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Nesse Hall das curiosidades, podcast exclusivo para assinantes premium, descubra um pouco mais sobre o tema tratado no último episódio do podcast Escriba Cafe: a História do Livro. Read more

A história do livro é a história da humanidade. Viaje por milênios de conhecimento em mais um épico episódio do podcast Escriba Cafe. Código de HamurabiLinks citados no episódioSociedade Literária do Escriba CafeBibliografi...

A Leitora, por Jean-Honoré Fragonard. Óleo sobre tela, 1772Note algo: o mundo nunca escreveu tanto e nunca leu tão pouco.A quantidade de publicações, livros, textos on-line e até mesmo mensagens e e-mails está hoje a níveis nunca vistos. É muito conteúdo sendo publicado.Porém, estamos escrevendo para nichos, pois a grande maioria não lê mais: muitos são… Read more

Este quadro que ilustra o presente texto é o “Arquiduque Leopoldo Guilherme em sua Galeria de Pinturas em Bruxelas, de David Teniers, o Jovem (1651)Conhecemos as sete maravilhas do mundo antigo não por causa das talentosas e geniais pessoas que as criaram, mas por causa de uma pessoa que as catalogou e listou (conheça a história no episódio “As Sete Maravilhas”, do podcast Escriba Cafe).Desde tempos remotos, a curadoria foi uma importante ferramenta para o acesso dos “consumidores” ao que é bom, interessante e credível. Isso porque é impossível termos conhecimento de tudo o que é produzido, escrito ou falado neste mundo. E se na antiguidade já era impossível, hoje, então, é inimaginável — e com um fator de dificuldade a mais: a facilidade de publicação e consumo e a quantidade de lixo.O podcast Escriba Cafe ainda une os dois mundos: a curadoria e a produção. Eu seleciono os temas para virar episódios e produzo os episódios.Mas e quem só indica conteúdo? A curadoria exige confiança. Por mais imbecil que sejam o curador e o consumidor, eles, ainda assim, precisam criar um laço de confiança: o consumidor confia que o curador vai entregar o conteúdo imbecil na relação entre os dois, assim como você confia que o podcast Escriba Cafe vai entregar um conteúdo de qualidade para você.No mundo que avança para o raro conteúdo humano, onde cada vez menos a criação de conteúdo é artesanal e cada vez mais conteúdo é disponibilizado, o curador se tornará uma parte essencial nesse mundo de garimpo intelectual: as pessoas não buscarão mais o conteúdo diretamente; elas buscarão quem faz o garimpo desse conteúdo para se livrar do lixo e entregar o ouro.Os infames “influenciadores” de hoje são basicamente isso: uma espécie de curadores que dizem aos seus “seguidores” o que consumir ou fazer, ou seja, influenciam.A situação está tão absurda hoje que, analisando pelo lado dos influenciadores, temos até mesmo curadores de curadores, ou seja, aqueles que dizem quem seguir e quem evitar.Mas, saindo desse mundo falso e imbecilizado dos influenciadores, a curadoria irá se tornar crucial num futuro próximo. O curador precisa ter conhecimento, discernimento, bom senso e metodologia para que consiga filtrar o falso, o ruim, o errado e o mal — por mais subjetivas que sejam essas características, afinal, a relação do curador é com seu público.E quem vai criar o conteúdo?

É interessante acompanhar os tiros nos pés que vemos pela história e, como boa parte deles, no âmbito político, se dá pela arrogância, estupidez e paixões narcisistas. A morte de Júlio César (44 a.C.) é um perfeito exemplo desse tiro pé, ou melhor, dessa punhalada nas próprias costas. Ouça mais nesse episódio gravado ao vivo. Read more

A realidade já não é mais a mesma. A verdade se redefine pelos olhos do receptáculo, expondo grandes falhas em toda a filosofia sobre o tema ao se inserir um novo fator como a IA e as redes.Os historiadores do futuro terão um trabalho interessante. Read more

