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BBC lê. Chefões das Big Techs se preparam para fim dos tempos. Devemos nos preocupar também? Reportagem de Zoe Kleinman, da BBC, publicada pela BBC News Brasil em 10 de outubro de 2025. Lida por Silvia Salleck. Já em 2014, Mark Zuckerberg teria começado a trabalhar no Kulau Ranch, seu extenso complexo de 500 hectares, equivalente a cerca de 5 quilômetros quadrados, na ilha Havaiana de Kauai. Está previsto que inclua um abrigo com seus próprios suprimentos de energia e alimentos, embora os carpinteiros e eletricistas que trabalham no local tenham sido proibidos de falar sobre isso por meio de acordos de confidencialidade, segundo uma reportagem da revista Wired. Um muro de quase dois metros bloqueava a visão do projeto a partir de uma estrada próxima. Quando questionado no ano passado se estava construindo um abrigo para o fim do mundo, o fundador do Facebook respondeu com um não categórico. O espaço subterrâneo com quase 500 metros quadrados é, segundo ele, apenas um abrigo, como um porão. Isso não impediu as especulações, da mesma forma que sua decisão de comprar 11 propriedades em duas ruas do bairro de Crescent Park, em Palo Alto, na Califórnia, aparentemente adicionando um espaço subterrâneo de 650 metros quadrados ao complexo. Embora suas licenças de construção se refiram a porões, de acordo com o New York Times, alguns de seus vizinhos dizem que a obra está construindo um bunker, ou o que seria a Bat-caverna de um bilionário. Há também especulações em torno de outros líderes do setor de tecnologia, alguns deles ocupados em comprar terrenos com espaços subterrâneos prontos para serem convertidos em bunkers de luxo avaliados em milhões de reais. Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, falou sobre o seguro contra o apocalipse. Ele afirmou anteriormente que cerca de metade dos super ricos têm esse tipo de seguro, sendo a Nova Zelândia um destino popular para a compra de imóveis. Será que eles estão realmente se preparando para uma guerra, para os efeitos das mudanças climáticas ou para algum outro evento catastrófico que o resto de nós ainda não conhece? Nos últimos anos, o avanço da inteligência artificial só veio aumentar essa lista de potenciais problemas existenciais. Muitos estão profundamente preocupados com a rapidez dessa evolução. Elia Sutskever, cientista-chefe e cofundador da OpenAI, é considerado um deles. Em meados de 2023, a empresa sediada em São Francisco lançou o ChatGPT, o chatbot agora utilizado por centenas de milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo um livro da jornalista Karen Howe, naquele verão, Elisa Tskever estava cada vez mais convencido de que os cientistas da computação estavam prestes a desenvolver a inteligência artificial geral, o ponto em que as máquinas igualam a inteligência humana. Em uma reunião, ele sugeriu aos colegas que cavassem um abrigo subterrâneo para os principais cientistas da empresa antes que uma tecnologia tão poderosa fosse lançada ao mundo, relata a jornalista. Definitivamente, vamos construir um bunker antes de lançarmos a inteligência artificial geral, teria dito o cofundador da OpenAI. Isso revela um fato curioso. Muitos cientistas da computação e líderes em tecnologia, renomados, alguns dos quais estão trabalhando arduamente para desenvolver uma forma extremamente inteligente de inteligência artificial, também parecem profundamente receosos do que ela pode vir a trazer no futuro. Então, quando exatamente, se é que algum dia, a inteligência artificial geral chegará? E ela poderia realmente ser tão transformadora a ponto de assustar as pessoas comuns? Os líderes na área de tecnologia afirmam que a inteligência artificial geral está chegando. O diretor da OpenAI, Sam Altman, afirmou em dezembro de 2024 que ela chegará mais cedo do que a maioria das pessoas no mundo imagina. Demis Hassabis, cofundador da DeepMind, previu que isso ocorrerá nos próximos cinco a dez anos, enquanto o fundador da Anthropic, Dario Amodei, escreveu no ano passado que seu termo preferido, inteligência artificial poderosa, poderá estar entre nós já em 2026. Outros têm dúvidas. Eles mudam as regras o tempo todo, diz Wendy Hall, professora de ciência da computação da Universidade de Southampton. Depende de com quem você fala, acrescenta. A comunidade científica afirma que a tecnologia de inteligência artificial é incrível, mas está muito longe da inteligência humana completa. Primeiro, seria necessário haver uma série de avanços fundamentais. Concorda Babak Hodjat, diretor de tecnologia da empresa de tecnologia Cognizant. Além disso, é improvável que isso aconteça de uma só vez. Pelo contrário, a inteligência artificial é uma tecnologia em rápido avanço, está em evolução e há muitas empresas em todo o mundo correndo para desenvolver suas próprias versões. Mas uma das razões pelas quais a ideia entusiasma alguns no Vale do Silício é que ela é considerada