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A
Legendas
B
Hello, hello.
A
Salve!
B
Começando mais um Tica da Catequés, hoje num horário diferenciado.
A
Exatamente.
B
Com dois caras sensacionais, rapaziada.
A
Pra atender o nosso…
B
Já mostra os dois.
A
Ah lá, mostra lá.
B
Tê Carzão, pela comunidade Amara.org irmão, e Thiagão Brava, meu amigo.
A
Thiago Brava e Tê Car hoje aqui, vai ser sensacional.
C
A estrutura tá formada.
A
A estrutura tá feita, a quadrilha…
D
Era mais cedo ou era mais tarde?
A
O microfone dele acho que não tá ligado, galera.
B
Era mais tarde.
A
Aqui pra mim não tá chegando, mas tudo bem.
B
Normalmente é mais tarde, mas pra vocês foi mais cedo.
C
Por que? Teve algum motivo específico?
B
Teve, mas depois cancelou, mas já tinha avisado.
D
Acordei com as mensagens apagadas ali.
B
Isso, é.
D
Tá bom, Deus te abençoe.
B
Vambora, vambora.
D
Certeza?
B
O importante é que vocês estão aqui, meu.
A
Boa, boa, boa, boa.
B
Agora, que encontros mais diferenciados.
A
Mas eu os encontrei em Goiânia juntos.
B
O Tecá com o Tiagão, música com carro, com...
C
Na verdade é o seguinte, eu comecei a querer investir meu dinheiro, E aí eu conheci o Thiago Brava e ele falou, não, cara, a vida é uma só, vamos viver extraordinário.
D
É, chega comigo aqui mesmo, lembrança.
C
Aí ele falou, não, cara, você vai ficar investindo, você vai ficar um velho bilionário, melhor você viver a vida.
D
É isso aí.
A
Não tem como ser um velho bilionário comprando seus carros.
C
Não tem como.
D
Não tem como.
C
Depende do carro.
A
Você aprendeu com o Barsi lá, né?
B
E o cara tá com umas carangas nervosas lá, pelo amor de Deus. Nossa senhora. O cara tá com uma GT lá que eu falei, o que que é isso?
C
Por que que eu não conheci o Bola na época que ele comprava esse carro?
D
Eu lembro, eu lembro. Ele comprava lá do lado.
C
Do lado, o Renatinho, pô.
A
Do lado.
B
Lá do lado.
C
E aí o Tiagão falou, não, você que prefere ser, viver o extraordinário ou ser um velho bilionário?
D
Pois é, não, na verdade o Tiago foi o primeiro cara que me convidou pra gravar, que de uns tempos pra cá eu tô deixando um pouco da música mais de lado e indo pra essa parada da internet, nesse ano o Tiago foi o primeiro cara. a me convidar pra gravar, fui lá gravei com ele, aí do primeiro gravação eu já tomei um cancelamento lá em Goiânia, lá, porque, sabia, fizemos um corte, né, feito? Um corte lá. Não, eu fui falar... que Goiânia tem muito buraco, no que eu tinha carro baixo, comprou uma caminhonete. Aí alguém lá fez um corte, como se eu estivesse falando que Goiânia não só tem um lugar pra acelerar, acelerar a porra, deu um B.O. do caralho lá, mas resolveu. O Thiago é um cara que me ajudou muito.
B
É uma buraquinha. São Paulo você acha que é como?
D
Pois é, mas do jeito que ficou a fala.
C
É que na verdade pensa, o Thiago Brava, cantor, aí ele foi pra internet. Quando eu comecei a assistir, eu falei, pô, esse cara tem que tá com a gente. O cantor ele é mais um, mas na internet ele é diferenciado. Aí eu falei, cara, vamos gravar. Só que ele não tinha a malícia da internet. Sabe como é que é a internet? A internet você fala um negócio diferente, sem maldade virou maldade. E aí ele falou uma parada lá do prefeito, aí deu uma...
D
Mas foi bom, mas o cancelamento é bom. Deu certo, deu certo.
B
E qual foi a primeira coisa que vocês gravaram juntos?
C
Ele foi lá na loja, e aí nós começamos a falar sobre...
B
Bater papo.
C
É, bater papo, dinheiro, quanto que é pra ser rico mesmo, não sei. E aí eu comecei a ver que, tipo assim, a estrutura dele é outra, com o que ele...
D
É outro nível.
B
É outro nível.
C
Aí eu falei, ô, eu sou pobre mesmo, cara, eu sou... Eu tava achando que eu sou rio, mas sou pobre.
D
Na verdade, eu fui lá pra ver as Land Rovers, né?
C
As Land Rovers.
D
O carro de entrada do Emergente, quando o cara começa a ganhar dinheiro. Primeiro carro que ele compra.
A
É a Land, é a Land.
D
Não, é a Evoque, né? A Evoquezinha. Aquela que quebra, aquela que quebra.
C
Minha vida tá muito sem graça.
D
Quebra pai de família.
C
Eu falei, minha vida tá muito sem graça, eu não tô... Tô sem problema na vida, preciso arrumar um. Falei, pô, vou te vender uma Evoque, cara. Vou te vender uma Evoque, nós vamos se ver sempre.
A
Mas a Evoque não evoluiu.
C
As novas sim, as antigas não, né? As antigas ficou velha, carro velho é velho, né? Carro velho vai ser sempre velho.
A
Mas hoje, quanto custa uma Evoque nova?
C
Ô, Mau, você pega uma Evoque nova, vamos pegar uma 2020, que já é modelo novo?
A
Não, não é modelo novo.
C
Modelo novo, pô.
D
Gente, mas tá em 2026, cara.
C
Como é que é, mano?
B
É modelo novo, mano. É 1972 que é modelo novo.
C
A primeira Evoque...
D
A clássica foi a 2012, né?
C
A primeira Evoque foi a 2012. Aquela quando saiu todo mundo...
D
O Emílio tinha uma dessa.
B
O Emílio tinha uma preta.
C
Aí em 2012. Até 2015 foi aquele mesmo modelo. Em 2016 ela teve uma pequena mudança.
A
Faceliftzinha.
C
Em 2016. E em 2020 ela teve a mudança da carroceria. Então hoje essa carroceria da 2020 é a mesma até agora com algumas pequenas mudanças.
B
Essa que parece um pouco cavelar.
D
Isso.
A
Eu nem sei que carro que é,
C
mas... Você não sabe?
A
Não, eu sei a antiga.
D
É uma questão tudo parecida, muito parecida.
C
Não, a 20 ela parece a velar,
B
só que ela é um pouco menor.
C
Aquela que as maçanetas saem pra... Você aperta a maçaneta, abre...
A
A BMW faz isso também, já tem uns carros lá...
C
Eu não sei se é verdade, me falaram, não sei se essa informação é verdadeira, mas esse negócio da maçaneta, que ela entra pra dentro e sai, foi proibido.
A
Entra pra dentro?
C
É, porque você aperta, ela fecha o carro.
D
Ela sai do carro.
C
Você aperta, ela abre. Não sei se é verdade a informação, parece que foi proibido. Foi o carro de acidente, né?
A
Bombeiro, não fui eu. Mas tem que checar, né? É porque de repente pra resgate, né?
C
Pra resgate você não consegue abrir.
D
Ah, se travar.
C
É, travou lá, você não consegue puxar.
A
Pra acidente, sabe?
B
É verdade, é verdade.
C
Então 2020 foi essa primeira da maçaneta aí, que aí a gente fala modelo novo, que é a carroceria nova.
D
2020, modelo novo.
C
E até hoje é o mesmo modelo, só que mudou alguns detalhezinhos. Então essa daí não quebra.
A
Essa não quebra.
D
Quanto que eu pago no Mazer, irmão?
C
Ah, o Mazer hoje deve estar na faixa de quase 400 ou 400, por aí.
A
Essa é a de entrada Land Rover.
C
É, da Evoque.
D
Cara, eu tive um, eu comprei um em 2012, foi o primeiro dinheiro que eu ganhei na vida, eu comprei uma Evoque.
B
Uma Evoquezinha.
D
Uma 2012. Paguei 210 mil reais nela, cara.
C
Feliz, né? Foi feliz o carro.
D
Feliz demais. Agora, como é que pode um carro desse valer 400 contos?
B
É, mas quanto que era uma coisa enorme?
A
14 anos, né?
C
O carro popular era 80 mil reais.
A
Dobrou o preço do carro.
C
O Quid é 80 mil hoje.
A
Aí depois vem falar que a inflação por ano é 4%.
D
Tá louco.
A
E aí o povo acredita.
B
Em que país?
A
No Brasil é 5%, 5% quatro ao ano. Olha aí, o carro em 12 anos dobrou o preço. E também junto a desvalorização da moeda, né? Perante o dólar. Então tem toda essa questão aí. Quer dizer, o seu dinheiro, irmão, não vale porra nenhuma.
D
Por isso que... Viva o extraordinário, vai gastar esse dinheiro que não vale nada.
A
Gastar?
D
Gastar o dinheiro.
C
Pô, Tiago, aí nós gravamos lá, né? Nós gravamos na loja.
D
Foi, gravamos.
C
E depois disso aí, como é que ficou? Você desenrolou? Como é que tá sua vida na internet? Tá melhor?
D
Não, o cara tá legal. Tá legal, tô fazendo, fiz esse processo aí de fazer menos shows, tô com algumas marcas, né? E a vida é maravilhosa, né, amigo? Porque a vida da estrada, do show, ela dá um...
B
Comprou alguma coisa lá?
C
Não, comprar não compra nada, só pegar audiência.
D
Só pegar, só roubar o hype e ir embora.
C
Agora fechou o contrato ainda com o Alexandre Baldi, então assinou, viu?
D
Assinou, assinou. Aí eu fui pra Denza, né, que é a marca de luxo lá.
E
Sim, sim.
D
Assinou, assinou. Você fechou?
A
A gente não.
D
Ah, pô, que isso, pô.
B
Chique, chique, chique.
D
Aí ganhou, já ganhou, vocês ganharam os gatos também ou não? Porra, vocês estão sem moral desse trato, caralho. Sem moral, não tem mais moral que nós.
C
Pô, me xingaram na internet e tudo, velho. E eu não, nada. Até agora, nada. Mas vai sair.
D
Eu vou resolver esse problema pra vocês.
A
Resolve nada. Esquece, já...
D
Esse balde aí, essa boada, né?
C
Vai dar certo, vai dar certo. Mas é isso, e aí o Thiagão começou na internet, porque o nosso, eu, uma parte do meu conteúdo era bem parecido com o conteúdo que ele faz, que é a questão, pô, carro de, Porsche é carro de pobre, aquelas resenhas que eu faço.
B
Sim, é bagunça.
C
Quer diminuir um pouco, vai? Ele fazia nível hard. Aí eu falei, pô, tem que gravar com esse cara, meu. Aí eu chamei no direct, pô, vamos gravar, mano. O seu conteúdo é muito parecido com o meu. Só que você ainda tem uma, o Reikin tinha mais que eu, cara. Porque você anda com os caras, Topzera. Top, que eu não cheguei nesse acesso ainda.
A
Você anda com o Cariani.
C
Não, comecei agora.
B
Com o Balestrin.
C
Não, o Cariani e o Balestrin não tá nesse nível, não. É outro nível ali.
A
Ele anda nos caras com nível.
C
Não, ele anda nos caras que tomam vinho de meio milhão.
D
Caraca. O TK foi que dia? Antionta, inclusive eu ainda tô meio tonto ainda dessa confraria. Eu faço uma confraria, a gente abre um milhão e meio de vinhos. Vocês são tomador de vinho? Eu gosto, eu gosto.
B
Eu não sou, se você me der um sangue de boi... Como assim, um
A
milhão e meio de vinhos?
D
Um milhão e meio de vinhos, a gente junta garrafas imperial, que é garrafa de 6 litros que fala, né? É tipo assim, tem garrafa até de 10, de 20 litros, essas garrafas de 6 litros. Elas são produzidas em, assim, poucas garrafas. A gente abriu lá, tipo assim, tinha uma garrafa de Petruz lá que custava 380 mil reais.
A
Petruz?
D
Petruz. A gente abriu lá Petruz, Lepan, Cheval Blanc, Chateau Mouton, Chateau Ângelos.
B
Mas vai tomando pra curtir ou vai ficando viajado?
D
Não, é porque acontece. As confrarias que eu faço... Vem bola. Geralmente faz aquela confraria que cobra um absurdo e o cara toma só uma bicadinha.
C
Essa boa confraria, né? O seu não.
D
A gente colocou as garrafas assim, aí a galeria lá, colocando e bebendo. A intenção é o Sentiu eu vim entrando e eu vim saindo no... Na conta. Na conta, assim, aí o convite é coisa de 100 mil reais a cadeira, e o cara passa uma noite... Ponto Azeúde, esparro peidado no Azeúde. Lá no cara... Azeúde, fui lá no Azeúde.
C
Não, eu só fui lá gravar conteúdo, bebi, lógico.
D
Foi lá, bebeu. Falar pra você, o paladar, o bom gosto, ele não retrocede. Você viu que aquele vinho que você tomou lá, a hora que você for tomar um deverzinho cateiro mais baratinho, você vai sentir a diferença.
A
Não, o vinho é uma praga.
D
É praga, cara.
A
Eu nem vou nesses negócios pra não ficar mal acostumado.
B
É o inverso, você costuma querer tomar só vinho bom.
A
Não, as vezes eu saio pra tomar vinho Bariloche, Porra, o cara puxou uma garrafa lá de seis pau, eu falei, meu Deus do céu.
C
Porra, é um vinho maravilhoso.
A
Não adianta dizer, ah, porque é caro. Não, porque é diferente.
D
É diferente. É diferente. O povo fala, ah, cara, vinho é tudo igual. Não é, cara.
A
Não é.
D
Não é tudo igual. Quem der a força.
C
Tudo do mesmo preço. Não, é que assim, vinho é tudo igual, pra quem ainda não tem o paladar. Eu não sou entendedor de vinho, mas eu comecei agora, mais ou menos, em TK.
A
Não, eu... Mais ou menos, você pega um vinho desse aí, e põe numa boca daquela pessoa que não gosta de vinho. Ela vai fazer assim.
C
Não vai, cara. Ela não vai gostar, mano.
D
Ela não vai gostar.
B
Eu não sou fã de vinho.
C
Quando você tomou cerveja a primeira vez, ninguém gostou. A primeira vez.
A
Ah, mas a primeira vez sim, mas por exemplo, eu, eu vou falar por mim, eu sou um cara que, quando eu vim pra São Paulo em 98, eu odiava vinho. Odiava. Tipo assim, não, não, não, vinho não, não, não, não, não. Aí, um aqui, Do nada, uma pessoa me apresentou um vinho. Aí o dia que eu tomei vinho
D
de verdade, eu falei uma porra, que
A
coisa legal isso aqui. Ah, mas esse é o vinho tal. Ah, legal. Cara, aí eu comecei, eu falei, caralho. Eu não gostava de vinho, porque eu bebia merda. Não, eu bebia vinho ruim.
C
Eu tava vendo meus vídeos, eu meio que lá, eu falei, experimente isso aqui. Eles tomaram, falaram, nossa. Aí eu fui, tinha lá, Ramon, olha esse Ramon. Os cachorros, isso aqui tem cheiro de ração, porra, ração de cachorro.
B
Não, não, Ramon é bom, Ramon.
D
Não, faz aí.
C
Não, é...
B
Os patanegas.
D
Não, é pra caramba.
C
Eu adoro, eu adoro.
D
O vinho francês. A gente tomou lá um Petrus 78, é um vinho que tem quantos anos?
A
Quase... 50?
D
50 anos.
A
48 anos.
D
E esse vinho é o seguinte, ele tem, a gente fala, tem um cheiro de butina velha. O cheiro do vinho, você disse. O cheiro do vinho, só que aí, cara, quem não é acostumado com vinho, se tomar aquilo lá, cara, o cheiro é ruim, mas você vai tomando e o cheiro do vinho vai melhorando, depois de aberto ali. Então, o cara que não tem costume de vinho, se tomar um vinho desse, nunca mais vai querer beber.
B
Qual que é o vinho mais caro que você já abriu lá, irmão?
D
Lá a gente abriu um Lepanque, ele é acima do Petruccio.
C
Eu não conhecia esse aqui, eu conheci lá.
D
É, você viu lá. Aquele vinho lá é um vinho raríssimo, aquela garrafa ali deve custar uns 400, 450 mil.
B
Putas, que paróquia.
D
É uma garrafa, é uma garrafa.
C
É uma macana.
B
É uma Evoque.
D
É um vinho que é produzido, foram produzidos só seis garrafas desse ano, 93, que é uma safra histórica dele.
A
78 ou 93?
D
93, o Petrusca era 78.
A
Ah tá, 93.
D
E aí esse vinho, só fizeram 6, então possivelmente essa garrafa foi a última do mundo, assim, que não... Esse vinho com certeza desse ali, não tem mais.
C
Ele foi o primeiro a tomar, você viu?
D
Foi, aí eu fui te agonizar que você vai ser o primeiro a tomar.
A
Você sabe porque que é caro o bolo, assim? Eu vou te explicar, porque as vezes...
B
O vinho é caro?
A
É, eu vou te explicar porque que ele é caro tão absurdo.
D
Por quê?
A
Os caras colecionam.
B
Tá. Tá.
A
O cara não quer até eu vim pra ter na coleção.
D
É.
A
Só que é o seguinte, você manda um preço que o cara fala, porra, eu vendo. Entendeu?
C
Aí ele vai subir no preço.
D
Isso aí.
A
Pô, mas você tem esse lepã aí, dessa safra?
B
Só tem essa garrafa.
A
Cara, eu tenho. Quanto você quer?
D
Só tem essa garrafa aí.
A
Não, eu não vendo. Aí o cara manda.
D
São quatro meses pra achar essa garrafa.
B
Entendeu? Quatro meses?
D
São os quatro meses pra achar essa garrafa.
A
É que é de colecionador.
B
É.
A
Aí você paga um valor que o cara fala.
D
Você quer convencer o cara a te vender pelo preço que ele quiser.
A
É isso aí.
C
E só tem gente, só rico tem acesso.
D
Lógico, porra.
C
O vinho tá com o cara rico, então tipo, se ficou mais difícil ainda, entendeu? O cara tem grana.
D
Na verdade, pra conseguir essas garrafas, é mais... É o cara que... O dono da garrafa tava lá na confraria. Tava? Tava lá. Uns três que estavam lá. E assim, aí é mais na amizade mesmo, né? Nem tem que pagar, mas o cara tem que te conhecer.
A
Quanto custa uma garrafa dessas?
D
É assim, uns 400 mil. 400 mil reais.
C
Sabe qual que é a parada também?
A
O litro?
D
Não, a garrafa de 6 litros.
A
Ah, de 6.
D
6 litros dá quantos vinhos, hein? Um vinho tem 750 ml.
A
Quase 10. 8 vinhos.
D
Quase 10 garrafas.
C
E sabe qual que é a parada? Igual o pessoal que pagou pra estar lá. Não é questão só do pagar. Eles arrumaram alguns vinhos que a pessoa não consegue arrumar.
B
Não tem jeito.
C
Então fala, pô, eu vou ter oportunidade de tomar aquele vinho, então eu vou pagar pra botar lá. Essa que é a parada.
D
Na verdade, com o Frareia você dividiu o som em muitas pessoas, né?
B
Sim.
D
Que é impossível você...
B
Quantas pessoas? Vamos, Thiagão, só pra dar uma ideia.
D
Deu lá umas oitenta pessoas. Deu umas oitenta pessoas lá. O ingresso aí chegou até 100 mil reais na última leva lá.
C
Não, mas teve cantor, você tá nesse caso?
D
Não, é um E-fest. Puta festa. Puta festa. Na próxima vocês estão convidados.
B
Obrigado.
C
A próxima vai ser em Paris, pô. Eu vou também. A próxima vai ser em Paris? É de Paris?
D
É, vai ter uma em Paris agora.
B
Ah, que bom, a gente vai. Eu vou.
D
Essa de Paris é 400 mil a cadeira. São 100 safras de Chateau Mouton.
C
Vocês estão convidados. Nós somos convidados, pô. Vamos aí.
D
Artista não paga nada.
B
Eu nem vinho num bebê, Bruno.
A
Que loucura, cara.
D
Isso aí é um outro planeta.
A
E confraria. Eu tenho uma confraria também. E assim, do Betão lá.
B
Tu é sangue de boi?
A
Não, não. Também não é assim.
B
Não é vinho de 400 paus?
A
Tem dono de vinícola na minha confraria. Não fala assim.
B
Pô, não é vinho de 400 paus, cara.
A
Mas tem dono de vinícola. Tem dono de vinícola lá.
B
Qual vinícola?
A
Na Argentina. Lá em Endor, tem dono de vinícola.
D
Vinícola do DV Catena. Vinho de fazer risoto.
A
De carne assada. Não, não, mas assim, o barato da confraria é que eu acho muito legal, no caso da tua, é uma experiência gastronômica, do vinho e tal, pelo valor aí.
D
Música, vinho, network.
A
Sim, é relacionamento, é os amigos que você acaba desenvolvendo na tua confraria. No caso da nossa, é amizade, e é impressionante como eu fiquei amigo de pessoas de verdade, porque a confraria você cria um vínculo com as pessoas, e já estou há 10 anos por exemplo, então assim, Cara, pintou, porra, você tá aqui, porra, vou... Um meio que vai ajudando o outro na vida, não é só ali. É na vida, vira uma amizade.
D
É uma maçonaria, quase.
B
É isso, quase.
A
É uma parada em que você tem frequência. A nossa não é, por exemplo, não é valor. É quem entra ou não, tem votação. Esse cara aí, porra, quem é?
D
Tão concelho, tão complice.
B
Eu tenho a confraria. Eu, minha mulher e meus dois cachorros.
A
Essa eu não confraria.
B
Minha confraria é essa.
D
Você não é muito chegado no... Hoje
B
em dia não tenho mais paciência.
A
Mas é legal, Vola. Você precisa.
B
Não, não é legal, não.
D
É chato. É chato.
B
Não é chato ele ficar bêbado, fica enchendo o saco.
D
Não, não, não é não.
B
Não, não.
A
Você que acha.
B
Não, não dá não.
C
Aí você tem que ficar bêbado junto.
A
Por exemplo... Confraria de carro. Você podia fazer, cara. Confraria de carro.
D
Fazer lá dentro da sua concessionária.
A
Pega uma garagem.
B
Não, você pode fazer junto com o vinho, cara.
C
Pega um salão lá, o último salão.
B
E você faz junto com o vinho mesmo.
D
Inclusive a gente vai fazer uma agora.
A
Boa, boa ideia.
D
Não posso convidar vocês que vocês não assinaram o contrato ainda, mas nós vamos fazer uma dentro da concessionária da Denza.
A
Ninguém me chamou.
