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A
E aqui adianta você publicar dez, vinte, cinquenta blogs por dia. E adianta você só saber fazer lixo, fazer dez vezes mais. Lixo é lixo. Então você tem que ter a lente, o filtro, que é o seu conhecimento de marketing. Porque as métricas que o povo olha são as métricas fáceis. Curtida, comentário, visita. Existe inteligência artificial, não existe experiência artificial, entendeu? Um sábio... O que acontece com essa pessoa? Era uma apertadora de botão. Pode saber escrever bem, mas se ela não tem o filtro e o conhecimento para avaliar o que ela faz, esse tipo de pessoa corre o risco de perder o emprego no próximo ano.
B
E aí, tá cansado de ver aquele volume de posts no seu feed aí, tudo gerado via inteligência artificial, é ou não é? Pois é, nesse episódio aqui a gente vai falar de um dos caras que mais produziram conteúdo de qualidade na internet brasileira relacionado a marketing e vendas. Mas antes de eu apresentar o nosso convidado de hoje, deixa eu me apresentar. Eu sou o Gustavo Pagotto, fundador da Pipe Lovers, embaixador do Zorro CRM, e esse é mais um episódio do Vamos de Vendas, um podcast dedicado para você que quer levar o nível de conhecimento da sua empresa, do seu negócio, para um outro patamar, para, obviamente, aumentar os seus resultados, aumentar suas vendas e, de preferência, aumentar os lucros da sua operação. Toda semana a gente tem um novo episódio aqui, então se você tá assistindo a gente agora, não deixa de favoritar o canal, acionar o sininho, aperta o botão que você tiver que apertar aí pra garantir que o próximo episódio você receba um alerta e consuma aqui o nosso conteúdo, tá bom? Não deixa também de seguir a gente nas redes sociais. Eu sou o arroba gupagoto, você também pode seguir o arroba vamosdevendaspodcast e também arroba zorrobrasil. Nosso convidado de hoje é nada mais nada menos do que ele, Vitor Peçanha, ele mesmo, o cara que é o maior conteúdo de inbound marketing que existe, pelo menos em português, agora já deve estar traduzido para vários idiomas, ele que é cofundador da Rock Content, passou aí por uma temporada na Nuvem Shop e também é cofundador da P by P e hoje está dedicado a vários projetos como mentor, consultor, speaker, palestrante, mas não sabemos, em breve esse cara vai estar numa nova cadeira aqui dentro do mercado. Peçanha, uma honra estar contigo aqui, meu amigo.
A
Sempre um grande prazer, Pagoto. Obrigado pelo convite aí. Vai ser um ótimo papo.
B
Muito bom. Cara, para quem eventualmente esteja dentro de uma caverna sem Wi-Fi, sem internet, cara, faz um resumo da sua carreira em termos de conteúdo, marketing, vendas, internet, porque a gente estava até conversando aqui um pouco no backstage, a gente já chegou numa certa idade que a gente... a minha piadinha de tiozão é perguntar para as pessoas se elas conhecem o Roberto Bádio. né? Aproveitando que estamos em épocas de Copa do Mundo. A galera, não, Roberto Baio. Eu falei, ixe, cara, tem cara que não sabe nem quem é Zidane.
A
Ah, então.
B
Mas, e você falou, cara, você falou que outro dia tinha uma menina que trabalhava com você que ela já, ela nasceu e você já tinha vídeo seu lá no YouTube, né?
A
Eu já tinha um blog. Cara, meu primeiro blog, meu primeiro blog eu lancei em 2002, 2003, cara. E ela nasceu em 2004, e era analista lá de SEO da Nuvem Shop. Eu falei, caramba, eu já tava otimizando palavra-chave. Tudo bem que naquela época a gente ficava enganando o Google, né? Mas eu já tava fazendo SEO Black Hat, e a gente tava nascendo ali. Mas resumindo, né? Eu vou pegar desde a época da Rock Content, mas eu sou o Pessanha, eu já tenho mais de 20 anos de marketing, e aí a minha experiência realmente mais marcante foi a Rock Content, uma empresa que eu fundei em 2013. para ajudar outras empresas a criarem e crescerem usando marketing de conteúdo, criar esse canal novo que ajuda na geração de oportunidade, na geração de autoridade, produzindo conteúdo, toda a questão do inbound. Fiquei 10 anos lá, maior parte desse tempo como CMO, mas claro, como fundador também, mas a maior parte na cadeira de CMO. E durante esses 10 anos a gente cresceu, virou uma das maiores empresas de marketing digital do Brasil, expandimos para Estados Unidos, México, através de aquisições e expansão. Mas o que é relevante nesses 10 anos é que como eu vendia marketing de conteúdo, eu tinha que fazer marketing de conteúdo. Então a gente virou um grande case do que a gente mesmo fazia. O blog da Rock. Eu vou ignorar a pandemia, que a pandemia estourou. Mas ele tinha 5 milhões de sessões por mês, que é um número altíssimo. Quase toda a nossa aquisição de clientes do Brasil era orgânica, quase tudo orgânico mesmo. Tinha o Rock University, a nossa central de cursos, que eu faço por prazer, fazia por prazer, 600 mil alunos passaram por lá. E nessa de ficar criando conteúdo, acabei virando palestrante, consultor, mentor, escrevi um livro, o Best Seller, obrigado pelo marketing. Saí da ROC em 2023 pra ver o que tinha no mercado, levei os cursos comigo por uma questão de princípio, eu gosto de educar, eu gosto de ensinar, montei a PYP School. Então os cursos da ROC estão lá, gravei os cursos novos, porque também o marketing fica datado, mas tá lá pra quem quiser, vários são úteis. Aí eu tentei ficar desempregado um tempo, não consegui, pô, ficar atrás de mim.
B
Tentei ter paz, né, mas não foi possível.
A
É, não, mas aí eu fiquei quase dois anos na Nuvem Shop, porque eles estavam com um desafio muito legal, é uma empresa que eu admiro, de montar uma estrutura de marketing pra vendas, né, porque ela é muito product-led growth, montei, saí agora, tô tentando ficar desempregado, mas já estão atrás de mim, mas brincadeiras à parte, eu saí e nesse momento, Eu tô montando, nesse momento agora... Durante
B
essa gravação, não sabemos o que vai ser no almoço depois.
