezinho. Muito bem, mais um cafezinho. Eu começo lendo aqui o texto que eu vou publicar nas redes sociais. Depois eu faço um comentário a respeito. Vamos lá? Olha só, vivemos numa era em que se transformou a felicidade em mercadoria de luxo. Uma viagem ao exterior, um carro zero, a casa dos sonhos. Mas, como mostrou o Big Joy Project, felicidade não nasce de conquistas grandiosas. Ela brota de micro-atos. Agradecer alguém, dividir um café, cumprimentar o motorista do ônibus. Gestos pequenos que, somados, criam bem-estar, vínculos e sentido. É curioso como essa descoberta da ciência moderna ecoa na espiritualidade de Santa Teresinha do Menino Jesus. Conhecida como a santa da pequena via, Terezinha nunca realizou feitos espetaculares. Viveu apenas 24 anos, escondida num convento carmelita. Sua grandeza estava em transformar o ordinário em extraordinário. Um sorriso oferecido, uma palavra paciente, um trabalho sem queixa. Pra ela, não era o tamanho do ato que importava, mas o amor com que era feito. E essa é a lógica da acumulação. Não é um gesto isolado que nos transforma, mas a soma deles, repetidos dia após dia, como tijolos silenciosos que sustentam uma catedral invisível. O que a ciência mede em questionários, Terezinha intuía no coração. O detalhe tem poder. No Brasil, essa pequena via se encarna na cultura popular. Está no cafezinho repartido, na roda de conversa na calçada, no futebol de várzea, no mutirão da laje. Pequenos atos que não resolvem os problemas estruturais, mas que dão densidade à vida comunitária e impedem que a sociedade sucumba ao cinismo. São micro-atos de amor. Invisíveis às estatísticas econômicas, mas que são fundamentais para a alma de um país. Olha, assim como aquele sertanejo descrito por Euclides da Cunha, que antes de tudo era um forte, sobrevive à seca, sustentado por valores invisíveis, também nós resistimos não pelas grandes conquistas, mas pela teimosia dos gestos mínimos. Santa Terezinha queria ser o amor no coração da igreja. No fundo, o Brasil insiste em ser o amor do coração de si mesmo, um povo que sorri, improvisa e compartilha mesmo sob pressão. Olha, no fundo, o que Santa Terezinha chamou de pequena via, o que a ciência moderna chamou de micro-atos e o que a cultura brasileira vive no improviso do dia a dia é também a base do meu conceito liderança nutritiva. Um líder nutritivo não se mede apenas pelos grandes resultados, pelas metas batidas ou pelas vitórias no mercado. Ele se mede na constância dos gestos pequenos, o reconhecimento dado na hora certa, a escuta atenta, a palavra que encoraja, a paciência com quem erra. São micro-atos que, acumulados, constroem confiança, pertencimento e propósito. Sabe por quê? Porque, no fim das contas, não são os grandes feitos que sustentam a vida, mas é a lógica da acumulação. O simples repetido com constância é o que nos transforma. Então, repita o seu gesto aí, entra aqui embaixo agora. Se tiver no YouTube, deixa um like, deixa uma curtida. Deixe um comentário, compartilhe, ajude aquela plaquinha de papel a virar a placa de verdade, chegar nos 100 mil assinantes, seguidores, sei lá o que. Ajuda, vai. Vamos em frente. Então, esse texto que eu coloquei aqui faz parte do Café Brasil 997 que eu acabei de lançar. Um programa que ficou uma delícia, cara. Ele fala exatamente dessa coisa da lógica da acumulação. Uma soma de pequenos gestos, pequenos atos que, no fim, faz a grande diferença. Nós estamos numa sociedade que está acostumada com a hipérbola, né? Tudo é o máximo, tudo tem que ser grande, tudo tem que ser colorido, tudo tem que ser... é muito grito, é muita cor, é tudo muito superlativo. E a gente esquece, cara, que é na constância da... sabe? Aquela coisa, um passinho de cada