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Vitor Boiadjan
Na China, por décadas, um simples prato de arroz, carne e legumes foi um privilégio de um grupo relativamente pequeno. O gigante asiático, que passou boa parte do século XX mergulhado em conflitos e desafios políticos, sempre teve uma questão a mais, sua gigantesca população, há muito tempo superior a um bilhão de habitantes. Tem também a questão da fertilidade da terra. Apenas 10% é cultivável.
Narrator/Reporter
Entre 1959 e 1962, de 30 a 50 milhões de chineses morreram depois de uma das maiores crises de fome da história.
Vitor Boiadjan
Hoje, o cenário é outro. Pela primeira vez, a China consegue garantir alimento com relativa segurança para sua população. Graças, no entanto, a uma dependência dos produtores agrícolas de outros países. Mas o governo central quer reduzir essa dependência. Sob o comando de Xi Jinping, Pequim acelera uma estratégia para aumentar a produção doméstica. O movimento também é uma resposta à guerra comercial com os Estados Unidos. E olha para o futuro. A população chinesa encolhe ano a ano, reduzindo a força de trabalho e exigindo uma produção cada vez mais eficiente.
Narrator/Reporter
O trauma virou projeto. Hoje, são drones que sobrevoam as plantações de arroz com fertilizantes. Robôs são treinados para trabalhar na colheita. E as cidades são pensadas para que os produtos básicos estejam perto dos consumidores.
Vitor Boiadjan
A agricultura na China tem uma outra configuração. Ela não tem áreas extensas, são pequenos
Larissa Warholtz
produtores, muitos produtores, em torno de 40 milhões de propriedades. E ela está insistindo nisso.
Vitor Boiadjan
Hoje, a China compra muito mais alimentos do que vende para o mundo. Em 2025, essa diferença foi de US$ 103 bilhões, o que já é cerca de 15% menor em relação a antes da pandemia. E Pequim segue tentando diminuir a compra de produtos como soja e carne suína e bovina. E o Brasil, hoje um dos principais fornecedores da China, pode sentir diretamente esse movimento. Quase 80% da soja e metade da carne bovina produzidas aqui tem como destino o mercado chinês. Relação que sustenta há 17 anos um superávit comercial favorável ao Brasil. Um cenário que pode mudar. E que coloca uma pergunta no centro do debate. Como o Brasil está se posicionando estrategicamente com uma China em processo de transformação?
Expert/Analyst
O Brasil precisa de um projeto, o
Vitor Boiadjan
Brasil precisa ter previsibilidade em tudo que nós fazemos.
Larissa Warholtz
Da redação do G1, eu sou Natuzaneri e o assunto hoje com Vitor Boedian
Vitor Boiadjan
é o Brasil e a nova estratégia chinesa. Neste episódio, eu converso com Larissa Warholtz, especialista do Núcleo de Ásia do SEBRE, Centro Brasileiro de Relações Internacionais e ex-assessor especial do Ministério da Agricultura brasileiro entre 2019 e 2021. Segunda-feira, 11 de maio. Larissa, quais são os sinais hoje de que a China está buscando autossuficiência alimentar?
Larissa Warholtz
Vitor, eu diria que o principal sinal é o próprio discurso do governo chinês, que tem sido bastante claro em relação ao desconforto do próprio governo chinês das lideranças, dos tomadores de decisão em relação a políticas públicas com o crescimento das importações chinesas no setor de produtos agrícolas e alimentos. É a própria declaração dessas lideranças de que segurança alimentar é na China também um conceito que se mistura a segurança nacional e que esse excesso, assim eles consideram, que é um excesso de importações, no sentido de que essa quantidade vem aumentando, sobretudo nos últimos anos, que isso é um risco, é um elemento de vulnerabilidade para a segunda maior economia do mundo. Falas como, por exemplo, a tigela de arroz do pão chinês precisa estar cheia de arroz produzido por mãos chinesas. E falas mais ou menos nesse sentido indicam que há esse desconforto e isso se reflete em ações de políticas públicas que buscam direcionar o tema da segurança alimentar para o centro do debate de política pública. O principal elemento de política pública na China é o plano quinquenal e a gente acaba de ter o lançamento desse novo plano quinquenal que abre um ciclo aí pelos próximos cinco anos em que esse assunto é estará sendo muito debatido e o que chama a atenção é que nesses documentos de políticas públicas essa ideia reforçada de que a China não pode depender tanto da importação de produtos agrícolas e que ela precisa ter uma capacidade maior de autossuficiência. Não quer dizer que ela precisa ser autossuficiente em tudo, mas ela faz uma reflexão em relação a metas, em relação a uma forma de trabalhar para alcançar esse objetivo.