A
É, mas durante essa gravação, eu tô montando um curso de gestão de agentes de E.A. pra marketing. Preciso montar um departamento. Então, vai ter sido lançado no dia 1º de junho, quando isso aqui for ao ar. Que eu tô usando como momento pra, cara, aprender muito mais sobre E.A. Eu tô usando E.A. no dia a dia, e como eu gosto de ensinar, eu falei, ah, vou transformar isso em uma metodologia e vai lançar agora dia 1º. É que hoje o que eu tô vendo... Você falou, Nérd, muito conteúdo cunhá. Cara, tem muito volume, né? Tem muita gente, muita publicação. Eu até soltei hoje um texto no Quedinho falando, cara, que é o fenômeno cybershot. Pra quem tem idade, né? Que eu lembro que naquela época era assim, cara, nossa, essa câmera tem 4 megapixels, 5 megapixels, 10 megapixels, 50 megapixels! Como se fosse a melhor coisa do mundo. E não é, cara. Você tem que ter uma boa lente, você tem que ter um bom sistema, né? É a mesma coisa com o IA. Que adianta você publicar 10, 20, 50 blog posts de IA, Isso é tudo ruim. Você só sabe fazer lixo, fazer 10 vezes mais, lixo é lixo. Então você tem que ter a lente, o filtro, que é o seu conhecimento de marketing. Que é você montar uma estrutura de, cara, de antes você escrever um texto, você tem que ter uma documentação gigante, toda a parte estratégica do marketing, que é o que falta, né? A galera acha que é, vou dar um pitch aqui, escreve um blog post, aqui a palavra-chave vai ser algo bom. Então eu tô codificando isso. Vou lançar esse curso agora, E aí, vai ficar aí, porque eu acho que, cara, quem quiser, vai ser um conhecimento, putz, muito legal, necessário hoje saber IA, mas do jeito certo. E ensino marketing do mesmo curso, né? Enquanto isso, aí eu tô... Já tem pouco tempo que eu saí da Duven Shopping, então eu tô me dando um tempo pra focar nisso.
B
Curtindo uns almoços, uns cafés e umas conversas despretensiosas por aí.
A
Cara, muito almoço, muito café. dando umas mentorias pontuais, pessoas me procuram. É isso, parado a gente não fica, né?
B
Muito bom, cara. E acho que é muito legal, cara. Não sabia que você estava com esse curso aí saindo do forno. E acho que uma das coisas mais... Minha primeira pergunta pra você é que, cara, vocês na Rock Content, que é interessante, que enquanto vocês vieram nesse mercado de produção de conteúdo, vieram as ferramentas de marketing, né? Ou seja, as ferramentas de inbound, etc. que foram se popularizando ao longo desse processo. E aí surgiu esse mercado, né? Ou seja, os analistas de conteúdo, as empresas começaram a investir em produção de conteúdo, mas eu gostei do que você falou, né? Pô, se você produz lixo, você vai produzir lixo em escala. E acho que essa é uma das minhas primeiras grandes perguntas, né? Cara, dessa sua jornada de, cara, mais de uma década na rock, com toda essa revolução quaiá, O que você viu que é uma interpretação errada que as pessoas têm em relação à produção de conteúdo? Porque eu vejo muita gente focada em produzir conteúdo e pouca gente preocupada em construir autoridade ou relevância com isso. Cara, o que você viu de grande desafio ou problema? O pessoal entendeu errado essa mensagem.
A
Cara, é... Acho que o que o pessoal entendeu errado melhorou recentemente, mas ainda entende um pouco errado. Que tem até a ver com a minha trajetória na rock, sabe? Que é assim, primeiro tive que convencer o povo que tem que fazer conteúdo. Que não é só aquele conteúdo de fundo, de funil, de conversão. De toda uma jornada, você captura a pessoa muito antes. Nesse momento, eu tava explicando o que era o conceito de marca de conteúdo. Explicando que fazia sentido. Daí a pessoa... O mercado começou a entender. Depois eu tive que mostrar pras pessoas que não é só isso, que isso tem que gerar resultado. Entendeu? E pra gerar resultado você tem que, cara, montar um sistema, montar uma jornada, montar ali o funil, se você for usar o modelo de funil. E que as métricas que determinam o sucesso não são as mesmas que a galera gosta de olhar, né? Porque as métricas que o povo olha são as métricas fáceis. Curtida, comentário, visita, né?
B
Então eu acho que isso... Que são parte de você. Vai analisar também, mas não é isso...
A
Você vai analisar também.
B
Mas que paga, não paga a conta, né?
A
É, não. Você tem que ter. Ninguém vai converter... Você falou, né?
B
5 milhões de visitas lá no site da ROC. Pô, era importante, mas se você chegasse no final do mês, ô galera, teve 5 milhões de visualizações aqui. And?
A
Cadê a grana? Exatamente. Então, por exemplo, eu te dou... Cara, na ROC. Dessas 5 milhões, 2,5 milhões era Brasil, né? Nosso blog em espanhol também era grande, era 4 milhões e tanto. 2 milhões e tanto também. Desde 2 milhões e meio, tipo assim, a nossa métrica mesmo era MQL, tá? Então, a gente tinha uns blog posts que performavam super bem. Que era, por exemplo, em termos de visita. Um que era como escrever uma carta de demissão. Mas não gerava cliente, tá? Então, apesar da gente ter o indicador de tráfego, a gente tava sempre ali balizando ele pelo... pelas regras de ir descendo no funil. Então o nosso principal blog post era marketing digital. Ranqueava em primeiro, que foi da treta, treta não, do desafio com o Neil Patel, porque ele tinha 20 mil visitas por mês, desses 2 milhões e tanto, mas proporcionalmente ele era o que gerava mais clientes. Então a gente estava sempre olhando toda a jornada e todo o caminho. Então eu acho que ainda hoje existe um... Como é que fala? Existe uma falta de entendimento da complexidade disso. Outro ponto que aí eu fui entendendo bem mais pra frente, bem mais maduro ali, é a questão assim, que aí hoje pra mim é o principal. Acho que a galera que tá no conteúdo entende já a jornada, entende já o inbound, entende já o que é converter tráfego em lead, MQL, tudo. Só que ao longo do tempo fui aprendendo que essa visão é ilimitada. e ela é limitada e ela é compartimentalizada. A gente tava muito empolgado no digital em 2010. A gente olhava pras agências de publicidade e falava, vê se povo mede branding, branding é desperdício de dinheiro. Eu tava errado, né? Eu jovem empolgado.
B
Até porque você tinha uma tendência natural pra achar que o outro lado era mais relevante, né?
A
Claro, exato. E por quê? Ó, a gente precisa do contraste exagerado pra gerar mudança, tá? Acho que isso é importante também. A gente precisava do contraste a gerar, do digital a salvar o mundo, todo real eu vou saber o que vai gerar, isso é mentira. Mas naquele momento o modelo funcionava. Só que hoje eu vejo muito mais assim, e aí vou entrar um pouco na parte de IA, né? O que que tá acontecendo? A parte de produção, a parte de output, com a IA muita coisa tá automatizada, E eu tô vendo que a galera que se formou no digital, eu, culpado ali naquela época, com o mundo só do digital, tá miúdo pra várias coisas que existem fora do digital e tem um impacto tão grande quanto. E tinha na época da rock, eu só não media e desvalorizava. Vou dar um exemplo. A Rock University. A Rock University, ela passou 600 mil alunos, onde estavam nossos cursos lá. Como tava ali numa outra plataforma, Eu não tinha um modelo de atribuição pra saber o tanto de receita que aquilo gerou, tá?
B
Ou seja, quantas pessoas foram alunos que depois, no futuro, viraram... Porque a hipótese era essa, né?
