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Texto bíblico: Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. (1Co 15.55-57)A maioria das gerações recentes exibiu uma relutância generalizada em enfrentar a realidade da morte, e talvez nenhuma mais do que a nossa. As pessoas tentam constantemente encobri-la ou ignorar sua existência, na esperança de que talvez ela simplesmente desapareça.Porém, de todas as pessoas, os cristãos devem estar preparados para fazer o que muitos não querem: olhar a morte de frente e reconhecer que não há como negá-la e não há como escapar dela — mas que também não há necessidade disso, pois ela foi derrotada.De fato, o cristianismo muda a maneira como vemos tudo. A Bíblia nos confronta com a realidade de que a vida é breve, a morte é certa e o julgamento nos espera. Mas também temos nas Escrituras declarações claras, maravilhosas e orientadoras sobre como pensar na morte de um crente.Para o cristão, o aguilhão da morte é extraído. Considere isso da seguinte forma: se alguma vez, ao sair com uma criança, uma vespa irritada aparecer, você se colocará propositalmente entre a criança e a vespa para tomar ou “extrair” o aguilhão. Feito isso, a criança não tem nada a temer. Assim, Jesus, por meio de sua obra na cruz, lidou com a penalidade de nosso pecado. Ele quebrou o cativeiro do poder do pecado em nossa vida. Ele extraiu o aguilhão do pecado e da morte. A vitória de Cristo é a nossa vitória; a morte foi derrotada.Ainda experimentaremos a morte, mas apenas passaremos por ela. Ela não nos reivindicará.A Escritura usa a imagem do sono para descrever um cristão que morreu, pois o sono é um estado temporário, não permanente. E a usa em relação ao nosso corpo, não à nossa alma. Em uma de suas cartas aos tessalonicenses, Paulo diz: “Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem.” (1Ts 4.14). Em outras palavras, podemos dizer a Jesus o que muitas crianças pequenas dizem à mãe ou ao pai na hora de dormir: “Você vai ficar comigo enquanto eu durmo?” E Jesus diz: Sim, eu vou. Porém, ainda melhor que isso, estarei com você nesse sono.Adormecer — morrer — em Cristo significa que somos conduzidos imediatamente à sua presença, a alegria do Senhor na glória.Jesus está vivo e a cada novo dia pode nos lembrar de sua ressurreição. Todas as manhãs, despertamos para um novo nascer do sol como um lembrete daquele dia glorioso em que a trombeta soará, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro e todos os que estiverem vivos e permanecerem na terra serão arrebatados juntamente com eles. Como crentes, nascemos de novo com a esperança viva de que, como Jesus Cristo foi vitorioso sobre a sepultura, estaremos para sempre com ele. É assim que olhamos para a morte: olhamos através dela. E, uma vez que somos capazes de morrer sem medo, somos capazes de viver sem medo também.Leia APOCALIPSE 3.7-13 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Rt; At 8.26-40

Texto bíblico: E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor. (Ef 6.4)Na sociedade romana, o poder de um pai prevalecia. Como William Barclay escreveu: “Um pai romano tinha poder absoluto sobre sua família. […] Ele poderia amarrar ou espancar seu filho; ele poderia vendê-lo como escravo; e até possuía o direito de executá-lo. […] Se alguma vez um povo soube o que era a disciplina parental, eram os romanos.”101 Observe, então, que aqui Paulo não está simplesmente demandando o exercício da autoridade parental. Em vez disso, ele está tanto assumindo sua legitimidade quanto temperando-a.Sua instrução é primeiramente negativa: “Não provoqueis vossos filhos à ira”. Ele exorta os pais a exercer moderação ao disciplinar seus filhos, para que eles não façam mais mal do que bem, irritando-os ou fazendo com que fiquem desanimados, ressentidos ou irados.Como podemos provocar nossos filhos à ira? Através do egoísmo, severidade, inconsistência, irracionalidade, favoritismo, irritação, busca de falhas, não reconhecer progresso...No entanto, uma lista tão assustadora não deve nos desencorajar; em vez disso, devemos nos lembrar que essa responsabilidade está inteiramente além de nós, à parte da graça de Deus.E, ainda assim, a instrução de Paulo não