Vitor Boiadjan
E aí Larissa, como você bem mencionou, o pano quinquenal é muito mais ideias amplas, ele não diz como chegar, mas aonde a China quer chegar. Os detalhes são decisões políticas. E aí eu te pergunto, quais são os passos que a China está dando estrategicamente para alcançar essa autossuficiência alimentar?
Larissa Warholtz
A China, a partir do plano quimipenal, ela costuma desmembrar esse plano geral em planos menores. Então, planos setoriais e também diretrizes que vêm do governo central para as províncias. A gente está vendo um discurso sendo consolidado ao longo dos últimos planos, mas que é muito reforçado no caso desse novo plano quimipenal, de uma gestão quase industrial desses processos, é uma gestão sistêmica que muito se parece com as escolhas que a China fez para fomentar sua indústria. Então é baseado em pilares que atribuem também As províncias repartem essa responsabilidade de buscar aumentar o nível de segurança alimentar da China e de autossuficiência da China. Isso se reproduz no trabalho junto às empresas estatais, aos financiadores dessas iniciativas e também das universidades. Então, um elemento muito importante aqui é que a China tem plena consciência das suas limitações em recursos naturais. Então é um país que tem aproximadamente 17% da população global, 9% das áreas agricultáveis e 5% dos recursos hídricos. Ou seja, é um país que é deficitário em alguns desses elementos que seriam absolutamente fundamentais para você ter uma agricultura pujante. Agora, o que está acontecendo nesse momento, a partir do lançamento desse 15º plano, é que a gente vê uma lógica de abordagem sistêmica que coordena os diferentes atores em prol do aumento dessa autossuficiência. O que não significa que a China será completamente autossuficiente, mas é uma demonstração de que os agentes das universidades, os pesquisadores das empresas, terão financiamento para novas tecnologias, terão acesso a recursos para financiar esse conceito de smart agriculture, de agricultura inteligente que combina drones, inteligência artificial, pesquisa em laboratório, iniciativas de levar pesquisa de laboratório para o campo, A China tem
Narrator/Reporter
só 10% das terras do mundo onde dá para plantar, mas tem que alimentar 20% da população mundial. Esse é o primeiro momento da história em que a China consegue alimentar toda a sua população em segurança. Pegaram essa terra, trataram o solo, construíram essas estufas e alugam para empresários que queiram plantar. A comida sai da terra, vai direto para a geladeira e depois você pode chamar um caminhão para fazer a entrega, como se fosse um aplicativo de pedir táxi. E nas estradas, eles não pagam pedágio.
Larissa Warholtz
Então como a gente viu a China fazer grandes progressos no setor industrial, sobretudo no que diz respeito à eletrificação, aqueles setores que estão sendo vistos como motores desse desenvolvimento de uma nova economia, É uma economia que leva em consideração elementos da descarbonização, então, carros elétricos, baterias, todos esses produtos que realmente a China não era capaz de fabricar, de manufaturar até poucos anos. E, de repente, ela é líder em vários desses segmentos, carros elétricos sendo o principal destaque nessa área. Então, uma preocupação que a gente precisa ter é, será que o mundo vai se surpreender com a agricultura chinesa assim como se surpreendeu com o progresso que a China fez na indústria? Não é fácil, dado esse contexto de escassez de vários dos recursos naturais que seriam pré-requisito. Mas a gente vai ter um exército de pessoas focadas em dedicar esforços de inteligência, de pesquisa e de financiamento para alcançar, para ter ganhos tecnológicos nessa área da produção agrícola.
Vitor Boiadjan
Larissa, o Brasil é hoje um dos principais fornecedores de proteína animal para a China, mas a China está mudando sua política, inclusive impondo cotas anuais para importação de carne em bovina. Como que o produtor brasileiro está se preparando para essas mudanças políticas de importação chinesa?
