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Enquanto isso, a gente segue pagando mais imposto em remédio do que em revista pornográfica. Não é pornográfico isso, cara? Bom dia, boa tarde, boa noite. Meu nome é Luciano Pires e este é o seu Cafezinho. Muito bem, mais um cafezinho. Começa com o texto que eu vou ler e publicar nas mídias sociais seguido de um comentário. Vamos ao texto de hoje? Você sabia que no Brasil ficar doente é mais caro do que se divertir? Enquanto revistas e filmes pornográficos têm uma carga tributária que gira em torno de 19%, os remédios de uso humano carregam nas costas algo em torno de 31% a 34% de impostos. É isso mesmo, cara. Um terço do preço do seu remédio é imposto. E antes que você pense que eu estou exagerando, olha só essa ironia aqui. Os medicamentos veterinários que são usados nos cães, no seu pet, boi, cavalo, pagam em média 13% de tributos. Ou seja, o estado brasileiro trata melhor o seu cachorro do que você. Qual é a justificativa? Não tem nenhuma que faça sentido, né? Porque quando o tema é saúde, a gente não devia dar espaço pra um disparate desse tamanho. Mas aqui é Brasil, né, cara? Sei como é que é. E faz tempo que é assim, né? O Brasil é um manicômio tributário. O ISS, aquele Imposto Municipal sobre Serviços, é regido por mais de 5 mil leis diferentes no país. Cada prefeitura inventa a sua própria regra. É aquele famoso cada um por si e o contribuinte que se vire, que vá por todos. Você paga energia, paga tarifa sobre a energia e paga imposto sobre a tarifa. É o ICMS sobre aquilo que já é uma taxa pública. Ou seja, o Estado cobra imposto até sobre o custo que ele mesmo cria. O STF decidiu que PIS, COFINS e o próprio ISS podem entrar na base de cálculo do ISS. É o tributo que come o próprio rabo. O ouro-boros tributário, cara. Enquanto os políticos discutem a reforma tributária e anunciam que dessa vez vai, o brasileiro continua pagando caro por aquilo que salva vidas e muito barato por aquilo que só distrai. A reforma tributária até promete isentar quase 400 tipos de medicamentos, mas você sabe como é, né cara? Promessa de político... O resultado disso é um país onde se tributa o essencial e se estimula o descartável. Onde o prazer paga menos do que a dor. Bem-vindo ao nosso manicômio tributário, cara. E agora, se você está no YouTube, é hora de entrar aqui embaixo, deixar o seu like ou o seu dislike, tanto faz, desde que você interaja com o post. Bote um comentário, põe a tua experiência aí, ajude a gente a fazer o Google entender que esse conteúdo merece ser mostrado para mais gente e aquela plaquinha de papel vire uma placa de verdade dos 100 mil assinantes ou inscritos no canal. Olha cara, o Brasil é um país tão criativo, mas tão criativo que até imposto vira obra de arte. É arte da confusão, da distorção e da contradição. Eu dei uma olhadinha numa lista aí, interessante. Você quer ver o que tá acontecendo? O McDonald's achou a solução pro custo alto do sorvete dele. Ele parou de vender sorvete. Agora ele vende bebida láctea. A mesma receita, o mesmo sabor, só mudou o nome na nota fiscal e sabe o que aconteceu? Caiu a carga tributária de 39% para 12%. No Brasil, o imposto não incide sobre o produto, mas é sobre a esperteza, cara. Tem uma história famosa aqui de um zoológico, acho que foi em 2007. Recebeu girafas de presente e fazendo uma troca com outro zoológico fora do Brasil. Sem nenhum dinheiro envolvido. Mesmo assim, o governo cobrou pis e cofins sobre a importação. Até girafa paga imposto pra viver aqui. Se uma empresa quebra, mas o governo no olho não quer saber não, você não pode abater todo o prejuízo acumulado do imposto devido. A lei limita essa compensação a no máximo 30% do lucro obtido, mesmo que seja o último balanço da sua vida. Olha, se a empresa perdeu, digamos, um milhão nos últimos anos e pouco antes de encerrar ela teve 100 mil de lucro, ela só pode abater 30 mil. No Brasil, até quem quebra, até quem fecha as portas, precisa deixar a gorjeta pro governo. As seguradoras brasileiras estão agora brigando lá no STF. O que tá acontecendo? O governo quer cobrar imposto até sobre as reservas técnicas. Aquele dinheiro que fica guardado pra pagar sinistros. Um trilhão de imposto arrecadado já, cara. Vamos traduzir aqui. Querem tributar tudo do teu dinheiro que serve para cobrir prejuízo de cliente, cara. Quando o serviço é barato demais, o fiscal desconfia e pode simplesmente decidir que o preço devia ser outro. Ele aumenta a base de cálculo, aumenta o imposto e assim vai, cara. No Brasil, quem cobra menos paga mais. Desde 1988 já foram criadas mais de 400 mil normas tributárias no Brasil. Isso dá 50 por dia útil. Nem o computador da receita consegue entender tudo isso, imagina nós, cara. E depois dizem que o problema é sonegação. Cara, não é sonegação não, é questão de sobrevivência. O Brasil é o único lugar onde a gente trabalha cinco meses por ano só pra pagar imposto. E tem gente que ainda agradece quando o governo reduz alguma alíquota, né? A gente chama isso de normalidade, mas é uma insanidade total e institucionalizada. Enquanto isso, a gente segue pagando mais imposto em remédio do que em revista pornográfica. Não é pornográfico isso, cara? Ainda chamam de injustiça fiscal. Cara, eu não sei pra onde vai essa bagunça toda não. Eu só sei de uma coisa. Por muito menos, lá atrás, por um quinto, naqueles quintos dos infernos, teve gente que perdeu a cabeça, cara, gente que ficou pendurada, gente que morreu porque achava que o governo tava pegando demais quando pegava um quinto do que a gente ganhava. Hoje, cara, se bobear, se bobear. Ele tá levando já dois terços, brincando, dois terços. do que você ganha, e isso não pode estar certo, eu não sei onde vai estar o limite, eu não sei até onde a corda vai esticar, uma hora ela vai romper, mas até lá o que nós temos que fazer é aprender a lidar com esse manicômio tributário, né? E depois a gente, quando eu digo, eu sempre falo aqui, o governo ele empurra a gente pra informalidade, pra ilegalidade, né? É tão complexo, é tão complicado, é tão insano esse processo, que a gente se vê obrigado a partir pra ilegalidade. Cara, aqui devia ter outro nome, aqui no Brasil devia ser sobrevivência. Ah, e eu tava esquecendo a camiseta de hoje, cara, olha só. Todo poder mama no povo. É autoexplicativa. Bom, eu tenho levado uns caras pra discutir tributarismo ou a reforma tributária e tudo mais lá nos meus eventos, no MLA, por exemplo. Tá interessado? Entra aqui, ó. Entra aqui, ó. Mundocafébrasil.com é o lugar onde você tem que se aproximar pra entender o que tá acontecendo por aí. Eu tenho trazido gente pra tentar explicar o que tá acontecendo aí e no final da explicação sempre vem aquela ideia do Grande manicômio. Grande manicômio. Manicômio Brasil. Cara, é aqui que a gente vive. Tem que cortar um dobrado pra não ficar louco, né? Vem! mundocafébrasil.com. Este cafezinho chega a você com o apoio do cafébrasilpremium.com.br. Conteúdo extra forte para seu crescimento profissional.
