Transcript
Professor Luigi Giovanni (0:00)
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Vitor Boiagian (0:10)
O oceano é imenso e profundo, muito profundo.
Vitor Boiagian (0:21)
Se você não for um mergulhador profissional, não tiver equipamentos ou treinamento, provavelmente não vai passar nem dos 5 metros de profundidade. Se tiver um cilindro e for um mergulhador recreativo, você consegue chegar até os 40 metros, a profundidade máxima segundo as normas internacionais. Tem mergulhadores técnicos, comerciais ou militares que vão ainda mais fundo. O recorde foi de mais de 300 metros. Para você entender essa distância é como se a Torre Eiffel estivesse debaixo d'água. Nesse ponto, a escuridão já toma conta. Só que o fundo do oceano está mais longe. Muito mais. Nesse abismo, só as máquinas conseguem enfrentar a pressão absurdamente alta e temperaturas congelantes.
Vitor Boiagian (1:09)
Um quilômetro. Dois quilômetros. O ponto mais profundo do mar está a cerca de 11 quilômetros dos nossos pés, nas chamadas Fossas Marianas, no Oceano Pacífico, localizada a leste das Filipinas e ao sul do Japão. Mas antes mesmo de batermos neste assoalho marinho, existe um mundo pouco conhecido e cheio de mistérios. Animais gigantes, peixes abissais, alguns produzem substâncias que brilham no escuro, inúmeros vermes, fungos, bactérias, milhares de criaturas ainda desconhecidas por nós.
Natuzaneri (1:45)
Embora o oceano ocupe a maior parte da superfície da Terra, temos hoje mais informações sobre a Lua, a 384 mil quilômetros de distância da Terra, do que sobre essas águas que estão aqui em nosso planeta.
Natuzaneri (2:01)
Cerca de 2 milhões e 200 mil espécies marinhas vivem nele. No entanto, os cientistas só conhecem 10% dessa biodiversidade. Cerca de 2.300 são descobertas a cada ano.
Vitor Boiagian (2:13)
E ali, por volta dos 13,5 quilômetros de profundidade, que estão muitas das riquezas cobiçadas por países. São os minerais usados para fazer chips, baterias, carros elétricos, painéis solares e tantos outros equipamentos essenciais para a transição energética.
Natuzaneri (2:31)
A maior parte do cobalto disponível no mundo está no Congo e na Austrália. E geralmente as condições de extração são difíceis. É aqui que entram os nódulos de manganês encontrados no fundo do mar. Estima-se que eles contenham 270 milhões de toneladas de níquel, 230 milhões de toneladas de cobre e 50 milhões de toneladas de cobalto.