Larissa Warholtz
O Brasil é muito competitivo nesse setor da proteína bovina, mas há iniciativas em curso que sofisticam essa nossa relação também no fornecimento de proteína animal. Por exemplo, a gente já tem alguns frigoríficos brasileiros anunciando parcerias para o processamento e a produção também na China. produto brasileiro, assim como a carne bovina de outros grandes exportadores globais, está enfrentando um processo de salvaguardas no mercado chinês, ou seja, de restrição ao total que nós podemos exportar.
Expert/Analyst
O Ministério do Comércio da China anunciou que vai adicionar tarifas de 55% sobre as importações de carne bovina de países como Brasil, Argentina, Uruguai e Estados Unidos. Mas estes 55% serão cobrados apenas a partir do que excede uma determinada cota. A decisão tomada pelos chineses tem a intenção de proteger a própria economia de acordo com especialistas, porque os preços da carne bovina na China têm apresentado tendência de queda nos últimos anos por causa de excesso de oferta e de demanda não tão boa assim. Sendo assim, a medida serviria para proteger a indústria pecuária chinesa que vai se recuperando lentamente da baixa dos preços A
Larissa Warholtz
China gostaria, segundo o plano quinquenal anterior, de conseguir produzir localmente, domesticamente, até 85% do total de carne bovina que ela consome. Hoje ela está provavelmente ao redor de 65% a 70%, ela consegue produzir daquilo que ela consome. Isso está aquém da expectativa que ela tinha. Então, essa é uma preocupação de estimular o setor interno dentro da China para que as importações que são mais competitivas de um produto bom, que é mais barato, como é o caso do brasileiro, que eles não prejudiquem a produção dentro do mercado chinês, não estimulem os produtores chineses. Então, o Brasil já está tendo que lidar com essa situação. Como que o consumidor chinês vai perceber a carne brasileira, sabendo que é um consumidor que valoriza o produto importado, que tem muito receio da qualidade do produto interno e que, portanto, ainda vê com muito respeito um produto importado, mas que, pela estratégia de comercialização brasileira, os consumidores chineses raramente sabem que aquele produto está vindo do Brasil, porque a gente acaba mandando um produto que vai muito para a cadeia de restauração. Então, vai para restaurantes, vai para um outro processamento que no final a marca do Brasil não é uma referência para aquele consumidor que vai no restaurante, por exemplo, comer carne. Então, esse movimento, essa dinâmica que está acontecendo na China vai ser um estímulo para que os nossos setores seja na carne seja em outros produtos agrícolas se preparem para atender melhor essa demanda mais qualificada do lado chinês que por um lado diz olha eu quero ser mais alto suficiente eu quero conseguir produzir mais dentro do meu próprio mercado mas que por outro lado está também impondo novas regulações de padronização junto aos importadores, impondo aos importadores uma regulação mais restrita, de mais alto padrão, de qualidade, com maiores exigências, justamente para mostrar que essa é uma população mais abastada. Então, a gente vai precisar acompanhar essa dinâmica, perceber que isso está acontecendo e preparar os nossos setores para isso.
Vitor Boiadjan
A questão das cotas anuais que foram de volume de carne que foram impostas também faz parte dessa estratégia da China de depender menos da carne internacional da proteína bovina?
Larissa Warholtz
Faz parte sim, isso já é um sinal de preocupação do governo chinês que vê os seus produtores desestimulados e não empenhados em aumentar a quantidade de produção que vem do mercado doméstico para atender ao consumo total do país. e que enfrentam essa competição de um produto internacional competitivo, de boa qualidade, como é o caso do produto brasileiro.
Vitor Boiadjan
Espera um pouquinho que eu já volto para falar com a Larissa Wachholz. Com relação aos grãos, sobretudo milho e soja, quando a China fala em redução de dependência, como que isso ameaça as exportações brasileiras?