é apenas negativa, mas também positiva. O verbo “criai-os” também pode significar “nutrir”. Há algo de hortícola nisso — um lembrete não apenas de que devemos criar nossos filhos com ternura, mas também de que isso não é uma tarefa momentânea; antes, é uma jornada ao longo de muitos anos. Ao mesmo tempo, nutrir envolve “disciplina” — a saber, a disciplina da Escritura, pela qual o próprio pai é conformado à imagem de Cristo — e “admoestação”, que envolve gentilmente levar a Palavra de Deus à mente de nossos filhos, para que seu caráter seja realmente transformado.Se você é pai, como pode realizar tal tarefa? É preciso graça. É preciso paciência. Em termos de mercado de ações, a paternidade não é day trading; é investimento de longo prazo. É incrível como uma criança de 4 anos que é constantemente tratada com amor e disciplina piedosa pode se tornar um jovem adulto atencioso e amoroso no final da adolescência. Portanto, se você não é pai, ore por aqueles que são. Eles precisam disso! E, se você é pai, considere sua própria abordagem. Como você está estabelecendo sua autoridade paternal em casa? De que maneiras você corre mais risco de provocar seus filhos ao fazer isso? Como você instruirá seus filhos na Palavra de Deus, e como você pode ver seu próprio caráter sendo formado à semelhança de Cristo por meio da experiência da paternidade? Em tudo isso, lembre-se de que ser pai é um ato de graça. Devemos cumprir nossas responsabilidades fielmente. Mas você será esmagado se não se lembrar de que a graça é suficiente para superar todo e qualquer erro — uma verdade para edificá-lo e mantê-lo de joelhos!Leia DEUTERONÔMIO 6.1-15 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Ob; At 8.1-25

Texto bíblico: E, saindo os fariseus, puseram-se a discutir com ele; e, tentando-o, pediram-lhe um sinal do céu. Jesus, porém, arrancou do íntimo do seu espírito um gemido e disse: Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo que a esta geração não se lhe dará sinal algum. (Mc 8.11-12)Professores de escolas e professores universitários muitas vezes experimentam dois tipos de questionadores: aqueles que perguntam humildemente, com interesse genuíno, e aqueles que visam desafiar como oposição. Os primeiros claramente procuram entender. Os últimos estão mais interessados em fazer avançar uma agenda, reforçar suas opiniões ou simplesmente parecer inteligentes.Ao contrário das multidões de pessoas que testemunharam e se maravilharam com os milagres de Cristo, os fariseus muitas vezes desafiaram o ensino e o ministério público de Jesus para testá-lo e miná-lo. Eles não estavam lá para ver suas obras maravilhosas e considerar se ele era realmente a pessoa que afirmava ser. Eles estavam lá para fazê-lo tropeçar e prendê-lo.Jesus respondeu às multidões que o seguiam com compaixão. Tinha bondade divina para com aqueles que vinham a ele com humildade de coração, reconhecendo a própria necessidade.Ele não afastou ninguém que viesse genuinamente em busca da verdade. Mas ele enfrentou os líderes religiosos antagônicos com frustração justa — impaciência divina para aqueles que procuravam provar sua própria posição e desafiar as reivindicações dele.Há duas maneiras de fazer uma pergunta: com humildade ou arrogância. E o Mestre sempre sabe a diferença.Algumas pessoas que dizem ser religiosas ainda não entendem nada do ensino da Bíblia.Elas ouvem sermões domingo após domingo, procurando razões para não descansar totalmente na obra concluída de Cristo. Fazem perguntas destinadas a manter o Senhor à distância e depois se perguntam por que nunca encontram respostas satisfatórias. Esse não é o caminho do filho de Deus. Com mansidão e curiosidade, devemos procurar aprender com nosso Mestre e, quando nosso coração estiver perturbado, ir a ele humildemente, pedindo ajuda para estarmos abertos à resposta, sem exigir que Jesus siga nossa agenda ou expectativas.Se você tem um cérebro grande, a Bíblia é capaz de satisfazer seu intelecto. Se você tem uma cabeça grande, descobrirá que o orgulho distorce sua capacidade de ver a clareza e a verdade da Palavra de Deus. Cristo está mais do que disposto a atender à integridade intelectual, mas ele não está disposto a ceder à arrogância.Todos nós temos perguntas para Jesus sobre este mundo, sobre nossa vida, sobre o caminho que devemos seguir. Jesus nunca rejeitará aqueles que vão a ele, e acolhe os pedidos de seus irmãos e irmãs. Todavia, além de considerar suas perguntas, considere seu coração. Faça suas perguntas, mas primeiro pense em como você está perguntando: está motivado pela fé em busca de compreensão ou pelo orgulho em busca de estar certo?Leia MARCOS 10.2-22 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Dt 32–34; At 7.44-60