D
Calma, é em primeira mão. Nós vamos fazer uma daquela dentro da concessionária lá. E leva o bola, leva o bola.
A
Mas assim, eu sempre falo para as pessoas, mulheres principalmente, dona Gabi, dona Aline, eu falo um monte de confrarias, juntem-se com mulheres É, legais. Cria um grupo de 20, 30, que se encontre uma vez por mês. Marca um lugar, bate um papo. Conhecer novas pessoas, com os mesmos interesses, com as mesmas vontades. Porque grupos assim, você consegue transformações maravilhosas. Sociais, políticas, tá entendendo? Você atrai um de cada setor, e dali você começa a exercer uma certa força. No sentido positivo.
D
E eu vou até reforçar o negócio que o Bob tá falando aqui, que a gente vai ficando mais velho, a gente vai querendo descadastrar as pessoas e não conhecer, não novos amigos.
B
É isso, irmão.
D
Só que eu sou...
B
Eu tô descadastrando vários.
D
Só que eu sou o contrário, eu sou um cara que fica querendo juntar.
B
Mas você não é velho, irmão, você é menino ainda.
D
Eu fiz 40 anos agora, mas eu já tô com a alma de 60 já. E só tô andando com o amigo velho, só tô andando com o velho. Tipo assim, vamos ter uma confraria. Às vezes, pode ser até a última vez que eu tô... Eu tô indo mais em velório do que em casamento, ultimamente.
E
Tá brabo, né?
D
É verdade. Só com o velho. Aí, o que acontece? É uma forma de você se forçar, porque a gente precisa, nesse meio que a gente vive, de conhecer novas pessoas e fazendo novos relacionamentos. Só que aí, às vezes, eu fico assim, querendo juntar pessoas que não querem se... Não querem se encontrar, entendeu? Não querem se ver.
A
Um dado, um dado importante, um dado importante, boleto da TK, um dado importante, vocês sabiam que 60% da fortuna do mundo tá na mão dos 60 mais?
C
É mesmo?
A
É. Vai ser a maior transferência, agora nos próximos 10 anos, vai ser a maior transferência de patrimônio nos próximos 10 anos, na história da associação. Ué, pros herdeiros, vai ser a maior transferência de grana nos próximos 10 anos.
C
Mas é um negócio que surpreendeu, porque assim, com a internet, os jovens ganharam o dinheiro mais rápido. Então, pô, até ficou admirado, porque...
A
Quem financiou? Quem botou grana pra startup e a parada? Os mais velhos. Então hoje, os caras mais velhos, hoje a fortuna do mundo, 60%, tá na mão dos 60 a mais. 60%.
D
É isso mesmo.
A
É isso aí.
D
Mas agora nessa era da tecnologia mesmo assim, tem muita molecada nova assim, já com um bilhão de dólares.
A
Tem velho por trás que botou o dinheiro no começo, que investiu no cara.
D
Tem muita galera.
B
Tem, né?
D
Não, você pega mesmo o Instagram, cara, você pega... Adolescente aí, que tem mais de milhão de contratos.
C
Adolescente com jato.
D
Menor de idade.
B
Ah, não tem a dúvida, é verdade. É verdade.
D
Você pegou o João Blanco e comprou um jato.
A
Pega os bilhões. Zaque, procure a lista dos 10 bilionários do Brasil. Aí, top 10. É tudo 60+.
D
É, vai tá ali os JBS ali da vida.
A
Não, é o Ambev, é tudo 60+.
B
Tem companhia dos cantor?
D
Dos cantor?
B
Tem, junta essa turma ou não? Cara, é... Ou essa turma não se bica?
D
Não, lá em Goiânia tem, lá em Goiânia...
B
É a própria, pô?
D
É, lá em Goiânia tem. Inclusive, segunda-feira eu tava num... É lá, tem um condomínio que chama Portal do Sol Golf, que moram praticamente todos os cantores. E dia de segunda e terça, É meio que o final de semana, né?
B
O final de semana é trabalho que nem louco.
D
É, eu tô fazendo menos shows, tô trabalhando na escala seis por um. Eu faço um show e descanso seis dias. Aí se eu fizer...
B
Maravilhoso, muito bom.
D
Eu quero chegar nisso, irmão. Aí se eu fizer dois, eu descanso doze.
B
Entendi.
D
E assim vai indo.
C
Você pega o pando, o pando é estourar as músicas.
D
O pando é um borbinho lá que vocês vão adorar. Vocês têm que trazer ele aqui.
B
O pando é maravilhoso.
C
Mas não para, tá trabalhando igual um maluco, mano.
B
Não para. O pando é maravilhoso.
C
Estamos com dó dele.
D
Aí a gente mora ali nos meus condomínios, né? E agora eu já tô migrando mais a parada pra internet, então eu tô ficando mais folgado, mais em casa.
C
Ou seja, quem tá na internet é vagabundo, então.
D
É, vagabundo mesmo.
B
É o que eu quis dizer.
D
Aí, cara, aí a gente se junta, faz o nosso movimento lá, faz a confraria, e eu meio que tô aplicando essa galera da música no vinho, porque a galera é muito da cachaça, e da cerveja.
A
Falta gosto rebuscado.
D
Esse dia eu topei o Leonardo. Aí eu fui chamar, ele falou, você tá ficando louco, cara? Eu vou beber porra de vinho. Um vinho, eu bebo é cachaça. Ele bebe aquela cabaré e vai tomando a cabarezinha de ice, é louco.
A
Listinha da Forbes, vamos lá.
D
Tá aí, ó. Ah, esse é o Facebook.
A
Eduardo, 43 anos, é o cara do Facebook.
B
Esse.
D
Novo, né?
B
227 bi.
A
Safra, Vick Safra, 73 anos.
B
120 bi.
A
Jorge Paulo Lemas, 85 anos.
B
88 bi.
A
André Esteves.
B
51 bi.
A
57 anos, já tá entrando... André Esteves é do... É do BTG.
D
É do BTG.
A
Fernando Moreira Salles, 79 anos.
B
40B.
A
Carlos Alberto Veiga Cicupira, 77.
B
39B.
A
Pedro Moreira Salles, 65, 76.
B
38B.
A
Miguel Kriesgner, que eu nem sei de onde é. Família... Boticário. Grupo Boticário.
B
34B.
A
Alex Behringer, 58.
B
31.
A
Jorge Neval, 79.
B
30B.
A
Aí tem esse fenômeno aí, Max Van... Tecar.
D
Tecar, Thiago Brava tá ali.
A
Mas o Max Van Hongan, ele já é herdeiro do...
B
É 29 anos, né?
A
Do Marcel Telles. Já é filho do... É muito novo, né?
C
29 anos.
A
Já passou.
D
Até a tiazinha ali, 94 anos. Motorantim, tiazinha. Motorantim.
B
É, a tiazinha.
D
É, 94.
C
Eu gosto dele, mano.
A
Mas pegou ali a visão, é tudo 60 mais praticamente.
D
E o Thandie Salles, Salles, Salles, Salles, Salles.
A
Salles é o Itaú, é o Unibanco.
D
Pois é, é pouca aqui.
A
É, a família é bão.
D
Ah, esse aqui é o dos filmes, né?
A
É isso. É. Ó, Joesley, 53. É 60% de transferência de patrimônio.
B
E o Vorcaro não tá aí?
C
O Vorcaro não tá?
D
Pois é.
A
O Vorcaro tá preso, né?
B
Pois é.
D
O Vorcaro, deixa eu te falar, essa lista tá errada. Tá desautorizado.
A
É.
B
Se vocês não tão aí, mano... Se
D
colocar patrimônio bloqueado, o do Vorcaro tá em primeira aí.
B
Ah, não tem a dúvida.
D
Essa lista aí.
B
Patrimônio bloqueado é verdade.
A
Mas assim, vai ter uma transferência nos próximos 10 anos.
C
Que aí teve só uma transferência, né? De 29 anos até aí, foi só uma.
B
Moleque novo, é.
C
Dessa lista aí, né?
A
É, porque o pai já passou. O Marcel Telles é um dos donos da Ambev, da Brahma, né? É o Marcel Telles. Botou filho, não, já botou filho, quer
B
dizer... Foi 29 bi.
C
Você é louco, hein?
D
Mais aí, mais aí.
B
Eu andava com a bola do saco pra fora da casa. E foda-se. Eu tenho 29 bi, caralho. E andava com o saco pra fora.
A
Uma bola só.
B
Uma bola só. E andava na rua. Foda-se. Eu tenho 29 bi, caralho. Vai dormir, velho.
D
Mas assim, eu convivo, o Thiago sabe, eu convivo muito com essa... Essa maneira que eu comecei a comunicar, comecei a atingir muito essa galera do... Não esses aí, às vezes. um ou outro assiste o meu conteúdo, mas muito os herdeiros, a molecada nova começou a se identificar e eu comecei a conviver com essa galera e comecei a fazer uma comparação assim, por exemplo, eu nasci muito pobre, né? A única cobrança que eu tinha, meu pai e minha mãe pediam, era pra eu não roubar.
B
E estudar.
D
Não, pra eu não roubar e pra eu não virar bandido e...
B
Não virar vagabundo.
A
É.
D
Qual que era a cobrança que eu tinha? Zero. Agora, um moleque desse, velho, que é herdeiro, ele já nasce com a cobrança gigante. Então, comecei a falar, velho, a vida do herdeiro não é tão fácil.
C
Verdade.
B
Não.
D
Não é tão fácil.
A
Calma que tem outra... Tem outra questão da vida do herdeiro que ninguém se atenta. Os irmãos... É o caos.
C
Não é só ele.
A
É, tem que administrar irmão que não quer trabalhar e quer receber. É uma puta cagada.
C
O pobre não tem nada e é isso aí, cada um se vira.
A
Aí tem o tio também que faz
E
de pai da família.
A
Aí tem os primos, aí tem as mulheres, entre mulheres, é o caos.
D
Não, e tem a comparação, que você acha que essa galera do Top 10, ela convive, aí o filho do outro é vagabundo, o outro trabalha, é uma competição gigante entre eles, cara, e os caras são tudo.
B
Você tem filho, irmão?
D
Não, ainda não tenho, não.
A
Porra, com 40 anos?
D
Com 40 anos, não. Tem só aquele anão mesmo lá, que você viu lá. Não tenho filho, não.
A
Mas você não casou?
D
Casei, irmão, tô...
A
Mas e aí?
D
Não, tô tentando lá, cara, mas... Descobri esses dias que tem que cobrir toda semana. Descobri esse jeito que tem.
A
Porque, cara, o casamento para de cobrir.
D
Pois é. Aí me fala, rapaz, você tá metendo. Fala de vez em quando.
B
Você tá com quantos moleques, irmão?
C
Tem uma menina só.
B
Uma menina só.
E
Parou?
C
Parei, parei.
A
Parei.
C
Tá bom.
A
Então, parou.
D
Um só, né? Parou por quê?
C
Porque tô satisfeito, cara. Eu e minha esposa, a gente tá...
A
Quantos anos tem?
C
Sete. Fez sete anos agora.
A
É bom ter um segundinho, não?
D
Ah, não.
A
Tá bom. É bom, cara.
B
Tá bom.
D
Não, tá legal.
A
É bom ter um irmão. É bom ter um irmão.
C
Eu já tive ali a experiência de ter uma filha. Sabe como é que é? Gostei, curti. Tá bom.
A
É?
C
Rapaz, eu tenho cachorro. Eu tenho três. Eu tenho a Catarina, a Laura e agora a Tereza. Peguei mais uma, eu adoro.
A
Cara, vou te dar uma dica, de verdade. Não tem nada a ver com a tua vida, mas filho tem que ter no mínimo dois.
C
Aonde tá escrito isso?
D
Você não tem nenhum e tá falando que tem dois. Tem que sempre vir um vagabundo.
A
É isso aí.
D
Eu fico pensando assim, ó.
C
Tem que aumentar a possibilidade.
D
Eu tenho uma irmã. Eu fico pensando, rapaz, Às vezes se fosse só eu, meu pai e minha mãe estariam fodidos, porque quem cuida lá mesmo e vai assim, quando vai ficando, isso é verdade mesmo, mas a gente vai saber também quando ficar velho, quando você ficar velho, cara, sempre vai ter um desgarrado, aí você só tem um,
A
se um for desgarrar... Porque filho existe pra cuidar, criar, para o mundo e cuidar de você, ele pode ficar velho.
C
Não, eu tenho uma filha para cuidar, é eu me expor.
A
Mas se ela de repente, não, vai morar na Bélgica.
B
Se o filho for legal, senão ele
D
não cuida bosta nenhum.
A
É bom ter dois. No mínimo, no mínimo, dois. Eu sempre falo para a galera, tem um filho, no mínimo, dois. 3 minutos tocaram no meu coração.
B
Faz 5, pô.
A
Faz garantidão.
D
E outra, tá barato cuidar do menino hoje.
B
Dá de graça.
E
Tá de graça.
A
Escola barata, tá de graça. Esse cara aqui vendeu uma poste e pagou a escola o ano inteiro.
D
Quanto custa ser um menino por mês?
C
Ah, nunca fiz essa conta, mas por exemplo, só a mensalidade da escola já é uma paulada, mano. É caro.
A
Dá uma chuta aí, chuta aí, pode?
D
Vamos fazer a conta. 12.
A
Mas pô, dá pra botar numa de 6 de qualidade e dividir por 2.
C
Eu vou diminuir a qualidade de ensino da minha filha porque eu vou ter 2.
A
Ué?
C
Porra, sério.
A
Já aprende a dividir desde pequeno.
C
Não, não, sério.
D
Falar pra você, sua filha hoje deve custar, se for colocar tudo aí, sua filha custa uns 25 mil hoje.
A
Mais, mais.
D
Babá, essas coisas.
B
Plano de saúde.
C
É, deve custar um pouco, deve custar mais.
A
É, porque 12 pausou a escola?
C
Eu não parei pra fazer essa conta
D
porque você é louco, né?
A
Fora lanche, fora perua.
D
Não faz essa conta mesmo, não.
C
Faz a aula de tênis.
D
Dá-me uma conta da esposa troféu, o cara não pode fazer a conta.
B
Não pode.
D
Não pode fazer a conta.
A
Como é que é essa conta da esposa troféu?
B
A conta que a tua mulher gasta, beleza.
D
Cara, se você for pegar uma esposa troféu São Paulo hoje, você vai gastar aí uns... 150 mil com a mulher hoje, gasta, pô. Pô, vai pegar ali.
A
150 mil, uma mulher?
D
Dois jantarzinhos por semana ali no... Fazan, no Latambu. Não, ali no shopping, Cidade Jardim. Aí você senta no Makoto. O que tem de frente no Makoto? Hermes. Aí é duas passadinhas.
B
Mas só a bolsa no Hermes já lascou.
D
Pois é, duas passadinhas.
C
Dois jantarzinhos no Makoto.
A
Mas tem que dar bolsa?
B
Hã?
D
Tem que dar? Uai, dependendo da mulher tem que dar, a minha não ganha não, mas eu conheço uns amigos aí que a mulher do cara gasta isso aí, gasta muito mais.
C
Você viu agora o da seleção francesa lá? Embape, ele chegou numa loja agora, cara,
D
na moral ele gastou 24 milhões.
C
Quanto? 24 milhões. Então é, depende do zero na conta.
D
Ele fecha... Olha, eu tenho amigo que fecha... Eu tenho amigo que vai, por exemplo, ali no Cidade Jardim, e fecha a loja da Hermes só pra... Pra ele. Pra ele. Fecha ali durante uma horinha, bota um champanhe lá, e deixa ele um milho, uma milha e meia ali, num caminhão de dinheiro ali.
B
Tá que beleza.
D
Ah, pelo amor de Deus.
F
Não tem limite.
C
A gente foi lá pra Paris, lá, na viagem. Tinha um casal lá com a gente lá, que a Chanel ia até eles. Não é que eles iam na Chanel. Ô, eu tô aqui no hotel, então dá pra vir aqui. A Chanel ia até eles pra... Levar umas coisas, entendeu? Levar, tipo, levar as paradas lá pra escolha, tipo, nível rádio.
A
Tipo, a reserva comigo, a reserva.
B
Entendeu?
C
Tipo assim...
B
Mas é tipo isso mesmo.
C
É nível rádio.
D
Tipo a BLCK faz com boné pra gente, manda boné pra gente.
C
É, tipo assim, o negócio não tem fim, é um negócio que não tem limite.
B
Eu lembro que a primeira vez que eu fiquei assustado, eu lembro que foi você que botou a porra da camiseta da tal da Loro Piana.
C
Quinze pau, mano.
B
Uma camiseta.
A
Ah, vai cagar, né?
C
Quinze pau.
A
É trouxa, né?
C
Não, eu não comprei.
A
A gente acha não, é trouxa.
B
Ele não comprou, mas ele mostrou.
D
Cara, eu comprei pra ver.
C
Você comprou?
D
Eu comprei.
C
E como é que você manda lavar essa camiseta aí?
D
Não lave, irmão. Eu comprei, na verdade, um amigo meu trouxe pra mim, comprou lá em Nova Iorque, acho que foi 3 mil dólares.
B
Uma camiseta.
D
Aí, eu comprei porque eu vi você falando.
B
Eu vi ele falando também. Eu queria saber um bocadinho.
C
Aí, ele trouxe.
D
Eu comprei um boneco, um próximo. Falei, cara, faz uma comprinha legal aí pra eu passar o final do ano lá em Trancoso, com essa camisetinha. Cara, olha que chegou, eu olhei. Falei, cara, não existe isso aqui não.
B
É igual essa tua aí.
D
É igual, não, essa aqui ainda é melhor, porque é um pano assim, um pouco mais, menos tecnológico. Falei, não, você tá louco, é uma loucura isso aqui, cara.
B
Não, não é isso. 3 mil dólares. A hora que esse aqui voltou, não
D
existe uma camiseta de 15 pau. Quem vem aqui, quem direta aqui é o Luciano Huck, vem aqui comprar aqui.
C
Voltando na viagem que eu tava lá, tava o Alexandre Baldi e o Felipe Massa, falou, ouvi que você falou da Loro Piano, vamos lá com a gente? Eu falei, eu não. Os caras foram, eles são clientes da Loro Piano. Eu falei, eu vou fazer o que lá? Eles mandaram o vídeo pra mim, eu falei, cara, tá aqui ó.
B
É, mas é aquela coisa que você falou, é a coisa da exclusividade.
D
Mas é uma loucura, não tem não.
A
Eu falo com os bolivianos do Braz, faz o igual.
C
A parada é o seguinte, a parada é o seguinte. É tudo zero na conta, irmão.
D
O tanto de zero que os caras
C
têm, pros caras isso não é nada. Pra gente, é um absurdo.
A
Não, mas é um absurdo mesmo.
D
Não, não, não é.
C
É igual você comprar uns...
A
Desculpa, 15 mil reais uma camiseta t-shirt é trouxa. Por mais que o cara seja rico, cara.
C
É trouxa, é ego. Eu também acho. Minha cabeça é igual a sua, mas é igual você tomar um vinho, Vinho de dois mil reais, calma. Vinho de dois mil reais. Tem gente que trabalha o mês inteiro pra ganhar dois.
D
Fala, como é que o cara comprou
B
um vinho pra... E daí vai mijar, ó.
D
Essa galera não faz isso.
F
O cara não faz isso.
B
E vai mijar o vinho.
A
Cara, o vinho...
C
Eu concordo com você, tá?
D
O vinho é pior, cara. O vinho, você vai mijar o vinho.
B
Vai mijar o vinho, é.
A
Não, não, não. Peraí. Como mijar? Você toma um vinho.
D
Não, sim.
B
Ainda... Você tem o prazer momentâneo e depois você mija.
A
Tudo bem, mas ainda tem uma razão de ser.
D
Qual seria?
B
Qual seria a razão de ser do vinho?
A
da guarda, da qualidade, da produção. É, pra quem gosta do vinho.
B
Mas é momentâneo.
A
Tem uma camiseta, cara.
B
Depois que você bebeu, passou, irmão.
A
Uma t-shirt, caralho.
B
Você vai usar 30 vezes.
A
É uma t-shirt, mas é uma t-shirt.
B
O vinho, você bebeu uma garrafa e passou, acabou.
A
Que não tem nada de especial, só tem o Loro Piana.
D
Não tem, não tem nada, não tem nada, é igual seu Madruga. Tem aqui ó, tem aqui ó.
C
É, o seu Madruga já usava essa camiseta lá atrás.
A
Ah, mas aqui ó, Loro Piana, faz assim ó.
C
E sabe o que é o pior? Eu falei dessa marca porque me convidaram pra comprar essa marca em Nova York e eu nem conhecia, eu joguei no Google. Aí eu falei, meu, eu achei tão absurdo que eu falei, só quando eu falei disso aí, acharam que eu comprei essa camiseta, aí colocaram assim ó, por isso que bilionário não pode desistir, aí me chamaram de bilionário, fizeram um conteúdo de uma hora me arrebentando.
B
É muito absurdo, cara. Meu Deus do céu.
F
É muito absurdo.
D
Eu ando com essa galera, o tal do bilionário, eles tem uns hábitos assim, são excêntricos demais, eu quero.
A
Tipo?
D
É, um homem sacamico, comprou uma camisa de 15 mil reais.
A
Não, fora os tênis aí, tem uns tênis que a gente nem sabe, né? Uns que é feito à mão aí.
B
Eu vi outro dia uma loja em Dubai, cara, de carro. Aí entra um árabezinho e começa, quero comprar o teu carro. Meu, o carro mais barato da loja era dois e meio de dólar.
C
Mais barato de entrada.
B
O mais bosta, o mais quid. Era dois milhão e meio de doleta. O carro mais bosta que tinha na loja.
D
Não, aí lá é o seguinte, aí já não tem mais como gastar dinheiro com o carro, eles vão com a placa do carro. É isso aí.
B
A 0001 vale 30 milhões de dólares.
C
Não, é outro mundo.
B
É outro mundo.
D
Uma placa, é o que eu tô te falando.
C
É exclusividade, os caras querem ter exclusividade em tudo.
D
E aí o dinheiro vai subindo.
C
E o dinheiro vai comprando essa exclusividade.
A
Que loucura, né?
B
É, meu amigo falou uma coisa que eu não ligo. Outro dia eu vi na internet também. Porra de caneta, irmão. Pra minha bique, velho. Tá aqui, ó. Tem caneta de 6 milhões de dólares.
C
Não, aí... Porra, os caras estão colecionando carta de Pokémon agora? O Thiago Nilo queria trocar uma carta de Pokémon. Isso vale uma grana.
B
Isso vale uma grana.
C
Porra, mas como é que você tinha carta de Pokémon na sua G63? Eu falei, eu li e falei... Não, mas vale. Eu acredito que vale, mas eu não tenho essa mentalidade ainda, meu, pra trocar uma minha G63 numa carta de Pokémon.
