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Por que aquilo nunca daria certo? Bom, os argumentos eram vários. Eles diziam que era impossível, que era desperdício de dinheiro, que o Elon Musk não passava de um vendedor de ilusões, um grande enganador. Afinal, foguetes nunca deram ré. Bom dia, boa tarde, boa noite. Meu nome é Luciano Pires e este é o seu Cafezinho. Durante anos, o mundo assistiu a um espetáculo muito curioso. Não era um show de sucesso, cara. Era um show de fracassos. Em algum lugar da costa norte-americana, um foguete com dezenas de metros de altura subia aos céus carregando milhões de dólares em tecnologia, combustível e, principalmente, esperança. Um maluco chamado Elon Musk havia botado na cabeça que pousaria aquele foguete de ré. Durante alguns minutos, tudo parecia funcionar, e então vinha uma explosão. Às vezes era uma bola de fogo gigantesca, às vezes o foguete tombava quando tocava no solo. Em outras ocasiões, ele parecia prestes a conseguir e ficava pairando no ar por alguns segundos que parecia uma eternidade. até que ele perdia o controle e se transformava em outra bola de fogo, em destroços fumegantes, diante das câmeras para o mundo inteiro. Bom, aquela transmissão terminava e começava o outro espetáculo, dessa vez era o dos comentaristas. Nas redes sociais, nos jornais, nos programas de televisão, surgiam os especialistas de ocasião. Alguns estavam lá zombando, outros ironizando. Muitos explicavam, com a segurança de quem nunca, mas nunca tinha construído absolutamente nada parecido, porque aquilo nunca daria certo. Os argumentos eram vários. Eles diziam que era impossível, que era desperdício de dinheiro, que o Elon Musk não passava de um vendedor de ilusões, um grande enganador. Afinal, foguetes nunca deram ré. E até tinha uma certa lógica nessa conclusão. Afinal de contas, desde que começou a corrida espacial, lá no final dos anos 50, os foguetes eram descartáveis. Cumpriam a sua missão. e se destruíam no processo. Era assim que sempre havia sido e era assim que os especialistas diziam que continuaria sendo. Era só o que eles conheciam, né? Mas tinha um detalhe, cara. Enquanto os comentaristas escreviam textos explicando por que aquilo não funcionaria, críticos colecionavam curtidas e piadas se espalhavam pela internet. Sabe o que acontecia do outro lado, cara? Os engenheiros voltavam pra prancheta. Alguém passava noites e noites revisando os cálculos, observando o que aconteceu. Equipes inteiras estavam analisando cada segundo de cada explosão para descobrir o que tinha de ser corrigido. Estavam aprendendo com os erros. E um dia aconteceu. Em dezembro de 2015, um foguete Falcon 9 voltou do espaço, reduziu a velocidade, ficou alinhado verticalmente e pousou suavemente em cima de uma plataforma de lançamento. De pé, inteirinho. Como se desafiasse tudo o que até então parecia muito óbvio. Cara, aquela imagem correu o planeta. Não era simplesmente um foguete que tinha pousado. Era uma ideia. A ideia de que o impossível costuma parecer impossível até o instante em que alguém faz acontecer. Antes de prosseguir, continua com a gente aqui. Esse vídeo só está aqui porque a terra, desenvolvimento agropecuário, é o nosso apoiador. Se você é produtor rural, pense comigo. Negócio que não mede, não controla e não compara não é negócio, é tentativa. A Terra Desenvolvimento Agropecuário entra justamente aí, ajudando você a transformar a fazenda num sistema gerenciável. Com um diagnóstico de desempenho, controles claros e planejamento estratégico, você passa a saber onde está ganhando, onde está perdendo e o que precisa ser ajustado para aumentar a margem. O benefício é simples. Decisões melhores, menos risco, mais previsibilidade e mais lucro ao longo do tempo. Terra Desenvolvimento Agropecuário, gestão profissional para quem trata a