
Loading summary
Diego Minoni
Mas eu gosto de pensar que esse cérebro autônomo, esse agente de ar, como estagiário, ele precisa de diretrizes. Ele veio cru ali. Então você precisa dar instruções, você precisa dar um direcionamento pra ele, dizer o que ele deve fazer, o que ele não deve fazer, o que ele pode, o que ele não pode fazer. Olha... Eu vejo muita gente com receio de criar gente GI e dar o primeiro passo, mas acho que existe, sim, uma romantização dentro das redes sociais de facilidade. Exato, é fácil, mas dá trabalho. E acho que existe essa romantização, sim, de ser muito rápido, muito simples em rede social, de, olha, em uma semana cria uma empresa do zero e já tá faturando x milhões, sendo que, na verdade, existe todo um trabalho, todo um processo ali. Eu acho que o agente é o hype que tá agora no momento, todo mundo tá falando de criar e tudo mais, e que já é o momento, é uma tendência, ele já tá vendo e fazendo isso. Daqui a pouco a tendência vai ser colocar seres humanos dentro desse fluxo, dentro desse processo. Eu acho que a tendência no futuro é ser mais humanos.
Gustavo Pagotto
Fala, galera! Esse não é um episódio sobre novas tendências de inteligência artificial. Calma, calma, calma, calma. A gente todo dia lá tá recebendo no nosso feed, né? Pô, crie um agente em cinco minutos, substitua o seu SDR por inteligência artificial, automatize todo o seu negócio, crie sua startup a partir do seu quarto. Não é disso que a gente vai falar nesse episódio de hoje. Hoje a gente vai falar sobre como tratar integrações, ferramentas de IA, tudo isso integrado de uma maneira que seja muito mais simples para o seu negócio. Mas antes disso, deixa eu me apresentar. Eu sou o Gustavo Pagotto, fundador da Pipelovers, embaixador do Zou CRM, e esse é mais um episódio do Vamos de Vendas, um podcast que está dedicado para você que quer levar o nível da sua operação de vendas para um outro patamar. Por isso a gente traz aqui, em cada episódio, convidados que vão ajudar a gente a melhorar a nossa operação, levando ela para níveis de mais produtividade e excelência. Toda semana tem um novo episódio aí no seu tocador de podcast favorito, então não deixa de favoritar o nosso canal, seguir a gente, acionar o sininho, depende aí da plataforma que você estiver usando, e principalmente não deixa de seguir a gente nas redes sociais. Arroba Vamos de Vendas podcast, eu sou arroba Gu Pagotto e também você pode seguir a Zorro, arroba Zorro Brasil, combinado? O nosso convidado de hoje é o Diego Minoni, falei certo seu nome, né?
Diego Minoni
Falou certinho.
Gustavo Pagotto
Diego Minoni, ele que é Head de Marketing da Pluga, já tá bastante tempo lá na operação e domina-se. Você certamente já usou a pluga alguma das ferramentas, já deve ter visto esse cara no YouTube. Eu já assisti ele várias vezes. Diego, cara, super obrigado pela sua disponibilidade de vir aqui, passar um friozinho em São Paulo, né? Você que está lá no Rio de Janeiro. Cara, muito obrigado pela disponibilidade de estar aqui com a gente.
Diego Minoni
Poxa, eu que agradeço pelo convite. E friozinho, assim, pra Carioca. Chegou perto de 20 graus, já é frio pra caramba, né? Então, pisei em São Paulo, já coloquei o casaco, a toca, a luva.
Gustavo Pagotto
Muito bom, cara. Pra gente começar a dar um pouco de contexto pra galera que talvez não te conheça ou conheça a Pluga, conta um pouquinho da sua trajetória, como você chegou até aí onde você está na Pluga, e o que a Pluga faz, o que ela ajuda a galera a fazer, porque tem tudo a ver com o que a gente vai falar aqui hoje de agentes de ar, ferramentas, integrações, é uma coisa que tá muito próxima de quando a gente tá falando de dessa quantidade de novas tecnologias de vendas que participam do nosso dia-a-dia aqui nas operações comerciais.
Diego Minoni
Legal, perfeito. Cara, eu acho que vale a pena trazer um pouco pra minha trajetória. Desde eu disparar uma newsletter, pensar numa campanha, até embrulhar a caixa e mandar pro cliente final fazendo atendimento. Ele era um e-commerce bem pequeno. Isso me deu bastante know-how das dores que o e-commerce enfrenta. Depois eu comecei a trabalhar no mercado de turismo. numa startup de turismo, e aí você lida muito com o cliente, em turismo acho que você lida muito com o sonho do cliente também, então você cria um olhar para a experiência de usuário totalmente diferente. Fui migrando para B2B, para empresas que atendem outras empresas, e foi ali que eu comecei a me encontrar, foi ali que eu entendi que Por que é tão importante a gente pensar num processo fluido para quem trabalha no e-commerce e conseguir encantar esse cliente? Por que pensar uma pessoa de turismo como cliente também, uma agência de turismo, enfim, que seja uma empresa geral de turismo. É importante pensar nos processos dele. Então acho que todas essas experiências, até chegar na pluga, foram somando e me fazendo criar bagagem, de fato, sobre o que era realmente valioso para essas empresas. E dentro da pluga, bem, tô aqui já há 9 anos quase, então peguei desde bebê a pluga, desde quando tudo era mato, desde quando integração, falar sobre integração, soltava a palavra integração no lugar, as pessoas só faltavam fugir, correr.
Gustavo Pagotto
Até hoje ninguém gosta muito de integração, né? Mas vocês são responsáveis por ajudar esse processo um pouco mais simples, né?
Diego Minoni
Nossa função, nossa missão na Pluga é tornar o processo de criar uma integração algo muito fluido, algo muito fácil. O que é, de fato, fazer na Pluga? É criar uma integração de forma muito intuitiva. Então, provavelmente, como você comentou, vídeos meus é justamente desmistificando isso. E agora a gente tem uma nova missão, que é desmistificar o uso de para as empresas.
Gustavo Pagotto
Muito bom, cara. Então, vamos lá. Vamos pegar aqui um pouco dessa conexão da sua trajetória. Você teve uma trajetória bem mão na massa, né? Quando você está... Empresas que estão crescendo. Empresas que pegou a pluga desde o comecinho. Você tem que pôr a mão na massa ali para fazer a coisa acontecer. E acho que, obviamente, desde o contexto que você está aí dentro de pluga, automação é um negócio que acelera muito as etapas da empresa, ou seja, vários processos que muitas vezes é manual, passando de uma pessoa para outra, o tal do copia e cola, ou envolve várias pessoas, mas, na verdade, automações têm uma capacidade de aumentar a capacidade operacional do negócio. Fala, traz um pouco mais de contexto para a gente em relação ao potencial de automações dentro das empresas, principalmente com as plataformas de tecnologia, como que você vê isso alavancando negócios e é importante ter essas discussões?