Texto bíblico: José era formoso de porte e de aparência. Aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo.Ele, porém, recusou. (Gn 39.6-8)A tentação é uma sedução para o mal ou para o pecado. Todos já enfrentaram isso — até mesmo o próprio Senhor Jesus. Por si só, portanto, a tentação não é pecado; é a nossa resposta a ela que nos leva nos caminhos da justiça ou às areias movediças da desobediência.As ações da esposa de Potifar demonstram como a tentação se manifesta. Sua abordagem primeiro foi sutil. Ela começou, em sua mente, a olhar para José de maneira diferente. Os olhos são uma porta de entrada para nossa alma e o caminho através do qual muitas tentações vêm. Um coração lascivo começa com olhos persistentes.Tendo seus olhos enredado sua alma, ela perdeu qualquer noção de modéstia. Como ela poderia prosseguir para um convite tão descarado ao adultério? A resposta é que ela estava claramente alimentando a luxúria em sua imaginação, o que sem dúvida aumentará as chances de realmente fazermos o que estamos pensando. O pecado está sempre pronto para irromper em um instante, impulsionado por desejos cegos, furiosos e quase (embora nunca totalmente) irreprimíveis. Chega um ponto em que fomos tão longe na estrada em nossa mente, que tudo de que precisamos é a ocasião — e assim, quando a ocasião surge, o mesmo acontece com o pecado exterior.Você e eu podemos aprender com as más ações da esposa de Potifar. Você pode ter certeza de que aquilo que você permite que seus olhos encarem e em que sua mente se concentre, mais cedo ou mais tarde, afetará como você age. As tentações e os desejos que elas despertam serão alimentados ou serão combatidos. Estamos preparados para “[levar] cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2Co 10.5) em vez de alimentar a luxúria ou outros pecados? Estamos dispostos a “[entrar] no reino de Deus com um só dos [nossos] olhos” (Mc 9.47), ou a vida eterna não é digna de tal preço? Que tentações seus olhos e sua mente enfrentam hoje? Embora cada um seja um convite perigoso ao pecado, também oferece uma oportunidade de escolher a obediência. Ore por sabedoria e ousadia para reconhecer esses momentos e responder a essas tentações de uma maneira que o leve aos caminhos da justiça.Leia GÊNESIS 4.1-16 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Dt 30–31; At 7.22-43

Texto bíblico: Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível.Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar.Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão. (1Co 9.25-27)Corinto foi sede dos Jogos Ístmicos, os quais, em tamanho e importância, perdiam apenas para as Olimpíadas. O atletismo consumia a cultura. Seus cidadãos sabiam que, para um atleta, o esforço despendido durante uma corrida é apenas uma pequena fração do esforço exigido ao longo da vida. Então, quando Paulo escreveu à igreja em Corinto, ele não falou apenas de correr e competir. Ele também falou sobre treinamento.Em Corinto, crianças de até 7 anos eram submetidas a exercícios rigorosos para se prepararem para a competição. Esperava-se que os participantes mostrassem haver passado por um treinamento rigoroso. Ninguém poderia correr uma corrida se não tivesse praticado por meses antes do evento. Da mesma forma, a vida cristã deve ser marcada por uma disciplina que revela um compromisso eterno de correr a corrida de Deus. É importante que nossas palavras sejam apoiadas por nossas ações. Expressar a determinação de viver a vida cristã sem que isso seja acompanhado de ações disciplinadas é um absurdo. É como expressar a necessidade de acordar mais cedo ou perder peso e resolver fazer essas coisas, mas nunca definir