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Texto bíblico: E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais. (Ef 5.18-19)Em certos momentos da vida, como o nascimento de um novo filho ou uma mudança de país, muita coisa parece acontecer de uma só vez. O início de uma nova vida em Cristo é talvez o maior exemplo. Quando cremos em Jesus, uma série de mudanças ocorrem simultaneamente: somos justificados pela fé, somos adotados na família de Deus, recebemos um novo status como seus filhos e filhas e, como este versículo destaca, somos habitados pelo Espírito Santo.Quando alguém crê em Jesus, o Espírito Santo começa a residir nessa pessoa, proporcionando- lhe o desejo e o poder de fazer o que Deus deseja. Essa plenitude do Espírito é fundamental para a realidade da experiência cristã. É o direito de nascença de todos os que passaram a confiar em Cristo. E, no entanto, a verdade é que, mesmo como crentes, nem sempre vivemos na plenitude do Espírito de Deus. Ainda é possível entristecermos o Espírito que vive em nós, por nossa desobediência (Ef 4.30). Ainda é possível sermos mais influenciados por algo diferente dele — e é por isso que, aqui, Paulo enfatiza que não podemos estar sob a influência tanto do álcool quanto do Espírito.Precisamos entender que, se somos filhos de Deus, nunca podemos nos afastar da paternidade de Deus; no entanto, viver em desobediência pode nos tirar o senso de sua bênção paterna, presença e prazer em nós. Uma criança que desobedece à sua mãe e seu pai ainda pode sentar-se à mesa do café da manhã, sabendo que eles ainda são seus pais e ela ainda é filha deles, mas o prazer do relacionamento será diminuído. Assim é conosco: não podemos viver em desobediência — não podemos permitir que alguma outra consideração, prioridade ou substância nos guie — e, simultaneamente, viver na plenitude do Espírito.Este não é um problema que possamos resolver sozinhos. Não nos enchemos a nós mesmos do Espírito Santo. Não recebemos apenas a plenitude do Espírito de Deus; nosso próprio prazer de sua plenitude é por causa de Deus. Não podemos nos preencher, mas podemos e devemos nos abrir para sermos preenchidos. A expectativa para toda vida cristã é que essa evidência de estar cheio — o que Paulo chama de “fruto do Espírito” (Gl 5.22) — se torne gradualmente mais e mais aparente.A grande necessidade de sua vida e de toda igreja reunida é ser cheia do Espírito — ser dirigida por ele e não por qualquer outra coisa. Isso é o que traz a verdadeira transformação, alegria, paz e amor. Isso é o que transborda em canções que louvam a Cristo em nosso coração, bem como com nossos lábios quando nos reunimos. Então, ore para que ele encha você de novo: Espírito de Deus, desce sobre o meu coração; Desmama-o da terra; move-o através de todos os seus batimentos; Inclina-te para a minha fraqueza, poderoso que és tu, E faze-me amar a ti como devo amar.106Leia EZEQUIEL 11.14-20 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 60–62; At 22

Texto bíblico: É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. (Mc 10.25)É geralmente verdade que as coisas são mais fáceis para os ricos. O dinheiro abre portas. Na maioria das áreas da vida — educação, saúde, viagens e lazer —, descobrimos que os mecanismos são lubrificados pelo acesso a uma grande quantia de dinheiro. Não é de admirar que o dinheiro seja frequentemente considerado como o passaporte universal! Mas há uma porta importante que a riqueza não abrirá automaticamente. O jovem rico descobriu que, ao buscar a vida eterna, sua riqueza provou não ser um benefício, mas uma barreira para sua entrada no Reino de Deus. Seu caminho para a salvação foi bloqueado pela relutância em entregar suas posses e seguir a Jesus, então ele terminou sua conversa com o Messias triste, com sua riqueza intacta, mas sua alma em perigo (Mc 10.22).A tristeza desse homem era mais do que correspondida pela tristeza de Jesus. Ele reconheceu como era fácil confiar em posses e perder de vista o que realmente importava. E a maneira como Jesus via o jovem rico era consistente com seus ensinamentos em