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O que é a Sociedade Literária do Escriba Cafe?É um clube de leitura que promove encontros regulares para discutir obras literárias, com uma curadoria cuidadosa de livros selecionados por mim. Read more

Na nossa última mesa redonda, discutimos “A Mansão Hollow” de Agatha Christie, e a “ausência” de Hercule Poirot foi um estranhamento! O que a autora fez ao colocá-lo como coadjuvante? Read more

Conheça a SOLEC e também a importância da leitura nessa apresentação que foi gravada ao vivo.Quer se tornar sócio-literário e participar de nossa Sociedade Literária? Clique aqui.Tem alguma dúvida ou comentário? Deixe nos comentários desse post.

Numa bela manhã de domingo, um tema para nos deixar reflexivos sobre nossa função nesse cosmo tão cheio de mistérios.Gostou da camiseta que usei nesse vídeo? É o nosso brasão de Löwenttur. Tem na loja: loja.loewenttur.comObra usada na capa desse post: Oedipe et le sphinx, óleo sobre tela, de Gustave Moreau, 1864. Read more

Bom dia!“O que quer dizer? Está me desejando um bom dia, ou quer dizer que é um bom dia, quer eu queira ou não; ou que você se sente bem neste dia; ou que é um bom dia para ser bom?” - TolkienNessa agradável leitura de sábado de manhã, começo com uma lembrança que me voltou à memória enquanto começava a escrever o e-mail: o cheiro de café, a mesa posta, todos reunidos e meu pai lendo o jornal.É interessante saber que muitas crianças hoje sequer viram um jornal, daqueles de papel, em funcionamento real.Mas era um ritual: o cheiro do papel e da tinta, bem específicos, se misturavam com o cheiro do café da manhã. Alguns pegavam partes do jornal enquanto outros liam outras. Eu, criança, me contentava em espiar a contracapa que meu pai lia: “corrupção e crime no Brasil e guerra em outras partes do mundo”… nada de novo. E abocanhava eu uma fatia de pão alemão com manteiga e leberwurst. Boas memórias matinais.E agora vamos ao que interessa…Para assistir Read more

Não somos livres.Por mais que tenhamos o anseio de o sermos, por mais que guerras sejam travadas em nome da liberdade e revoltas históricas tenham se romantizado, não somos e, principalmente, não queremos ser livres.Tratei, num artigo recente, o Conceito de Angústia1 de Kierkegaard2, em que, inaugurando o existencialismo, ele coloca a liberdade como a causadora dessa angústia. O homem é livre para tomar as decisões que influenciam sua vida e é obrigado a sofrer as consequências dessas decisões.O problema da liberdade começa nesse ponto. Perdida, a pessoa se aflige diante das possibilidades; ela tem vertigem. Assim, um dos grandes pensadores brasileiros resumiu esse pensamento de Kierkegaard num famoso aforismo:“O que é que eu vou fazer com essa tal liberdade?” — Alexandre PiresA liberdade cotidiana — aquela em que somos livres para tomar decisões sobre nossa vida, escrever asneiras na internet e andar pelas ruas — nos ilude. A liberdade total é algo muito mais profundo e perigoso. É sermos livres para fazer absolutamente tudo o que quisermos. E isso é possível?Viver em sociedade envolve leis, regras e protocolos. Tudo isso para que a liberdade de um não tolha a liberdade de outrem e que a liberdade geral não cause o caos. Abrir mão dessas leis e regras certamente causaria uma sucessão de tragédias.“Não estou dizendo para matar todos os idiotas. Estou dizendo é para remover todas as placas de perigo e deixar a coisa se resolver por si só.”A liberdade total, inclusive, seria uma catástrofe. Ninguém quer ser totalmente livre. Seguindo um pensamento de Thomas Hobbes3, ao nos livrarmos de todas as amarras da sociedade, do emprego, da família e do coletivo, nos encontraremos vivendo em um modelo selvagem: seríamos nós e a natureza. E essa, de forma simples e sem nenhum julgamento, é a mais cruel das ditadoras. Ali se vive sob a constante prisão do medo, da necessidade, da fisiologia e do clima. Vive-se sob a “lei da selva”. Ou seja, quanto mais livre, menos livre. Esse é o Paradoxo da Liberdade.Assim, trocamos pedacinhos de liberdade por segurança, conforto, comida e até prazer.Por outro lado — numa sociedade civilizada e que preza pela máxima liberdade possível —, todos são livres para escolher quem são. No pensamento sartriano4, a “existência precede a essência”. Nós não nascemos com um propósito ou manual de instruções. São nossas escolhas contínuas que constroem quem somos, ou seja, nossa Essência. Porém, unindo isso ao pensamento kierkegaardiano, nota-se a angústia diante dessa liberdade.E não adianta tentar fugir: é impossível escolhermos não sermos livres, pois até mesmo a recusa em tomar uma decisão é, per se, uma escolha.“O homem está condenado a ser livre.” — Jean-Paul Sartre<source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!k6fr!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F3fcd9bb1-ce2a-480f-9a9c-3d3b65147d70_728x40.png 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!k6fr!,w_848,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F3fcd9bb1-ce2a-480f-9a9c-3d3b65147d70_728x40.png 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!k6fr!,w_1272,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F3fcd9bb1-ce2a-480f-9a9c-3d3b65147d70_728x40.png 1272w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!k6fr!,w_1456,c_limit,f_webp,q_auto:good,...

