Transcript
Natu Zaneri (0:01)
28 de fevereiro. O dia estava começando em Teherã. Pouco antes de o relógio marcar 9 horas e 40 minutos do sábado, o céu da capital iraniana foi invadido por aproximadamente 50 jatos em altíssima velocidade. Eram caças israelenses F-15, que chegam a mais de 3 mil quilômetros por hora. Quando eles assumiram suas posições, os bombardeios começaram. Foram pelo menos 30 ataques de precisão com mísseis Blue Sparrow. Eles miravam o complexo do líder supremo iraniano, um quartel general, onde o Ayatollah Ali Khamenei e outras autoridades do regime estavam reunidos. Assim que os mísseis encontraram o alvo, uma grande nuvem cinza de fumaça surgiu no meio da cidade. Ali Khamenei estava morto. O primeiro objetivo do ataque, coordenado entre Estados Unidos e Israel, havia sido concluído com sucesso. Os agentes americanos israelenses tinham detalhes da localização de Khamenei e dos oficiais iranianos. Isso foi resultado de um sofisticado sistema de tecnologia de guerra que tem várias frentes de atuação. De um lado, é capaz de perseguir com um alto nível de precisão potenciais alvos estratégicos. De outro, pode hackear sistemas para se infiltrar neles e criar confusão nas comunicações do inimigo.
Christian Wittmann (1:23)
Quando se fala no assassinato de Kaminei, é preciso dizer, foi uma operação de inteligência espetacular dos Estados Unidos e de Israel que só deu certo porque Kaminei decidiu que o martírio era melhor do que o esconderijo.
Natu Zaneri (1:37)
O Irã imediatamente reagiu e lançou uma primeira onda de mísseis e drones contra Israel e países que têm base militar americana. A estratégia vem se repetindo desde então, com foco em atingir a infraestrutura desses países, principalmente as instalações de energia. O Irã segue com os ataques contra aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico. A guarda revolucionária iraniana diz que tem o controle total do estreito de Ornuz, uma artéria econômica global por onde passam 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo. O arsenal iraniano é o maior e mais diversificado de toda a região. Já se sabe, por exemplo, que foram disparados mais de 1.400 drones e centenas de mísseis balísticos. Alguns desses mísseis são do tipo Shahrab e do tipo Fatah, que chega a 6 mil quilômetros por hora e que pode transportar ogivas pesadas. E o regime dos Ayatollahs alega que parte do seu arsenal mais avançado ainda não foi colocado em campo.
Gunther Hutzit (2:34)
Uma autoridade iraniana afirmou que o país vai mirar instalações nucleares israelenses caso Estados Unidos e Israel tentem impor uma mudança
Natu Zaneri (2:43)
de regime ao país A guerra é também de narrativas. Analistas internacionais dizem que os dois lados estão lidando com estoques relativamente baixos de armamentos na região Mas o discurso de ambos parece bastante otimista. Estados Unidos e Israel anunciam que o conflito partiu para uma nova fase e prometem aumento drástico do poder de fogo nos ataques contra o regime. Já os iranianos dizem esperar que os adversários enviem tropas terrestres e que responderão a isso com golpes dolorosos. Prometem também usar novas armas. Armas que nunca foram vistas em combate até agora.
