
Hosted by Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental · PT

Ficamos sabendo que pelo menos 10 mil pessoas morreram antes da hora por causa das ondas de calor, com temperaturas de até 44ºC, que atingem os países da Europa; e que a poluição do ar por fumaça vinda de incêndios no Canadá, provocados pela onda de calor, criou problemas à vida e à final da Copa Mundial de Futebol no Estados Unidos.Terrível, assustador, não é mesmo? É verdade, mas ainda temos tempo para nos perguntar: tudo isso é natural, e por isso, responsabilidade da Terra? E mais, serão estas ondas de calor algo passageiro?

Será que falta água em nosso Planeta? Essa é uma dúvida vital, porque não ter comida é uma experiência terrível, mas não ter água é uma tragédia ainda maior: morre-se em pouco tempo!Por isso, é importante a gente se perguntar se é verdade que há “escassez hídrica” ou se há “falência hídrica global”, por que se há falência, alguém deve ter culpa por isso. É possível que tenhamos chegado à escassez de água por causa da falência hídrica fabricada. Como sabemos, a falência de qualquer tipo de empresa tem causas na má administração.

Vejam, amigas e amigos, o começo do artigo escrito por Joseph Stiglitz e outros especialistas sobre a relação entre riqueza e pobreza, provocados por Oliver Shutter, ex-relator especial da ONU para direitos humanos e extrema pobreza:Vivemos em uma era de escassez fabricada. Num mundo mais rico do que nunca, cerca de um décimo da população mundial ainda vive em extrema pobreza . Milhões de pessoas não têm condições de comprar comida suficiente, ter moradia adequada ou acesso a cuidados básicos de saúde, enquanto uma pequena minoria acumula riqueza e poder sem precedentes. Ao mesmo tempo, secas, incêndios de grandes proporções, inundações e ondas de calor nos lembram que nossas economias estão levando o planeta além de seus limites.

As notícias lá dos países da Europa, se levadas a sério, são de assustar. Afinal, só nas ondas de calor dessa semana morreram antes da hora, por causa do calor, mais de mil e trezentas pessoas. E o que mais se escuta é que os governos não promoveram iniciativas para que as pessoas se previnam. Mas houve quem perguntasse: basta fazer algo para se adaptar? Na verdade, é possível se adaptar?

Mais do que nunca, os povos colonizados pela Europa a partir de 1.500, na América Latina, primeiro, e depois, na África e Ásia, e explorados pelos Estados Unidos, precisam juntar suas forças para enfrentar as políticas de ódio e marginalização dos seus irmãos e irmãs que migraram em busca de melhores condições de vida nos países que se enriqueceram com os roubos e violências da colonização.

Estamos no mês de santos muito festejados por nosso povo: Santo Antônio, São João e Santos Pedro e Paulo, e de fato precisamos de sua ajuda para enfrentar os grandes desafios que as pesquisas científicas apresentam ao nosso país e a todos os povos do mundo. Vamos destacar uma delas, realizada pela Oxfam, com informações que, por serem verdadeiras, nem os afetados, que são os super-ricos, as negam.O relatório “Resistindo ao Domínio dos Ricos: Defendendo a Liberdade contra o Poder dos Bilionários” analisa como os super-ricos estão garantindo poder político para moldar as regras de nossas economias e sociedades em benefício próprio e em detrimento dos direitos e liberdades das pessoas em todo o mundo.

Melhor do que isso, só dois disso, festeja a cultura popular. É o que devemos desejar em relação às decisões que estão sendo tomadas pelo Congresso Nacional, pelo Governo Federal e pelo Consórcio Nordeste, que reúne os governos da região. Todos estão anunciando ações em favor do recaatingamento. E o anúncio O recaatingamento agora vira política pública é verdadeiro, por reconhecer que ele já começou há anos e foi prática de movimentos e entidades da sociedade civil. No site Recaatingamento, ele é apresentado assim:O Recaatingamento é uma metodologia de Convivência com o Semiárido que promove os meios necessários para a recuperação de áreas degradadas e conservação da biodiversidade da Caatinga, com a participação ativa das comunidades por meio de ações de educação ambiental contextualizada para o fortalecimento do valor da Caatinga em Pé. Como componente da metodologia tem-se a integração de ações ambientais, sociais e produtivas para mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e ampliação da resiliência dos povos da Caatinga.

Vale a pena refletir, na semana do meio ambiente, sobre qual “ambiente” é de fato defendido por pessoas, empresas e governos ao falarem publicamente que apoiam um “desenvolvimento sustentável”.

Estamos muito perto do Dia do Meio Ambiente, 5 de junho, e por isso as informações publicadas pela Carta Capital no dia 25 de maio confirmam que a população brasileira deseja que se cuide bem do ambiente em que vivemos.Nove em cada 10 pessoas têm clara consciência de que os modelos de produção e consumo precisam ser transformados para enfrentar a crise climática. No total, 74% concordam totalmente com essa afirmação.

Comecemos com a convocação da Conferência de Territórios Livres de Fósseis:E a vocês, governos e autoridades reunidas nas Conferências oficiais, lhes falamos com a clareza dos que defendem a vida: não venham administrar o colapso nem pintar a destruição com novos discursos verdes. Escutem os povos e comunidades, reconheçam os limites da Terra e assumam sua responsabilidade histórica. Não há transição sem justiça, não há futuro negociável quando a vida está em jogo. A história não recordará suas promessas, mas sim suas decisões. Este é o tempo, não outro, para escolher entre aprofundar a devastação ou caminhar, junto com os povos, na direção da defesa radical da vida.