fazenda como empresa. Acesse terradesenvolvimento.com.br. Olha, o curioso é que os críticos desapareceram quase na mesma velocidade com que surgiram diante daquele sucesso Ninguém falou nada. Ninguém fez uma coletiva para anunciar que esteve errado o tempo todo. Ninguém escreveu um artigo explicando porque havia subestimado, subestimado o desafio. Subestimado a equipe do Elon Musk. A multidão simplesmente mudou de assunto. Mas eu, cara, eu aqui nunca esqueci daquela sequência de explosões. Porque ela revela uma coisa muito importante sobre a natureza humana. Presta atenção. Existe uma enorme diferença entre quem está tentando resolver um problema e quem está apenas comentando sobre quem tenta resolver esse mesmo problema. Um grupo convive diariamente com o risco do fracasso, de aparecer pra todo mundo errando. O outro convive só com o conforto da sua opinião. E talvez seja por isso que a história do Elon Musk me incomode tanto. É muito fácil Encontrar gente disposta a explicar por que algo não vai funcionar. O difícil é você encontrar quem esteja disposto a colocar a própria reputação, o próprio tempo, o próprio dinheiro e o próprio esforço em jogo para descobrir se aquilo funciona ou não. A gente tá vivendo uma época que nunca foi tão fácil de opinar. Basta um celular, uma conta numa rede social e prontinho. Em poucos segundos, qualquer um pode emitir julgamentos sobre empresas, sobre governo, sobre projetos, sobre artistas, sobre cientistas ou sobre empreendedores. Não importa quem não conheça nada a respeito. Mas tem uma diferença muito grande, enorme, entre participar de uma conversa e participar da construção da realidade, entre fazer e comentar. E é exatamente sobre isso que eu falo no Café Brasil, que foi ao ar essa semana aqui, o 1034. Chama-se Você Comenta ou Constrói? Ele fala da distância que existe entre quem comenta o jogo e quem entra em campo para jogar. Você encontra no portal Café Brasil, no Spotify, no Apple Podcasts, em todos os agregadores. Vale a pena ouvir, cara. Assinantes tem uma versão bem completa. Não assinantes, tem uma versão um pouco mais enxuta, mas vale a pena ouvir. Afinal de contas, você comenta Ou você faz, hein? Por isso que a camiseta de hoje é do Elon Musk, tá aqui. Já usei algumas vezes, nunca canso de usar. Parta do princípio que você está errado, seu objetivo é estar menos errado. Elon Musk. Já pensou a respeito? Entra aqui ó, MundoCaféBrasil.com. É o lugar onde eu trago conceitos, histórias, pensamentos para transformar aquela turminha que só comenta na turminha que faz acontecer, sabe? E tem um pessoal aqui muito disposto a fazer acontecer. MundoCaféBrasil.com. Vem, vamos construir. Esse cafezinho chega a você com o apoio de Terra Desenvolvimento Agropecuário. Gestão profissional para quem trata a fazenda como empresa.
Host: Luciano Pires
Date: June 19, 2026
Neste breve porém impactante episódio do Cafezinho, Luciano Pires reflete sobre a diferença fundamental entre comentar e construir, usando como exemplo os inúmeros fracassos iniciais da SpaceX e de seu fundador, Elon Musk, até o icônico pouso vertical do Falcon 9. O episódio aborda a crítica fácil, o medo do fracasso e a coragem para agir – temas universais aplicáveis a qualquer âmbito da vida. Luciano provoca o ouvinte: você é dos que opinam à distância ou dos que entram em campo para errar, aprender e construir?
Em menos de dez minutos, Luciano Pires usa o exemplo de Elon Musk para propor uma autocrítica sobre nossa postura diante do fracasso e do sucesso alheio, destacando o valor de tentar, errar e aprender em vez de simplesmente opinar. O episódio é um convite a sair do papel de espectador e entrar no jogo da vida real — mesmo que isso traga fracassos no caminho para o verdadeiro sucesso.
“Afinal de contas, você comenta ou você faz, hein?” — Luciano Pires (05:52)