
Hosted by Corvo Seco · PT

Citações e trechos do livro “Gates to Buddhist Practice”, e “Life in Relation to Death”, de Chagdud Tulku Rinpoche.Nascido no leste do Tibete (Kham), Chagdud Tulku Rinpoche (1930 - 2002) foi um lama da escola Nyingma de Budismo Vajrayana tibetano. Aos quatro anos ele foi reconhecido como um tulku (encarnação de um mestre de meditação), e um recebeu treinamento rigoroso, aprofundoando seus estudos em extensos retiros.Em 1959, ele escapou da ocupação comunista do Tibete e viveu exilado em comunidades de refugiados na Índia e no Nepal até se estabelecer nos Estados Unidos, em 1979. Em 1994, mudou-se para o Brasil e começou a construção do seu centro principal, o Khadro Ling, no Rio Grande do Sul.Ao viajar e ensinar constantemente, irradiando entusiasmo e compaixão, tornou-se o lama do coração de centenas de alunos e foi uma inspiração profunda para milhares de outros.Quando lhe perguntavam por que, aos sessenta e quatro anos, mudou-se para a América do Sul ao invés de permanecer confortavelmente nos Estados Unidos, respondia: “Percebi a fé dos brasileiros e o seu interesse no Budismo e quis ensiná-los”.

Citações e trechos do livro “The Ascent of the Spirit” de Swami Krishnananda.Nascido em Puttur (Índia), Subbaraya ou Swami Krishnananda Saraswati (1922 - 2001), foi um grande mestre em Yoga e Vedanta, escritor e discípulo direto de Swami Sivananda.Desde muito jovem, Krishnananda dedicou-se ao estudo de obras sânscritas como o Mahabharata, os Upanishads, e etc. Embora sua família pertencesse à uma linhagem tradicional Madhva (que segue a filosofia do dualismo), Krishnananda dedicou-se ao caminho da filosofia Advaita de Shankaracharya.No verão de 1944, seu desejo de reclusão e o chamado desconhecido do Mestre o levaram a Rishikesh, quando conheceu Swami Sivananda, que o o iniciou na ordem monástica.Mais tarde, Swami Krishnananda também se tornou um renomado mestre espiritual, guiando inúmeros buscadores ao longo do caminho da Autorrealização. Como autor, Krishnananda desenvolveu mais de 40 livros, até sua morte em 2001. Assim, Krishnananda passou sua vida em Ashrams, dando palestras e escrevendo, promovendo o estudo de textos sagrados e transmitindo ensinamentos profundos sobre a filosofia do Advaita Vedanta, Yoga, Bhakti, e outros aspectos do hinduísmo.

Trechos do livro “Sayings of Sri Ramakrishna”, de Sri Ramakrishna.Sri Ramakrishna Paramahamsa (1836-1886) foi um dos mais reverenciados mestres espirituais da Índia, considerado por muitos como um avatar (uma encarnação divina). Nascido Gadadhar Chattopadhyay, em uma vila de Bengala, cresceu em um ambiente simples e profundamente religioso. Desde cedo, demonstrou inclinação espiritual e experiências místicas. Ele se tornou sacerdote do templo de Kali em Dakshineswar, onde mergulhou em intensas práticas espirituais, explorando diferentes caminhos, incluindo o hinduísmo, o islamismo e o cristianismo. Sua busca o levou à realização da unidade divina, tornando-se um exemplo vivo de harmonia religiosa.Ramakrishna enfatizava que todas as religiões levam à mesma verdade suprema e que Deus pode ser realizado por meio de amor, devoção e entrega. Ele ensinava a pureza de coração e a renúncia ao ego como passos essenciais para a iluminação. Usando histórias simples e metáforas, ele transmitia profundas verdades espirituais, destacando que a experiência direta de Deus é mais importante do que doutrinas ou rituais. Sua vida era um testemunho prático de seus ensinamentos, cheia de humildade, compaixão e alegria.Ramakrishna inspirou a criação da Ramakrishna Mission, fundada por seu discípulo Swami Vivekananda, para propagar sua mensagem de serviço e unidade. Ele é amplamente reverenciado como um santo universal, cujo legado promove o diálogo inter-religioso e a busca pela Autorrealização.

