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O podcast do PÚBLICO Brasil é um encontro de talentos, informação, dicas e debates sobre a real dos brasileiros em Portugal.

Camila Masiso está completando 15 anos de carreira cheia de planos. O mais premente deles, levar seu novo trabalho, Arrudeio, a um número maior de ouvintes. "Eu espero que a minha música chegue a um número maior de pessoas, porque, quando a gente faz arte, é para se conectar com pessoas que estão na mesma frequência que a gente", diz. Arrudeio foi gravado ao vivo em um show em Natal, cidade que Camila nasceu e deixou há oito anos para cruzar o Atlântico e fazer o tão sonhado mestrado em Portugal. "Eu queria muito estudar música, e decidi me mudar de país com minha filha que, à época, tinha apenas 2 anos. Tive de me focar muito, me estabilizar financeiramente, fazer tudo o que um imigrante precisa. Mas deu certo", diz. Depois de se apresentar em Lisboa, em 23 de outubro, na Casa do Capitão, ela seguirá paras as Ilhas Canárias e, no início de 2026, retornará ao Brasil em turnê por Ceará, Rio Grande do Norte e São Paulo. "Estou feliz em reencontrar meu público no Brasil e por me apresentar para aqueles que ainda não me conhecem em Portugal", destaca.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A futurista e palestrante Beia Carvalho arrancou aplausos da plateia em um evento realizado recentemente no Porto. Numa de suas intervenções no debate que tratava sobre a necessidade de talentos num mundo cada vez mais complexo, ela disparou: "O mundo está precisando de talentas". O neologismo nasceu do inconformismo da brasileira. Para ela, quando se fala de talentos, a primeira imagem que vem na cabeça das pessoas é de um homem, nunca de uma mulher.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Anabela Rodrigues e Priscila Valadão defendem que Governo promova a integração e não a discriminação dos imigrantes.See omnystudio.com/listener for privacy information.

No aniversário do PÚBLICO Brasil, lançado pelo PÚBLICO há um ano, juntamos três colunistas que escrevem com regularidade no site. Cláudia Maximino, Sílvia Caetano e Tatiana Nascimento consideram que o projeto veio para fazer a diferença no meio jornalístico em Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O embaixador Lauro Moreira é um apaixonado por música, sobretudo, a produzida pelo Brasil. Ao longo de boa parte de sua carreira diplomática, tornou-se um difusor, mundo afora, das canções criadas por artistas brasileiros. Tudo começou, três décadas atrás, quando reuniu quatro músicos brasileiros para apresentar o cancioneiro popular do Brasil em Barcelona, onde estava a trabalho. O sucesso foi tamanho, que o espetáculo criado por ele, passando por um século da produção musical brasileira, percorreu 22 cidades espanholas e atravessou as fronteiras do país. "Fomos das canções de Chiquinha Gonzaga e do primeiro samba de que se tem notícia, Pelo Telefone, composto por Donga há mais de 100 anos, até os sons criados nos anos de 1990 e 2000", conta. Moreira, que foi casado com a escritora e poetisa Marly de Oliveira, também enveredou pela literatura, mesclando com as músicas, em seus shows, poemas de autores brasileiros. Um deles, Manuel Bandeira, que foi seu padrinho de casamento, lhe deixou um registro histórico. Um dia, o poeta apareceu no apartamento que o embaixador vivia em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, e passou a recitar seus versos. Moreira decidiu gravar tudo. Anos depois, transformou essa raridade em disco. Apesar da riqueza da música brasileira, o embaixador afirma que a produção atual, em boa parte, não tem a qualidade do passado. Mas é questão de gosto, frisa. Para ele, o Brasil deveria usar melhor a sua produção artística, que é valorizada em todo o planeta, como uma espécie de soft power. No entender do embaixador, esse é um dos caminhos para o Brasil consolidar a sua força e a sua importância no contexto internacional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Autora do livro Guia do Autodomínio — Para Uma Vida Com Mais Autonomia, a neuropsicóloga Maria Klien diz que "não há nenhum sinal de fraqueza no fato de os imigrantes sentirem as dores da mudança de país", numa espécie de luto migratório. Para ela, é mais do que natural reagir ao fato de deixar uma vida, a família e os amigos para recomeçar outra história num lugar distante. O que não pode, no entender de Maria, é tornar esse luto migratório eterno, a ponto de não se viver plenamente a nova etapa da vida. Muito dos sentimentos