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Conta-se uma história que numa pequena cidade do interior um grupo de pessoas se divertia todos os dias tirando sarro da cara de um moço que eles consideravam ser o verdadeiro idiota da aldeia. O tal moço, do qual eles desfaziam, era um homem simples, um pobre coitado de pouca inteligência, que vivia de pequenos bicos, e trabalhos informais. Diariamente então o grupo chamava o homem bobo ao bar, onde se reuniam aqueles que se consideravam mais espertos, e lá ofereciam ao homem bobo para que ele escolhesse entre duas moedas. Eles colocavam na mesa, diante do homem bobo, uma moeda grande que valia 400 réis e outra moeda menor, mas que valia muito mais, dois mil réis. O homem bobo, porém, sempre escolhia a moeda...

Conta-se uma lenda brasileira que, antigamente, a ave arara era completamente da cor vermelho vivo. A arara tinha, inclusive, um grande orgulho da sua longa cauda e seu belo topete. No entanto, apesar de sua beleza, a arara era uma péssima construtora e não possuía uma casa, por não ter habilidade para construtor sua moradia. Daí, observando a habilidade invejável do pica-pau, que era seu compadre, um espécime, diga-se, nada vistoso, a arara foi até o pica-pau para lhe pedir ajuda, quanto à construção de sua casa. A arara pediu então ao pica-pica para que ele...

Conta-se que um homem de negócios, após longos anos de trabalho árduo, conseguiu ajuntar significativa fortuna. Todavia, o grande empresário, apesar de todo o dinheiro que possuía, sentia-se infeliz. Desejava a felicidade, mas um grande vazio lhe perturbava a alma e as tribulações das horas lhe roubavam a paz. Um dia, ouviu falar a respeito de um velho sábio, conhecedor de regras eficientes para quem desejasse ser feliz. O executivo não teve dúvidas. Muniu-se dos recursos necessários e saiu a procurar o sábio. Após longa e exaustiva busca, chegou ao lugarejo onde residia o grande sábio. Algumas informações mais e lá estava ele, frente a frente, com o ancião. A expectativa era tanta que ele foi direto ao assunto, perguntando ao sábio:

Conta-se que, que certa vez, numa tarde nublada e fria, duas crianças estavam patinando, sem preocupação, sobre um lago congelado. Tranquilas, as crianças corriam sobre o gelo, deslisando os patins sobre a imensa superfície congelada. De repente, o gelo se quebrou, formando um estreito buraco na camada de gelo e uma das crianças caiu na água congelante. A outra criança, vendo que seu amiguinho se afogava debaixo da camada de gelo, pegou uma pedra e começou a golpear com todas as suas forças, até que conseguiu quebrar o gelo e salvar o amigo. Logo depois, quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino que salvara o outro...

O homem observava com atenção a pequena abertura que apareceu no casulo pendurado em um galho da árvore do seu quintal. Sentou-se e acompanhou por várias horas os esforços da borboleta tentando sair do casulo. Tanto se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco, que o homem já estava ficando impaciente. Notando que a pequena borboleta não alcançava muito progresso, o homem decidiu ajudá-la. Pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente, mas seu corpo ainda não estava pronto. Era pequeno e suas asas estavam amassadas como se estivessem grudadas por uma substância pegajosa. O homem continuou a observar a borboleta esperando que a qualquer momento suas asas se abrissem para suportar o peso do corpo e ela pudesse voar livre pelo ar. Mas, para sua surpresa...

Dia desses eu estava me lembrando de uma história simples, da infância, mas, uma experiência um tanto quanto relevante. Quando era pequeno, minha mãe bordava muito. Eu me sentava no chão, perto dela, e lhe perguntava o que ela estava fazendo. Ela me respondia que estava bordando. Eu observava seu trabalho, sentado no chão, de uma posição mais baixa de onde ela estava sentada e lhe dizia que o que ela estava fazendo me parecia muito confuso. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me dizia...

Um conto popular muito antigo narra que certa vez um casal de idosos recebeu em sua casa um homem desconhecido e o hospedou. Esse casa era muito pobre mas, mesmo assim, compartilharam de boa vontade o pouco que tinham, com o homem visitante. O visitante, vendo que os idosos dono da casa possuíam corações nobres, o hóspede lhes concedeu três desejos, dizendo a eles que qualquer coisa que eles quisessem ter lhes seria dado. Bastava pedir. Os donos da casa agradeceram a graça ao desconhecido entretanto, desconhecendo a identidade e o poder do que lhes pareceu um simples andarilho, não ficaram muito confiantes na promessa, já que o visitante dissera que seria capaz de realizar tres desejos. Na hora do jantar, vendo a escassez de alimento sobre a mesa, a mulher suspirou e disse...

Conta-se que logo após acabar o curso na Universidade de Atlanta, nos Estados Unidos, em 1990, o jovem Christopher McCandless tomou uma decisão que iria mudar significativamente o curso de sua vida. Ele doou os 24 mil dólares que tinha no saldo bancário a instituições de caridade, e desapareceu sem avisar a família. Já não era a primeira vez que Chris decidia fazer uma viagem pelos vários Estados americanos, sozinho, dependendo da natureza e do que encontrava no caminho. Mas, daquela vez foi diferente. A sua raiva quanto à civilização em que vivia, quanto aos pais e às mentalidades e materialismo da época, a raiva foi fundamental para a sua tomada de decisão. A partir daquele dia...

Conta-se que certa vez um jovem recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a outro rei, de uma terra bem distante. Para essa tarefa o jovem recebeu o melhor cavalo do reino para carregá-lo na jornada. Antes da despedida, porém, disse o soberano rei ao jovem - Cuida do mais importante, e cumprirás a missão! O jovem preparou seu alforje. Escondeu a mensagem escrita pelo rei na bainha da calça e colocou as pedras de diamante numa bolsa de couro amarrada na cintura, por baixo das vestes. Pela manhã, bem cedo, o jovem sumiu no horizonte, com o objetivo de levar os diamantes para o outro rei. E não pensava, sequer, em falhar. O jovem queria que todo o reino soubesse que era um nobre e valente rapaz, pronto para se casar com a princesa. Aliás, esse era o seu sonho, e parecia que a princesa correspondia às suas esperanças. Para cumprir rapidamente a tarefa...

Conta-se que dona Marta era uma mãe muito especial. Moradora de um simples vilarejo, com dez filhos, ela se virava muito bem. Dentre os filhos estava Maria, que estudava na segunda série, e que nem percebia que eles viviam de modo muito simples. Afinal, a menina tinha tudo de que precisava: nove irmãos e irmãs para brincar, livros para ler, uma boneca feita de retalhos e roupas limpas que Dona Marta, habilidosamente, remendava ou, às vezes, fazia. À noite, dona Marta lavava e trançava o cabelo de Maria para que ela fosse à escola no dia seguinte. Seus sapatos estavam sempre limpos e engraxados. A menina era feliz no colégio. Até o dia em que, subindo os degraus da escola, encontrou duas meninas mais velhas. Quando uma disse para a outra: Olha...