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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) identificou e responsabilizou o tutor de um pitbull que atacou três cães em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. O responsável pelo cachorro vai responder pela contravenção penal de omissão de cautela na guarda de animal, prevista no artigo 31 da Lei de Contravenções Penais, cuja pena máxima é de prisão simples de até dois meses. Os ataques ocorreram no último sábado (21), no bairro Boa Vista. Conforme as investigações, o pitbull atacou dois cães pelo vão de um portão, além de um cachorro comunitário que estava na rua. Câmeras de segurança registraram os ataques. Veja mais: Evento debate políticas públicas de combate à violência contra a mulher De acordo com o delegado Fernando Henrique Ribeiro Vieira, o inquérito foi concluído após ele ouvir os tutores dos animais envolvidos e testemunhas O delegado reforça a importância da responsabilidade dos tutores, principalmente de raças de maior porte. Os cães atacados no último fim de semana tiveram ferimentos graves e precisaram de atendimento veterinário. Reportagem: Marlon Santiago

As políticas públicas de combate ao feminicídio foram tema de um evento nesta sexta-feira (27) em Curitiba. O encontro foi marcado pela discussão do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado em fevereiro. A ação reúne esforços do Governo Federal junto do Congresso Nacional e também do Poder Judiciário. Uma das ações práticas citadas foi o Centro Integrado Mulher Segura, lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta semana. O espaço vai integrar as forças de segurança do país e também permitir a captação de dados para o enfrentamento, como ressalta a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. O evento também marcou a assinatura simbólica da adesão da Itaipu Binacional ao pacto. A entidade conta com investimentos no combate à violência contra a mulher, principalmente na cidade de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, como destacou o diretor-geral brasileiro, Enio Verri. Ele também destacou que o enfrentamento exige a participação de todos. Outro tema abordado foi a necessidade de uma legislação mais dura contra agressores de mulheres. Veja mais: Família é alvo de sequestro relâmpago em Curitiba; criminosos foram presos; vídeo A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ressaltou a necessidade da aprovação do projeto que torna crime a misoginia. A proposta passou por unanimidade no Senado, mas enfrenta resistência na Câmara dos Deputados. Em 2025, o Brasil registrou mais de 1500 feminicídios. O número recorde representou quatro mulheres mortas por dia pelo simples fato de serem mulheres. Para a deputada federal Lenir de Assis, a criminalização é fundamental diante do cenário. Ainda na esfera da atuação do Legislativo, a ministra Gleisi Hoffmann ressaltou a compra de relógios com tecnologia ligada a tornozeleiras eletrônicas de agressores. A ferramenta emite um alerta para a vítima com medida protetiva e aciona a polícia em caso de aproximação além do limite imposto pela Justiça. O evento reuniu autoridades federais e dos diferentes Poderes no Paraná, além de especialistas e representantes da sociedade civil. Reportagem: Bárbara Hammes

O fim de semana será de sol e calor em todo o Paraná segundo previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). No sábado (28) e domingo (29) os dias devem começar com nebulosidade entre o Centro-Sul e os Campos Gerais, bem como entre a Serra do Mar e as praias, mas a tendência é que o sol apareça ainda pela manhã, o que vai deixar as temperaturas elevadas em todo o Paraná, como explica o meteorologista do Simepar, Lizandro Jacóbsen. Ainda de acordo com o Simepar, não há previsão de chuva para esse fim de semana em quase todo o Estado. Mesmo com a chegada do outono na última semana, a característica do tempo ainda tem sido de verão no Paraná. Veja mais: Exportações no setor florestal recuam 61% no Paraná Nesta sexta-feira (27), de acordo com o Simepar, as temperaturas chegaram aos 32ºC em algumas regiões. O tempo deve mudar na segunda-feira (30), principalmente na metade sul paranaense. De acordo com a previsão, há maior probabilidade de chuva no Estado, em função da passagem rápida de um sistema frontal. Essa frente fria, pode trazer temporais. Reportagem: Marlon Santiago

Um homem foi preso nesta sexta-feira (27) após um sequestro relâmpago de uma mulher e duas crianças, de sete e 11 anos, em Curitiba. A família foi abordada por dois criminosos quando saía de casa, de carro, no bairro Alto Boqueirão. O casal rodou com o veículo das vítimas e, durante o trajeto, exigiu transferências de dinheiro da mãe. De acordo com o major Serbena, da Polícia Militar, os criminosos estavam com uma arma de fogo falsa. O veículo com as vítimas foi identificado inicialmente no bairro Sítio Cercado. Veja mais: Patrulha Maria da Penha recebe novas viaturas para combate à violência doméstica Já no Alto Boqueirão, os criminosos se envolveram em um acidente e tentaram fugir a pé. A mulher fugiu. O marido e pai das vítimas, que preferiu não se identificar por segurança, relatou ter acionado a polícia após um áudio recebido da esposa. Ele estava no trabalho quando soube do sequestro. O caso agora passa a ser investigado pela Polícia Civil. Vídeo: Colaboração Reportagem: Bárbara Hammes

