Loading summary
Vitor Boiadjan
A delação de Daniel Vorcaro está num pendrive. O material produzido pelo banqueiro foi entregue às autoridades e agora a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República irão se debruçar sobre o conteúdo. O banqueiro do caso Master é investigado por fraudes bilionárias no sistema financeiro e a pergunta agora é se essa delação tem força para avançar. Para que uma delação seja aceita, o delator precisa apresentar novas provas ou pelo menos indicar onde elas podem ser encontradas. Se for homologado, o acordo pode reduzir a pena ou garantir benefícios ao investigado, como melhores condições na cadeia. Segundo o colunista Valdo Cruz, investigadores avaliam que a proposta de Vorcaro é muito ruim e precisa de ajustes. De acordo com a Folha de São Paulo, o relator do caso no Supremo, o ministro André Mendonça, teve discussões duras com a defesa, porque o conteúdo apresentado estaria distante do que já foi apurado pela Polícia Federal. O Supremo também sinaliza outra exigência, a devolução integral do dinheiro desviado e não em parcelas, como na Lava Jato, por exemplo. Enquanto isso, policiais analisam o material apreendido, uma etapa fundamental para confrontar o que vier na delação. Só em um dos oito celulares de Vorcaro são mais de oito mil vídeos. A investigação segue avançando e uma nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira, revelou indícios de uma mesada de até meio milhão de reais ao senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas.
Narrator/Reporter
Ele, que foi ministro da Casa Civil do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, é presidente do Progressistas e é um dos principais expoentes do Centrão. Na decisão que autorizou essa operação, o ministro André Mendonça disse o seguinte, que há elementos que apontam a probabilidade de corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa, e lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional. Ciro Nogueira, segundo as investigações, teria editado a emenda master, uma emenda a uma proposta de emenda constitucional de 2023 para beneficiar o Banco Master. O que diz a defesa de Ciro Nogueira? Que o senador afirmou que ele está comprometido em contribuir com a justiça a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados e que está à disposição para esclarecimentos.
Vitor Boiadjan
A operação desta quinta é mais um indicativo de que a delação apresentada pode ser insuficiente, porque a Polícia Federal já tem um volume grande de provas. E, à medida que o caso avança, cresce também a expectativa sobre quem mais pode ser citado.
Natuzaneri
O IPF deu dois, eu acho que dois grandes sinais aqui nessa operação. A primeira é um sinal evidente para o Vorcarro, para a defesa do Vorcarro. Ele falou, olha, a gente tem muito mais informação do que vocês imaginam. Não adianta, assim, se vocês acham que vocês vão nos enrolar, o fato é, o Vorcarro já tem crimes para ficar mais de 20 anos na cadeia. Esse é o ponto um. O dois é o fato que agora entrou no núcleo político. Agora nós estamos colocando o Senado, colocando um holofote, a gente tinha até agora um holofote muito forte em relação ao Supremo, e agora esse holofote vai para o Senado. E não há nada no Senado. Nada acontece no Senado que, de alguma forma, o presidente Davio Colombo não esteja, pelo menos, sabendo o que está acontecendo. Então, eu acho assim, hoje, tanto para o PP como para o Davi Colombo, as noites, as próximas noites, vão ser de insônia. Da redação do G1, eu sou Natuzaneri
Gerson Camarote
e o assunto hoje com Vítor Boedian é...
Vitor Boiadjan
A delação de Vorcaro tem força para avançar? Neste episódio, eu converso com Gerson Camarote, jornalista e comentarista político da TV Globo, Globo News e colunista do G1. Sexta-feira, 8 de maio. Gerson Camarote, é uma honra tê-lo presencialmente aqui no assunto de hoje, um dia importante, quinta fase da Compliance Zero, a primeira delas que chega num político, e não é qualquer político, é um presidente de partido. Eu te pergunto, o que a operação revelou hoje sobre o senador Ciro Nogueira?
