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Para mudar o mundo, eles mantêm-se na sombra. Um programa da SIC Notícias com João Miguel Tavares, Pedro Mexia, Ricardo Araújo Pereira e coordenação de Carlos Vaz Marques

O ministro da segurança interna de Israel decidiu partilhar com o mundo os actos de humilhação que cometeu contra estrangeiros sequestrados em alto mar, em águas internacionais. O presidente dos Estados Unidos obteve, para si e para a sua família, imunidade “para sempre” face a investigações do fisco. Embaraçado com um elogio do chefe da diplomacia norte-americana, o ministro dos negócios estrangeiros português argumenta que a frase não era literal. Nada disto são meros pormenores; alguns exemplos, apenas, de episódios de um mundo em que já nada parece inverosímil. Nem mesmo um Portugal maior, como promete Luís Montenegro. “Um Portugal” não quer dizer que seja este, claro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, na estante, temos as crónicas de Mário Cláudio para a Antena 2 em “Fósforos Riscados no Vento”; dois livros de BD do francês Bastien Vivès: “O Gosto do Cloro” e “Corto Maltese, O Dia Anterior”; uma “colecção de violências e heresias contra português”, de Manuel Monteiro, sob o título “Em Nome da Língua, Ámen”; e o álbum “Vizinhos”, com argumento de Ana Bárbara Pedrosa e desenhos de Nuno Saraiva.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Trump nem sequer leu até ao fim a resposta do Irão. A trégua na guerra está em “respiração assistida” e o mundo de respiração suspensa, à espera de um milagre que faça com que o petróleo volte a fluir pelo estreito de Ormuz, evitando um cenário de racionamento, um dia destes. Enquanto isso, Passos Coelho voltou a zurzir Montenegro, recusando as “histórias da carochinha” do João Ratão de São Bento. E o PCP voltou a ser zurzido por ter publicado, a propósito da morte de Carlos Brito, uma mensagem de ‘apesar’, uma espécie de voto de pesar contrariado. Tudo isto na semana em que o primeiro-ministro foi a Fátima acender uma velinha e em que o governo ainda espera um milagre para poder aprovar o pacote laboral.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, temas na estante “Reflexões sobre a Dor”, de Umberto Eco; “Aliados em Guerra”, de Tim Bouverie; “Seis Noites na Acrópole”, de Yórgos Seféris; e “Amor de Perdição - O sublime camiliano”, de Tânia Furtado Moreira.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, temos na estante o “Dicionário Global das Heresias - Teologia, Cultura e Literatura”, coordenado por José Eduardo Franco e Porfírio Pinto; o clássico “Da Influência das Paixões na Felicidade dos Indivíduos e das Nações”, da Madame de Stäel; “Hiper-Política”, de Anton Jäger; e dois livros ilustrados: “Caricaturas”, de Maria Picassó, e “Cartoons do Ano 2025”, de vários autores, sob coordenação de António Antunes. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Há troca de tiros, mas o cessar-fogo continua em vigor, garante Donald Trump. Até porque Marco Rubio já deu por terminada a operação Fúria Épica. Trump anunciou também a suspensão do projecto de escoltar petroleiro pelo estreito de Ormuz. A ideia durou dois dias. Mais demoradas mas igualmente infrutíferas foram, por cá, as reuniões da Concertação Social. Sem acordo, a proposta do governo para alterar a lei laboral vai agora ser discutida no Parlamento. Ao que tudo indica para ser chumbada. O Chega exigiu como moeda de troca para a aprovação uma diminuição da idade da reforma. Com isso conseguiu indispor boa parte da direita e até Passos Coelho reagiu à ideia de Ventura com rispidez. Ríspido foi também o presidente do Chega relativamente ao ministro da administração interna. Luís Neves não esteve com eufemismos na condenação dos casos de tortura por parte de polícias em duas esquadras de Lisboa, ao que o Ventura considerou que o ministro fomenta uma atitude anti-polícia. Porquê? Por dizer que comportamentos de bandido por parte de homens fardados é intolerável.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Vai passar a ser necessário, a quem queira fazer humor, ter licença de porte de piada. Emitida por Donald Trump, naturalmente. O presidente norte-americano não a concede ao humorista Jimmy Kimmel. Talvez tenha sido, uma piada, aliás, suspeitam Trump e a porta-voz da Casa Branca, a desencadear o desvario do homicida incompetente que viajou da Califórnia a Washington com a intenção, falhada, de matar gente da administração americana num jantar de gala. Enquanto isso, a guerra continua em modo de pausa. Mas com o estreito de Ormuz duplamente bloqueado não há paz para o preço dos combustíveis. À escala doméstica, o deputado socialista que virou as costas ao presidente da Assembleia da República conseguiu pôr na ordem do dia, apesar da atitude controversa, o tema da transparência na actividade política. E o coro da casa de pessoal do conselho de ministros, a cantar o hino nacional, deu solenidade ao anúncio de uma chuva de milhões, onde há de tudo menos calendário.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, temos na estante uma revista que parece um livro: a Colóquio da Primavera 2026 dedicada a Camões; “Final Cut”, de Charles Burns; “Adagia e Outros Aforismos”, de Wallace Stevens; e uma viagem no tempo à Lisboa do século XX, guiada pelo classicista André Simões, em Lusitânia. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Donald Trump esteve quase a conseguir um acordo de paz com o Irão, quase a bombardear as infra-estruturas civis iranianas e quase a enviar o vice-presidente para conversações no Paquistão. Mas nada disso aconteceu e o ultimato dado pelo presidente norte-americano ficou uma vez mais sem efeito, apesar da retórica e da testosterona. Embora o estreito de Ormuz – que estava aberto há um mês – continue fechado em consequência da guerra. Enquanto isso, Pedro Nuno Santos regressou ao Parlamento, também ele carregado de testosterona. O alvo foi agora o antigo irmão político Duarte Cordeiro. Só o futuro nos dirá qual dos dois é Abel, qual deles é Caim. Uma coisa é certa: os cartunistas terão bom material se vier a concretizar-se uma disputa socialista entre Carneiro e Cordeiro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, temos na estante “Diários de Viagem e alguns poemas em prosa”, de Matsuo Bashô; “LX90”, de Joana Stichini Vilela, “Perder o Juízo”, de Ariana Harwicz e “Casa dos Mortos - A PIDE/DGS em Moçambique 1964-1974”, de Maria José Oliveira.See omnystudio.com/listener for privacy information.