Transcript
Natuza Nery (0:00)
Tim Black, um plano exclusivo pra você descobrir a sua melhor versão.
Guilherme Bausa (0:08)
Esse congresso nunca teve a qualidade de.
Cláudio Couto (0:16)
Baixo nível como tem agora.
Natuza Zaneri (0:19)
A fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira reafirma um atual embrólho entre o Palácio do Planalto e parte do Congresso. É o governo versus o centrão.
Natuza Nery (0:30)
A oposição impôs uma derrota ao governo e retirou da pauta da Câmara a medida provisória criada para substituir parte do aumento do IOF. O governo contava com essa medida para atingir a meta fiscal do próximo ano, de um superávit de até 34 bilhões de reais.
Cláudio Couto (0:47)
O nosso pedido é para que o acordo político seja honrado.
Natuza Nery (0:51)
Mas a intensa articulação não deu o resultado esperado. A MP nem chegou a ser discutida. A derrota foi expressiva. 251 votos pela retirada da MP e 193 a favor.
Cláudio Couto (1:07)
Está aprovada a retirada de pauta.
Natuza Nery (1:12)
O próximo passo será encontrar uma saída para recompor a perda de arrecadação.
Natuza Zaneri (1:18)
Foi mais um revés imposto por uma base que de aliada não tem quase nada. Desde o surgimento do orçamento secreto e das tais emendas PICS, essa correlação de forças mudou muito. Os partidos, hoje, têm tanto poder que nem sempre precisam do governo para atingir os seus objetivos. E isso vem funcionando assim desde o governo Bolsonaro. Só que quando Lula sumiu, a situação ficou um pouco pior. Mesmo tendo cargos no governo, partidos passaram a atrair mais e mais o Executivo Federal. E isso aconteceu na votação da medida provisória do IOF. Foi a gota d'água.
Natuza Nery (1:56)
Então o governo concedeu tudo que o Congresso pediu e no final o Congresso, a maioria, o Central e a oposição derrubaram a medida.
Natuza Zaneri (2:07)
Passado para trás, porém fortalecido pelas últimas pesquisas eleitorais, o governo Lula agora tomou uma decisão considerada ousada.
Unknown Political Analyst (2:26)
É tentar realmente uma reformulação da base aliada. E como que o governo quer fazer isso? Basicamente, a ideia é mudar cargos do segundo escalão, em especial, que foram indicados por nomes do Centrão que não foram fiéis ao governo em votações recentes.