Empreender no Brasil não é para os fracos. Em um ambiente marcado por juros elevados, carga tributária complexa e insegurança econômica, abrir um negócio pode parecer, à primeira vista, um salto no escuro. Mesmo assim, muitos trabalhadores continuam escolhendo esse caminho, e não por ingenuidade, mas por uma combinação poderosa de necessidade, oportunidade e mudança cultural. Só para se ter uma ideia, somente no primeiro bimestre do ano, foram abertas mais de 33 mil empresas no Paraná, segundo informações da Junta Comercial. Considerando os microempreendedores individuais, este número salta para quase 75 mil novos negócios. Uma das principais explicações para o crescimento está no chamado empreendedorismo por necessidade. É que diante de um mercado de trabalho que ainda apresenta informalidade elevada e dificuldade de absorver toda a força de trabalho, muitos brasileiros encontram no próprio negócio uma alternativa imediata de renda. Nesse contexto, empreender deixa de ser uma escolha estratégica e passa a ser uma solução prática para sobreviver. Mas essa não é a única força em jogo. Nos últimos anos, houve também um avanço significativo do empreendedorismo por oportunidade. Plataformas digitais, redes sociais e o crescimento do comércio eletrônico reduziram barreiras de entrada. Então, hoje, é possível abrir e escalar um negócio com investimento inicial relativamente baixo, algo impensável até duas décadas atrás. Outro fator relevante é a mudança de mentalidade. As novas gerações valorizam mais autonomia, flexibilidade e propósito. Assim sendo, trabalhar para si mesmo deixou de ser visto apenas como instabilidade e passou a representar liberdade, mesmo que acompanhada de riscos. O sucesso divulgado de startups e pequenos negócios nas redes sociais também alimenta essa percepção, ainda que muitas vezes romantize uma jornada que, na prática, é marcada por incertezas. O crescimento do empreendedorismo também pode ser atribuído a um elemento cultural, já que os brasileiros têm uma grande capacidade de se adaptar a diversas situações? Sim, em cenários adversos a criatividade e o improviso se tornam ativos valiosos. Isso ajuda a explicar por que, mesmo diante de dificuldades estruturais, nosso país continua sendo um dos mais empreendedores do mundo. No entanto, é preciso cautela. O alto número de novos negócios não se traduz automaticamente em sustentabilidade. Muitos fecham antes de completar cinco anos, vítimas de falta de planejamento, gestão financeira inadequada ou mudanças bruscas no mercado. O desafio, portanto, não é apenas incentivar o empreendedorismo, mas garantir que ele seja mais preparado e resiliente.

O secretário estadual das Cidades, Guto Silva, deve deixar o comando da pasta no próximo dia 4, em um movimento já esperado nos bastidores políticos do Paraná. A saída ocorre em meio às articulações que antecedem o período eleitoral, quando ocupantes de cargos no Executivo precisam se desincompatibilizar para disputar as eleições. Apesar da saída já ter data marcada, ainda não está definido qual cargo o secretário vai disputar. Segundo Guto Silva, a composição da chapa deve trazer mais segurança para que haja uma sucessão segura. Entre as possibilidades, são cogitadas disputas para o governo estadual e também para o Senado. Para ele, a indefinição não é vista como um problema, mas como parte natural do processo de negociação política, que tende a se intensificar nos próximos dias. Por enquanto, não foi definido o nome de quem vai assumir a secretaria no lugar de Guto Silva. Reportagem: Lorena Pelanda

Uma comitiva do Rio de Janeiro visitou o Paraná para buscar novas iniciativas comerciais. A reunião ocorreu nesta sexta-feira (27), na sede da Associação Comercial do Paraná. O objetivo do encontro é ampliar as parcerias estratégicas entre entidades. A ACP recebeu representantes da Associação Comercial e Industrial do Estado do Rio de Janeiro (ACIERJ), a Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), a Secretaria Municipal de Administração de Niterói e o Sebrae RJ. O presidente da ACP, Paulo Mourão, explica que a entidade é um hub de negócios que atrai muitos municípios. O presidente da Associação Comercial e Industrial do Estado do Rio de Janeiro (ACIERJ), Igor Baldez, explica quais são as principais demandas procuradas na reunião. Entre os produtos apresentados e desenvolvidos pela Associação Comercial do Paraná, o Agile MEI se destaca. A iniciativa é responsável por solucionar demandas dos microempreendedores individuais em um aplicativo. Para o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Rio de Janeiro (FACERJ), Robson Carneiro, a comitiva carioca busca uma troca de ideias para recuperar a força do associativismo no estado. Além do Rio de Janeiro, associações de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso buscaram o Paraná para encontrar oportunidades de serviços e melhorias. Reportagem: Fred Fiandanese

