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O mercado do café encerra a penúltima semana de julho com volatilidade e sinais claros de reversão técnica. Após atingir topos históricos e testar resistências importantes em Nova York, o café arábica iniciou um movimento de realização que já reflete nas cotações do Cerrado Mineiro e do Sul de Minas. A expectativa é de que o mercado busque novos patamares de suporte, o que pode representar um recuo de até 250 reais por saca no preço físico. Diante desse cenário de indicadores virados para a venda, o agente autônomo de investimentos, João Santaella Neto, comenta que o produtor deve redobrar a atenção às janelas de oportunidade e ao comportamento das bolsas internacionais nos próximos dias.O mercado global de café recebeu com cautela os novos dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA, que revisou para cima a produção mundial para a temporada 26/27. Com uma projeção recorde de quase 190 milhões de sacas, impulsionada pelas condições de cultivo no Brasil, o relatório aponta para um superávit na oferta que pressionou as cotações. Apesar do aumento no consumo global, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, o mercado monitora o ritmo lento da colheita brasileira. De acordo com cooperativas e consultorias, os trabalhos de campo seguem atrasados em relação aos últimos anos, fator que atua como suporte contra quedas mais acentuadas, como analisa Joãozinho Grafista.

O mercado brasileiro de arroz entra no segundo semestre com viés de alta consolidado, impulsionado por uma demanda interna aquecida e exportações que já ultrapassam 1,2 milhão de toneladas. Com cotações em evolução no Rio Grande do Sul e o preço da saca atingindo a marca dos 100 reais na indústria do Mato Grosso, o setor observa uma corrida das empacotadoras para recompor estoques. O cenário internacional oferece suporte adicional, com a alta do arroz na Ásia e a sinalização de menor área plantada no Mercosul, especialmente no Paraguai. Vlamir Brandalizze projeta que o mês de agosto mantenha o fôlego positivo nas cotações diante de uma oferta global cada vez mais restrita.O mercado global de trigo atravessa um momento de extrema tensão, com as cotações em Chicago rompendo a barreira dos 7 dólares por bushel sob o peso de incertezas geopolíticas e climáticas. No Brasil, o cenário também é de alerta: chuvas excessivas no Rio Grande do Sul castigam as lavouras em desenvolvimento, enquanto os moinhos lidam com um consumo interno retraído. Vlamir Brandalizze comenta que um novo e inesperado componente surge no varejo: o desvio de renda das famílias para apostas digitais, as 'bets', que já começa a impactar o giro de alimentos básicos e derivados do trigo, desafiando toda a cadeia produtiva nacional.O mercado do feijão encerra o mês de julho sob forte pressão de baixa, reflexo do avanço da colheita da terceira safra e do aumento da oferta de grãos de alta qualidade. Com o feijão irrigado nota 9 chegando ao mercado, as cotações que antes atingiam os 500 reais agora recuam para patamares entre 280 e 310 reais a saca. O varejo lida com estoques antigos e um giro lento nas gôndolas, aguardando novos ajustes para estimular o consumo. No cenário do feijão preto, a calmaria predomina, mas o setor monitora de perto o vazio de oferta que se aproxima, desafiando empacotadores e produtores em um momento de cautela nas negociações. Vlamir Brandalizze faz um balanço dos últimos acontecimentos do mercado.

