Transcript
Ana Tuzaner (0:01)
Depois de um motim de parlamentares em que o presidente da Câmara foi impedido de se sentar no seu lugar e depois de negociações a portas fechadas, três propostas começaram a avançar a passos largos na casa.
Reporter 1 (0:17)
Dos deputados para aprovar esse pacote que visa blindá-los de medidas judiciais, investigações policiais.
Ana Tuzaner (0:25)
Uma delas começou a ser discutida em 2021 e foi ressuscitada agora, de uma hora para outra, pelo presidente da Câmara, Hugo Mota.
Reporter 2 (0:32)
O texto estabelece que o parlamentar não pode ser afastado do mandato por decisão judicial e só pode ser preso em flagrante por crime inafiançável, como racismo e crimes hediondos, e deve ficar sob custódia da Câmara ou do Senado até que o plenário decida se mantém ou não à prisão.
Ana Tuzaner (0:51)
A ideia recebeu amplo apoio no Centrão e entre parlamentares bolsonaristas.
Announcer (0:56)
Os parlamentares estão apavorados com essas investigações de desvios de emendas. Então existe um superpartidário para uma blindagem geral.
Ana Tuzaner (1:07)
A outra retoma uma discussão antiga. Quem deve julgar aqueles que ocupam os cargos políticos mais altos da República?
Legal Expert (1:14)
O foro privilegiado tem suas raízes no Império, quando o Brasil se escrevia com Z. Daí em diante, as Constituições foram reduzindo ou aumentando o alcance ao longo de dois séculos, até chegar à Carta de 1988. Em um dos artigos está escrito Compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus próprios ministros e o Procurador-Geral da República.
Cláudio Couto (1:50)
E a regra do foro, vamos lembrar.
Reporter 2 (1:53)
Ela muda muito de acordo com as conveniências políticas também.
Cláudio Couto (1:57)
Teve uma mudança em 2018 que restringiu super o foro só para os parlamentares que cometeram crime no mandato e relacionado ao mandato. E agora, recentemente, em 2025, já tornou o foro mais amplo, mantendo no STF, inclusive, quando o parlamentar deixa de ser parlamentar.
Ana Tuzaner (2:17)
A ideia agora é devolver esses casos para a primeira instância, ou seja, para os tribunais federais nos estados.