O setor florestal do Paraná teve grandes impactos nas exportações em 2025 devido ao tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos. Os efeitos foram mais intensos justamente nos segmentos com maior dependência do mercado norte-americano. Um dos casos mais emblemáticos é o das molduras de madeira. Quase toda a produção foi destinada ao exterior, cerca de 98% teve como destino os Estados Unidos. Com as novas tarifas, as exportações do segmento recuaram 61%, passando de US$241 milhões em 2024 para US$150 milhões em 2025. Situação semelhante ocorreu com as portas de madeira, o segmento destinou aproximadamente 95% das vendas externas, com uma retração de 55% nas exportações, que caíram de US$88 milhões para US$57 milhões no período. Apesar do cenário negativo, alguns segmentos conseguiram crescer. A madeira serrada de folhosas registrou avanço de 21%, enquanto os móveis de madeira tiveram alta de 11%. Já o setor de papel apresentou crescimento mais modesto, de 2,2%. Ainda assim, a maior parte dos produtos florestais apresentou desempenho inferior ao do ano anterior, influenciada também pelo aumento da oferta global e pela queda nos preços. No total, o Paraná exportou US$2,3 bilhões em produtos florestais em 2025, uma redução de 9% em relação aos US$2,5 bilhões registrados em 2024. Em valores absolutos, a perda foi de aproximadamente US$226 milhões. Mesmo diante das oscilações do mercado internacional, a demanda por madeira segue em trajetória de crescimento. Estimativas da Embrapa Florestas indicam que o consumo global já chega a cerca de 1,6 bilhão de metros cúbicos por ano e pode dobrar até 2050. No Brasil, a produção florestal tem sido sustentada principalmente por áreas cultivadas. Dados do Sistema Nacional de Informações Florestais (SNIF) apontam que, em 2024, cerca de 200 milhões de metros cúbicos de toras foram destinados à indústria, sendo a maior parte proveniente de florestas plantadas. Para o diretor executivo da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas), Ailson Loper, esse modelo representa um avanço importante tanto do ponto de vista produtivo quanto ambiental. Além de garantir oferta de matéria-prima, o cultivo de florestas comerciais contribui para reduzir o desmatamento. Pela legislação, produtores da Região Sul devem manter ao menos 20% de suas propriedades como áreas de preservação permanente e reserva legal. Atualmente, o Brasil conta com cerca de 10,5 milhões de hectares de florestas plantadas e outros 7 milhões de hectares de vegetação nativa conservada, segundo dados do setor. No Paraná, empresas ligadas à atividade florestal mantêm aproximadamente 564 mil hectares de áreas protegidas. Reportagem: Rafaella Barbosa, com supervisão de Lorena Pelanda

O Hospital Erasto Gaertner vai receber uma galeria de arte, para levar reflexão e acolhimento para os pacientes e profissionais de saúde. O Projeto Alegria será lançado no início de 2027. A responsável pela Guanabara Produções Culturais, que organiza o projeto, Carolina Montenegro, explica que serão expostas diferentes produções. A galeria de arte ficará na entrada principal do hospital, que é a área de maior fluxo do local. A expectativa é que a arte contribua com para trazer mais inspiração, acolhimento e esperança para o ambiente hospitalar. Neste ano, a partir de abril, serão realizadas algumas atividades culturais dentro do Hospital Erasto Gaertner. As contações de histórias, oficinas criativas e apresentações musicais serão realizadas uma vez por mês para as crianças e acompanhantes. A expectativa é que as ações e as exposições impactem cerca de 20 mil pessoas ao longo de seis meses. Reportagem: Brenda Niewiorowski

Uma empresa paranaense que cria bolsas a partir do reaproveitamento de cintos de segurança de carros fará um desfile nesta sexta-feira (27), às 14h no Smart City Expo Curitiba 2026. A apresentação da coleção Repense já passou pelas passarelas de Nova York e Paris. O projeto, ligado ao programa ESG do evento, integra design com sustentabilidade e inovação urbana. A fundadora da Badu Design, Ariane Santos, explica que o desfile propõe uma reflexão sobre nossas próprias ações e práticas sustentáveis. A empresa foi fundada em 2012 e ganhou no ano passado o Prêmio Curitiba Mais Criativa. A iniciativa traz mais sustentabilidade para a capital, utilizando matérias já existentes da cadeia têxtil. Além das práticas de sustentabilidade, é importante que as organizações também consolidem princípios internos inclusão e governança. Assim, podem ser tomadas práticas concretas, que resultam em impacto positivo para a sociedade, como explica o fundador da Impactability, consultora especializada em estratégias de ESG, Glaico Gundim. O Smart City criou um programa ESG, em parceria com a Impactability, para aumentar o impacto positivo do evento para a sociedade. Em 2025 o projeto reciclou mais de 90% dos resíduos gerados, compensou todas as emissões de gás carbônico e forneceu 200 bolsas de reforço escolar para jovens da rede pública. Segundo Glaico, a iniciativa deveria ser replicada em outras empresas e instituições. Termina nesta sexta (27) a 7ª edição do Smart City Expo Curitiba. A estimativa é que o evento facilite a geração de R$650 milhões em negócios no país. Reportagem: Brenda Niewiorowski