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Natuza Nery
Sabe o que eu quero? Eu agora vou viver um momento especial. Porque eu passei a Copa do Mundo inteira chamando o Brasil. Começava com o Olodum, ouvia o ritmo do Olodum e ficava imaginando como estaria o Pelourinho. Como estaria, agora eu posso ver, pela primeira vez eu vou poder ver. Eu vou poder ver a Bahia, eu vou poder ver o Rio, eu vou poder ver São Paulo, eu vou poder ver o Rio Grande do Sul, eu vou poder ver o Brasil inteiro, eu vou poder ver tudo.
Natu Zaneri
Na Copa, eu quero estar com o meu povo. Esse foi o sentimento narrado por Galvão Bueno na gravação que você acabou de ouvir lá de 2002. Naquele ano, a gente conquistou o Penta Campeonato Mundial de Futebol no Japão. Até hoje, 24 anos depois, o Brasil é o único penta. O que você pensou assim na primeira vez que o juiz apitou?
André Rizek
Ainda não caiu direito a ficha ainda que é campeão.
Natu Zaneri
Muito bom ser penta?
André Rizek
É muito bom, acho que é uma sensação excepcional e a gente fica muito feliz de estar participando de um momento tão maravilhoso do povo brasileiro.
Natu Zaneri
Nem é preciso gostar de futebol para entrar nessa euforia. E a psicologia explica isso, tá? A Copa do Mundo não é apenas futebol. É um dos raros momentos em que milhões de pessoas pausam suas rotinas e nutrem a necessidade de estarem juntas. Além de assistir aos jogos, muita gente quer estar do lado do seu próprio povo. E isso se chama pertencimento.
Natuza Nery
Agora fica até difícil calcular.
André Rizek
Praticamente 4 laterões na Avenida Paulista tomados pelo Google.
Natu Zaneri
A mesma torcida empurrou o Brasil para o final de hoje e agora comemora, feliz, chorando, a conquista do Penta. O Penta que é só nosso. É só nosso. A Copa do Mundo tem esse poder, o de transformar o eu em nós. E assim, subitamente, estamos todos em campo. E ainda mais quando a gente olha para um país muito dividido. O valor disso fica muito maior. E essa é justamente a mágica de uma festa como a Copa. É claro que a euforia não é só nossa. Nos outros países ela tem cores diferentes. Este mundial será o maior da história até aqui. 48 seleções. Bilhões de pessoas vão assistir pela televisão ao maior torneio esportivo do mundo. E milhões viajarão para o Canadá, para os Estados Unidos e para o México nas próximas seis semanas. Ou pelo menos vão tentar. Porque essa Copa tem algumas barreiras. barreiras econômicas. Nenhum ingresso sai por menos de 4 mil reais e pode chegar a até 10 vezes isso em jogos mais importantes. Mas tem as barreiras políticas também.
Narrator/Reporter
A Federação de Futebol do Irã disse que os Estados Unidos retiraram a cota de ingressos destinada aos torcedores iranianos. Ela correspondia a 8% dos bilhetes reservados para a torcida do país. Isso significa que muitos torcedores que já tinham planejado a viagem para acompanhar a seleção agora não conseguem acesso aos ingressos. E esse não é o único reflexo do conflito na Copa. Os jogadores do Irã receberam autorização para entrar nos Estados Unidos para treinar e disputar as partidas, mas não podem permanecer no país entre um compromisso e outro.
Natu Zaneri
Você pode pensar, por que estragar toda essa diversão falando de política? Ora, alguns dados pra você. Não foi só a seleção do Irã que foi afetada. O Haiti também está impedido de ter sua torcida nas arquibancadas. Torcedores do Senegal e da costa do Marfim, por exemplo, também têm pouquíssimas chances de conseguir estar lá, já que os vistos de turismo para esses países foram amplamente suspensos. Para você ter uma ideia, a administração Donald Trump chegou a exigir que torcedores de vários países pagassem um depósito de aproximadamente 80 mil reais para entrarem nos Estados Unidos. Essa medida, ao menos, foi revogada. E este, que deveria ser o mais inclusivo mundial de futebol de todos os tempos pelo número de países participantes, sob Donald Trump, tornou-se a mais política das Copas do Mundo. Da redação do G1, eu sou Natu Zaneri e o assunto hoje é... A mais política das Copas do Mundo. Neste episódio, eu converso com Guga Chakra, comentarista da Globo News, da TV Globo, da CBN e colunista do jornal O Globo. E com André Rizek, editor-chefe e apresentador do Seleção EsporteV e do programa Fechamento EsporteV. Quinta-feira, 11 de junho. Meu amigo Guga Chakra, essa Copa vai ser a maior edição já realizada, ampliação do número de participantes para 48 seleções, novo formato da competição, objetivos políticos e econômicos na mira da FIFA. Me conta um pouco de como você está enxergando essa Copa do Mundo.