outras partes dos Evangelhos. Em uma ocasião, por exemplo, ele contou a história de um fazendeiro que derrubou seus celeiros para construir outros maiores (Lc 12.13-21). Esta foi uma escolha legítima, mas o homem confiou tolamente em sua riqueza para determinar sua condição espiritual, dizendo: “Alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te” (v. 19) — e Jesus disse que ele era, portanto, um tolo, pois não estava pronto para a morte e não podia comprá-la (v. 20). Afinal, “que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mt 16.26).Muitas vezes, nós também somos culpados de encontrar nossa segurança em “coisas”.Podemos fazê-lo através da aquisição de ativos para nós mesmos ou até mesmo por meio de doações filantrópicas para o bem de nossa reputação. De qualquer forma, porém, em nossas buscas, tão facilmente (parafraseando a música “Mr. Businessman”) valorizamos as inúteis, desconsiderando o que é realmente inestimável.105 Nada que você ou eu tenhamos ou façamos é suficiente para pagar nosso caminho por meio da morte e para a vida eterna. “Para os homens é impossível”, disse o Senhor Jesus a seus seguidores depois que o homem rico partiu; “contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível” (Mc 10.27). O perigo da riqueza é que ela nos torna orgulhosos e autoconfiantes, e esquecemos que Deus, e somente Deus, é quem salva.Você estaria disposto a desistir de sua riqueza (qualquer que seja o nível que você desfrute)se Jesus lhe pedisse para fazê-lo por ele? Ou você se conteria porque a demanda seria muito grande e o custo muito alto? Arrependa-se de qualquer maneira pela qual você tenha confiado em suas posses e regozije-se na salvação que vem por causa da misericórdia de Deus. Não é segredo o que Deus pode fazer. Quem quer que venha a ele, ele nunca mandará embora.Leia LUCAS 12.13-21 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 57–59; At 21.18-40

Texto bíblico: Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia. (Hb 11.8)Se procurarmos entender melhor o que significa colocar a fé em ação e acreditar na Palavra de Deus, não precisaremos ir além da vida de Abraão. Ele é descrito no livro de Romanos como o pai de todos os que têm fé (Rm 4.16). Ele estava “plenamente convicto de que [Deus] era poderoso para cumprir o que prometera” (v. 21), e essa foi a convicção que o estimulou à obediência e à ação.O chamado de Deus a Abraão foi caro e radical: “Disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei” (Gn 12.1). Abraão foi convidado a deixar seu país, seus amigos e sua família — essencialmente, tudo o que ele conhecia e estimava. Todavia, Deus não parou por aí. Ele prometeu abençoar Abraão na nova terra, torná-lo “uma grande nação” e engrandecer seu nome (v. 2).Abraão obedeceu e foi.Por que alguém faria isso? Abraão não tinha nada para continuar, exceto o mandamento de Deus e as promessas que o acompanhavam. Mas isso foi o suficiente para ele! Isso é fé em ação. Isso é fé em todos os dias e em todas as gerações: acreditar em Deus e sair em obediência.“Os chamados de Deus”, lembro-me de uma vez ouvir o ministro escocês Graham Scroggie dizer, “raramente deixam um homem ou uma mulher onde o chamado os encontra.De fato, se não conseguirmos avançar quando Deus diz ‘Vá’, não podemos permanecer parados.” Recusar-se a sair e agir com fé resulta em um movimento para trás, mesmo que nunca demos um passo.Abraão, porém, avançou. Ele partiu em obediência, “sem saber aonde ia”. Era suficiente para ele que Deus lhe mandasse ir, de modo que não precisava ser informado para onde iria.E, ao sair com fé, Abraão entrou no âmago do plano de Deus para salvar seu povo e trazer bênçãos ao seu mundo. Abraão descobriria que o único lugar para estar é onde Deus quer que você esteja, e o único propósito que você deve procurar cumprir é aquele que Deus lhe revelou.Deus tem falado com você por meio de sua Palavra sobre sair em fé e obediência, sob a liderança dele? Portanto, “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 3.7-8). O mandamento de Deus pode ser absolutamente contrário a tudo o que você tem planejado e pensado, e pode exigir que deixe para trás tudo o que representa segurança para você — porém, se ele está chamando, você deve ir.Leia ROMANOS 4 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 54–56; At 21.1-17