Trechos do livro “Being Still”, de Jean-Yves Leloup.Jean-Yves Leloup, nascido em 1950 (França), é teólogo, filósofo, psicólogo e sacerdote.Após uma juventude marcada por questionamentos existenciais, Leloup viveu um período de silêncio monástico em Monte Athos, que transformou profundamente sua compreensão espiritual. Mais tarde, com formação em psicologia, filosofia e teologia, ele trabalhou como professor e conferencista, criando centros dedicados ao diálogo entre espiritualidade, reflexão filosófica e práticas de cuidado integral.Seus ensinamentos exploram a convergência entre mística cristã, psicologia profunda e sabedorias orientais. Leloup é amplamente conhecido por suas traduções comentadas dos Evangelhos apócrifos — especialmente o Evangelho de Tomé, de Maria Madalena e de Filipe — nos quais destaca a dimensão interior do Cristo vivo. Suas obras enfatizam o autoconhecimento, a presença consciente, a integração entre corpo, mente e espírito e a descoberta da “imagem divina” que habita cada ser humano.A importância de Leloup reside em seu papel como ponte entre tradições espirituais. Ele tornou acessível ao público contemporâneo textos cristãos antigos e a mística hesicasta, influenciando tanto buscadores religiosos quanto profissionais da saúde e da psicoterapia. Sua obra promove uma espiritualidade profunda, inclusiva e dialogal, valorizando a experiência direta do sagrado.

Poemas selecionados de Rumi.Rūmī (Jalal al-Din Rumi), também conhecido como Mawlana, (1207 - 1273), foi o maior místico sufi e poeta de língua persa a influenciar o pensamento e a literatura do mundo muçulmano.Rumi passou sua vida em Anatólia (atualmente Turquia), e era um adepto do sufismo, prática que consiste em cultivar uma relação direta e contínua com Deus, por intermédio de cânticos, músicas, orações e jejuns. Os ensinamentos de Rumi estão centrados no amor divino como o caminho para a união com Deus. Ele acreditava que o amor é a força universal que transcende a dualidade e dissolve o ego. Suas obras, como o Masnavi e o Divan-e Shams-e Tabrizi, usam metáforas ricas e histórias para explorar temas de transformação espiritual, unidade e a busca pelo infinito. A dança dos dervixes rodopiantes, associada à tradição sufi, é inspirada em sua filosofia de transcendência.A importância de Rumi transcende os conceitos de nacionalidade e etnia. Sua presença é marcante na literatura persa, turca e na Ásia Central, mas seus poemas são amplamente conhecidos e traduzidos em vários idiomas, como nos Estados Unidos, onde ele é considerado “o poeta mais popular da América”.

Citações e trechos do livro “Darma da Floresta”, de Ajahn Chah.Ajahn Chah (1918 - 1992), foi um grande mestre da linhagem “Tradição Tailandesa das Florestas” do budismo Theravada.Ajahn Chah (ou Chah Subhaddo) nasceu numa vila rural perto da cidade de Ubon Rajathani, Tailândia. Seguindo a tradição, depois de completar o ensino básico ordenou-se como monge noviço no mosteiro local da vila, onde passou os primeiros anos de sua vida monastica estudando as bases do Dharma, a linguagem Pāli e as escrituras.Após uma grave doença e falecimento de seu pai, Ajahn Chah, reconheceu que apesar de ter estudado exaustivamente ele não se sentia mais próximo de ter uma compreensão pessoal acerca do fim do sofrimento. Então, em 1946, abandonou os estudos e partiu em peregrinação. Caminhou durante vários anos pernoitando em florestas e recebendo comida nas vilas pelas quais passava, despendendo temporadas em mosteiros, assimilando os ensinamentos e praticando meditação.Foi durante sua estadia no mosteiro de Wat Kow Wongkot onde conheceu Ajahn Mun, um mestre de meditação altamente reverenciado, que ensinou-lhe que, apesar dos ensinamentos serem realmente extensos, em sua essência eles são muito simples:“Com consciência, se virmos que tudo surge no ‘coração-mente'. Aí está o verdadeiro caminho!”Este sucinto e direto ensinamento foi uma revelação para Ajahn Chah, transformando o seu modo de praticar. O caminho estava claro!Amado e respeitado em seu país como um homem de grande sabedoria, Ajahn Chah tornou-se um influente professor e fundador de grandes mosteiros de sua tradição.Seus ensinamentos contêm aquilo que se pode chamar de “coração da meditação budista” – as práticas simples e diretas de acalmar o coração e abrir a mente para a verdadeira compreensão da verdade. Esta forma de constante vigilância expandiu-se rapidamente como prática Budista no Ocidente, ensinando-nos a lidar com os estados mentais mais densos, como os medos, a ganância ou o sentimento de perda e a aprender o caminho da paciência, sabedoria e compaixão altruísta. Segundo Ajahn Chah o treino da mente não se trata apenas de nos sentarmos com os olhos fechados ou de aperfeiçoarmos uma técnica de meditação. Trata-se de uma grande renúncia.