Guga Chakra
Olha Natuza, o aumento no número de participantes é algo que vem ocorrendo progressivamente. Até 78 eram 16 participantes na Copa do Mundo. Em 82 aumentou para 24. E foi assim em 82, 86 e 90. Eles ampliaram para 32 times. 32 e 16 é melhor porque fica certinho, você não precisa fazer aquela repescagem para terceiro colocado, toda aquela complexidade. Então ficaram 32 times até a última Copa do Mundo. E a partir de agora passa a ser 48. Por quê? Existe um efeito político, em primeiro lugar, porque mais participantes, mais votos para o Infantino no Congresso da Viva, tudo isso acaba valorizando. Mas tem também a questão econômica. Em primeiro lugar, você aumentando para 48 times, você abre espaço para economias ricas conseguirem se classificar, o que não aconteceu, mas havia talvez a esperança de que a China, a Índia é mais difícil, mas a China se classificar para a Copa do Mundo, eles foram em 2002, mas na época eles não eram tão ricos como hoje, mas você tem uma seleção chinesa, os direitos de TV, claro que os chineses assistem a Copa do Mundo de qualquer maneira, mas é diferente quando você tem teu time. Então buscar outras economias ricas, as do golfo, Por exemplo, o Qatar se classificou, a Arábia Saudita também, que a Arábia Saudita já é um pouco melhor mesmo, mas os Emirados Árabes ficaram fora. Mas a intenção era ampliar para todos esses países, dar mais vagas para os países do continente africano, para países da Ásia. Então tudo isso acabou impactando nessa decisão de ter 48 times. E o futebol evoluiu bastante em relação ao que era em 78. Hoje você vê boas seleções em todos os continentes. O Japão é uma seleção que pode dar trabalho, como já deu em outras Copas. A Coreia do Sul que já foi semifinal de Copa do Mundo em 2002. A gente vê duas seleções africanas muito fortes. Senegal e Marrocos. Marrocos que foi semifinal na última Copa do Mundo. Está no grupo do Brasil. Então hoje não era daquela forma. como até 78, que se você colocasse 48 times, a seleção brasileira pegaria alguns e trucidaria, enfiaria 10 gols, 8 gols. Tomou de 7 a 1 da Alemanha, mas aquilo é um acaso. Mas seria uma disparidade muito grande e diminuiu essa disparidade. Mas claro que, por ser 48, tem aquela questão dos terceiros colocados, né Natuza? Porque além dos dois primeiros, se classificam os oito melhores terceiros, para ficar 32 na segunda fase. Então, assim, é mais complicado para algumas pessoas entenderem. E também pode acontecer o que aconteceu com o Brasil em 90. No caso, o Brasil enfrentou a Argentina. A Argentina, que se classificou em terceiro lugar da chave, acabou pegando o Brasil. Aquela jogada do Maradona para o Canídia e o Brasil foi eliminado.
Natu Zaneri
E essa história de ter três países sede e não dá para ignorar o contexto anti-migração, sobretudo nos Estados Unidos. Queria que você falasse um pouquinho sobre isso também.
Guga Chakra
É a primeira vez que tem três sedes. Em 2002 tiveram duas sedes. A Copa foi no Japão e na Coreia do Sul na ocasião. Dessa vez, Estados Unidos, Canadá e México, a Copa da América do Norte. Vamos colocar assim, aliás, o México é o primeiro país a ser sede de Copa do Mundo por três vezes. E eles tiveram o privilégio de, em 70, ter o Pelé e, em 86, ter o Maradona. Terqueira Quernão nessa Copa, tem o Messi, e aí estão os três maiores jogadores da história que terão jogado uma Copa no México. Não sei se a Argentina vai chegar a jogar alguma partida no México, mas enfim. foi organizado dessa forma. Claro que os Estados Unidos é onde ocorrerá a maior parte dos jogos, então terão alguns jogos, inclusive a abertura no México, no Estádio Azteca, vão ter jogos no Canadá, mas a base mesmo será nos Estados Unidos. Politicamente, claro que facilita ter uma candidatura de três países, fortalece essa candidatura, porque daí são três países buscando votos, os Estados Unidos havia perdido a disputa para ser a sede da última Copa em 2022, o Catar teria até comprado votos na ocasião para ser sede, o Catar que é um país minúsculo, é sem tradição no futebol, todos os jogos ali eram ao redor de Doha, é muito questionável a Copa ter sido realizada lá. Antes foi na Rússia, que é um país continental, mas a próxima Copa já também será em mais países, vai ter Espanha, Portugal, Marrocos, vão ter jogos no Uruguai, no Paraguai, na Argentina. Está mudando um pouco o contexto da Copa do Mundo, daquela noção de ser em um lugar apenas, até porque com 48 times a quantidade de estádios necessários fica muito mais complicada. Poucos países, os Estados Unidos seria um que daria para fazer sozinho, o Brasil seria um gasto enorme, mas talvez conseguisse dar as dimensões continentais, o número de cidades grandes, a China, mas são poucos lugares que poderiam organizar uma copa com 48 times. Com o 3-7 se facilita a questão política, tudo acaba sendo melhor, essa Copa de três países. Claro que daqui a um tempo é difícil falar a Copa nos Estados Unidos, México e Canadá. Como a gente fala a Copa da França em 1998, a Copa do Brasil em 2014, mas isso acaba sendo um detalhe.