A
Não é teu modelo de negócio.
C
Não é, não tem como.
B
Mas vale, irmão.
A
Você não conversa com a comunidade do Pokémon.
C
Depois ele me chamou em off, né? Ele me falou isso aqui. Ele pagou o que ele valorizou, ele vendeu por muito mais. Ele ganhou um dinheiro violento na cara de Pokémon.
B
Você pega lá fora os gringo atrás disso aí.
D
Vai ficando escasso.
B
É um caminhão de dinheiro, é.
C
Olha isso aqui, ó.
D
Eu trabalhei o ano inteiro, ó.
C
Trabalhei o ano inteiro pra chegar no final do ano. O meu ganho não vai ser o que ele ganhou na cara de Pokémon.
D
Depois vocês assistem. Tem no Netflix uma série lá de um cara, no... Lá nos Estados Unidos chama... Coleções que vale ouro.
B
Eu já vi.
D
Gold, vi. Não, os caras pegavam os cheetos, os cheetos, que eram o formato de um dragão lá, não sei o que, do Pokémon.
B
A máquina fez os cheetos.
D
Vendeu tipo por um milhão de dólares.
B
Os cheetos pareciam, sei lá, o Pikachu.
C
Cheetos o quê?
D
Cheetos, salgadinho.
B
Ele veio num formato errado. É. E o cara pegou isso e botou vendendo por um milhão de dólares.
D
Foi.
B
Um peco de chitos.
D
Não, aí esse cara, esse cara é um mago. Ele é um gênero desse golpe.
A
Como é que é o nome dessa série?
B
É Gold ou alguma coisa? É.
D
Coleções que valem ouro.
B
Isso, é.
D
Chama Goldendia.
B
Eu vi, eu vi. Eu assisti.
D
Goldendia Academia, pô. É Gold ou alguma coisa.
B
Gold ou alguma coisa.
D
Aí o que acontece? O cara vai lá no Michael Jordan. O cara é amigo do Michael Jordan. Ele vai lá, tipo assim, esses itens colecionáveis, os mais valiosos são do Michael Jordan. Basquete e beisebol. Tem uma carta de beisebol que custa 50 milhões de dólares. Né, Bola? Você viu o que é lá? Uma carta de um cara, não sei o quê. Aí, tipo assim...
B
Não, você não tá entendendo.
D
Aí vai uma hora lá que os caras vão numa... O cara tá lá mexendo o porão da casa e acha um negócio lá, cara, tipo assim, que vale 20 milhões de dólares. Aí ia jogando fora o negócio e acha. É impressionante.
A
É loucura.
C
Na verdade, a diferença dos produtos do rico...
B
Outra coisa que a gente não dá nada. Gibi.
C
Gibizinho.
B
Não, o gibizinho número um do Homem-Aranha é 30 milhões de dólares.
D
E aqui no Brasil não tem essa cultura, né, cara?
C
Não, não, não.
A
Mas que cultura o Brasil tem?
C
Não, não, mas a parada é o seguinte.
D
A cultura de gastar.
C
Os produtos dos ricos, tudo tem história. Eles pegam esse fone, porque esse fone aqui foi do Ticaracatica.
B
Foi feito tal coisa.
C
Foi feito à mão. Todos os caras contam uma história. Eles enfeitam o pavão.
A
Eu acho que isso existe. Tudo isso aí que vocês estão falando existe pra lavagem de dinheiro.
C
Não, não é.
A
A coisa que mais se lava dinheiro é arte. Quadro é onde o cara lava o dinheiro.
C
Mas será que geral é assim mesmo?
A
Claro, claro. Por isso que vale.
B
Mas roupa, vinho, tudo?
A
Não roupa não, tô falando assim, essas coisas de coleção.
D
E tem coisa colecionável, né?
A
A obra de arte, escultura, lava-se dinheiro. É ali onde o cara lava o dinheiro.
D
Boa ideia, vou fazer isso agora.
A
Mas é onde o cara lava o dinheiro, velho. Mas é verdade, a lavagem de dinheiro. A obra de arte é lavar dinheiro desde que o mundo é mundo, bro.
D
Você fala esse negócio, esses dias eu fico assim, rodo muito, ando avião, essas coisas, rapaz. Brava tá mexendo com alguma coisa errada, uma hora a Polícia Federal... Ah, você
B
não vai falar isso.
C
Já falaram de você também, Bola?
D
Já falaram de você.
C
De mim não, de mim não, mas... De mim já falaram direto.
B
Não, mas eu agindo.
D
Eu falei, rapaz, a Polícia Federal vier aqui em casa...
B
Eu sou pesquisando.
D
Na hora que eles abrem minha conta, vê que tem 40 mil na minha
B
conta... Dá pra até chorar.
D
Que eu tenho só uma casa financiada, eles vão ficar com dó de mim, eles vão me dar dinheiro.
C
Os caras vêm pagando juros lá, bancos...
B
Mas aqui a gente fala que o cara não pode se dar bem.
D
Não, não pode.
A
Olha lá.
B
Deve estar mexendo com droga.
C
É isso aí.
B
Com certeza.
A
O Brasil ele nivela... Aqui o cara
B
não pode se dar bem.
A
É assim, o Brasil é o país do coitado. Eu já fico raciocinando a cultura há bastante tempo. Pode ver, se um cara do nada aparece na internet como uma coisa de coitadinho, aí a internet...
C
Abraça.
A
Levanta o cara. Todo mundo abraça aquela situação e bota a pessoa lá em cima. Aí a pessoa consegue, ela evolui, ela começa a se dar bem. Aí quando o cara tá bem, agora é a hora de tirar ele de lá. O sarrafo é por baixo, nivelamento por baixo. A começar pelo governo que agora vai, o imposto de renda, se você ganha mais 600 mil por cento por ano, eles vão começar a meter ferro no cara.
B
600 mil por cento?
A
Não, 600 mil reais por ano. Se você fatorar isso, movimentou isso, o governo já começa a te dar uma fatiada. Por quê? Porque ele não quer que você passe desse lugar. Controla, aqui, entendeu? Não é, tipo, incentivar ao cara ficar rico. Pensamento de burro, quanto mais rico, o rico, o bilionário, como tem essa teoria.
D
Não deve existir os bilionários.
F
É!
A
O bilionário pode desistir. Quanto mais bilionário tiver, melhor.
D
Eu tô fudido se o bilionário desistir.
A
Não, mas as pessoas são burras. Porque quanto mais bilionário tiver, o que o bilionário vai fazer com o dinheiro dele? Além de gastar?
B
Distribuir.
A
Não, ele vai investir em outras coisas porque ele quer mais dinheiro.
B
Então vai distribuir.
A
E mais dinheiro... Vai fazer empresa, vai fazer... As pessoas vão entender que dinheiro, dinheiro... Não é uma coisa que... Ele precisa circular.
C
Circular. Circular, exatamente.
A
Circulando, ele vai enriquecendo todo mundo. O dinheiro tem que girar.
C
Quando você pega um dinheiro, você gasta, comprei um produto do bola, eu tô circulando dinheiro. Ele vai pegar aquele lucro, ele vai
D
comprar um pouco de água.
A
Vai gerando mais emprego, vai gerando... Se
D
eu pegar todo aquele dinheiro e eu
C
guardar... Cara, eu não tô circulando, eu tô acumulando.
A
O Japão se ferrou porque teve deflação. É depressão econômica. Deflação... É uma tristeza, a economia vai pro saco.
C
Por quê?
A
Porque as pessoas não estão gastando.
C
Ninguém faz nada.
A
Aí dá deflação. Deflação é uma desgraça pra economia.
D
Você já teve deflação? Não aprendi essa palavra agora.
A
Não, deflação é quando os preços não sobem mais e começam a cair até. É sinal de que as pessoas não estão consumindo. E aí, por quê? Porque o dinheiro não está circulando. Entendeu? É igual aqui no Brasil, a cultura do DI. Né? Todo mundo vai pro DI, porque tá dando uma puta grana.
D
Que que é isso, cara? É uma pirâmide?
A
Não, não, o DI é o investimento mais simples que tem. Quando você investe no banco... Ah, sim, sim. Fundo DI. CDB, CDI. Você investiu, você guardou dinheiro, bota no DI.
B
Aplica lá.
A
Aplica no DI. Aplicou no DI, saiba que aquele teu dinheiro, o banco vai pegar o teu, vão dizer que você botou 10 mil reais. Ele vai emprestar 80 mil reais. Só que é um dinheiro que você... Só dá pro banco emprestar. Não é um dinheiro que você coloca na economia real.
D
Ah, entendi. Tá parado lá, ué.
A
Entendi, entendeu?
D
Quem tá ganhando dinheiro é o próprio banco.
C
O banco tá ganhando dinheiro com o seu dinheiro.
A
O banco tá ganhando dinheiro emprestando a caríssimo e te dando um pouquinho. Só que não tá na economia real. Por isso que eu gosto de bolsa de valores que você tá colocando dinheiro na economia real. Você tá investindo na economia real. Quando o cara vai abrir um salão de beleza, o cara vai investir em coisas assim, porra, é legal, porque o cara tá investindo na economia real. E não deixando o dinheiro parado lá, rendendo pra caralho. Só o Brasil que o dinheiro fica parado e rendendo pra caralho.
C
É isso mesmo.
A
Aí o cara vai lá, aí a conclusão do assunto é, O Brasil precisa investir e torcer pra que mais pessoas fiquem milionárias e milionárias pra que elas consigam prosperar mais e todo mundo vai...
C
Eu comecei com a minha lojinha pequena um dia, aí eu fui crescendo, hoje eu tenho 28 colaboradores na loja, na Tecara Imports. A Tecara Digital tem 13 colaboradores, então tem várias pessoas ganhando dinheiro ali através do meu crescimento.
A
Deixa eu te falar uma coisa rápida, eu sei que é chato esse assunto, mas é legal falar isso pra muita gente. Você sabia que a partir do ano que vem eu não estou rogando praga? Estou abrindo teus olhos.
B
Tá rogando praga.
A
Você pode quebrar?
B
Já julgou.
A
Com o novo imposto?
C
Peraí, sobe aqui. Batei na madeira.
D
Não, mas é isso aí. Eu tô sabendo disso aí.
A
Split Payment. Já ouviu falar?
C
O pessoal do meu time tava já me... A gente tava fazendo já reuniões sobre isso.
A
Tá, como é que vai ser? Vamos dizer que o carro... Quanto custa o carro mais barato da tua loja?
C
Vamos colocar um carro de 100 mil. 100 mil reais. Tá, 100 mil reais.
A
100 mil reais, você vai pagar aí, vamos dizer... 20 mil reais. Então quando o cara te pagar um carro de 100 mil... Quanto você paga de imposto lá, numa venda aí, compra e venda de carro?
C
A conta é mais ou menos assim, se eu comprar um carro de 100 mil e eu vender esse carro por 110 mil, eu vou pagar mais ou menos de imposto 3,5 mil, 3.500 reais de imposto. Compra e venda, já é pesado.
B
Hoje em dia.
C
Hoje em dia. É pesado.
A
3 mil reais por 100 mil.
B
É.
C
Eu compro carro de R$100,00, vendo por R$110,00. Eu pago R$3.500,00 por governo.
F
R$35,00.
C
Isso aí.
A
Vamos dizer que você botou R$100,00.
C
É que só, senão o pessoal fala, pô, Tecanoice, essa conta, como são vários impostos, quanto mais você ganha, vai mudando esse valor. Então, eu tô pegando aqui R$100,00 para R$110,00.
D
Alíquota.
A
Isso.
C
Porque você paga ICM, IRS, você paga vários impostos.
A
É, vai ser um agora, o CBS e outro lá. Mas não é esse o ponto. O ponto é o seguinte, vou chutar aqui. Você vendeu um carro de R$100.000,00, tá? Na tua loja o cara pagou com um cartãozinho, bateu no teu caixa, você emitiu a nota, imediatamente esses 35 mil reais o governo já vai direto.
C
Dá fonte, né? Já entra menos, né?
A
O banco nem repassa o dinheiro.
C
Igual os Estados Unidos faz, que já aquele você vai pagar, já tem atalho. Imposto único, tá.
A
Esse dinheiro já vai vir pro cara, pro governo. Tu já não vai ganhar 100 mil. Você não vai ganhar, você vai ganhar 65. dos cem. Então você não vai receber cem, você vai receber sessenta e cinco. Aí, deu uma semana, olha como é que você tem que ter fluxo de caixa. O cara fala assim, TK, seguindo a lei do consumidor, eu vou devolver o K. Aí tu vai ter que pagar os cem mil pro cara, além dos cem,
B
tu vai ter que cumprir.
D
Ah, não.
A
É verdade.
D
Olha, vamos comprar aula de arte, vamos fazer rolo.
A
Entendeu, bola cagada?
B
Cagada não, se cagada você foi legal.
A
Não, é a cagada, porque você vai ter que pagar.
C
É pela movimentação.
A
Você além de receber 65, você vai ter que devolver, você vai ter que puxar do teu bolso e dar o 100 pro cara. Imediato.
B
Mas se o cara pagar em cash?
C
Não, mas ninguém paga em cash mais hoje em dia.
B
Mas se pagar, por exemplo.
A
Vai ter que ser o jeito.
C
Aí você tem que declarar, se você não declarar você tá lavando dinheiro.
A
É isso aí.
D
Eu recebi em espécie.
B
Mas você declara.
C
Aí você declara e paga o imposto.
B
Mas você não tem esse imposto.
C
Não, mas você tem que pagar, vai vir o boletão, vai vir o boleto.
A
Nota, nota, caralho.
C
Vai vir o boleto. Porque funciona assim ó, quando você recebe em espécie, Qual que é a diferença de lavar dinheiro pra um cara que não lava o dinheiro? Eu recebi em espécie, eu declaro. Eu recebi aqui 100 mil reais espécie, me dá o boleto do imposto, recebi do carioca.
A
Aceita a carta de Pokémon. É, entendeu?
D
Vamos com prova de arte.
A
Então assim, só pra você concluir.
D
Vamos viver o extraordinário.
A
O que que você vai ter que ter agora, TK, na tua loja? Caixa. Por quê? Imagina, você vai ter que devolver o dinheiro pro cara, os 100 mil, você vai ter que pagar o imposto pro cara, já pagou pro governo, o governo vai levar 35 dias pra te devolver essa grana, porque a compra não foi efetuada. Ó a bosta.
C
Ó a bosta. Eu acho que não vai chegar nesse...
A
Não, vai chegar.
D
Vamos mudar de ramo. Vamos mudar de ramo.
C
Eu vou virar só influência.
A
Vamos, vamos.
C
É igual você, você falou assim, pô, eu vou tirar o pé do cantor, vou ficar só influência. Eu vou tirar o pé da TK
D
e viro só influência. É, já tá. Só emitir a notinha mesmo.
C
Viu o extraordinário?
B
Menos imposto.
D
Pega perguntas.
C
Pega meus bens, aplico lá fora, sei lá.
D
Pega em pergunta.
A
Mas olha aqui a reforma tributária, que legal.
C
Não, mas não vai rolar não.
A
Você acha?
C
Ah, não vai. 2027, brutal. Quebra o país.
D
Vai rolar mesmo.
B
A ideia dos caixas é essa.
A
Já tá assinado, é lei complementar, o sistema já tá pronto. Pra botar.
D
E será aí pra show essas coisas, como é que vai ser também? Pra tudo isso aí vai ser?
A
Vai ser tudo meio assim. Mas é serviço também? Você não paga o DAIS lá?
D
Pago.
A
Então, só que ao invés de você levar 35 dias pra pagar, você vai ter que pagar no ato. Não vai entrar o valor na tua conta, o governo já vai comer na hora.
D
Nossa, aí fudeu.
C
Hoje eu pago mais ou menos uns 350 mil ali de imposto por mês.
B
Imposto todo mês.
C
De venda de carro.
A
Só que você leva 30 dias pra pagar.
C
Trinta dias.
A
Agora não, vai ser imediato.
C
Trinta dias e tem um imposto que você consegue passar lá em três, um deles.
D
Sabe o que seria legal? Tinha que ter um paraísozinho fiscal aqui do lado, não tem não, um paraísozinho fiscal. Tinha que ter igual Bahamas lá, igual Bahamas lá do lado, já é outro país. Os caras vivem lá do caralho. Ou vou pegar Trancoso, fazer um paraíso. Tive uma ideia, vamos fazer Trancoso, uma república. Entendeu? Fazer um...
B
Separa.
D
Separa, tranco. Os lugares vão bom de morar.
A
Praia.
D
Porra, velho. Vamos nessa, velho.
C
Uma coisa é certa, mas nós vamos ter que se movimentar aqui, ter que usar a cabeça pra pensar. Fazer alguma coisa.
B
Eu acho que a TK tem que mudar pro Paraguai.
D
Mudar pro Paraguai, isso aí. O Paraguai vai acabar virando um paraíso nosso.
B
Já é, irmão.
C
Já é, né?
B
Todo mundo tá indo pra lá, velho.
D
Não, o Paraguai é ruim pra caralho, tem que se mudar pra praia, um negócio assim.
C
Ah, mas é pra não pagar imposto, né?
A
Dizem que o Haddad é o melhor meninista do Paraguai.
C
Tá sabendo dessa piada ou não?
A
Dizem que o Fernando Haddad é o melhor ministro da economia do Paraguai.
C
Os caras amam ele lá.
B
Mete o pé, mete o pé.
C
Mas como eu sou dono de pequenos negócios, pra mim tá tranquilo.
D
Igual o tiozinho lá falou, né, cara?
C
A filha dele tá brava com você, viu?
D
Tá brava comigo por quê, cara? Porra, porque o... Tá vendo mais uma furada que o Thiago me tá dando, pai?
C
O Brava, é o seguinte, o Brava, ele não tá ligado num movimento assim, como é que é a internet, ele é meio sem filtro às vezes, entendeu? Aí o Barsi falou que eu era dono de pequenos negócios.
B
Sim.
C
Não mentiu, falou a verdade.
B
Não, é gigante, é, é.
C
Perto de um bilionário tá certo, beleza.
B
Você não tem uma fábrica de, porra, seis mil funcionários. Não, não tenho.
D
Você ainda é dono da Binadina.
E
É, exatamente.
B
Entendeu?
C
Eu sou dono de pequenos negócios. Beleza. Só que aí repercutiu isso muito, muito. E esse aqui fez um vídeo...
D
O corte, ele é malandro, ele já pegou o corte lá e botou o tiozinho na furada. Esse aqui fez um vídeo, esse aqui fez um vídeo.
C
Pior que nós alugamos um triplex na cabeça dele, que saiu um vídeo dele esse dia falando, quem fala que eu não gasto, vem eu dar um milhão.
D
Qual o nome dele mesmo?
C
Barce.
D
É aquele que ganha um milhão por dia, mas não gasta.
B
É.
D
Nem a filha dele sabia que ele era.
C
Esse aqui fez um corte falando assim, ó. Aí começou a rolar essa parada aqui, pequenos negócios, o pessoal me fritando na internet. Esse aqui falou, vou defender meu amigo TK. Seguinte, eu prefiro ser um liso corajoso do que eu ser um rico covarde. Aí, pô, estourou esse corte.
D
Não, mas não foi esse o contexto. Qual que foi o contexto?
C
Aí ela ficou brava, ela fez um vídeo falando.
D
Isso aí já é uma parada que eu falo, e eu ando com essa galera, e mesmo dentro dessa galera dos bilionários, tem uns bilionários que não gastam.
C
Sim, que é covarde.
D
Não, que é assim, covarde no sentido de não ter coragem, entender? Não ter a coragem.
B
Não compra um carro, não.
D
Não, cara. Aí eu fico pensando, qual o sentido de você ter esse dinheiro todo e não investir, por exemplo, na sua segurança. Carro e segurança, não é?
C
Carro e segurança.
D
Por exemplo, eu tenho amigos lá de Goiânia que são bilionários. Eu tenho um amigo lá, não vou falar o nome, que ele é bilionário, que ele anda num Gol alugado.
C
Mentira.
D
Aí eu andava numa caminhonete, aí ele falou, pô, você é louco com essa câmera? Falei, cara, isso aqui é o seguinte, se eu bater no seu carro, vai você, o bilionário, vai embora e o liso vai ficar. Então, se não faz isso, cara, é pela sua segurança.
B
Não, mas quer alugar lugo é um negócio melhor.
D
Mas não é aluga, compra, sei lá.
A
É segurança.
B
Também acho. É segurança. Mas tem preço bom, também acho.
D
É segurança.
C
O dinheiro é feito pra você ter acesso às melhores coisas que o mundo te proporciona.
A
É isso aí.
D
Mas ó, pedir desculpa, como que é o nome da filha dela?
C
Putz, como é que é o nome da filha do Bárcio?
D
Pô, desculpa, vamos fazer o seguinte.
C
Luísa.
A
Luísi.
D
Luísi, compra uns vinhos aí, uns petróis, faz um jantar aí na sua casa.
A
Faz uma convida. A Luísi eu conheço, assim, conheci a Luísi, o Bárcio, eu estive lá com ele. Eles são assim, tudo na vida é um propósito, tudo na vida é o que você... O barato do Bassi não é gastar, o barato dele é um milhão e meio por dia, esse é o grande lance dele.
D
É o tesão do cara, né?
A
O barato dele não é colecionar um charuto de cinquenta pau, o barato dele é falar assim, eu era sapateiro e hoje eu fatoro um milhão e meio por dia, é possível?
D
É possível.
C
Anda de busão, anda de metrô. É igual você ser bilionário no GTA. Eu joguei meu GTA, sou bilionário lá.
D
Bilionário no Banco Imobiliário.
C
Mas ela ficou brava lá, fez o vídeo, mas ela não entendeu. Mas é uma coisa que tem que falar é o seguinte, eles tinham um lançamento com o Thiago Nigro de um produto deles, educacional lá. E devido a essa repercussão que deu, foi dez vezes mais o negócio e não veio nenhum pro meu bolso até agora.
D
Não, deu certo.
C
Dez vezes mais.
D
Tem que ir lá pegar o nosso. Nada?
B
Nada?
D
Aí não.
C
Ficou mais rico ainda.
B
Tem que ir lá pegar o nosso.
D
A economia tem que girar, entendeu?
C
Tem que ajudar.
D
Sem os 10% a igreja vai fechar aqui.
B
É, então. Tem que ajudar, tem que ajudar.
D
Cadê o Malaquias 310 aí?
A
Tudo é cultura. Tudo é cultura. Veja só, o... O Barsi, até outro dia, porque agora ele ficou famosão, ele não anda mais de metrô, mas ele andava de metrô. Ele te falou isso?
C
Eu já sabia.
A
Ele ia de metrô do Tatuapé, ele morava ali na Zona Leste.
C
Moro lá da minha casa.
A
É, na Zona... Ele ia de metrô, velho.
C
Não.