A
Arranjaram emprego e contrataram a roca dali. Como era uma jornada indireta, cara, não existia um modelo de atribuição. Aí eu falo, cara, será que você tá dando resultado? Mas você entende que tava. YouTube também, você não consegue monitorar o clique do YouTube. Então, pra você fazer isso, você tem que dar um passo atrás do marketing. Pra você entender o impacto disso, você tem que dar um passo atrás no marketing. Você tem que entender fundamentos de marketing. Por que uma marca forte é importante? E hoje eu valorizo isso mais do que tudo. Porque uma marca forte é você estar na cabeça da pessoa. Que o Byron Sharp escreveu, é o conceito de disponibilidade mental, que é na hora que a pessoa for comprar, ela lembrar de você. Ela lembrar de você e querer comemorar de você. Lembrar de você em outros momentos, tanto faz. Eu sempre dou o exemplo de... Cara, você quer tomar um refrigerante. Você vai pensar em quê? Uma coquinha. Né? Ninguém pensa num dolly. Apesar que todo mundo conhece o Guaraná do óleo e o dollinho. Mas uma coisa é saber que você existe, outra coisa é disponibilidade mental. Então, na época da Rock Content, a gente tava construindo isso como uma marca educadora. 600 mil pessoas falando, cara... É a Rocky Contos que eu vou comprar, é mais fácil, é a empresa que é referência, 5 milhões que passavam no blog. Só que, como a gente estava mais no ambiente digital, a gente tinha a miopia de que muito vinha lá do digital que eu podia rastrear. Entrou no meu blog, cookie, beleza. Só que, cara, e o tanto de gente que vinha já procurando pela nossa marca, pelo branded, porque viu a gente no evento, RD Summit, né, votava em todos. É, porque viu a gente no YouTube. A gente não tava modelando isso. E isso é conhecimento antiquíssimo. É brand lift. Que a gente... incrementalidade. Que dá pra medir. E aí... Isso fica muito avançado até, né? Isso fica uma coisa avançada pra empresas pequenas, claro, mas dá pra você olhar isso do digital. Eu dou um exemplo que qualquer empresa hoje que... Por exemplo, investi... Não sei, cara. Coloca um anúncio no Jornal Nacional. Pode custar um milhãozinho ali, tá? O que você acha que vai acontecer quando você põe um anúncio no Jornal Nacional? Cara, suas buscas de marca vão aumentar.
B
Naturalmente.
A
Naturalmente.
B
Pode ser que se for uma vez só vai ser um pico, mas vai ter impacto.
A
Vai ter impacto. Suas buscas de marca vão aumentar. Se suas buscas de marca vão aumentar, o que acontece? Se você não mapeou tudo certinho, estratégico, Se os seus departamentos não conversam, que é muito comum, que é um dos problemas, você vai ter o que eu chamo que é o pickpocket de atribuição. Que é, sei lá, eu tenho especialista de SEO e eu tenho especialista de mídia paga. Eles não estão conversando, é a mesma jornada. E aí você tem outro departamento, que é o departamento offline, que investiu no Jornal Nacional. No dia que você investiu, um, suas buscas orgânicas vão disparar. Aí a pessoa do SEO vai falar assim, não, mano, eu otimizei aqui, ó.
B
Seu custo por clique caiu absurdamente.
A
Seu custo por clique vai despencar. E a pessoa do performance fala assim, então não, porque eu fiz uns experimentos aqui, mudei... Nada.
B
Umas palavras novas?
A
Mudei umas palavras novas, porque ele não tá vendo o todo. Entende? Por isso que eu falo que é o pickpocket, né? O trombadinho da atribuição, porque o digital é onde tá o clique. Tudo isso vai crescer. Todas as métricas vão melhorar. Mas é por causa de alguém que alcançou um milhão ali. Diminuindo isso, é assim que eu pedia, por exemplo, cara, impacto de evento. Você tem... Isso aconteceu na Novem Shopping, tá? A gente fez um evento grande, o D2C Summit. Logo depois, a gente teve, no mês seguinte, semana seguinte, a gente teve pico de MQL direto e orgânico no site.
B
Orgânico, né?
A
Pela atribuição digital, orgânico, mas a gente tem que estudar isso. Então... Eu acho que hoje essa questão da miopia é o principal problema. Tem um estudo da Ipsos, lá nos Estados Unidos, que eles fizeram, cara, com não sei quantos mil profissionais que trabalham com marketing, umas perguntas básicas. O que é posicionamento, por exemplo? 67% não sabia responder. Então você pega esses 67% que não sabe o que é posicionamento, o que é proposta de valor, o que é... cara a marca e fala, eu cuido de performance, eu cuido de blog. Só que eles não sabem toda a parte estratégica por trás. Essa pessoa, na hora que vem aí e escreve o blog, e ela não sabe avaliar baseada em estratégia...
B
Ela não sabe se ela tá baseada
A
em preço, atendimento... Atendimento, não sabe nada, não sabe qual que é o diferencial, não sabe... O que acontece com essa pessoa? Ela era uma apertadora de botão, né? Ela pode saber escrever bem, Mas se ela não tem o filtro e o conhecimento pra avaliar o que a IA faz, esse tipo de pessoa corre o risco de perder o emprego no próximo ano. Então, eu acho que isso eu tô vendo que é o que mais me preocupa, assim. Acho que ainda não tem um entendimento macro do que tá acontecendo, sabe?
B
Agora, cara, um dos aspectos aqui, né, você tocou bastante sobre a minha segunda pergunta aqui, que era em relação a como que essas coisas se conectam, né? Então, obviamente, até pelo momento onde o Google era o grande motor com SEO e etc, a produção de conteúdo virou um vetor muito importante para te ajudar a gerar mais buscas orgânicas ou a ser investimento em mídia paga, né? Muita gente investiu muito em mídia paga, muito foi sequestrado, ou seja, o branding foi atacado por muito tempo para roubar até uma parte desse investimento para ser investido em pessoas, para produzir conteúdo, em plataformas e etc, né? E hoje acho que a gente volta pra um... Tudo é cíclico, né? Agora você volta pra... Pô, pera aí, talvez aqueles caras não estivessem tão errados, essas coisas em conjunto tinham o seu valor. No final... seja branding, seja mídia paga, seja conteúdo, tem um objetivo aqui de se eu construir reputação e autoridade dentro pra minha marca. Qual que é a diferença do tipo de estratégia de conteúdo, de marca, de mídia, que ajuda a gerar essa autoridade, que vai converter em lead, daquela simplesmente que vai fazer barulho, que vai gerar um awareness e não necessariamente vai virar vendas? Onde que tá o... Onde são os detalhes ali que fazem todo aquele esforço? Porque eu vejo muita empresa, talvez muita gente esteja assistindo a gente, que o cara vai, o cara mete um caminhão de dinheiro, e o cara faz stand gigante em evento, e um monte de caminhão de mídia em Google, em Meta, e equipe de conteúdo, e sai com social media lá, com um monte de câmera filmando tudo. Cara, eu fico às vezes meio assustado com tudo isso, né? É, vamos pegar ali o G4, que a gente tem bastante contato ali com a galera. Pô, os caras têm quase 100 pessoas no marketing. Ali os caras sabem transformar conteúdo em autoridade que gera venda. Mas tem muita gente que tenta copiar aquilo que não aguenta pagar por muito tempo por toda essa estrutura e falar, pô, desisti porque eu não tive o resultado. Onde que tá a diferença de quem consegue transformar esse conteúdo, os investimentos em marketing, em autoridade pra gerar em vendas, de quem simplesmente só tá trabalhando pra produzir conteúdo que vai gerar entretenimento pra quem tá consumindo online?