o alarme, praticar exercícios ou comer bem. A resolução é tornada inútil pela falta de ação.A disciplina a que Paulo se refere não é um sentimento interior; em vez disso, é uma decisão voluntária e consciente sobre como usamos nosso tempo, em que depositamos nossas afeições e a maneira como abordamos toda a vida. Como o bispo inglês do século XIX J. C.Ryle escreveu: “A verdadeira santidade […] não consiste meramente de sensações e impressões internas. […] É algo da ‘imagem de Cristo’, que pode ser visto e observado por outros em nossa vida privada, hábitos, caráter e ações.”100 Durante os tempos da antiguidade, quando o atleta triunfante retornava à sua cidade, ele não apenas atravessava o portão do qual havia partido; ele tinha uma parte do muro quebrada em sua honra. Ele entrava por um portão novinho em folha, e a população da cidade se reunia e o recebia com grande aclamação. O treinamento dentro da vida cristã não ganha a salvação.Isso é conquistado somente por Cristo. No entanto, isso nos garante uma entrada abundante no céu. Quando chegarmos ao seu reino, ouvir a saudação do Senhor de “Muito bem, servo bom e fiel” (Mt 25.21) será um momento de honra e alegria maior do que qualquer porta recém-feita! Essa é a imagem da entrada no céu que a Palavra de Deus diz ser possível para aqueles que correrão a corrida, que suportarão o treinamento, que correrão para vencer. Então, pergunte a si mesmo: onde estou expressando determinação, mas não estou agindo? Em que área do crescimento cristão preciso implementar práticas disciplinadas para me tornar mais semelhante ao meu Senhor? E então espere ansiosamente pelo momento em que você terminar sua corrida e entrar na glória, pois isso motivará todo o treinamento de que precisa.Leia ROMANOS 13.8-14 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Dt 28–29; At 7.1-21

Texto bíblico: Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação. (1Pe 2.11-12)Como os seguidores de Jesus devem agir? É uma pergunta vital. A resposta é simples e desafiadora: somos chamados a ser diferentes — diferentes daqueles que não seguem Jesus.Por toda a eternidade, Deus planejou ter um povo próprio. O povo de Deus é chamado para ser um povo santo, separado tanto do pecado quanto para Deus, que é em si mesmo “Santo, Santo, Santo” (Is 6.3; Ap 4.8). Encontramos esse princípio de um povo separado registrado para nós por toda a Escritura. Em Levítico, por exemplo, o Senhor ordena que seu povo, os israelitas, não imite os egípcios e os cananeus em suas práticas pagãs. Em vez disso, eles são chamados a obedecer às leis e decretos de Deus (Lv 18.1-5).Mas as leis de Deus não foram introduzidas para que seu povo pudesse simplesmente ter uma aparência de obediência. Não; a verdadeira obediência aos decretos de Deus é expressão de um coração transformado — um coração que se alegra com a santidade. Em outras palavras, Deus diz: Vocês são o meu povo. Vocês pertencem a mim. Portanto, quero que vocês se deleitem em serem separados. Nossas ações externas só durarão e só agradarão a Deus quando uma mudança interna já tiver ocorrido.Assim, no Novo Testamento, encontramos Pedro exortando os crentes a se lembrarem de que eles são “raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe 2.9). Como povo de Deus hoje, ainda somos chamados a viver de forma diferente: a manter nossa conduta honrada e fazer escolhas sobre nosso entretenimento, finanças, relacionamentos — na verdade, sobre todas as facetas de nossa vida — que estejam de acordo com a exortação de Deus a sermos santos como ele é santo (1.16).O grande desafio para nós, como crentes, é de nos identificarmos com o mundo em sua necessidade, mas não em seu pecado. As pessoas do nosso mundo não precisam de nós para fazê-las sentir-se confortáveis com seu comportamento imoral e rejeição ao seu Criador. Em vez disso, como Pedro explica, devemos viver de tal maneira que “[proclamemos] as virtudes daquele que [nos] chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”, para que outros possam ver as nossas boas obras e dar a Deus toda a glória (1Pe 2.9). Portanto, as palavras de Pedro devem provocar cada um de nós a perguntar: será que espero ser diferente? Estou disposto a ser diferente, mesmo que isso leve os outros a falarem contra mim? Amarei este mundo o suficiente para ser bastante diferente deste mundo, a fim de direcionar as pessoas deste mundo a um mundo melhor?Leia DEUTERONÔMIO 4.1-8 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Dt 25–27; At 6

