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Bom dia, boa tarde, boa noite. Meu nome é Luciano Pires e este é o seu Cafézinho. Muito bem, mais um cafezinho, começando com o texto que eu vou ler aqui, publicar nas redes sociais, seguido de um comentário. Vamos a ele? Olha, quando eu ouço uma porção de intelectuais que tem um repertório infinito de referências e que parece que viveram uma vida anterior só lendo livros, eu fico aqui agoniado. Eu nunca vou ter condições de alcançar essa turma aí, porque eu tenho menos tempo de vida do que livros pra ler, sabe? E eu acabo me sentindo um verdadeiro mané. E eu tava aqui tentando encontrar uma válvula de escape pra aliviar essa minha angústia diante dessas cabecinhas maravilhosas e acabei fazendo um paralelo. Você já ouviu falar em freestyle futebol? O freestyle é um malabarismo em que os praticantes fazem miséria com uma bola de futebol. Eles são chamados de atletas do asfalto. E estão se recebendo aí, pelo mundo afora, normalmente, um indivíduo sozinho, se apresentando numa praça pública, o povo em volta, olhando aquilo e se maravilhando com aquilo. Agora, cara, pega um cara desse aí, que é maravilhoso, e experimenta colocar pra jogar uma partida de futebol de verdade num time profissional. Bota lá na ponta esquerda, cara. Põe no ataque. E veja o que acontece. Provavelmente não vai acontecer nada que o jogador mediano não faça. Aquela baita habilidade, aquela habilidade fantástica que a gente fica maravilhado de ver, não se aplica num jogo real, cara. Onde a consciência de equipe, a obediência tática, preparação física, visão de jogo, a interação com os companheiros, é que vai fazer o crack, cara. O freestyle. Ele inspira um Neymar da vida a criar jogadas e dribles maravilhosas. Mas é só isso, cara. É inspiração. São fragmentos de genialidade que alguém tem de aplicar no seu dia a dia. Um jogador profissional de futebol toma um molé de um praticante de freestyle, cai sentado de bunda no chão. Mas um craque do freestyle faz pouco ou nada num time profissional de futebol. Então, eu tive uma ideia aqui, ó. Aqueles intelectuais aos quais eu me referi são praticantes de um tal de freestyle intelectual. Quando dominam a bola, cara, é um espetáculo. A gente fica de boca aberta, embasbacado, vendo aquela habilidade retórica, cara. Os caras falam que é uma maravilha. Parece mágica o que eles fazem com palavras. Não dá pra fazer como eles, cara. E se você tentar tirar a bola deles, você vai cair de bunda no chão. Agora... Bota um desses intelectuais aí pra carregar o piano, cara. Bota um deles aí pra assumir um cargo no executivo ou no legislativo. Pra dirigir uma empresa, uma organização qualquer, cara. Pra liderar uma equipe. Sabe o que você vai ver? Você vai ver um sujeito normal, que erra, que toma decisões medíocres, que tem limitações, angustiado porque toda aquela habilidade retórica que ele tem e que dá um show, tem muito pouca aplicação no campo onde se joga o jogo de verdade, o jogo real. Mas, mesmo assim, eles são lindos de ouvir e lindos de ler. Conclusão, você aí tem o seu valor, viu cara? As coisas que os malabaristas do freestyle intelectual nunca fariam, você faz. E eu descobri que é isso que acalma a minha angústia, cara. Compartilhe, faça um comentário, ajude ali a nossa plaquinha de papel a virar uma plaquinha de verdade. Tá subindo, cara. Tá subindo, dois por mês. Mais uma hora a gente chegar lá, né? Então, cara, a ideia dessa camiseta aqui é exatamente isso, né? Cara, tem gente que faz um barulho que é iluminado, que é maravilhoso de ver e de ouvir, mas a hora que você cutuca, cara, vamos fazer acontecer, não sai nada dali, né? porque é só malabarismo. Tem uma tremenda diferença entre você fazer citações e fazer acontecer. O freestyle intelectual