A
A diferença tá em ter uma estratégia. É simples assim, né? Tipo assim, o branding. O branding, ele engloba toda a jornada. Pergunta que era muito comum, me faziam. Você acha que uma empresa tem que investir em branding ou performance? Eu falei, gente, não existe performance sem branding. Se eu anuncio, ele tem que representar a sua marca. Se eu tô de voz, ele tá de uma jornada. Então, vamos lá. Quando falta estratégia, você não consegue conectar tudo. E aí, pra mim, o principal é, você tem que ter uma estratégia e uma jornada. Porque você pode pôr um caminhão de dinheiro em awareness. Beleza? Awareness top funil, todo mundo conhecer a sua marca. Cara, é essencial. Tem um estudo que eu gosto, do Octadesk, que eles entrevistaram uma galera e falaram assim, o principal motivo pra alguém não clicar em um anúncio é não conhecer a marca. É o principal, você é top 1.
B
Por que você não clicou no chique-chique da Serra Soft?
A
Exato. Entendeu? Então, se você não faz a jornada e é assim ó, o awareness entrega isso, o meio de funil ali, busca de soluções entrega isso, se você não conecta tudo, você tá desperdiçando dinheiro. Então é assim, vamos lá. Eu gosto de um caso que aconteceu, que foi super curioso assim. Com a Ambev, em 2017 eu acho, eles lançaram a Skolhops. Hop é lupo, esse porra 100% lupo, parará, puro malte. E aí foram com dinheiro ambev. Todo mundo conheceu, tá. O que aconteceu? A galera começou a ir pro Google pra procurar o que é lúpulo. Né? Ou o que é puro malte. Só que ambev não tinha nada no digital. Um amigo meu tinha um blog. Homem de lúpulo. Tava ranqueando bem pra isso, cara. Ele teve um salto de tráfego que você não tem ideia.
B
Ou seja, o cara surfou a onda do marketing da Ambev.
A
Surfou a onda do marketing da Ambev. Bombou o blog. Bombou-se, mas muito. E a primeira coisa, ele falou, cara, o que eu acertei no SEO? Primeira pergunta dele. Ele trabalhava lá na Rock Content. Depois foi, não, cara. O Awareness foi feito pela Ambev. Então...
B
A Ambev que fez um anúncio no Jornal Nacional falando de loop.
A
Não, pô. Anúncio pra tudo quanto é lado. Evento, paz, co-ops. Então, isso eu gosto de dar esse exemplo porque, assim, o problema é que a pessoa que gera awareness não está pronta para capturar, ela está despertando dinheiro. Então você tem que estar pronto para capturar.
B
Ou seja, então eu tenho que ir balanceando meus investimentos. Não adianta botar um anúncio na Globo se eu tenho uma capacidade aqui, vocês vão imaginar que eu sou sales led, eu tenho uma equipe de SDR, de vendedor, não adianta gastar demais aqui em awareness e branding porque depois lá... E vice-versa, né?
A
Exato. Exatamente. Então, se você vai fazer um awareness gigante, você tem que estar pronto pra receber esse awareness. Então, as pessoas às vezes não mapeiam isso, que isso vai acontecer. E não precisa ser gigante globo. É gigante, cara, vamos fazer uma campanha com micro-influencers. Ou vamos fazer uma campanha com embaixadores e grandes influencers, sabe? Vamos fazer uma campanha de performance pra awareness. Tudo isso tem que conectar numa... Ok, agora como isso converte? Tá? Quando eu falo com o exemplo da Ambev, beleza, porque a conversão deles não é só online. O PDV tá tudo lá. A conversão deles é PDV, é você... Eu quero comprar um Skullhops... Não existe mais, eu acho. Não existe. Tá? Mas eu quero fazer uma campanha de uma marca nova, eu chegar num bar, falando de ambev, tá lá.
B
Tem que ter cerveja lá, né?
A
Exatamente. Tem que ter cerveja lá.
B
Ou ele vê lá na gelada e fala, ó, já é mesmo, eu vi aquela propaganda, deixa eu experimentar, né? Ou tô num supermercado, deixa eu testar aqui. É isso.
A
É assim que funciona. Agora, pega pro digital, é a mesma coisa. Eu fui num evento e tinha um stand da Pipe Lovers. Eu vi o Pagoto conversando lá. Eu entro no Google e eu não encontro a Pipe Lovers. Porque o SEO tá ruim. Ou então não lembra seu nome e aí procura por, sabe?
B
Era uma coisa de treinamento de vendas. Vai cair no concorrente.
A
E você não tá presente em lugar nenhum pra capturar isso, aí nesse caso seria mídia paga, você dispersou todo o dinheiro. Entendeu? Então assim, é isso que diferencia. Essa é a jornada. Que a gente modela como funil. Hoje eu falo menos de funil. Funil é bom pra começar, mas é tipo andar de bicicleta de rodinha. Um dia você tira a rodinha. Porque o modelo é a jornada, não é um funil de verdade. Então pra mim é isso, sabe? É você entender o propósito e tá pronto pra falar assim, awareness vai gerar demanda onde? Eu tô ali pronto pra capturar. Vai gerar quais dúvidas do meio de funil que as pessoas vão vir e tirar e procurar sem ser como querendo comprar, né? Elas querem saber, cara, é melhor eu contratar uma consultoria, um treinamento de vendas? Qual? Mas antes de eu decidir qual, vale a pena um treinamento de vendas? Vai ser um treinamento online? Vai ser eu chamar um especialista? Tudo isso, sabe? Então, pra mim é isso. As pessoas não entendem como é uma jornada 100% integrada, sabe? E multicanal.
B
Agora cara, você falou dessa história de uma... O funil, eu gostei dessa frase, dá pra gente depois pegar um corte e falar sobre isso. O funil é a rodinha da bicicleta, o começo... a realidade é que você tem que conseguir mapear qual que é a jornada do cliente. E no B2B, desde a época que eu trabalhei lá no LinkedIn, a gente falava, pô, tá aumentando o número de pessoas participando desse comitê de compras, porque agora tem mais informação, o mundo digital permite isso, nas reuniões online todo mundo podia entrar na sala lá no Zoom e trocar sobre isso. Cara, de que forma que uma empresa pode fazer, se ela não faz isso, se ela tá tirando a rodinha do funil, como é que ela faz pra fazer um mapeamento de fato, qual que é a jornada do cliente B2B dela? Quem são todas essas pessoas? Por onde ele passa? De que forma que alguém que não faz isso hoje, e tá vendo esse podcast, pode aprender a mapear a jornada do cliente B2B?
A
Eu digo assim, a jornada existe, tá? E ela tem as mesmas etapas do funil. Eu só não chamo de funil porque não necessariamente tem mais gente em cima do que embaixo. A definição de funil não de conversão. Olha, eu tenho um problema, vou buscar a solução para o problema.
B
Tem um caminho que eu vou passar, mas não necessariamente ele é assim, ele pode... Pode.
A
Porque o funil, ele é, eu tenho um problema, eu vou buscar a solução para o problema. Opa, quais são as soluções que existem? Eu quero saber sobre o problema, aí você desce um pouquinho quais soluções existem e quais empresas oferecem essa solução. Essa é a definição de funil de conteúdo, na cabeça da pessoa. Não confundir com funil de conversão, que é visita ali de MQL. Aí sim, é sempre um funil. Esse de conteúdo, eu posso falar assim, cara, se eu expor um milhão de pessoas a minha marca, é fundo de funil que eu tô falando da minha marca, não tô educando. Entendeu? Vai ter muito mais gente do que um topo de funil que é o meu blog.