Texto bíblico: Vinde a mim […]. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. (Mt 11.28, 30)Um jugo é uma estrutura de madeira colocada nas costas de bois ou outros animais fortes, unindo-os para transportar uma carga pesada. O objetivo do jugo é distribuir uniformemente o peso em ambos os lados, possibilitando que os animais andem enquanto o carregam.Jesus usa essa ilustração para oferecer àqueles que podem segui-lo a chance de encontrar liberdade incomparável debaixo de seu jugo. Com seu convite para tomar seu jugo “suave” e “leve”, Jesus se distingue da mera religião, com seu pesado fardo de regras e regulamentos.Os fariseus do tempo de Jesus estavam obcecados em fazer o que era certo — não apenas buscando cumprir a Lei de Deus, mas também adicionando um grande número de suas próprias regras. Tais obrigações e expectativas criadas pelo homem criam fardos esmagadores. Dizer repetidamente “Vamos, tente mais arduamente; vamos, faça isso” deixará exausto, metaforicamente, o pescoço de qualquer um.Mas o jugo de Jesus é diferente.Estar sob o jugo — a autoridade — de Jesus não é um fardo; é um deleite. Como isso é possível? Há uma liberdade encontrada em Cristo — não a liberdade de fazer o que queremos, mas a liberdade de fazer o que devemos. Uma vez que, por natureza, não podemos fazer o que devemos, estamos presos aos nossos próprios desejos. Esse caminho promete muito, mas entrega pouco. Precisamos de alguém — Jesus — para nos libertar de nossa escravidão ao pecado, para que possamos viver em liberdade e obediência à vontade de Deus: para nos tornarmos as pessoas que fomos projetados para ser. Assim é que os mandamentos de Cristo são “a lei perfeita, que traz a liberdade”, e assim é que aqueles que lhes obedecem “[serão felizes] naquilo que [fizerem]” (Tg 1.25 NVI).É por isso que declaramos com alegria: “Jesus é meu Senhor”. Essa é a sua identidade — e, por causa do senhorio de Jesus, quando respondemos ao seu convite e recebemos o seu jugo sobre os nossos ombros, aceitamos uma nova obrigação de viver livremente sob a sua perfeita vontade. As questões de moralidade, sexualidade, negócios, família — todas essas coisas e muito mais estão reunidas sob o jugo do Senhor Jesus Cristo.Para aqueles que ainda se sentem presos a um peso opressivo, sejam regras impossíveis ou desejos pecaminosos, Jesus estende o convite para ir e deixar que ele levante esses fardos.Você precisa ouvir isso hoje. Onde você está lutando com o pecado? Como você vê os mandamentos do Senhor como opressivos? De que maneiras você pode estar lutando contra os caminhos dele? Ouça-o novamente: Venha a mim. Eu sou humilde. Eu sou gentil. Seu fardo é tão severo, que tive de morrer na cruz por você, e o fiz voluntariamente. Venha e junte-se a mim. Meu fardo é leve.Leia ROMANOS 6.15-23 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Dt 22–24; At 5.21b-42

Texto bíblico: Tendo chegado a Jerusalém, procurou juntar-se com os discípulos; todos, porém, o temiam, não acreditando que ele fosse discípulo. Mas Barnabé, tomando-o consigo, levou-o aos apóstolos; e contou-lhes como ele vira o Senhor no caminho. (At 9.26-27)Certa noite, na década de 60, um hippie despenteado chegou a uma igreja muito grande e adequada perto da costa, em São Francisco. Quando ele entrou, nenhum dos obreiros o cumprimentou. A igreja estava lotada e, enquanto olhava ao longo das fileiras, ninguém se moveu — e assim ele continuou a andar. Certo momento, tendo caminhado até a frente sem encontrar um assento, ele se sentou bem no meio do corredor, de pernas cruzadas no chão.Nesse instante, o diácono sênior — um homem pequeno em um terno, com um alfinete na gravata — começou a andar para a frente, vindo do fundo da igreja. Ele caminhou até o jovem — e sentou-se no chão ao lado dele! Aquele diácono era um “Barnabé”. Um Barnabé de um grupo de 500 fez toda a diferença na vida de um novo convertido.Como um novo