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É o momento da gente entender o que tá acontecendo com esses criadores. Bom, eu bato nessa tecla há muito, muito tempo, né? A turma do... o cara topa qualquer parada, publica qualquer porcaria, desde que receba atenção, né? Deu nisso que nós estamos vendo aí, cara. Lixo que não acaba mais, porcarias sendo publicadas, ganhando relevância, ganhando dinheiro, né? E quando você vai ver, não tem nada ali, né? Bom dia, boa tarde, boa noite. Meu nome é Luciano Pires e este é o seu Cafezinho. Muito bem, mais um cafezinho. Começa com o texto que eu vou publicar nas redes sociais, seguido de um comentário patrocinado pela Terra. Dá uma olhada. Se você é produtor rural, pense comigo. Negócio que não mede, não controla e não compara não é negócio, é tentativa. A Terra Desenvolvimento Agropecuário entra justamente aí, ajudando você a transformar a fazenda num sistema gerenciável. Com um diagnóstico de desempenho, controles claros e planejamento estratégico, você passa a saber onde está ganhando, onde está perdendo e o que precisa ser ajustado para aumentar a margem. O benefício é simples. Decisões melhores, menos risco, mais previsibilidade e mais lucro ao longo do tempo. Terra Desenvolvimento Agropecuário. Gestão profissional para quem trata a fazenda como empresa. Acesse terradesenvolvimento.com.br. viveu sob um mito que é muito confortável, né? Na internet, tudo passa. Se algo desse errado, bastava apagar o post, mudar de perfil, criar um outro canal e seguir em frente, cara. Era muito fácil, né? A reputação virou uma coisa descartável. A responsabilidade era opcional. O alcance era o único critério. É meio que uma terra de ninguém, né? Só que dois movimentos muito recentes Mostram que esse ciclo começou a se inverter e a coisa ficou perigosa. Na China, a montadora conhecida por seus carros elétricos a BYD, Venceu um processo contra influenciadores que andaram falando mal da empresa, que divulgaram informações consideradas falsas sobre a marca. E a montadora botou um processo em cima dos caras e vai receber alguma coisa em torno de 1,6 milhões de reais como indenização. E não foi só uma disputa de imagem, isso aí foi um recado, um recado institucional. Conteúdo também é um ato. Publicar também gera consequências. deixou de ser um território sem lei. Quase ao mesmo tempo, aqui no Brasil, uma nova lei que regulamenta essa profissão que a gente passou a conhecer como influenciadores, multimídia, passou a reconhecer oficialmente quem cria, quem edita e quem publica conteúdo digital. Olhando assim à primeira vista, parece só uma formalidade, uma bobagem, mas no fundo trata-se de algo muito maior. É o reconhecimento de que a produção de conteúdo não é improviso, nunca foi improviso, é um trabalho, é uma função social, é responsabilidade pública. Quando essas duas notícias se encontram, aparece um novo cenário e preocupante. Para marcas e agências não basta mais comprar o alcance e ir atrás do influenciador, mas é preciso gerir a reputação de uma forma muito ativa, avaliar riscos, escolher parceiros não apenas pelo engajamento, não engajamento, mas pela coerência entre discurso, histórico e valores. O influenciador deixa de ser uma vitrine e passa a ser uma extensão da marca. Cara, isso exige muita responsabilidade. Para os criadores, o recado também é claro, cara. Autoridade não se constrói com views, mas com credibilidade. Quem dá opinião sem apuração não é um cara corajoso, é negligente. Provocação sem critério não é ousadia, cara. É só barulho, é só ruído. A gente tá entrando numa fase em que aquele eu faço porque dá engajamento, perdeu espaço. Eu sustento porque é verdade. E se não doer na moral, vai doer no bolso. A B.U.I.D. tá provando. Olha, é uma fase em que o conteúdo deixa de ser só performance, passa a ser também responsabilidade, finalmente. E talvez essa seja a grande virada. Não é mais sobre quem fala mais alto, mas é sobre quem consegue sustentar o que diz. Você acha pouco? Vem cá, você acha que esse é o começo de um mercado mais maduro ou só uma situação de mercado mais controlado? Esse é o momento em que você precisa dar a sua parada, entrar aqui embaixo, deixar o seu ok, gostei, botar o comentário, interagir com o