Gerson Camarote
Algumas questões. É um passo importante dessa operação que investigou o Masta e o caso Masta, todos esses desvios de recursos feitos pelo Masta, chega agora no início do núcleo político. Então é o primeiro personagem. Não é um personagem qualquer, é ninguém menos que Ciro Nogueira. Ele é presidente de partido, foi ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro.
Vitor Boiadjan
O presidente do Progressistas foi um dos principais auxiliares do ex-presidente Jair Bolsonaro. Foi ministro da Casa Civil por um ano e meio no governo passado e é uma das principais lideranças do centrão do Congresso. O senador estava em casa e acompanhou a ação da polícia.
Gerson Camarote
É um indicativo de que, se a Polícia Federal está chegando nesse personagem, teve autorização de André Mendonça, ministro relator do Supremo Tribunal Federal, para essa operação, e que foi colega do Ciro Nogueira, é uma avaliação que não vai pegar gente do governo ou da oposição, não. Vai fazer uma investigação suprapartidária, como era a bancada do Vorcara no Congresso Nacional. E é um indicativo que isso vai avançar em outros nomes. É um indicativo também que a Polícia Federal já está muito à frente do que a gente estava imaginando. Ou seja, está cruzando dados, quebrando sigilo bancário, fazendo esse cruzamento com aquelas informações do celular. Agora, isso também, nesse primeiro momento, em relação à situação política do Ciro Nogueira, eu vejo também um movimento de blindagem dessa chamada bancada do Vorcarro, que é suprapartidária. É muito centrão, mas ela é suprapartidária. Porque todo mundo se vê no efeito eu sou você amanhã. Então, eu vejo no Congresso Nacional, nesta quinta-feira, um dia de muita tensão, muita apreensão, principalmente, entre políticos. Por quê? Porque a percepção de que se chega num personagem da grandeza de um Ciro Nogueira é porque a disposição é de avançar muito nessa investigação.
Vitor Boiadjan
Fala-se no despacho do ministro André Mendonça de um envelope que foi enviado com o texto, a redação de uma emenda parlamentar que poderia interessar o Banco Master, os negócios de Daniel Vorcaro. O que isso revela sobre essa relação que Vorcaro estava tendo com seus tentáculos dentro da política?
Gerson Camarote
O que o Ciro Nogueira estava ali fazendo? Antes era pela amizade, né? Agora você tem a investigação da Polícia Federal apontando que tinha recebimento de recursos mensais. Como a gente falou aqui de 300 mil e chegou uma época que era 500 mil reais. Foi questionado se baixava esse valor e o Volcani disse não, é para manter o valor do Ciro Nogueira. troca o que a Polícia Federal aponta, que a gente já sabia, a gente já tinha visto, porque foi uma emenda notória. E essa emenda era para multiplicar por 4 o valor da garantia do FGC.
Additional Reporter/Analyst
Senador havia apresentado uma emenda para aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito, o FGC, que é de R$ 250 mil por CNPJ ou CPF, para R$ 1 milhão. A emenda nem chegou a ser votada.
Gerson Camarote
Cada pessoa poderia investir nos títulos do Master, títulos podres, CDBs sem lastro, até um milhão de reais, e com a garantia de que receberia esse dinheiro caso houvesse quebra do Banco Master. O que ia acabar acontecendo? Ia quebrar o fundo garantidor de crédito. A gente está falando ali do FGC de 40, 50 bi, multiplica isso por 4, Seria algo em torno de 160, 180, 200 bilhões de reais. O fundo garantidor não tem esse dinheiro, não tem esse recurso. Tem menos de 130 bilhões de reais. Então isso levaria o fundo a quebrar. É o fundo que dá credibilidade a essas operações de venda de títulos. Então era esse o movimento do Ciro Nogueira. Com o Vorcaro, ele recebe esse texto e o Vorcaro comemora que o texto foi integral. E tinha a bancada do Vorcaro, como era conhecida no Congresso Nacional, estava atuando para passar isso.