A
Ganhando um milhão por dia, ele ia de metrô pro centro. Ele é de metrô, porque ele tem razão.
B
Você não tem estação lá? É um saco.
C
Não, o metrô é de motorista, pô.
B
Eu também, eu e ele motorista.
D
Que motorista, o cara tinha que ir de helicóptero.
B
Mas ele curte, o cara curte.
A
Por exemplo, mas isso é coisa do Brasil. Isso é coisa do Brasil. Vai pra Nova Iorque.
C
O Elon Musk anda de metrô?
A
Você sabe quem anda de metrô em Nova Iorque?
C
Então não é coisa do Brasil.
D
Não, eu fui pra China, eu fui pra China, o cara que é o dono mesmo da B.O.I.D, o cara vai, os cara não tem jato, os cara lá na China, foi lá? Os cara não tem jato, o dono de tudo, os cara não tem jato, os cara anda de comercial, porque tem os aviões lá dentro, tem uma primeira classinha, os cara não anda de helicóptero lá, eu fui pra Pequim, Aqui em São Paulo, se você sair agora, aqui vai passar cinco helicópteros. Falei, cara, cadê? Não tem helicópteros, cara, não.
B
Aqui só pede pros Estados Unidos o número de helicópteros.
C
São Paulo, São Paulo, né?
A
Pra você ter uma ideia.
C
Pede pra Nova York, né? Isso aí.
A
Tudo bem que a nossa infra de metrô tá sendo construída.
B
Porra, tá sendo?
D
Tá.
C
Não, mas você já consegue fazer.
A
Começou em 1980. Não, 74 começou a metrô aqui.
B
Daqui você não consegue pegar metrô.
A
É, você sabe que quem acabou com o... O metrô aqui, nós já era pra ter o metrô igual de Paris. A gente não... A gente ganhou. São Paulo ganhou. O lobby do pneu não deixou.
C
Sei nem quem é esse aí, cara.
A
O lobby do pneu.
B
Quem que é o lobby do pneu?
A
O lobby do pneu, as empresas de pneu.
B
Borracha?
A
Borracha, é. O lobby do pneu que não deixou.
C
Ah, o lobby, a galera... A cúpula.
A
É, falou, não, não, não. Tem que queremos vender pneu.
C
Venderá a Carioca.
A
É verdade, é verdade.
D
Não é possível.
A
O lobby que manda... Olha quem anda de metrô. E aqui no Brasil, não anda. Olha aí, ó. Conhece?
F
Isso aí?
A
Nós estamos andando aqui.
C
Ana Maria Braga?
A
É.
C
Anda de metrô.
E
Fez um vão gravar.
B
Aqui, anda de metrô.
A
Nova Iorque.
D
Nova Iorque. Saiu aonde? Saiu em Nova Iorque.
A
Nova Iorque.
D
Achei que era disso.
C
Fez um vão gravar um vídeo com um take aqui e vai embora. Não anda de metrô nunca.
A
A gente achou um pouco demais. Então nós vamos de metrô.
B
Por que ela fala com a boca fechada?
C
É porque é muito flácido, muito botox, né?
B
Viu?
A
Ana Maria Braga...
D
Fala com a boca fechada.
A
Pô, é uma mulher que tem uma grana legal. Olhou, falou, não vou de Uber por 160, vou de metrô.
C
Carioca, carioca, carioca. Pelo amor de Deus, cara, você é um cara da mídia, você acha que ela faz isso aí sempre, meu?
B
Você consegue sair daqui pra tua casa de metrô? Não consegue, não tem estação.
A
Então, eu tô, por exemplo, eu tô pensando em patinete.
C
De patinete até o metrô.
B
Isso, pegar marginal de patinete. Isso. Você é um puta gênio. Você é genial, pô.
A
Não, não, não. Patinete até a estação de metrô. Pega o metrô.
B
E você desce aonde?
C
No trem?
A
Aqui tem uma estação aqui.
B
Trem. Faz baldeação, pega o trem.
A
É sério que essas paradas passam na sua cabeça?
B
É lógico que não, velho.
A
Ele fala de tonto.
B
Você acha que ele vai pegar um patinete, sair da casa dele com uma bosta de um patinete? Irmão, é lógico que não. É lógico que não, velho. O cara não é um debilóide.
D
Ele fala pra mostrar que é o... sustentável.
B
Então vem no teu carro amanhã e compra um patinete, vai.
A
Não, Bola, não é comprar, é que agora...
B
Compra, aí você vai com ele, com o teu patinete.
C
Na Zona Leste não pode comprar.
A
Eu tava em Florianópolis.
B
Você larga o patinete de onde?
A
Florianópolis.
B
Nós estamos em São Paulo, ninguém tá falando de Florianópolis, é outra coisa.
A
Sabe o que eu fiz semana passada em Florianópolis?
B
É outra coisa.
C
São Paulo lá na Zona Leste não tem nem patinete. Não, não, só pra vocês entenderem.
A
Eu queria ir no shopping, olha só, o shopping fica mais ou menos 4km, 5km da casa da Aline. Eu precisava ir no shopping. Aí eu falei assim, o Uber dava 25 reais.
D
Até lá.
B
Nossa, que caro.
A
Calma.
D
Cara, só que tem um ponto de
A
bicicleta, um ponto de bicicleta a 100 metros. Eu falei, cara, vou de bicicleta, um dia bonito. Eu peguei o aplicativo do Uber, gastei nove reais e voltei. Fui de bicicleta, botei um fonezinho. É, você pedala ela, ela pedala a gente.
C
Eu acabei de comprar um anel igual o seu aí.
A
Fui de bicicleta.
C
Cinco pau custou o anel que estava no dedo dele e estava falando que ia custar vinte e cinco reais. Ah, para, carioca.
A
Cinco pau esse anel?
C
Cinco pau, mano. Acabei de comprar um igual agora, cinco pau.
A
Pagou errado.
C
Paguei errado, cinco pau.
D
Aí ele mede o som, etc.
A
Pagou errado.
C
Aí estava vinte e cinco reais. Estou certo ou estou errado?
D
Eu lembrei, tem uma pulseira, não tem?
A
Tem.
D
Deixa eu te falar, isso aí tá deixando a molecada doida, cê tá ligado, né?
A
De quê?
D
Cara, eu tava esse dia na casa de uns amigos, o moleque lá... Essa galera nova, eles já não tão querendo. Eles já não bebem, eles já... Aí o menino... Nossa, hoje eu preciso, não sei o que, dormir mais cedo, porque deu não sei o que.
B
Tá assim?
D
A galerinha se comparando, velho.
B
É mesmo.
D
É fudeu agora.
C
Tem competição do...
D
Né? Tipo assim... Quem é mais... Competição de quem é mais saudável. É bom isso aí, né?
C
De bom, né?
B
A saúde é bom, mas não pode ser nóia, né?
D
Mas nós não vamos viver também, cara.
C
Nóia da saúde.
A
Não, olha só, eu tô usando um bocado de sono.
B
Eu vou comer arroz porque...
A
Tô usando um bocado de sono, eu não monitorava, eu dormia mal.
B
Mas não tá adiantando muito, né?
A
Por quê?
B
Você não tá acordando na hora certa.
A
Mas não é acordar na hora certa.
C
Mas isso aí só monitora, não é que ele melhora seu sono, ele só monitora o sono.
A
Mas só te monitora. Você não é sabendo, você cria consciência.
C
Você vai comprar o anel e o sono vai vir.
D
Não, meu amigo, eu não quero. Eu fui comprar esse negócio e fui, rapaz...
C
Eu comprei agora, faz três dias. Tô na noia também.
D
É a hora, a hora.
C
Toda hora eu fico olhando. Caralho, eu dormi bem essa noite.
D
Vou ter que aumentar minha dose de remédio pra dormir.
C
Mas você sabe o que é uma parada?
B
Eu...
C
Eu sempre achei que eu não dormia. Puta, eu não durmo bem. Acordo no banheiro três vezes. Aí comprei essa porra desse anel aqui. Tá de 0 a 189. Tá top. Então, o meu psicológico já melhorou. Pô, meu sono é bom.
A
É isso. Preciso de consciência. Preciso dormir mais cedo. Caraca, eu não tô dormindo bem. Preciso melhorar. Por exemplo, eu tava três noites não dormindo bem de tanto trabalho. Um emendando o outro. Essa noite, falei. Cara, tirei tudo da frente. Falei, vou dormir cedo e vou dormir nove horas. Eu coloquei como meta, ele falou, você precisa dormir isso aí, dormir.
C
E o negócio que funciona muito pra mim é o seguinte, eu tô bem, ele avisa, você pode treinar pesado hoje, fazer musculação pesado, correr.
B
Aí você força mais um pouco.
C
Não, hoje não, você não tá bem, faz mais leve. Então ele te mostra como é que tá seu organismo.
D
Então quando o cara bebe, então...
A
É impressionante, é muito louco. Quando você bebe, dá vermelho no sono, sabe por quê? Aumenta a temperatura corporal, ele fala...
B
Não dormiu bem.
A
Aconteceu alguma coisa aí que você não tá muito legal. Repousa.
C
Eu fui andar no avião lá. Eu fui andar no avião, que ele começou a fazer os malabares lá. Ele achou que eu tava dançando.
D
Fez aula de dança.
C
Aula de dança. Que aula de dança? Acho que ficou de ponta cabeça.
D
Aula de dança.
C
Caralho.
D
Acabou o mundo mesmo. Acabou o mundo mesmo.
B
Os caras estão vivendo na base de um anel.
D
O cara não consegue nem esconder uma doença mais agora.
B
A gente iria por causa do anel a outro anel.
A
Mas é sério. A coisa mais... Isso a ciência conta.
B
Agora os caras estão com o anelzinho no bicho.
D
Esse anel tirou a vontade atrás do outro. Vai tirando a vontade.
A
É, mas é o que aconteceu. Eu acho que teve uma época que era legal dormir quatro, cinco horas por dia. Trabalho pra caramba.
B
Era legal?
A
Não, muita gente.
B
Nunca foi legal.
A
Sim, mas muita gente estava numa...
B
A turma dormia porque era louca. Não tinha jeito.
A
Não, é então.
B
Mas não é legal.
A
Mas estava uma onda aí de dormir cinco horas, está ótimo pra mim. Muito esse papo aí de uns 10 anos.
C
Cê dorme quantas horas hoje? Cê sabe porque cê tá controlando aí.
A
Eu posso ver, mas eu acho... Mais ou menos. 6 horas e meia, 7 horas.
C
Não é pouco, né?
A
Não, é pouco, mas a minha... o meu sonorrem profundo é muito bom.
D
Mas cês tomam remédio pra dormir ou...? Não, não, não. Eu tomo, eu tomo já tem uns... 10 anos já, todo dia. Eu tô tentando livrar, eu tomo ketiapina.
C
Mesmo tomando vinho, você ainda tem que tomar remédio pra dormir?
D
Aí que tá o problema, cara.
B
Quando você toma vinho, você não pode tomar remédio.
D
Não, eu tomava, mas aí eu comecei a parar, porque a parada... Porque assim, eu fumei durante 20 anos, aí parei de fumar por causa de um anão, cara.
B
Você queimou o anão com cigarro?
D
Não, cara, deixa eu te contar. Eu ando com o anãozinho, ele ia vir aqui, mas ele foi pro Vila JK e tá no after. Ele tá no after? Tá no after, cara, meia hora é a hora, meio dia e quarenta.
A
Caralho!
D
Aí, cara, eu tava... Como que ele chama? Dioguinho.
B
Dioguinho, tá.
D
Eu tava lá em Trancoso no final do ano.
B
Nossa, é o Pedrinho.
D
É, o Pedrinho é amigo deles. Parece que eles são...
B
O Pedrinho é irmão.
D
Ia ter um UFC deles lá na luta do Íris.
C
Eles estão fazendo uma conferência entre eles lá.
D
Conferência de anões, né?
A
Eu tô esperando a Branca, presidente.
D
Aí vai vendo, bola. Eu tava lá em Trancoso nessa final de ano e tal. E esse anão, ele tem alergia a camarão, velho.
B
Coitado.
D
Aí ele comeu um camarão lá.
B
Puta merda.
D
E a gente tava lá numa farra doida, e todo anão é muito louco, né, véi? Tudo louco, tudo louco.
B
São mesmo.
D
São tudo louco, véi. Eles não são normal, bebem...
B
Eu não sei onde cabe tanta bebida.
D
Pois é, eu nunca vi. Aí, ele começou a... Ele comeu esse camarão, a gente tava lá tranquilo, final de ano, é um negócio meio... o trânsito demais e fechou a glote. Nossa. E ele meio que, cara, sim, foi Deus que... Pra morrer, é doido pra morrer.
C
Mas você teve um cigarro com isso?
D
Ah, calma, vou chegar lá. Aí, cara, vai vendo, morou lá, tranquilo, final de ano, Kanye Music, festa arda, e ele com... saiu um vídeo lá, todo mundo doidão.
B
E o bicho morrendo.
D
Não, assim, eu já tava com a notícia na cabeça, o Arnão do Thiago Brahma morreu de overdose.
C
Puta, nossa.
D
Ia sobrar pra mim isso aí, né, velho? E aí, cara, a gente começou lá numa correria de ir, cara. Chegou uma hora que meio que eu achei que ele ia dar uma parada cardíaca, que ele já tava roxo, já.
B
Caraca, nossa senhora.
D
Falei, gente, eu vou ter que gastar aqui uma ficha com Deus aqui pra esse anão não morrer, porque... Ah, você fez uma promessa. Eu não posso ser responsável pela primeira morte de anão do mundo, né?
B
É, porque anão não morre, tá ligado? Não morre.
D
Cara, eu falei, meu Deus, se esse anão não morrer, eu paro de fumar. Aí chegamos lá, ele conseguiu dar uma dose de adrenalina e se cagou todo. Aí fiz essa promessa. Na hora da morte, amigo. Sabe aquele negócio? Só não cagou porque não tinha bosta, pronto, e a tinha. Cagou no carro do cara. Aí eu fiz essa promessa, peguei, parei de fumar.
B
Pô, que coisa boa, então. Salvou ele e salvou você. Salvou eu.
D
Pior vício do mundo. E o vício do remédio pra dormir também. Vou esperar o Anão comer camarão de novo.
B
Como que ele chama?
D
Dioguinho.
B
Dioguinho, come outro camarão, por favor.
D
Se comer camarão, você vai morrer agora, que eu não vou ficar. E eu parei de fumar e ele continuou fumando e bebendo cachaça, usando droga e nada.
B
Essa turma é muito louca, velho.
D
Não, não tem bicho mais tão boa, não.
B
O cara desse tamanho, não sei onde cabe a bebida.
D
Não tem lógica. Puta, não tem lógica, não tem. A gente fez a confraria, acordamos de ressaca ontem, a gente tava lá no Rosewood, começamos a tomar uma 4 horas da tarde, Agora é meio dia, vai fazer 24 horas que esse anão tá bebendo. Vamos ligar pra ele aqui, ver onde ele tá.
B
Liga aí, liga aí.
C
Só não pode comer camarão.
D
Caralho, como é que pode, velho?
B
Que louco. Fala aí, Gama, qual o carro mais caro que você já vendeu na loja, irmão?
C
O carro mais caro que eu vendi foi uma 458 Spyder, 3 milhões, uma amarela. Foi o carro mais caro que eu vendi.
B
Bacana, hein, belo.
D
Vendeu pro João Adib?
C
Não, o João Adib tá em outro patamar. O João Adib é outro nível.
A
Compra zero, né?
C
É, e compra outro zero.
D
E Rolls-Royce, né?
A
Qual o carro do João Adib que eu não sei?
C
Ele tem uma... Ele tem vários.
D
Ele tem uma Bugatti, né?
C
Ele tem uma Bugatti, só que lá fora.
A
Bugatti?
C
É, mas lá em Miami. Ele tem uma garagem que ele não deixa mostrar. Eu já tentei, ele não mostra.
D
Olha o anão.
A
Tá ao vivo, encosta aqui no fone, encosta aí.
B
Tá bebendo ou não, vagabundo?
A
Ele tá ao vivo, moço.
C
Bota a cabeça.
B
Ele tá ao vivo e a voz é igual de todos.
D
Olha pra cá, cara. Onde cê tá, cara?
B
O bom que cê tá penteado, né, irmão?
C
Não tá entendendo nada.
D
Aonde cê tá, cara?
F
Tô no carro.
A
Tô no apartamento.
D
De quem, moço? Olha o Israel Novaes aqui, velho.
B
Pô, olha o Novaes. Caraca, irmão.
D
Cara, que coisa... Onde vocês estão, velho?
A
Tá saindo.
E
Mentira.
F
Sério?
D
Você tá onde, cara? Olha o que tá louco o anão. Calma aí, calma aí.
B
Vai jantar. Jantar, amiga?
D
Que jantar, cara? É meio dia e 40, velho.
B
Vai, vai jantar.
D
Cara, deixa eu ver a sua cara. Coloca o celular na sua cara aí.
B
Que maravilhoso.
A
Na sua cara, não na minha não.
D
Ponto? Óbvio que você veio. Que que cês fizeram ontem?
A
Nada.
B
Cês nada?
D
Tem uns vídeos seus no Vila JK aqui.
A
Isso é tudo mentira. É intriga da oposição.
D
Então tá bom, amigo. Vai jantar. Vai jantar. Tchau.
C
Tá mais louco que o Bartman, mano.
D
Completamente descabeçado, sabe onde ele tá, velho?
A
Pô, tem que meter o anel nesse anel.
D
Pois é, que tá onde saiu.
B
O anel não vai no meio.
D
Deve ter encontrado ele no Vila JK.
B
E a voz dos anãos é tudo igual.
A
Ele tá direto da balada.
D
Direto, você não vê a cara dele não.
B
A sorte é que o Pedrinho arranjou a Gabi também, porque o Pedrinho... Meu Deus do céu. E anão tem seis irmãos gêmeos. Onde você vai, ele tá.
A
Deus me livre.
B
Você vai na bada e ele tá, você vai em outra e ele tá.
A
Quantos anos tem esse anão aí?
D
Tem 33 eu acho, na hora de desacelerar um pouco. Nada, senhor. Não, eu tinha que falar, não tem. Você já viu aquele anão do safadão lá, aquele Juninho, anão? Eles são tudo do mesmo jeito.
B
É.
D
Tudo louco, velho. Não, eu ia trazer ele pra cá, pra fazer... Desapareceu, velho.
A
Bomba Ninja do Arão.
B
Pra quem vai jantar agora, irmão?
D
Você vê que ele não tá bem.
A
Ele tá bem perdido, né?
B
Que maravilhoso.
D
Que vida maravilhosa.
B
Maravilhoso.
D
Se for ver que é feliz aí...
B
Não tem a dúvida.
A
Solta um recado rapidamente pra você que tá aí. Tá rolando a Casa Pro Soja lá no shopping Cidade São Paulo, na Paulista. Então você tem a oportunidade de conhecer o quê, Boletá?
B
Você sabe de onde veio, meu amigo?
A
É isso aí, o milho e a soja?
B
Você vai aprender tudo que tem na tua casa, o tanto de coisa que vem do agro, meu velho.
A
É isso aí.
B
que você usa no dia a dia e você nem sabe, não faz nem ideia.
A
Exatamente.
B
É muito legal.
A
Só até sábado vai estar rolando no Shopping Cidade de São Paulo a Casa Pro Soja, então você vai ter a oportunidade de conhecer tudo que o agronegócio brasileiro está na indústria, na manufatura de vários produtos. Você acha que milho é só para fazer pipoca ou só para apamonha?
B
Não. E soja é só óleo.
A
Não, não, tá na sua casa inteira e você vai ter a possibilidade de conhecer, angariar conhecimento do tudo que é, a potência que é. Raul de entrada,
B
sala, cozinha, banheiro e quarto.
D
Exato.
B
É um multanto de coisa que tem, que o água tá envolvido, você não tem ideia.
A
Então vai lá, tá rolando.
B
Vai conhecer um passeio legal, cultural, muito legal pra você e pra tua família.
A
Isso aí, até sábado então tá rolando.
B
Boa, Carica.
A
A Casa Aprossógia, Mato Grosso, lá no Shopping Cidade de São Paulo, na Avenida Paulista, tá bom, Boletim?
B
Você sabe de onde veio, vai aprender.
A
Exatamente. E também, amanhã, eu tô em Porto Alegre, hein? Atenção, Porto Alegre, amanhã eu tô aí. Porto Alegre, no Teatro Riggs. Amanhã eu tô em Porto Alegre, sábado em Bento Gonçalves e domingo estarei em Caxias do Sul esperando vocês aí, gauchada,
B
no meu espetáculo, final de semana.
A
Bacanérrimo aí no Rio Grande do Sul.
C
Tá certo, moleque?
A
Tá aí. E Campinas eu vou estar 22 e 23 de agosto também.
B
Boa!
A
Mais algum recadinho? Ah, o Adapta! Summit Adapta!
B
Adapta Summit amanhã, dia 31 e dia 1º no Transamérica ExpoCenters.
A
Transamérica ExpoCenters.
B
Um encontro muito legal aqui.
A
O Summit da Adapta tá aí, né?
E
A boleta.
B
Vai ter palestra, vai ter...
F
Isso!
B
É muito legal esse encontro no Transamérica ExpoCenters. Passa lá!
A
Se você quiser saber tudo o que a IA tá impactando no seu negócio, então tá rolando esse summit, dois dias, da Adapta no Transamérica Expo, não é isso, Boetá?
B
Então você que é executivo, que é empreendedor, passa lá!
A
Quer conhecer, saber o que a IA pode impactar no seu negócio? Vai lá, as ideias do Adapta Summit.
B
É só com os melhores da Adapta, tá? Não tem pra ninguém.
F
Tá bom?
A
Então fica à vontade aí.
B
Dia 31 e dia 1º.
A
Conheça a Samadapt, vai entender o que a IA impacta no seu negócio.
B
Boa, mandou bem, Carica, é isso.
A
Beleza, Boletim? Hoje recebendo Thiago Brava e Tecar.
C
Bom demais.
A
Quem tem o carro mais caro do Brasil, Tecar, hoje? Quem que você acha?
C
Ah, é aquele Júnior lá, o do capacete. É a Bugatti, né?
B
É a Bugatti, né?
C
Já viu esse cara, já?
A
Já vi, cara.
B
Ele não tira o capacete.
C
Ele não tira, é um cara que ele... Todos os carros mais caros do Brasil, ele traz. Ele tem uma Chiron, ele tem... E ele só anda de capacete, porque ele não quer ser reconhecido, ele não quer ser famoso. Só que ele quer andar com os carros dele. Então, quando ele traz um Bugatti pra cá, por exemplo, ele quer andar, quer
B
dar uma voltinha, todo mundo quer ver.
C
Capacete, é o Júnior.