post, ajudar a gente a crescer, né? E dá uma olhada na minha camiseta aqui ó, John Lennon. Não odeie o que você não compreende. Quem comprou essa camiseta, comprou. Quem não comprou, não compra mais. Eu recebi uma ordem pra tirar da loja tudo que tivesse dizendo respeito a Beatles. Tudo que fosse feito pelos Beatles, eu não posso publicar mais por direito de imagem. Nem a frase dita pelo John Lennon eu posso mais publicar na loja. Então essa camiseta aqui já saiu de produção, tá? Mas o texto é interessante. Não odeie aquilo que você não compreende, cara. É o momento da gente entender O que que tá acontecendo com esses criadores? Bom, eu bato nessa tecla há muito, muito tempo. A turma do topo qualquer parada, publica qualquer porcaria, desde que receba atenção. Deu nisso que nós estamos vendo aí, cara. Lixo que não acaba mais, porcarias sendo publicadas, ganhando relevância, ganhando dinheiro. E quando você vai ver, não tem nada ali. Acontece que eu tenho visto um monte de criadores, especialmente de fora do Brasil, que começam a falar sobre um cansaço meio diferente aí. Que não é exaustão física, não é um cansaço físico. É uma fadiga de conteúdo vazio, que não leva pra lugar nenhum. Chegou, cara. Parece que a gente tá de saco cheio de gente que fala muito e que entrega pouco. Do blá blá blá. Gente que desperdiça o tempo dos outros. Claro, tempo virou artigo de luxo. Desperdiçar tempo começou a soar como um desrespeito, especialmente porque eu trato como tempo de vida. Durante anos, a gente foi treinado a confundir barulho com relevância. Quem aparecia mais, parecia mais importante. Vende quem aparece, não vende quem tem conteúdo. Quem gritava mais, vencia. E o espetáculo funcionou, enquanto a realidade vinha sendo amortecida por coisas como crédito fácil, distração constante, promessas vendidas em parcelas suaves. Naquele carnê bem gostosinho. Mas todo dia a gente acorda com boletos na mão. Tem inflação, tem insegurança. instabilidade, trabalho precário, ansiedade. Não dá mais pra brincar de influenciar quando as pessoas tão tentando entender como é que elas fazem pra atravessar vivas o mês, cara. A carreira, a própria vida, ficou muito complicado, cara. Muito demandante. E aí, o espetáculo pelo espetáculo começou a cansar. Aquela vida perfeita, o vídeo impecável, aquele olha pra mim, olha pra mim, eterno. Já não seduzem como fazia antes. E não é porque sejam feios, cara. Mas porque não ajudam, não orientam, não organizam, não devolvem sentido. Olha cara, quando a vida da gente aperta, o senso de utilidade é que vira o critério. Se olha pra aquela coisa e se pergunta, vale a pena gastar dinheiro, tempo, energia com isso? Eu sempre insisti numa coisa que é muito pouco sexy, no tal do fitness intelectual. ler, comparar, contextualizar, pensar antes de decidir, julgamento e tomada de decisão. Enquanto o mundo corria atrás da próxima moda, eu fiquei aqui defendendo musculação mental no país do Mujaro. E hoje, quando eu ouço que alguém dizendo assim, conteúdo educacional virou conforto, eu tenho que dar uma risada. Isso não é novidade não, é consequência. É o pêndulo voltando. Eu cantei essa bola lá no Brasileiros Pocotó em 2003. Talvez o público esteja amadurecendo. E adultos, cara, adultos de verdade não querem ser encantados. Eles querem ser orientados. Talvez o tempo daquele barulho, daquela barulheira sem consequência, esteja dando lugar pra um tempo de fazer sentido, cara. E talvez quem sempre apostou em densidade, mesmo que fora do holofote, publicando coisas legais e com nenhum engajamento, esteja finalmente falando a língua do momento. E não é porque ficou melhor, não. É porque o mundo ficou mais duro e agora ele exige conteúdo que presta. Nem que seja na porrada, como a B.U.I.D. processando e o Estado controlando. É uma pena que seja assim. O preço disso é muito caro. O preço disso é a liberdade. Não sei se isso te incomoda. incomoda brutalmente, porque não precisaria ser assim se a gente tivesse evoluído com o tempo, se tudo aquilo que a gente vem pregando há muito tempo tivesse evoluído, se a gente tivesse construindo uma audiência que demanda mais, uma audiência que não abre mão da qualidade, mas não é assim, a audiência que foi construída e que foi piorada com a