Natu Zaneri
Me chamou a atenção na tua coluna do Globo quando você menciona a relação entre o presidente da FIFA, o Infantino, com o Trump. Você chega a dizer que o Gianni Infantino é um bajulador do presidente dos Estados Unidos. Qual é o resultado disso na prática?
Guga Chakra
O resultado disso na prática é que a FIFA se curvou ao presidente dos Estados Unidos. Só para explicar, o infantino, ele é um majuador puxa-saco do presidente dos Estados Unidos. Você se recorda que o Trump, ele tem uma questão que ele sonha em ganhar o Nobel da Paz porque o Obama ganhou. Basicamente, esse é o principal motivo, ele acha que merece o Nobel da Paz. No ano passado ele acabou não ganhando, quem ganhou foi a Maria Corina Machado, líder da oposição venezuelana, que até deu o prêmio em si para o Trump, posteriormente uma atitude patética. Mas enfim, o prêmio é dela, continua sendo dela, o Trump não ganhou o Nobel da Paz. Mas daí o infantino decide, quando sorteia os grupos da Copa aqui nos Estados Unidos, criar o prêmio FIFA da Paz e dar para o Trump. A gente está vendo imagens do presidente Donald Trump, que a FIFA vai estabelecer no sorteio um prêmio pela paz mundial. Surpresa de zero pessoa, o escolhido foi o presidente dos Estados Unidos, amigasso do
André Rizek
Gianni Infantino, Donald Trump.
Carlos Ancelotti
Obrigado. Obrigado, senhor presidente. Senhor presidente, esse é o seu prêmio, o prêmio da paz, e há também uma linda medalha para o senhor, que o senhor pode usar onde quiser. Espera aí, eu vou botar bem agora, inclusive. Deixa eu segurar o microfone. Ah, foi, fantástico. Excelente.
Guga Chakra
Isso é uma coisa, não é nem patética, é ridícula. E semanas depois, o Trump realiza uma ação militar para capturar um chefe de Estado de outro país, no caso Maduro, mas mais grave do que isso, no final de fevereiro, o Trump ordena, junto com Netanyahu de Israel, uma ação militar com contra o Irã, dando início a uma guerra que ainda está em andamento. Para o Trump, o infantino deu esse prêmio. Mas a FIFA também se curvou em outros temas. Por exemplo, o Trump tem uma política migratória xenófoba. Ele proíbe que entrem nos Estados Unidos naturais de alguns países. Pessoas, cidadãos do Irã, cidadãos do Haiti, cidadãos da Somália. O Irã está em guerra com os Estados Unidos, mas Somália e Haiti absolutamente não estão em guerra, o Senegal também, não estão em guerra com os Estados Unidos, ele simplesmente proibiu que pessoas desses países entrem nos Estados Unidos. A gente vê situações, como a gente observou, do árbitro somali que acabou sendo barrado ao chegar nos Estados Unidos, um árbitro da FIFA, pitou a final da Copa Africana, ele não pôde entrar.
André Rizek
E o árbitro da Somália, barrado nos
Guga Chakra
Estados Unidos, foi recebido como herói na
André Rizek
volta de casa, né?
Narrator/Reporter
Os torcedores lutaram o estádio na capital Mogadíssios. Hoje, nas arquibancadas, a multidão agitava as bandeiras somales, cantavam e dançavam em solidariedade a Omar Artan. Ele foi barrado pela imigração americana. No aeroporto de Miami, o governo Trump afirmou que a entrada foi recusada porque Artan teria ligações com suspeitos de pertencer a organizações terroristas. O árbitro não vai mais poder participar da Copa. Ele agradeceu à FIFA e ao povo da Somália.