Additional Reporter/Analyst
Uma das mensagens do celular de Vorcaro, em 2024, o banqueiro comemora com a namorada a apresentação de uma emenda parlamentar feita pelo senador Ciro Nogueira, que é do Progressistas do Piauí, que, segundo o diálogo, favoreceria o Banco Master, se aprovada. Nas mensagens trocadas em 13 de agosto, Vorcaro diz, Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro. Ajuda os bancos médios e diminui o poder dos grandes. Está todo mundo louco. Para se ter uma ideia da importância dessa matéria para o grupo, num depoimento à Polícia Federal no final do ano passado, Vorcaro chegou a dizer que o modelo de negócio do Master era baseado no FGC. Cerca de cinco meses antes, no diálogo entre Vorcaro e a namorada, ela pergunta, quem é esse outro com você? Não conheço, né? Daniel Vorcaro responde, Ciro Nogueira. É um senador. Muito amigo meu. Quero te apresentar. Um dos grandes amigos de vida.
Gerson Camarote
Sendo que aí houve um alerta. Houve um alerta, inclusive, das instituições financeiras. que viram nisso um movimento extremamente arriscado. E foi aí que teve o recuo. Não foi o recuo porque o Vorcaro não queria, nem o Ciro Nogueira. É porque houve um convencimento da classe política que era uma temeridade passar de 250 mil para 1 milhão. Esse era o negócio do Vorcaro. Esse é o problema, porque ele não tinha lastro. O Banco Master não tinha lastro. Era um modelo. Ele fala modelo de negócio. Era lastrado no fundo garantidor de crédito. Isso é um absurdo.
Vitor Boiadjan
Curioso que nas cautelares despachadas pelo ministro André Mendonça, relator desse processo, não há nada que precisaria passar pelo crivo do Senado contra o senador Silvio Nogueira. Você acha que isso pode ter sido um cuidado para não justamente criar essa reação política interna lá no Senado que pudesse inviabilizar a operação?
Gerson Camarote
Eu acho que é uma posição de respeitar a instituição. Então, quando tem essa comunicação ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é de respeito à instituição. Mas também é uma comunicação de que as coisas vão ser investigadas.
Vitor Boiadjan
para investigação em si, né? Você bem mencionou que já a Polícia Federal mostra que tem coisas, já está obtendo coisas, que talvez a delação que está sendo articulada com a defesa de Daniel Vorkar, no nome da Polícia Federal e do Ministério Público, nem tenha prometido oferecer. Você imagina que a Polícia Federal consegue garantir uma investigação sem mesmo uma delação?
Gerson Camarote
Se for Essa proposta de delação apresentada por Forcaro, a Polícia Federal não vai querer. E não vai ter homologação por parte da relatoria do ministro André Mendonça. Então não vai ter homologação por parte do Supremo Tribunal Federal. Porque a operação desta quinta-feira É a sinalização do seguinte raciocínio feito hoje por investigadores. É de que, se chegamos até aqui sem a delação, e essa proposta de delação não avança em nada, é melhor a gente continuar nesse caminho. Porque, veja, essa operação da quinta-feira foi com um personagem específico, Ciro Nogueira. E satélites estavam ali operando, ajudando, por parte do Vorcar ou por parte do Ciro Nogueira. Tudo isso, você tem uma espécie de repasse mensal, o valor de 300 mil, em um determinado momento se fala que era 500 mil, se podia reduzir para 300 mil, o primo do Vorcaro chega a verbalizar isso, você tem todo um custeio por parte de viagens, mordomias, por parte do Ciro Nogueira em hotéis de luxo. Ciro Nogueira era, segundo a investigação, você tinha ali um financiamento do Master a Vorcaro. E isso ali era uma prioridade, fica claro, para o Vorcaro. E ele deixa claro que não podia nem atrasar os repassos para Ciro Nogueira. Então, é importante a gente entender que essa investigação já avançou demais. O que eu ouvi de fontes ligadas à investigação é que o Vorcaro está trabalhando na retranca. O Vorcaro tenta justificar que ele não avança muito nas investigações. Então, assim, o que foi apresentado essa semana, esquece. Porque a Polícia Federal, nessa operação, falou o seguinte, estamos muito à frente. Então, não dá pra gente aceitar uma delação premiada que tá lá no retrovisor.