O mercado internacional de commodities enfrenta um cenário de alta volatilidade, impulsionado pela escalada dos conflitos globais e pela pressão sobre a oferta mundial de energia. Com o petróleo Brent se aproximando da marca dos 100 dólares, o reflexo é imediato no setor agrícola, sustentando as cotações da soja acima dos 12 dólares em Chicago e impulsionando as exportações brasileiras a patamares recordes. Enquanto o produtor nacional aproveita a melhora nos preços nos portos e avança na comercialização da safra, Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, chama a atenção para os desafios logísticos e a irregularidade climática no cinturão agrícola norte-americano.O mercado global de milho entra em uma fase de forte pressão positiva, impulsionado por quebras de safra na Europa e incertezas climáticas nos Estados Unidos. Com perdas estimadas em 10 milhões de toneladas, o continente europeu caminha para um recorde histórico de importação, abrindo uma janela estratégica para o grão e o sorgo brasileiros. Enquanto os conflitos no Mar Negro complicam a logística internacional, o Brasil acelera a colheita da safrinha, que já atinge 60% da área e surpreende pela alta produtividade. Vlamir Brandalizze comenta que o produtor nacional monitora de perto as perdas de qualidade nas lavouras americanas e o avanço dos embarques nas próximas semanas.O mercado do sorgo vive um momento de forte ajuste global, impulsionado por uma quebra severa na produção dos Estados Unidos, que registra sua menor safra em mais de uma década e uma queda expressiva na qualidade das lavouras. Enquanto o cenário norte-americano é de retração, no Brasil a colheita já ultrapassa os 55%, com o produtor avançando rapidamente no campo e monitorando as oportunidades de exportação. Com indicativos de preços atraentes no Porto de Santos, que já sinalizam valores entre 68 e 70 reais, Vlamir Brandalizze destaca que o produtor brasileiro adota uma estratégia cautelosa, priorizando a entrega de contratos e aguardando o melhor momento para negociar o excedente.

Principais adubos para se ter no sítio

Entrou em vigor nesta quarta-feira a tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. Apesar da medida, o governo federal afirma que vai manter o diálogo com as autoridades norte-americanas na tentativa de reverter a decisão e reduzir os impactos para os setores afetados.Gabriel Brum tem as informações, direto da Rádio Nacional.A Medida Provisória 1.376 criou linhas de crédito para liquidar ou amortizar dívidas de crédito rural e CPRs, mas o enquadramento depende de datas, situação das operações, perdas acumuladas e laudos técnicos. Especialistas orientam que produtores e cooperativas revisem contrato por contrato antes de procurar os bancos. O prazo de contratação é de 120 dias e a medida ainda será regulamentada pelo CMN. Nestor Tippa Júnior está de volta e tem mais informações.

Uma inovação no crédito rural pode facilitar o acesso de produtores a financiamentos. Pela primeira vez, vacas leiteiras monitoradas por tecnologia foram usadas como garantia em uma operação de crédito registrada na B3. Cada animal recebeu uma identidade digital, ou "token", com informações sobre saúde, desempenho e localização, permitindo maior segurança para bancos e investidores.Rafael Mendonça tem as informações, direto da redação.O setor leiteiro da Espanha enfrenta um cenário de forte retração. Nos últimos 12 meses, mais de 500 fazendas encerraram as atividades, uma média de uma propriedade fechando a cada 16 horas. Enquanto a produção de leite continua crescendo, produtores alertam para a queda da rentabilidade, o aumento dos custos e o risco de concentração da atividade nas mãos de grandes grupos econômicos.Rafael Mendonça está de volta com mais informações, direto da redação.O Brasil agora conta com um Banco Nacional de Antígenos para Resposta Emergencial à Febre Aftosa. A estrutura foi desenvolvida em parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa Biogénesis Bagó. O banco mantém armazenados antígenos para o combate à febre aftosa. Caso seja necessário, eles permitem o início da produção emergencial de vacinas em prazo menor, sem depender de fornecedores externos.Acompanhe na reportagem de THAÍS DE ARAÚJO.

Tarifaço: Carne bovina fica de fora; como o mercado pode reagir? Vlamir Brandalizze faz um balanço dos dados envolvendo o mercado das carnes e projeta o que pode vir pela frente a partir dos últimos acontecimentos na geopolítica mundial.Preço do leite e muçarela ganham força com aumento da demanda O mercado de lácteos iniciou a primeira quinzena de julho com preços firmes no Brasil. A demanda aquecida sustentou a valorização da muçarela e do leite spot, enquanto a oferta segue limitada, mantendo o mercado interno em um cenário favorável para a comercialização dos produtos lácteos.

A decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros provocou reação do setor sucroenergético. Entidades que representam a indústria de etanol e açúcar afirmam que a medida é injustificada, contestam as acusações de barreiras comerciais e defendem que o Brasil segue as regras internacionais no comércio do biocombustível.O Senado deve votar na primeira semana de agosto o projeto (PL 699/2023) que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes. O Profert tem o objetivo de fomentar a construção de novas fábricas de produção de fertilizantes no Brasil ou a expansão e modernização das atuais, com isenção de tributos federais. O governo deve apresentar um projeto de lei complementar para resolver questões fiscais que constariam na proposta.