Guga Chakra
O Trump tem um problema maior em relação à Somália. Ele chama os somalis de sujos, nojentos. O país somalha ele chama de lixo. Ele fala abertamente que ele tem nojo da Somália e das pessoas somalhas. Ele fala isso. publicamente ela não tem o menor problema. Isso é porque uma das maiores opositores ao Trump nos Estados Unidos é a Yohan Omar, que é uma deputada somali. E a Somália tem a questão de que eles são negros e muçulmanos. O Trump é islamofóbico e racista e xenófobo. Então tudo acaba se juntando na questão da Somália. Embora com a Haiti ele também seja muito racista. Ele fala que os haitianos comem gente, a gente se recorda disso que ele falou. Parece uma distopia falando tudo isso, mas o presidente dos Estados Unidos fala essas coisas mesmo. Em relação ao Irã, claro que tem a nuance dos dois países estarem em guerra, mas a forma de proibir, por exemplo, a vinda de torcedores iranianos é algo muito questionável. Só para lembrar, o Catar que não tem relações com Israel, e Israel não havia se classificado para a última Copa, Qatar permitiu que torcedores israelenses fossem à Copa do Mundo, torcer para a Argentina, para o Brasil, para a França, para quem eles quisessem, eles puderam ir à Copa do Mundo, os jornalistas de Israel foram credenciados, não teve o menor problema. E a China, na Olimpíada de Pequim, permitiu que Taiwan, que a China considera uma província rebelde, competisse com a bandeira de Taiwan. porque tem que respeitar as regras do COI. O Trump não respeita as regras da FIFA e o Infantino absolutamente não faz nada, se curva ao Trump como mais um capacho, que a gente observa muito na relação com o presidente americano.
Natu Zaneri
Tem outro dado, esse chama muita atenção, que é o preço do ingresso, Guga. Quem é que tá podendo comprar esses ingressos? Porque, olha só, se a gente for voltar no tempo, Copa de 94, que foi realizada nos Estados Unidos, os ingressos mais caros custavam US$ 475. E aí, se a gente corrigir isso pela inflação americana, vamos aqui colocar US$ 1.030. Só que os ingressos da final já são vendidos por mais de 10 mil dólares. Se a gente for comparar com a Copa do Catar em 22, que você citou agora há pouco, a FIFA multiplicou o preço dos ingressos para algumas categorias em mais de 20 vezes. O que está rolando?
Guga Chakra
Bom, Natúlia, são uma série de questões. Primeiro, há um aumento nos ingressos para eventos esportivos como um todo em diferentes lugares do mundo. Os preços de ingressos subiram. Aqui nos Estados Unidos, o US Open, até antes da pandemia, eu conseguia comprar ingressos para semifinal, para final, por pouco mais de 100 dólares. Hoje é completamente impossível que você vá assistir uma semifinal ou uma final de US Open por menos de 500, 600 dólares. Para final, tende a ser até mais do que isso. Então, se levaram os preços para o jogo do Knicks, agora, Sim, os ingressos mais baratos, porque daí é claro, a intracambista, o que eles chamam de resale aqui nos Estados Unidos, os ingressos estão ali para cima de 5 mil, 6 mil dólares os ingressos mais baratos para assistir o jogo do Knicks contra o Spurs. Então os ingressos como um todo subiram bastante. Estados Unidos tem essa questão do preço dos ingressos ali no resale, de seguir a questão de oferta e demanda. Para alguns jogos talvez abaixe bastante o preço, Por exemplo, Áustria e Jordânia. Não é um jogo tão atrativo. A Colômbia e Portugal. Muita gente quer ver França e Senegal. São grandes jogos agora, falando na primeira fase. Brasil e Marrocos. Brasil e Marrocos, além de ser um jogo entre a mais poderosa seleção africana, pentacampeão mundial, dois países com comunidades aqui em Nova Iorque expressivas, populações grandes. Nos arredores de Nova York, Nova Jersey estádio, mas subúrbio de Nova York, poucos quilômetros, 20 minutos de trem de Nova York. Então é muito fácil o acesso, com todo o dinheiro que tem aqui em Nova York, não só pessoas brasileiras e marroquinas, mas pessoas de qualquer nacionalidade que querem ver um grande clássico da Copa do Mundo. Então o preço mais barato no chamado resale, que é o cambista na prática, Está ali, ao redor de 1.700, 1.800 dólares por ingresso. 1.800 dólares, já está subindo para quase 2.000 dólares. Então, é o fato, você está em Nova Iorque, é muito dinheiro. E por último, Natuza, tem uma questão que é uma mudança no consumo da pessoa muito rica, dos multimilionários, tudo. Eles sempre quiseram comprar o relógio caro, o carro caro, mas hoje existe uma noção que eles querem estar nos grandes eventos. Então, as pessoas muito ricas, ele quer estar na final de Roland Garros, quer assistir a final da Champions League, ele quer assistir o Super Bowl, quer assistir um jogo da Copa do Mundo. Então, isso acaba inflacionando. O cara quer tirar foto, colocar no Instagram, ó, aqui, tô vendo Brasil e Marrocos. Então, isso acaba afetando. Os jogos do Brasil estão muito caros. O mais acessível acaba sendo nessa primeira fase Brasil e Haiti, que é na Filadélfia. O Haiti é um time mais fraco, mas mesmo lá o ingresso mais barato está ao redor de 700 dólares. Brasil e Escócia, por sim, Miami, é claro que o ingresso acaba ficando bastante caro. Tem uma comunidade brasileira rica em Miami, fora que o acesso a partir do Brasil, tudo acaba sendo mais simples, mas acho que tudo isso acaba pesando no preço do ingresso e tem muito questionamento aqui da Prefeitura de Nova Iorque, o Mandani, a governadora Roku, o governador de New Jersey, todos questionando o preço dos ingressos aqui no estádio. O estádio da Fala Nova Iorque, é sempre importante lembrar, fica em Nova Jersey. Nova Jersey é um estado, não é uma cidade. Fica em Nova Jersey, próximo a Nova Iorque. Até que tem aquela pergunta, só para terminar, que falam qual é o único time de futebol americano da NFL do estado de Nova Iorque. O único time do estado é o Buffalo Bills. porque o Giants jogam no estádio, que é o estádio da Copa e vai ser o estádio da final, que fica em Nova Jersey.