Texto bíblico: Disse o Senhor a Gideão: É demais o povo que está contigo, para eu entregar os midianitas nas suas mãos; Israel poderia se gloriar contra mim, dizendo: A minha própria mão me livrou. Apregoa, pois, aos ouvidos do povo, dizendo: Quem for tímido e medroso, volte e retire-se da região montanhosa de Gileade. Então, voltaram do povo vinte e dois mil, e dez mil ficaram. (Jz 7.2-3)O propósito de Deus para seu povo em todas as épocas é que possamos depender inteiramente dele. Quando Deus o chamou para salvar os israelitas, Gideão encarou uma tarefa esmagadora: seu exército teve de enfrentar os midianitas. Dizia-se que seu exército era tão avassalador quanto os gafanhotos, e “seus camelos [eram uma] multidão inumerável como a areia que há na praia do mar” (Jz 7.12). O exército de 32 mil homens de Gideão empalideceu em comparação.E então o Senhor lhe disse: “É demais o povo que está contigo, para eu entregar os midianitas nas suas mãos”. E assim 22 mil deixaram o exército. Sem dúvida, Gideão estava fazendo as contas e perguntando-se como ele poderia equiparar estrategicamente força com força com ainda menos soldados. O que ele não sabia era que estava prestes a aprender a necessidade da fraqueza.Deus está sempre trabalhando em nossas circunstâncias para nos levar a uma maior dependência dele e a um louvor mais profundo por seu resgate. Na vida de Gideão, como em nossa própria vida hoje, Deus não deixou dúvidas de que só ele é Deus. Sua glória não será compartilhada ou roubada por mais ninguém. Simplificando, Deus é totalmente justo; nós não somos. Tanto naquela época quanto agora, ele nos ajuda a ver a necessidade de reconhecer humildemente nossa fraqueza para magnificar a sua grandeza. A verdade é que nosso orgulho é mais feio quando emerge como orgulho espiritual — quando começamos a nos vangloriar de nossas experiências com Deus ou de nossos sucessos para Deus. Essa era a tendência dos “superapóstolos” a quem Paulo se referiu em 2 Coríntios 12.11 (A21); eles pareciam tão poderosos, cheios de histórias para contar sobre como estavam cheios do poder do Espírito. Paulo, porém, simplesmente respondeu: “Mas, mesmo que quisesse gloriar-me, eu não seria louco, porque estaria dizendo a verdade. No entanto, abstenho-me de fazê-lo, para que ninguém pense de mim além do que em mim vê ou de mim ouve” (v. 6 A21). Ele entendeu que humildade, fraqueza e inadequação são fundamentais para a utilidade no Reino de Deus.É por isso que Deus reduziu ainda mais o exército de Gideão a meros 300 (Jz 7.7). Ele iria realizar seu plano com tão poucas pessoas, que, quando a vitória chegasse, todos saberiam a fonte da vitória. E, na bondade de Deus, ele ainda faz isso por nós hoje. Ele nos lembra que aqueles que são mais úteis ao seu plano e propósito são aqueles que, aos olhos do mundo, não estão à altura da tarefa — porque então fica claro que é obra dele, e não dos outros.Esta é uma má notícia para você, se quiser manter seu orgulho e autodependência. É uma má notícia para você, se gostaria de receber elogios. É, no entanto, uma notícia incrível para você, caso saiba que é inadequado para as tarefas que Deus coloca diante de você. Você se sente totalmente mal equipado para lidar com qual das coisas que está enfrentando? Dependa dele, siga em frente em obediência, e você descobrirá que o poder de Deus é exibido em sua fraqueza (2Co 12.9-10) — e você o louvará ainda mais.Leia JUÍZES 7.1-23 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 51–53; At 20.17-38