D
Mas ele anda com capacete, viselha escura,
C
ninguém sabe quem é. Então, ele gosta muito de carro.
D
Esse Júnior, eu sei quem é esse Júnior.
C
Sabe quem que é?
B
Sei.
C
Então fala pra nós, que a gente quer saber também.
D
Não, tem coisa dele. Esse Júnior não era um que mexe com jogador de futebol?
C
Não, não, não, não, não, não, não, não é. É um cara, ele que traz, esse Júnior, ele traz os carros mais caros do Brasil, ele traz, porque ele gosta, ele tem vários. E quando chega esse carro, chega aqui esse aí.
B
Olha ele aí, olha o Pagani dele.
C
A galera já sabe que... Ah, eu
D
já vi esse cara, já vi já.
B
Olha o Pagani dele, puta senhora.
D
Quanto que vale um carro desse aí?
C
Ah, cara, não tenho nem ideia.
B
É 20.
C
É, por aí.
A
20 milhões esse carro?
C
Eu acho que esse é o mais cedo. Eu acho que esse carro é o carro mais caro que tem hoje, né?
B
É, o Pagani.
A
60 milhões? A Bugatti é mais?
D
É.
A
É. 60 milhões de reais esse carro.
C
Mas é nesse nível. E aí ele...
B
É, isso é outro padrão, isso aí é.
C
Durante a semana ele anda um carro normal, o Yaris. Ele anda de Yaris na semana.
B
Anda de Yaris.
D
Yaris aqui, é.
C
Carrinho tão bom que ninguém sabe o que é.
A
E ele tem 60 milhões esse carro aí.
B
Só ele tem a Bugatti.
C
LaFerrari. É um carro que nem faz parte do nosso ecossistema.
D
E ele faz o dia da vida. Ele vai jantar com o anão agora.
C
Ele é sócio do Barsi.
D
Vai jantar com o anão agora.
A
O Barsi falou o carro que ele tá andando?
C
Não, eu fui lá, ele tem uma Saveiro veia, tem um Tiggo 11, 2011, que eu vendi.
A
Tiggo?
C
Tiggo 9, sei lá, 2011. Ele tem um Fit.
D
Você ainda vendeu um carro pra ele? Vendi, vendi.
A
Honda Fit.
B
Conseguiu, pô.
C
O antigo que eu vendi dele, cara, eu fui lá, era 2011, 2011, eu
D
nem lembro que ano que era, 2011.
C
O tapete, papelão, ele colocava papelão, tá gravado. Tá papelão no tapete.
B
É mesmo.
C
Aí ele colocou assim a plaquinha de venda de celular. do sobrinho dela, sabe quem que colocou? Bem... Aí eu falei, cara... Aí ele falou, eu comprei esse carro aqui na Biguassu, mas a Biguassu já quebrou. Quebrou já. Era uma oportunidade, eu comprei. Ele comprou em 2011, tava com o carro até hoje. Então ele tem Massaveiro, um Honda Fit, esse antigo... City. Não, Yaris não, cê é louco. Isso aí que ele tem. Se juntar tudo, não dá um.
A
É.
B
Não dá um.
C
E é assim, nesse nível de tapete de papelão, assim.
A
É que não liga pra carro, né?
B
Como usar tapete de papelão.
C
Calma aí. O cara é mendigo, né?
D
É.
B
Mas nem mendigo faz isso, pô.
C
Você não liga uma coisa. Outra coisa, você fala assim, pô, o que que tem mais?
A
Um Corolla, vou pegar um Corolla. E ele vai comprar o quê?
C
Nada, ele vai juntar mais.
A
Não, mas ele não quer comprar carro?
C
Não, não quer comprar nada, ele falou que precisa diminuir os meus carros, tem muito carro aqui, vou diminuir. Comprar nada.
A
Não comprou um carrinho? Nada, nada.
C
Não vai ficar com esses carros? Falou, tá bom, pra mim tá bom.
D
É, anda e me leva pro lugar. Sua herança dessa... Sua herança dessa... Sua herança dessa carne no meu peito, amigo.
B
Puta merda.
A
E os bi?
C
Eu ia pegar um bi, ficar um
D
extraordinário com um bi, e deixar três bi revestidos. Não, cara, vou falar pra você, quatro bi é de quatro bi... Quatro bi aplicadinho ali Eu ia fazer igual o
B
TK, eu aplicava três, e um ia
D
torrar, mas ia sorrar.
B
Isso, isso.
A
Mas torra rápido, hein, Humbi.
B
Não, torra rápido. na...
D
Ligeiro, torra ligeiro.
B
Torra rápido. Torra rápido.
D
Torra.
C
Sério?
D
Você compra um barco e um avião, você torra um bilhão aí.
B
Tá bom.
C
Calma, que barco é esse aí?
A
Torra.
D
Barco aí. Compra um barco aí, uns 68 metros, você vai pagar aí 250 milhão. Você vai comprar um... É um bi, é um bi.
A
Comprar é uma coisa e manter.
C
Mas a estatística tem três bi investido.
D
Não, eu tô falando pra gastar amanhã. Amanhã, nós dois aqui.
A
Gasta.
D
Um bi? Um bi gasta.
C
Um bi é dinheiro, hein, mano.
D
Um bi é dinheiro.
A
Você viu, o Volcano não fez uma festa de aniversário por uma semana na 200 milhões?
C
Mas o Volcano pegou o André Bocelli e colocou igual a churrascaria. Toca pra mim aí.
A
Foda-se, um bi é viver o extraordinário, não é?
D
Canta aí, sempre o dinossauro.
A
Não é viver o extraordinário?
C
Pega o violão aí, Senator.
B
Eu já não ia comprar barco porque eu não gosto. Então barco eu tô cagando. Eu não ia ter avião também porque eu não quero.
D
Ah não, mas tem óculos, óbvios, isso
B
aí tem que ter. Pra que?
D
Pra você viajar no seu avião, cara.
B
Não, não, eu pego o azul.
C
Não, bola. Pô, mas pera aí, deixa eu só
F
entender um negócio aqui. Não, não, bola.
D
Dá esse dinheiro pra mim, bola.
C
Deixa eu entender um negócio aqui, deixa eu entender um negócio aqui. Vamos falar do João Adib. O João Adib é um cara que tem avião próprio, avião, e não é qualquer avião. Ele tem helicóptero, o helicóptero dele é top, é mais do que o do Neymar.
A
Não é mais?
D
Tem, e ele não tem, ele tinha barco, mas ele falou que barco é pra louco.
B
Não, barco é roubadaço.
C
E ele não gasta um bi, mano.
D
Não gasta como?
C
Ele vive a vida dele lá e não gasta um bi. O Golf falou pra ele não gastar um bi. Um avião...
D
Mas ele já tem, ué.
A
Ele já gastou.
C
Mas ele gastou um bi pra comprar um avião e um jato?
D
Não, um bi não. É porque ele não tem um barco. Se ele tivesse um barco... Cara, quanto você acha que vale isso aí tudo
A
aí que ele comprou? O Neymar gasta, né? O Neymar.
D
Gasta.
A
Gasta.
D
Gasta.
A
Não gasta?
D
Não, gasta sim, as coisas... Em quanto tempo? Não, eles falam assim, gasta, se você pega o avião, o barco...
B
O helicóptero.
D
O helicóptero, dá um bi, ué. Se você for pegar, chega perto de um bi.
C
Só mato, dá um bi.
D
Só mato. A estrutura, não, tá bom, assim, a estrutura... A estrutura... O kit e estrutura. O kit e estrutura, hoje o cara gasta, consegue gastar um bi.
C
Eu ia pegar quatro bi, eu ia queimar um bi com todas essas coisas, investir dois e viver com um bi. Bom, tipo, sobrou dois bi.
D
investido. Cara, a gente tá banalizando a palavra bilhão.
A
É, é.
D
Cara, um bilhão é dinheiro.
B
É um negócio absurdo.
A
É, cara.
B
É absurdo.
D
Cara, cem milhões já é um negócio do louco.
B
Cês tão de sacanagem.
D
Bilionário.
A
Ué, quando é o carro daquele cara ali, o Pagani, 60 milhões, um carro?
B
Então, você tem um bi, caralho.
C
Você tem um bi.
B
Você quer o Pagani e dá no poste. Não, não dá, cara. Aí já é mendigância. Não dá. Aqui com o papel.
D
Olha a carinha dele. Ele é bonitinho demais.
B
Mas tu também não tem que gastar mais nada.
C
87 anos. Sabe dar um tapete pra ele, pra ele ficar feliz?
A
Eu acho que dele.
B
De borracha.
C
Borrachinha.
B
De borracha.
C
Pô, vai ser legal.
B
Dá, dá com o nome dele, Barsi. Faz personalizado aqui, cara.
C
Ô, seu Barsi, nada, é brincadeira.
D
É brincadeira.
C
O engajamento que deu essa história pra nós foi maravilhoso.
D
Cada um foi bom pra vó. O senhor aí só ganhou o Pixpirão.
C
E o detalhe, a gente não pode falar nada se o senhor tá certo ou errado, porque a gente não te ajudou a juntar um real.
B
Nada, zero.
C
Então a gente tá aqui só olhando.
D
Mas dá agora pra frente.
B
Tamo palpitando de trouxa.
A
O Barsi era sapatão.
C
É, não, o cara é fora da curva, tem que tirar o chapéu.
D
Não, tem que respeitar.
C
Ele é top.
D
Ele mal gosta mais do rico e gasta.
A
Você gosta mais do rico e gasta.
C
É porque o rico e gasta sobra pra nós, entendeu? Ele gasta, ele vai dar... Ah, mas
B
eu gosto... Vai contratar um show, vai comprar um carro.
C
Vai convidar a gente pra andar de jato.
D
É verdade. Igual o Carioca falou, o dinheiro tem que circular, gente. Entendeu?
A
Mas o Barça faz o dinheiro circular, tá?
D
Não é pra nós não, é pra nós, é isso.
A
Ele compra ações, ele guarda, ele vai reinvestindo, entendeu? A hora que ele multiplica, ele só
C
não gasta com ele, ele só não gasta com a pessoa física dele, o resto ele faz, ele tá gerando emprego,
D
mas ele só tem uma filha. Não, não, ele tem filhos mais velhos,
A
e o do casamento.
C
Acho que ele casou três vezes, acho que...
D
Não vai sobrar nada pra essa herança aí, questão de menina, hein? Tá igual o Neymar, o Neymar não parar de fazer filho também, não vai sobrar nada.
A
O Neymar tem quantos filhos?
D
Quatro, cinco, né?
A
É isso tudo já?
B
Puta, tudo isso.
D
A mulher dele tá grávida de novo. Puta, só essa... A Bruna acho que já tem três filhos.
C
Mas é muito dinheiro que ele tem, pode ter dez filhos, mano.
D
Não, vai sobrar um bilhão pra pacada, não. Aquele mais velho, dá pra ver a cara dele, já tá meio triste já.
C
Você herdou quantos na sua vida? De quem? Você.
D
Pra herdei foi nada. Pra você ver, eu não herdei nada e tô sendo cobrado pra deixar herança pra alguém. Amigo, não vai sobrar um real nessa conta. Não vai sobrar nada, não vai sobrar nada.
A
E engraçado, eu tenho um pensamento reverso.
D
Meu pai e minha mãe já vivem com o que tem. Minha mulher vai arrumar outro. Então eu vou gastar mesmo, vou deixar nada pra ninguém.
A
Eu acho que a gente é pobre. Eu acho que a gente é pobre. O Brasil é pobre, obviamente que é um país jovem, perto da Europa, né? Porque a mentalidade da Europa, por exemplo, é deixar bem as próximas gerações. Então, tipo assim, o cara pensa em outras gerações, o cara já meio que tá em uma estrutura.
D
É.
A
E mantém, vai ali.
B
Não é só o cara, é o governo, é tudo junto, né?
A
Não, não, sim, mas o Brasil... Cê herdou o quê?
B
Bosta nenhuma.
C
Cê herdou o quê? Nada.
A
Ninguém aqui herdou nada.
E
Entendeu?
A
Eu penso em deixar pra que meu filho também deixe, pro filho dele, pra que outras gerações tenham pelo menos uma vida melhor.
C
Sim.
A
Entendeu? Eu acho que esse é o segredo de um país rico. É a herança que você... Que o Estado tá ali querendo pegar 40%, o tempo todo pra gastar com ele, entendeu?
B
Você deixa teu filho torrar tudo e pau no churrasco.
D
Aí eu fico pensando assim, nós que não herdamos nada, o que que nosso parente tava fazendo Há 100 anos, vamos pegar há 100 anos.
A
Sobrevivendo.
D
Não, mas aí beleza. Não podia ter comprado um lote ali, um lote aqui na Faria Lima.
B
Com as cabezas de gato.
D
É, na época você trocava por pedaço de boi, de nada.
C
Mas sempre um amigo nosso teve, na nossa vez.
D
Eu execo porque você perguntava.
C
Primeiro por causa da parte da minha avó. Nossa, o irmão dela é rico.
D
Minha avó é lisa.
C
Meu pai é liso. Tipo assim, sempre na minha vida eu...
D
É, falei esse dia pra minha avó. Entrando nesse ação de família, né, que todo mundo quer que eu deixe alguma coisa pra eles, aí eu falei, vó, mas... Não é possível que vocês não tinham uma... uma terra em nenhum lugar. Aí ela foi me contar. Falei, não, é porque a minha família é da Bahia. Aí minha avó falou assim, não, seu avô, a gente tinha uma fazenda próxima a Porto Seguro. Falei, Porto Seguro? Ela, é. Aonde? Não, era tipo assim, atravessava a balsa, andava uns 100 quilômetros, É... Seu avô tinha uma fazenda lá.
B
É trancoso isso dali?
D
Calma, vou chegar lá na história. Falei, onde, vô? Não, umas praias bonitas, não sei o quê. Aí lá não tinha como criar nada. Seu avô trocou numa fazenda aqui no Goiás. Lembra? Falei, vó, era em Trancoso? Falei, é. Não, vô, então vocês trocaram o lugar mais caro do Brasil hoje. Por uma fazendinha que chama Garavela, o lugar lá. Tem até hoje. Tem até hoje. Mas lá não vale nada o terreno. Falei, é brincadeira. Quase fui herdeiro, pô.
F
É verdade.
D
Deve ter comprado aquela quadra da casa do Vorkara lá, quanto é que vale lá hoje. Porra.
C
Não, se eu pegar a família do meu pai, família milionária com força. Pô, legal, né? Porque eu não conheci meu pai. Pô, legal, eu cheguei aqui, o que eu tenho? Seu pai era o... Era o...
B
O Mai Durango.
C
Era o louco da família, gastou tudo, não tem porra nenhuma. Era o louco. Na minha vez, não tem...
A
O filho dele é igual.
C
Não, eu não. Eu fiz o 6-7.
B
Você já mudou o 6-7?
C
Não, eu vou pegar chave mês que vem, se Deus quiser.
B
Também tá um parto.
C
Ah, nem me fala, pô. Eu não vou dispor nenhuma empresa, mas tá difícil.
B
Caraca, velho.
C
Mas mês que vem, se Deus quiser.
B
Você muda. Eu mudo, eu mudo.
A
O Brava, o que é essa estrutura aí, que você usa o boné, a camiseta? Fala aí um pouco dessa ideia aí.
D
Isso aí foi um bordão que eu criei uns três anos atrás, né? Eu comecei a andar com essa galera na época da pandemia. Brasília é próximo de Goiânia e Brasília tem uma playboyzada do caralho, Brava. E aí num dia numa festa eu cheguei né, e bem diferente das festas que eu ia, que a galera do sertanejo chegou lá, tinha garçom, DJ e isso aqui, eu falei, cara, que estrutura legal isso aqui, né, e comecei a reparar no estereótipo dessa galera, todo mundo com o cabelinho pra trás, com o clean da Persol, com a camisetinha de linho, bermudinha e aquela papetezinha da Hermes, né, que custa 10 mil reais, eu nem sabia que custava esse preço. Aí eu cheguei meio que no começo da festa, só que pro meio do final tinha uma galera que você já não sabia quem era quem. Todo mundo igual, os caras bonitinhos, as meninas bonitas, magrinhas e tal. Aí eu falei, véi, esses caras são os caras do cabelinho pra trás. E comecei a fazer uns stories falando dessa galera.
B
Dos cabelinhos pra trás.
D
E comecei a perguntar, como eu vejo com essa galera? Não, final do ano a gente vai pra Trancoso. Essa galera, eles têm um lugar que eles vão sempre. A mesma galera, é uma comunidade.
B
Eu tenho os brother assim, pega o aviãozinho e vai pra Trancos.
D
Aí eu comecei a ver as meninas, todas elas parecidas também. Aí um dia eu tava no... no Rosewood, na primeira vez que eu fui, quem tava lá? A Marina Rui Barbosa, que o namorado dela tem um cabelinho pra trás, e fui ver essas mulheres do padrão dela, só namoram com esses caras desse padrão, e os caras tem estrutura, os caras são bilionários. Falei, caralho, o que que é isso? É a estrutura. É uma estrutura, exato.
B
Mandou bem, mandou bem.
D
É uma estrutura e é uma comunidade. E você vai ali no Hollywood, essa galera...
B
Os cabelinhos pra trás.
D
Os cabelinhos pra trás, os caras tão lá, os caras só ouvem.
C
Aí chega gente tatuada lá, já destói.
D
Não, chega assim, olha pra gente assim, já olha e fala assim, esse aqui não pertence a essa manada. Mas assim, essa maneira que eu comecei a me comunicar, a galera começou a curtir e eu comecei meio que a fazer uma piada. dessa galera, da estrutura e tal. E aí sempre com essa galera, ó, tem que ter estrutura, tem que ter estrutura. Aí fiz o bolo, né? Botei pra vender, o boné vendeu pra caralho.
B
Que legal, velho.
D
Explodi-me e consegui fazer meio que um produto disso, né? Que aí eu faço a confraria, que vai essa galera, né?
B
Vai os cabelinhos pra trás?
D
Vai os cabelinhos pra trás, aí eu vou, por exemplo, os caras, ah, quero fazer uma festa, eu faço show ainda, né? Mas assim, por exemplo.
B
Diminuiu, mas faz.
D
É, faço pouco. Mas aí que eu comecei a fazer muita presença nesses eventos, nessa galera. Entendeu? E é bom demais que os caras não fazem conta de nada, pô. Os caras não fazem conta. E outra, aí o que acontece? O bravo não pode chegar de qualquer jeito. Vamos mandar um jato, buscar ele um helicóptero.
B
Chegar bonito.
D
Chegar bonito, que é o quê? A estrutura.
C
Meu que chancelou, você tá no evento
D
e é isso que caberia pra trás. É, se eu tô, tá os caras.
B
É, entendi, entendeu?
D
Olha que golpe maravilhoso, bola. E eu querendo cantar, eu vou cantar pra quê, mano? Meu maior medo que eu tenho na minha vida hoje é acertar uma música, um hit, top 1, e ter que voltar a trabalhar. Deus me livre! Coitado daquele panda lá. Ô, Bola, você vê os forrozeiros, cara. Já viu? Você vê os forrozeiros.
B
35 show por mês.
D
Cara, 35 com o menino lá, o Zé Vaqueiro. Enquanto ele decidiu, o menino...
C
Os caras estão pálidos.
D
O cara nessa época, Bola, ele tá de dois jeitos. Ou ele tá gripado ou ele tá cansado. O cara que faz stand show. Eu fiz isso de 2012, vocês lembram daquela época ali?
F
Lembro, lógico.
D
O Israel, você lembra aqui, o terror das paniquetes aéreas novas?
B
Era, era mesmo.
D
O rolo, o rolo. Ele era, ele era. Aí, cara, eu fiz isso. Eu fiz isso, Paulo, de 2012 até 2020. Vem a pandemia, eu encontrei isso aqui, cara, o dinheiro do mundo tá aqui. Você tá em qualquer lugar, você faz e comecei a fazer isso. E até, falando do seu espetáculo aí, eu vou lançar um espetáculo também no teatro.
A
Ah, é?
D
Que tem primeira mão aqui.
A
Não quer ganhar, então?
B
Hã?
A
Você não quer ganhar?
D
Não, não quero, mas eu quero sair de casa também, cara. O cara fica aí em casa demais, começa a brigar com mulher e eu
C
tô com preguiça de cantar. Você iria pro Big Brother da vida?
D
Já me chamaram já, de jeito nenhum.
B
Eu não iria.
D
Pago um milhão de reais, fazer o quê com um milhão de reais, pô?
C
Não, se você ganhar.
D
Se você ganhar.
C
Mas se você perder o que você tem... Mas se ele for, acho que ele ganha. Você ganha.
D
Não, ganha o caralho. Vou falar merda pra porra.
B
Eu saio na primeira semana, irmão.
C
Eu também.
B
Junto com o Dino tomando o cu, já mando...
C
Eu vou ser odiado.
B
Ah, vai cá, eu também. Puta merda.
D
Já me chamaram, aí eu falei... Eu até pensei, falei, cara, eu vou ficar três meses ali sem escutar encheção de saco, sem cobrador me ligando. Por esse motivo, eu ainda falei, cara, cogitei a possibilidade.
B
Mas é estrutura, irmão.
D
Pois é, beleza. Lá, como é que eu vou apontar uma xepa, passar fome?
C
Não tem como, né? Nessa altura do campeonato.
D
Pô, deu sexta-feira, hora dessa aqui, pô, já vamos fazer. Não, não tem um beanie night.
C
Kingsley cagando num banheiro. Ele falou assim, ó, vamos, vai ter uma festa. Ele falou que vai ter uma festa. Ele vai, puta, é coisa boa. Vamos embora, é coisa boa.
D
Aí, se fizesse um Big Brother no Fasano... Aí, beleza. Aí, iria. Pô, já pensou? Big Brother e Strutura. Big Brother e Rosewood.
B
Aí dá, aí dá.
D
Você tá ali, tomando uma.
C
Tem que ver o chefe de cozinha.
D
É, o chefezinho, entendeu?
B
Dá pra você sair e comer um negócio.
D
Aquela escuridão ali do Rosewood, que você não consegue enxergar.
A
Baretinho, baretinho.
D
Baretinho, porra!
A
Baretinho, baretinho. É igual a do Bareto, é igual a do Bareto.
D
Bom demais, pô.
A
O Bareto é muito legal.
D
Onde é os lugares aqui, os lugares dos... dos ricos aqui de São Paulo mesmo, assim, é o... É o Barbacoa. Barbacoa, Latambui. Eu tava tentando, né, Bruno?
C
Latambui é o número um, fio.
D
Cheguei lá de Porsche vermelha, peguei uma
C
Porsche vermelha, pô, a Cayenne vermelha, cheguei lá com a Porsche vermelha, parecia um trambiqueiro, tatuado, tudo carro preto, cinza, só as naves, eu cheguei com uma Porsche vermelha, cheio de tatuagem, que o pessoal me conhece, vai falar o trambiqueiro chegando aí.