vez, um passinho de cada vez você vai acumulando e uma hora você chega lá. Tem aquele pessoal que diz que o que O que emagrece a gente não é a inacademia, mas é a inacademia todo dia. Aquela constância que faz a diferença. E a gente tem que entender que com o meio ambiente conosco aqui, com em volta da gente, com o bom humor, com o clima reinante no país, é também uma sequência de bons atos. E nós não estamos vendo isso, cara. Não que não aconteça. Eu vejo atos pequenos, sensacionais, acontecendo o dia todo. em volta de mim, mas ninguém fala deles. A mídia, se você for na imprensa, não tem ato bom lá. Lá só fala do ruim, só fala do problema, só fala da encrenca. E quando você é bombardeado por encrenca o dia inteiro é aquilo que o Rubem Alves falava, né cara? A gente é o que a gente come. Se você se alimenta de porcaria o dia inteirinho, o teu organismo vai virar uma porcaria, a tua mente é igual, cara. Se você só se alimenta de porcaria, ela vai virar porcaria. Então se você tá ligando a rede social o dia inteirinho pra ver porcaria, pra ver acidente... Aliás, nos últimos dias tá um negócio pavoroso, né? Parece que nós estamos levando as coisas para um limite, o limite da convivência. Aquele nós contra ele está chegando no cúmulo, a ponto até das pessoas começarem a se agredir do nada. E se isso está constante na tua cabeça, cara, isso vai virar normalidade. A gente vai se familiarizar com esse clima horroroso e o familiar É familiar, sempre foi assim, fica assim. Não pode, cara, não pode. Então, essa coisa da prática, da lógica da acumulação. O pequeno gesto somado. Todo dia um pequeno gesto, um, dois, três. Até eu tenho outro cafézinho que eu falava, aquela coisa de você... praticar quatro coisas boas para cada coisa ruim, né? Quatro coisas boas para cada coisa ruim, no final do dia você fez, olha, passei por quatro coisas ruins, mas tive dezesseis coisas boas, uma anula a outra. Então a gente devia estar preocupado com isso, né? Será que eu tô praticando essa coisa da acumulação dos pequenos atos, né? Ou tô esperando o superlativo, né? Quero só o grande, quero resolver só o grande. Por isso que eu botei a camiseta aqui hoje, ó. Abelha fazendo mel, Vale o tempo que não voou. Sabe o que é isso aqui? É constância, cara. Mesmo que eu não esteja aqui, nesse momento, executando alguma coisa, eu posso estar planejando essa coisa, né? Eu posso estar fazendo o mel em vez de voar. E vale uma coisa, vale a outra. Então a prática desses pequenos atos. Aliás, vou te aconselhar. Vá ouvir o cafezinho. Não o cafezinho, o Café Brasil. Café Brasil 997, a pequena via e a lógica da acumulação. Aliás, não é nem esse o nome dele, nem me lembro o nome dele. É 997, Café Brasil, tá aqui em algum lugar, vai ser colocado aqui. Café Brasil 997, que fala da lógica da acumulação. Escuta o que tá lá, cara, e pensa se você tá sendo um caminho, um canal pra essa prática diária dos pequenos gestos e de pequeno em pequeno a gente faz o grandão e muda esse país. Tá afim de saber mais? Entra aqui, mundocafebrasil.com. É aqui que a gente pratica diariamente pequenos gestos pra alimentar. Pequenas iscas intelectuais que vão acumulando e uma hora a gente tem o repertório necessário pra poder entender o que tá acontecendo e poder fazer as melhores escolhas e tomar as melhores soluções. Escuta, Fique esperto, hein? Tem livro novo chegando, tá? Daqui a pouquinho vai estar por aí o Liderança Nutritiva, meu décimo terceiro livro, cara, que tá chegando aí pra falar de um conceito que é um conceito necessário pra esses dias malucos que nós estamos vivendo, a liderança nutritiva. Este cafezinho chega a você com o apoio do CaféBrasilPremium.com.br. Conteúdo extra forte para seu crescimento profissional.