B
E às vezes, num mercado que tem tanta demanda assim, você pode só falar da sua marca, como é o caso da Ambev com a cerveja. Pô, tem muita gente que toma cerveja. Eu falo da minha marca que eu capturo um pedaço disso e sou um pouco ineficiente, né?
A
Sim, mas é isso aí, cara.
B
Tem mercado tão grande que eu boto minha marca lá e vendo, né?
A
Sim, e pra algumas coisas é isso mesmo.
B
Tipo o carro chinês, né? O carro chinês tá chegando no Brasil, bicho. Os caras estão comprando carro, carro elétrico. Eu só preciso que o cara consiga falar o nome da minha marca, né?
A
Exatamente. Não, mas... Mas você não vê, mas, cara... Vou pegar o carro chinês. O carro chinês, basicamente, é... O principal problema do carro chinês é a objeção de China de elétrico. E de ser marcas novas, né? Essas são as objeções. E eles estão quebrando essas objeções. É que a gente não vê, mas quando, cara... Até alguém fala assim, cara, BID é confiável. O Dolphin Mini foi o carro mais vendido no varejo em abril. Beleza, elétrico, eu consigo fazer uma viagem de elétrico. Isso tem um trabalho por trás, sabe? Quando aparece alguém falando, alguém dando... Tem uma galera xingando.
B
Tem influenciador, tem clientes dando peer-to-peer recommendation.
A
Exatamente, tudo isso, existe um trabalho ali, sabe? E a marca é forte, mas é exatamente isso. Mas aí, como você deu um exemplo do B2B, vamos voltar no B2B que... É assim, pensa na jornada como um todo, ela sempre vai existir. Se a venda é complexa, hoje tem que lembrar que, cara, tomar a decisão, ou pelo menos boa parte da pesquisa é feita muito antes. Hoje, há 12 anos, 15, sei lá, mas hoje mais. Então, hoje ela até tá trazendo uma nova camada que a pessoa vai mais a fundo ao conversar com o chat IPT, se você tem lá a emoji do Google, que, cara, eu não tenho mais o clique do meu site. Então, eu tenho que ter argumentos ali que o Google vai mostrar, e o clique, ele deixa de ser um indicador tão importante, a visita. Eu quero que a pessoa me ache. Então, você tem que mapear essas novidades. Você tem que ter ciência da sua persona. E aí, você vai falar de vendas complexas, se você for entrar na seara do ABM, né? Que ainda é muito complicada e pouco entendida. pra mim é um dos termos mais mal entendidos que existe da IBM, mas que você mapeia a conta e tem vários stakeholders, você vai fazer uma jornada pra cada stakeholder. Persona não é público-alvo, público-alvo é empresa, persona tá lá dentro.
B
E aí quem tem preguiça já morreu nessa etapa, né?
A
Porque, pô... Já morreu nessa etapa.
B
Ah, pô, eu preciso falar com o cara de compras, com o cara técnico, com o cara comercial, com o cara... Assim, se você tiver preguiça de separar conteúdo pra três, quatro personas chave, cara, você não tá fazendo o seu trabalho de marketing.
A
Você não tá fazendo seu trabalho de marketing. Aí eu tô falando a venda B2B mais complexa. Você tem que fazer. Cara, o seu trabalho de marketing pode ser mapeia duas pessoas chave que você vai atacar ali no mais alcance. E outra, mais uma ou outra, se for algo mais complexo, você vai, cara, no outbound. Mas com material de suporte. Ou que você conecta elas, sabe? É assim que funciona. O outbound, cara, Eu tava trabalhando tanto com outbound quanto em balde, quase o mesmo nível, na Noven Shopping. Mas tudo conectado, entendeu? Então, você tem que mapear todos os stakeholders. Qual que é o que de entrada, né? A Rock Country era interessante. Porque a gente não entrava pelo tomador de decisão. Era engraçado que... Eu tive uma discussão com o meu sócio uma vez. Discussão assim, uma conversa que eu montei as personas. Meu persona é gerente de marketing. Ele... Tem que ser o CMO. Falei, cara, nosso blog não atrai CMO. atrás do gerente dos analistas de marketing. O gerente de marketing, na hora que a gente convence ele, aí a gente chega no CMO. E a estratégia pra chegar no CMO é outra. É através de uma coisa mais one-on-one, através do gerente de marketing. Mas o blog não é pra CMO. A gente tinha muita clareza disso. A gente fez uma revista. A revista era pra CMO. Impressa, bonita. A gente entregava por correio, sabe? Aí a gente falava, cara, passa contato líder de marketing. Puta valor. Então assim, a lógica é a mesma, você tem que mapear. Só que aí você tem que casar que a jornada de conteúdo, ela tem que andar lado a lado com todo o processo de conversão e vendas. Seja inbound, seja outbound. Seja, cara, qual o material que eu ponho na mão de um vendedor? Qual é o seu material de funil? O que é o deck? O que é a apresentação? Qual é o pitch? Eu fazia muito evento. Qual que é o evento que eu vou fazer?
B
Quem vai estar naquele evento, né?
A
Quem vai estar naquele evento, cara. É... Cara, evento é fenomenal.
B
Tem evento pra 200 pessoas que é tão bom quanto um evento para 5 mil pessoas, né?
A
Cara, tem evento pra 15 pessoas que é tão bom. Entendeu? É só você mapear. Você vira pros seus vendedores e fala assim, cara, quem você tem no pipe? Quem você tem no pipe que é nosso ICP bonitinho lá. Ah, eu tenho... Pega pros seus vendedores, eu tenho 10 pessoas. ICP top ali, faixa 1 ali, filé mignon do filé, ótimo. Fazer um evento pra 30 pessoas. Você vai chamar essas 15, duas pessoas pra cada um, quem já tá no pipe, aceleração de pipeline, BDR, se tiver BDR, olhando pra outbound. Olha, a gente vai fazer um evento aqui. Pega essa empresa mais filé que você tem e esse é o seu reason to call. Cara, isso é o marketing desse suporte. Mais do que tudo, essa jornada. E isso começou lá atrás, porque, sei lá, quando a pessoa conhece sua marca. O risco do qual é o evento, mas uma coisa é você ligar e nunca ter ouvido falar, outra coisa é você é daquela empresa. É igual quando o vendedor do Google te liga, você abre o CNPJ lá e ele fala, cara, deixa eu falar com você, eu sou do Google. Você fala, opa, você é do Google? E o cara é um BDRzinho, é um BDR, mas você escuta porque é Google. Então, até na venda complexa, você tem que fazer todo esse mapeamento. Só que a diferença é que ela vai por caminhos distintos. A venda complexa B2B vai por mais personas, por mais canais, por coisas às
B
vezes... E o caminho para identificar isso passa por uma coisa que é tão simples e óbvia quanto conversar com essas pessoas.
A
Conversar com essas pessoas.