Diego Minoni
Acho que a automação, como IA hoje em dia, enfim, tecnologias no geral, ela serve para potencializar um processo que antes... Eu gosto muito de fazer esse cálculo, digamos, emissão de nota fiscal. Quanto tempo você leva para fazer uma nota fiscal? Levem 2 minutos para fazer uma nota fiscal. Mas e quando você erra essa nota fiscal? Você tem que cancelar e refazê-la. Quanto tempo você gasta mais quando refaz essa nota fiscal? Beleza, 15 minutos ali você resolve todas as notas fiscais do seu dia. Você tem um volume de vendas menor e aí você consegue resolver isso de forma mais rápida. Finalizou todas as notas. Fazer isso todos os dias, durante todo o mês. O quanto tempo, se puder, você vai gastar quase uma semana só emitindo nota fiscal. Então, esse é o tipo de processo que é fácil a gente identificar, calcular o quanto tempo a gente investe, ou no caso perde nele, e que a automação soma muito. Então é um exemplo só de processo que pode ser automatizado. E tem diversos outros, desde baixar leads e colocar leads num CRM pro vendedor entrar em contato. Quanto tempo o vendedor deixa aquele lead esfriando ali porque a oportunidade não caiu na hora no pipe drive pro vendedor entrar em contato. Então são esses pequenos intervalos que a gente às vezes não considera tanto da jornada que fazem toda a diferença e que a automação entra principalmente pra somar.
Gustavo Pagotto
E acho que o que é interessante aqui, eu sou meio dinossauro, então eu sempre tive uma cabeça muito de fazer as coisas manualmente pra ver como a gente tá impactando, se a gente tá fazendo o processo corretamente e tudo mais. Isso, quando eu comecei a Pypelobras há 4 anos atrás, a gente tinha um pouco dessa cabeça de, pô, vamos fazendo na mão aqui, é pouco tempo. É 15 minutos aqui, é 15 minutos ali, e aí você começa a ganhar robustez nos processos. Pô, sei lá, hoje a gente deve emitir, sei lá, 500, 600 notas fiscais, na verdade mais, ou mais de 1.000 notas fiscais por mês. Se eu gastasse 2, 3 minutos cada um, você é louco, eu gastei aqui vários recursos que eu poderia estar fazendo outras coisas. E é hora que você começa a ver o valor disso. Opa, peraí, dá pra integrar emissão de nota? Pô, mas acho que dá pra fazer a capacidade de bastão do lead. Ah, dá pra fazer um negócio depois de uma reunião. Dá pra trazer a informação do dado de marketing pro dado de vendas, né? Então acho que você começa a ganhar, a organização começa a ganhar uma cultura de mais produtividade. Mas o que eu queria puxar aqui já na minha segunda pergunta é já a gente começar a falar um pouco de inteligência artificial. Porque todo mundo hoje está falando de inteligência artificial, está falando das automações, está falando da criação de agentes e por trás da escolha de cada uma dessas soluções tem investimentos. Então todo mundo quando vai contratar o Zoho CRM, por exemplo, estou buscando contratar um CRM porque ele vai dar produtividade para o time comercial, porque é um botão histórico, porque eu vou poder usar todas as funcionalidades do ecossistema da Zoho, mas Invariavelmente, você vai ter que integrar com o seu RP, porque é onde estão... Você está vendendo no CRM, mas você precisa emitir a nota lá no seu... Você precisa fazer a gestão financeira, depois você precisa emitir a nota na prefeitura e por aí vai, né? No dia a dia, cara, por que essa integração de ferramentas, principalmente aqui envolvendo marketing e vendas no mundo B2B, é uma coisa muito crítica? Fala onde está um pouco desses gargalos. E quais são os sinais de que a empresa, efetivamente, está mais empilhando tecnologias, sistemas, que ela está comprando de diferentes áreas, e não está conseguindo ganhar mais eficiência, que de fato deveria ser o objetivo desses vários sistemas.
Diego Minoni
Vou puxar um ponto que achei muito bacana que você comentou sobre fazer os processos manualmente. Eu acho muito importante a gente fazer os processos manualmente antes mesmo de automatizá-los, porque a gente vai entendendo o contexto deles e vai entendendo como eles devem reagir, como que eles devem ser automatizados. E sobre empilhamento de ferramentas, é muito comum as pessoas, a gente vê muito isso na pluga, nos próprios usuários da pluga e até mesmo dentro da pluga, acho que a maioria das empresas percebem isso também. Você contrata ferramentas específicas para solucionar aquela dor. Então você vai contratar um determinado CRM, vai contratar um determinado RP e aquele que atende melhor você e sua equipe, que as pessoas estejam mais aptas a trabalhar.
Gustavo Pagotto
E as decisões acabam sendo cada vez mais departamentais, não é mais a TI lá atrás que sozinha resolveu as áreas de negócio e vão lá com cartão de crédito lá da área delas e contratam.
Diego Minoni
É, e às vezes você fica refém mesmo de algumas ferramentas. Se você trabalha com ads, com anúncios, gestão de tráfego, você vai ter que usar uma ferramenta da Meta, uma ferramenta do Google, e não tem muito para onde fugir. É como você conecta essas ferramentas com o seu CRM. Então, é natural existir esse empilhamento de ferramentas. Eu acho que a grande questão é entender qual é a ferramenta core ou as ferramentas core do negócio, do processo daquela equipe, e entender quais são as ferramentas que circulam essa ferramenta core para poder conectá-las. Não, não tem como muito fugir. Acho que o grande desafio aí é quando você não conecta elas. Que aí você realmente volta para aquele processo dos dois minutos. Ah, é rapidinho. Dois minutos para emitir a nota fiscal.
Gustavo Pagotto
Dois minutinhos para... Aí eu contrato um estagiário para fazer. Porém, muito. Põe um estagiário. Ah, agora tem um analista. Pô, a hora que você viu, você está pagando lá. Cinco, dez mil reais para alguém ficar fazendo um processo repetitivo, né?
Diego Minoni
E o pior, um processo repetitivo que essa pessoa poderia estar entregando muito mais valor. A pessoa poderia estar aprendendo outras coisas e entregando mais valor pra sua empresa ao invés de ficar importando e exportando leads pra um RP. Então é realmente...
Gustavo Pagotto
Mas de que forma você acha que a empresa... Vocês devem falar com vários clientes que começaram a usar a pluga e tem um cenário de muitas possibilidades. Onde normalmente estão, se pegar alguém que não está acostumado a fazer essas integrações de ferramenta, onde que normalmente está esse ouro escondido? essas oportunidades.
