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Radio Host
À altura de conhecermos do que vai o José Manoel Fernandes falar no contracorrente desta sexta-feira, para participar e nos dar a sua opinião em direto, só tem de ligar para o 911-002-4185 ou enviar a sua mensagem de voz pelo WhatsApp, o número é sempre o mesmo, 911-002-4185.
Interviewer
Carla. Tiago Antunes não conseguiu ser ontem eleito provedor de justiça e por uma margem tão grande que é difícil imaginar que não tenha sido sequer apoiado por todos os deputados socialistas. Mesmo assim, o PS não sabe ainda se vai insistir no nome. O mesmo PS, onde há desconforto para o presidente da República estar a querer um acordo na concertação social, O mesmo PS que esta semana também desalinhou com seguro nas prioridades relativamente à recuperação pós-tempestades. O mesmo PS ainda que fala a várias vozes no que respeita às reformas que o governo quer introduzir na contratação pública. Numa altura em que o governo dá sinais de querer tomar algumas medidas e onde ainda não é claro como vai ser o relacionamento entre Belém e São Bento. Regressamos no contracorrente de hoje à política portuguesa para tentar perceber como se estão a rearrumar as forças políticas. Bom dia, José Manel. Bom dia. Suponho que não ficaste surpreendido com a não eleição de Tiago Antunes, certo?
José Manoel Fernandes
Não, não fiquei surpreendido e não fiquei surpreendido por duas ordens de razões. Primeiro, porque ele era uma figura que quando, até se percebeu durante a sua audição e sobretudo pela forma como ele foi confrontado por Rui Rocha de início liberal com as suas ligações à máquina de propaganda do José Sócrates, que de alguma forma tinha perdido aquilo que porventura era a sua credibilidade política, porque do ponto de vista académico, enfim, não é um académico com uma carreira superlativa, mas tem uma boa carreira em Portugal e no estrangeiro. Só que isso não chega, não é? É insuficiente. E ele também não tem aquela projeção pública, aquele estatuto quase de senador da área da justiça e da academia que tiveram muitos dos anteriores provadores de justiça, nomeadamente aqueles que vieram também de governos. Mas, independentemente disso, independentemente do que se passou, e falaremos um pouco melhor sobre esta matéria, há aqui duas questões que me parecem relevantes. A primeira de todas tem a ver com perceber se isto vai acabar ou não por voltar a complicar a questão do Tribunal Constitucional. Portanto, ontem desbloquearam-se a meu parte, penso que todos os outros lugares, todas as outras listas passaram, não é? E com votações significativas, aquelas que envolviam... correspondendo à composição da Assembleia, permitiram que deputados ou nomes indicados pelo Chega fossem para os vários Conselhos, Superior de Ministério Público, Superior da Magistratura e por aí adiante, ou até houve muito, muito, muito lugar a ser preenchido. Estive aqui a ver a lista que está no site da Assembleia da República, ainda são mais lugares do que aqueles que eu imaginava que estavam vagos. O Conselho de Estado, também está ela, dá um dado curioso para o Conselho de Estado, que é, ficamos sem, portanto, com as novas, portanto, com a eleição, que não houve o Supremo da Assembleia da República, aconteceu o que se esperava, não é? Portanto, três do PSD, um do CHIGA, um do PS, mas também com as escolhas do Presidente da República, temos um Conselho de Estado sem economistas, exceto o que vai ser curiosamente. Não, não há nenhum deles. Nenhum deles vem da economia. Há um, é a Cavaco Silva, é economista, não é? Mas esse é, por inerência, o antigo Presidente da República. Não há nenhum, falta... ainda temos um lugar vago, adivinha qual? Provedor de Justiça. É sempre no Conselho de Estado, portanto esse não vai ser preenchido. Temos hoje a primeira reunião. Eu estou com uma curiosidade relativamente à primeira reunião, que é saber se vamos saber tudo o que lá se passa, como sabíamos nas anteriores reuniões do tempo de Marcelo Rebelo de Sousa, ou se voltamos ao que se passava antes, com os outros presidentes, em que passávamos no Conselho de Estado, ficávamos nas áreas do Conselho de Estado, não era logo plantado em todos os órgãos de informação. Enfim, é uma curiosidade, também a agenda de hoje tem alguns, não sei que pontos é que o seguro levará para lá, imaginamos que seja mais uma situação internacional, mas pode haver alguma discussão mais acesa, alguns pontos mais controversos, veremos. Falaremos um pouco disso e também do sentido das escolhas de seguro. Agora, há aqui outros aspectos que me parecem relevantes. Estamos numa fase em que o governo parece dar sinais, em mais do que uma frente, de finalmente querer mexer-se com reformas, que algumas delas até podem ser menos populares, ou mais controversas. Estou a falar de algumas coisas que começam a acontecer na área da burocracia, da reforma do Estado, e também, claro, da persistência, que é o saúde, para haver um pacote laboral, vamos a ver, é-se no fim, O que é que se é daqui, não é? Mas para já não há desistência, não há tirar a toalha ao chão. E nesta frente há hoje algumas notícias que dão a indicação de que