convertido ao cristianismo, Paulo não tinha para onde ir. Os crentes em Jerusalém estavam com medo e duvidavam que ele tivesse experimentado uma mudança radical de vida. Paulo precisava de alguém neste momento de sua vida para encorajá-lo, liderá-lo e apresentá-lo à igreja. Para essa tarefa, Deus escolheu um homem comum que ele estivera formando esse tempo todo. Este homem era um estrangeiro de Chipre, com uma grande formação religiosa, que havia recebido um novo nome por aqueles que o conheciam: Barnabé, que significa “filho do encorajamento” (At 4.36).99 Foi essa característica de Barnabé — sua natureza encorajadora — que o tornou influente na vida de Paulo. A Escritura não nos diz que Barnabé dirigiu Paulo a qualquer lugar, desenhou-lhe um mapa ou sugeriu alguém com quem ele pudesse conversar. Não, simplesmente nos dá quatro palavras maravilhosas: “Mas Barnabé, tomando-o consigo”. Quando você leva alguém aonde ele precisa ir, isso envolve tempo, esforço e um rearranjo de planos. Onde muitos não se preocupariam, Barnabé chegou junto.Barnabé se tornaria companheiro de Paulo em sua primeira grande viagem missionária (At 13.1-3). Não apenas o início da vida cristã de Paulo, mas o início de seu testemunho aos gentios deve muito a esse herói em grande parte desconhecido. Somente no céu se tornará aparente o quanto dos sucessos do ministério de Paulo foram resultado da maneira como Deus inicialmente e continuamente colocou Barnabé ao seu lado.Precisamos de pessoas com o espírito de Barnabé em nossas igrejas — pessoas que exalem esse tipo de compaixão, que dediquem tempo, esforço e reorganizem seus planos para alcançar e acolher aqueles que são novos ou que estão lutando. De fato, em muitas congregações, tais pessoas já estão lá; a igreja é sustentada todas as semanas como resultado de homens e mulheres que reconhecem que não há momentos sem importância em seus dias. Não há encontros casuais. Não há pessoas irrelevantes. Não há tarefas insignificantes. Toda igreja precisa dessas pessoas, que estão dispostas a fazer o que é necessário para “tomar” alguém como Barnabé tomou Paulo. Esse será você?Leia AT 4.32-37 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Dt 19–21; At 5.1-21a

Texto bíblico: A fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem.Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho. (Hb 11.1-2)Com o que a fé se parece? No capítulo 11 de sua carta, o autor de Hebreus aborda essa questão, apresentando-nos uma galeria de retratos, por assim dizer, dos santos da antiguidade — homens e mulheres que obtiveram bom testemunho por causa de sua fé. Este registro bíblico de bom testemunho não se destina a elevar esses indivíduos a algum status sobre-humano. Em vez disso, devemos ver Noé, Moisés e o resto como pessoas ordinárias, das quais podemos obter força e encorajamento ao refletirmos sobre como Deus os ajudou e honrou a fé deles.Se quisermos seguir o exemplo deles de uma fé viva e vivida, precisamos primeiro ver o que a fé desses indivíduos não era. Não era um sentimento caloroso e confuso derivado de emoções ou circunstâncias, nem era uma vaga noção de que tudo daria certo no final. Não: para esses homens e mulheres, a fé na prática significava acreditar no que Deus havia dito, acreditar em sua Palavra e, em seguida, regular suas vidas de acordo com isso. Em outras palavras, como esses versículos nos dizem, a fé deles era uma convicção segura de que o que Deus havia prometido realmente se concretizaria.Além disso, esses santos da antiguidade consideravam sua realidade futura como se fosse o presente, e o que era invisível como se fosse verdadeiramente visível. Embora não vissem as promessas de Deus cumpridas em sua vida, confiaram na fidelidade de Deus à sua Palavra, à luz da eternidade. A fé deles era uma confiança profunda não em suas circunstâncias no presente, mas naquele que havia feito promessas sobre seu futuro.Ao viver sua fé de maneira tão visível, esses santos causaram um impacto radical em seus dias — e nós também podemos causar nos nossos. Sempre que um indivíduo, um casal, uma família ou uma igreja estão preparados para acreditar em Deus e fazer o que ele diz, vidas serão transformadas. Se fizermos