Trechos do livro “Prayers and Meditations”, de Mirra Alfassa.Mirra Alfassa (1878–1973), conhecida como “A Mãe”, foi uma líder espiritual nascida em Paris, de origem turco-egípcia.Desde jovem Mirra demonstrou forte inclinação para experiências interiores e estudo espiritual. Após explorar diversas correntes filosóficas e místicas na Europa, mudou-se para a Índia em 1914, onde conheceu Sri Aurobindo. Reconhecendo nele um mestre espiritual, passou a colaborar profundamente com seu trabalho e, anos depois, estabeleceu-se definitivamente em Pondicherry, tornando-se sua principal parceira espiritual.Seus ensinamentos estavam centrados no que chamava de “Yoga Integral”, uma via de transformação completa do ser humano. Mirra Alfassa enfatizava a necessidade de integrar corpo, mente e espírito em um processo contínuo de evolução da consciência. Ensinava que a vida cotidiana pode se tornar um campo de prática espiritual, no qual disciplina interior, sinceridade e abertura ao divino permitem o florescimento de uma consciência mais elevada.Após a morte de Sri Aurobindo, Mirra Alfassa assumiu a liderança do Sri Aurobindo Ashram e posteriormente inspirou a criação de Auroville. Até hoje, seu legado continua influenciando buscadores espirituais ao redor de todo o mundo.

Citações de Anandamayi Ma.Ananda Mayi Ma (1896 - 1982) foi uma santa, mestre espiritual e uma das mais influentes místicas da Índia nos tempos modernos.Nascida como Nirmala Sundari em uma vila de Bangladesh, Anandamayi casou-se jovem, mas sua vida seguiu um caminho de renúncia e devoção. Aos poucos, atraiu discípulos, incluindo intelectuais e buscadores espirituais, que viam nela a personificação da bem-aventurança divina (Ananda). Mais tarde, ela viajou pela Índia disseminando ensinamentos, sem jamais se fixar em um único local ou criar uma organização formal.Anandamayi Ma ensinava a busca pela realização do verdadeiro Eu e a entrega total a Deus. Sua abordagem era universalista, respeitando todas as tradições espirituais. Ela destacava a importância da meditação, do desapego e da prática devocional. Seus ensinamentos enfatizavam que a vida inteira pode ser transformada em um ato de adoração, independentemente das circunstâncias externas. Ela via o mundo como uma manifestação divina, incentivando seus discípulos a cultivar a paz interior e a equanimidade.Considerada uma santa viva, Anandamayi Ma influenciou grandes mestres espirituais e continua a inspirar devotos no mundo todo. Sua vida e ensinamentos seguem como um farol para aqueles que buscam a autotransformação e a conexão com o divino.

Trechos do livro “The Mala of God”, de Mooji.Mooji, nascido Anthony Paul Moo-Young em 1954 na Jamaica, é um renomado mestre espiritual associado ao Advaita Vedanta. Ele se mudou para Londres na juventude, onde trabalhou como artista e professor de arte. Após uma experiência espiritual transformadora nos anos 1980, iniciou sua jornada interior. Posteriormente, conheceu seu guru, Sri H.W.L. Poonja (Papaji), discípulo de Ramana Maharshi, que o guiou na realização da consciência pura. Desde então, Mooji tem compartilhado seus ensinamentos em satsangs e retiros, atraindo buscadores de todo o mundo.O cerne dos ensinamentos de Mooji é a autorrealização por meio da investigação da verdadeira natureza do ser. Ele convida seus seguidores a descobrir quem são além da mente e das identificações pessoais, apontando para o "Eu sou" como o estado de presença pura. Mooji utiliza a simplicidade e o silêncio para guiar as pessoas a reconhecer sua essência divina, destacando que a libertação é acessível aqui e agora, sem práticas complexas.Mooji é amplamente reconhecido como um dos mais influentes mestres vivos do Advaita Vedanta. Seus satsangs, livros e vídeos continuam a inspirar milhões, promovendo a paz interior e o despertar espiritual. Seu ashram, Monte Sahaja, em Portugal, é um centro global de meditação e Autorrealização.

Poema de Khalil Gibran.Khalil Gibran (1883-1931) foi um escritor, poeta e artista libanês, conhecido por suas obras espirituais e filosóficas.Nascido na cidade de Bsharri, no Líbano, em uma família maronita cristã, Gibran emigrou com sua mãe para os Estados Unidos aos 12 anos. Lá, viveu em Boston, onde começou a explorar sua vocação artística e literária. Após estudar arte em Paris, ele combinou influências ocidentais e orientais para criar um estilo único.Gibran abordava temas universais como amor, liberdade, espiritualidade e a interconexão da humanidade. Seus textos, frequentemente escritos em linguagem poética, celebram a beleza da vida, a busca interior e a harmonia com o divino. Em O Profeta (1923), ele compartilha reflexões profundas por meio de um personagem sábio que oferece conselhos sobre aspectos da vida cotidiana, como amizade, trabalho e morte, incentivando os leitores a viver com autenticidade e propósito.Considerado o terceiro maior poeta em vendas de todos os tempos (atrás somente de Lao-Tsé e William Shakespeare), Gibran foi creditado como o responsável pelo renascimento da literatura árabe. Sua mensagem universal de amor e unidade transcendem barreiras culturais e religiosas, consolidando-o como uma voz atemporal da literatura espiritual e filosófica.