Natu Zaneri
Torci muito pelo Giants, mas isso é uma outra história. Seu palpite para o primeiro jogo, Brasil e Marrocos, qual é?
Guga Chakra
Eu sempre aposto no Brasil. Eu sou muito pessimista quando é o Palmeiras, mas com a seleção brasileira eu sou muito otimista. É claro que eu mudei para cá em 2005, lembro que em 2006 o Brasil era favoritário. aquela outra época. Hoje em dia, você vê, as pessoas falam que o Brasil virou um país, um time grande, mas é colocado abaixo da França, da Espanha e da Argentina. Vem ali, no segundo degrau, com Portugal, com a Inglaterra, com a Alemanha. Não está abaixo, mas é uma sensação meio que nem a Ferrari para a Fórmula 1, sabe? Todo mundo sabe, a camisa amarela, que nem o carro vermelho da Ferrari, mas não ganha mais, né?
Natu Zaneri
Uma última coisa, essa desconexão, ou pelo menos perda de brilho do Brasil, foi por causa do 7x1 na tua avaliação?
Guga Chakra
Começou a partir dali, mas eu lembro que 2018, 2022, o Brasil ainda era colocado entre os grandes favoritos pra Copa do Mundo. Até 2006, o Brasil era considerado um super time. Era o Brasil ali, Ronaldinho, Ronaldo, Roberto Carlos, Cafu, Rivaldo, Kaká, Adriano, era uma coisa acima. depois passou a ser ali dos grandes favoritos. Nessa Copa é a primeira que não se fala do Brasil como favorito. Isso já ocorreu no passado em 94, não é a primeira vez em 90 também. Em 90 e 94 o Brasil não era colocado entre os favoritos e o Brasil acabou ganhando em 94. Então assim, é algo que já ocorreu antes, mas que agora volta a ocorrer. E o bom é que quando ocorreu antes a Copa foi nos Estados Unidos, Foi em 94 e o Brasil acabou sendo campeão mundial. Vamos torcer para que seja de novo.
Natu Zaneri
Valeu, Guga. Um abração para você.
Guga Chakra
A você também.
Natu Zaneri
Espera um pouquinho que eu já volto para falar com o André Rizek. André Rizek, eu não podia estar no dia de hoje sem conversar com você. Então eu já quero, de largada, pedir pra você dizer quem é que tá na prateleira dos favoritos, quem é que tá na prateleira dos azarões, quem é que pode surpreender. Faz um sobrevoo aí, de drone Rizekiano, pra mim, por favor.
André Rizek
Boa noite a todos. É um prazer falar aqui no assunto. Adoro o podcast. Minha companhia preferida dos podcasts. É um prazer estar aqui com vocês. Um abraço a todos que nos ouvem. Boa Copa para nós. Olha, eu acho que dá para dividir os favoritos, ou seja, aqueles times que sonham com o título em duas prateleiras. Na prateleira Prime, as seleções mais fortes que chegam como as principais candidatas, a gente coloca a França, porque tem os melhores jogadores. A Espanha, que é o jogo mais bonito de se ver no ciclo, o jogo coletivo mais forte. A Espanha, campeã europeia, é muito forte também. Essas são as seleções mais badaladas. Aí vou colocar também, impossível descartar a Argentina. A Argentina está vindo com um certo cinismo aqui para os Estados Unidos, os atuais campeões do mundo. Nosso time está velho. Vamos só para fazer uma homenagem ao Messi. Última Copa do Messi, do Depou. Não caiam nessa, é tudo cinismo. A Argentina vem muito forte também. A Argentina decidiu enfrentar no ciclo as piores seleções já formadas na história da humanidade em amistoso. Mas quando eles jogaram a Vera, competição oficial, eles foram campeões da América e foram o melhor time das eliminatórias com o Messi artilheiro das eliminatórias. Ganharam do Brasil no Maracanã e em Buenos Aires. Era uma surra a gente em Buenos Aires. Argentina não dá para ser descartada é porque estatisticamente é muito difícil ganhar duas Copas seguidas. Só o Brasil em 58 62 e a Itália lá atrás nos anos 30 conseguiram. Mas a Argentina vem muito forte e Portugal que tem uma excelente geração de jogadores é impressionante a atual geração portuguesa e Portugal bateu a Espanha na Nations League que é o segundo torneio mais importante do futebol europeu de seleções. Essas quatro seleções, para mim, são as principais candidatas. Ainda uma prateleira abaixo, sonhando com o título ainda. Tem o Brasil. O Brasil é sempre candidato, mas a gente não está entre as seleções mais fortes. A gente vai ter que evoluir durante a Copa. A Alemanha, que não dá para descartar. A Alemanha caiu na primeira fase, nas duas últimas Copas. Depois do 7x1, a Alemanha caiu nas duas Copas seguintes, na primeira fase. Mas tem muita tradição.