Vitor Boiadjan
E volta aquela pergunta original, né? O que que o Vorcaro poderia oferecer que já não estivesse nos seus celulares?
Gerson Camarote
Primeiro, isso que eu vi de fontes hoje é o seguinte, o celular do Vorcaro já é uma delação. Então, para ele repetir o que está no celular, não dá, porque o celular já diz muita coisa. Não é só mais aquela coisa de uma relação de amizade, não. Era o Vorcaro operando com dinheiro e com retorno de ações do senador Ciro Nogueira. É isso que aparece no celular do Vorcaro. Então, você tem essa operação. Se o Vorcaro não avançar nisso, onde é que ele pode avançar? dar mais detalhes, como eram esses encontros, como era esse tipo de relação, como era feito esse pagamento, quais os objetivos dele.
Natuzaneri
A Polícia Federal apreendeu ao todo oito
Vitor Boiadjan
celulares de Daniel Vorcaro.
Natuzaneri
As mensagens divulgadas, elas revelam uma rotina de conversas e encontros com autoridades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.
Gerson Camarote
Se ele não trouxer nada de novo, não justifica você dar um prêmio para o Vorcaro. E é importante dizer que tem uma corrida pela delação premiada. Não vai ser todo mundo que vai ganhar prêmio. Então você tem o primo do Vorcaro, você tem o ex-presidente do BRB, você tem um advogado, o Daniel Monteiro, que ajudava o Vorcaro. Então você tem várias frentes e a apuração pode continuar, inclusive sem essas frentes, como já chegou até aqui.
Vitor Boiadjan
Espera um pouquinho que eu já volto para falar com o Gerson Camarote. Agora, e com relação ao que ele pode oferecer de material para essa, materialmente eu digo, em termos de devolução daquilo que foi desviado? No Supremo há sinalizações que a devolução dos recursos desviados teriam que ser integral, mas são recursos que se transformaram em mansões, em jatinhos, em festas. Como que isso é visto pelos ministros e qual o impacto dessa exigência?
Gerson Camarote
No Supremo Tribunal Federal isso é fundamental. Não vai ter a colaboração que vai ser referendada pelo Supremo Tribunal Federal, homologada pelo Supremo Tribunal Federal, sem a devolução dos recursos desviados. Você pode ter, lógico, o dinheiro da festa, o que foi gasto, você tinha realmente um gasto exorbitante com festas, com luxo e tal. Esse dinheiro evaporou já, mas todo dinheiro existente vai ter que ser devolvido, mesmo em forma de imóveis, mesmo em forma de offshore, mesmo em forma de propriedades no exterior, contas no exterior. Então, isso vai ter que ser devolvido. Não é só esse patrimônio que está declarado aqui no Brasil do Daniel Vorcara e da família. Então tudo que foi fruto de desvio de recursos vai ter que ser devolvido. E o que foi desviado? É importante a gente explicar para as pessoas. Você teve um dinheiro na casa dos bilhões, cerca de 50 bilhões, você juntar o Master com a Teia Master e o Bank e tudo, né? No FGC você tem esse rombo bilionário, você tem fundos de Previdência, Amapá, Rio de Janeiro, de várias cidades do país. O saldo do Rio de Janeiro é um bilhão.