Diego Minoni
Legal. Normalmente começa com casos simples, como você comentou, né? Tipo, a pessoa entendeu que aquele trabalho ela faz todo dia de baixar leads e aí ela quer automatizar isso. Aí depois que ela automatiza e vê que É meio viciante assim, você para de tocar, fazer aquele processo e começa a destravar, abrir uma chave na sua cabeça de que outras coisas eu posso fazer aqui também. E é muito comum dentro das contas da Pluga, dentro das empresas em geral que a gente vê, as empresas se organizarem por pastas, os setores por pastas. Então, tem uma pasta aqui de marketing, então tem vários processos de marketing sendo automatizados. Mas normalmente começou com um, que foi se repetindo às vezes, é a geração de lead e enviar para um CRM. Aí começa a se repetir isso. Daqui a pouco você vê uma nova pasta surgindo de financeiro. Uma nova pasta de vendas surgindo pra passagem de bastão. Então é muito bacana. E aí tem casos que, cara, tu vê... Fica surpresar quando uma oportunidade for movida pra determinada etapa do funil já emitiu o contrato. Viu uma ferramenta de contratos. Aí quando esse contrato for assinado, retornar essa informação pra essa oportunidade, tudo vem em integração. E já atualizar ela em outra etapa do funil. Então você vê que realmente a pessoa entendeu quais são os processos que a empresa dela segue, identificou onde estão os gargalos e onde pode ser automatizado.
Gustavo Pagotto
Legal. É, acho que aqui entra quase que uma cultura de otimização de processos, e obviamente as tecnologias permitem isso, e de fato é bastante viciante, porque você pegar o exemplo das notas fiscais, se você gastar uma semana por ano emitindo nota fiscal, você está me dizendo que então eu poderia ficar uma semana na praia? né, ou uma semana a mais prospectando clientes, ou uma semana a mais fazendo outra coisa que vai agregar muito mais valor. Ô Diego, vamos pular aqui um pouco pra gente falar um pouquinho agora sobre agentes de A, né, a gente tá numa curva aí onde todo mundo estudando cada vez mais as ferramentas de inteligência. artificial, cada dia é um modelo, um LLM novo, é uma plataforma nova ou novas funcionalidades que estão existindo. Agora, no mundo de produtividade e integração, eu tenho automações e eu tenho agentes de determinados contextos. Explica um pouco pra gente a diferença do que é uma automação, do que um agente pode fazer, do que uma plataforma de IA pode fazer, dá um pouco de um panorama pra quem não tá imerso totalmente nesse contexto de tecnologia com inteligência artificial e automações.
Diego Minoni
As coisas não são tão diferentes assim. Elas se aproximam, mas tem suas diferenças. Eu gosto de pensar em automação, mas em automações determinísticas. Dos dois lados, a gente vai automatizar algum tipo de processo. Ele vai entrar para automatizar algo e a automação determinística também vai entrar para automatizar algo. A automação determinística vai seguir sempre aquela mesma regra que você definiu. Então, vamos voltar aqui ao exemplo da nota fiscal, ou então geração de lítios. Toda vez que um pagamento for aprovado, a nota vai ser emitida, independente do que aconteça. Faça sol ou faça chuva, esse processo tem que acontecer dessa forma e sempre seguindo esses critérios. A automação determinística vai funcionar mais desse jeito. Já um agente de ar é como se você colocasse um cérebro autônomo ali dentro do seu fluxo, em que, a partir de um contexto e de diretrizes que você dá a esse cérebro autônomo, ele consegue dizer o que vai ser feito. ele consegue ter autonomia para seguir um processo ou não. Mas eu gosto também muito de pensar, é mais fácil do que a gente imagina, mas isso não significa que não seja trabalhoso, tá? Mas eu gosto de pensar que esse cérebro autônomo, esse agente de A, é como o estagiário que você comentou, ele precisa de diretrizes, ele veio cru ali, então você precisa dar instruções para ele, você precisa dar um direcionamento para ele, dizer o que ele deve fazer, o que ele não deve fazer, o que ele pode, o que ele não pode fazer, Isso de forma bastante nítida. Uma vez que você dá essas instruções pra ele, os acessos que ele precisa, porque também não adianta você falar pra um estagiário, olha, você tem que, toda vez que tiver uma levantada de mão, você tem que pegar esse lead e mandar pra um vendedor, tá? Mas você não disse pra ele quem é o vendedor, em que lugar ele deve informar isso pro vendedor.
Gustavo Pagotto
de onde ele pega o dado, para onde ele manda o dado, como ele manda, que informações ele manda.
Diego Minoni
Exato. Então, o agente de A, ele é esse cérebro autônomo, mas que precisa de um direcionamento para fazer o trabalho bem feito. E o ponto que eu digo que é fácil de fazer, mas é mais trabalhoso, é porque assim como um novo funcionário, um estagiário, o que seja, você precisa acompanhar, você precisa fazer uma manutenção ali. Então o que eu vejo muito em LinkedIn, em rede social, é que em cinco minutos você cria um agente de ar. Você vê um Reels ali de 30 segundos e acha que, putz, vi esse Reels, vou criar meu agente. Aí você cria o agente, não funcionou como você esperava. Ah, não funciona esse negócio. Não, funciona, só que precisa de manutenção ali, de acompanhamento para que ele fique redondinho.
Gustavo Pagotto
Eu queria aprofundar um pouco mais nisso, porque os agentes, obviamente, são inteligentes, eles têm uma biblioteca muito grande por trás dos LLMs, aí depende de qual você estiver utilizando, mas a gente entra nesse primeiro desafio de você treinar o estagiário. Tem gente que contrata o estagiário e fala, vai lá, se vira aí, boa sorte, que aí você vai ter Se seu estagiário for super dotado, talvez resolva o seu problema, mas na média o estagiário tem pouca experiência. Quais são as melhores práticas para você direcionar ou orientar esse agente que você está construindo? Como é que você... Que informações não podem faltar? Porque acho que aí está a grande falha, as pessoas ainda não sabem como domesticar o seu agente de I.A.
Diego Minoni
Sim. Para montar o agente, eu gosto de pensar que precisa de 3 barra 4 coisas. A primeira coisa é o modelo, que é o que vai definir se esse estagiário vai ser superdotado ou não. E é muito importante entender também o que você quer desse agente. Às vezes você coloca um modelo superavançado, superrobusto, para fazer um trabalho que é mais simples. Então, um modelo com uma capacidade um pouco melhor, que gera custos menores também, Podem ser o suficiente, né? Pode ser o suficiente. Então, a primeira coisa é definir um modelo. E aí, modelos tem um monte. E aí, modelos tem um monte, aí. Então, tem JetCPT, Gemini, Cloud, enfim. Uma série de modelos aí que estão bombando, certamente. Vocês já esbarraram com eles. As instruções. É aí que, pra mim, mora a chave do negócio. São as instruções que você vai... São nas instruções que você vai conseguir configurar para o seu agente, o que ele deve ou não fazer, como ele deve ou não agir, como ele deve ou não se comportar, se define tom de voz nas instruções desse agente. E aí a terceira coisa são as ferramentas que você, que eu gosto de dividir essa terceira coisa em duas, são as ferramentas que você vai dar acesso para esse agente executar as ações. Por que eu gosto de dividir essas ferramentas em duas? Porque existem as ferramentas de ação, em que você vai dizer, olha, se você, digamos que ele esteja falando de um agente SDR aqui, se você identificar que esse cliente quer falar com o vendedor, ou você entender que ele tem potencial para virar cliente, crie uma oportunidade no CRM. Isso é uma instrução que você dá para o agente, só que para o agente fazer isso ele precisa de acesso às ferramentas para poder fazer. E aí a outra ferramenta que eu acho importante esse agente ter, que para mim é onde também mora o coração desse agente, é uma fonte de conhecimento sobre a sua empresa. Então, normalmente o playbook que você dá para um vendedor quando ele chega, que fala sobre a sua empresa, os cenários e tudo mais, é você colocar esse playbook também dentro do seu agente e testar incansavelmente. Porque, assim como o vendedor quando entra na sua empresa, você não costuma fazer calls de alinhamento para identificar melhores discursos que ele possa trabalhar e ir aprimorando esse vendedor. Com a gente é a mesma coisa. Você vai testando ele ali, você pode testar dentro de um chat, enfim, do que a plataforma permitir, e estressando ele ali até ele trazer a resposta do jeito que você gostaria. E entender também que as LLMs têm seus vícios de linguísticos ali também, os modelos, né? Então é meio que nas instruções também dar esse direcionamento pra ela, e você ir testando e quebrando isso. Legal.
