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Ninguém sabe de porra nenhuma. Eu devia botar aqui embaixo Sócrates, mas eu botei Luciano Pires. Bom dia, boa tarde, boa noite. Meu nome é Luciano Pires e este é o seu Cafézinho. Nesta semana, eu comple... Aliás, completei. Completei 70 anos. 70, cara! Olha, quando a gente chega numa idade dessas, inevitavelmente faz um balanço da vida, né? E uma das coisas que eu descobri, olhando pra trás, repensando tudo, é que as maiores besteiras que eu cometi não aconteceram por falta de informação não. Muito menos por falta de inteligência. Elas aconteceram quando eu tinha certeza absoluta de que eu sabia o que eu estava fazendo, que eu tinha entendido a situação e que eu não precisava ouvir quem discordava de mim. Olha só. Passou o tempo, né, e eu aprendi a desconfiar das minhas próprias certezas, cara. Eu aprendi, por exemplo, a prestar atenção naquela voz inconveniente que aparece de vez em quando. Sabe, que vem aqui, fica na tua orelha assim, perguntando, né? Ô, ô, ô, cara, você tem certeza? Tem certeza? Dureza, cara. Talvez seja por isso, né, que uma cena de cinema que eu revi essa semana, vi na Netflix recentemente, né, tenha me chamado tanta atenção. Não é uma cena de ação, não tem bomba, não tem explosão, não tem efeito especial, não tem nada, é muito simples. Ela acontece dentro de um veículo em Jerusalém. durante o filme Guerra Mundial Z. Tá lá o Brad Pitt conversando com o agente da inteligência e esse agente tá explicando pra ele uma regra muito curiosa. O Brad Pitt perguntou, pô, como é que vocês se prepararam com a antecedência contra os zumbis? E ele falou, olha, aqui se nove analistas examinarem uma situação e chegarem numa mesma conclusão, o décimo analista tem obrigação de defender a hipótese contrária. Porque alguém tem que testar as certezas do grupo, cara. Alguém tem que ser o advogado do diabo. Cara, quando eu assisti aquela cena, eu pensei imediatamente na quantidade de vezes que eu ignorei os sinais porque eles contrariavam aquilo em que eu estava acreditando, cara. Quantas vezes eu mudei de rumo porque alguém teve coragem de chegar pra mim e fazer uma pergunta muito desconfortável. E eu percebi que talvez amadurecer seja justamente aprender a dar espaço para esse décimo homem que está dentro de nós, cara. Tem um dentro de você, né? É aquele sujeito que ele não chega aqui para atrapalhar a vida da gente, não. Ele chega para evitar que a gente se engane. Que seja bem-vindo. E esse vídeo só chega até você porque tem patrocínio de quem, né? Da Terra Desenvolvimento Agropecuário. Se você é produtor rural, pense comigo. Negócio que não mede, não controla e não compara não é negócio, é tentativa. A Terra Desenvolvimento Agropecuário entra justamente aí, ajudando você a transformar a fazenda num sistema gerenciado. 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Por isso eu quero convidar você para ouvir o episódio completo dessa semana aqui do Café Brasil. É o 1035, o décimo homem. Ali a conversa vai muito mais longe. Eu falo sobre Tocqueville, de John Stuart Mill, de Karl Popper, do Nassim Taleb, de vários pensadores que se dedicaram a entender como é que grupos de pessoas inteligentes podem se tornar coletivamente cegos. Eu exploro no programa também uma questão muito mais profunda, a confiança, essa força invisível que sustenta a família, sustenta a empresa, mercado, sustenta a sociedade inteirinha, mas que quando se transforma em certeza absoluta Pode conduzir a gente para as maiores cagadas da vida, né? Te convido, cara, ouça agora o Café Brasil 1035, o décimo