um precursor de algo ainda mais avançado, a ASI, na sigla em inglês, ou Super Inteligência Artificial, uma tecnologia que supera a inteligência humana. Foi em 1958 que o conceito de singularidade foi atribuído postumamente ao matemático húngaro John von Neumann. Ele se refere ao momento em que a inteligência computacional avança além da compreensão humana. Mais recentemente, o livro Gênesis, de 2024, escrito por Eric Schmidt, Craig Mundy e o falecido Henry Kissinger, explora a ideia de uma tecnologia superpoderosa que se torna tão eficiente na tomada de decisões e na liderança que acabamos entregando-lhe o controle total. É uma questão de quando e não de se, argumentam. Os defensores da inteligência artificial geral e da superinteligência artificial são quase evangelizadores em relação aos seus benefícios. Eles argumentam que ela encontrará novas curas para doenças mortais, resolverá as mudanças climáticas e inventará uma fonte inesgotável de energia limpa. Elon Musk chegou a afirmar que a inteligência artificial super inteligente poderia inaugurar uma era de renda alta universal. Recentemente, ele endossou a ideia de que a inteligência artificial se tornará tão barata e tão difundida que praticamente qualquer pessoa desejará ter seu próprio R2-D2 e C3PO pessoais, referindo-se aos androides de Star Wars. Todos terão os melhores cuidados médicos, alimentação, transporte doméstico e tudo mais. Abundância sustentável, afirmou com entusiasmo. É claro que há um lado assustador. Será que essa tecnologia poderia ser sequestrada por terroristas e usada como uma arma poderosa? E se ela decidir por conta própria que a humanidade é a causa dos problemas do mundo e nos destruir? Se for mais inteligente do que você, então temos que mantê-lo sobre controle", alertou Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web, em entrevista à BBC no início desse mês. Temos que ser capazes de desligá-la, disse. Governos estão tomando algumas medidas de proteção. Nos Estados Unidos, onde muitas das principais empresas de inteligência artificial estão sediadas, o então presidente Joe Biden aprovou uma ordem executiva em 2023 que exigia que algumas empresas compartilhassem os resultados dos testes de segurança com o governo federal, embora o presidente Donald Trump tenha revogado parte da ordem, chamando-a de barreira à inovação. Enquanto isso, no Reino Unido, o AI Safety Institute, Instituto de Segurança e Inteligência Artificial, um órgão de pesquisa financiado pelo governo, foi criado há dois anos para compreender melhor os riscos apresentados pela inteligência artificial avançada. e depois aos super ricos com seus próprios planos de seguro contra o apocalipse. Dizer que você está comprando uma casa na Nova Zelândia é como dar uma piscadela sem dizer mais nada, disse Reid Hoffman. O mesmo provavelmente se aplica aos bunkers, mas esses possíveis planos não estão à prova de falhas. Certa vez, eu conheci um ex-guarda-costas de um bilionário que tinha seu próprio bunker e me disse que a primeira oportunidade de sua equipe de segurança, se isso realmente acontecesse, seria eliminar o chefe e entrar no bunker. E ele não parecia estar brincando. Neil Lawrence é professor de aprendizado de máquina na Universidade de Cambridge. Para ele, todo esse debate em si é um absurdo. A noção de inteligência artificial geral é tão absurda quanto a noção de um veículo artificial geral, argumenta ele. O veículo certo depende do contexto. Usei um Airbus A350 para voar até o Quênia, uso um carro para ir à universidade todos os dias, vou a pé até a cafeteria. Não existe nenhum veículo que possa fazer tudo isso", comparou. Para ele, falar sobre a inteligência artificial geral é uma distração. A tecnologia que desenvolvemos permite pela primeira vez que pessoas comuns conversem diretamente com uma máquina e potencialmente façam com que ela execute o que desejam. Isso é absolutamente extraordinário e totalmente transformador. A grande preocupação é que estamos tão envolvidos nas narrativas das grandes empresas de tecnologia sobre a inteligência artificial geral que estamos perdendo de vista as maneiras pelas quais precisamos melhorar as coisas para as pessoas. As ferramentas atuais de inteligência artificial são treinadas com montanhas de dados e são boas em identificar padrões, sejam sinais de tumores em exames ou a palavra mais provável de aparecer após outra em uma sequência específica. Mas elas não sentem, por mais convincentes que suas respostas possam parecer. Existem algumas maneiras enganosas de fazer com que um grande modelo de linguagem, que é a base dos chatbots de inteligência artificial, haja como se tivesse memória e aprendesse. Mas elas são insatisfatórias e bastante inferiores às dos seres humanos, afirma Babak Hodjat. Vince Lynch, CEO da IVAI, com sede na Califórnia, também é cauteloso em relação a declarações exageradas sobre a inteligência artificial geral. É um ótimo marketing. Se você