Larissa Warholtz
A China tem dito que ela pretende reduzir as suas importações de soja em 25% até 2030. Então, a gente vai precisar acompanhar essa dinâmica para ver onde que a China consegue ficar mais produtiva de modo a conseguir produzir mais soja internamente. Então essa é uma estratégia de enfatizar o uso de tecnologia, incluindo biotecnologia no caso da soja. Mas há outras medidas em curso também, por exemplo, buscar reduzir o percentual de farelo de soja que é oferecido aos animais como ração. Então ela tenta, por um lado, melhorar a sua produtividade interna, ela tenta, por outro lado, reduzir a necessidade de soja para a ração animal e ela também tem incentivado outras tecnologias e outras opções de ração que atualmente estão sendo pesquisadas em laboratório, algumas tentativas de levar essas novas tecnologias para o comercial. Mas é um exercício gradual, não é algo que a China acha que ela vai conseguir transformar de forma radical em curto período de tempo, mas há uma série de políticas em curso que devem chamar nossa atenção para o fato de que a China está dando um sinal claro de que ela não imagina que esse crescimento no consumo de soja vai continuar se dando ao longo dos próximos anos, como foi no passado. Então, é uma preparação que a gente precisa fazer para essa nova fase.
Vitor Boiadjan
Eu quero usar o exemplo que aconteceu no ano passado dessa geopolítica da soja porque o Brasil tem um grande concorrente que é o produtor de soja norte-americano que não conseguiu escoar sua produção para a China no ano passado porque a China estava usando isso como um instrumento de barganha por conta do tarifaço que Donald Trump estava impondo aos produtos chineses.
Additional Expert
O presidente americano Donald Trump adiou mais uma vez a entrada em vigor das tarifas dos Estados Unidos aos produtos chineses que tinham sido anunciadas.
Larissa Warholtz
O tarifaço americano, só que aos produtos brasileiros, foi assunto de uma conversa por telefone entre o presidente Lula e o presidente chinês Xi Jinping. Depois da ligação, o governo chinês manifestou apoio ao Brasil na defesa de sua soberania.
Vitor Boiadjan
Quais são os riscos do Brasil no futuro também acabar ficando dependente de estratégias geopolíticas da China e ficando com a sua soja prejudicada e o que o Brasil tem feito para superar também essa dependência que nós temos do mercado chinês?
Larissa Warholtz
O Bravil é um parceiro de muita confiança do governo chinês do ponto de vista da nossa capacidade de produzir de forma competitiva. Então, o Brasil acabou assumindo uma posição de fornecedor de alimentos e de produtos agrícolas para a China. que era tradicionalmente dos Estados Unidos. Então, há cerca de 10 anos, os Estados Unidos eram os principais fornecedores de produtos agrícolas para a China, com aproximadamente 20%. O Brasil ficava atrás dos Estados Unidos e, no primeiro mandato do presidente Trump, esse cenário foi modificado justamente porque houve ali uma quebra de confiança no interesse americano, inclusive, de continuar fornecendo soja para a China, como havia sido até então. Então o Brasil assumiu essa posição e é hoje responsável por cerca de 25% de tudo que a China importa em produtos agrícolas por um movimento de quebra de confiança nessa relação comercial com os Estados Unidos e o movimento de usar esse produto tão importante no comércio internacional como um instrumento de negociação para outras áreas. Então o Brasil está em uma posição diferente porque ele não está exatamente disputando espaço com a China para ser uma das maiores economias globais. A posição do Brasil é diferente. Agora, sim, a gente pode ser prejudicado por alguma grande disputa geopolítica que envolva inclusive a China e os Estados Unidos. No ano passado, por exemplo, nós não tínhamos clareza sobre qual seria a estratégia chinesa em relação a um acordo comercial com os Estados Unidos. Mas é sempre um risco que o Brasil precisa encarar. Como que a gente pode se proteger disso? Pela via da diversificação, certamente. Não há outros mercados no mundo que possam absorver a quantidade de soja em grão que a China poderia absorver, mas a gente pode pensar em trabalhar outros elementos, outros produtos agrícolas conforme essa demanda de mercado vá se transformando. Um dos elementos que a gente pode pensar hoje é a questão dos combustíveis de baixo carbono, sobretudo os biocombustíveis, para navegação marítima e para aviação. Então, o etanol de milho é um exemplo disso.
Additional Expert
Houve agora um novo mercado, um mercado que começou recentemente, tem menos de 10 anos, que é a produção de etanol de milho. Esse milho vai ser moído, depois então ele passa ali por um cozimento junto com enzimas e aí ele é separado. Parte do milho vai ser usada para produção de grãos e também de rações para o gado e outra parte vira o etanol.