Gustavo Pagotto
Agora, você até falou das redes sociais, você está olhando ali no Instagram, você vê um Reels de alguém que criou a sua startup do zero através dos prompts e papapá. Quando a gente vai para empresas um pouco maiores, um pouco mais robustas, que já tem dezenas, centenas de pessoas, vários sistemas, tem a TI, tem o Compliance, a galera fica meio congelada, fica meio travada. Será que tudo isso que eu estou vendo dentro das redes sociais é um pouco romântico, é todo mundo meio que um pouco marqueteiro ali tentando vender curso de A, ou de fato isso está sendo aplicado? E, na verdade, a minha grande pergunta aqui para você é, você acha que tem muita gente que está colocando esforço em iniciativas de A, que é muito mais porque quer seguir a hype do que aquilo que vai ganhar produtividade dentro do negócio?
Diego Minoni
Olha, eu vejo muita gente com receio de criar agentes de A e dar o primeiro passo. Mas eu acho que existe sim uma romantização dentro das redes sociais de facilidade, que de novo, não é difícil, mas é trabalhoso. Você criar um agente de A, ele não é algo complexo, algo que, nossa, preciso ter um conhecimento absurdo de tecnologia para conseguir criar. Não. Você consegue criar rápido um agente, quer dizer, rápido não, você consegue criar fácil um agente. O que, pra criar um bom agente, é que você precisa fazer essa manutenção.
Gustavo Pagotto
É fácil, mas não significa que não dá trabalho, né?
Diego Minoni
Exato. Exato. É fácil, mas dá trabalho. E acho que existe essa romantização, sim, de ser muito rápido, muito simples em rede social. De, olha, em uma semana eu criei uma empresa do zero e já tô faturando x milhões. Sendo que, na verdade, existe todo um trabalho, todo um processo ali de manutenção por trás.
Gustavo Pagotto
É, acho que esse talvez seja o grande ponto, né? Assim, como muitas coisas na nossa... Pô, eu tava outra semana passada conversando com um cliente que me pediu pra entregar uma demanda que a gente tinha lá pendente com ele. Se eu me entregar até sexta-feira? Respondi, consigo. E na sexta-feira eu entreguei. E ela me respondeu, nossa, eu tô impressionado, vocês sempre da Pipelovers entregam as coisas no prazo que a gente pede, né? Falei, é... É o básico, né? É que o básico, às vezes, dá trabalho de ser feito. E muitas vezes o pessoal, ah, não, eu vou começar a trabalhar aqui com os agentes de IA, aí vai ser tudo fácil, vai ser tudo maravilhoso. Aí começam a surgir, na verdade, aqueles problemas das coisas mal feitas com o IA, né? Aqueles documentos onde, ah, a pessoa tem que gerar um report pro chefe, e aí ela faz um report usando o cloud que gera... 25 páginas de um relatório de uma coisa que poderia ter sido um e-mail resumido. Aí manda aquele relatório pro chefe, o chefe tem que pegar e mandar pro... Resuma, por favor, pra mim, num negócio. Ou seja, tem muita gente usando... Utilizando mal, utilizando de uma forma superficial, né? Então, acho que tem esse desafio de dar o primeiro passo, como você falou, se aprofundar nas ferramentas, e saber que pra você entregar coisas que vão te entregar valor e que vão te otimizar no médio e no longo prazo, você vai ter que colocar a energia, né?
Diego Minoni
Uhum. Vai ter um pouco de resiliência ali em cima daquele processo. É bom pensar que, cara, eu vou fazer isso daqui por um determinado tempo, automação determinística tem mais essa característica, tipo, ah, vou investir aqui tantos minutos pra resolver esse problema e depois eu não vou tocar mais. Uhum. Não vou precisar mais emitir nota fiscal, não vou precisar mais baixar lead e importar lead em CRM. Beleza, você dedica um tempo ali. A automação com IA, ou uma automação com agente de IA, ela exige essa manutenção, esse acompanhamento, mas você só vai refinando ele com o passar do tempo e vai se tornando cada vez mais simples isso, esse refinamento. Então acho que vale muito a pena esse acompanhamento próximo ali.
Gustavo Pagotto
Legal. Você comentou pra gente aqui no nosso briefing, né, que Na pluga vocês têm um desafio de lidar com um grande volume de oportunidades que chegam para vocês e tem um time que é relativamente enxuto ali dentro do comercial. Então eu queria concretamente ouvir um pouco da sua visão sobre isso. Como é que vocês começaram a usar os agentes? e a automação contextual pra resolver esse gargalo no dia-a-dia de vocês lá, o que que... como era a operação antes, o que que era depois, o que que foi efetivamente realizado pra ganhar mais produtividade.
Diego Minoni
Legal, acho que tá todo mundo testando agora, né, todo mundo aprendendo a brincar com a gente, inclusive... Nós aqui da Pluga, a gente da Pluga, né? Mas a gente tem um time chuto. A Pluga é PLG, eu acho que vale a pena trazer logo esse ponto. É um produto bem self-service, você entra, cria sua conta, cria suas automatizações, não precisa falar com nenhum vendedor, se resolve ali. Mas existem cenários em que a gente identifica que é interessante o time de vendas atuar aqui em cima. para poder ajudar esse cliente, ou então trazer outras automações. E um desafio que a gente enfrentava ali, enfrenta ainda, a gente está ajustando, é justamente o volume de oportunidades que chegam e a gente sabe, entrou uma oportunidade ali, O vendedor tem que entrar em contato, às vezes o potencial cliente não responde, não fala. Então a gente começou a automatizar essa primeira camada de, ah, vamos automatizar o envio das mensagens aqui por WhatsApp para esse cliente, ligações, enfim, para tentar obter algum tipo de resposta. E aí depois que a gente tem a resposta, tem o trabalho de ajudar essa pessoa a criar o melhor fluxo. E às vezes essa pessoa tem dúvidas muito simples sobre o produto. Porque não vale a pena o vendedor entrar numa call para tirar essa dúvida. E é aí que a gente está começando a testar os agentes. É justamente dar esse conhecimento, essa fonte de conhecimento que o nosso time de vendas já tem, que o nosso time de atendimento já tem, para conversar e tirar essas dúvidas pontuais. E aí no momento que ele identifica que é uma dúvida mais avançada ou então que faz sentido o vendedor entrar em call para fechar a venda ali, aí ele passa essa oportunidade para o vendedor. Mas não existe uma etapa inicial, mas de tentativa de contato.