D
A galera curte o TKR pra caramba. Onde será que os caras falam bem de ele?
B
O cara é gente boa, honesto, correto.
A
Trabalhadora, né?
B
Não vai gostar?
A
E é legal a tua trajetória também.
C
É, é verdade.
A
Da tua mãe lá, limpar na loja.
C
E antes disso eu tava pensando na parada aqui, cê vê, eu demorei 11 anos pra juntar 100 mil reais. Eu fiz essa reflexão a semana passada, mas olha que bagulho louco. 11 anos pra juntar 100 mil reais. Só que eu vivia numa família de pobre, mano. Era pobre, minha família era pobre. Então foi 11 anos, uma luta, porque eram meus parentes pedindo dinheiro pra mim toda hora, porque sabiam que eu tava juntando. Não, não, não. E eu virei o ruim da família. O cara é bom de vacas, aí vai morrer de câncer, só pensa em dinheiro. Eu fiquei uns anos pra juntar dinheiro. Então, além do sacrifício de juntar a grana, eu tinha um objetivo ali, que era juntar dinheiro. Eu tive que lutar ali contra primo, parente.
B
Mas vai trabalhar, camaradas.
A
É, manda uma... Rapaz, a moda de dinheiro é muito bom. Tem uma tática, eu tenho uma tática. Tu some. Tu faz o seguinte. Nego, porra, uma graninha, não sei o que, eu mando o telefone do Gisele. Nego, Gisele? É na hora. É gerente do banco.
B
Pega o impresso.
D
Eu fiz melhor, sabe o que eu fiz?
A
Então é Gisele, liga lá pra ela.
D
Eu dei o dinheiro, não me pagou e perderam a coragem de me pedir de novo.
A
Também já aconteceu isso.
D
Acho que a melhor coisa para mais.
B
Mas você perdeu uma grana.
A
Depois você me paga.
D
Você perdeu, o maior negócio é o seguinte, você perdeu, Você perdeu, mas ganhou paz. Você comprou, mas não é a sua paz. Na sua família era grande, se eu
C
perder pra todo mundo, não tinha juntado não.
D
Não, pra todo mundo não. Você empresta pra dois, três ali, que é aqueles que não tem como você não prestar. Chupim, meu irmão, chupim. É, aqueles que vai ter recorrências, vai pedir de novo. Eu empresto 3 mil reais aí, aqui. Nem cobro, porque não vai pagar. Aqueles três, ia virar 60. né? Prestou, já era.
C
Mas a parada é muito louca, assim, aí eu, pô... Nem prestou, cedeu, né? Eu comecei a ganhar dinheiro e eu fiquei muitos anos dentro da minha loja ali, enfiado na minha loja, ganhando dinheiro com o meu trabalho. E eu comecei a viver fora de uns anos pra cá. Pô, vamos ali visitar um aqui. Aí eu comecei a descobrir o mundo. Falei, caraca, como é que isso aqui existe, cara? Tipo, eu não tinha noção que existia. E tem coisa que eu nem descobri ainda. Então, tipo, você fala, cara, como é
D
que isso aqui existia?
C
Pô, então quer dizer que eu fui pra Disney a primeira vez? A Disney foi inaugurada em 1970.
A
71, é.
C
E eu não tinha nem nascido, já tinha a galera indo pra Disney se divertir. E eu fui descobrir a Disney depois de velho.
B
Eu também, eu fui com 30 e poucos anos pra Disney.
D
Entendeu, mano? Eu fui pro Bahamas lá, agora.
A
Oi?
D
Eu fui pro Bahamas agora com os amigos. Ah, que susto.
B
Não é pro Bahamas, tá fechado.
D
Abriu? Fechou.
B
Reabriu?
A
Dizem que reabriu.
D
Reabriu?
A
Alguém falou aí.
B
Tá informadão aí.
A
Olha lá, ó. Ué, vazou a informação. Abriu, mano, abriu.
D
Pô, vamos almoçar lá hoje.
B
Reabriu.
D
Lá serve almoço?
B
Vamos levar um anão junto lá, pô.
D
Aí eu fui lá em Bahamas, você falando esse negócio dessa galera, aí eu, todo empolgado no cantinho, né? Aí mandei para um amigo meu, um bilionário. Ele falou assim, bravo, vaza daí. Quando eu tinha 11 anos de idade, tem uma loja da Rolex aí, meu pai foi e comprou Rolex para mim, você está me mandando esse lugar aí, como se eu nunca tivesse ido aí. Eu fui aí, eu tinha 11 anos de idade, eu fui lá com 40, pô.
C
E a internet é isso, que agora a gente descobre as coisas sem precisar ir.
D
Exatamente.
B
Você não tinha, pô.
D
Você imagina se tivesse Instagram na nossa época. Pensa naquela época ali do... Se tivesse Instagram em 2000 e... Sei lá, 2001.
A
No nível que tá hoje, né? Porque o Instagram não é tão novo assim. O Instagram é de 2008 ou 9.
D
Eu comecei no Instagram em 2017.
A
Eu lembro do Instagram no primeiro iPhone. O Instagram era um aplicativo só de foto.
D
E era só no iPhone, né?
A
Só no iPhone. Outubro de 2010. Boa, obrigado. Por aí. Era no começo, eu lembro que era só de foto. Era só foto quadradinha ainda.
B
Você postava fotinho.
A
Ele era meio um flickar.
C
Que ano foi?
D
Ah, 2010.
A
Era fotinho. Eu tinha o Instagram, mas era só pra foto. Como era o Flickr, lembra do Flickr? Eu lembro.
B
Não.
A
Lembra?
C
É que antes do Instagram era o Orkut, né? Orkut.
A
Orkut.
B
Antes, né? Antes era o ICQ, pô.
D
Não, era... ICQ, eu sou da...
B
Não, mas é rede social, chat. É, mensagem.
A
Mas o Instagram, eu lembro que era só de foto, velho. Foto quadradinha, você botava lá, postava a foto.
E
Só isso.
A
depois que ele virou uma coisa de lifestyle.
B
Foi progredindo.
A
Ele roubou a ideia do Snapchat de ter story.
C
Mas eu lembro que no começo eu achava o Facebook legal, o Instagram eu achava chato. Ah, chato, era isso aí. Depois que mudou. A primeira vez que eu fui pra Disney, eu lembro quando eu comprei lá a passagem que eu... Já começa quando eu fui tirar o visto, olha essa história. Eu fui lá tirar o visto, foi eu e minha esposa. Minha esposa era minha namorada, a gente novinho lá. E eu falei, putz, será que vai aceitar? Não vai? Cheguei na fila do visto americano lá.
B
O consuado.
C
Aí era uma japonesa. Aí ela falou pra mim assim, pediu a documentação, eu dei tudo a documentação, ela falou assim... Você vai pra Flórida, né? Eu falei, não, eu vou pra Disney, pra Orlando. Tipo assim, eu achei que ela tava fazendo pegadinha. Manja.
B
Não vou, só tô enganado, eu vou pra Disney, não vou pra Florida.
C
Aí ela falou assim, ó, cê vai, cê vai, tipo assim, porque ela falou assim, meu, quem vai morar lá sabe tudo. E eu achei que ela tava fazendo uma pegadinha comigo, cê vai pra Florida, não, eu vou pra Disney, eu vou pra Orlando. Aí ela pegou o carimbo, falou, não, pode ir, vai lá, tipo assim, ficou com dó, falou, pode ir. E quando eu ia, eu fiquei imaginando, cara, eu vou pra um outro planeta Terra. Eu fiquei naquela expectativa que eu vou chegar lá nos Estados Unidos, você fala é um outro planeta terra, eu não tinha noção. Quando você chega lá, realmente é outro planeta terra.
B
A primeira vez que eu fui, eu fui pra Los Angeles, nos Estados Unidos. E a coisa que eu mais queria fazer, eu consegui fazer, era alugar um Mustang.
C
Você foi focado nisso?
B
Fui focado. Não queria comprar nada. Falei, eu tenho que alugar um Mustang, eu tenho que andar. Porque aqui era impossível andar de Mustang. Quem tinha era, porra, um nego muito rico. Eu aluguei um Convert vermelho com a capota branca conversível. Eu andava, bicho, em Beverly Hills. Aparecer que eu tinha 60 bilhão de dólar.
C
Venceu na vida.
B
Para de passar dos dedos. Aí um dia eu tô andando, todo meninão, cara com um rosto conversível, com um charuto. Eu passei e falei, pô, tem que ter alguém sempre pra humilhar a gente, né? A gente acha que tá dando um regaço, né?
A
Tem muito Rolls Royce aqui ou...
C
Agora tá vindo um pouco mais, mas não tem muito. Não é muito, né? Não é muito, mas é, pô, puta carro, viu, meu?
D
É carro de oitubro. Aí é carro de... É carro de oitubro. O Rio tem um cantor. Tem um.
F
Não sei.
C
É carro de 8 milhões, cara.
A
8 milhões?
E
É, carro de 8 milhões.
C
Mas eu vou falar, belo carro, viu meu?
B
Porra.
A
Mas já pintou um lá na tua loja?
C
Já apareceu, mas não cheguei a vender, mas apareceu um carro maravilhoso.
A
Não vendeu?
C
Não, não, só ficou lá.
B
Passou?
C
É, passou. Mas é maravilhoso, viu?
D
Mas é carro de bilionário.
B
O que é bacana é que você deu pra passar um IEV.
D
8 mil é muito dinheiro o carro.
F
A G63.
C
Por que eu gosto da G63? A G63 é um carro de 2 milhões e meio, beleza, é caro. Só que é um carro que você usa. É, você usa o carro.
B
No dia a dia.
C
Você usa lombada, você não tem dó.
D
Mas um carro o cara pede quanto aí?
C
Não cai de preço, mano.
B
A G não.
C
Não cai de preço a G63.
B
A G é impressionante.
C
Pode comprar, não cai de preço. Não tem.
A
GMA.
D
G63, G63. Aquele jipim. Jipi com a 8B13, sabe? Que tem uma porta, parece de figurina.
C
A gente compra, bate e pá.
A
O jeep da Mercedes.
D
Eu fui lá, eu te falei, cara, esse carro é um fenômeno, mas cara... É aquela porta de violino.
C
Mas essa é a graça, entendeu? Essa é a graça, ser um jeep mesmo, é um jeep com motorzão.
B
Tomar o conforto.
D
Não, do caralho, tá carro.
C
Ó, de carro caro, é um carro que você compra e você usa. Porque você compra uma Lamborghini Urus, você fica naquelas, ai meu, pô, Lamborghini, é o carro mais frágil, puro sangue. A G63 é jeep, é o jeep.
B
É essa aí, ó.
A
É o jeep.
C
É o queridinho dos milionários esse carro agora, é.
A
2 milhões e meio.
C
Eu paguei 2,550. E 200, peguei.
D
Dei pra minha esposa.
B
Hã?
C
Dei pra minha esposa.
B
Blindadinho.
C
E 200 pau pra blindar.
A
200 pau pra blindar.
C
200 mil porque pra blindar você tem que tirar o painel por causa do para-brisa. Você tira o painel inteiro aí.
B
Eu fiquei com mais.
A
2 milhões e meio.
C
2 milhões e meio. Isso aí.
D
Você pagaria?
A
Não.
B
Se eu tivesse, eu pagaria.
D
Tá caro, velho.
A
Não acho não. Nem se eu tivesse, eu pagaria.
B
A BMW deixou comigo uma X550 aí.
C
Só rapidão, bola. Aí é fila de espera, viu? Se você falar que quer comprar, não tem. Tem que esperar seis meses.
A
Na Mercedes?
C
Seis meses. Esse aí, pode falar.
A
Vem da Alemanha esse aí.
C
Pode falar.
B
Puta carro, eu fui com a X5 50e, que puta carro.
C
Puta nave, puta nave.
B
A X5 eu fui pra Campos.
A
A X5 é legal, quanto é uma X5?
B
Que carro legal, velho.
C
Hoje deve ser, eu ia falar um milhão.
B
Por aí, uns 800, 900.
A
É que aí o preço, né?
D
Agora vou te falar.
C
Que puta carro, que puta carro.
A
Tem X7?
C
Tem a X7 é do caralho também. Mas eu peguei a Cayenne, a Cayenne também é legal pra caramba, carro de um milhão, uma SUV de uma milha, carro chega bem pra caramba em qualquer lugar.
D
Cara, mas eu vou te falar, eu fui pra China agora, com o Baldi, lá na fábrica, visitei a fábrica.
E
Na Beiza.
D
Não, lá na fábrica mesmo da... Da B.O.I.D. Da B.O.I.D. Lá tem um galpão lá, que você não pode entrar de celular, pode entrar dois visitantes por dia, cara. Os caras tão fazendo...
B
Segredo, né?
D
Umas paradas lá... Que você não acredita, né? Cara, que é inacreditável, e assim, cara... É, pega isso aí, mas... pau nisso aí, pega o Rolls Royce, então assim véi, essa galera vai, vai fazer o... Você pode falar mais bem que você
C
mexe com o Não, não, é carro.
F
isso mesmo.
C
O chinês...
D
Essa hora que o Rico tá perdendo a, tá perdendo a vergonha.
C
O Rico perdeu a vergonha de andar de carro chinês.
D
Perdeu a vergonha, vou falar pra você, não se compara, é infinitamente melhor o carro.
C
Porque é o seguinte, loucura, o chinês chegou pra bagunçar o mercado, bagunçou o mercado assim, mas pra nós é bom.
B
Coisa boa com preço.
C
Quando eles vieram com os carros elétricos, no começo não tinha estrutura, melhorou muito, mas ainda não tem, melhorou muito. Então assim, a venda do carro 100% elétrico ainda tá, não emplacou, mas melhorou muito. O carro elétrico como o segundo carro, Top, pode pegar como segundo carro, top. Mas eles começaram a chegar com os híbridos. Aí esquece, porque eles fazem... Por exemplo, a Denza fez aquela D5.
D
B5.
C
É igualzinha...
D
Acabei de pegar uma pra minha mulher agora. Eu já tive um Defender, eu vou falar pra você. Pau na Defender, mas pau.
C
Só que é metade do preço. Metade do preço. É R$469,00 e uma Defender é R$800,00.
B
Como é que você vai brigar com os caras, velho?
D
Não, não tem como. E, cara, eu vou falar pra você, eu peguei lá... B5, né? É, B5. Dei pra minha mulher, já vou pegar...
C
E sabe onde eu vi que esse carro... Esse é carro aí. Sabe onde eu vi que deu certo esse carro?
D
E dessa cor ainda.
A
Bonito esse carro, hein?
C
Sabe onde eu vi que esse carro deu certo? Eu fui na blindadora blindar minha Cayenne, tem quatro, cinco blindanos, milionários comprando, já mandando blindar pra usar.
A
É mesmo.
D
Porque o negócio tá o seguinte, eu sempre guardava um dinheirinho pra comprar um carro, pra trocar de carro, não dá mais. A B.I.G.
C
unificou com a Mercedes, fizeram a Defender, a Denza. Aí, quando foram mandar pro mundo inteiro, a B.I.G. comprou da Mercedes a parte, agora é só a B.I.G., não é mais Mercedes. Eles montaram a marca junto e a B.I.G.
D
comprou.
A
Sabe de onde eu fiquei bolado? Quando eu fui pra Xangai lá, ver o salão do automóvel, o que tinha de alemão lá, velho, Os caras estavam lá, tipo, pescoçando. Entendeu?
C
Pra entender um pouco.
D
E também... A China é um mercado exclusivo. E eles têm um negócio lá... Tem
B
os Audi que só tem lá.
C
Sim, mas eles pegaram dinheiro alemão pra fazer. Eles pegaram a galera de fora.
D
Claro. E eles têm um negócio lá que é o seguinte, o Alemão vai mandar um carro pro Brasil, ele não quer saber se aqui tem buraco, se aqui tem o quê. Não, o chinês, atadap... Tropicalizando, que chama a palavra.
B
Tropicalizando, é isso aí.
D
E aí, amiga, eles vão arrebentar, pô.
C
E qual que é a parte boa pra nós, consumidor? As marcas tradicionais, eles vinham com os carros... Era guela baixo, é isso aqui que eu tenho pro Brasil. Você compra esse preço. Quer, quer. É Audi, BMW, Mercedes, Land Rover. Quando o chinês chegou, começou a chegar com uns puta carro moderno, com preço muito mais acessível. Só que no começo o pessoal ficava com o pé atrás. Agora o que acontece? Acabou isso aí. Não, eu não vou pagar 800 pau numa Defender, eu vou pagar 400 na B5. Aí o que acontece? Essas marcas tradicionais estão se coçando pra começar a entregar um produto melhor pra um preço melhor. Porque eles tão perdendo muito mercado.
B
Muito.
A
Entendi.
D
Você pega as Porsche, cara. Eu tive Porsche, tive a Land Rover Sport, cara. Os carros tão... Em vez de evoluir o acabamento, o carro tá ficando mais,
C
assim... Tem que fazer mais barato.
D
Plástico demais. Cara, você comprava. Eu tive uma Cayenne, 2013, 2014. Todo de couro, que é trem bonito. Não tem mais, né?
C
Não, tem. Tem.
D
Não tem, cara. Não.
B
Tem, mas custa três vezes mais, né?
C
Qualquer Porsche é um milhão. Ah, uma Cayenne, um milhão. Pô, ele fala um milhão como se fosse nada.
B
É.
C
Milhão, é muito dinheiro.
A
Eu nem sei, vou dar uma olhada aqui no site da aposta pra ver como é que tá a Cayenne. Não sei nem como é que tá a frente da Cayenne.
D
Tá linda, tá bonita.
C
Não, linda.
D
É a Cayenne Coupe. Milhão. É? Milhão na Cayenne é loucura demais.
C
É louco, é. Cayenne Coupe.
A
Eu não tenho ideia de como esteja esse carro hoje.
C
Eu tô na terceira K&N Coupé de uso.
A
Eu gosto muito, cara.
B
Pra você.
C
Eu gosto, eu gosto. Porque é um carro SUV esportivo. Então, você anda com ela, ela levanta...
A
Os caras copiam. O Song Plus é a frente meio parecida, meio espirada, né?
C
Eu não lembro agora como é que é. Mas você já viu um carro... Nossa, é a Velar? Era um carro chinês. Parece igualzinho a Velar.
B
Eles copiam tudo, né?
C
Igualzinho. Eu falei, cara, achei que era a Velar, cara.
B
Eles copiam uma cara dura.
D
Tem um Xiaomi que parece a Puro Sangue, você já viu?
C
Já vi, já vi.
D
Nossa, eu andei nela lá, mas igualzinha a puro sangue, velho. Os caras são muito doidos.
C
Vai chegar aquelas vans, a D9, que eu vendi pro Thiago Negruma.
B
Eu vi, sim.
C
Isso aí vai vender igual água, vai vender igual aquela van, a D9.
A
A D9.
C
Nossa, vai vender igual.
A
A lá, a frente, ó. Tá vendo?
C
Lembra mesmo.
A
É meio inspirado, né? Bem inspirado.
B
Pegaram o jeitão, é.
A
É, bem inspiradinho assim, né? A frente.
C
Mas joga aí a Cayenne Coupé aí.
A
Cayenne Coupé?
C
Cayenne Coupé, põe aí.
A
Não, é diferente, mas é inspirado.
D
É.
A
Não é?
C
Mas é um carro legal.
A
A Cayenne Coupé é inspirado, né? Mas a traseira da Porsche tá bonita, né?
C
Ah, a Porsche tem um design bonito. A Porsche é foda, né? A Porsche, os caras... Porsche é foda. Os caras, o design dos carros... Ainda
A
é aquele estúdio ainda que faz a Porsche, ainda?
B
No Porsche é Porsche.
A
Bifarina lá.
C
Não, no Bifarina é Ferrari.
B
Ferrari.
C
Não era Porsche? Não, não, não, era Ferrari.
B
Olha aí, olha aí. Coisa mais linda.
C
Olha isso aí.
B
Tá brincando.
D
Tá bonito, né?
B
Vocês tão de brincadeira.
C
Fala a bola, fala.
B
Vocês tão de brincadeira.
C
Fala, solta a voz.
B
Comparar não dá, meu.
A
Não, não, mas eu não tô comparando não, tá?
C
É assim ó, você pode ser humilhado.
A
É incomparável mesmo, incomparável.
B
Esse carro é lindo.
A
Mas não gostei da roda, por exemplo.
C
Puta, essa é a roda que eu mais gosto, acredita? Se eu comprasse a minha, eu coloquei essas rodas agora.
D
Eu acho que essas rodas meio caras, antigas, não é não?
A
Não, mas eu, puta, não gostei dessa roda não.
B
E essa híbrida, hein?
A
Essa roda é mais legal, não é não? Essa aqui ó.
D
É muito mais.
A
Essa aqui, né?
C
Olha esse carro. Esse é a Denza, D9.
A
Ah, mas isso aí é aquele tão...
B
Eu acho feio, velho.
A
É, esse carro aí...
B
Isso é uma puta tecnologia.
C
Não, mas aí é o seguinte. É um carro para motorista, carro para motorista.
B
Sim, não é para você dirigir.
C
Não, motorista. Você chega no carro desse aí, não tem nada a ver. Motorista. Mas o carro é maravilhoso.
A
Atrás, você vai primeira classe.
C
Primeira classe, vai para trás. Isso aí, isso aí, D9.
D
Faz massagem.
C
Puta, é legal, hein, cara? Olha isso, olha isso, por dentro. Olha isso, cara.
A
Eu andei com esse carro na China.
B
É maravilhoso.
A
O motorista, eu andei lá.
D
Mas cabe em quantos?
B
Duas pessoas?
C
Cinco. Cinco ou seis? Seis. Seis lugares.
A
Olha isso. Maravilhoso.
B
Isso foi assim de avião, né, meu?
A
Não é?
B
Porra.
A
É.
C
Esse carro é louco. Ninguém vai pro Brasil esse carro, hein? Vai chegar. Eu vendi a única aqui do Brasil, até agora foi o que eu vendi. Vai chegar em dezembro. Vai chegar no valor de 850 mil, pensa.
A
É.
D
Mais barato que uma Cayenne.
C
É que é outra proposta, né?
B
Outra proposta.
C
Aí é o carro família.
D
Aí você pega uma Scalade e vai pagar 2 milhões.
B
Isso é 100% elétrico.
C
Não, híbrida. Híbrida. Entendeu?
A
Vai vir híbrida?
C
Só vai vir híbrida.
A
Ah, é? Aí bola um carro bom pra você, ó.
D
Pra mim?
B
Aí que eu preciso de um negócio desse tamanho, véi.
C
Aí é igual você que pega um puta trânsito.
B
Eu e minha mulher.
C
Você, de vez em quando, você pega o patinete, vende o anel e comprou. Aí ó, você vai vir assim, ó.