B
Ou seja, quem é o cara que comprou, eu falo... Às vezes nem falo mais, porque tantas vezes que eu já falei isso em gravação, na história da metodologia de win-loss análise. Acabei de fechar com esse cliente. Pergunta pro cara. Onde você me conheceu? Quando foi? Com quem você falou? Quem são as pessoas que foram envolvidas? Por que você me escolheu? Quais outras marcas você considerou? O que você viu de diferença de mim do outro? Qual foi o fator-chave que fez você escolher a minha empresa por outra? As pessoas ficam sonhando. Pô, quem são as pessoas que... Certamente, quando você definiu que o seu público do blog lá era o gerente de marketing, coordenador de marketing, você foi ver os caras que estavam fechando se eles estavam passando pelo blog, né?
A
Sim, nesse caso... Isso aí foi a primeira análise dessa, foi antes da gente fazer o win-loss formal. Mas foi eu conversando com clientes. Ou seja, não foi uma win-loss análise, foi uma win-análise.
B
Eu sempre falo por isso, começa por aí. Porque entender porque você perdeu é muito difícil. Entender porque você ganhou é bem mais fácil. O cara vai te falar, cara, eu gostei. Pô, eu gostei da cor do site, a pessoa que me atendeu foi atenciosa, me atendeu rápido, eu vi aquele post específico de tal coisa, eu vi a palestra... Cara, eu fechei outro dia um treinamento, que a pessoa falou, cara, eu vi a sua palestra no ERP Summit, tinha um slide que você falava sobre o que é uma estrutura de Revenue Operations, E a hora que eu vi isso, eu entrei no seu site e preenchi o formulário, porque eu queria que você fosse falar isso para os meus gerentes de vendas. Cara, não é maravilhoso você ouvir isso? Você acha que alguma vez eu vou dar alguma outra palestra que esse slide não vai estar lá?
A
Exato. E aí?
B
Cara, porque assim, você entende exatamente que a pessoa do outro lado está... Às vezes ele te conta naturalmente, mas senão você tem que ir lá e perguntar, né?
A
E a atribuição no CRM vai estar em tráfego orgânico?
B
Vai estar lá em tráfego orgânico.
A
Então, quando você fala de um in-loss análise, é legal que você trouxe isso, eu também falo isso do lado marketing, tudo, né? Cara, se você conseguir entrevistar todos os seus clientes, metade da atribuição vai embora. Ou mais, sabe? E até quando você fala de loss, quando você perde, a mostragem é menor. Mas, cara, eu já coloquei gente pra falar assim, não era nenhum vendedor. Quando eu tava fazendo uma análise mais avançada, eu tava colocando gente pra falar assim, olha, você vai ligar, perdeu o cliente, deu lost no CRM, Uma terceira pessoa, com uma semana, ligando pra todo mundo que perdeu, falando, não tô tentando te vender, não quero. Você me dá 15 minutos do seu tempo? Só pra entender, por que você escolheu tal concorrente? O que você decidiu fazer? Insights, cara, muito bons.
B
É, na minha época de totos, cara, na época que a gente se conheceu, quando eu tava lá com o Gudeira, mil anos atrás, eu tinha, cara, eu tinha um estagiário, o trabalho do estagiário era Todos os dias, o cara fechou um cliente, ele ligava. Ou seja, era alguém que não estava contaminado pelo processo comercial. Acho que foi o maior ROI de pessoas que eu tive na minha história. O que esse cara trazia de input... Lembro que a gente tinha lá umas bases de demonstração prontas. Pô, essas bases são maravilhosas e tal. Aí os clientes falam assim, a gente, na verdade, tá comprando aqui o BI, porque vocês mandaram pra gente um PDF que tem todas as métricas que já vêm prontas dentro do BI. Pô, mas isso é... Aí ele falou, isso nenhum outro concorrente de vocês tem, a gente comprou por causa disso. Eu falei, gente, é isso, é esse material que tem que chegar na mão de todo mundo e a gente ia dar treinamento para os times de vendas, que eu até quero conectar isso com a próxima pergunta, eu ia dar treinamento para os times de vendas e falava, pessoal, ó, tá vendo aqui o comentário desse cliente? Ele comprou da gente porque ele viu este PDFzinho aqui. Então, quando vocês chegarem no cliente, você tem que mostrar pra esse cara, leva impresso pro cara e falar, ó, tá vendo? Esse é o nosso grande diferencial. Que aí eu queria te perguntar, cara, qual que é a importância desses materiais, desses colaterais de vendas, que muitas vezes são produzidos pelo marketing, pra ajudar no processo de conversão? Porque o marketing muitas vezes tá tão focado no conteúdo de awareness, de conversão pra lead, pro MQL, como muitas vezes é a métrica, e... deixa esse ato, que é a parte da conversão até o fechamento, e depois até entra no Customer Marketing, né, pra vender mais na base. Qual que é a importância do marketing nesse momento, desde que o lead virou MQL até ele virar um fechamento?
A
É altíssima. É altíssima. Se você não... Se você não tá ali acompanhando, depois de entrega de MQL, pra aquilo virar oportunidade, virar um deal no CRM, você deixou seu trabalho pela metade. E se o seu diretor, seu CEO, deixou você deixar o seu trabalho pra metade, o problema é dele. Foi mal, assim. Entendeu? Se minha meta é só MQL, e aí entra o incentivo MQL, cara, eu vou entregar MQL. Rui, tanto faz. Entendeu?
B
Qual é o critério de MQL, né? Qual é o critério? É, não, mas... Muitas vezes a empresa tá lá socando bala. em MQL e não investiu tempo suficiente pra, cara, discutir o que é o MQL que a empresa precisa, né?
A
É, e mesmo que tenha discutido, assim, porque MQL, vamos pegar, vamos dizer que MQL no inbound ali tem que incluir levantada de mão. Certo? Então é qualificação por critérios e qualificação por intenção, levantada de mão. Gente, eu consigo fazer a landing page que a pessoa levanta a mão no critério, mas não quer nem falar com o vendedor. Eu passei por isso na Rock Content. Você baixava um ebook, E aí aparecia assim, ó, seu e-book tá indo pra sua caixa de e-mail, desse tamanho. Por um acaso, se você quiser aprender mais, falar com os nossos vendedores, tá aqui um formulário. Cara, o povo preencheu o formulário duas vezes achando que precisava preencher o segundo formulário pra receber o e-book. Não. Mas aí contava com o meu MQL, se batesse o critério. Aí o time de vendas virou pra mim e falou, Pessanhas, o MQL tá uma porcaria. Pô, é verdade. Aí a gente falou, vamos testar. Testamos, testamos. E cortamos essa fonte de MQL. Mas, cara, se o meu número era só a MQL, tava entregue. Entendeu?
B
Como se você era sócio da empresa, acho que você não tava muito interessado.
A
Não, mas é igual na Nuvem Shopping. Na Nuvem Shopping a gente tinha uns canais, não sei como tá hoje, de MQL de baixa qualidade. Que é um MQL que você, cara, marcava uma checkbox e você queria falar com o SDR, beleza? Baixíssima qualidade. Não cortei, deixei lá. Só que passei por uma IA. Cara, aí pode vir um milhão. Cara, fechou o cliente no primeiro mês, mas tá bom. Então, se o marketing não se importa com isso, o problema tá no CMO, aí depende do tamanho da empresa. Mas a minha regra é assim, cara, pra você se preocupar com MQL, sem se preocupar, se virou oportunidade, você é analista júnior, foi mal. Se você é gerente, já tem que se preocupar, se você é diretor, você tem que estar lá na frente. Diretor de marketing tem que estar respondendo por receita. Ah, mas depende de vendas. Cara, se é diretor, diretor de vendas,
B
Se você abraça o cara aí... Se virem, entendeu?
