Transcript
Ana Tuzaneri (0:01)
O homem forte do regime iraniano está morto. Segundo autoridades israelenses, Ali Larijani foi alvo de um bombardeio aéreo na madrugada de terça-feira. Até o momento do ataque, Larijani ocupava o posto de chefe do Conselho de Segurança. Mais do que isso, trata-se de um dos mais influentes políticos do país e o cérebro por trás das estratégias de defesa e de política nuclear do regime.
Israel Katz (0:24)
O ministro da defesa israelense, Israel Katz, afirmou que o Larijani foi morto. Israel afirmou também que matou Golan Reza Soleimani, que é chefe da Basij, uma milícia paramilitar e voluntária da Guarda Revolucionária do Irã. Ou seja, são dois nomes muito importantes para o regime.
Narrator/Reporter (0:42)
Larijani serviu durante muitos anos como porta-voz do parlamento iraniano e era uma das vozes mais importantes do regime nas negociações do programa nuclear do país com o Ocidente.
Ana Tuzaneri (0:53)
A morte de Larijane pode representar a maior baixa do regime desde o primeiro dia de ataques, quando o líder supremo Ali Khamenei foi morto. Isso porque Larijane é a figura política que segura as rédeas de um país em guerra, mesmo depois que Mojitaba Khamenei, o filho de Ali Khamenei, foi escolhido como novo líder supremo.
Narrator/Reporter (1:12)
para países da Europa e do Ocidente e ele era um moderado. Larijani nasceu em 1958 e teve muitos papéis políticos. Ele foi o negociador nuclear do Irã lá no início dos anos 2000, trabalhou junto à Agência Internacional de Energia Atômica, também na ONU, depois foi presidente do parlamento iraniano e também foi responsável pela condução dessa guerra, Não é apenas o
Ana Tuzaneri (1:40)
Irã que perdeu seu chefe de segurança. O Ocidente também terá que lidar com o fim do mais influente canal diplomático do regime. Tudo isso num momento em que a economia global flerta com um colapso energético. E Donald Trump escala pressão para reabrir à força o Estreito de Hormuz.
Narrator/Reporter (1:57)
Donald Trump fez ameaça, de novo. Disse que a falta de cooperação dos aliados pode ser muito ruim para o futuro da OTAN, a Aliança Militar do Ocidente. O que ele quer é que europeus e asiáticos mandem navios de guerra para lá, para que, quem sabe, a navegação seja liberada logo. A Alemanha praticamente dizendo, vocês americanos que resolvam. Itália, Espanha e Grécia ampliaram o coro das negativas e já recusaram o pedido de Donald Trump.
Ana Tuzaneri (2:27)
O preço do barril do petróleo já opera acima dos 100 dólares. E mais uma vez, a guerra faz seu preço.