Natu Zaneri
Isso foi uma praga minha, né? Você sabe, isso foi uma praga minha que eu joguei.
André Rizek
É, de todo mundo. Nunca dá pra descartar a Alemanha, na mesma vibe do Brasil, assim, né? Você não descarta uma seleção forte como essa. A Inglaterra tem excelentes jogadores, mas é incrível como eles não conseguem jogar bem. A Inglaterra, para mim, tem jogadores muito bons, mas o time ainda não conseguiu engrenar. Eles têm um treinador alemão, o Thomas Tuchel, a ver como vai ser nessa Copa. E aí, correndo por fora para fechar a prateleira desses oito times que eu acho que podem sonhar com o título, a Holanda, que nunca foi campeã do mundo e tem alguns jogadores interessantes, aí a Holanda talvez possa surpreender. Acho bem difícil que a Holanda seja campeã, mas eu colocaria essas oito seleções com condição de sonhar com o título. E você perguntou de quem pode surpreender, quem pode por a bolha, né? Olha, eu acho que, assim, Noruega, que teve o ataque mais positivo das eliminatórias europeias, estava no grupo da Itália nas eliminatórias. A Noruega tem jogadores muito bons, tem o Haaland, né, que é um dos melhores centroavantes do mundo. O Japão, que deixou a Alemanha de fora.
Natu Zaneri
Antes de você falar do Japão, a torcida norueguesa é muito impressionante fazendo aquela remada viking, né?
André Rizek
Você sabe que o Brasil nunca ganhou da Noruega em Copas, né? Uma pedra no sapato que a gente tem. Aliás, nunca ganhou da Noruega em nenhum jogo. É uma pedra no sapato que a gente tem. E eles têm um time encardido, viu? Vou te falar que a Noruega... Não para ser campeão, né? Estou falando que pode fazer uma boa Copa. O Japão, que tirou a Alemanha na última Copa do Mundo, na fase de grupos. Ganhou o Amistoso da Alemanha, ganhou o Amistoso do Brasil. É uma seleção que pode aprontar alguma coisa aqui. E na América do Sul, eu tô botando fé no Equador. O Equador tem um zagueiro que é um dos melhores do mundo, que é o Pacho. Um meia, o Caicedo do Chelsea, que é muito bom. E eles se defendem muito bem. difícil ganhar a Equador. Eles tiveram uma campanha bem melhor que a nossa, inclusive nas eliminatórias. Eles têm dificuldade de fazer gol, mas eles se defendem muito bem. E se eles conseguirem melhorar a ponta ali, eu acho que é um time que pode sonhar com umas oitavas, talvez quartas. Eu acho que esses são os times que podem furar a bolha, dar uma aprontada aqui na Copa do Mundo.
Natu Zaneri
E no nosso caso, eu queria te perguntar onde é que você acha... Eu fiz essa pergunta para o Guga, né? Onde é que você acha que... Em que momento a gente começou a perder o brilho, né? Quando eu falo brilho, eu falo esse lugar de ser uma seleção favorita. Tem duas novidades nessa Copa que eu também queria que você incluísse aí na tua avaliação. É a primeira vez que a gente vai para o torneio como técnico estrangeiro. Isso a gente pode esperar o quê? E a outra coisa é a primeira vez também que o Neymar não chega como o lastro da seleção, o grande protagonista. Durante uma década a seleção brasileira girou em torno do Neymar e dessa vez não. Que tipo de resultado isso também pode trazer pra gente?