Additional Reporter/Analyst
O Rio Previdência, fundo dos servidores do estado do Rio, que atende 240 mil aposentados e pensionistas, aparece no topo da lista e investiu quase R$ 1 bilhão no Banco Master. Segundo o Ministério da Previdência, além do Rio, os fundos previdenciários dos estados do Amazonas, do Amapá e de 15 municípios do país também fizeram aplicações do Master. Os valores aplicados por estes fundos previdenciários não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito.
Gerson Camarote
Você tem rombo no BRB, que é o Banco de Brasília, que foi títulos podres vendidos pelo Marshall BRB na casa de 12 bilhões de reais. Hoje o banco está tentando vender patrimônio do Governo do Distrito Federal para cobrir o rombo do banco. Então tem essa tentativa, se que não houve autorização da Justiça. Então, esse dinheiro desviado vai ter que ser devolvido. Se o Vorcaro está imaginando que vai poder guardar uma parte desse dinheiro nessa negociação de delação premiada, esquece. A devolução tem que ser integral. Não existindo realmente um dinheiro que foi, de fato, completamente jogado fora em festa, Esse sumiu, mas o que existir vai ter que ser devolvido.
Vitor Boiadjan
E aí eu te pergunto agora que tem uma CPI, um pedido de CPI para investigar o Banco Master lá no Congresso Nacional, que não está avançando. Você acha que o episódio de agora aumenta a pressão para que esse pedido de abertura de CPI seja lido na presidência?
Gerson Camarote
O contrário. É nesse ambiente que eu vejo muita auto-proteção do Congresso Nacional. Veja que para votar, na semana passada, a dosimetria, teve um grande acordão. O acordão era, ninguém toca nesse caso do caso Master. Ninguém apresenta o requerimento da CPI do caso Master. Então, diante disso, já teve um acordão, isso não avançou. Por quê? Porque não é só o Ciro Nogueira. Você tem várias dessas lideranças importantes do Congresso Nacional, se espelham na situação do Ciro Nogueira. Nesse sentido, isso cria um ambiente de muita preocupação no Congresso, porque está vendo que a disposição da investigação, quando, volta a falar, o ministro do Supremo Tribunal Federal, que foi indicado pelo governo Bolsonaro, autoriza a Polícia Federal a fazer uma operação em cima de um antigo colega de governo, é porque ele está sinalizando que vai investigar, que não vai ter qualquer tipo de critério por ser um antigo aliado, por ser uma pessoa mais próxima, por ter sido colega de governo, que ele não vai deixar de investigar. Então, essa autorização de hoje, o fato de ter sido essa operação nesta quinta-feira, foi muito simbólico.
Vitor Boiadjan
E só pra gente finalizar, eu também queria um pouco da tua visão pras eleições, né? O Progressistas é um partido que cede o seu apoio pra diversas legendas que tenham pretensões eleitorais. Como que Progressistas, que está federalizado com União Brasil, diga-se de passagem, né? Como que fica esse apoio daqui pra frente?
Gerson Camarote
vejo coligações nos estados, seja para um lado ou para o outro, preferencialmente, talvez, para o grupo que está na oposição hoje, por ter já uma identidade maior, mas você tem, por exemplo, ligação de um setor do progressista, do antigo PP, no atual governo. Então, essas coligações vão andar nos estados, como também do União Brasil. Agora, é lógico, do ponto de vista de uma visibilidade mais nacional, Ninguém vai querer ter o PP como vitrine de campanha eleitoral. Vai ser um apoio mais envergonhado, muito mais para ter o tempo de televisão, muito mais para ter uma coligação mais forte aqui ou ali. Mas, diante disso, e quando isso chegar hoje, foi o senador Ciro Nogueira, nesta quinta-feira. amanhã pode ser um outro dirigente partidário ou uma outra liderança partidária. Então, quanto mais isso avança, mais você vai ter palanques querendo esconder aliados. É isso que a gente vai ver nesse primeiro momento. Vamos ver até onde chega essa investigação.
