Loading summary
A
e por um acaso que na verdade nunca é acaso né Em 2023, uma professora nos escreveu dizendo que estava usando isso em sala de aula e a gente então olhou para aquilo, foi lá, participou de uma reunião na escola, viu a coisa acontecendo, viu a garotada enlouquecida com o uso do podcast em sala de aula e partiu para um projeto extremamente ambicioso chamado Café com Leite na Escola, que está totalmente calcado nessa coisa de tirar a criançada da tirania da tela e trazer a criançada de volta para o mundo da imaginação. Bom dia, boa tarde, boa noite, meu nome é Luciano Pires e este é o seu Cafezinho. Durante anos, professores disputaram atenção com um objeto que cabia no bolso do aluno. Uma máquina projetada para vencer qualquer concorrência. Cada notificação, cada vídeo curto, cada deslizar de dedo era uma pequena armadilha neurológica, totalmente calibrada para capturar e reter a atenção. A sala de aula, com seu ritmo humano, simplesmente não tinha como competir. Mas isso mudou. Bem-vindo a mais um cafezinho que começa com o patrocínio da Terra. Se você é produtor rural, pense comigo. Negócio que não mede, não controla e não compara não é negócio, é tentativa. A Terra Desenvolvimento Agropecuário entra justamente aí, ajudando você a transformar a fazenda num sistema gerenciado. Com um diagnóstico de desempenho, controles claros e planejamento estratégico, você passa a saber onde está ganhando, onde está perdendo e o que precisa ser ajustado para aumentar a margem. O benefício é simples. Decisões melhores, menos risco, mais previsibilidade e mais lucro ao longo do tempo. Terra Desenvolvimento Agropecuário. Gestão profissional para quem trata a fazenda como empresa. Acesse terradesenvolvimento.com.br Há um ano, a Lei 15.100 chegou para retirar o celular de cena, proibindo o uso em sala de aula. Os resultados iniciais pareceram animadores, cara. Mais atenção, mais cadernos abertos, mais olhos voltados ao professor. Então, aquilo que parecia perdido começou a reaparecer. Mas, cara, é batata. Quando o ruído desaparece, a gente começa a ouvir outras coisas, não é? O tédio, por exemplo. Tédio. Numa pesquisa, quase metade dos alunos disse sentir tédio. Sem isso, eu tenho tédio. Cara, isso não é um detalhe trivial, não. É um sintoma. Durante anos, aquelas pequenas mentes foram moldadas por ambientes de resposta instantânea, onde cada gesto gera uma consequência imediata. O cérebro aprendeu a esperar interação constante. Aprendeu que o mundo responde. Mas a escola ainda é analógica. Ela continua operando do jeitinho que operava antes desse condicionamento existir. É do jeito que eu fiz lá atrás também. E aqui está um ponto central, cara. O celular não era apenas uma distração. Ele era um ambiente interativo, responsivo, participativo. Não é a tela em si, não. É o ambiente criado por ela. Quando a gente removeu o celular, ficou claro o tamanho da transformação. que já tinha acontecido na garotada. E aí vem uma constatação que é até brutal. A atenção pode até ser recuperada por imposição, mas o engajamento não. O engajamento nasce muito mais do significado do que dos estímulos. O cérebro humano não foi projetado pra ser apenas um receptor, cara, quieto de boca aberta. Ele foi projetado pra agir, pra testar, pra interferir, pra participar. É assim que ele aprende, é assim que ele se desenvolve. Quando essa participação desaparece, a mente permanece presente. Ela tá ali, cara, fisicamente ela tá ali, mas funcionalmente ela começa devagar. E é possível ter uma sala cheia de alunos atentos e, ainda assim, não presentes no ali e no agora. O verdadeiro desafio, então, nunca foi banir o celular. Foi reconstruir um ambiente de aprendizagem para fazer o aluno voltar a ser parte do processo. E não ser apenas um espectador. Tem uma diferença brutal, muito grande, entre controlar a atenção e conquistar a mente. Controlar é fácil, cara. É só remover o estímulo concorrente. Tira fora, proíbe, cara. Mas conquistar exige algo que é muito mais raro. É fazer com que o aluno queira estar ali. E esse é o ponto em que a gente está agora. O celular saiu, cara. O silêncio voltou. E a pergunta que fica, cara, é muito desconfortável. O que é que a gente vai fazer com essa tensão que a gente acabou de recuperar, hein? Bom, eu tenho uma ideia. Olha, se tiver no YouTube, agora é hora de entrar aqui embaixo, dá o like, gostei, curti, compartilha, faça um comentário aqui, ajuda a gente a fazer esse canal aqui crescer, né? Bom, não é à toa que eu tô com essa camiseta do café com leite, porque exatamente pensando nessa questão da tirania das telas, do monte de pais e professores preocupados com a garotada completamente capturada pelas telas e sem o estímulo pra voltar a imaginar, voltar a pensar, A gente lá atrás se debateu bastante e criou o Café com Leite, né? E o Café com Leite acabou fazendo um grande sucesso lá porque a gente bateu muito numa