A
Vocês respondem por receita. Vai descendo, beleza, mas vocês estão por receita. Isso é essencial. Um evento de aceleração de pipe, ou de abertura de pipe outbound, aquela meta que é receita. Isso é um material de aceleração de pipe, a pessoa já é MQL. Às vezes a pessoa já é OPP, já é uma oportunidade, só que ali não convenceu. E o evento é modelado pra isso. O conteúdo tem que ser bom, mas tem o networking depois. Vendas, vão treinar vocês. Tanto de cliente que eu fechava em evento, ou pelo menos eu confirmava ali em evento, era fenomenal. Então o marketing tem que atuar muito nisso. Na verdade, às vezes, só nisso. Quantas empresas aí não tem só outbound? Cara, se a sua empresa só tem outbound, não tem um inbound bem feito, Não é errado? Você tá deixando um canal de lado? Sua marca tem que ser forte pro outbound poder conectar de maneira mais fácil. E todo o seu material de... Para ajudar o time de vendas, ele tem que estar filhazinho. E a narrativa também. E é você que tem que estar melhorando isso. É você que tem que estar melhorando o deck. É você que tem que estar melhorando o pitch. Porque assim, o vendedor tem uma tendência a querer mostrar produto demais, sabe?
B
Ah, legal. Muito bom. Deixa eu compartilhar a minha tela, né? O famoso deixa eu compartilhar a minha tela.
A
Tanta gente não sabe que isso aí já tá perdendo a pessoa ali.
B
Sim.
A
Mas é isso, cara.
B
Cara, deixa eu te fazer uma última pergunta pra gente ir pra... Pô, o negócio aqui vai rápido, cara. Eu tô muito curioso pra saber, cara, o que você vai botar nesse curso aí de inteligência artificial conectado com marketing. Eu queria que você desse uma palhinha de, cara, qual que é o framework que tem por trás? Onde que você tá encaixando inteligência artificial dentro do processo de marketing, onde isso vai potencializar marketing, onde o humano vai ser, onde a gente vai precisar mais dos humanos e, principalmente, que tipo de plataformas de I.A. estão sendo as mais relevantes pra quem tá olhando pra estratégia de marketing e conteúdo nesse novo momento que estamos vivendo.
A
Beleza. Cara, qual que foi a minha observação trabalhando muito com I.A. e acompanhando muito I.A.? e implementando IA, na Novenshop a gente estava implementando muita coisa de IA. A qualidade do trabalho da IA depende 100% da qualidade do trabalho do humano. A qualidade do trabalho do humano depende 100% da experiência e conhecimento que essa pessoa tem. Essa é a parte número 1. Então, o princípio número 1 do curso é você tem que aprender marketing pra poder aplicar I.A. no marketing, então tem a parte teórica, tá?
B
Ou seja, tem que ser um... dado que isso vai se potencializar tanto, precisa ser um recurso cada vez mais sênior pra conseguir demandar em escala, né?
A
Exato. Então você tem que ter experiência, tá? E experiência vai ter fazendo, estudando e fazendo, beleza? Isso é um. O segundo é mesmo que você tenha experiência, muita gente com experiência, e eu falei das pessoas saberem só o pedacinho delas. Cara, eu sou uma pessoa experiente em performance, um designer experiente, um redator experiente. Cara, o seu pedacinho, ele agora, ele tem mais risco da IA. E se você só entende seu pedacinho, e você tenta aplicar IA só no seu pedacinho ali, vai sair limitado. Tá? Então, o segundo princípio é você tem que construir toda a estratégia de marketing. E aí aquele seu pedacinho agora depende de uma grande estratégia e é tudo I.A. Mas você vai ser o expert naquilo, mas você tem que ter um entendimento de estratégia. Eu acho que isso é o principal. Então é assim, eu ensino teoria de marketing e depois boas práticas. O que é boa prática? Cara, eu tenho um agente, e é tudo com agentes, tá?
B
É, porque no final, é o que o pessoal tá falando agora, o marketing de uma pessoa, né? Porque é mais fácil você ser um do que ser um exército, né? Porque um, você vai ter que pensar na estratégia pra depois cascatear isso nos vários agentes que vão fazer cada um dos bloquinhos especializados, né?
A
Exato, e assim, aí você tem que ter conhecimento, né? E assim, eu falo que você ser gestor de um departamento de agentes, Se você tem uma empresa pequena, resolve. Mas o que você vai ter? Os dois agentes estratégicos montam uma estratégia. Cara, e eu tô dias fazendo esses agentes, tá? Que depois delas prontas, todos os agentes plugam nela. Se todos os agentes plugam nela, você já aumentou 20 vezes a chance de sair alguma coisa boa. Os agentes que são os executores, agentes de estratégia e agentes executores. Eles plugam na estratégia, aí tem N boas práticas de A, agente, agente, coordenação de agente, orquestração de agente, agentes e skills. Então assim, o que eu fiz foi consolidar um departamento de marketing pela minha experiência, pelo que eu sei que funciona em agentes e skills. E se você quer fazer o seu departamento, você tem que ter um conhecimento. Então não é para substituir pessoas, É para que cada pessoa tenha o entendimento tanto de boas práticas de IA como de marketing para ter o melhor output. A IA está fazendo 90% da entrega, mas os 10% que faltam são os mais importantes.
B
Que não dá pra você terceirizar pra ninguém, você precisa entender de negócio, você precisa entender do seu produto, você precisa entender do concorrente, né?
A
De psicologia, você tem que entender de escrita, você tem que ter experiência. Existe inteligência artificial, não existe experiência artificial, entendeu? Uma analogia que eu faço, tipo... Cara, você vê jovem, criança prodígio de música e de matemática. Por quê? Você não precisa de experiência pra saber música e matemática. São ambientes em que tem regras claras. Se todos os livros de matemática fossem apagados, destruídos, aí ia surgir a mesma matemática. Até música. Música é pura matemática. Os mesmos acordes. Eu dei o exemplo de Cartola. Cara, se o Cartola nunca tivesse existido, ia existir uma música muito parecida com o Mundão Moinho. Em termos de acorde e arranjo, porque música é... Sabe música também, né?
B
Não, eu sou péssimo de música.
A
É, mas cara, é intervalo...
B
Na hora que você me falou de cartola, eu pensei no joguinho de futebol, pra você ter noção.
A
É, você tem ideia. Não, mas tipo assim, cara, música é tempo, intervalo, acorde... É muito... Ia sair os mesmos acordes, mas nunca ia sair a mesma letra.
B
Por tentativa e erro, ou por...
A
Não, por lógica.
B
Por muito tempo, e lógico que uma hora ia sair uma coisa parecida.