André Rizek
Olha Natu, o futebol brasileiro sempre foi muito baseado no talento, né? Se você pegar as copas que a gente ganhou, a gente tinha excelentes jogadores, não todos merecendo os técnicos não, todos muito importantes, mas a gente sempre tinha jogadores, no plural, entre os melhores do mundo, se não os melhores do mundo, né? A última Copa que a gente chegou com esse talento todo foi em 2006, em que o Brasil foi uma grande decepção. Ali a gente tinha Ronaldo, Kaká, Ronaldinho, Adriano, Cafu, Roberto Carlos. Aquele time era, como a gente fala, sacanagem. Era um excelente plantel no papel. Na prática, foi um time muito decepcionante. Mas desde 2006 a gente não chega para uma Copa ostentando assim, nós temos a seleção mais talentosa. Então a gente deixou de ter, a gente não forma mais jogadores como a gente formou. A gente ainda tem bons jogadores, mas não no nível em que a gente teve quando ganhou os títulos, os cinco títulos. E é justamente por isso que o Brasil decidiu apostar em treinadores, assim, falo no plural, porque o Brasil, quando acaba a Copa de 22, ele mira o Pepe Guardiola. Pepe Guardiola nem quer conversar, não tem interesse, não tinha interesse em dirigir seleção. E aí ele vai no Carlos Celotti. São os dois grandes treinadores do futebol de clubes do mundo. Treinador que trabalha em clube, assim, desse nível, é muito difícil aceitar a seleção. paga menos, é um outro tipo de trabalho. O Ancelotti teve esse interesse de dirigir uma seleção, ele já jogou Copa pela Itália, ele era o auxiliar da Itália em 94, quando eles perderam para a gente a final da Copa do Mundo nos pênaltis, e o Brasil começou a namorar o Ancelotti. Muito em função disso, a gente tá parando o Brasil, ele foi eliminado desde que ele foi campeão. Sempre que a gente enfrentou um europeu em julga eliminatório, em todas as Copas, 2006, 10, 14, 18, 22, a gente voltou pra casa, né? A gente foi eliminado. No caso, a gente ficou em casa em 14. E aí o Brasil pensou, poxa, eu preciso apostar num treinador de um nível que a gente não tem aqui no nosso futebol. Isso não é um demérito para os nossos treinadores. É simplesmente o fato de o Carlos ser o maior vencedor da história do futebol de clubes, campeão em cinco ligas diferentes, o maior vencedor da história da Liga dos Campeões, um baita treinador. E aí o Brasil apostou no Ancelotti. E essa vai ser a primeira Copa em que a gente não vai ter nenhum treinador brasileiro. Olha só, como a gente sempre foi dirigido por brasileiros e havia em outras seleções, de vez em quando, treinadores brasileiros, essa vai ser a primeira da história sem treinadores brasileiros. A gente vai ter o nosso italiano, Carlos Ancelotti. Então foi nessa aposta de que já que a gente não tem, a gente não ganha mais no talento, a gente precisa trazer um treinador muito especial. Só que ele chegou tarde, né? Ele tem 12 jogos à frente da Seleção Brasileira. O ciclo foi muito tumultuado. A gente começou com o Ramon, depois com o Diniz, aí com o Dorival. Ele é o quarto treinador do ciclo. A gente teve os piores resultados da história da Seleção Brasileira, desde que o Brasil é Brasil nesse ciclo. E não deu muito tempo, na minha opinião, dele, nesses 12 jogos, conseguir realmente revolucionar a seleção brasileira. Vamos ver se durante a Copa a gente cresce. A gente está muito bem servido de técnico, eu sou muito fã do Ancelotti e eu acho que foi uma tacada certeira buscá-lo para tentar uma façanha, porque o Brasil chega na condição de desafiante aqui na Copa do Mundo, viu Natuza?
Natu Zaneri
Em termos de jogadores, que jogadores brasileiros você acha que podem surpreender? Eu te pergunto desses jogadores porque a gente está numa troca geracional. A última Copa do Messi, a última Copa do Cristiano Ronaldo, do Neymar, me parece óbvio também. Quem que a gente tem que prestar atenção? Quem vão ser os nossos craques, independentemente do resultado?
André Rizek
Na abertura da Copa, serão 25 dias que o Neymar não vai a campo. Ele se machucou no jogo com o Curitiba na véspera da convocação.
Hendrik
A CBF informou que novos exames apontaram uma evolução no tratamento da panturrilha direita de Neymar. O atacante segue em processo de recuperação e só deve ser relacionado para a segunda partida do Brasil na Copa, contra o Haiti.
André Rizek
Então assim, há muito tempo sem bola, sem treinamento, o talento do Neymar não se discute. As questões do Neymar são físicas, então eu acho que é imprevisível nesse momento projetar qual será o papel dele. Por enquanto o Neymar tem que se recuperar, voltar a campo e é óbvio que ele pode ajudar. não se vê mais o Neymar como um protagonista, assim, para jogar, começar jogando, mas que ele possa entrar em alguns jogos e fazer diferença e talento para isso ele tem, a ver como será o desdobramento. A gente perdeu aquele que vinha sendo o melhor jogador da Ancelotti, que é o Estevão, um cracaço de bola, ex-Palmeiras, atual no Chelsea, vai fazer muita falta para a seleção.
Carlos Ancelotti
O técnico da seleção, Carlo Ancelotti, deixou Estevão fora da lista com 55 nomes que podem disputar a Copa do Mundo. Estevão sofreu uma lesão na coxa direita e não vai se recuperar a tempo da competição.