Gustavo Pagotto
E isso acontece em quais ferramentas? Isso é por e-mail? Isso é por WhatsApp?
Diego Minoni
Whatsapp.
Gustavo Pagotto
Por Whatsapp.
Diego Minoni
Principalmente hoje por Whatsapp. E-mail hoje a gente tem sentido uma barreira grande das pessoas responderem ali o e-mail. Ligações, acho que mais difícil ainda, né? As pessoas hoje atenderem ligações e o Whatsapp...
Gustavo Pagotto
O que é uma ligação, né?
Diego Minoni
E por Whatsapp tem sido o principal canal, assim. Então a gente automatiza bastante essa etapa do Whatsapp. Depois que a pessoa responde, a gente está colocando a gente ali dentro desse fluxo, mas aprendendo também em como melhor colocar esse agente.
Gustavo Pagotto
Acho que o que o grande desafio hoje em dia é você olhar qual que são as métricas efetivas de negócios que você está impactando. Então, numa operação de vendas que tem um grande volume de oportunidades, o primeiro contato com o cliente é muito crítico. Se eu conseguir responder esse cara mais rápido, automaticamente a chance desse cara continuar engajado comigo e não gastar energia com o meu concorrente é maior. Então, legal, vou responder ele rápido. Agora, vai ser personalizado? Vai estar com a realidade dele? Obviamente, se for um humano, e a gente sabe as diferenças de um atendimento de um humano via WhatsApp, você vai causar um impacto diferente do outro lado. Como que eu consigo balancear isso? Talvez esse seja o momento que vocês estão vivendo agora, né?
Diego Minoni
Exato. É, existe também a forma... aí é muito legal ver o agente, essa automação funcionar, porque você consegue personalizá-la. Inclusive, você consegue dar instruções pra esse agente parecer mais humano. Uma regra clara que a gente colocou do agente, olha, impóteis em alguma, use travessão. Já ficou meio na cara que travessão é...
Gustavo Pagotto
O pior é que eu adoro travessão. O chat de EPT veio e ferrou com a minha vida. Eu tenho que mudar os meus hábitos de escrita.
Diego Minoni
Eu sei no teclado o código pra colocar travessão. É, então eu tive que parar ali. Mas até uma coisa bacana que vi, acho que no final de semana mesmo, que agora as pessoas estão começando a escrever newsletter de forma, não de forma errada, mas com a ortografia como a gente escreve para um amigo. Mandar ao invés de um tudo bem, um td bem. Pra parecer menos e a, né? É, então a gente pode colocar isso...
Gustavo Pagotto
Você vai configurar o seu... Agora começam a configurar o seu... Escreva como se você não fosse uma IA, uma conversa...
Diego Minoni
Exato. Mas aí, às vezes, a IA fica até bem perdida, né? Como que é assim, escrever como se não fosse uma IA? Talvez você tenha que dar um dicionário pra ela. Ao invés de escrever tudo bem, você escreve T-D-Bem. Ao invés de escrever V-O-C-E, um acento, escreve V-C, só. Então é dar essas instruções para parecer menos robotizado e mais humano ali. Mas também trazer para a IA, para ela também, porque se deixar a IA ela vai, ela só vai. Um teste que a gente estava fazendo inclusive na Pluga, agora com esse agente de vendas, era um teste de reduzir a quantidade de caracteres que a Sayah mandava para o cliente. Então ela gosta de escrever, ainda mais em conversa. Então a gente colocou direcionamento para ela, olha, escreva até tantos caracteres.
Gustavo Pagotto
Para fazer essa conversa mais rápida. Em termos de resultados, o que vocês viram em termos de produtividade? Qual foi a eficiência na métrica que vocês conseguiram chegar depois das primeiras implementações?
Diego Minoni
Acho que é o primeiro momento a gente olha e vê se está dando mais trabalho agora. Fazia 30 calls. 20 calls eram com dúvidas mais simples. Agora você vai fazer 10 calls, mas 10 calls muito mais trabalhosas. Porque a IA já tirou aquela camada simples. Aquela camada que você perdia um tempo para explicar as coisas fáceis para o usuário. Então você entra com um trabalho mais robusto, mas mais efetivo também, e consegue ajudar mais esse cliente. Eu acho que o principal ponto que a gente vem experimentando na Plug, que a gente vem percebendo dentro dos clientes, é esse ganho de produtividade e foco. Sei que é meio clichê isso, mas naquilo que realmente importa. para o usuário final e para a empresa também. Então é deixar de fazer aquelas calls frias, deixar de fazer aquelas calls de descoberta ali e começar a fazer, entrar em calls, entrar em dúvidas mais pertinentes ali do cliente, onde realmente hoje só um ser humano conseguiria fazer, só um ser humano conseguiria tirar.
Gustavo Pagotto
Agora, do outro lado, né? Nem tudo são flores. O que vocês viram de desafio para começar essa implementação e o que vocês tinham de expectativa que, de alguma maneira, vocês ainda estão frustrados ou estão trabalhando para tentar resolver e melhorar dentro da operação?
Diego Minoni
Cara, eu vou trazer um cenário que aconteceu semana passada. Eu comentei aqui, eu acho que o mais importante da IA é você fazer a manutenção dela ali, estar perto, de olho, olhando tudo que ela está fazendo. E a gente ativou a IA para poder responder os clientes por WhatsApp. Obviamente, a gente vai trabalhando em cenários mais controlados. E aí eu falei do textão...
Gustavo Pagotto
Isso pra suporte ou pra lead?
Diego Minoni
Pra lead. A gente tá testando pros dois, na verdade. E aí o que a gente tem feito é colocar em ambientes controlados antes de disponibilizar aí pra todo mundo que entrar em contato. E enfim, a gente configurou ali tudo bonitinho, achou que tava tudo certo. As instruções estavam na nossa cabeça claras, nítidas, não tinha onde errar. Beleza, ativamos e aí a gente estava estressando por trás, por WhatsApp, mas calhou de um cliente mandar uma mensagem e aí há o agente entrar na conversa. Só que estava justamente numa etapa em que a gente estava ajustando. Ele começou a responder, e foi engraçada a conversa, porque o agente, ele... Não chegou a usar travessão, ele colocou nas instruções pra ele não usar, mas ele vinha com várias perguntas pra qualificar. Perguntas que faziam sentido, e com aquela comunicação meio robótica, do tipo, ai que legal, esse processo que você está tentando fazer é incrível. Esse cara, quem fala assim? Ninguém fala assim. E aí, no final, o ser humano, né? O cliente tava mandando mensagem pra gente, mandando mensagem. Quero falar com o mano. E a gente ajustando o agente pro outro lado. Na hora, assim, do desespero, dá vontade de desligar todas as máquinas, volta...