homem. Tá no Spotify, tá na Apple, tá Apple Podcasts e todos os outros agregadores. Mas ali você só vai encontrar a versão expressa, que tem 12 minutinhos de duração. Agora, se você for assinante do Café Brasil Premium, você vai ter acesso ao episódio completo, que tem quase meia hora de reflexão, Sobre essa pergunta aí que continua tão importante quanto era aos 20 anos. Aos 20 anos ela era tão importante quanto é agora aos 70 anos. Que é a seguinte, com quais áreas da sua vida você já não permite mais que o décimo homem fale? Pensa nisso e presta atenção. Por isso escolhi hoje isso aqui, a camiseta de hoje. Ninguém sabe de porra nenhuma. Eu devia botar aqui embaixo Sócrates, mas eu botei Luciano Pires. Ninguém sabe de porra nenhuma. Viva a dúvida, sabe? E a maturidade traz isso, cara. Aos 70 anos eu dou graças à dúvida, cara. Ainda bem que existe a dúvida. Que venham mais dúvidas, que venham mais contestações, que mais gente me pergunte, cara, você tem certeza que você tá certo? E que eu tenha, cara, a humildade de dizer, não, não tenho, cara. E por não ter a certeza de estar certo, eu vou procurar mais. E esse procurar mais é que é a alma de tudo, cara. A alma da vida da gente aos 20, aos 30, aos 40, aos 70, 80, 90, 100 é procure mais. Saber mais, estudar mais, aprender mais. Por isso que eu criei aqui, ó, MundoCaféBrasil.com. Vem pra cá. Esse ambiente aqui é o nosso ecossistema do Café Brasil, criado pra quem quer mais, cara. Eu quero mais do que a bobageada que tá por aí, eu quero mais do que essa coisa rasa que tá por aí, eu quero mergulhar um pouco mais fundo. Eu quero aqui, aos 70 anos também, fazer um agradecimento a você, cara, que tá aí comigo, né? Se tá assistindo esse vídeo, ou ouvindo esse áudio aqui, ou lendo esse texto em alguma rede social, você tá junto também, cara. Muito obrigado por estar comigo aí, 70 aninhos não é pouco, cara, mas vambora. Tem muita coisa pra fazer ainda, eu não tenho tempo a perder preocupado com o futuro, não. Tem que fazer ele acontecer. Vem! MundoCaféBrasil.com Esse cafezinho chega a você com o apoio de Terra Desenvolvimento Agropecuário. Gestão profissional para quem trata a fazenda como empresa.
Host: Luciano Pires
Date: June 26, 2026
Duration: ~2.5 minutes
Theme: A reflexão sobre dúvidas, certezas e a importância de cultivar o pensamento crítico à medida que amadurecemos.
Neste episódio especial e pessoal de aniversário, Luciano Pires, ao celebrar 70 anos, compartilha uma profunda reflexão sobre como as certezas excessivas podem nos levar ao erro e destaca a importância de ouvir o “advogado do diabo” – aquela voz interna ou externa que questiona nossas convicções. Inspirado por uma cena emblemática do filme Guerra Mundial Z, Luciano convida os ouvintes a celebrarem a dúvida e abrir espaço para questionamentos, como parte essencial da maturidade e do crescimento pessoal.
1. Reflexão sobre a passagem do tempo e maturidade
2. A metáfora do “décimo homem”
3. Convite à autorreflexão
4. Dúvida como caminho do saber e da humildade
5. Convite para aprofundamento e comunidade
O tom do episódio é pessoal, reflexivo e convidativo. Luciano utiliza linguagem coloquial, direta e carrega o episódio com um certo bom humor e humildade, celebrando a dúvida como ferramenta de evolução.
Neste cafezinho especial de aniversário, Luciano Pires enfatiza que o verdadeiro crescimento reside em valorizar as perguntas difíceis e cultivar a humildade intelectual. Ele convida o ouvinte a não confiar cegamente em consensos, a dar voz ao “décimo homem” e a persistir no caminho do conhecimento e da autocrítica. Viva a dúvida!