negativos que tomam conta dos imigrantes levam a crises de ansiedade e a ataques de pânico. Ela própria já teve de lidar com esses problemas na vida pessoal e como profissional. O caminho para a superação passa pelo reencontro com o equilíbrio e a autonomia emocional, defende. "É preciso uma escuta interna e a reconstrução de vínculos consigo mesmo", diz. A neuropsicóloga chama a atenção, ainda, para a necessidade de os pais darem mais atenção aos filhos. "Não se trata de fazer isso por sentimento de culpa, mas de parar um tempo, depois que chegar em casa do trabalho, e ouvir o que os filhos têm a dizer, olhando nos olhos, não para a tela do celular", afirma. Segundo ela, isso é fundamental para a educação dos jovens e para que eles se fortaleçam para lidar com as adversidades da vida, inclusive, saber ouvir não.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mulher trans, a empresária Giovanna Tavares fica com voz embargada quando remonta à sua infância no Brasil. "Fui apedrejada na porta da escola com 13 anos e ninguém fez nada", conta, para salientar a importância de falar deste temas na escola. Mas, hoje, tem certeza de que tem servido de referência para outras mulheres trans. "Sou exemplo de que é possível superar o estigma de que toda mulher trans está condenada à prostituição", afirma.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ter uma alimentação saudável requer cuidados, mas está longe de dietas radicais, dizem a nutricionista Ângela Moraes e a jornalista Cláudia Maximino, especialista no assunto e colunista do PÚBLICO Brasil. Para elas, uma boa alimentação passa bem longe de alimentos ultraprocessados, um mal para a saúde.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O mercado imobiliário em Portugal continua em alta, impulsionado pela forte procura por moradia pelos estrangeiros, sobretudo, brasileiros e norte-americanos. Ayres Neto, da imobiliária The Agency, e Nuno Coelho, da Overseas Promotora Imobiliária, dizem que, diante de uma demanda maior que a oferta, os preços dos imóveis continuarão subindo, com a necessidade de políticas públicas para minimizar os efeitos da crise habitacional sobre as camadas da população de menor renda. A crescente presença de brasileiros no mercado — que representaram 38% dos estrangeiros que contraíram crédito imobiliário em 2024, segundo o Banco de Portugal — é reflexo das facilidades de financiamento, das taxas de juro mais baixas e da valorização do euro. “Há uma procura muito forte por imóveis de luxo, mas a pressão maior está nas classes média e baixa”, observa Nuno Coelho, que defende incentivos estatais para a construção de habitação acessível, como nos modelos existentes no Brasil. Além dos brasileiros, o fluxo de americanos também tem aumentado significativamente, motivado não apenas pelo custo de vida mais baixo e pela qualidade de vida em Portugal, mas, também, por fatores políticos nos Estados Unidos. “Portugal é visto como uma porta de entrada para a Europa, com boa infraestrutura, segurança e um sistema de saúde acessível. Isso torna o país extremamente atraente”, comenta Ayres Neto. Na visão dos dois especialistas, o desequilíbrio entre oferta e demanda continuará a pressionar os preços até que novas medidas estruturais sejam implementadas.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Não ter medo do fracasso é a primeira regra de quem quer produzir cultura em Portugal. É assim que as produtoras culturais Carol Deguti e Márcia Damasceno definem a receita para dar certo no país. “Num dia você cai, no outro, você resolve o que tinha que resolver e começa tudo de novo. Às vezes, o plano que a gente fez não sai como o esperado”, diz Carol. E quando o público não comparece, quem sofre é o produtor. “O artista, com certeza, não fica muito bem. Mas, como ele, na maioria das vezes, tem o cachê garantido, quem sempre acaba pagando tudo é o produtor. O risco é sempre nosso”, afirma Márcia. Carol também conta como é ser mulher no mundo da produção no mercado das artes. “Falo que estou sempre na luta pelo posicionamento da mulher, que, infelizmente, ainda é muito fechado para nós. Temos essa dificuldade. O homem não tem essa necessidade de se posicionar”, explica. Carol e Márcia produziram a primeira lavagem da Igreja de Santo Antônio, em Lisboa, festa que reproduz, em Portugal, a lavagem do Senhor do Bonfim de Salvador. Foram mais de 5 mil pessoas presentes. Neste ano, diz Márcia, o evento ainda está em produção, sem data definida para ocorrer. See omnystudio.com/listener for privacy information.