Gustavo Pagotto
Puxa o cabo da tomada, né?
Diego Minoni
Puxa o cabo, bota o ser humano pra conversar aqui. Mas eu acho que esse é o ponto que a gente conversou muito na semana passada, que é aceitar esses erros. Aceitar que, cara, não vai ser... a primeira versão, a perfeita, a gente vai ter que ajustar, vai ter cliente que vai ficar chateado, que não vai entender. E o que a gente tem trabalhado, até mesmo nas instruções do agente, ele se apresentar dizendo, olha, eu estou em beta, estou aqui, vou tentar te ajudar, mas eu sou um agente de A que estou em beta. E trazer essa clareza para quem está do outro lado. No final deu tudo certo, o cliente ficou tranquilo, falou com o ser humano, a gente seguiu a conversa com ele.
Gustavo Pagotto
A principal merece, se ele comprou no final. Se ele comprou no final, então é isso, tá resolvido.
Diego Minoni
Tirou a dúvida que ele tinha, comprou no final, e a gente saiu com esse aprendizado também. Nessa fase inicial, acho que o principal, antes de pensar muito, obviamente os resultados são importantes, mas é uma coisa que você tem que enxergar lá no final do túnel, o resultado. Por enquanto é uma etapa inteira de aprendizado, então não desistir nessa etapa. Legal.
Gustavo Pagotto
Acho que tem um aspecto interessante disso que você tá falando, né? Eu tenho alguns clientes onde eu tô como advisor e faço mentorias, avalio os processos, e muita gente tá nesse desespero. Pô, eu deveria estar usando os agentes de inteligência artificial, eu deveria estar colocando automações, mas como é que vai ficar aqui? Será que o atendimento humano não é melhor? Legal, vamos fazer um cliente oculto aqui. Vamos simular como que é um cliente oculto com o seu time comercial hoje, porque você acha que o humano tá fazendo tudo certinho, né? E a realidade, a gente começou a perceber que os humanos estão fazendo um monte de Ctrl-C, Ctrl-V. Copia daqui, cola ali, copia ali, cola ali, copia ali, cola ali. E tem um monte de mensagem que tá sem contexto, que não faz sentido. É uma mensagem que ele escreveu um copy ele mesmo, né? Porque o direcionamento da empresa, ele atende cada cliente de uma forma, mas ele criou um copy que não tá perfeito. Então, se você olhar, e acho que fica a dica aqui pra todo mundo, faça uma simulação de um atendimento da sua própria empresa, como um cliente oculto, pra você ver como é que você vai estar sendo atendido. Aí você fala, é... Acho que um agente talvez não seria um problema, que talvez no começo as pessoas vão saber que é uma automação, que é um agente de ar, mas não vai mudar tanta coisa assim, versus o ser humano que está operando nesse caso.
Diego Minoni
Tem um ponto também que eu gosto de trazer, que é interessante, é que diferente de um ser humano, o agente não tem um dia ruim e um dia bom. Ele teve um dia difícil, um dia mais fácil, um dia que ele tá meio doente. Então isso dentro de um agente não entra como justificativa. E outra coisa que eu percebo tanto em empresas quanto a gente já percebeu na pluga, existem as macros ali, que todo mundo vai usar aquelas respostas mais padrões. E existem também aquelas perguntas que às vezes até o atendente joga num GPT, copia e manda pra fazer isso, mas faz você colocar um agente ali no meio, né? Então, é entender também como tá sendo esse atendimento com o ser humano e como pode ser melhorado ou otimizado ali com o agente.
Gustavo Pagotto
Legal. Agora, Diego, tem sim. Acho que nessa altura do nosso episódio aqui de hoje, muita gente já está convencida que precisa dar esse passo, precisa começar a automatizar as coisas com agentes de A ou fazer integrações. A grande dúvida aqui é por onde que eu começo? Qual que é o primeiro passo? Pensando aqui no contexto, você está totalmente envolvido no contexto de marketing e vendas, Por onde que eu começo? Qual que é esse playbook para começar a implementar inteligência artificial e integrações dentro da minha operação? E o que que precisa existir antes da inteligência artificial? Você já falou de instruções, você já falou de playbook. Como que quem tá ouvindo a gente aqui sai do zero e fala, cara, vou dar meus primeiros passos aqui, são esses aqui que o Diego está nos trazendo.
Diego Minoni
Legal, acho que o primeiro passo é dar o primeiro passo. quebrassem da cabeça o medo, o receio de você quebrar tudo. Não, calma, não vai quebrar tudo. Criei um ambiente controlado que você vai conseguir finalizar aí esse processo. Mas também acho importante trazer de pensar em quais são as ferramentas, qual é o processo como um todo que você quer automatizar, seja com a gente ou não, mapear isso. Isso eu aprendi com um cliente da Plug, inclusive, sabia? Ele fez uma apresentação ali pra gente, ele falou como que eu organizo aqui meus processos. Ele colocava, por exemplo, Zorro CRM no meio de todo o processo dele. Ele falando, ah, entra a Lidia assim dessa forma no Zorro CRM. o vendedor entra em contato, existe essa etapa aqui em que o cliente recebe o contrato, então dá para automatizar essa etapa. Então desenha, faz mesmo um mapa, faz um mapa mental ali de todo o processo que existe. Eu achei muito interessante essa metodologia de colocar a ferramenta no centro. Porque aí você começa a pensar nos processos para aquela ferramenta. Uma vez que isso está feito, é realmente criar a conta e testar. E testar sem medo. Legal que a Pluga tem um período de testes pra você brincar ali, também é um free, então você consegue, dependendo do seu uso, utilizar de graça. Então testar e ir entendendo como que tá funcionando isso, se tá funcionando do jeito que você quer. Teve outro depoimento de um cliente que eu achei muito legal, mas ao mesmo tempo eu fiquei muito triste. O legal da pluga é que eu entro e não preciso entrar mais. Eu que trabalho com marketing dentro do produto, o pessoal de marketing também fica maluco com esse depoimento.
Gustavo Pagotto
Eu quero que o cliente volte pro produto!
Diego Minoni
Eu quero que volte, porque depois a gente tá lançando integrações, lançando ferramentas, tem mais coisas pra você usar aqui. Mas é isso, uma vez que você configura, deixa tudo bem redondinho ali, é um processo que você não precisa mais se preocupar. Só é interessante você mapear esse processo, identificar onde estão os gargalos, testar, e eu falo aqui, testar incansavelmente, até você garantir que isso tá redondinho. Enfim, se precisar de ajuda, se precisar de suporte pessoal, dá. E depois, enfim, curti aí a vida fazendo outras coisas.
