Transcript
Ana Tuzaneri (0:00)
Tim Black, um plano exclusivo para você descobrir a sua melhor versão.
Luiz Roberto Barroso (0:08)
Sinto que agora é hora de seguir outros rumos. Nem sequer os tenho bem definidos, mas não tenho qualquer apego ao poder e gostaria de viver um pouco mais da vida que me resta.
Ana Tuzaneri (0:25)
Assim, Luiz Roberto Barroso anunciou sua aposentadoria antecipada. Indicado por Dilma Rousseff em 2013, Barroso poderia ficar no Supremo Tribunal Federal até 2033, quando completaria os 75 anos da aposentadoria compulsória. Mas o ministro decidiu antecipar sua saída.
Luiz Roberto Barroso (0:44)
Deixo o tribunal com o coração apertado, mas com a consciência tranquila de quem cumpriu a missão de sua vida. Não foram tempos banais, mas não carrego comigo nenhuma tristeza, nenhuma mágoa ou ressentimento. E começaria tudo outra vez, se preciso fosse.
Ana Tuzaneri (1:11)
Nesses 12 anos e 3 meses de corte, Barroso julgou casos de grande repercussão, como recursos do processo do mensalão.
Luiz Roberto Barroso (1:19)
Portanto, eu vou fazer o que eu acho certo, o que o meu coração me disser que é certo. Ninguém me pauta, nem governo, nem imprensa, nem opinião pública, nem acusados.
Ana Tuzaneri (1:29)
Participou do julgamento sobre o uso de células-tronco embrionárias em pesquisas, sobre a interrupção de gestação de fetos arencefalos e sobre a descriminalização do aborto.
Luiz Roberto Barroso (1:40)
Logo ali na frente, assim que possível, nós precisamos lutar e conquistar o direito à liberdade sexual e reprodutiva das mulheres, que é um direito muito importante e que tem atrasado no Brasil.
Ana Tuzaneri (1:56)
E também da discussão acerca do porte de maconha para uso pessoal.
Luiz Roberto Barroso (2:00)
Portanto, em nenhum momento nós estamos legalizando ou dizendo que o consumo de drogas é uma coisa positiva. Pelo contrário, nós estamos apenas aqui deliberando a melhor forma de enfrentar essa epidemia que existe no Brasil e que as estratégias que temos adotado não estão funcionando.
Ana Tuzaneri (2:19)
Durante seu mandato, não faltaram embates. Em 2018, trocou farpas com Gilmar Mendes em uma das discussões mais duras da história da corte. Um bate-boca que expunha um tribunal rachado.