Texto bíblico: Andando ele pelo templo, vieram ao seu encontro os principais sacerdotes, os escribas e os anciãos e lhe perguntaram: Com que autoridade fazes estas coisas? Ou quem te deu tal autoridade para as fazeres? (Mc 11.27-28)Nenhum de nós gosta de alguém interferindo na nossa vida.Quando alguém insiste em nossa atenção ou exige nossa obediência, instintivamente respondemos de maneira negativa. De um modo geral, não queremos que as pessoas nos digam o que fazer, muito menos em assuntos espirituais. É sempre tentador concordar com a noção, particularmente popular em nossos dias, de que nossa espiritualidade não é da conta de mais ninguém — um assunto pessoal a ser conhecido apenas por nós.Ao ler os Evangelhos, então, podemos ficar bem inquietos à medida que fica claro que Jesus interfere em nossa vida. Sim, é para o nosso bem — mas, ainda assim, ele interfere. De fato, em sua autobiografia, C. S. Lewis se refere a Jesus como o “Interferente transcendental”.Desde o início do ministério de Jesus, as pessoas reconheceram que ele falava com autoridade (veja Mc 1.22, 27). Ele disse coisas de tal forma que não podiam ser contornadas ou simplesmente descartadas. Mas elas poderiam ser resistidas e rejeitadas. Seu ensino cheio de autoridade tornou-se um incômodo para os mestres religiosos, e eles começaram a se opor a Jesus, logo conspirando para matá-lo, para não terem de abrir sua vida espiritual para ele (3.6).Como os líderes religiosos, muitas vezes preferimos uma espiritualidade pessoal moldada por nossa agenda e estilo de vida: “É nisso que eu acredito. Isso é o que eu defendo. Isso é o que sempre fizemos. Esta é a nossa bela tradição.” Jesus vem e colide contra essas ideias, virando tudo de ponta cabeça, tomando valores inventados pelo homem e derrubando-os. Na verdade, no final do ministério terreno de Jesus, ele declarou que toda a autoridade lhe havia sido dada (Mt 28.18-19). Ele não compartilha essa autoridade com ninguém. Nossa vida espiritual é, de fato, da conta dele. Nós nos curvamos diante de sua autoridade e o abraçamos como Senhor e Salvador agora, ou um dia nos curvaremos diante dele e o encontraremos apenas como nosso Juiz.Adicionar Jesus a um pequeno canto de nossa existência é fácil e não intrusivo; outra coisa inteiramente diferente é permitir que o “Interferente transcendental” assuma todos os aspectos da nossa vida e nos ordene obediência completa. Sua autoridade perfeita é uma questão que devemos considerar em todas as decisões que tomamos. Portanto, somos confrontados com a questão inquietante: Estou vivendo de acordo com meus desejos naturais e as regras que criei? Ou estou buscando me submeter alegremente ao meu Salvador em todos os dias e em todos os sentidos? É somente quando escolhemos nos curvar diante da autoridade de Jesus, reconhecendo seu senhorio sobre nosso tempo, nossos talentos, nosso dinheiro — nosso tudo —, que podemos realmente começar a abraçá-lo como Senhor e Salvador e desfrutar de conhecê-lo como amigo e guia. Você o está mantendo à distância de alguma forma? Esse é precisamente o lugar onde ele chama você para deixá-lo interferir; é o lugar onde você tem a oportunidade de realmente tratá-lo como aquele que tem toda a autoridade. Ele certamente perturbará sua vida — mas só ele tem o direito e só ele pode libertá-lo.Leia DANIEL 7.9-14 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 49–50; At 20.1-16

Texto bíblico: Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. (Tg 1.22)Como crentes, nossa vida pode e deve ser marcada por uma mente treinada e submissa à verdade da Palavra de Deus, e devemos cercar nossas circunstâncias com oração (Fp 4.6- 8). Contudo, ainda assim, se quisermos conhecer e desfrutar do poder de Deus em ação dentro de nós, devemos pegar o que ouvimos nas Escrituras e colocar em prática. Devemos ser diligentes em nossa atenção às Escrituras a cada dia, e em nossa presença quando a Palavra de Deus está sendo exposta, mas nunca devemos cair na armadilha de pensar que ir à igreja, prestar atenção e ouvir concentradamente é o suficiente. Devemos ser “praticantes […] e não somente ouvintes”.Em João 13, na noite anterior à morte de Jesus e depois de ensinar aos discípulos por um tempo, ele lhes fala de suas lições: “Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes” (Jo 13.17). Se você se pergunta por que não está experimentando a bênção de Deus, pode ser porque não está colocando as palavras dele em prática. O Senhor