isso, entenderemos melhor quem é Deus e o que ele fez, e estaremos melhor posicionados para fazer a diferença neste mundo e para a eternidade.De tudo o que era verdade sobre os santos apresentados em Hebreus 11, a única característica unificadora que os trouxe a esta galeria de retratos foi sua fé no Deus vivo — uma garantia de que as promessas de Deus eram capazes de suportar o peso de suas esperanças e uma convicção constante de que o que Deus havia dito era tão real quanto o que eles podiam ver. Essa é a sua fé? Medite em todas as promessas que são suas, da parte de Deus, em Cristo.Reflita sobre todas as promessas que Deus já manteve ao longo da história e supremamente na morte e ressurreição de seu Filho. Então você será capaz, com alegria e determinação, de definir suas prioridades e tomar suas decisões com base nas promessas dele, não em suas próprias circunstâncias.Leia HEBREUS 11 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Dt 16–18; At 4.23-37

Texto bíblico: Ora, o povo cometeu grande pecado, fazendo para si deuses de ouro. Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou, se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste. (Êx 32.31-32)Quando os israelitas foram redimidos da escravidão, Deus os instruiu a pedir a seus antigos proprietários e senhores egípcios ouro, prata e roupas para levar com eles enquanto atravessavam para a terra prometida. Isso forneceria o material para a construção da tenda do tabernáculo, onde Deus habitaria no meio do seu povo.Os israelitas não tinham ido muito longe, quando Moisés foi chamado ao Monte Sinai para se encontrar com Deus. Todavia, quando Moisés se foi por mais tempo do que o esperado, o povo ficou impaciente e exigiu de seu irmão, Arão: “faze-nos deuses que vão adiante de nós” (Êx 32.1). Então Arão lhes respondeu: “Tirai as argolas de ouro […] e trazei-mas”, e ele usou esse ouro para fazer um bezerro de ouro: “Então, disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses” (vv. 2, 4). Deus lhes havia fornecido tudo de que precisavam para a obra para a qual ele os chamaria, mas, em vez disso, abusaram de seus dons para perseguir suas próprias ambições e adorar um falso deus de sua própria feitura. Podemos não fazer um bezerro de ouro, mas não estamos imunes de fazer a mesma coisa com o que Deus graciosamente nos deu.Quando Moisés voltou, ficou consternado com tudo o que observou. Curvando-se ao chão diante de Deus, ele intercedeu em nome do povo, dizendo essencialmente: Tu és o Deus que fizeste uma aliança com o teu povo. Por favor, guarda tua aliança! Mesmo que tenhamos tomado o que tu providenciaste para nós e desperdiçado na construção de falsos deuses, não nos abandones. Por favor, não abandones a obra das tuas mãos (Êx 32.11-13).É notável que Moisés, o qual era totalmente inocente, se identificasse tanto com o povo.É ainda mais notável que ele esteja mais disposto a ser apagado do “livro” do povo do Senhor do que ver o povo rejeitado por Deus.Na intercessão de Moisés, vemos vislumbres do que finalmente seria cumprido no Novo Testamento. Deus nunca é o autor de assuntos inacabados quando se trata de seus filhos.Cristo intercede por nós, e, “quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim” (2Co 1.20). Em outras palavras, as promessas de Deus — de que ele sustentará o seu povo e completará a boa obra que começou neles — são totalmente cumpridas no próprio Jesus.Somos “propensos a nos desviarmos” e “propensos a deixar o Deus que nós amamos”.98 Somos aqueles que usam o que Deus dá para irmos atrás de nossos ídolos. Precisamos de um intercessor — e temos um! O Senhor Jesus foi morto para que pudéssemos ser perdoados de nossos pecados. Quando confessamos nosso pecado a Jesus, estamos indo àquele que já interveio em nosso favor. Que o notável amor dele por você conquiste seu coração de volta, para não mais vagar atrás de ídolos, e você volte a usar tudo o que tem para servir ao Deus que lhe deu tudo de que precisa.Leia TIAGO 4.4-10 e considere:Como Deus está me chamando a pensar diferente?Como Deus está ordenando as afeições do meu coração — o que eu amo?O que Deus está me chamando a fazer hoje?Para ler a Bíblia em um ano: Dt 13–15; At 4.1-22