o Partido Socialista, quer dizer, algumas notícias de hoje e algumas declarações de ontem, designadamente aqui na Rádio Observador, do líder parlamentar, que dão a indicação de que o Partido Socialista está um bocadinho, digamos, entrincheirado naquilo que foi um pacote laboral aprovado pela maioria do Partido Socialista, sem ir à Constituição Social, eu repito isso, sem ir à Constituição Social, sem sequer ter havido essa preocupação, e na altura ninguém ficou demasiado preocupado com isso, e ninguém andou a chorar pelas ruas e pelos cantos, Portanto, que era o que está em vigor, que tem alguns pontos bem complicados e está entrecheirado porque, por exemplo, ontem o Enrique Brilhante Dias veio aqui à rádio a dizer que espera que seguro Vete se não houver acordo na concertação. Hoje temos um artigo de Mariana Vieira da Silva nos pressos também na prática a dizer que não se pode tocar em nada, não é? E aparentemente o Partido Socialista não está tranquilo com o facto de seguro estar a tentar encontrar uma solução. porque eu penso que é o que ele está a fazer e, portanto, de alguma forma está a pressionar ou está a falar com o GTI, com o Governo e com os outros parceiros e também com o Partido Socialista para encontrar uma solução qualquer. O Partido Socialista parece que não quer solução nenhuma, talvez esteja contente com sondagens, essas sondagens nessas alturas valem pouquíssimo, portanto, têm muito pouco valor em termos... podem ter flutuações enormes de um dia para o outro, sobretudo numa altura que há, basta andar aí pelos membros das redes sociais para ver que as pessoas só falam é do preço dos combustíveis, mas também nesse domínio é o saúdo que o governo tem feito, que é não ir, não se pôr a diminuir os impostos sobre os combustíveis como fazem aqui ao lado em Espanha, por razões que não têm nada a ver com a racionalidade ou com o apoio aos mais pobres, têm apenas a ver com a sobrevivência política do governo espanhol. Mas isso é uma coisa que... Muito
Interviewer
para analisar, não é, José Manuel?
José Manoel Fernandes
Muito para analisar e também o que se passa de Moxiga, que também é interessante ver. Até que ponto é que pensei que poderia dar uma ajudinha a André Ventura esta semana, mas enfim... Vamos olhar para
Interviewer
a casa, não é? Vamos olhar para a casa depois dos 10, até já.
Radio Host
Houve um 002 4185 para entrar em direto, mas já sabe que também nos pode enviar a sua mensagem de voz através do WhatsApp ou então deixar os seus comentários nas nossas redes sociais ou no nosso site.
Date: April 17, 2026
Host: Observador
Key Guests: José Manoel Fernandes, Interviewer (Carla)
This episode delves into recent turbulence in Portuguese politics, focusing on the failed election of Tiago Antunes as "Provedor de Justiça" (Ombudsman), and examining what the episode reveals about internal divisions within the Socialist Party (PS) and the broader political landscape. The conversation further explores the ongoing tensions between PS and Prime Minister Seguro, anticipated reforms, and how recent political maneuvers could affect both governance and the relationship between Belém (the President) and São Bento (the government).
"Não, não fiquei surpreendido e não fiquei surpreendido por duas ordens de razões." (01:22)
Implications for Other Institutions:
Transparency in Politics:
"Eu estou com uma curiosidade relativamente à primeira reunião, que é saber se vamos saber tudo o que lá se passa, como sabíamos nas anteriores reuniões do tempo de Marcelo Rebelo de Sousa..." (03:32)
“O Partido Socialista está um bocadinho, digamos, entrincheirado naquilo que foi um pacote laboral aprovado pela maioria do Partido Socialista, sem ir à Constituição Social...” (05:08)
“...ontem o Enrique Brilhante Dias veio aqui à rádio a dizer que espera que seguro Vete se não houver acordo na concertação.” (06:06)
“...é o saúdo que o governo tem feito, que é não ir, não se pôr a diminuir os impostos sobre os combustíveis...” (07:00)
On Tiago Antunes’ Candidacy:
“Ele era uma figura que... tinha perdido aquilo que porventura era a sua credibilidade política...”
— José Manoel Fernandes (01:38)
On the Council of State’s composition:
“Ficamos com um Conselho de Estado sem economistas, exceto... Cavaco Silva.”
— José Manoel Fernandes (02:44)
On PS and Labor Reform:
“O Partido Socialista está um bocadinho, digamos, entrincheirado naquilo que foi um pacote laboral aprovado pela maioria do Partido Socialista, sem ir à Constituição Social...”
— José Manoel Fernandes (05:08)
On Public and Political Focus:
“As pessoas só falam é do preço dos combustíveis...”
— José Manoel Fernandes (06:54)
The conversation was analytical, slightly skeptical, and sometimes sardonic regarding the lack of direction and coherence within the PS and broader Portuguese politics. The speakers highlighted party politics' impact on important institutional roles and government reforms, while noting public detachment and persistent focus on cost-of-living issues over elite power plays.
This structured summary provides a comprehensive guide to the episode's essential content and perspectives for anyone who missed the conversation.