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Melhor do que isso, só dois disso, festeja a cultura popular. É o que devemos desejar em relação às decisões que estão sendo tomadas pelo Congresso Nacional, pelo Governo Federal e pelo Consórcio Nordeste, que reúne os governos da região. Todos estão anunciando ações em favor do recaatingamento. E o anúncio O recaatingamento agora vira política pública é verdadeiro, por reconhecer que ele já começou há anos e foi prática de movimentos e entidades da sociedade civil. No site Recaatingamento, ele é apresentado assim:O Recaatingamento é uma metodologia de Convivência com o Semiárido que promove os meios necessários para a recuperação de áreas degradadas e conservação da biodiversidade da Caatinga, com a participação ativa das comunidades por meio de ações de educação ambiental contextualizada para o fortalecimento do valor da Caatinga em Pé. Como componente da metodologia tem-se a integração de ações ambientais, sociais e produtivas para mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e ampliação da resiliência dos povos da Caatinga.

Vale a pena refletir, na semana do meio ambiente, sobre qual “ambiente” é de fato defendido por pessoas, empresas e governos ao falarem publicamente que apoiam um “desenvolvimento sustentável”.

Estamos muito perto do Dia do Meio Ambiente, 5 de junho, e por isso as informações publicadas pela Carta Capital no dia 25 de maio confirmam que a população brasileira deseja que se cuide bem do ambiente em que vivemos.Nove em cada 10 pessoas têm clara consciência de que os modelos de produção e consumo precisam ser transformados para enfrentar a crise climática. No total, 74% concordam totalmente com essa afirmação.

Comecemos com a convocação da Conferência de Territórios Livres de Fósseis:E a vocês, governos e autoridades reunidas nas Conferências oficiais, lhes falamos com a clareza dos que defendem a vida: não venham administrar o colapso nem pintar a destruição com novos discursos verdes. Escutem os povos e comunidades, reconheçam os limites da Terra e assumam sua responsabilidade histórica. Não há transição sem justiça, não há futuro negociável quando a vida está em jogo. A história não recordará suas promessas, mas sim suas decisões. Este é o tempo, não outro, para escolher entre aprofundar a devastação ou caminhar, junto com os povos, na direção da defesa radical da vida.

Comecemos com o dito popular: as palavras convencem, mas o exemplo arrasta. É isso mesmo, a prova é o exemplo, já que as palavras, mesmo se convincentes, podem não se tornar práticas coerentes. É por isso que damos tanto valor às boas práticas dos povos indígenas, quilombolas e outras comunidades que enfrentam seus problemas e melhoram a qualidade de sua vida com iniciativas de cuidado da natureza e economia solidária, em que vão entrando o milhão de telhados solares da ASA, e, ao mesmo tempo, são firmes na defesa e na conquista de seus direitos. São exemplos que inspiram e arrastam.

Não foi um, nem dois, e sim 160 cientistas de 23 países que publicaram esse alerta ainda em outubro de 2025: “a Terra entrou na zona de perigo dos pontos de não retorno, com corais, gelo polar, Amazônia e correntes oceânicas sob risco de colapsos em cascata que podem atingir bilhões de pessoas”.

Descontando uns poucos fanáticos, as pessoas que têm sentimento de humanidade estão cansadas de notícias sobre guerras. Isso é bom, porque mostra que desejamos viver em paz; mas pode ser ruim ir achando quase natural que haja guerras, levando a não prestar atenção à morte e aos sofrimentos que elas causam. A guerra do estado sionista de Israel contra o povo Palestino, além dos milhares de mortos, com destaque ao altíssimo número de crianças e mulheres, o território deles está devastado e há milhares de feridos graves, muitos deles sem braços ou pernas. Por isso, além de aumentar nossa condenação a essa guerra genocida e ecocida, precisamos reconhecer, admirar e apoiar a paixão deste Povo pelo seu modo de vida e pelo direito ao seu território.

Dia 22 é o Dia da Mãe Terra. Mas será suficiente dedicar um dia à Mãe Terra? Quantas pessoas cuidam da Terra todos os dias do ano? E quantas não querem nem saber se ela sofre ou não com as agressões com que a tratam todos os dias?Por isso, junto com a gratidão pela vida que ela renova todo dia para todos os seres vivos, até mesmo os seus inimigos, precisamos estar atentos ao “aviso aos navegantes” que ela amorosamente nos dá.

Vivemos em tempos desafiadores. De onde virá a ilusão de Tramp de se achar “deus”?Se por acaso tem origem em alguma igreja ou religião frequentada por ele, ele a estátransformando em mediação de culto idolátrico. Se vier de sua mente tresloucada, ahumanidade precisa encontrar meios de controlar suas decisões por colocarem em riscoa vida, tendo presente estar na posição de presidente do país com maior poder militar ede armas nucleares.

É uma bela oportunidade que os povos indígenas estão criando em Brasília a partir do dia 5, domingo da Páscoa, no seu 22º Acampamento Terra Livre”: anunciar que só teremos futuro se contarmos com eles. O lema diz tudo: “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”. Deixam mais do que clara a sua decisão: como nos 500 anos anteriores, estão decididos continuar existindo com seus modos de vida.