Gustavo Pagotto
Essa é uma das minhas frases que praticamente todas as minhas aulas ou palestras eu acabo falando, né? Qual que é a melhor ferramenta? Qual que é a melhor tecnologia? Qual que é a melhor plataforma? Gente, antes de qualquer coisa, processos. Se você não sabe qual que é o processo, na sua empresa, o processo do seu departamento, como entra o lead, ele passa de onde para onde, que informações que precisam, como que vai, como que volta, qual que é a regra para avançar, enfim, o que pode, né? Enfim, toda empresa tem os seus processos. Se você não tem isso bem definido e você não sentou na mesa com as outras pessoas para resolver, se você não colocou num fluxograma, não adianta você usar as tecnologias, porque como é que você vai montar, otimizar um processo com tecnologia se você não sabe qual é esse processo? E muito desse processo tem a ver com a jornada do seu cliente. que canal de comunicação que ele vai falar com você, quantas reuniões ele vai fazer até um fechamento, que informações que ele te demanda, ele te demanda uma minuta de contrato, ele precisa de uma aprovação de crédito, tudo isso passa por definir o processo. A hora que você tem isso bem desenhado, aí você fala, que ferramenta que eu vou usar aqui, que eu vou usar acolá, né? A gente tava até falando antes de entrar aqui no ar, a gente fez uma mudança grande de processo de emissão de boletos e de nota fiscal na Pipe Lovers. A gente faz um boleto unificado, são duas notas fiscais, porque o maior de produtor tá de serviço, e a gente ficou lá quebrando a cabeça como que ia fazer isso. Meu! desenho para tudo quanto é lado, onde que entra aqui a ferramenta de cobrança, onde entra o RP, onde entra o integrador do meio, tudo isso para conseguir depois olhar para as tecnologias, então esse desenho do processo é crítico, senão você vai ter que se adaptar ao processo da ferramenta e não necessariamente é o melhor para você.
Diego Minoni
E outro ponto também é entender que não necessariamente o processo da Pipe Lovers é igual o de outra empresa. Cada empresa tem os seus processos.
Gustavo Pagotto
Provavelmente ele é totalmente diferente, né?
Diego Minoni
É. E aí, um outro ponto que é legal trazer, você vê normalmente em rede social, em Reels, o agente que... Não existe isso. Não existe a gente que funcione. A gente é o processo que seja igual e funcione igualzinho para todas as empresas. Vai precisar de uma camada de personalização. É importante que o ser humano interaja com essa camada. A galera vendendo um template, alguma coisa do tipo. Você pode até comprar um template. Você pode até usar o template. Sugiro que você use o template como ponto de partida. Depois você vai adaptando com a realidade dos seus processos.
Gustavo Pagotto
A gente dentro do... a gente usa lá, usou o CRM como coração da nossa operação. Então, tudo que entra de lead passa pelo time de pré-vendas, passa pelo time comercial. Fechamento, vai pro time de Omborgem, depois o time de Ongoing, ou seja, tudo tá orquestrado dentro do Zou CRM. E uma das coisas que é bem legal dentro do Zou CRM... é o Blueprint, que é uma parte onde eu consigo desenhar todos esses processos, esses workflows, e as automações entre os vários módulos que a Zorro tem. Então, é uma grande vantagem quando você tem umas falandas de escolher qual é o ecossistema de ferramentas que eu vou estar usando, a grande maioria das soluções que a gente tem de marketing e vendas estão plugadas dentro do contexto da Zorro, do Zorro CRM, e aí me simplifica a vida, porque quanto mais ferramentas diferentes eu tenho, eu tendo a ter mais custos, então eu vou fazer integrações quando são movimentos críticos, de sair do CRM pra ir pro RP, do RP pra uma emissão de nota fiscal, uma emissão de um boleto, uma conciliação bancária, esse tipo de coisa eu vou usar os agentes externos. Diego, pra gente chegar na reta final, cara, a gente gosta sempre aqui de terminar falando de tendências, né? E a gente tá percebendo que tá tendo uma evolução muito grande em relação aos agentes, as novas tecnologias de inteligência artificial. Eu queria que você falasse um pouco o que vem por aí, qual é a grande tendência para 2026, 2027. A tendência hoje está tão rápida que a gente quase nem fala do ano que vem, né? O que está vindo aí em relação especificamente dentro dessa parte das automações? O que as empresas estão demandando mais e você acha que quem está assistindo esse episódio não pode deixar de ver, não pode deixar de acompanhar e se aprofundar?
Diego Minoni
Legal. Acho que é difícil identificar uma... A gente sabe o que tá acontecendo agora, né? Mas prever o que vai acontecer daqui a um ano, dois anos...
Gustavo Pagotto
O mundo tá muito louco, não dá pra prever mais nada.
Diego Minoni
Tá muito rápido. Mas algo que eu venho percebendo há um tempo é que a gente já é realidade. A gente conversa aqui de tendência, tendência... Depois que eu vi minha mãe usando o chat GPT pra fazer pesquisa e ajudando no trabalho dela, Cara, isso aqui já é uma realidade, já deixou de ser tendência.
Gustavo Pagotto
Ela trabalha com o quê, de curiosidade?
Diego Minoni
Turismo.
Gustavo Pagotto
Olha lá, trabalha com turismo.
Diego Minoni
Fazendo mapa da rota, né, do cliente dela ali. Ela tá fazendo via chat GPT. Depois ele ia conferindo pra ver se fazia sentido aquilo. com a realidade daquele cliente. Mas isso já é uma realidade, eu acho que já deixou de ser uma tendência. Minha mãe já tem lá seus 60 anos quase. Então, poxa vida, já tá aí nas mãos da...
Gustavo Pagotto
Não tem limitação de idade, não tem limitação de segmento, não tem limitação de porte de companhia, né?
Diego Minoni
Eu acho que o agente é o hype que está agora no momento, é o que todo mundo está falando de criar e tudo mais, e que já é o momento, não é uma tendência. Ele já está vendo e fazendo isso. E aí se for pensar em uma previsão de algo que vem a acontecer, a gente vai ter um universo, um mundo cada vez mais automatizado. Cada vez mais robôs participando da jornada com o cliente. O que eu vejo que vai ser mais interessante é o contato humano. Onde entra o ser humano nessa jornada?
Gustavo Pagotto
Essa é a grande discussão do momento, né? Em que momento eu vou usar o humano?
Diego Minoni
Exato. E eu acho que as pessoas... É uma aposta minha, tá? As pessoas vão querer falar com seres humanos. Vão querer conseguir falar com seres humanos. E aí o legal da Pluga, que é uma empresa PLG, self-service e tudo mais, é que a gente sempre teve uma mentalidade da pessoa se auto-atender. E tem momentos que você quer se auto-atender, que você não quer falar com o ser humano pra resolver uma coisa simples ali, uma coisa que deveria ser simples, mas existem momentos que você gostaria sim de conversar com o ser humano. Eu acho que agora a gente tá tão no hype dos agentes, tá tão no hype da automação, automatiza tudo, começa de automação tudo, que daqui a pouco a tendência vai ser colocar seres humanos dentro desse fluxo, dentro desse processo aí para conseguir conversar com os clientes. Eu acho que a tendência no futuro é ser mais humanos.