Um dia você recebe a proposta para um trabalho secreto em que, para manter o sigilo, seu cérebro receberá um implante que vai virar uma chave em sua memória dependendo de onde você está. Assim, enquanto você estiver fora da empresa, não terá uma memória sequer do trabalho e, assim que atravessar a porta de entrada da empresa, não terá qualquer memória de sua vida pessoal.Essa é a premissa (e um leve spoiler dos primeiros minutos) da série Ruptura, disponível no Apple TV+.Genial. Se não genial, uma fábrica de questionamentos e debates filosóficos.Mas já começo aplicando no seriado minha antiga tese do egoísmo primordial1. A pessoa aceita o emprego e sabe o que vai acontecer: ela não terá nenhuma memória do trabalho, portanto, ela nunca mais precisará trabalhar — afinal, alguém está trabalhando por ela. Ela explora uma outra versão dela para não passar pelo sofrimento e o estresse do trabalho. Ela escravizou a si mesma.Enquanto isso, temos a outra versão da pessoa: ela “nasceu” no escritório e não tem a menor ideia do que acontece lá fora. Ela não tem memória de dormir, acordar, divertir-se ou descansar; ela simplesmente trabalha todos os dias e horas de sua vida sem nunca parar.Assim abrimos um leque de conceitos filosóficos que foram nitidamente usados pelos escritores do seriado para criar a trama.Começamos com o Mito da Caverna de Platão2, a mais clara referência na série: as versões trabalhadoras das pessoas não conhecem o mundo externo e não sabem nada do que acontece lá fora. Sua realidade é um escritório sem janelas no qual lhes são apresentadas as “sombras”, como no mito, que, no caso, são as instruções dos chefes e o trabalho sem sentido que realizam ali.Uma pequena pausa: o Escriba Cafe vive de seus assinantes. Assine e faça parte.Mas um dos homens consegue sair da caverna e tenta mostrar para os demais o que realmente está acontecendo. O resto da história já sabemos. Se não sabe, procure os episódios do Hall3 por aqui sobre o Mito da Caverna.Na sequência, as referências a Søren Kierkegaard, um dos pais do existencialismo, são as mais profundas. O próprio fundador da empresa recebeu o nome de Kier, como alusão ao pensador. E é aqui que quero que nos atentemos um pouco, independente se você viu o seriado ou não."Existir significa 'escolher', mas isso não representa a riqueza, mas a miséria do homem. Sua liberdade de escolha não é sua grandeza, mas seu drama permanente." - Søren KierkegaardA filosofia de Kierkegaard gira em torno da angústia (angst), que foi definida por ele como a “vertigem da liberdade”. Ou seja, o ser humano desenvolve essa angústia quando percebe que é completamente livre para escolher e que essas escolhas trazem consequências.A entrada na empresa do seriado é o salto no escuro, ou de fé, onde o personagem abdica do controle de suas escolhas ou, pelo menos, no que tange à outra versão. Mas, de forma quase paradoxal, ele escolheu isso.Kierkegaard usou uma metáfora interessante para isso: o homem na beirada de um abismo sente medo de cair ao mesmo tempo que sente o impulso de se jogar voluntariamente.Caminhante sobre o mar de névoa, óleo sobre tela. Por Caspar David Friedrich, 1818Estamos com uma thread aberta em nosso chat aqui do Substack onde estamos conversando sobre como a história e a filosofia t...

Nessa visita de apenas três dias, tentamos trazer um pouco da história e curiosidades da cidade de Tiradentes, um dos destinos prediletos dos mineiros e turistas de toda a parte.História? Tem. Clima romântico? Tem. Pra turma toda? Tem. Religiosidades? Tem também. É uma viagem para agradar gregos e troianos. Só não tem mar. Mas se quiser mar, vai pra Paraty, que é Tiradentes com mar.Abaixo estão as indicações mencionadas nesse episódio do “Escriba Expedições”. É claro que contamos com vocês nos comentários para também deixarem suas indicações e experiências por lá. Ou, quem sabe, nos sugerir o nosso próximo destino para virar um episódio. Read more

​Sempre que nos chega algo relacionado aos povos andinos, o assunto está correlacionado com “mistério”. É como falar dos egípcios, mas em uma versão local não tão famosa e, consequentemente, com muitas perguntas ainda a responder.​Mas isso não quer dizer que seja algo místico ou um mistério paranormal. Olhar para esses povos e achar que precisariam de ETs ou mágica para realizar algo complexo demais é uma forma de menosprezar sua capacidade técnica.​É o caso de Ñaupa Huaca, situado no Vale Sagrado dos incas, a 3 mil metros de altitude (para fins de curiosidade comparativa, São Paulo está a 800 metros de altitude). Lá foram encontrados um portal e um altar esculpidos em pedra com precisão e geometria espetaculares para as ferramentas da época. É claro que rapidamente o assunto ganhou as páginas de sites e posts sensacionalistas com insinuações místicas e paranormais. Até mesmo as imagens usadas nesses posts (e até em alguns jornais) foram imagens falsas, criadas com I.A. para trazer uma visualização mais enigmática ainda.​Mas aqui estão imagens reais de Ñaupa Huaca: Read more

Nesse Hall das curiosidades, podcast exclusivo para assinantes premium, descubra um pouco mais sobre o tema tratado no último episódio do podcast Escriba Cafe: a História do Livro. Read more