chegada das redes sociais e dos tais robôs que tudo vem, os algoritmos, transformou o mundo Cara, a irrelevância é que aparece, né? Você tem que ainda fazer besteira, falar bobagem. Cara, entra no Spotify e tenta ouvir as 10 mais do Spotify. Cara, derrama os cabelos. É muito ruim, é porcaria, é podre, cara. Por que isso acontece? Porque a gente não conseguiu construir uma audiência madura o suficiente, né? Nós vivemos numa bolha, cara. Quem tá aqui assistindo esse vídeo aqui, que provavelmente, se fizer muito sucesso, vai ter 300 views, 400 views, é alguém que tá numa bolha. Tá preocupado com coisas que tão muito além dessa bobageada toda que ainda aparece por aí. Mas eu tô feliz porque eu tenho visto mais gente falar a respeito, sabe? Ô, meu, chega de coisa que não leva a lugar nenhum. Chega de coisa que é só barulho. Chega desses influencers que não têm absolutamente nada pra entregar. Nada pra entregar, a não ser situações grotescas, né? Eu quero algo que me faça crescer. Eu quero algo que quando eu termino, eu saio melhor do que eu entrei. Como eu espero que aconteça com você quando terminar de ver esse vídeo aqui. Terminei de ver e saí daqui no mínimo com umas minhoquinhas na cabeça que vão me levar a buscar alguma coisa. Talvez selecionar melhor quem é que merece o meu tempo de vida. Vem pra cá. MundoCaféBrasil.com é o lugar que eu construí e aqui estão as soluções e recursos que eu tô disponibilizando pra quem quer fazer com que o tempo valha a pena, sabe? Quem entra aqui tromba com conteúdo que é sempre nutritivo, é sempre muito bem escolhido, não tem bobageada, não tem porcariado, o que tem aqui é um esforço muito grande para fazer você praticar o fitness intelectual, pensar, ampliar seu repertório, melhorar a capacidade de julgamento e tomada de decisão, que é o que vai fazer a diferença. Entra aqui, mundocafébrasil.com. Vamos junto! Esse cafezinho chega a você com o apoio de Terra Desenvolvimento Agropecuário. Gestão profissional para quem trata a fazenda como empresa.
Neste episódio, Luciano Pires discute a maturidade da internet e a necessidade de evolução tanto do mercado quanto dos criadores de conteúdo digital. Ele aborda a transição de um ambiente dominado pelo “barulho” e busca por engajamento a qualquer custo, para um cenário onde responsabilidade, credibilidade e utilidade se tornam critérios fundamentais para quem produz e consome informações.
“A turma do topo qualquer parada, publica qualquer porcaria, desde que receba atenção, né? Deu nisso que nós estamos vendo aí, cara. Lixo que não acaba mais, porcarias sendo publicadas, ganhando relevância, ganhando dinheiro, né? E quando você vai ver, não tem nada ali.”
— Luciano Pires [00:05]
“Conteúdo também é um ato. Publicar também gera consequências. Deixou de ser um território sem lei.”
— Luciano Pires [02:28]
“Autoridade não se constrói com views, mas com credibilidade. Quem dá opinião sem apuração não é um cara corajoso, é negligente. Provocação sem critério não é ousadia, cara, é só barulho.”
— Luciano Pires [03:20]
“Claro, tempo virou artigo de luxo. Desperdiçar tempo começou a soar como um desrespeito, especialmente porque eu trato como tempo de vida.”
— Luciano Pires [05:45]
“O preço disso é a liberdade. Não sei se isso te incomoda. Incomoda brutalmente, porque não precisaria ser assim se a gente tivesse evoluído com o tempo.”
— Luciano Pires [08:00]
Sobre reputação digital:
“A reputação virou uma coisa descartável. A responsabilidade era opcional. O alcance era o único critério.”
— Luciano Pires [01:45]
Sobre “ser adulto” nas escolhas:
“Adultos de verdade não querem ser encantados. Eles querem ser orientados.”
— Luciano Pires [06:55]
Sobre orientação e valor do tempo:
“Eu quero algo que me faça crescer. Eu quero algo que quando eu termino, eu saio melhor do que eu entrei.”
— Luciano Pires [10:07]
O episódio é um convite à reflexão sobre a transformação do ambiente digital: da busca por audiência a qualquer preço para o reconhecimento da internet como espaço que exige responsabilidade e consistência. Luciano Pires ressalta que a maturidade digital ainda está em curso, mas destaca sinais de evolução e a necessidade de todos — criadores, marcas e consumidores — assumirem papéis mais críticos e ativos.