tecla que pouca gente entendeu no começo, né? Quando a gente falava, olha... Criamos um podcast voltado para crianças, a turma vinha, uuuh, qual é o canal do Youtube? Não cara, não tem o Youtube. Como não? Não tem vídeo. Como que não tem vídeo? Todo mundo quer ver vídeo. Não, o nosso podcast não vai ter vídeo. Por quê? Porque ele é feito para brincar, ou para estimular a imaginação da garotada. Se você bota um vídeo na frente da garotada, o cara fica completamente... pegam naquilo. Eu olho para aquele vídeo e ele me limita. O vídeo que parece uma coisa muito legal, cheio de cores, ele me limita a imaginação completamente. Quando eu mostro um vídeo de um lobisomem, eu estou mostrando um lobisomem. É o lobisomem que o diretor criou. Quando eu conto uma história de um lobisomem para 40 crianças, tem 40 lobisomens na sala de aula. A criança é obrigada a imaginar, ela não está vendo algo desenhado, ela está imaginando algo e esse estímulo da imaginação é o que a gente resolveu brigar quando partiu para o café com leite. E por um acaso, que na verdade nunca é acaso, Em 2023, uma professora nos escreveu dizendo que estava ousando em sala de aula e a gente então olhou para aquilo, foi lá, participou de uma reunião na escola, viu a coisa acontecendo, viu a garotada enlouquecida com o uso do podcast em sala de aula e partiu para um projeto extremamente ambicioso chamado Café com Leite na Escola, que está totalmente calcado nessa coisa de tirar a criançada da tirania da tela e trazer a criançada de volta para o mundo da imaginação. E a gente foi para as escolas e começou a conversar com eles. Falei, cara, eu estou propondo a você um projeto aqui, você usar o podcast em sala de aula. A gente não foi lá para vender material escolar, foi lá para propor um processo. Nós vamos dar um processo em que a professora traz um episódio, faz a garotada ouvir o episódio, conversa sobre o episódio e assim você tem a chance de tratar de temas sensacionais, que são aqueles que a gente trata no Café com Leite na escola. Bom, no contato com as escolas, a coisa evoluiu, cara. Evoluiu e chegou num ponto em que eu vou apresentar a você pela primeira vez. Dá uma olhada nisso aqui, ó. Tem cinco cadernos aqui, ó. Cinco cadernos, né? Um pra cada ano. Do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental, que pega a criançada de seis até dez anos de idade. E esse caderno aqui foi extremamente trabalhado e pensado e produzido pra ser o auxílio que o professor vai ter em sala de aula. Então, o professor recebe um manual do professor, ali tem a dica de qual é o podcast que o professor vai usar. O professor, então, convida a garotada a escutar o podcast e usa o equipamento de som na sala de aula. Então, de repente, você tem ali 30, 40 crianças ouvindo atentamente o podcast, que dura 5, 6, 7, 8, 10 minutos, onde Bárbara e Babica vão tratar de um tema importante para a sociedade. Terminado de ouvir, o professor propõe um bate-papo sobre o que a criançada entendeu, como é que viu, e aí vem a mágica. A criançada vai até o seu caderno, abre o caderno na página do episódio que a criança acabou de ouvir, tá aqui a página do episódio, tem um QR code aqui embaixo que você vai fotografar, você vai até o episódio, e aí a criança começa a folhear e a realizar uma série de exercícios que tem a ver com aprender matemática, aprender português, aprender cognição. Cada exercício desse aqui tem uma função e todos eles são criados a partir do episódio que a criança acabou de ouvir. Terminado isso aqui, na semana seguinte tem outra aula, outro episódio e assim vão 16 episódios ao longo do ano que propõe um debate sensacional, mas legal. A criança tem o caderno, leva pra casa, conversa com o pai e com a mãe, conta que ouviu uma coisa legal na escola e de repente o pai pega e aponta o seu celular pro QR Code aqui e tem como ouvir em casa o mesmo episódio do podcast que a criança ouviu e a gente assim consegue usar a tecnologia pra combater o mal da tecnologia. Nós estamos usando o lado bom da tecnologia. A gente tá usando o mesmo celular, só que dessa vez, estimulando pra que a turma use pra ouvir um podcast e apoiando esse celular com material que é aquilo que a gente sempre fez na vida lá. Aliás, não à toa, as capas foram criadas pensando no caminho suave, né? E no verso de todos os episódios tem o hino nacional. que era exatamente o que eu tinha quando eu era criança, cara. Era o Caminho Suave, a cartilha Caminho Suave e o Hino Nacional no final. Nós estamos trazendo isso tudo de volta e fazendo um mix sensacional. Todas as capas. Você vê aqui a criançada numa fazenda andando de bicicleta, aqui a criançada olhando o céu num ambiente multiestrelado. Aqui, a criançada subindo, escalando uma montanha. Aqui, uma caminhada no bosque. E no primeiro, duas crianças olhando o mundo e com o céu estrelado lá atrás. Todas as capas remetem a ambientes fora das telas. E o mais interessante, o