nos deu uma rica instrução e nos deu o Espírito para ser nosso Ajudador. Agora somos responsáveis por exercitar nossa mente na verdade da Palavra de Deus e depois praticar o que aprendemos, recebemos e ouvimos.Que grande tristeza é quando as igrejas se tornam como velhas bibliotecas empoeiradas, cheias de tantas vidas que são como volumes da verdade, apenas sentadas lá, nunca usadas. A tentação à medida que nos tornamos cada vez mais conscientes da verdade é apenas nos sentarmos e pensarmos sobre isso, sem nunca agirmos. Tiago coloca esse tipo de vida em termos diretos: isso é enganar a si mesmo. Não — uma igreja deve ser uma galeria de experiências vivas. Deve haver uma efusão nos crentes, de modo que, quando enfrentamos os muitos problemas do mundo — problemas aos quais nós mesmos não somos imunes —, podemos vê-los pelo que eles são e responder estendendo a verdade da Palavra de Deus enquanto nós mesmos a vivemos.Determine hoje não ser apenas um ouvinte, enganando-se enquanto pensa ser um cristão em crescimento, quando na verdade está murchando. Decida ser um cumpridor da Palavra.Olhe honestamente para sua vida agora e identifique todas as áreas sobre as quais você ouviu falar como viver para Cristo, mas nunca obedeceu de fato. Essa será a parte de sua vida sobre a qual o Espírito está dizendo a você agora: Não seja apenas um ouvinte. Seja um praticante — pois esse é o caminho onde a bênção se encontra.Leia TIAGO 1.19-27 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 46–48; At 19.21-41

Texto bíblico: Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma. (Hb 12.3)Você já foi tentado a desistir de sua fé? Talvez, durante uma semana difícil, tenha considerado suas circunstâncias e pensado: “Nada disso está funcionando em meu benefício. É hora de esquecer o cristianismo e viver como os outros vivem.” Nesses momentos, é fácil olhar em volta e ver nossos amigos, familiares e colegas de trabalho incrédulos vivendo de maneira diferente e mais fácil, e aparentemente se divertindo. Olhares invejosos permitem que a dúvida e a desilusão se insinuem e roubem nossa determinação de permanecer no caminho reto e estreito.Essa foi a experiência do salmista Asafe. Seus “[pés] quase […] resvalaram” porque “[ele] invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos” que estavam “sempre tranquilos” (Sl 73.2-3, 12). Essa, ao que parece, também foi a experiência dos cristãos a quem o escritor de Hebreus se dirigiu. Eles “ainda não” tiveram de derramar sangue para permanecerem firmes na fé (Hb 12.4), mas estava claro que a luta contra o pecado por dentro e a luta para resistir à oposição por fora estavam cobrando seu preço.O que eles deveriam fazer? Considerai Jesus. O antídoto bíblico para a fraqueza e o cansaço é fixar nossos olhos naquele que suportou a hostilidade — que suportou a cruz — a fim de obter a alegria diante dele (Hb 12.2).Em algum momento de nossa vida, todos nós enfrentaremos sofrimento injusto em palavras, atos ou circunstâncias — e podemos admitir que não queremos ser abusados nem maltratados. Todos nós enfrentaremos a realidade de que ainda não derrotamos os pecados com os quais lutamos há anos e anos. Todos nós enfrentaremos dias em que não queremos estar na corrida, quando somos tentados a desistir e abandoná-la. O que você deve fazer nesses dias? Ouça a Palavra de Deus dizendo: Considere-o. Considere a vida de Cristo: como era e para onde o levou. Ele abriu a porta para a glória; agora seguimos o caminho atrás dele.Olhe para Jesus, que correu esta corrida e agora está “assentado à destra do trono de Deus” (Hb 12.2). Dia após dia, não importa se o percurso é ladeira acima ou se o vento é contrário: nós o consideramos e “[corremos], com perseverança, a carreira que nos está proposta” (v. 1).Leia FILIPENSES 3.3b-16 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 43–45; At 19.1-20