Gustavo Pagotto
Muito legal. Então fica aí a pulguinha atrás da orelha. Começa a pensar onde os humanos vão trabalhar aí no seu negócio, porque a tendência que cada vez mais coisas sejam automatizadas. Sabe o que eu li para a gente fechar aqui? Eu li uma vez um livro que se chama The Happiness Equation, a equação da felicidade. Ele falava sobre o tanto de decisões que a gente toma no nosso dia a dia e que quanto mais decisões a gente toma, mais estressado fica o ser humano, né? Então, quanto mais eu puder automatizar, menos decisões eu preciso tomar, consequentemente, eu vou ser uma pessoa, tendo a ser uma pessoa mais feliz, desde que essas automações estejam bem feitas.
Diego Minoni
Redondinhas.
Gustavo Pagotto
Muito bom. Diego, estamos chegando aqui no final do nosso episódio, quem quiser te conhecer, quem quiser conhecer a Pluga, qual é a melhor forma de se conectar contigo, conhecer a plataforma, agora é o momento do Jabark.
Diego Minoni
Legal. Bom, site da Pluga, pluga.co, sem M no final mesmo, para poder criar sua conta e fazer o que eu acabei de dizer, que é começar a criar a sua conta e começar a testar. Além disso, a gente tem um canal do YouTube também, eu apresento esse canal do YouTube. Então ali dentro do canal eu dou várias dicas de como montar o seu agente, bem mão na massa, bem desmistificando mesmo o assunto, tem conteúdos gratuitos ali, além das redes sociais como o Instagram. Então são lugares onde a gente se vê, se comunica, o Instagram é arrobapluga.co. Se a gente se vê, se comunica, troca ideia, adoro conversar nos comentários também, a gente responde os comentários. Então a gente vai se vendo e falando e conversando e discutindo e descobrindo coisas ali.
Gustavo Pagotto
Muito legal, cara. Obrigado demais pela sua aula de hoje sobre automações, sobre agentes. Obrigado por compartilhar sua experiência sobre a pluga. E é isso aí, galera. Estamos chegando no final de mais um episódio. Esse é aquele momento que a gente pede. Printa, tira foto, posta. pra gente saber o que vocês estão achando. A gente, obviamente, tem todos os analytics por trás de 200 milhões de plataformas, mas a gente quer ouvir vocês de verdade, tá? Então, vai lá, não deixa de marcar a gente, né? Arroba vamosdevendaspodcast, me marca lá também, arroba gupagoto, que eu quero saber o que vocês acharam do conteúdo desse episódio e tragam também sugestões de novos temas do que vocês querem ouvir aqui no Vamos de Vendas. Combinado? Por hoje a gente fica por aqui, semana que vem tem mais e... Vamos de vendas!
Neste episódio, apresentado por Gustavo Pagotto, o foco é discutir o papel dos agentes de Inteligência Artificial (IA) no contexto de integrações entre ferramentas de tecnologia para vendas B2B. O objetivo é desmistificar o hype dos agentes de IA, mostrando como implementá-los de forma eficiente, quais são os desafios práticos, diferenças entre automações tradicionais e agentes autônomos, e as tendências para o futuro — tudo baseado na experiência de Diego Minone, Head de Marketing da Pluga.
“Peguei desde bebê a Pluga, desde quando tudo era mato, desde quando integração, falar sobre integração no lugar, as pessoas só faltavam fugir, correr.”
— Diego Minone [04:28]
“Esse é o tipo de processo que é fácil a gente identificar, calcular o quanto tempo a gente investe, ou no caso perde nele, e que a automação soma muito.”
— Diego Minone [06:58]
“É muito comum… Você contrata ferramentas específicas para solucionar aquela dor. Então você vai contratar um determinado CRM, vai contratar um determinado RP… Não tem como muito fugir.”
— Diego Minone [10:41]
“Eu gosto de pensar que esse cérebro autônomo, esse agente de IA, é como o estagiário que você comentou, ele precisa de diretrizes... dar um direcionamento pra ele, dizer o que ele deve fazer...”
— Diego Minone [00:00] e [17:27]
“Existe sim uma romantização dentro das redes sociais de facilidade, que de novo, não é difícil, mas é trabalhoso.”
— Diego Minone [22:39]
"As instruções… pra mim, mora a chave do negócio. São nas instruções que você vai conseguir configurar para o seu agente, o que ele deve ou não fazer, como ele deve ou não agir..."
— Diego Minone [19:14]
“Você vai fazer 10 calls, mas 10 calls muito mais trabalhosas... Acho que o principal ponto... é esse ganho de produtividade e foco.”
— Diego Minone [31:19]
“Dá vontade de desligar todas as máquinas, volta... puxa o cabo... Mas é aceitar que, cara, não vai ser... a primeira versão, a perfeita, a gente vai ter que ajustar."
— Diego Minone [34:26]
“O primeiro passo é dar o primeiro passo.”
— Diego Minone [38:37]“Antes de qualquer coisa, processos. Se você não sabe qual é o processo... não adianta você usar as tecnologias.”
— Gustavo Pagotto [40:48]
“O agente é o hype... daqui a pouco a tendência vai ser colocar seres humanos dentro desse fluxo… a tendência no futuro é ser mais humanos.”
— Diego Minone [47:06]
| Timestamp | Segmento | |-------------|-----------------------------------------------------------------| | 03:01 | Trajetória de Diego e contexto da Pluga | | 06:31 | Valor da automação e exemplo prático de nota fiscal | | 10:18 | Desafio de integrar múltiplas ferramentas | | 12:52 | Primeiras oportunidades e ‘vício’ de automação | | 15:28 | Diferença entre automação determinística e agente de IA | | 19:03 | Checklist para criar agentes eficientes | | 22:39 | Desmistificando o hype dos agentes de IA | | 26:16 | Case real: uso de agentes na operação da Pluga | | 32:46 | Dificuldades, erros práticos e aprendizados | | 38:36 | Guia passo-a-passo para começar projetos de IA | | 45:32 | Tendências: agente como realidade e volta à valorização humana |
Diego Minone explana, em tom pragmático e descontraído, que IA e automação já são parte do dia-a-dia das empresas. O verdadeiro desafio não está na tecnologia em si, mas em mapear processos, lapidar bem as instruções e aceitar um ciclo contínuo de aperfeiçoamento — tanto para automações quanto, especialmente, para agentes inteligentes. O episódio termina reforçando que o futuro é cada vez mais automatizado, mas que o contato humano se tornará ainda mais valioso e estratégico.
Links mencionados:
Este episódio é altamente recomendado para quem quer avançar de fato com IA e automação sem cair em falsas promessas fáceis e sem propósito!