podcast é apresentado pela Bárbara e pela Babica. E a Babica é um avatar. que mora dentro do celular. É a tecnologia sendo utilizada para trazer para as crianças a atenção, para trazer de volta aquilo que elas amaram e que de certa forma se perde quando você proíbe o celular. A gente não quer proibir, cara. A gente quer utilizar ele como um canal e nós estamos usando, trazendo podcast aqui dentro, fazendo com que a babica tenha vida aqui dentro e com isso, cara, fazendo acontecer e mudando o jeito de você ensinar. Cara, isso aqui é muito louco. Tá nascendo agora o nosso MVP, o nosso teste, o nosso piloto. Tá acontecendo nesses dias aqui. A gente tá extremamente Excitado com o que está acontecendo, com a recepção, com a forma como as coisas estão acontecendo e promete ser um projeto que vai crescer muito. Muitos de vocês que estão me vendo aqui ajudaram a gente a fazer, participaram das vaquinhas em que a gente propôs essa ideia aqui e agora a ideia começa a virar realidade. Os livros estão na mão, já estão na escola, começaram a ser distribuídos. Em breve, nós vamos ter isso aqui lutando a nosso favor. Em vez de tornar um aparelho hipnótico que prende a garotada aqui, navegando por mundos que eu não sei quais são, vai nos ajudar a estimular pensamento crítico, a estimular comunicação eficaz, a criar o caráter, a desenvolver criatividade e assim vai. Cara, quer conhecer mais? Entra aqui, ó. Aqui ó, podcastcafecomleite.com.br podcastcafecomleite.com.br é o nosso site, você clica nele, ele vai ter um lugar ali que você pode conhecer de perto esse projeto aqui e quem sabe levar para a sua escola. Vamos lá? Arrebentar, cara, vamos! Esse cafezinho chega a você com apoio de Terra Desenvolvimento Agropecuário, gestão profissional para quem trata a fazenda como empresa.
Podcast: Cafezinho
Host: Luciano Pires
Data: 20 de fevereiro de 2026
Duração Média: 2min30s
Tema Central: O impacto da retirada dos celulares das salas de aula, o desafio do tédio e a reconstrução do engajamento dos alunos por meio da imaginação – com destaque ao projeto Café com Leite na Escola.
Neste episódio, Luciano Pires reflete sobre as mudanças provocadas pela retirada dos celulares das salas de aula e o silêncio resultante dessa ausência. Ele discute o surgimento do tédio entre os alunos, a necessidade de reconstruir ambientes educacionais mais engajadores e apresenta o projeto inovador “Café com Leite na Escola”, pensado para estimular o imaginário infantil sem a tirania das telas.
Quote:
“Cada notificação, cada vídeo curto, cada deslizar de dedo era uma pequena armadilha neurológica, totalmente calibrada para capturar e reter a atenção.”
— Luciano Pires (01:26)
Quote:
“Quando o ruído desaparece, a gente começa a ouvir outras coisas... O tédio, por exemplo.”
— Luciano Pires (02:36)
Quote:
“A atenção pode até ser recuperada por imposição, mas o engajamento não. O engajamento nasce muito mais do significado do que dos estímulos.”
— Luciano Pires (04:00)
Quote:
“Quando eu conto uma história de um lobisomem para 40 crianças, tem 40 lobisomens na sala de aula. A criança é obrigada a imaginar.”
— Luciano Pires (08:29)
O projeto evoluiu a partir de feedback real das escolas.
Estrutura do projeto:
O mascotinho Babica é um avatar “que mora dentro do celular”: mostra como a tecnologia pode ser usada de forma construtiva para mediar a volta à imaginação.
Quote:
“A gente não quer proibir, cara. A gente quer utilizar ele [o celular] como um canal…”
— Luciano Pires (12:46)
“A pergunta que fica, cara, é muito desconfortável. O que é que a gente vai fazer com essa atenção que a gente acabou de recuperar, hein?” (05:13)
“O vídeo... me limita a imaginação completamente.” (08:06)
“A criança tem o caderno, leva pra casa... o pai pega e aponta seu celular pro QR Code aqui e pode ouvir em casa o mesmo episódio do podcast.” (11:36)
| Minuto | Tema | |------------|-------------------------------------------------------| | 01:07 | Celular e disputa de atenção nas escolas | | 01:55 | Efeitos da proibição dos celulares (+ Lei 15.100) | | 02:36 | O “silêncio” e o tédio pós-celular | | 04:00 | Atenção imposta x Engajamento verdadeiro | | 06:24 | Origem do Café com Leite na Escola | | 08:06 | Debates sobre vídeo x imaginação | | 10:00 | Estrutura detalhada do projeto e material didático | | 11:36 | Integração família-escola via QR Code e Podcast | | 12:46 | Uso inteligente do celular: aliado, não vilão |
O episódio propõe uma profunda reflexão sobre o papel das telas na educação e do que se perde (e se pode ganhar) ao restaurar o silêncio e a imaginação. Luciano mostra que o verdadeiro desafio não é só tirar o celular, mas reconstruir o ambiente escolar e o próprio processo de aprendizado. O projeto Café com Leite na Escola surge como um experimento inovador – uma resposta à “tirania das telas” –, trazendo criatividade, imaginação e família de volta ao centro da aprendizagem.