Texto bíblico: Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. (Jo 15.5)Os fotógrafos amadores muitas vezes não sabem no que estão focando. Eles sabem o que pensam que estão focando, mas as fotos acabam contendo rostos borrados e edifícios tortos. Então eles podem olhar para o trabalho e responder: “Não era para isso que eu estava apontando!” Mas o fato é que as fotos revelam exatamente onde e como a lente foi posicionada.Nos altos e baixos da vida — e em todos os momentos intermediários —, a maneira como você e eu reagimos às circunstâncias revela o ângulo da lente da nossa câmera, o foco de nosso coração e mente. O desafio para os crentes, então, é viver com um foco centrado em Deus.Jesus deixou muito claro que, para abraçarmos um foco centrado em Deus, devemos primeiro entender quem somos sem ele. Na verdade, Jesus explicou a seus discípulos que, sem ele, nada poderiam fazer; afinal, “nele, tudo subsiste” (Cl 1.17). Nossa necessidade de Jesus não é parcial; é total. Nenhum de nós pode respirar sem a capacitação de Deus. Como podemos pensar em receber crédito por qualquer obra que ele tenha feito através de nós? Estamos absolutamente empobrecidos sem a ajuda divina.Esse princípio percorre toda a Bíblia. Moisés, escolhido por Deus para tirar o povo israelita da escravidão, estava convencido de que não poderia fazer o trabalho a menos que Deus estivesse com ele — e ele estava certo (Êx 3.11-12). Amós era um cultivador de sicômoros e pastor; ele não tinha nada para contribuir para o ministério quando Deus o designou como profeta (Am 7.14-15). Daniel, da mesma forma, com sua incrível capacidade de interpretar sonhos, foi rápido em dar todo o crédito a Deus (Dn 2.26-28). Cada um desses homens reconheceu sua total dependência de Deus. Na verdade, ninguém nas Escrituras que alcançou grandes coisas para Deus o fez sem confiar totalmente em Deus. Por sua capacidade de fazer o trabalho para o qual foram chamados, eles olharam para cima em vez de olhar para dentro.Como cristãos chamados a viver com um foco centrado em Deus, não devemos atribuir muita atenção a nós mesmos ou às nossas habilidades; pois, ao fazer isso, podemos muito bem obscurecer a graça e o poder de Deus em nossas vidas. Em Cristo, não devemos nos orgulhar de nossas habilidades ou buscar qualquer oportunidade de chamar a atenção para nós mesmos. Em vez disso, devemos apenas desejar sermos conhecidos como servos do Deus vivo, ser úteis em seu serviço enquanto ele opera em nós de acordo com seu bom propósito, apontar para longe de nós mesmos e para ele em tudo o que fazemos e dizemos.Onde estará o seu foco hoje? E, quando o sucesso ou o louvor aparecerem em seu caminho, para quem você apontará?Leia LUCAS 17.7-19 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 40–42; At 18

Texto bíblico: Ao amado filho Timóteo, graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor. (2Tm 1.2)A maneira como Paulo se refere a Timóteo ao longo de suas cartas é impressionante. Ele não mantém esse homem mais jovem à distância; em vez disso, Paulo se dirige a Timóteo como seu “amado filho”, seu “filho amado e fiel no Senhor” e um “cooperador” na proclamação do Evangelho (2Tm 1.2; 1Co 4.17; Rm 16.21).Inicialmente, podemos não pensar que Timóteo era uma escolha óbvia para ser o destinatário das palavras ou cartas de Paulo, pelo menos não de uma perspectiva humana. Ele não era forte ou maduro, mas relativamente jovem, fisicamente frágil e naturalmente tímido — um sujeito bastante tímido, que devia parecer inexperiente demais para o que estava fazendo. Quando ele ficava ansioso, isso afetava o seu estômago (1Tm 5.23). Ele não era um candidato de alto calibre. Na verdade, porém, isso não é incomum. A maioria dos crentes são assim. Você e eu também.E, no entanto, Timóteo era o homem de Deus.Ele era o homem de Deus porque Deus o havia escolhido. Deus se deleita em pegar homens e mulheres — incluindo aqueles que são comparativamente jovens, naturalmente fracos, fisicamente frágeis ou obviamente reservados — e dizer: Isso é o que eu preparei para você. Você é meu servo escolhido para a tarefa para a qual eu o designei.O evangelista do século XVIII George Whitefield foi usado por Deus para levar dezenas de milhares de pessoas à fé salvadora. Todavia, muitas vezes ele ficava impressionado com a perspectiva de