é a empresa que está construindo a coisa mais inteligente que já existiu, as pessoas vão querer lhe dar dinheiro. E ele acrescenta. Não é algo que vai acontecer daqui a dois anos, requer muito processamento, muita criatividade humana, muita tentativa e erro", disse. Quando o questionado se acredita que a inteligência artificial geral algum dia se tornará realidade, faz uma longa pausa. Eu realmente não sei. De certa forma, a inteligência artificial já superou o cérebro humano. Uma ferramenta de inteligência artificial generativa pode ser especialista em história medieval em um minuto e resolver equações matemáticas complexas no minuto seguinte. Algumas empresas de tecnologia afirmam que nem sempre sabem porque seus produtos respondem da maneira que respondem. No entanto, em última análise, por mais inteligentes que as máquinas se tornem, biologicamente, o cérebro humano ainda leva vantagem. Ele tem cerca de 86 bilhões de neurônios e 600 trilhões de sinapses, muito mais do que os equivalentes artificiais. O cérebro não precisa fazer pausas entre as interações e está constantemente se adaptando a novas informações. Se você disser a um ser humano que foi encontrada vida em um exoplaneta, ele aprenderá isso imediatamente e isso vai afetar sua visão de mundo daqui pra frente. Para um grande modelo de linguagem, ele só saberá disso enquanto você continuar repetindo isso como um fato, diz Babak Hodjad. Esses modelos também não possuem metacognição, o que significa que eles não sabem exatamente o que sabem. Os seres humanos parecem ter uma capacidade introspectiva, às vezes chamada de consciência, que lhes permite saber o que sabem. É uma parte fundamental da inteligência humana que ainda não foi reproduzida em máquinas. Você ouviu a reportagem, chefões das big techs se preparam para fim dos tempos. Devemos nos preocupar? Publicada pela BBC News Brasil em 10 de outubro de 2025.
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Podcast: BBC Lê
Host: BBC Brasil
Episode Date: 6 de novembro de 2025
Original Report: Zoe Kleinman, publicada em 10 de outubro de 2025 na BBC News Brasil
Lido por: Silvia Salleck
Neste episódio, a BBC apresenta uma análise sobre o movimento crescente entre líderes das maiores empresas de tecnologia – como Mark Zuckerberg, Elon Musk, Reid Hoffman e outros – de se prepararem para cenários catastróficos globais. A reportagem investiga as razões por trás do investimento em bunkers e seguros "do apocalipse", abordando preocupações com inteligência artificial, mudanças climáticas e outros possíveis eventos disruptivos. O episódio provoca uma reflexão sobre o quanto a população deve ou não se alarmar com esses preparativos das elites tecnológicas.
(01:08 – 04:50)
Quote:
“Dizer que você está comprando uma casa na Nova Zelândia é como dar uma piscadela sem dizer mais nada.”
— Reid Hoffman (13:03)
(04:51 – 08:45)
Quote:
“O diretor da OpenAI, Sam Altman, afirmou em dezembro de 2024 que ela chegará mais cedo do que a maioria das pessoas no mundo imagina.”
— Zoe Kleinman, BBC (07:20)
(08:46 – 11:15)
Quote:
“Se for mais inteligente do que você, então temos que mantê-lo sob controle.”
— Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web (10:55)
(11:16 – 12:30)
(12:31 – 14:10)
Quote:
“A noção de inteligência artificial geral é tão absurda quanto a noção de um veículo artificial geral, argumenta ele. O veículo certo depende do contexto.”
— Neil Lawrence, Universidade de Cambridge (13:40)
(14:11 – 15:38)
Quote:
“Esses modelos também não possuem metacognição, o que significa que eles não sabem exatamente o que sabem. Os seres humanos parecem ter uma capacidade introspectiva, às vezes chamada de consciência, que lhes permite saber o que sabem.”
— Babak Hodjat, Cognizant (15:00)
“Certa vez, eu conheci um ex-guarda-costas de um bilionário que tinha seu próprio bunker… a primeira oportunidade de sua equipe de segurança, se isso realmente acontecesse, seria eliminar o chefe e entrar no bunker. E ele não parecia estar brincando.”
— Relato anônimo (13:18)
“É um ótimo marketing. Se você é a empresa que está construindo a coisa mais inteligente que já existiu, as pessoas vão querer lhe dar dinheiro.”
— Vince Lynch, CEO da IVAI (14:02)
A reportagem se mantém sóbria, informativa e reflexiva, alternando dados duros com relatos pessoais e opiniões de especialistas. Há um equilíbrio entre o tom cético em relação ao alarmismo das big techs e o reconhecimento legítimo dos desafios e possíveis perigos da IA avançada.
O episódio propõe que, embora os preparativos para o “fim dos tempos” por grandes líderes de tecnologia alimentem a imaginação coletiva, os riscos reais da IA estão mais ligados ao uso prático e ao poder concentrado do que a cenários de apocalipse instantâneo. Especialistas alertam para a necessidade de regulamentação, mas também de manter a atenção nas formas como a inteligência artificial pode – e já está – alterando a vida cotidiana, para melhor ou para pior.