vive de referências. Sempre tem um autor na ponta da língua pra citar, tem uma teoria pra puxar, tem uma nota de rodapé que deixa a gente deslumbrado. Na hora de transformar todo esse conhecimento em processo, em decisão, em resultado, a engrenagem emperra. A vida real não vive de bibliografia não, ela cobra é entrega, cobra você lá na frente, tomando porrada, calo na mão, cicatriz, fazendo acontecer. Olha, o palco, o palco engana muito. Performance não é competência, nunca foi. Do mesmo jeito que tem o freestyle com a bola, o brilho da apresentação cria uma ilusão de grandeza, cara. O público olha pra aquilo e fala, meu Deus do céu, que gênio, cara. Mas performance é uma coisa. Jogar o jogo é outra coisa. Na vida profissional, cara, quem entrega não é o artista do truque, não. É o sujeito que faz o simples, mas faz bem feito. todos os dias, mesmo que não tenha ninguém pra aplaudir. Entendeu a diferença? Que é duro encontrar gente assim, cara. Cada vez mais difícil, especialmente com o palco da internet aí, né? A especialidade de cada um é sedutora, cara, mas a realidade precisa de amplitude. Freestylers intelectuais são espetaculares na própria bolha. Eles dominam o tema A, a teoria B, o filósofo C, mas na hora de navegar pela ambiguidade, pelo conflito, pela responsabilidade, pelo ego, pelo orçamento, por prazos, por pessoas, eles travam. O mundo real, cara, precisa de generalistas robustos, nexialistas, e não de virtuoses. Sabe aquele pessoal que sozinho faz acontecer, mas na hora do vamos ver, pisa na batata, né? Por outro lado, é mais fácil brilhar sozinho do que funcionar em conjunto. O freestyle é um espetáculo individual. Tem tudo controlado, tudo é previsível. Mas a vida real é coletiva. Ela é imprevisível. Ela é confusa. Tem de lidar com gente, cara. E você tem que convir, né? Lidar com gente é o pior campeonato que existe. É a coisa mais difícil que existe. E muitos intelectuais geniais falham exatamente aí. Eles são incapazes de jogar o jogo com os outros. São muito bons no seu freestyle individual, mas na hora de praticar em equipe, eles são muito ruins. Por isso eu fiquei em paz e eu quero que você fique em paz também. Continue vendo, é muito bonito assistir a turma do freestyle. Tem uns webcomunistas aí que são fabulosos, o cara abre a boca e você fala, meu Deus do céu, a quantidade de livro que esse cara cita, que esse cara leu, isso é fabuloso, mas é só aquilo. É só aquilo. É retórica, bonita de ver, baita show. Terminado o show, vamos voltar pra vida real. Aqui é onde as coisas acontecem, tem que ter entrega, cara. Por isso, presta muita atenção em tambores que fazem barulho, cara. Normalmente eles são vazios por dentro. Você tem que procurar um tambor que faz barulho, mas que tem algo aqui dentro, que tem conteúdo aqui dentro. Essa é a minha luta há mais de 30 anos, cara. E não é fácil, não, viu? Bom, gostou? Quer mais? De onde vem esse conteúdo aqui? Tem muito mais. Entre aqui ó, mundocafébrasil.com, é nesse lugar que nós estamos fazendo acontecer, reunindo pessoas, e é aqui que eu criei o meu MLA, Master Life Administration, que é um... não é treinamento, não é curso, não é só reunião, é juntar um grupo de pessoas conscientes que estão interessadas em crescer juntas e que participam de eventos online e eventos presenciais ao longo do ano e que tem experiências maravilhosas ali de uma troca, cara. Você vai abandonar, vai perder a tua solidão intelectual, a tua solidão empresarial, porque ali estão as pessoas que querem fazer acontecer. Quer saber mais? MundoCaféBrasil.com. Vem aqui. Tem um pouquinho de freestyle, sim, mas nós estamos interessados em fazer acontecer. Este cafezinho chega a você com o apoio do CaféBrasilPremium.com.br. Conteúdo extra forte para seu crescimento profissional.