seu próprio ministério. Certa vez, a caminho de pregar na capela da Torre de Londres, Whitefield registra: “Quando subi as escadas, quase todos pareciam zombar de mim por causa da minha juventude; mas logo ficaram sérios e extremamente atentos”.104 Por que a reação de seus ouvintes mudou? A resposta é simplesmente que Whitefield, como Timóteo, era o homem escolhido por Deus.Quanto Timóteo deve ter absorvido na saudação de Paulo, que o lembrou de seus recursos! Deus havia redimido e comissionado Timóteo, e Deus forneceria graça para as provações, misericórdia para os fracassos e paz diante dos perigos e dúvidas.Do que você e eu precisamos hoje? Exatamente aquilo de que Timóteo precisava: graça, misericórdia e paz. Tudo o que estava disponível para Timóteo também está disponível para nós. Então você pode se apoiar em Deus e nas provisões que ele fez para você em Cristo.Os recursos dele são suficientes para atender a todas as suas necessidades e realizar todas as tarefas para as quais ele o chama.Leia 2 TIMÓTEO 1.1-14 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 37–39; At 17.16-34

Texto bíblico: Tendo o senhor ouvido as palavras de sua mulher, como lhe tinha dito: Desta maneira me fez o teu servo; então, se lhe acendeu a ira. E o senhor de José o tomou e o lançou no cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; ali ficou ele na prisão. (Gn 39.19-20)Potifar era um astuto juiz de caráter. Como oficial do Faraó e capitão da guarda, ele teve muitas pessoas sob seu controle durante a maior parte de sua vida. Sua experiência permitiu- lhe ver que José tinha algo de distinto.José não era como nenhum outro servo; ele era o melhor dos servos. Todos os negócios de Potifar prosperaram sob a jurisdição de José, e Potifar entregou tudo aos cuidados dele — tudo, isto é, exceto sua esposa.Não é de surpreender, então, que Potifar tenha reagido com raiva e fúria quando sua esposa acusou José de tentar assediá-la. Qualquer marido competente reagiria dessa maneira. Há uma justiça a respeito desse tipo de proteção, e devemos esperar que Potifar a tenha exibido.O erro de Potifar não foi sua resposta inicial, mas a velocidade com que ele pronunciou o julgamento contra José. Não há menção de Potifar processando as informações que foram dadas a ele, nem o vemos dando um passo atrás e colocando a acusação de sua esposa contra o pano de fundo do registro de integridade fiel de José. Em vez disso, Potifar permitiu que sua raiva controlasse o seu julgamento. A raiva cegou Potifar tanto para a verdade quanto para a razão.Potifar também se permitiu ser indevidamente influenciado por sua esposa. Claro, todos nós somos influenciados por nossos companheiros mais próximos, e misericordiosamente em muitas ocasiões. Contudo, nenhum de nós deve ser excessivamente influenciado por qualquer pessoa, exceto por Deus. Quando permitimos que tal influência se estabeleça, especialmente em momentos de tomada de decisão, colocamos não apenas a nós mesmos, mas todos ao nosso redor em perigo. Em vez disso, devemos buscar segurança e vitória em uma “multidão de conselheiros” (Pv 11.14; 24.6) que nos orientarão para a sabedoria da Palavra de Deus em todas as circunstâncias. Quanto maior a magnitude e as consequências de uma decisão, mais conselhos devemos procurar e mais tempo devemos passar de joelhos.Potifar se permitiu tomar uma decisão enquanto estava com raiva — e sua decisão foi injusta. A raiva descontrolada cega a mente. Uma vez acesa, é mais fácil deixar a raiva arder em chamas do que apagá-la. Porém, mesmo em circunstâncias nas quais a raiva é a resposta correta à injustiça ou ao pecado (e seguimos um Senhor que respondeu com raiva quando apropriado — veja Mc 11.15-18), não podemos dar permissão à raiva para direcionar nossas emoções e ditar nossas decisões. Esteja pronto a pedir a Deus que revele qualquer fonte de raiva contínua em sua vida, para que você possa se arrepender quando necessário, perdoar quando chamado e seguir em frente com sabedoria e fé.Leia GÁLATAS 5.16-24 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Sl 35–36; At 17.1-15