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Um episódio que começa caótico, passa por notícias aleatórias e desemboca numa pergunta simples que quase ninguém responde com facilidade: por que é tão difícil ligar pros pais? Entre conversas atravessadas, histórias pessoais e associações improváveis, o papo vai se organizando no improviso — do jeito que essas relações costumam ser.A discussão gira menos em grandes conflitos e mais no cotidiano: o assunto que nunca falta, o silêncio constrangedor, a mensagem sem contexto, o jeito torto de demonstrar afeto. Nem sempre é abraço ou declaração — às vezes é futebol, comida, religião, piada repetida ou uma preocupação mal formulada. É sobre aceitar que cada um ama com o repertório que tem.Sem lição de moral e sem final edificante, o episódio propõe só isso: talvez ligar sem saber muito bem o que dizer já seja suficiente. Um papo sobre família, ruído, tentativa e o desconforto honesto de se manter em contato.

Um relacionamento que você precisa COMEÇAR é esse:https://apoia.se/manualdodesesperoNeste episódio do *Manual do Desespero*, Vítor Soares e Alexandre Nickel entram num território desconfortável — e necessário: o fim dos relacionamentos. Sem frases prontas ou autoajuda de vitrine, a conversa gira em torno de uma pergunta simples e brutal: como saber quando insistir virou só medo de ir embora? Entre histórias pessoais, conceitos da psicologia e exemplos nada idealizados, o episódio tenta separar conflito saudável de desgaste crônico.A discussão passa por sinais que quase sempre são ignorados enquanto ainda dá pra empurrar com a barriga: falta de admiração mútua, desprezo disfarçado de ironia, defesa constante, fuga de conversas difíceis. John Gottman aparece com seus “quatro cavaleiros do apocalipse”, mas o foco não é teoria — é rotina. O que se repete, o que corrói, o que vai transformando convivência em resistência. E, principalmente, como decidir sem cair nem na impulsividade nem na paralisia.O episódio também olha para o outro lado do término: quando é você quem fica. A dor do abandono, a tentação de barganhar, a importância de cortar contato, criar novas rotinas e não transformar o fim em identidade. No fundo, a ideia é simples (e difícil de engolir): terminar nem sempre é sobre falta de amor — muitas vezes é só incompatibilidade. E reconhecer isso pode ser menos destrutivo do que continuar fingindo que não vê.

VEMMMM! https://apoia.se/manualdodesesperoNeste episódio do Manual do Desespero, Vitor Soares e Alexandre Nickel fazem o que sabem fazer melhor: falar de coisas difíceis sem transformar isso num post motivacional de LinkedIn. O ponto de partida é simples e incômodo — por que homem tem tanta dificuldade em ser vulnerável? — e a conversa degringola rápido pra hábitos ruins que todo mundo reconhece, mas finge que não tem.Reclamar demais, ruminar o passado como se desse pra reescrever a própria história, confundir positividade com negação da realidade, falar mal dos outros como passatempo socialmente aceito, aceitar tudo por medo de parecer vagabundo, nunca pedir ajuda e fritar o cérebro no doomscrolling. No meio disso, aparecem terapia, filosofia, ciência, piadas erradas, autocrítica pesada e algumas verdades que não ficam confortáveis nem pra quem tá falando.Não tem lição de moral, não tem solução mágica e definitivamente não tem discurso “good vibes”. É um episódio sobre perceber o quanto certos comportamentos sabotam a própria vida — e decidir se você vai continuar fingindo que não é com você ou se vai, pelo menos, assumir o problema.

Já começa 2026 apoiando:https://apoia.se/manualdodesesperoNeste episódio, o Manual do Desespero começa como toda boa virada de ano deveria começar: energia duvidosa às 9h da manhã, Champagne questionável e zero consenso sobre o que realmente importa no Réveillon. A conversa rapidamente vira um manifesto torto sobre por que 2026 pode ser um ano interessante — ou pelo menos estranho o suficiente pra valer a pena acompanhar.Entre apostas sérias e provocações nada responsáveis, o episódio passa por energias renováveis finalmente passando o carvão, eleições dominadas por fake news feitas por IA, o lado assustador (e engraçado) dos vídeos ultrarrealistas, e o impacto real da inteligência artificial na criação artística, no trabalho e até na possibilidade de fazer jogos sozinho em 15 minutos. Tudo isso com exemplos que vão de Dom Pedro II a vídeos falsos de políticos beijando gente errada.E claro: cultura pop no volume máximo. GTA VI como evento social maior que Copa do Mundo, Nolan adaptando A Odisseia, teorias sobre elenco improvável, cinema, games, exoplanetas, Copa de 2026, seleção brasileira precisando de mais “pedreiros” e menos gênios, além de previsões completamente questionáveis sobre quem vai brilhar (ou passar vergonha). Um episódio caótico, irônico e surpreendentemente otimista — do jeito errado.

VEM!https://apoia.se/manualdodesespero

Seja legal. Apoie o MANUAL! https://apoia.se/manualdodesesperoNeste episódio do Manual do Desespero, Vitor Soares e Alexandre Nickel entram de cabeça na síndrome do impostor — sem autoajuda fácil, sem discurso motivacional de palco e sem fingir que todo mundo “merece tudo”. A conversa passa por insegurança profissional, criação de conteúdo, mérito, sorte, ansiedade, performance social e aquela sensação constante de estar ocupando um lugar que talvez não fosse “pra você”.O episódio cruza experiências pessoais com referências da psicologia e da filosofia, incluindo dados sobre a prevalência da síndrome do impostor, o conceito de ignorância pluralista e a leitura de Sartre sobre comportamento performativo em O Ser e o Nada. Também rola a clássica distinção entre “ter síndrome do impostor” e, em alguns momentos da vida, ser o impostor mesmo — sem romantização.Entre provocações, discordâncias e exemplos bem concretos do mercado criativo, o papo tenta responder perguntas difíceis:quem sofre mais com a síndrome? quem nunca teve? quando a autocrítica vira ferramenta — e quando vira sabotagem? e por que tanta gente competente se sente uma fraude enquanto tanta gente ruim dorme tranquila?Um episódio sobre trabalho, identidade, insegurança e o teatro social que todo mundo finge não estar encenando.