Vitor Boiadjan
São seis meses da primeira fase da operação e já são cinco fases da operação até hoje. Se a gente for nessa toada, a gente chega nas eleições com algumas outras fases pela frente. Então, Gerson Camarote, por enquanto, te agradeço a tua participação.
Gerson Camarote
Eu que agradeço, veio muito honrado aqui no nosso reencontro agora em São Paulo.
Vitor Boiadjan
Uma alegria. Muito obrigado, um bom trabalho para você.
Gerson Camarote
Bom trabalho também.
Vitor Boiadjan
Este foi o Assunto, o podcast diário disponível no G1, no YouTube ou na sua plataforma de áudio preferida. Comigo na equipe do Assunto estão Luiz Felipe Silva, Sara Rezende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stephanie Nascimento e Guilherme Gama. Colaborou neste episódio Paula Paiva Paulo. Eu sou o Vitor Boiadjan e fico por aqui até o próximo Assunto.
Data: 8 de maio de 2026
Host: Vitor Boiadjan
Convidado: Gerson Camarote (Jornalista e comentarista político, TV Globo, GloboNews, G1)
O episódio debate se a delação premiada proposta pelo banqueiro Daniel Vorcaro — personagem central do escândalo envolvendo o Banco Master e fraudes bilionárias — tem potencial real para avançar e colaborar efetivamente com as investigações da Polícia Federal (PF). O foco recai sobre a nova fase da Operação Compliance Zero, os desdobramentos políticos e institucionais, os critérios para aceitação de delações e as repercussões para figuras de destaque, como o senador Ciro Nogueira.
"Para que uma delação seja aceita, o delator precisa apresentar novas provas ou pelo menos indicar onde elas podem ser encontradas."
— Vitor Boiadjan (00:20)
"Agora entrou no núcleo político. Colocando o Senado no holofote... tanto para o PP como para Davi Colombo, as próximas noites vão ser de insônia."
— Natuzaneri (02:34)
“Cada pessoa poderia investir nos títulos do Master, títulos podres [...] até um milhão de reais, e com a garantia de que receberia esse dinheiro caso houvesse quebra do Banco Master. Ia quebrar o fundo garantidor de crédito.”
— Gerson Camarote (07:31)
“O celular do Vorcaro já é uma delação.”
— Gerson Camarote (13:10)
“Todo dinheiro existente vai ter que ser devolvido, mesmo em forma de imóveis, offshore, propriedades no exterior…”
— Gerson Camarote (15:06)
“Se o Vorcaro está imaginando que vai poder guardar uma parte desse dinheiro nessa negociação de delação premiada, esquece. A devolução tem que ser integral.”
— Gerson Camarote (17:16)
“A disposição é de avançar muito nessa investigação. [...] Vai ser um apoio mais envergonhado, muito mais para ter o tempo de televisão.”
— Gerson Camarote (05:46, 19:33)
“Para que uma delação seja aceita, o delator precisa apresentar novas provas ou pelo menos indicar onde elas podem ser encontradas.”
— Vitor Boiadjan (00:20)
"O celular do Vorcaro já é uma delação."
— Gerson Camarote (13:10)
“Se o Vorcaro está imaginando que vai poder guardar uma parte desse dinheiro nessa negociação de delação premiada, esquece. A devolução tem que ser integral.”
— Gerson Camarote (17:16)
“Ninguém vai querer o PP como vitrine de campanha eleitoral. Vai ser um apoio mais envergonhado, muito mais para ter o tempo de televisão.”
— Gerson Camarote (19:33)
O episódio detalha como o avanço das investigações do caso Master expõe os limites e potencial de delações premiadas. A PF demonstra já possuir provas sólidas, fazendo com que um acordo de colaboração só seja aceito mediante revelações inéditas e completa devolução do dinheiro. O impacto atinge o Congresso, particularmente o Progressistas, que se vê enfraquecido para estratégias eleitorais próximas. A abrangência da operação reflete a gravidade do escândalo, indicando que ainda restam muitos desdobramentos pela frente.