Larissa Warholtz
Então o que o Brasil pode fazer diante desse risco geopolítico é buscar diversificar parceiros, diversificar produtos, estar atento a essas dinâmicas internacionais para poder ajudar o produtor, de certa forma, a calcular melhor o que ele vai efetivamente produzir, vale a pena destacar, é o seguinte, é que o agro-brasileiro é bastante agro-exportador, ele é bastante internacionalizado, inclusive no sentido de que multinacionais estão presentes em diferentes etapas dessa produção. Então, a relação do Brasil com a China na soja não é só uma relação do Brasil com a China na soja, é uma relação que envolve empresas multinacionais, norte-americanas e europeias, desde a ponta da produção até a ponta da comercialização. E o Brasil, ele é o local, o território em que essa produção acontece. Isso eu acho que é positivo também, porque isso acaba, de certa forma, nos protegendo um pouco mais de uma grande crise geopolítica, porque são muitos dos interesses também envolvidos, interesses econômicos, de grandes empresas envolvidas nessa produção agrícola aqui no Brasil. diversificação de clientes e diversificação de produtos vai ser uma ação muito necessária e presente em um esforço continuado que o agro-brasileiro vai precisar fazer.
Vitor Boiadjan
Quer dizer, então o seu recado é que além de pensar em aumentar a área cultivada, a produtividade, o produtor também tem que se sofisticar para não perder mercados no futuro, é isso?
Larissa Warholtz
Exatamente isso, ele vai precisar se sofisticar inclusive entender as novas regras e os novos padrões do comércio internacional inclusive naquilo que diz respeito ao mercado chinês que a gente ainda tem no agro brasileiro uma visão que prevalece de que a China vai depender tanto dessa importação de produtos que ela vai aceitar qualquer tipo de produto. E o que a gente está vendo na China, sobretudo do ano passado para cá, é uma intensificação das regulações em relação ao produto importado, que mostra que esse padrão China de qualidade está se solidificando e que a China quer ser também uma formuladora de regras no mercado internacional e não apenas uma tomadora de regras. Então cada vez mais a China vai participar desse processo de formulação de regras e os exportadores como o Brasil vão precisar acompanhar esse movimento para se sofisticarem à medida que o mercado chinês também se sofistica.
Vitor Boiadjan
Larissa Warholtz, muito obrigado pela sua disponibilidade e por nos explicar essa China em transformação. Um bom trabalho para você.
Larissa Warholtz
Foi excelente, muito obrigada.
Vitor Boiadjan
Esse episódio usou áudios do Canal Rural. Este foi o Assunto, o podcast diário disponível no G1, no YouTube ou na sua plataforma de áudio preferida. Comigo na equipe do Assunto estão Luiz Felipe Silva, Sarah Rezende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco e Juliane Moretti. Colaboraram neste episódio Paula Paiva Paulo e Guilherme Gama. Eu sou o Vitor Boiadjan e fico por aqui, até o próximo Assunto.
Podcast: O Assunto, G1
Data: 11 de maio de 2026
Host: Vitor Boiadjan
Convidada principal: Larissa Warholtz (Especialista do Núcleo de Ásia do CEBRI, ex-assessora especial do Ministério da Agricultura)
Neste episódio, Vitor Boiadjan entrevista Larissa Warholtz para explorar as novas diretrizes da China para alcançar maior autossuficiência alimentar — uma mudança com impactos profundos para o agronegócio brasileiro. O debate contempla tanto avanços tecnológicos chineses quanto implicações para as exportações brasileiras de proteína animal e grãos, em especial soja, frente à transformação das políticas comerciais e agrícolas de Pequim.
Sobre autossuficiência alimentar chinesa:
Comparação com indústria tecnológica:
Sobre necessidade de atualização do exportador brasileiro:
O episódio deixa claro que a nova fase da estratégia agrícola chinesa é decisiva para a relação comercial com o Brasil. O país asiático investe pesadamente em tecnologia e regulações para minimizar dependências externas, enquanto o Brasil vê surgir novos desafios para manter sua posição de fornecedor-chave — tanto em proteína animal quanto em soja. Sofisticação tecnológica, diversificação de mercados e compreensão dos novos padrões e regulações chinesas são cruciais para evitar riscos e garantir sustentabilidade ao setor agroexportador brasileiro.
Para ouvir este episódio e outros essenciais da série "O Assunto", acesse a playlist oficial no Spotify:
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