O mercado do café vive dias de uma volatilidade tão intensa que desafia até os profissionais mais experientes do setor. Após atingir máximas expressivas, o grão entrou em uma rota de correção técnica que surpreendeu o campo, rompendo suportes importantes e testando a confiança do produtor. O agente autônomo de investimentos, João Santaella Neto, projeta que, após um 'baile' de altos e baixos, o mercado sinalize uma possível queda acentuada, podendo levar as cotações do café fino de volta aos patamares de 1.500 reais. Em uma semana de fortes emoções e volatilidade, o setor produtivo brasileiro celebra uma conquista estratégica no comércio internacional. Apesar do anúncio do novo 'tarifaço' de 25% imposto pelo governo de Donald Trump, o café brasileiro conseguiu ser incluído na seleta lista de exceções dos Estados Unidos. Joãozinho Grafista ressalta que a pressão de entidades como o Cecafé, somada à dependência das indústrias americanas pelo nosso produto, foi decisiva para afastar o risco de taxas que poderiam chegar a 32%. O setor cafeeiro brasileiro vive um cenário de contrastes marcantes neste início de ciclo 26/27. De um lado, os dados do IBGE confirmam o que já se esperava: o Brasil caminha para a maior safra de sua história, estimada em 66 milhões de sacas. De outro, o clima impõe desafios severos, com chuvas fora de hora prejudicando a qualidade do grão e provocando perdas que variam de 15 a 20% de café no chão. Joãozinho Grafista analisa como essa combinação de volume recorde e quebra na qualidade pode influenciar os estoques certificados em Nova York e por que, mesmo com as dificuldades na colheita, as exportações brasileiras devem crescer quase 20% no próximo ano.

O mercado global de trigo enfrenta um cenário de forte volatilidade e apreensão, com as cotações disparando nas bolsas internacionais diante da ameaça de escassez global. A intensificação dos conflitos entre Rússia e Ucrânia atinge diretamente as rotas de exportação, impulsionando os preços e acendendo o alerta para o custo de importação no Brasil. Com uma redução estimada de 20% na área plantada nacional e uma safra menor projetada para este ano, o país deve aumentar sua dependência do trigo estrangeiro em um momento de preços elevados. Vlamir Brandalizze ressalta que, para o produtor brasileiro, esse quadro de escassez mundial e valorização do grão pode ser o estímulo necessário para o investimento em qualidade, enquanto o mercado interno começa a ensaiar as primeiras reações de alta.O mercado do arroz começa a esboçar uma reação positiva, com as indústrias retomando as compras e pressionando as cotações para cima. No Rio Grande do Sul, o grão nobre já ultrapassa a marca dos 65 reais, refletindo não apenas a movimentação das beneficiadoras, mas também uma preocupação crescente com a oferta global. Com projeções de safras menores nos Estados Unidos e em todo o Mercosul para os próximos ciclos, o setor arrozeiro entra em um período de ajustes estratégicos. Enquanto o varejo tenta repassar as correções para as gôndolas, Vlamir Brandalizze destaca que o produtor monitora de perto esse cenário de escassez que promete manter os preços em patamares elevados e desafiadores até 2027.O mercado do feijão caminha para a reta final da colheita da segunda safra, com o produtor aproveitando a oferta de grãos nobres e irrigados para fazer caixa e movimentar o setor das empacotadoras. Embora o mês de julho apresente cotações mais acomodadas, tanto para o carioca quanto para o feijão preto, o cenário deve mudar em breve. Com a proximidade de agosto, o setor se prepara para um 'vazio de oferta' no campo, que coincidirá com a volta às aulas e o aumento da demanda no varejo. Vlamir Brandalizze comenta que esse equilíbrio entre a colheita que termina e o consumo que acelera coloca o produtor e o consumidor em alerta para as possíveis variações de preços nas próximas semanas.