B
É, ao invés de você vim de patinete até o metrô...
A
É um carro executivo, né? Lembra que a Hyundai tinha esse carro executivo?
C
Hyundai?
A
Tinha um carro grandão executivo.
D
Eu lembro, sei qual que é.
B
A Besta?
D
Que não vendia.
C
Tinha a Veracruz, a Veracruz que era a maior.
A
Não, não, o carro executivo, esse é o carro, esse é altão. Não, a Hyundai tinha um carro executivo.
C
Eu não lembro da Hyundai, não lembro mesmo.
A
Lembra que tinha um carro executivo? Era um...
B
Eu não lembro também.
A
Era um Toyota Maior.
C
Ah, o Azira.
A
Azira.
C
Azira, puta que pariu.
B
Ah não, mas eu tive um Azira, não chega a parar.
A
Não, não, não, mas era um carro executivo, não era?
C
Era um carro executivo.
A
Era um carro pra motorista, não era?
C
Motorista, né?
A
Era uma época, teve, mas quando saiu
C
era uma nave espacial.
A
Sim, que era um carro pra ter um motor, lembra disso?
C
Aí é outra proposta.
B
Seis canecos.
A
O Azira era um carro pra motorista.
B
Eu tive um branco.
C
Quando saiu aquilo era...
B
Mas eu tive um modelo novo, não aquele primeiro.
C
Mas quando a Hyundai chegou no Brasil, todo mundo... Todo mundo tinha medo.
D
Eu lembro, quando você comprou...
C
Quando veio, tipo assim...
D
Eu senti o pânico, você comprou uma BMW, cara, acho que era série 7.
B
Eu tive uma 745.
D
Nossa!
C
Esse aí é o Asira ou o Sonata? Acho que é o Sonata esse aí. É Sonata esse aí, não é? Não lembro agora.
D
Sonata?
A
É, não sei. Não lembro agora.
D
Esse aí já foi carrão, é, velho?
A
Asira 2013. Mas era um carro pra motorista.
D
Era um carrão.
B
Era um carro pra... Mais ou menos, né?
A
Não bola. O banco era foda.
B
É.
A
Era um carro mais barato daquelas Mercedes
C
que tinham... Ou você comprava uma BMW Série 5... Ou você comprava uma BMW Série 5, pagava uma nota, ou você comprava uma Cadillac aí pra aumentar do preço.
D
Ah, mas não se compara, né?
C
Não, não, não compara.
A
Não, mas é carro pra cara que quer...
C
Mas era uma proposta, né?
D
Ah, tudo bem, tudo bem, é.
C
Na época lá, tinha um carro grandão, etc.
A
Por exemplo, hein?
C
Mas não compara mesmo.
A
A empresa te contrata pra fazer um evento. Ela manda um motorista.
C
Era um azira.
A
Mandava um azira.
C
É isso aí.
A
Eu lembro disso.
D
Não, pode ser, pode ser.
A
Era tipo corola. Não, corola sim.
C
Os carros vão ficando. Cada carro ali tem uma pequena característica. Você pega, por exemplo, o Kicks hoje. Se você chegar com o Kicks no aeroporto e parar alguém, ele tá achando que é Uber.
B
Acha.
C
Abre a porta. O que já entrou.
B
Como eu já ouvi o ID pequenininho.
D
Dolphin.
B
Também, é carro de Uber.
C
Parou, alguém já abriu a porta, então
D
eu chamei o Uber.
A
Ah, você acha?
B
Acho não, tenho certeza.
A
O Mini não, o Mini não é Uber.
D
Uber Black ainda.
C
Não, não, não.
A
É, é, é, é Uber Black.
F
Uber Black.
C
O Dolph é Uber Black?
D
Todos são Uber Black. Eu chamo.
B
Eu chamei outro dia, chegou um desse.
A
É Black?
B
No Black.
C
No Black. Aquele menorzinho da... E esse, o Dolph.
A
Não o Mini, o Dolph Jess.
C
Pode ver todos, todos com o banco pra frente.
B
Pode ver todos com o banquinho pra frente.
E
Tá.
B
É carro de Uber.
C
Parou no aeroporto lá pra tomar um café, alguém entra.
B
Entra, entra, Tatia.
A
Vê se tem telefone aí, Boletá.
B
Vamos lá.
A
Telefone e a galera ligado também, né? Aqui o Ticaracateca é interativo, é o podcast mais interativo do Brasil. Aqui a gente tem a estrutura pra atender.
D
Alô!
A
Alô!
B
Quem tá falando?
F
É o Zé Carlos aqui de Boston, Massachusetts.
B
Fala Zé Carlos, tudo bem irmão?
F
Porra, mano.
D
Melhor agora, cara.
F
Se você imaginar o quanto que eu tentei ficar na linha aqui pra falar com vocês, mano.
B
Pô, que legal. O que você faz em bosta, irmão?
F
Pô, cara, eu sou caminhoneiro. Eu trabalho pra empresa chamada UPS.
A
UPS, porra.
B
Pequena, fraquíssima.
D
Vamos correr aqui, né?
F
Pois é, pessoal, então, eu sou fã de vocês aí pra caramba, lembro de vocês aí da época do papai lá, do pânico, velho testamento do pânico. Mas, poxa, eu queria falar sobre o seguinte, vocês estão falando sobre a questão da cultura no Brasil, Não é que o brasileiro não gosta do rico no Brasil, né?
B
Não é que ele não gosta, ele fica com inveja.
F
Exatamente, mas isso é uma narrativa colocada pelas novelas da Globo. Você pode ver toda novela da Globo, o rico...
C
Eu não assisto a novela da Globo.
F
Não, você pode ver toda novela da Globo, você pode ver, o rico é o malvado que faz tudo por dinheiro, mata e morre por dinheiro.
A
que não deixa de ser uma verdade.
F
Mas é aquele negócio, pô, se você vê o outro lado, o rico é quem dá emprego. Eu concordo com você, Carioca, você fala
A
uma coisa que... Claro, o cara que
F
tem dinheiro, ele quer mais.
A
Se ele quer mais, ele joga no mercado. Se ele joga no mercado, vai ter gente ganhando aí. Precisa de um gerente, precisa de um assistente, precisa de um ajudante. Vai gerando emprego, vai gerando riqueza. Quanto mais milionário, quanto mais milionário.
F
Eu fico impressionado com o seguinte, que o TK, cara, eu acompanho ele também na internet, vejo alguns vídeos dele e tudo, E eu acho impressionante como ele consegue vender os carros.
B
Rápido, né, irmão?
F
No Brasil.
B
O bicho é bom, velho.
F
Porque a qualidade, a qualidade, desculpa eu descortar vocês, mas a qualidade dos carros que ele vende é muito alta para o padrão do Brasil. E o pessoal, pô, você não tem uma segurança legal no Brasil e tal, não sei o que. Então você, a partir do momento que você compra um carro bom, da qualidade que o TK vende, você tem que treinar para poder usufruir desse carro.
B
Mas botou lá, vai embora, irmão. É impressionante.
C
Mas aqui no Brasil é muito grande, tem muita gente com dinheiro.
D
É, aqui tem muito rico.
C
Muito rico. O país é um país pobre.
B
Você vende muito pra outros estados, irmão?
C
Muito, pra Acre, Manaus, Porto Alegre.
D
Muito, o Brasil inteiro.
F
Que legal, velho.
C
O Brasil inteiro. Então, o Brasil é muito grande, tem muita gente rica, cara. As blindadoras estão ganhando muito dinheiro, cara. Muito dinheiro.
D
E lá em Goiânia não tem carro blindado, cara.
B
Muito pouco. Não precisa.
A
Na Floripa também não tem.
C
Mas obrigado aí, obrigado por você me acompanhar aí. Fico feliz, pô. Feliz demais.
B
Valeu, José!
A
Só tem dois lugares pra você ficar blindado. Rio e São Paulo.
F
Recife também. Eu sou de Recife e Recife é bem pior do que o Rio também, irmão.
B
É? Então tá bom.
F
Demais, demais. E Recife, o carro tem que ser anfíbio, porque quando chove, já vem nadar.
B
Mas aqui também, irmão.
F
Valeu, um abraço.
C
Um abraço, meu irmão.
B
Muito bom, valeu. Obrigado por ter ligado.
A
Valeu. Aí o cara tem um entendimento aí de que eu acho que o cara... Eu torço pra ter mais bilionário, porque os Estados Unidos já tá chegando no trilionário.
B
O Hielo é trilionário. Chegou.
A
Primeira vez na história, um trilionário. Porra, de dólar.
C
No CPS, quanto mais rico tiver, mais emprego, mais... Claro. Você vai subindo, você vai trazendo pessoas com você, você vai transbordando.
A
Porque a pessoa acha que o cara que tem grana... Pouca gente entende isso, mas é meio louco. Todo meio bilionário, se bobear, ele tem mais dívida do que dinheiro.
C
É, ele é tomadinho. Não, mais dívida não, mas ele é tomadinho.
A
Mais dívida.
C
Você acha que tem mais dívida?
A
Claro. Você acha que a Ambev é o quê? É uma empresa de dívida. Ele comprou a Heinz com dívida, ele comprou a... Ele compra, se endivida e reinve... Tá entendendo? Ele vai... Tem que fazer aquilo virar, mas ele criou dívida pra poder avançar,
C
senão ele não avança.
D
É o que eu falo, se você deve um milhão pro banco, O problema é seu. Agora, se você deve um bilhão, o problema é do banco.
B
É, também acho, também acho.
D
O problema é do banco. Aí o que acontece? Aí que o bilionário sai na frente. Que você falou, esses caras vivem tudo alavancado. É, tudo alavancado. Eu vivo a lavo ao caro. Eu vou gastando, vou gastando, vou gastando. E na espera do extraordinário. Maravilhoso. A lavo ao caro.
B
Alô!
E
Alô!
B
Quem tá falando?
E
É o André Rodrigues, eu falo aqui da Zona Leste de São Paulo.
B
Fala André, o que você manda aí? Onde é a loja do TK, irmão?
E
Ó, show de bola, acompanho vocês desde o início aí. Parabéns ao podcast de vocês mesmo, de verdade.
B
Muito legal. Obrigado, irmão.
E
Fiquei triste quando o Bola parou de fazer o dislike, né? Mas a gente sabe que são fases aí, muito bacana.
B
É, não, já joguei muita praga na turma já.
E
É muito legal isso. Bom, eu acompanho o Tecar aí há certo tempo, bacana também o Thiago junto aí, e eu faço Uber há dois meses, bola. Vim da área de segurança eletrônica, 26 anos trabalhando, e agora estou um pouquinho mais relaxado nas coisas que a saúde não ajuda muito. Mas eu queria ver com o Tecar, e eu vi algo interessante aí sobre os carros elétricos, e eu vejo que muita gente ainda joga contra, né, mais quem gosta do carro a combustão, e eu não tenho nada contra carro a combustão, pelo contrário, Mas como que ele tem visto isso, né? Se esse cenário das pessoas contra o elétrico ainda por conta de gostar do combustão, se ele enxerga dessa maneira também. E de fato, viu Bola, hoje a galera do Uber aí, Dolphine ainda tem, né?
B
Ano que vem não vai mais ter Uber. É, eu vejo um monte.
E
É isso mesmo.
B
Você acha que o mercado elétrico... o
E
Tecar aí e o Thiago, a opinião deles, se eles acham isso mesmo, se é uma visão minha apenas aqui, a galera é contra por gostar do combustão. Porque eu acho que no Brasil, pela questão de sustentabilidade, enfim, elétrica que a
A
gente tem hoje... Sustentabilidade.
E
Eu acho que ele pega isso, eu acho que ele pega melhor aqui, porque a gente tem essa eficiência energética, digamos assim, um pouco melhor que alguns outros países não podem ter hoje.
C
É cara, na verdade é assim, eu nem vou por esse lado de sustentabilidade,
A
eu vou pro lado do bolso.
C
A galera vai ver o que é o bolso, né? Eu falei, há dois anos atrás era muito ruim, começou a melhorar. Como o segundo carro ideal, por exemplo, ele é Uber. Pô, vou trabalhar o carro elétrico. Se ele for uma pessoa organizada, ele consegue trabalhar, carregar e etc e tal. Então assim, eu acho que evoluiu muito, mas vai ter muito a evoluir. Mas essa briga sempre vai ter combustão, elétrico, nunca vai agradar todo mundo e vai ter mercado pra todo mundo.
B
Isso que é imposto que eu falo, tem que ser assim mesmo.
C
Pra todo mundo, eu, como eu venho de uma marca de carros usadas, então tipo assim, quanto mais opções tiver, mais eu vou vender.
B
Muito melhor, lógico. Se vier hidrogênio, a gente vai vender hidrogênio.
C
Isso aí, se amanhã começar a ter foguete, vamos embora.
B
Acabou, você vai vender foguete, é isso aí, irmão.
C
Então cada um tem que ver o que é melhor pro bolso e organizar na vida. A minha vida, como é que eu sou um cara... Cada hora que eu tô num lugar, é um pouco mais difícil. Pô, surgiu agora um podcast do lugar. Pô, como é que eu vou pegar o carro que tá sem carga pra eu ir até lá? Então, quem é organizado consegue ir.
D
E tem a parte da mídia também, da moda, né? Que carro... O povo perdeu a vergonha e virou moda. Eu falo pra você, por exemplo, a minha esposa era doida pra ter uma Macan, né? Aí queria, aí de tanto ela ouvia a gente falar do carro, ela, não, eu quero agora aquele B5 lá. parece que ela defende, não sei o quê. Aí, tipo assim, você imagina isso daqui um tempo.
A
E eu já dava o catálogo da We Pink pra ela.
D
Pois é.
B
Já vai vender. Toma o catálogo da We Pink.
D
Esposa Troféu, vambora ajudar aqui na despesa.
A
Chama as amigas e vende essa porra aqui.
D
Chama as amigas e liga pra Virgínia aí e pede uns 11.
A
Clube, Clube We Pink.
D
Multinível, né?
C
Tá claro aí, parceiro. Obrigado, André.
B
Valeu, irmão.
E
Show de bola. Obrigado aí pela atenção de vocês. Show de bola mesmo. E eu concordo aí também quando algumas pessoas falam, né? No Brasil, infelizmente, você ter conhecimento e ter dinheiro parece ser uma coisa ruim. Infelizmente, a cultura é desse jeito.
A
Não, e aí acha legal que o Estado ainda cobre mais imposto. Porque tem um cara aí, um ser idiota, que fala assim... Tá cheio dos bilionários. Cara, olha só, o cara que tem grana, só pra deixar claro pras pessoas, se ele é cobrado, ele vai repassar a conta, ele tá em cima. As pessoas são muito burras, cara. Ah, vamos taxar os bilionários. Ah, mas ele vai repassar. Outra coisa, ele pega o dinheiro dele e tira daqui.
D
É isso aí que é o pior.
A
Porque ele tem estrutura, ele tem estrutura de advogado, contador. Ele não é burro. Ele não é burro.
C
O cara rico mesmo, ele vai fazer reuniões com a estrutura dele. Qual vai ser o plano para o Brasil? O plano para o Brasil.
A
Paraguai.
C
Paraguai.
A
Paraíso Fiscal, Faiholdi.
D
Pega os filhos, vai e leva para fora.
A
É lógico. E quem paga? O trouxa. O trouxa que tá achando que é legal. O burro. Ai, vamos pedir pro nosso querido ministro taxar, porque hoje é rico. Não dá certo. Taxando rico, ele tira o dinheiro daqui em pobreza. Tem que ajudar. pra que ele ajude, porque ele invista.
C
Os ricos tem que investir aqui no Brasil.
A
Estabilidade. Estabilidade fiscal, estabilidade jurídica, pro cara, o gringo vir pra cá com muito dinheiro, botar aqui dentro na tua economia. Mas não adianta explicar, desenhar, porque as pessoas são burras. Entendeu?
C
É isso.
A
Entendeu? Você mandou o link pra mim aqui, Zacarias? Manda o link pra papai, porque a gente vai pro superchat. Mas as pessoas precisam ter esse entendimento. Elas acham que o bilionário é um vilão.
D
É isso aí.
A
Não é vilão. Não é vilão. Corra atrás.
B
Quando você receber o link, temos mais um.
A
Tem mais um? Manda aí.
B
Alô.
A
Meu Jesus.
B
O cara tá ligando da lua. Quem tá falando?
A
Já tira, Bola. Tá horrível isso aí. Tá horrível isso aí, Bola. Me atende mais um aí, então. Tá horrível?
B
Horríveis.
A
Né?
B
Horríveis.
A
Mas é sinistro a mentalidade. É difícil mudar. A mentalidade muda quando a água bate na bunda. Eu sempre acho isso.
B
Alô?
A
Quando a água bate na bunda... Alô, Bola?
F
Consegue me ouvir?
B
Consigo te ouvir. Quem tá falando?
F
É o Mike, eu falo aqui de batalha, Portugal.
B
Ô, Portugal, o que você manda, Mike? O que você faz em Portugal, irmão?
F
Eu sou soldador.
B
Soldador? Olha que louco. O que você manda, Mike?
F
Cara, eu queria fazer uma pergunta pros meninos aí. Primeiro mandar um abraço pro Carioca, pra
D
você dizer que eu sou muito... Obrigado, irmão.
A
Valeu, irmão.
B
Muito obrigado.
A
Valeu.
F
Cara, eu ouço vocês todos os dias, mas muito pelo Spotify por conta do horário, né?
D
Boa.
B
Importante é ouvir, irmão.
F
Esses dias, só pra contar uma curiosidade, esses dias eu tava trabalhando e eu olhei pro menino do lado, o menino dando risada, dando risada. Eu falei, mano, o que que se passa aí, pá? Ele falou, cara, eu tô ouvindo um programa aqui, um podcast, mas eu tô cagando de dar risada. Eu falei, qual que é? Aí ele, o Tica. Eu falei, cê tá brincando, meu. Eu também tô ouvindo aqui.
B
Que legal, velho.
F
É.
B
Obrigado, irmãozão, obrigado.
F
Deixa eu só perguntar pros meninos aí.
B
Faça.
F
O que vocês acham que se o comércio em si, esse mercado a principal carro a diesel no Brasil, seria bom?
B
Carro a diesel, se o comércio de carro a diesel no Brasil seria bom? Porque lá tem mais na Europa, né?
C
Aqui no Brasil quase não tem carro a diesel. Tem caminhão, mas carro mesmo...
F
Eu tenho uma Passat B8 2015, aqui
A
é modelo carrinha, sabe?
F
Aquela que é tipo uma Parati, alguma coisa assim.
A
E ela é a diesel.
F
Ela é 120 cavalos, eu fiz um remapizinho nela agora esses dias, foi pra 150 cavalos.
B
Ó, nervosa, hein, meu?
F
E assim, é muito econômica, cara. Chega a fazer 20, 21 por litro.
D
0 a 100 em 48 segundos.
B
É, aqui a gente não tem, né?
C
Quando a gente viaja pra fora, até estranha. Pô, como é que esse carro aqui é diesel, né? Mercedes, BMW, Audi. Com o barulhinho lá do carro diesel. É, o nosso mercado aqui, não sei qual o motivo que eles não investem nisso. Porque se é a Europa, que tá manos luz na frente, Estados Unidos, os cara tem, não sei porque, deve ter algum motivo pra não ter no Brasil. Mas eu acho que se fizesse um trabalho e viesse, teria mercado sim, com certeza.
A
Eu acho que é por causa da poluição, brother.
B
Malar, malar é controlado.
C
Malar é mais controlado que aqui, pô.
B
Na Europa, pô, tá louco.
C
É, não é. Você fala diesel, você imagina que esse caminhão veio com aquela fumaçona, não é mais assim. Mas eu acho que deve ter algum...
A
Eu odeio carro a diesel, eu odeio.
C
Não, calma, calma, Carioca. A gente tem uma impressão de carro a diesel, quando você viaja pra fora...
A
Todo carro a diesel tem aquele barulho de carro a diesel.
C
Não tem, não tem. Não, é diferente. Os carros modernos a diesel hoje é diferente.
A
Mas tem aquele barulho de diesel.
C
Não é Hilux, não estamos falando de Hilux.
B
Eu tive uma Range Turbo Diesel V8 a diesel, Barulho horrível. Puta tesão de carro.
D
Treme pra caralho.
A
Não é tão barulho assim não.
B
Você andou de trator, velho.
A
Nunca tive e nem vou ter.
C
Já vou logo avisando.
B
Hoje em dia não é mais assim.
C
É diferente.
B
Hoje em dia, alemãs, os caras correndo de diesel, pô.
C
Carioca, é que você não está entendendo. Quando você for para fora, aluga um carro a diesel. É bom, mas é diferente.
B
É outra coisa.
A
Não gosto.
C
Mas eu não sei por qual motivo, se alguém pessoal souber, comenta aí. Não tem esse investimento aqui no Brasil. Pessoal, culturalmente, não vai.
A
Carro a diesel tem barulho demais. Eu odeio carro que faz barulho, velho.
C
Não, mas você pega uma BMW diesel, não é mais diferente.
A
A gasolina é mais silenciosa, não é, Sinter?
C
É, com certeza.
A
Então, é aquele barulhinho.
C
Você já tá no elétrico e aqui não tem barulho nenhum, né?
A
Que bom, melhor ainda, adoro. Quero ouvir minha música sem tremer minha mão no carro, porra. Barulho, o carro faz barulho.
D
Valeu, Mike.
B
Obrigado, irmão.
A
Incomoda os outros na rua.
F
Gente, um abraço a todos vocês.
C
Obrigado, meu, valeu.
F
Agradeço pela atenção. O Bola, eu mandei mensagem para você no Instagram para você seguir meu filho, ele joga pelo Benfica. Até uma vez eu comentei com vocês aí.
D
Vou ver lá, vou ver lá, irmão.
B
Vou ver lá, obrigado.
A
Valeu, irmão.
F
E eu agradeço a todos, um ótimo fim de semana aí.
B
Igualmente, irmão.
C
Obrigado, abraço.
F
Valeu, obrigado.
D
Valeu, irmão, abraço.
A
Vamos aqui para o Superchat, Bolero. Valeu, vamos aqui para o Superchat. Vamos lá.
D
Iago Santos enviou uma mensagem. Salve bola, salve carioca. Aqui é Iago. Aqui de Perth, na Austrália. Porra, de fora?
A
Queria dizer que tô sempre conectado.
B
Na Austrália, porra.
A
Ouvindo Tica.
D
Queria agradecer a vocês pela companhia diária aqui. Na hora da manhã, né? Tamo junto.
A
Sucesso pra vocês sempre.
D
Um abraço.
B
Obrigado, irmão. Não tá muito animado.
D
Tá, não. Tá dormindo.
C
Tava doendo.
B
Tava doendo.
A
Tava doendo.
F
Tava doendo.
D
Tava doendo.