A alma morreu. Nem o corpo saiu ileso Via-se, em cada um, desilusão e desespero [...] Há resgate do indivíduo em meio à multidão? Perguntaram como salvar a alma da condenação — P. Welter1O ano era 1913. Em sua fazenda, o engenheiro agrônomo francês Maximilien Ringelmann havia testado algumas ideias para melhorar a produtividade da mão de obra que contratava, o que acabou se tornando um experimento que seria publicado naquele ano.Ringelmann pediu a voluntários (homens jovens) que puxassem uma corda o mais forte que pudessem, primeiro sozinhos e depois em grupos de dois, três e oito pessoas. Ele utilizou um dinamômetro (instrumento que mede a força física) para registrar a pressão exata exercida em cada tentativa.Cada homem conseguiu puxar 100 kg individualmente. Por essa lógica, esperava-se que 8 homens puxassem algo em torno de 800 kg. Não foi o que aconteceu. Na verdade, quanto mais homens eram colocados no trabalho, menor era a força exercida por cada um. E não era pouco: oito homens mal conseguiram puxar 400 kg. O esforço diminuiu para menos da metade.Esse fenômeno ficou conhecido como Efeito Ringelmann, com subtítulos bem propícios, como “preguiça social”. A conclusão é que o indivíduo tende a dar muito mais de si quando está operando sozinho. Já num coletivo, esse esforço é diluído através da lógica inconsciente de que “alguém vai fazer”.“Em tarefas de natureza coletiva, o indivíduo tende a confiar no esforço do vizinho.” — Maximilien RingelmannO déficit da capacidade humana em vários aspectos foi, então, comprovado em vários outros experimentos, como o Smoke-Filled Room Study, em que colocaram uma pessoa para responder a um questionário numa sala, sozinha, quando fumaça começa a sair de uma fenda na parede. 75% dos participantes saíram de imediato da sala para avisar aos pesquisadores de um possível incêndio.Mas, quando estavam em grupo, apenas 38% relataram a fumaça. Quando, então, um participante era colocado na sala junto com outros dois atores que simplesmente ignoravam a fumaça, a porcentagem chegou quase a zero, num cômodo já impregnado de fumaça. O indivíduo era diluído num coletivo burro ao ponto de morrer por conta disso.O mesmo aconteceu no Experimento de Conformidade de Asch, em que os participantes eram colocados numa sala e apenas um deles era um participante desavisado, enquanto os demais eram atores. Três linhas eram mostradas no projetor, sendo uma delas nitidamente maior que as outras. Todos tinham que falar em voz alta qual linha era a maior. Depois de todos os atores apontarem uma mesma linha como a maior (e que obviamente não era a maior), confuso, o participante acabava apontando a mesma linha errada como sendo a maior.Outro estudo preocupante foi o Efeito Espectador, em que os participantes ouviam alguém tendo uma convulsão. Quando percebiam que eram os únicos testemunhando aquilo, ajudavam; mas, se viam que estavam diante de várias outras testemunhas, não faziam nada (difusão de responsabilidade).“Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar” — Nelson RodriguesO ser humano, apesar de ser um animal social, tem sua capacidade individual diminuída quando em grupo. Isso se resolveria se a seleção natural não tivesse sido freada pela ciência? Melhor não tentarmos descobrir.O fato é que, comportamental e intelectualmente, vemos o indivíduo se afogar no esgoto coletivo que hoje é potencializado pelas redes sociais. O coletivo prefere estar errado, mas integrado, do que certo e isolado. Ser medíocre para poder nadar com os medíocres. E seguem, cada vez mais tristes, matando suas almas — e seus cérebros — num coletivo que baixa cada vez mais sua régua. Não há fundo do poço intelectual.1SOUZA, Jaqueline; CUNHA, Junior; WELTER, Pietra (org.). Filosofia com poesia: vol. 2. 1. ed. Toledo, PR: Instituto Quero Saber, 2025.

Nesse episódio do Hall gravado ao vivo, falo um pouco sobre a antiga estratégia de dividir a sociedade em grupos antagônicos para que a elite governante consiga pastorear as pessoas como ovelhas, e como isso é ruim para a sociedade.Obrigado Fernando Gomes, emm_ e vários outros pela interação na transmissão ao vivo através do chat no substack. Read more

Nesse episódio do Hall, gravado ao vivo, faço a leitura do poema A Tabacaria de Fernando Pessoa (Álvaro de Azevedo) e depois uma pequena reflexão sobre trechos da obra. Read more

Nesse encontro dominical falamos… aliás, permita-me, antes, explicar algo: antes era “live dominical” e esse termo “live” me causa asco. Portanto agora esse nosso encontro esporádico nos domingos se chama Conventus Dominicalis e, apesar de ser o primeiro encontro com esse nome, não é o primeiro encontro no domingo, e, assim, decido por começar com o mesmo número que o podcast Escriba Cafe começou: 7. Mas a partir daqui seguimos a ordem para você se organizar se já ouviu ou não algum.Está com preguiça de ouvir tudo ou de ler a transcrição? Segue a ata do encontro: Read more