André Rizek
Perdemos o Rodrigo também. Temos o Vinícius Júnior. Eu acho que o Vinícius Júnior tem tudo para ser o grande nome do Brasil na Copa, porque o Vinícius Júnior se tornou o jogador que é um dos melhores do mundo nas mãos do Carlos Celotti no Real Madrid. Então se tem um treinador que conhece o Vini Júnior, é o Carlos Celotti. Então eu aposto muito que essa Copa vai ser o desabrochado Vini. Ele já disputou 22. Foi bem, não foi um absurdo de destaque. Eu acho que essa Copa pode ser o desabrochado Vini Júnior na seleção, porque no Real Madrid ele já é um dos melhores jogadores do mundo. E assim você falou de surpreender o Brasil traz para essa Copa os dois jogadores mais jovens do plantel desde o Ronaldo Fenômeno em 94. Ele era meio que o mascote do time que são o Ryan atualmente no Bournemouth da Inglaterra e o Hendrik que é jogador do Real Madrid e estava jogando no Lyon emprestado. O Hendrik é um jogador de muita estrela. Ele só tem três gols pela seleção brasileira. Marcou recentemente agora contra o Egito o terceiro gol dele.
Hendrik
Você devia estar com uma vontade de fazer um gol, né cara? Porque você sofreu um pênalti, deu uma assistência. Dois anos daquele teu gol no Amistoso contra o México. Fala um pouquinho dessa sensação e de como é que é, tá? Uma semana de disputar a primeira Copa do Mundo da carreira com 19 anos.
André Rizek
Boa noite. Pô, é uma sensação maravilhosa. Acho que ter essa sensação é uma coisa inexplicável. E ele é um jogador de muita personalidade. Ele não se intimida. Ele entra em campo com fogo nas ventas. Ele é um cara que decide partidas grandes. Tem muita personalidade. E eu acho que o Hendrik tem tudo para ser um dos destaques. A FIFA tem aquele prêmio de jogador jovem da Copa. Mesmo sendo reserva, eu acho que o Hendrik é um cara que vai chamar muita atenção. Eu boto muita fé que o Hendrik vai ser um dos grandes atacantes do futebol mundial, ainda não é. Eu acho que o Hendrik é um candidato a ser uma surpresa muito positiva, ainda que provavelmente ele comece a Copa e a tendência é que ele saia do banco para resolver jogos. Eu acho que é algo que ele tem condição de fazer. Pra gente que é apaixonado por Copa, tudo é importante, né? Vai que a seleção não vai tão bem, eu acho que essa Copa tem questões importantes pra gente ver fora de campo, mas dentro de campo eu acho que a gente vai assistir uma grande Copa. E olho num garoto, o Lamine Amal, de 18 anos, que você falou de troca de guarda, Eu acho que ele é o futuro rei do futebol. O jogador da Espanha de 18 anos, se alguém vai substituir e tem condição de pegar esse legado do mestre do Cristiano Ronaldo, é esse jogador, Lamine Amal. Ele é um capeta em campo e ele já é uma realidade. Então olhe nesse moleque que esse cara tem chance de ser o próximo... Rei só tem um, né? Então de ser o próximo príncipe do futebol.
Natu Zaneri
Tá certo, tá certo. Vou ficar prestando atenção nele. Zeque, super obrigada por ter achado aí um tempinho, que eu sei que tá corrido, tão usufrando os tambores e você topou conversar aqui com a gente. Obrigada, meu amigo.
André Rizek
Obrigado e uma grande Copa pra gente. Boa sorte pro Brasil. Valeu, Natuza. Um beijo.
Data: 11 de junho de 2026
Host: Natuza Nery
Convidados: Guga Chakra (comentarista), André Rizek (jornalista)
Neste episódio especial de "O Assunto", Natuza Nery discute com profundidade por que a Copa do Mundo de 2026 é considerada “a mais política das Copas”. Com a presença de Guga Chakra e André Rizek, o programa explora não só o novo formato do torneio — agora com 48 seleções e três países-sede (EUA, Canadá e México) —, mas também as consequências políticas e econômicas desse Mundial, as barreiras migratórias impostas, os preços altíssimos dos ingressos e a transformação no papel do Brasil dentro e fora de campo.
A conversa é analítica, crítica e didática, com pitadas de informalidade e humor — especialmente nas interações entre Natuza Nery, Guga Chakra e André Rizek. Há uma preocupação clara de ir além do futebol, buscando expor o entrelaçamento com geopolítica, economia e sociedade.
Ao contextualizar o Mundial de 2026 como “a mais política das Copas”, o episódio ilumina as camadas ocultas de influência, exclusão e transformação no evento esportivo mais assistido do mundo. Com análises ricas e acessíveis, “O Assunto” articula a grandiosidade e as contradições do torneio — ressaltando que, mais do que nunca, a paixão pelo futebol se cruza com disputas globais, desigualdades e um futuro incerto para o esporte mais popular do planeta.