F
Tava doendo. Tava doendo. Tava doendo.
D
Tava doendo.
C
Tava doendo.
D
Tava Tava doendo.
F
Tava doendo.
D
Tava Tava doendo.
B
Tava doendo.
C
Tava doendo. Tava doendo.
B
Tava doendo.
F
Tava doendo.
A
Tava doendo. Tava doendo.
F
Tava doendo.
C
Tava doendo.
B
Tava doendo.
D
Tava doendo.
B
Tava doendo.
A
Tava doendo.
F
Tava doendo.
A
Tava doendo. Tava
B
doendo. Tava doendo.
A
Tava doendo Bruno Riquenin enviou uma mensagem.
B
Brava, olhando o TK, ele já saiu da Série B. Você já saiu da Série B?
A
Brava, olhando o TK, ele já saiu da Série B?
D
Já saiu, saiu.
B
O TK tá quase campeão brasileiro, irmão.
D
O TK tá tirando quanto por mês aí, TK? Um pouquinho, né?
C
Um pouco aí, o suficiente pra poder viver.
B
Pra viver, né, irmão?
D
Um milhãozinho por mês? Você já falou pra mim, você tá jogando a Champions League hoje. Tá um milhãozinho por meio, o cara tá jogando aí.
C
É.
D
Dá pra viver o extraordinário.
B
Que bom, que merece.
A
O que é viver o extraordinário? Quanto o cara precisa pra viver o extraordinário hoje? O cara que não é dessa comunidade do clube do cabelo. O cara ganha uma grana... Cabelinho pra trás. Porra, quero viver um pouquinho do extraordinário. Só um teco, só um cheirinho do extraordinário.
D
Isso aí varia muito do lugar, né? Por exemplo, vamos pegar São Paulo. O cara pra viver um extraordinário aqui, ele tem que tá ganhando uns quinhentinho aí. Tinha, tinha. Né? Pra poder botar uma estruturinha aí, pegar um pinóquiozinho ali, um ou duas vezes na semana, o cara larga vinte pau ali numa revoadinha ali no pinóquio, né? Aí...
A
Mas o pinóquio não gasta tudo isso.
D
Depende.
A
O pinóquio não gasta tudo isso.
D
Mas no pinóquio...
A
É caro.
D
Gasta, fecha aquela salinha lá pra você ver e tora um pau ali no... O que esses amigos nossos fazem aí?
A
Ah não, porque o cara pede vinho de cinco paus.
C
Aí é viver extraordinário, né?
D
E ele não tá sozinho, aí tá o bonde, entendeu?
B
Viver extraordinário é isso.
D
Uns quentinhos por mês, aí o cara tá jogando a série A.
B
É igual você foi com teu amigo lá, saiu e você tomou um susto. Porra, não fala. Ali é viver extraordinário.
A
Naquele coreano lá, pô.
B
É, então.
D
Sei qual que é.
A
Nunca mais eu piso naquilo.
D
Você tá louco.
A
Churrasco coreano. Caí nessa. Caí na de trouxa.
D
Tem cara que tá jogando na Champolim aí.
A
Ah, vamos ali.
D
Não, vamos que é legal.
A
Ah, turma boa.
D
Tomou uma lapada.
A
Tomei nada. Eu coloquei limite.
B
Você viu a lapada?
A
Eu vi a lapada, mas eu coloco o limite.
D
Eu coloco o limite. Então, se você mandar...
A
Não vou falar, Conor.
B
Você não viveu o extraordinário.
A
E eu paguei meio quinhentos.
D
A conta vai subir no barranco, né, meu amigo? Aí o cara vê e não tem volta mais. Não tem volta mais.
C
Aí o negócio é pagar a parte no meio do negócio e ir embora.
B
Exatamente.
D
O negócio que vai longe.
C
Eu tenho que ir embora. Quando deu a minha parte, aí paga sem querer questionar.
D
Pede a parcial e adeus.
C
Porque esse negócio aí também é o seguinte, cara.
B
É a parcial e adeus. A parcial, Thiago.
C
Porque o extraordinário tem esse aí. Ah, eu não bebo, eu não vou pagar. Irmão, sentou, sorriu e dividiu.
D
Sentou, sorriu e dividiu.
C
Não, então você não vai ver o Extraordinário nunca, o pessoal vai parar de te chamar.
B
Não vai ver o Extraordinário.
A
Mas não quero que me chame. Não quero que me chame.
F
Pra roubada?
A
Não me chame pra roubada.
C
Ah, porque eu não bebo e isso aqui eu vou pagar menos. Não, esquece, aí não existe.
A
Não, existe, claro.
B
Por isso que tem que estar informado, né?
A
O cara chega e fala assim, vamos
D
jantar em tal lugar, eu não vou.
C
Se você for e vê que a parcial, eu tenho um compromisso, quanto que
E
é a minha parte?
C
Já me ferrei aqui em X.
B
Na metade você vai.
A
É o que eu faço. Não é isso, é assim, quando eu vejo que é roubada, antes eu já sei.
B
Então não vai, caralho.
A
Não, eu falo, não vou.
B
Você vai de trouxa.
A
Não, eu falo, não vou.
B
Eu só sei que é roubada, também não apareço.
A
Só que tem duas pessoas que falam, não, você tem que ir e relaxa. Então, tá bom, vou pagar a minha parte.
B
Mas o cara tá bancando, é isso.
A
É, mas eu vou te falar, cara,
D
entre os bilionários aí também tem esse negócio, tem que... Tem? Existe? Tem, dividir uma continha, tem uns aí que faz.
C
Tem uns caras que não querem pagar o 10% do garçom, tem também isso aí?
D
Cara, tem miserável de todo jeito, né?
C
Aí é sacanagem.
A
Mas não é miserável.
C
Ah, o carioca. Pô, o cara tá te servindo lá,
B
cê tem que pagar os 10%.
A
Ah não, pagar 10% é pra pôr gosto, é diferente. O que eu não gosto é de surrealidade. Eu tô na mesa aqui, aí o cara puxa um vinho absurdo, se vira aí, cê não me perguntou se era pra pedir.
C
É que normalmente quando a pessoa pede
B
um vinho absurdo, Vinho de 400 paus.
D
Normalmente é isso.
E
Com certeza.
C
Educação é isso. Ele escolheu o vinho, o vinho diferente, ele vai pagar.
A
É isso aí.
B
É normal.
C
Agora o cara escolheu um vinho.
D
E agora tem uns também que...
A
Não, não, não.
D
Vinho absurdo, sem pergunta. Não, não, não. Tem que pagar. O cara se sente ofendido. Tem muitos assim.
B
Tem também.
A
O quê?
D
Se sente ofendido de você querer ajudar a pagar uma conta.
B
Tem mesmo.
D
Isso aí é o que o senhor mais gosta, entendeu? É.
A
Esse é o caminho certo.
D
Esse é o caminho, já tomei umas lapadas dessa também aí de... em dólar, tá? Em dólar, em dólar aí. Continha, veio 20 mil dólares, foi caralho, velho.
B
Puta merda, bicho.
D
Pô, eu não tenho estrutura pra sair pagando conta de... Em dólar, né, mesmo. De 20 mil dólares.
A
Então você não tá preparado pra viver o extraordinário.
D
Não tô não, mô, tô vivendo, tô tentando viver de tá bem. Viver no risco, né? Viver no risco. Alavancar, entendeu? Não alavancado.
C
Tem um amigo meu que é dessa bilionária. Toda vez que a gente sai, quando tá um pouquinho antes de pagar a conta, ele finge que vai no banheiro e paga.
D
É bom demais.
C
Aí a gente já sabe, já fala, deu certo, vamos embora. Chegou um aqui.
D
A gente fica sempre aquele medo, assim, de às vezes o cartão do cara não passar.
A
Chegou aqui, cara.
B
Manda, manda a bala.
A
Chegou um aqui, ó. Pô, chegou do nada um super aqui.
B
Manda.
F
Vinícius Santana enviou uma mensagem.
D
Tiago, cara, é uma grande honra acompanhar
C
o vídeo de vocês.
D
Queria saber como é que foi a tua viagem lá com a experiência lá de vinhos e tudo mais, lá com pétalas e tudo isso. Eu estive agora esse último fim de semana em São Antônio do Tremelhão e foi maravilhoso. Eu queria saber como é que foi. Me conta um pouco aí. Valeu, um forte abraço. Valeu. Cara, ele mora em Paris, né? Então lá é mais fácil ele beber um vinho bom. Cara, essa ideia do vinho começou com esse tipo de relacionamento que eu tenho com essa galera. E eu acho que ele tá perguntando do evento, né?
B
Isso.
D
Cara, é um evento muito difícil de fazer, porque é uma galera específica, você tem um padrão de entrega ali que você não pode errar, né? É, mas assim, por exemplo, eu convidei o Thiago, a galera gosta do Thiago, entende a maneira de se comunicar, né, eu até falei do Thiago, falei, pô cara, vamos devagar nos vídeos, que essa galera não gosta muito de aparecer, mas é um evento que ele sai praticamente vendido, Porque já existem as pessoas que já compram, né? O mais difícil desse evento é se conectar com essa galera, né? Que é uma galera muito difícil, por exemplo, teve gente que veio dos Estados Unidos, teve um amigo que veio de bate e volta no avião dele.
B
Caraca!
D
Veio lá, tava com a família, veio, bateu e voltou. Tomou um vinho e voltou. né, e assim, você se conectar com essa galera é muito difícil, é muito difícil achar as garrafas, né, que é o Flavinho, que é o meu sócio desse evento, que ele é o cara que fica por conta de achar a curadoria. É, a curadora, ele é um cara que entende, e é legal porque você tá ali tomando um vinho com a galera que entende, sabe o que tá bebendo, então assim, e esse nicho ele é muito pequeno, E pelo evento ter sido no Rósio, também foi complicado de fazer, porque tem muita coisa que não pode fazer lá, né? Mas a gente tem uma relação boa. E o melhor, cara, é poder também levar a galera que não... Que acha que aquilo ali é uma besteira, né, cara? Que aquilo ali é... Você desbloqueia muita coisa da sua mente, você tá bebendo uma história. E, cara, é realmente caro, é. Mas, assim, se o cara que tem o dinheiro não pode deixar de ir, o que não tem, cara, junte e vá viver o extraordinário. Porque aquilo ali, você tá se conectando... Tinha uns 15, 20 bilionários, que é difícil juntar essa galera. E a violada, né, cara? A resenha aqui é o melhor de tudo. No próximo, vocês são meus convidados, vocês não vão pagar.
A
Vamos viver o extraordinário, mas vamos levar também o nosso extraordinário.
C
E aí, Brava, beleza?
A
Fala aí dessa resenha que você fez, se não me engano foi na Grécia,
C
se não me engano, no Mar Azul. Lá tinha uma Lamborghini pra andar no mar, um anfíbio, tipo um jet. Estava curtindo uma eletrônica da hora lá, uma música chamada False, do Remix de Solomon. Tô ouvindo aquela música direta agora, que
E
eu vi no store lá.
C
Um abração pro Bola e o Kareca aí.
B
Obrigado, irmão.
A
Pra ti também, abração.
F
Valeu.
D
Cara, esse é da... Você tá rezendo na Grécia? É, eu criei uma parada lá na Grécia. Na época da eleição, cara.
B
Em Osasco, você não cria nada, né?
D
Não.
B
É bem besta aí, né?
C
Pila Leopoldina.
D
É meio perigoso criar as coisas.
B
Pila Leopoldina não cria nada. Tá criando na Grécia, em Paris. Por isso o Thiago não é besta.
D
É porque agora, inclusive, agora tá rolando o verão europeu, vocês já devem ter ido e tal. E aí, cara, foi na época da eleição, na época do Marçal, começou com aquele negócio de... Eu falei, cara, vou... fazer uma campanha pra eu virar prefeito da Grécia.
B
Sei.
D
Sabe que não tem prefeito na Grécia, né? Fiz um monte de boneca. Tiago Brava, voto Tiago Brava, prefeito da Grécia. E fui com uma galera.
B
Pra lá.
D
Fui com uma galera e uma turma que alugaram um barco lá que custa um milhão e meio de euro a semana.
B
Barato, pô.
C
De graça.
B
Promoção. Barato.
C
De graça.
D
E aí, cara, comecei a dar o rolê, e comecei a encontrar os brasileiros lá, e meio que marquei, tipo, vou fazer um comício lá no bar lá, e foi a galera.
C
E a galera foi?
D
Foi, foi assim, eu fazendo discurso, entendeu? Vai ter champanhe para todos, caviar, se eu for eleito. E virou uma onda. E aí todo ano eu vou, já fui dois anos e terceiro eu vou. Só que eu vou na estrutura, eu vou com meus amigos bilionários, eu vou de jato direto pra lá. E aí tinha um carrinho lá que os caras pegou uma Lamborghini e adaptou pra andar na água. E aí eu fiquei andando lá no carro, velho.
B
Olha os caras!
D
A onda do caralho! Mas assim, cara, o negócio do carrinho não combina. Um barco de um milhão e meio de euro. Aí que entra a nossa turma, que é os emergentes, entendeu?
C
Sim, fazendo bagunça.
D
Os caras falam, velho, não tem nada a ver esse carro aí, velho.
C
Adaptado, né, meu?
B
Hã? Adaptado.
D
Nada a ver.
C
Nada a ver, os caras da risada.
B
Fala aí, ó. Ó os maluqueiros.
D
É, os maluqueiros. O cara empobrecendo o lugar que só tem bilionéticos.
C
Silêncio, o pessoal tá escutando a música.
B
O cara causando.
A
Vamos lá, aqui que tá... do nada vocês são foda, a galera começa a querer entrar agora.
F
Fala bola, fala carica, PK, e aí prefeito, tudo certo? A pergunta que não quer calar, carro chinês é estrutura? O que tá falando aqui é Bruno, BJ Custom. E prefeito, bora botar um PPF nesse carro aí que os chineses não garantia de pintura, hein?
D
Valeu, abraço. Amigo, PPF é igual móveis planejados, você coloca o... o benefício vai ficar pro próximo, né? É igual silicone, o benefício vai ficar pro próximo usuário. É igual silicone, o benefício vai ficar pro próximo usuário. Não reclama, não tenta tomar de volta não. Se for dar, dá o que dá pra tomar, dá com gosto. Não tem reembolso não, mas cara, carro chinês agora pode falar que é estrutura.
A
Depois que eu fui lá... Paulo, enviou uma mensagem. Carioca. E sua preferência, carro a diesel?
F
Não.
A
Carro elétrico, sim. Leite de vaca, não. Leite de cabra, sim. Só que o cabra tem que ter 1 metro e 90.
B
Rafael
D
Dias enviou uma mensagem.
F
Fala Boleta, Carioca, Rafael aqui da plataforma,
E
como é que vocês estão?
D
Decar, duas coisas, primeiro.
F
Eu quero aquele Mustang, meu sonho é ter um Mustang.
D
Aquele que eu vou ligar e pisar aí no motor.
F
São Paulo, o barulho vai chegar aqui em Curitiba. Quando você tiver esse Mustang, no preço, não precisa ser blindado, nada disso. No precinho, se é que você trabalha com Mustang, me avisa que eu vou ir na loja conhecer. E outra coisa, bora colocar o Smart Cash pra plataforma aí. Passar as lives, você poder engajar, receber pics com a galera. Sou seu fã, tamo junto, abraço.
C
Bora, já tem o Mustang, tá lá, tá te esperando.
B
Aí pronto, tá, meu irmão.
D
Já lançou na cara já, irmão.
A
Pintou aqui, ó. Galera, para de superchat aí, pelo amor de Deus. Bruno Jôs de Abreu enviou uma mensagem. Fala, Bola Carica. Ouço vocês todos os dias aqui de Orlando. Estou aqui trabalhando, rindo dos gringos. Pensam que sou doido. Hoje está top, meu ídolo da estrutura está aí. E tecar nosso ex, Lizzo. Vocês todos são top, Carica Floripa. E minha terrinha.
B
Valeu, irmão.
D
Obrigado, Bruno. Reslize, é bom. Reslize.
A
Vamos mais um aqui.
B
É o último?
A
Vai. Chega, pelo amor de Deus.
D
Tiago, vai ter um evento agora em novembro, aqui em Paris, com uma grande empresa do Brasil, acho que vai vir muitos amigos teus, inclusive, e eu tô cotado aí pra trabalhar nesse evento, junto com a produção e tudo mais, com a minha empresa, e cara, se tu vier pro Paris aqui, pode contar comigo aqui, mano, e eu tenho certeza que vai ser uma coisa incrível, e por favor, mano, continua criando conteúdo comigo, é uma resenha muito massa. É o evento que eu falei, em novembro agora, que é 100 anos de Chateau Muton. Vou beber 100 garrafas.
C
100 garrafas?
D
Você vai estar lá, pô. São 100 garrafas. 300 pau o convite.
A
Eu vou em janeiro, barato. Só vou em janeiro.
D
Nossa, vai ser, cara.
C
Eu não sou bilionário, mas é o seguinte, hoje o almoço é a primeira coisa. Só
D
pra
A
dizer pra rapaziada, casa, dá pra só, já tá lá até sábado no Shopping Cidade de São Paulo.
B
Não perca.
A
Está aí, para você conhecer, levar a sua família. Eu vou estar agora, então, amanhã, em Porto Alegre, no meu show no Henriques. Sábado, em Beto Gonçalves, e domingo, Alô, Alô, Caxias do Sul, esperando vocês, tá bom?
B
E o Summit. Dia 31, Adapta Summit.
A
Adapta Summit vai estar rolando.
B
Transamerican Expo Center.
A
Vai conhecer, a IA pode transformar o seu negócio e a sua vida. O Summit vai estar rolando, é um evento maravilhoso para você que entra nesse mundo das IAs com a Adapta. Vamos nessa, gordinho.
C
Trouxe presente pra vocês, calma.
B
Presente é bom, presente é bom.
A
Loropiana, Loropiana.
D
Ó, boné da Loropiana pra vocês aí.
A
Ah, esse eu já tenho, tá?
B
Mais um pra você.
A
Você me deu em Goiânia.
D
Goiânia.
A
Você me deu em Goiânia, eu tenho guardado lá.
B
Estrutura, estrutura.
D
Dá pra alguém aí, dá pra algum rico aí, amigo de vocês.
A
Aí, estrutura.
C
Aí sim, hein? Ó, eu quero um décimo. Não, dessa estrutura aqui. Esse eu já tenho.
D
Esse aqui é pra você.
A
Eu tenho camisa ali.
C
Esse aqui é pro Carioca.
B
Perfume? Aí sim, hein?
A
Perfume bom.
C
Carioca. E esse aqui, Thiago Brava. Aqui é o seguinte.
A
Caralho, véi. O que que é isso aí?
C
São dois, né? É o de nicho e o... Tá, aqui é o seguinte. É o Champions League e o chinês dos perfumes, que é o árabe. Então é o seguinte, esse perfume aí é o perfume do Cristiano Ronaldo. É o perfume que eu uso. Esse aí, ó.
A
Esse é top.
C
Custa quanto? 1.500, aí tem esse do lado.
B
Eu vou usar daqui a 3 anos só.
C
Não, mas tem o outro aí.
A
O que que é esse Rayan aqui?
C
Vou chegar aí, ó. Tem esse outro aí, ó. É o mesmo cheiro, igualzinho, por... 300 conto. 300 conto. Os dois tem a mesma fragança.
B
Obrigado, irmão.
A
Esse aqui, o Rayan.
C
Começa por aqui.
B
The King of Perfumes.
A
Esse aqui.
C
Esse aqui é o Santorini, esse perfume aqui hoje é o meu preferido. É. Santorini.
A
Boa, valeu.
C
Perfume de quanto?
B
Obrigado, irmão.
C
1.800 e esse é um árabe que ele é inspirado nesse aí que é o mesmo cheiro praticamente.
D
Ah, tipo o sabor e o... 300 conto. É o sabor.
C
Não, o que acontece, pô, o perfume vai pagar 2 mil no perfume.
D
É o mesmo cheiro.
C
Esse aqui é o árabe, esse aqui é italiano.
A
É italiano?
C
É italiano ou grego?
B
Italiano.
C
Italiano.
A
Você me deu de presente esse perfume?
D
Não, eu não conhecia a parada do perfume. É a estrutura mesmo, né velho? Esse é top. O Pompom Brava.
B
O Pompom Brava. O Pompom Brava.
A
The King of Perfumes.
C
The King of Parfum.
D
Parfum. Cara, obrigado.
C
É um Champions League e uma estrutura.
A
Obrigado, cara. Obrigado. Obrigado. Maravilha.
C
Esses dois perfumes são os que eu uso. Esse aqui eu não conheço.
A
Lembrando que esse é o programa do dia. Não tem programa as duas hoje, tá, gente? Porque tivemos que antecipar a quadragena dos meninos aqui.
D
É.
A
E semana que vem estamos de volta, né, Gordinho?
D
Vamos indo pro Bambu almoçar, gente.
A
Bora.
D
Oh!
A
Atenção Rio Grande do Sul, espero vocês lá no final de semana, valeu!
B
Partiu bambu, tchau rapaziada!
Host: Bola e Carioca
Convidados: Tecar e Thiago Brava
Neste episódio, Bola e Carioca recebem Tecar, influenciador e empreendedor do setor automotivo, e Thiago Brava, cantor e atualmente cada vez mais inserido no mundo digital, para um papo informal – como de costume, recheado de risadas, sarcasmo e histórias curiosas – sobre riqueza, carros, cultura de consumo, networking, diferenças culturais e o fenômeno das confrarias e experiências de luxo no Brasil e no exterior. O episódio transita do humor (com "patadas" do Bola e improvisos do Carioca) à crítica social, sempre com aquela leveza típica do Ticaracaticast.
"A vida é uma só, vamos viver extraordinário!" – Thiago Brava [01:18]
"O bom gosto não retrocede. Você toma um vinho desse, depois não quer mais saber do barato." – Thiago Brava [09:42]
"Vinho é tudo igual? Só até você provar um desses." – Bola [10:04]
"Desculpa, 15 mil numa camiseta t-shirt é trouxa." – Bola [33:04]
Este episódio é uma montanha-russa de temas – dos bastidores do luxo brasileiro aos dilemas da riqueza, dos memes da internet às regras não-escritas das amizades e negócios no Brasil. Com muito humor, honestidade e uma pitada de crítica social, Bola, Carioca, Tecar e Thiago Brava desmistificam o “extraordinário” e mostram que, no fim, todo mundo tem um lado humano por trás do carrão, do vinho caro, da reunião glamourosa ou do meme viral.
Para quem perdeu o episódio, essa é uma verdadeira síntese do que foi debatido, sempre no tom leve e cômico característico do Ticaracaticast — ideal para quem busca entretenimento com insight genuíno sobre o universo do luxo, cultura de consumo e empreendedorismo brasileiro.