A
Nunca ia sair a mesma letra, você entende? Porque é a experiência dele. Então, quando você fala do marketing, é o seguinte, cara, pensa que a matemática é só as regras todas, o que faz um bom texto. A letra, a experiência é o que vai fazer o champ você se diferenciar. Então, é isso. Cara, eu não preciso ser o gestor de marketing de tudo, mas se eu sou um cara de copywriting, eu vou olhar pros meus agentes e minhas skills co-op que eu posso fazer várias, ela tem que estar plugada numa parte ali que é estratégica. Então, se eu tenho um time maior, eu vou cuidar da estratégia. E se você que sou agente, você que sou agente, eu vou todo mundo plugar ali. Eu quero um output maior. Isso é inevitável. Isso é inevitável, gente. Você tem que entregar mais. Só que mantendo a qualidade. Então, essa é a premissa. Porque eu tô vendo muito lixo. Eu vou pegar. Então, basicamente, eu tenho mais de 20 anos de experiência de marketing, Então eu tô basicamente codei num framework ali pra isso, entendeu?
B
Que legal.
A
Que basicamente você devia saber fazer sem IA, se você é um gestor de marketing. Você tinha que saber fazer isso. Só que agora com IA.
B
Que, ou seja, dá pra você aprender mais rápido, executar mais rápido e definitivamente ter mais resultado com isso.
A
Isso. E você tem que aprender, exatamente, e você tem que aprender com os resultados.
B
Muito bom.
A
Entendeu? É isso aí.
B
Essanha, como sempre, cara, uma aula de marketing, de tecnologia, de conteúdo. É muito bom, cara, sempre... A gente não encontra sempre, né? Sempre que a gente encontra são papos
A
muito... Sempre é bom, é prazerzão, cara.
B
Muito profundos. Meu amigo, para quem quiser se conectar contigo, quem quiser consumir o seu curso novo, quem quiser ver os conteúdos da P by P School, qual o melhor caminho para te encontrar?
A
Cara, eu sou arroba pecanha em qualquer rede social.
B
Não é picanha do Lula, né? Mas é o pecanha.
A
É pecanha, né? Peçanha, sem o cedilha. Em qualquer rede social, mesmo no TikTok. Cheguei lá um pouco tarde, então nem sei qual que é o meu lá. Mas eu posto um pouco lá. E a minha escolha é pbyp, p-i-p-b-y-p, ponto com ponto br. E lá também você vê os cursos, etc. E aí o curso de AI tá lá pra quem quiser conhecer mais.
B
Muito legal, cara. É isso aí, galera. Falamos com um dos caras que mais produziu conteúdo na história do marketing brasileiro. Um dos caras que mais brigou com a galera de branding, mas hoje ele já meio que se redimiu aqui, já falou que o branding é importante. Já pediu desculpas. Já pediu desculpas, já se retratou oficialmente com a sociedade brasileira de branding. E agora está totalmente imerso o mundo de inteligência artificial, como todo mundo tem que estar, se você é marqueteiro, se você está no mundo de marketing B2B e B2C também, por que não? Muito legal aqui o conteúdo que o Pessanha trouxe hoje pra gente. E vamos ficando por aqui, mas como sempre é importante, chegou nesse momento do nosso episódio, é aquele momento que você tira um print, tira uma foto, posta aí nas suas redes sociais e marca a gente lá, arroba pecanha, arroba gupagoto, arroba vamosdevendaspodcast, arroba zorrobrasil, marca quem você quiser, seu pai, sua mãe, a Xuxa, a Sasha também, elas têm muita audiência, certamente vai ajudar a multiplicar o nosso post. E por hoje a gente vai ficando por aqui, semana que vem tem mais e vamos de vendas.
Host: Gustavo Pagotto
Convidado: Vitor Peçanha (Fundador da Rock Content, especialista em conteúdo e marketing digital)
Data: 29 de junho de 2026
O episódio aborda a relação entre produção de conteúdo e geração de vendas no contexto B2B, aprofundando-se em como transformar autoridade de marca em pipeline comercial. Vitor Peçanha compartilha aprendizados de sua trajetória de mais de 20 anos em marketing e vendas, especialmente no desenvolvimento do inbound marketing no Brasil. O papo revela os principais desafios, armadilhas e estratégias eficazes para transformar conteúdo em negócios, além de discutir a integração da Inteligência Artificial no marketing moderno.
[03:11] Vitor Peçanha narra sua carreira:
"Meu primeiro blog eu lancei em 2002, 2003, cara. [...] na época a gente ficava enganando o Google, né? Mas eu já tava otimizando palavra-chave." (Peçanha, [03:11])
[09:03] - Interpretação errada sobre conteúdo:
"As métricas que o povo olha são as métricas fáceis. Curtida, comentário, visita, né? [...] Ninguém vai converter... [...] Cadê a grana?" (Peçanha, [09:57] e [10:15])
[12:07] - A miopia do marketing digital:
"Você vai ter o que eu chamo que é o pickpocket de atribuição [...] O digital é onde tá o clique. Todas as métricas vão melhorar. Mas é por causa de alguém que alcançou um milhão ali [no off]." (Peçanha, [16:25])
[20:47] - O que diferencia estratégias bem-sucedidas:
"O problema é que a pessoa que gera awareness não está pronta para capturar, ela está desperdiçando dinheiro." (Peçanha, [23:01])
[25:56] - Jornada além do funil:
"Persona não é público-alvo, público-alvo é empresa, persona tá lá dentro." (Peçanha, [30:20])
[34:01] - Conversa e pesquisa para mapeamento real:
"Se você conseguir entrevistar todos os seus clientes, metade da atribuição vai embora. Ou mais, sabe?" (Peçanha, [35:51])
[38:23] - Marketing não deve parar no MQL:
"Se o seu diretor, seu CEO, deixou você deixar o seu trabalho pra metade, o problema é dele. Foi mal, assim." (Peçanha, [38:23])
[43:13] - Como IA se encaixa no marketing de conteúdo:
"A qualidade do trabalho da IA depende 100% da qualidade do trabalho do humano. A qualidade do trabalho do humano depende 100% da experiência e conhecimento que essa pessoa tem." (Peçanha, [43:13])
“Existe inteligência artificial, não existe experiência artificial, entendeu? Uma analogia que eu faço, tipo... Cara, você vê jovem, criança prodígio de música e de matemática. [...] Mas nunca ia sair a mesma letra, você entende? Porque é a experiência dele.”
(Peçanha, [46:45]–[47:47])
“O funil é bom pra começar, mas é tipo andar de bicicleta de rodinha. Um dia você tira a rodinha.”
(Peçanha, [24:55])
“O problema é que a pessoa que gera awareness não está pronta para capturar, ela está desperdiçando dinheiro.”
(Peçanha, [23:01])
“Se você é gerente, já tem que se preocupar, se você é diretor, você tem que estar lá na frente. Diretor de marketing tem que estar respondendo por receita.”
(Peçanha, [40:03])
O episódio é rico em exemplos práticos do mercado brasileiro, com uma abordagem didática e descontraída, mesclando passagens técnicas e mais filosóficas sobre marketing, branding e tecnologia. O tom é inspirador, experiencial e, por vezes, crítico sobre modismos e armadilhas da área.
Este episódio é uma verdadeira aula para profissionais de marketing e vendas B2B, sintetizando décadas de aprendizado em conteúdo, construção de autoridade, branding e o papel crescente da inteligência artificial. Vitor Peçanha reforça que estratégia sólida, visão integrada e experiência humana são elementos insubstituíveis para transformar conteúdo em pipeline e vendas reais.